Pesquisar este blog

sábado, 28 de junho de 2014

A Folha enxovalha o que lhe resta de história: Janio de Freitas

28.06.2014
Do blog TIJOLAÇO, 27.06.14
Por  Fernando Brito

janio
Eu entrei nesta profissão no tempo em que ela tinha algumas figuras míticas.
Barbosa Lima Sobrinho, já nos seus 80 anos, foi recebido como um ícone num debate de estudantes calouros na UFRJ.
Castelinho era venerado, não apenas pela qualidade da informação com pela delicadeza com que tratava da política e dos políticos em seu canto da página dois do Jornal do Brasil.
E, bem mais novo, Janio de Freitas era uma águia a apontar irregularidades, desvios e o monte de espertezas que foi, desgraçadamente, tomando conta da política brasileira.
Hoje, fui tomado de vergonha ao ver, na Folha de S. Paulo,  essa glória remanescente daqueles tempos de jornalismo agredida toscamente  por Reinaldo Azevedo.
Reinaldo não pode se queixar de ser criticado, porque é isso que ele procura quando criou para si mesmo o papel de enfant terrible da direita.
Ele busca, pelas razões absolutas que defende, pelos rótulos que prega e pelo ódio que destila, sempre o confronto pessoal, eis que o de ideias, nas poucas que tem, é frágil, fragilíssimo.
Não o culpo por nada além disso e todos os miasmas que brotam do seu texto não são coisa alguma além disso.
No monturo da Veja, onde teria propriedade a frase que Dante apõe ao pórtico do Inferno – lasciate ogni speranza voi che entrate – ele cabe,  porque quem  para lá vai sabe que terá de se despir não apenas dela como de parte de sua dignidade.
Mas não na Folha, onde há gente digna, capaz e civilizada, embora tenha de se submeter às manias tolas que o jornal cultiva.
É à Folha que cabe o repúdio por colocar sua figura histórica, Janio,  ao alcance de mãos lamacentas.
Ela o foi buscar e deu-lhe ribalta.
Não sei o que se passou com Janio, a quem mal conheço pessoalmente embora o admire como profissional como se ainda fosse um trêmulo “foca”.
Não sei se lhe doeu ver a casa a quem tanto deu abrigar tal figura, ou se deu de ombros e espanou com o pé a figura minúscula.
Sei que a mim doeu e revoltou.
E por mim é que faço este desagravo, do qual Janio não precisa.
Preciso eu, para seguir achando que há dignidade em minha profissão.
****
Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=18743

Perda de credibilidade e de negócios: Globo é a grande derrotada da Copa

28.06.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 27.06.14
Por  Helena Sthephanowitz

Era para ser uma janela de oportunidades para as empresas de mídia, mas a visão estreita e o partidarismo que assumiram se voltaram contra elas mesmas
© REPRODUÇÃO
Sem título.jpg
Prejuízo à própria imagem: JN tenta atribuir à imprensa estrangeira pessimismo contra a Copa no Brasil
A Copa do Mundo de Futebol no Brasil deveria ter sido vista como uma oportunidade rara para as empresas de mídia fazerem bons negócios. Poderiam aproveitar a visibilidade e o interesse no Brasil pelo evento esportivo de maior popularidade do planeta para vender ao mundo reportagens, documentários sobre cada região no entorno das cidades-sede e ampliar os canais de exportação para produtos jornalísticos e obras audiovisuais.
Mas estas empresas, quase todas "filhotes da ditadura", perderam esta oportunidade histórica por visão pequena, provinciana, e pelo vício de tratar seu próprio negócio como se fosse um partido político, daqueles obrigados a contestar qualquer ação de um governo o qual querem derrubar nas urnas ou sabe-se lá como.
Até o início do Mundial, as tevês, jornalões, revistas e portais alinhados ao pensamento demotucano detonavam a Copa no Brasil. Óbvio que essa corrente de pensamento do contra influiu na imprensa estrangeira. Mesmo empresas de comunicação que tenham correspondentes no Brasil acabam contaminadas pelo que ouvem e veem nas telas de TV, nas capas de revistas e nas páginas dos jornais de maior circulação.
Com a chegada da Copa, cerca de 19 mil profissionais de mídia de diversos países do mundo desembarcaram no Brasil. Por si só, esse número já mostra o fracasso da imprensa tradicional brasileira. Quase ninguém quis comprar suas reportagens e matérias por falta de confiança na narrativa. Todos quiseram ver com seus próprios olhos, fazendo suas próprias reportagens, tanto esportivas como sobre outros acontecimentos.
E o aconteceu é que essa multidão de jornalistas estrangeiros passou a produzir matérias de todos os tipos com uma visão positiva, sem deixarem de ser realistas, sobre o Brasil – e suas narrativas foram muito diferentes do que havia sido propagado até antes da Copa.
As minorais barulhentas, que protestavam com quebra-quebras localizados e ganhavam grande destaque na pauta do principal telejornal brasileiro, passaram a ser retratadas com sua verdadeira dimensão no exterior: sem serem desprezadas, mereceram notas na imprensa internacional proporcionais à sua relevância.
E a maioria do povo brasileiro, até então silencioso, explodiu em festa com a chegada da Copa.
Pois bem. Na quinta-feira (27), o Jornal Nacional da TV Globo fez uma longa matéria mea culpa, mas disfarçada, com o título "Clima festivo e sucesso da Copa conquistam manchetes internacionais".
O apresentador William Bonner abriu dizendo "Durante meses, os atrasos e os problemas de organização da Copa do Mundo foram assunto de muitas reportagens no Brasil e no exterior. Existia no ar uma preocupação generalizada com as consequências dos atrasos, das obras não concluídas. E os jornais estrangeiros eram especialmente ácidos nas críticas. Mas o fato é que, aos poucos, desde o início desse Mundial, isso tem mudado." Em seguida, citou algumas reportagens de revistas e jornais europeus e estadunidenses, comparando o conteúdo antes da Copa, que era negativo, e agora, francamente positivo.
O que o telejornal fez foi jogar no colo da imprensa estrangeira o que a própria TV Globo, junto com revistas como Veja e Época, e jornais como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo propagaram incessantemente e que acabou repercutindo no exterior.
É a inversão das coisas. É como dizer: "Caros e ingênuos telespectadores, nada do que nós falamos durante meses sobre um suposto fracasso da Copa era verdade, como vocês estão percebendo, mas 'existia no ar uma preocupação generalizada' de que o seria, respaldada na imprensa estrangeira."
Como se vê, o 'tucanismo' da  Globo está levando-a à decadência.
****
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/06/tv-globo-e-a-grande-derrotada-da-copa-com-crise-de-credibilidade-e-perda-de-negocios-7068.html

DILMA E A COPA: "A IMPRENSA NACIONAL ERROU BASTANTE"

28.06.2014
Do portal BRASIL247
*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/247_na_copa/145018/Dilma-e-a-Copa-a-imprensa-nacional-errou-bastante.htm

Mulher encontra pedido de socorro ao comprar vestido

29.06.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 27.06.14

Pedido de socorro foi costurado e escrito à mão e denunciava condições de trabalho escravo. Após o susto, consumidora jurou que nunca mais usaria o vestido

pedido socorro vestido
Mulher compra vestido e encontra pedido de socorro na peça (Reprodução / Clarín)
Após comprar um vestido em uma loja da Primark em Swansea, no País de Gales, Rebecca Gallagher, de 25 anos, levou o maior susto. Ela encontrou um pedido de socorro escrito na etiqueta da roupa.
“Somos forçados a trabalhar por horas exaustivas”, dizia a frase na etiqueta da peça, que custara apenas R$ 37. A imagem foi postada pelo site do jornal Clarín.
A galesa perdeu completamente a vontade de usar o vestido, disse que não usaria a peça por medo de ela ter vindo de uma fábrica ilegal.
“Fiquei muito surpresa quando vi a mensagem. Fui verificar as instruções de lavagem quando li o pedido de socorro”, disse ela.
“Eu nunca havia parado para pensar nisso, mas faz sentido se você for pensar o quanto essas roupas são baratas”, disse a mulher, refletindo sobre a veracidade do desabafo.
Um representante da Primark informou que esta é a primeira vez que a empresa recebe uma denúncia como esta. A empresa pediu que a cliente devolvesse o vestido para fins de investigação.
Segundo noticiado pelo Wales Online, uma segunda consumidora recebeu seu produto com um pedido de socorro. Rebecca Jones, de 21 anos, comprou uma blusinha que veio com a frase “Condições degradantes na oficina de costura”.
com informações de Mirror, Techmetre e Vírgula
****
Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/06/mulher-encontra-pedido-de-socorro-ao-comprar-vestido.html

O mal incrível que os protestos contra a Copa fizeram ao Brasil

28.06.2014
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Não há o que comemorar na prisão de dois jovens ativistas contrários à Copa no último dia 23, durante manifestação na avenida Paulista que, para variar, terminou em quebra-quebra. E muito menos na prorrogação dessas prisões, anunciada pela imprensa na sexta-feira.
O professor de inglês Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, e o estudante e servidor da USP Fábio Hideki Harano, de 26 anos, ficarão presos até o julgamento das acusações que sofreram por parte da polícia, de que portavam artefatos explosivos e adotavam comportamento agressivo.
Há mais uma tragédia. A polícia está intimidando pessoas que promovem protestos contra a Copa. Prende em casa e leva para a delegacia antes de promoverem atos, preferencialmente, nos dias de jogo do Brasil.
Em larga escala, o apoio a protestos de rua vem caindo vertiginosamente. As últimas pesquisas dão conta de que já caiu para menos de 50% o contingente dos brasileiros que apoia o exercício do direito de protestar na via pública.
Dá tristeza ver tudo isso acontecendo. Falo, agora, como cidadão que nunca hesitou ou temeu exercer o direito à livre manifestação.
Os jovens presos, o constrangimento ao direito de manifestação, tudo isso pode, sim, se voltar inclusive contra quem exerce de forma democrática e cidadã o direito constitucional de protestar na rua.
Mas o que causou essa situação? Por que chegamos a esse ponto? É culpa de quem avisou que protestar com violência só iria gerar mais violência, e que protestar de forma que prejudicasse a população só iria colocá-la contra quem protesta?
Não. É culpa de quem abusa inclusive do cidadão comum ao organizar um protesto.
Volto a falar como cidadão. Promovi atos públicos que reuniram centenas de pessoas. Números iguais ou até maiores do que o da manifestação reprimida na última quinta-feira (26) na avenida paulista – cerca de 300 pessoas.
A polícia até acompanhou os protestos da ONG que fundei, o Movimento dos Sem Mídia, entre 2007 e 2011. Todas as vezes em que propus atos públicos, eu e os que para eles acorreram cumprimos a lei e avisamos a Polícia Militar sobre o local da manifestação, e ao Departamento de Trânsito de que a manifestação interromperia a via de tráfego de veículos.
Avisamos com antecedência, para que medidas pudessem ser tomadas.
Graças a essas medidas, as manifestações que promovi diante da Folha de São Paulo, no Masp e em outros locais nunca afetaram quem não queria se manifestar. Além disso, fomos à rua com megafone, carro de som, cartazes, faixas, discursos e demos nosso recado.
Em uma das vezes, em 7 de março de 2009, manifestação convocada pelo Movimento dos Sem Mídia através deste Blog ocorreu diante da Folha de São Paulo. O protesto, que reuniu vítimas da ditadura militar, decorreu de editorial daquele jornal que qualificou a ditadura militar (1964-1985) como “ditabranda”.
No dia seguinte, em 8 de março de 2009, o “Publisher” da Folha, Otávio Frias Filho, escreveu “editorial” reconhecendo o erro do seu empreendimento ao qualificar como “brando” um regime que torturou, estuprou e matou inclusive pessoas que não se envolveram com a resistência ao regime.
Não quebramos um só graveto. Não impedimos ninguém de ir e vir. Em contrapartida, duas dezenas de pessoas, de entidades como “Tortura Nunca Mais”, CUT, UNE, MST, etc., fizeram discursos tonitruantes ao microfone do carro de som.
Elevamos o ato de protestar. Ninguém pôde nos acusar de prejudicar alguém ao exercermos os inalienáveis direitos constitucionais à reunião, à manifestação e à liberdade de expressão.
Hoje, do jeito que a coisa vai, é possível que os que fizemos o protesto contra a ditabranda da Folha tivéssemos problemas para nos reunir mesmo sem ter a menor intenção de adotar qualquer tática de protesto que prejudicasse alguém fisicamente, sobretudo quem não tem nada que ver com o alvo do protesto ou com os que protestam.
Vários pequenos protestos ocorreram desde que a Copa começou. Em boa parte deles – para não incidir no risco de dizer injustamente que foi em todos – apareceram “black blocs” para promover quebradeiras, tocar fogo em carros, atirar rojões contra turistas, depredar estabelecimentos comerciais…
Não acredito que prender dois garotos com menos de trinta anos – da faixa de idade dos meus filhos – vá fazer com que esses grupos que protestam contra a Copa se intimidem. Estão movidos por uma “ira santa”.
Disso eu não tenho a menor dúvida.
De certa forma, é até bonito. Esses jovens põem em risco sua integridade física lutando contra moinhos de vento, a Copa, uma entidade intangível, um dragão da maldade de cuja derrota dependeria o futuro de todos nós.
Não existe a possibilidade de algumas centenas de garotos ensandecidos – alguns (poucos), inclusive, embriagados ou drogados – impedirem – ou sequer atrapalharem de verdade – um evento da dimensão de uma Copa do Mundo.
Se o fizessem, seria inaceitável. Se cada grupo de interesse ignorar as leis e a representação política e decidir impedir ou impor pela força o que quiser ou o que não quiser que aconteça, o resultado não será muito difícil de imaginar.
Sempre lembrando que, quando a força é o critério e o meio, existe sempre um lado mais forte, inclusive entre outros grupos populares.
Sair pela rua promovendo quebradeiras, tocando fogo nas coisas com o país cheio de turistas gera o risco de um desastre de proporções impensáveis.
Como correr o risco de deixar um protesto produzir vítimas fatais como cinegrafista da TV Bandeirantes que perdeu a vida num desses protestos violentos, deixando como saldo a destruição das vidas de dois garotos imbecis cooptados por espertalhões que buscavam fins políticos ao incitarem outros tantos jovens a cometer imprudências desse calibre?
Isso sem falar nas vítimas entre as hordas de manifestantes contrários à Copa – e a outras coisas – espancados e até mutilados por uma polícia despreparada, mal paga, violenta e que, via de regra, acaba perdendo o controle tanto quanto os que reprime.
Não tivesse havido grupos promovendo atos violentos em parte tão expressiva desses protestos contra a Copa talvez pudéssemos conviver com eles de forma democrática, respeitando-lhes o direito de reclamar, mas tendo respeitado por eles os direitos de quem não quer participar.
Os protestos contra a Copa se perderam. Além de prejudicarem os que protestam e os que não querem protestar, prejudicaram a compreensão do direito de manifestação. Açularam uma onda de intolerância, com manifestantes sendo agredidos inclusive pela população.
Recentemente, em uma estação de metrô de São Paulo uma jovem trabalhadora, tentando voltar para casa após um dia de labuta, perdeu o controle e partiu para cima de um grupo que impedia o embarque dos passageiros.
Esse é só um entre vários casos iguais que vêm ocorrendo.
Além de tudo, temos que ver o povo massacrando o povo. Isso não é manifestação, é uma irracionalidade, um abuso.
Cada um escolhe o caminho que quer. Democraticamente, é preciso respeitar até o direito de ser irracional, de pôr caprichos acima de um mínimo de bom senso – como, por exemplo, aceitar que não está sendo possível impedir ou atrapalhar de verdade a Copa.
Quem escolhe o caminho do capricho e da irracionalidade certamente não vai aceitar o preço que ações desse jaez acarretam, tampouco terá o bom senso de não jogar a culpa pelos próprios atos em quem não tem como ajudar ou prejudicar o insensato.
Tragicamente, a insensatez e a arrogância desses grupos que protestam contra a Copa não vão ceder antes de finalmente ocasionarem um desastre de proporções suficientes para que, miseravelmente, tais grupos se permitam um mísero lampejo de reflexão.
*****
Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/06/o-mal-incrivel-que-os-protestos-contra-a-copa-fizeram-ao-brasil/

Brasil avança nos pênaltis para as quartas de final

28.06.2014
Do portal BBC BRASIL
O derrotado Vidal falou após o jogo em entrevista à ESPN:
"Faltou um pouco de sorte, de aplicação nos pênaltis. Vamos tristes, mas com a cabeça erguida, porque deixamos tudo no campo."
  1. O lance do erro de Jara, que chutou na trave e deu a classificação ao Brasil.
  2. "Tenho tempo para me recuperar, para estar 120% no próximo jogo. Estou na mão de pessoas capacitadas", comentou David Luiz, que sofre com dores nas costas, em entrevista à Sportv.
  3. "Foi um jogão. Sabemos da qualidade do Chile. Errei no passe ao Marcelo e eles fizeram o gol. Tivemos um pênalti não marcado, um gol anulado que dominei a bola no peito. Na hora da cobrança, me apoiaram, e o Júlio conseguiu nos salvar", comentouHulk em entrevista à TV Globo.
  4. A imprensa chilena noticiando a eliminação do país, nos pênaltis, para o Brasil.
  5. O goleiro Júlio César, muito emocionado e chorando, falou na entrevista oficial da Fifa após o jogo:
    "Esperávamos um jogo difícil. Apesar do primeiro tempo ter sido bem jogado, o Chile se encontrou depois do gol de empate. Só tenho que agradecer ao público que acreditou sempre. É complicado, representar o nosso país dentro de casa é uma pressão muito forte".
    "Quatro anos atrás, eu dei uma entrevista muito triste, emocionado. Estou repetindo, mas com felicidade".
  6. O Brasil está classificado às quartas de final depois de um jogo emocionante diante do Chile no Estádio do Mineirão.
    No tempo normal, David Luiz abriu o placar para o Brasil, enquanto Sánchez empatou a favor dos chilenos.
    Depois, ambos os times perderam diversas chances, sendo que no último minuto da prorrogação o chileno Pinilla chutou uma bola na trave.
    Nos pênaltis, Júlio César defendeu duas cobranças, Willian e Hulk também erraram, eJara bateu o último na trave para dar a vitória ao Brasil por 3 a 2.
    Na próxima fase, o Brasil enfrenta o vencedor de Uruguai x Colômbia, que se enfrentam logo mais, às 17h, no Maracanã.








*****
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/140628_livepage_wc2014_oitavas1odia_rg.shtml

A teoria bizarra do STF para manter Genoíno preso

28.06.2014
Do blog O CAFEZINHO, 27.06.14
Por Miguel do Rosário

Está começando a cair a ficha de que o STF não apenas cometeu mais uma arbitrariedade ao negar prisão domiciliar a Genoíno.
Se o plenário se limitasse ao argumento de que a junta de médicos escolhidos por Joaquim Barbosa opinara que Genoíno não corria risco de vida no presídio, porque a sua doença podia ser tratada lá mesmo, tudo bem.
A gente leu o relatório e pesquisou sobre os médicos e temos várias suspeitas sobre o relatório, que em si mesmo é contraditório, e sobre os médicos, antipetistas furiosos.
No entanto, se Barroso e plenário restringissem sua decisão ao relatório, eu poderia criticá-la pelo mérito. Mas não pelo método e, sobretudo, não poderia contestar o conceito.
Não foi isso que aconteceu.
Barroso tentou inventar um suposto conceito “democrático”, apoiado por Celso de Mello, segundo o qual há centenas de outros presos com problemas de cardiopatia nos presídios do DF.  Conceder o direito a domiciliar a Genoíno seria injusto com eles.
É estarrecedor analisar de perto este raciocínio.
Porque ele, definitivamente, não é democrático!
O STF mais uma vez rasgou um princípio basilar do Direito Penal, não digo nem moderno, mas universal, que vem desde os tempos de Salomão.
O juiz tem que julgar o caso individual de cada réu, independente da situação coletiva de todos os outros. Fazer diferente é um absurdo, um absurdo muito próximo do nazismo.
Se há 400 presos cardiopatas no Distrito Federal, este é um problema do juiz responsável pela situação de cada um deles.
Ali na Papuda, Genoíno é o único cujo caso é analisado pelo Supremo Tribunal Federal.
Quer dizer que, se um preso reclamar do Estado que receba proteção contra outros presos que o estariam estuprando sistematicamente, o juiz pode afirmar que “outros 400 presos” neste presídio também são estuprados, então não seria “democrático” dar-lhe tratamento diferenciado?
Ora, o sistema penal brasileiro, assim como o sistema penal de qualquer lugar do mundo, precisa ser constantemente aperfeiçoado.
E a função da corte suprema não seria a de dar um orientação moderna a todos os tribunais inferiores, dentro do espírito humanista da nossa constituição?
Barroso poderia fazer um belíssimo discurso sobre o direito penal moderno, e dar umas cutucadas na pressão linchatória da mídia.
O Globo de hoje, por exemplo, dá na primeira página que “STF amplia benefício a mensaleiros”. Não são cidadãos brasileiros. Não são réus. São “mensaleiros”.
E não se trata, conceitualmente, de um “benefício”, e sim de um direito do réu, que beneficia não apenas ele, mas todo o sistema, porque é um avanço penal no sentido de esvaziar os presídios e promover a ressocialização do condenado. Beneficia a sociedade inteira, portanto.
Ao rejeitar a prisão domiciliar para Genoíno, alegando que há outras centenas de cardiopatas em regime fechado, o STF deu um golpe justamente nas centenas de cidadãos com problemas cardíacos ou outras doenças graves que estão em presídios, e que teriam o direito de prisão domiciliar.
Genoíno não obteve o direito a domiciliar por causa de 400 presos, e os 400 presos não o obterão por causa de Genoíno.
Que raios de conceito é este?
Há um fator bizarro nisso tudo. É o STF fazer um julgamento coletivo, como se Genoíno não fosse um indivíduo dotado de uma subjetividade própria, com problemas de saúde próprios, com um histórico penal único.
Um juiz tem de analisar o caso individual. Por acaso, os 400 cardiopatas presos no Distrito Federal tem exatamente o mesmo problema de Genoíno?
Sofrem o mesmo assédio psicológico e político da mídia?
Por acaso, entre esses 400 cardiopatas do DF, há algum assassino perigoso? Algum estuprador em série?
O STF estará comparando um idoso absolutamente pacífico, que se entregou voluntariamente à polícia, ao cabo de um processo notoriamente polêmico (o próprio Barroso não disse que era “um ponto fora da curva”?), após anos de intenso bombardeio político e midiático, a um estuprador sanguinário de Taguatinga?
Entendo que o STF tenha feito um jogo político.
Para o PT e para o governo, talvez seja até melhor manter Genoíno preso.
Conceder o direito ao trabalho externo para Dirceu foi um avanço democrático que a nossa mídia medieval já está usando politicamente.
Não houve um editorial em favor da decisão do STF de derrubar a decisão de Barbosa de negar o direito a trabalho externo aos réus da AP 470. Um direito que há mais de quinze anos todos os presos no Brasil possuem, e que Barbosa, num arroubo tirânico e vingativo, tentou anular numa canetada monocrática.
Só que, neste momento, neste raciocínio, eu não estou interessado no PT ou no governo.
Estou preocupado em registrar uma decisão antidemocrática e um raciocínio antihumanista, protagonizados pela casa que deveria, acima de tudo, prezar a democracia e o humanismo.
Já li dezenas de romances sobre presídios.
Já li umas duas vezes Recordações da Casa dos Mortos, do Dostoiésvki, e umas três vezes os dois volumes de Memórias do Cárcere, do Graciliano.
Já assisti dezenas de filmes sobre presídios.
Uma coisa eu aprendi com esses livros, escritos por gênios da humanidade.
Somos todos filhos de Deus. E não falo isso num sentido religioso, pois não sou religioso, mas num sentido filosófico.
Falo no sentido de que os direitos humanos de um preso comum são os mesmos de um executivo do banco Itaú. Este é o verdadeiro sentido de uma democracia, cujos valores foram sedimentados por gênios como Dostoiésvski e Graciliano, que mostraram que executivos de banco podem ser mais crueis e mais desumanos do que sentenciados a perpétua num presídio de segurança máxima.
Se o STF decidiu condenar Genoíno, muito bem! A gente acompanha o processo e sabe que é injusto, e que houve um golpe aí. Um golpe construído meticulosamente pela Procuradoria Geral, e que contou com a maior pressão midiática da história mundial sobre um julgamento. O problema é que à injustiça original, que foi condenar Genoíno por um crime que ele não cometeu, vão se encadeando uma série infinita de arbitrariedades. Tantas que a gente vai até se conformando.
O clima em torno de tudo ligado à Ação Penal 470 continua muito ruim, sobretudo por causa da aproximação do processo eleitoral.
A parte mais poderosa do embate político atual, a mídia corporativa, tem interesse direto em manter as críticas ao julgamento ocultas embaixo do tapete.
Promove um sensacionalismo torpe para manter aceso o fogo linchatório, e estimular o sentimento baixo do povo.
O governo e o PT estão de mãos amarradas.
O governo não pode confrontar o STF, nem tem interesse nisso. Há um país a ser governado.
O PT agora tem uma eleição complicada à sua frente, e não dá tempo para derrubar um muro tão alto e tão espesso, feito à base de mentira, preconceito e ódio.
Os réus estão novamente sozinhos.
Quer dizer, não completamente sozinhos. Criou-se uma blogosfera crítica a tudo que aconteceu na Ação Penal 470 e atenta a eventuais novas arbitrariedades do STF.
Há milhares de pessoas conscientes de que o julgamento do mensalão foi eivado de mentiras. Joaquim Barbosa ocultou criminosamente documentos importantes para esclarecer a opinião pública, e permitir melhor defesa dos réus, como o Laudo 2828 e o Inquérito 2474.
Barbosa mentiu descaradamente em plenário, ao dizer que o Inquérito 2474 não tinha “nada a ver” com o mensalão. Ora, o inquérito 2474 era justamente um aprofundamento das investigações sobre o mensalão. O autor do relatório do 2474, o delegado Luiz Fernando Zampronha, faz um levantamento minucioso da movimentação financeira de Marcos Valério.
E mostra que o dinheiro da Visanet, que o STF disse ter sido desviado para pagamento de parlamentares, acabou, em verdade, nas mãos da Globo.
O próprio Joaquim Barbosa desfrutou duplamente do dinheiro de publicidade da Visanet.
A companhia patrocinou um encontro de juízes num resort do litoral baiano, com direito a show de Ivete Sangalo, regado a muita bebida e comida de primeira. Joaquim estava lá, dançando.
Depois a Visanet contratou a Tom Brasil, onde o filho de Barbosa trabalhou.
A única esperança da mídia agora é vencer as eleições e prorrogar ao máximo o desmascaramento do papel que desempenhou na propagação de mentiras e na ocultação de verdades.
Para se ter uma ideia do papel pernicioso da imprensa na disseminação de preconceitos, atente para o que disse Clovis Rossi, dias atrás, em sua coluna:
ScreenHunter_4104 Jun. 27 13.20
Sofisma barato de botequim! É incrível a facilidade com que os jornalistas da grande mídia esquecem toda a sua “sofisticação” intelectual quando lhes é conveniente. Rossi se limitou a gritar, qual um barnabé grosseirão, que “lugar de bandido é na cadeia”.
Fazem uma confusão deliberada. Ora, se o STF condenasse o PT e os réus por crime de caixa 2, tudo bem!  Só que não foi isso. Rossi finge desconhecer que o STF derrubou a teoria do caixa 2, por razões óbvias: não teria satisfeito o objetivo político de todo esse processo. Ayres Brito, nesse ponto, foi figura chave para derrubar a teoria do caixa 2.  Fez o diabo, até chamar a Visanet de “empresa do sistema público”, alegando como “prova” o fato dela ter a palavra “brasileira” no nome. O nome jurídico da Visanet é Companhia Brasileira de Meios de Pagamento. E a partindo da premissa – absurda – de que a Visanet era pública, e que o dinheiro dela era público, concluiu que não houve caixa 2.
Caixa 2 nem é considerado crime no código penal. É uma infração eleitoral. Eticamente grave, mas não é crime penal. Os réus seriam condenados, mas não a  10, 20, 40 anos, como fizeram com os réus da AP 470, num exagero ridículo, com condenações superiores a que sofreu o “monstro da Noruega”, que matou dezenas de jovens a sangue frio.
Os partidos pagariam multas, e o Brasil poderia mergulhar num debate necessário sobre a reforma política.
Ao inventarem uma teoria escalafobética com vistas a consumar um golpe jurídico, uma espécie de terceiro turno, a Procuradoria, Barbosa e a mídia negaram ao Brasil a oportunidade de discutir um assunto crucial para modernizar a nossa democracia, que é o financiamento eleitoral.
iysm5t.jpg
*****
Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/06/27/a-teoria-bizarra-do-stf-para-manter-genoino-preso/