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quinta-feira, 26 de junho de 2014

FHC COMPRA VOTOS PARA SUA REELEIÇÃO. RELEMBRE: Sensacional ! Infográfico da compra da reeleição​

26.06.2014
Do blog CONVERSA AFIADA, 25.06.14
Por Paulo Henrique Amorim

 Precisa desenhar ?


O Conversa Afiada reproduz obra-prima da Infografia a serviço do jornalismo e do esclarecimento dos fatos.

Isso deveria ser distribuído nas escolas publicas de São Paulo, assim como Cerra e Alckmin distribuem o detrito sólido de maré baixa e a Fel-lha de SP ( e de mau hálito) (*).

Sobre a matéria, consultar também “Príncipe da Privataria“, de Palmério Dória, que entrevistou o Senhor X, que descreveu tostão-por-tostão como FHC (por total domínio do fato) e Serjão compraram a reeleição.​

Infográfico: A compra de votos da reeleição de FHC


O caso ocorreu em 1997, durante o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Não teve a merecida repercussão e muito menos, a mínima investigação, apesar da fartura de provas materiais periciadas a respeito.

FHC e Lula trouxeram o assunto a tona semanas atrás, em recados trocados através da imprensa. Não resta dúvida de que aconteceu. A única dúvida é dos detalhes encobertos pelas sucessivas “operações abafa”.

Espalhe a verdade, compartilhe esse infográfico.


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/06/25/sensacional-infografico-da-compra-da-reeleicao%E2%80%8B/

EMIR SADER: A contraofensiva da direita internacional

26.06.2014
Do BLOG DO EMIR, 21.06.14
Por Emir Sader

 A nova ofensiva contra a Argentina tem que ser respondida por todos os governos latino-americanos que são igualmente vitimas do capital especulativo.

Emir Sader

A nova ação dos fundos abutre contra a Argentina faz parte de uma contraofensiva mais ampla da direita internacional contra os países progressistas da América Latina. Conduzida por suas principais vozes na mídia – Financial Times, Wall Street Journal, The Economist, El País – atacam sistematicamente esses governos, que não aceitaram os ditames do Consenso de Washington. E por isso mesmo conseguiram contornar a recessão capitalista internacional, que se instalou já faz mais de 6 anos no centro mesmo do sistema, arrasando os direitos sociais, sem prazo para terminar.

Por isso os países latino-americanos que seguiram crescendo e distribuindo renda, diminuindo a desigualdade que aumenta exponencialmente no centro do sistema, são um fator de perturbação, são a prova concreta que outra forma de enfrentar a crise é possível. Que se pode distribuir renda, recuperar o papel ativo do Estado, apoiar-se nos países do Sul do mundo e resistir à crise.

Daí a contraofensiva atual, que busca demonstrar que já não haveria mais espaço para que a economia desses países continuasse crescendo; que os avanços nas políticas sociais não seriam reais; que o tema da dívida externa não estaria ainda resolvido. É crucial para as grandes potências tentar voltar ao ponto onde se dizia que não haveria alternativa ao Consenso de Washington.

A formidável arquitetura de renegociação da dívida argentina nunca foi assimilada por eles. Caso dê certo, que mau exemplo para a Grécia, para Portugal, para a Espanha, para o Egito, para a Ucrânia e para tantos outros países presos nas armadilhas do FMI! Eles têm que demonstrar que os ditames da ditadura do capital especulativo seriam incontornáveis.

A nova ofensiva contra a Argentina tem que ser respondida por todos os governos latino-americanos que são, em distintos níveis, igualmente vitimas do capital especulativo, que resiste a se reciclar para os investimentos produtivos que tanto necessitamos. É hora de que os governos dos outros países da região não apenas acompanhem as missões argentinas, mas também assumam a disposição de taxar a livre circulação do capital financeiro. Uma medida indispensável, urgente, que só pode ser assumida por um conjunto de países concomitantemente.

Tantos países do mundo olharam para a América Latina, para entender como pudemos livrar-nos das nossas dívidas externas.  Eles mesmos olham agora para a Argentina. Porque sabem que se joga ali muito mais do que simplesmente 7% da divida restante. Se joga a soberania dos países frente aos que querem subjugá-la com o peso das dividas contraídas pelos governos subservientes ao FMI e a seus porta-vozes.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/A-contraofensiva-da-direita-internacional/2/31208

JORNALISMO ESQUIZOFRÊNICO: O Brasil que não rende manchete

26.06.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Luciano Martins Costa, edição 804

    Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 26/6/2014


O Brasil que dá certo é o título de um livro do contabilista e administrador de empresas Stephen Charles Kanitz, cuja primeira edição saiu em 1994, e também uma frase que inspira muitas iniciativas editoriais e eventos sobre economia, desenvolvimento e responsabilidade social empresarial. É também a mais recente iniciativa da Folha de S.Paulo, que publica nesta semana caderno especiais, patrocinados, com reportagens sobre histórias de sucesso nos negócios.

Na edição de quinta-feira (26/6), o tema é a região Sudeste. Ao longo da semana, desde segunda-feira, o jornal já produziu perfis da região Centro-Oeste (23/6), do Nordeste (24/6), e da região Norte (25/6). Além do governo federal, que contribuiu com meia página apenas na edição que inaugurou a série, a iniciativa é bancada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela empreiteira Camargo Corrêa.

Não se trata, portanto, de um produto capaz de encher os cofres do jornal, mas também não deve dar prejuízo, principalmente porque é realizado a baixo custo por jornalistas freelancers e articulistas não remunerados. Esse tipo de iniciativa tem sido explorado à exaustão pela mídia impressa, e funciona como fonte de recursos valiosos para fazer frente ao volumoso custo das redações. No entanto, também representa um ponto crítico a ser administrado com cautela, porque em geral traz conteúdos de interesse exclusivo de algum setor da economia, de governantes ou de grupos específicos de empresas.

Nas redações, o núcleo encarregado de produzir essa fonte de receita pode ser malvisto pelos profissionais que só se dedicam ao chamado jornalismo “puro e duro”. Para funcionar bem, esse tipo de suplemento precisa assegurar que a pauta tenha potencial para atrair anunciantes, o que costuma gerar tensões quanto à suposta independência do jornalismo.

No Estado de S. Paulo, um ex-editor de Economia coordena as publicações desse tipo, e sua principal função é evitar que o interesse das agências que negociam a inserção de anúncios nesses cadernos híbridos contamine o núcleo editorial. A grande vantagem é que esse editor não precisa fazer plantões de fim de semana e feriados.

O lixo catastrofista

Com isso, pode-se dizer que não há exatamente uma novidade na série que a Folha de S.Paulo batizou de “O Brasil que dá certo”. A não ser o fato de que, ao ler cuidadosamente seu conteúdo, o leitor pode chegar à conclusão de que os editores do jornal paulista entraram em surto esquizofrênico agudo.

Pois não é que o jornal que se considera o mais crítico do Brasil, aquele para quem supostamente não há “vacas sagradas”, anda produzindo textos megaelogiosos sobre o estado da economia nacional?

Vejamos, por exemplo, o primeiro caderno da série, que traz um perfil da situação econômica do Centro-Oeste: ali se pode ler que a soja e o algodão impulsionaram o parque agroindustrial de Mato Grosso, fazendo com que o estado tivesse uma alta de 73% em seu Produto Interno Bruto nos últimos dez anos. Além disso, há textos sobre negócios de sucesso no setor de franquias e uma reportagem sobre a transformação de um antigo polo de pirataria em novo centro de indústrias regulares de confecção, que geram nada menos do que 17 mil empregos formais.

Na edição seguinte, sobre o Nordeste, o destaque vai para os R$ 37,4 bilhões investidos em dez parques de energia eólica, que devem gerar 125 mil empregos e contribuir para tornar ainda mais limpa a matriz energética do Brasil. O mapa que acompanha a reportagem principal mostra um surpreendente processo de transformação da economia regional, que deixou de ser uma fonte de emigrantes pobres para se tornar um polo atrativo de trabalhadores qualificados.

Na edição de quinta-feira (26/6), o caderno especial da Folha fala da força e da capacidade inovadora da indústria instalada em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde se encontra a melhor qualidade de vida do país e onde podem ser constatados números surpreendentes, como os 724% de crescimento do PIB no município fluminense de Porto Real.

Com toda certeza, o caderno de sexta-feira (27/6), sobre a região Sul, vai trazer belos indicadores sobre a pujança da economia no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Então, o leitor e a leitora atentos poderá se perguntar: se o Brasil que dá certo naqueles cadernos especiais é o Brasil inteiro, de onde os jornais tiram o lixo catastrofista com que entopem os olhos do leitor nas primeiras páginas todo santo dia?
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_brasil_que_nao_rende_manchete

GOVERNADOR PEZÃO: “Eu sou Dilma, não vou cuspir no prato que comi”

26.06.2014
Do portal BRASIL247

Eny Miranda: Gov Pezao participa da reunião de secretariado municipal com o pref Paes 06-04-2014 foto Eny Miranda Gov Pezão participa da reunião de secretariado municipal com o prefeito  Paes. 06-04-2014 Foto: Eny Miranda

Governador do Rio culpou o PT pelo movimento "Aezão", no PMDB-RJ, por parte de dissidentes que querem apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves, e não da presidente Dilma Rousseff; já ele, Luiz Fernando Pezão, diz que apoiará a petista; "Esse movimento Aezão existe dentro do PMDB. O PT foi culpado desse movimento. Eu sou Dilma, não vou cuspir no prato que comemos por sete anos e cinco meses. Vou trabalhar pela presidente"; prefeito Eduardo Paes também defendeu Dilma e criticou aliança entre PMDB e DEM no estado, que abre palanque para o PSDB de Aécio; "Não é uma boa solução para o Rio", afirma

Rio 247 – O pré-candidato do PMDB ao governo do Rio, Luiz Fernando Pezão, reiterou nesta quinta-feira 26 seu apoio à presidente Dilma Rousseff. "Eu sou Dilma, vou trabalhar pela presidente", afirmou o governador, que cumpriu agenda hoje com o prefeito Eduardo Paes (PMDB). Os dois cumpriram agendas juntos em comunidades da Maré.

Pezão também culpou o PT pelo movimento chamado de "Aezão", formado por dissidentes do PMDB-RJ que querem apoiar a candidatura do senador Aécio Neves, do PSDB, e não da presidente Dilma. Os peemedebistas exigiam apoio a Pezão, mas o PT lançou a candidatura do senador Lindbergh Farias no estado.

"Esse movimento Aezão existe dentro do PMDB. O PT foi culpado desse movimento. Eu sou Dilma, não vou cuspir no prato que comemos por sete anos e cinco meses. Vou trabalhar pela presidente", disse o governador. Apesar do discurso, o governador disse que também abrirá palanque para Aécio, conforme decidiu o diretório fluminense de seu partido.

Eduardo Paes também defendeu a presidente e aproveitou para voltar a criticar a aliança firmada entre o PMDB e o DEM, que abre palanque para o PSDB de Aécio. O ex-governador Sérgio Cabral desistiu de disputar o Senado e cedeu a vaga ao ex-prefeito Cesar Maia (DEM), que não recebe o apoio de Paes. O prefeito já havia chamado a união de "bacanal eleitoral".

"Minha posição não mudou. Voto em Dilma e Pezão. Acho que temos no Rio um processo de recuperação iniciado por Cabral, que reverteu uma situação de abandono de muitos anos. Não gosto da aliança do PMDB (com Maia) e acho importante me posicionar. Acho que essa não é uma boa solução para o Rio, mas foi o PT quem rompeu primeiro a nossa aliança", disse.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/144841/%E2%80%9CEu-sou-Dilma-n%C3%A3o-vou-cuspir-no-prato-que-comi%E2%80%9D.htm

Brasil tem 'seleção' de xarás de craques famosos das Copas

26.06.2014
Do portal da BBC BRASIL

           
   
           
   
           
   
           
   
           
   
           
           
           
   
       

'Craques' se reuniram em gramado do aterro do Flamengo para bate-bola exclusivo
'Craques' se reuniram em gramado do aterro do Flamengo para bate-bola exclusivo (BBC)

Maradona, Lineker, Platini, Zico, Klinsmann, Romário e Beckenbauer, todos reunidos em gramado no aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, para um bate-bola exclusivo para a BBC Brasil.

Mas, o que pode soar a primeira vista como um jogo imperdível, não é bem assim.

Em campo, não estão estão os principais craques da história das Copas, mas um grupo dos xarás, todos brasileiros, das lendas do futebol.

Eles explicaram de onde os pais tiraram tanta criatividade na hora de batizá-los e também contaram um pouco das dificuldades de quem tem um nome tão famoso.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/06/140626_wc2014_xaras_wasserman.shtml

O gringo dos sonhos de Luciano Huck e de FHC

26.06.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

gringodossonhos

O “Ministro da Cultura” de Aécio Neves, o apresentador Luciano Huck, apagou a postagem “meiga” que fez em seu Facebook, com o endereço que criou para que “cariocas solteiras” se candidatem a cinderelas de um “gringo encantado”.

Nem vou entrar na discussão sobre essa visão medíocre da condição feminina e de suas repercussões num quadro de um programa de televisão global.

É claro que não há nada de errado – ainda mais no mundo globalizado destes tempos – em relações entre pessoas de nacionalidades diferentes. Vivo isso em minha família.

O que me intriga é que essa forma de pensar é um reflexo da mente colonizada que se forma nos grupos humanos (e, claro, nos países) dominados, desiguais e reduzidos a considerarem-se incapazes.

A felicidade, a fartura, a satisfação têm de vir de outros, não de si mesmos.

Precisam, como nas fotonovelas, de um “príncipe”, porque só eles podem aliviar uma vida de sofrimentos e carências.

Sem, é claro, romper uma relação de dominação e poder, apenas aumentando o tamanho das migalhas concedidas.

A mente de Huck e dos que “bolaram” este quadro é uma das que pensam assim em todos os campos da existência humana.

De alguma maneira, Huck e Fernando Henrique Cardoso raciocinam da mesma forma, com todos os descontos que se possa dar à sofisticação e ao empolamento das palavras.

O capital estrangeiro é o “príncipe gringo” que vai nos tirar dessa “mísera existência”.

Não o estudo, o trabalho, a vida, os esforços e as alegrias. Muito menos o nosso sentido de unidade, de grupo, de povo, de nação.

Huck e FHC, porém, entendem muito pouco sobre mulheres e povos.

Não compreendem que, embora se possam viver sonhos, ilusões e histórias da “Contigo”, no fundo, elas e eles querem mesmos é ser os donos de suas próprias vontades.

E que , à medida em que vão amadurecendo,  acabam sendo.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=18692

Pra onde vai o lixo que você produz?

26.06.2014
Do portal BRASIL247, 24.06.14
Por RAQUEL ROLNIK
Aumentando a escala e a cobertura da reciclagem, abrindo novas frentes de reaproveitamento do lixo, inclusive o orgânico, São Paulo avança no enfrentamento de um dos maiores desafios ambientais de nossas cidades
Raquel  RolnikMuita gente já separa em casa o lixo seco do lixo orgânico, mas pouco sabemos que destino têm esses materiais, o quanto de fato é aproveitado para reciclagem, se é possível aproveitar o lixo orgânico pra alguma coisa... Enfim, a destinação final do lixo que produzimos é uma das grandes preocupações de nossas cidades hoje. A maior parte do lixo ainda vai para aterros sanitários, cada vez mais distantes e com enorme impacto sobre as áreas onde estão instalados. Afinal, quem quer conviver com um aterro do lado de casa ou do trabalho?

Para se ter uma ideia, na cidade de São Paulo, hoje, temos coleta seletiva em 46% dos domicílios, mas menos de 2% do nosso lixo é de fato reciclado. Ou seja, não adianta ter coleta seletiva se não reaproveitamos de fato esse material. Com o objetivo de aumentar nossa capacidade de reciclar, a prefeitura de São Paulo inaugurou, no início deste mês, a primeira central de triagem mecanizada de resíduos recicláveis da América Latina, na Ponte Pequena, região do Bom Retiro, com capacidade para processar até 250 toneladas de lixo reciclável por dia.

Um dos grandes limites para a ampliação da reciclagem é justamente o acúmulo do material reciclado e a dificuldade de encaminhá-lo para reuso, por ser muito volumoso. Se ele fica acumulado em grandes quantidades em centrais de reciclagem, sejam estas de cooperativas de catadores ou de empresas, isso também limita enormemente o potencial de expansão da capacidade de reciclar da cidade. Com a mecanização, o lixo separado é prensado mecanicamente, diminuindo de volume e, assim, podendo ser transportado mais facilmente.

A receita gerada pela comercialização dos materiais processados pela central constituirá o Fundo Municipal de Coletiva Seletiva, Logística Reversa e Inclusão de Catadores. Este fundo viabilizará a contratação de cooperativas de catadores que atuarão dentro da central – na triagem dos materiais e na operação das máquinas, por exemplo – e, ainda, permitirá parcerias com outras cooperativas, que continuarão atuando externamente na coleta seletiva. A gestão do fundo será feita por um conselho formado por 9 integrantes, sendo três da sociedade civil, três do governo municipal e três das cooperativas de catadores.

Ao incorporar as cooperativas na implementação deste novo sistema de coleta seletiva, espera-se melhorar as condições de trabalho dos catadores e, ainda, aumentar sua remuneração. A partir da instalação da central, a expectativa é ampliar o percentual de lixo reciclado em São Paulo para 10% até 2016. Além disso, até esta data, a prefeitura tem como meta fazer com que a coleta seletiva atinja todos os domicílios da cidade.

Ainda sobre esta questão da destinação do lixo, uma outra boa notícia recente é o lançamento do projeto Composta São Paulo, iniciativa da sociedade civil, encampada pela Prefeitura, que distribuirá inicialmente para dois mil domicílios composteiras domésticas, mais conhecidas como minhocários. Estas composteiras transformam o lixo orgânico em adubo e podem ser acondicionadas em quintais, áreas de serviço, garagens e mesmo em cozinhas.

Essa é uma iniciativa importantíssima se considerarmos que 51% do lixo produzido em nossas casas são resíduos orgânicos, ou seja, que não podem ser reciclados e vão direto para os aterros sanitários. Para participar do projeto e receber a composteira é necessário se cadastrar no site até o dia 27 de julho: www.compostasaopaulo.eco.br. O projeto prevê também oficinas de compostagem e plantio.

Aumentando a escala e a cobertura da reciclagem, abrindo novas frentes de reaproveitamento do lixo, inclusive o orgânico, São Paulo avança no enfrentamento de um dos maiores desafios ambientais de nossas cidades.

Texto publicado no blog da Raquel Rolnik
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/144584/Pra-onde-vai-o-lixo-que-voc%C3%AA-produz.htm

Kotscho: sucesso da Copa é a força do povo brasileiro

26.06.2014
Do blog TIJOLAÇO, 25.06.14
Por
Fernando Brito

terror

Ontem à noite ri muito vendo
a matéria de abertura do noticiário do Sportv.

O repórter confessa que “está difícil arrancar uma única reclamação dos estrangeiros” sobre a organização da Copa do Mundo.

Vale a pena assistir.

É impressionante a desfaçatez com que a mídia brasileira trata seu próprio comportamento criminoso para com nosso país neste processo.

Por isso, para não ser impaciente, como sou, reproduzo o artigo de alguém que – todo jornalista que o conhece sabe disso – jamais deixa de se comportar com delicadeza e cavaleirismo.

Ricardo Kotscho, em seu Balaio, perde gentilmente a paciência e produz um artigo que, além de correto sob todos os pontos de vista, ainda produz, no título, a síntese perfeita do que está acontecendo.

O Kotscho, quando perde a paciência, é ainda melhor do que “a frio”.

O sucesso da Copa é a força de nosso povo.

Ricardo Kotscho

Faz duas semanas, deixei um país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões, e desembarquei agora noutro, na volta, bem diferente, sem ter saído do Brasil. Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo.

Fomos retratados como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte. Sim, eu sei, não devemos confundir governo com Nação. Eles também sabem, mas, no afã de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff, acabaram esculhambando a nossa imagem no mundo todo, confundindo Jesus com Genésio, jogando sempre no popular quanto pior, melhor.

Estádios e aeroportos não ficariam prontos ou desabariam, o acesso aos jogos seria inviável, ninguém se sentiria seguro nas cidades-sede ocupadas por vândalos e marginais. Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera. Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?

Agora, que tudo é festa, e o mundo celebra a mais bela Copa do Mundo das últimos décadas, com tudo funcionando e nenhuma desgraça até o momento em que escrevo, só querem faturar com o sucesso alheio e nos ameaçam com o tal do “legado”. Depois de jogar contra o tempo todo, querem dizer que, após a última partida, nada restará de bom para os brasileiros aproveitarem o investimento feito. Como assim? Vai ser tudo implodido?

A canalhice não tem limites, como se fossemos todos idiotas sem memória e já tenhamos esquecido tudo o que eles falaram e escreveram desde que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar o Mundial da Fifa. Pois aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas.

Como vivem em outro mundo, distantes da vida real do dia a dia do brasileiro, jornalistas donos da verdade e do saber não contaram com a incrível capacidade deste povo de superar dificuldades, dar a volta por cima, na raça e no improviso, para cumprir a palavra empenhada.

Para alcançar seus mal disfarçados objetivos políticos e eleitorais, após três derrotas seguidas, os antigos “formadores de opinião” abrigados no Instituto Millenium resolveram partir para o vale tudo, e quebraram a cara.

Qualquer que seja o resultado final dentro do campo, esta gente sombria e triste já perdeu, e a força do povo brasileiro ganhou mais uma vez. Este é maior legado da Copa, a grande confraternização mundial que tomou conta das ruas, resgatando a nossa autoestima, a alegria e a cordialidade, em lugar das “manifestações pacíficas” esperadas pelos black blocs da mídia para alimentar o baixo astral e melar a festa. Pois tem muito gringo por aí que já não quer mais nem voltar para seu país. Poderiam trocar com os nativos que não gostam daqui.

Que tal?

Em tempo: a 18 dias do início da Copa, escrevi um texto de ficção para a revista Brasileiros que está nas bancas, com o título “Deu zebra: ganhamos e o Brasil fez bonito”. Repito: trata-se de um exercício de ficção sobre um possível epílogo do Mundial.

Para acessar:

htpp://www.revistabrasileiros.com.br/?p=95905

Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=18663

A democratização da mídia, a mãe de todas as reformas

26.06.2014
Do BLOG DO EMIR
Por Emir Sader

A maior disputa política na sociedade brasileira se dá no processo de formação da opinião pública. A mídia privada atua como o principal partido de oposição.


Emir SaderA maior disputa política na sociedade brasileira se dá no processo de formação da opinião pública. Atualmente se dá entre o governo e a mídia privada – assumida como partido político da oposição.

O Brasil retomou a democracia política no final da ditadura e passa por um processo de profunda democratização social desde o começo do governo Lula. Mas esse processo não chegou aos meios de comunicação, que seguem controlados pelos mesmos grupos monopolistas da época da ditadura. E não haverá democracia no Brasil enquanto não houver democratização dos meios de comunicação, enquanto não houver um processo democrático e pluralista de formação da opinião publica.

Não houvesse essa ação anti-democratica da mídia privada, a disputa eleitoral teria um desenlace abertamente favorável ao governo, de tal forma as realizações dos três mandatos do PT superam amplamente as dos governos tucanos. Mas as pessoas decidem pela opinião que se formam e a mídia influencia, pelo menos a amplos setores da classe média.

O Brasil tem que quebrar a hegemonia do capital financeiro no plano econômico, baixando muito as taxas de juros, ao invés de aumentá-las, o que atrai o capital especulativo e freia o crescimento econômico. Para isso precisa, também, estabelecer a taxação da livre circulação do capital financeiro.

É fundamental fortalecer a autossuficiência alimentar e a pequena e media propriedade no campo, que é quem produz alimentos pro mercado interno e gera empregos.

A reforma política é condição de que as representações politica não sejam determinadas  diretamente pelo poder do dinheiro.

Porém, nenhum desses objetivos poderá ser conseguido se não se conseguir conquistar mentes e corações das pessoas, se não se democratizar os meios de comunicação, para que todos os pontos de vista tenham espaços de maneira equilibrada.

Por exemplo, no debate sobre financiamento público de campanha, já sabemos, por colunistas da velha mídia, que vai tratar de desvirtuar o debate com a interpelação: vocês querem que o tem imposto financie a campanha dos políticos e dos partidos?

Por isso a democratização dos meios de comunicação é a mãe de todas as reformas, porque só através dela é possível alterar a luta das ideias, convencer a maioria da sociedade de que é preciso democratizar radicalmente a nossa sociedade, superando a preponderância do poder do dinheiro, existente hoje. O governo tem um substancial apoio popular, especialmente por suas politicas sociais. Mas para que se consiga hegemonia é indispensável construí-la através do convencimento, da persuasão, da consciência das pessoas, o que só se consegue mediante espaços democratização de informação e de debate.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/A-democratizacao-da-midia-a-mae-de-todas-as-reformas/2/31257

STF: A derrota de uma vergonha

26.06.2014
Do BLOG DO MIRO
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Deve-se comorar a votação de 9 a 1 que garantiu a José Dirceu o direito de trabalhar fora da Papuda. Quem ainda não perdeu a capacidade de reconhecer o valor da liberdade e a importância da Justiça, deve sentir-se um pouco mais feliz desde ontem. Respire: há oxigênio no ar.
Não se deve exagerar nos festejos, porém. Basta recordar a derrota de José Genoíno em seu pedido de prisão domiciliar para compreender isso.

Ontem, o STF garantiu o acesso de Dirceu - e de outros presos em situação semelhante - a uma jurisprudência firmada há quinze anos pelo Judiciário brasileiro. Tem garoto que poderá votar em outubro e era um bebê de colo e mamadeira quando isso já funcionava.

Os ministros não definiram uma nova garantia, nem esclareceram uma dúvida. Nada inventaram. Nada descobriram. Corrigiram uma situação vergonhosa, que estava diante do nariz do país inteiro desde 15 de novembro, quando um avião da Polícia Federal levou os prisioneiros para Brasília.

Troféu da AP 470, Dirceu ficou trancafiado na Papuda por sete meses quando tinha, desde o primeiro dia, direito a regime semiaberto, definido no momento em que sua sentença transitou em julgado. Esse direito até foi confirmado em fevereiro, mais tarde, quando o STF concluiu que não havia provas para sustentar a condenação por quadrilha. E mesmo assim Dirceu só teve o direito assegurado ontem. Deve começar a trabalhar na segunda-feira.

Terá tranquilidade quando sair à rua? Irá enfrentar repórteres hostis, cidadãos insuflados, a turma do VTNC? Vamos ver. A prisão injusta, o desrespeito aos direitos de um cidadão não constituem fatos isolados. Criam intolerâncias, estimulam posturas inadequadas e mesmo violentas. A historiadora Lynn Hunt explica que o espírito democrático e o respeito dos direitos humanos são uma invenção belíssima do século XVIII. Mas só funciona em sociedades onde homens e mulheres são ensinados a respeitar os direitos do outro, a sentir empatia – que é diferente de concordância – por eles.

Ministro do governo Lula, um dos principais arquitetos do Partido dos Trabalhadores, adversário da ditadura desde os tempos de estudante da PUC paulista, Dirceu passou sete meses na condição de perseguido político.

Como foi demonstrado por Ricardo Lewandowski, e admitido de viva voz pelo presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, Dirceu fez parte da lista de réus que teve a pena agravada artificialmente e assim foi trancafiado, como um pária, um marginal, um criminoso que representa perigo para a sociedade. Condenado por chefiar uma ex-quadrilha, foi o alvo principal das grandes aberrações do julgamento. Também era a motivação maior para denúncias que seriam risíveis, se não fossem trágicas, de contar com privilégios e regalias na cadeia.

Ao longo da AP 470, Dirceu foi o protagonista do teatro do mensalão sem que se pudesse demonstrar – juridicamente – seu papel no enredo. A teoria do domínio do fato entrou na denúncia para que pudesse ser condenado. O fatiamento da denúncia serviu para que a acusação pudesse ligar Dirceu a cada um dos réus. O desmembramento não podia ser aceito porque iria permitir a Dirceu ser julgado de acordo com a Constituição: como um réu comum, sem privilégios que, usados de forma perversa, permitiram que fosse condenado sem recurso. (Quando não foi impedido de recorrer, ganhou).

Ao recusar o direito de José Genoíno cumprir sua pena sob regime domiciliar, o STF tomou uma decisão política. Poucos ministros, ao longo do processo, deixaram de pronunciar palavras bonitas para homenagear Genoíno – o que ajuda a lembrar que a Justiça não precisa de sentimentalismo, nem de frases grandioloquentes, mas de firmeza em relação a princípios e direitos.

Num processo de corrupção, o sobrado onde Genoíno mora com a família, comprado a prestações na Caixa Econômica, é a contra-prova de uma existência dedicada à luta honesta por suas convicções. A tentativa de criminalizar empréstimos tomados pelo PT, que ele assinou na condição de presidente da legenda, ficou desmoralizada quando a própria Polícia Federal provou que eram empréstimos autênticos, que sairam do banco para pagar despesas do partido.

Se foi absurdo condenar Genoíno, em 2012, a maioria formada para negar seu pedido de prisão domiciliar, ontem, não faz bem ao STF. Mostrou que, mesmo ausente do plenário, a caminho da aposentadoria, Joaquim Barbosa e aquilo que representa - o apoio incondicional dos meios de comunicação - tem seu lugar no tribunal.

Os sucessivos laudos assinados depois que Genoíno foi preso mostram que os médicos estão divididos e, sem pretender apostar na avaliação de X, Y ou Z, a prudência e o espírito de Justiça recomendam que, em dúvida, decide-se a favor do réu. Juízes tomam partido num debate médico?

Confesso que é natural ouvir juízes falarem de legislação e jurisprudência. Explicarem a constituição, a lei ordinária. Mesmo assim, não é fácil.

O próprio barroquismo da linguagem da maioria dos atestados mostra o tamanho da dúvida dos próprios doutores.

Os médicos da Câmara de Deputados produziram dois laudos. Um resumido, ótimo para ser lido na TV, desfavorável a Genoíno. Outro, completo, com ponderações que favoreciam o regime domiciliar. Até a primeira junta médica montada por Joaquim Barbosa, para responder ao médico particular que examinou o prisioneiro após sua chegada a Papuda, também fez diversas ressalvas.

Arte e ciência da vida de todos nós, a medicina não costuma ficar melhor quando é atingida por pressões políticas – como recordam estudiosos do ciclo militar, quando doutores eram convocados para assinar falsos atestados de óbito e até para examinar as condições de um prisioneiro depois da tortura.

Não. Estamos muito longe disso. O país vive outro tempo.

Mas cabe uma lição. Neste regime democrático construído pela luta de homens e mulheres - como Dirceu e Genoíno - também é preciso manter os princípios, defender direitos e entender que nenhuma conquista está assegurada por antecipação e nenhuma vitória é para sempre.
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Fonte:

CARTA CAPITAL: Nem a maquete resta

26.06.2014
Do portal da REVISTA CARTACAPITAL,
Por Fabio Serapião

Empresário acusa o governo Alckmin de favorecer interesses escusos ao abandonar o projeto de uma ponte entre Santos e Guarujá

construção de uma ligação seca entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista, é uma promessa tão antiga quanto os congestionamentos enfrentados pelos motoristas que utilizam a balsa para fazer a travessia. Na década de 1970, o então governador Roberto de Abreu Sodré anunciou a construção de uma ponte. Não cumpriu a promessa, repetida ao longo de todas as eleições para governador desde então. Em 2010, na ânsia de provar sua capacidade administrativa, José Serra, candidato à Presidência da República, virou motivo de chacota ao inaugurar a maquete de uma ponte estaiada, orçada em cerca de 900 milhões de reais, com 4,8 quilômetros de pistas e o maior vão livre do País, para possibilitar a passagem de todas as embarcações que utilizam o Porto de Santos. “Vamos dar mais segurança para as pessoas e para os navios e mais rapidez, que são coisas fundamentais”, discursou Serra, ao lembrar o fato de a ponte ser a escolha mais segura.
 
Três anos após a inauguração na maquete, o projeto de Serra foi abandonado pelo seu companheiro de partido Geraldo Alckmin, que descartou a ponte e lançou o edital para a construção de um túnel submerso, orçado em 2,4 bilhões de reais. No entendimento dos técnicos da Dersa, estatal ligada à Secretaria de Logística e Transporte, a ponte seria inviável por interferir no espaço do cone de aproximação do aeroporto local. Em março deste ano, cinco consórcios inscreveram-se na disputa para construir em pouco mais de três anos o túnel com três faixas para cada sentido, caminho para pedestres e ciclistas e possibilidade de abrigar um VLT. Além da mudança no modelo, o governo, após realizar uma pesquisa de origem e destino, resolveu mudar o local da travessia. Há mais de cem anos realizada no local onde ficam as balsas, a travessia pelo túnel de 762 metros de extensão será feita entre o bairro Macuco, em Santos, e o linhão da Codesp, no Guarujá.

Mudanças de projetos, local e valores à parte, a novela parecia seguir para seus últimos capítulos não fosse a entrada em cena do autor do trabalho exposto na maquete inaugurada por Serra. Considerado o pai das pontes estaiadas no Brasil, o engenheiro Catão Francisco Ribeiro (confira a íntegra da entrevista) está disposto a colocar em risco seus negócios no estado de São Paulo para denunciar um suposto esquema de corrupção por trás da escolha do túnel. Formado pela USP, Ribeiro é responsável pelos projetos das principais pontes brasileiras e acumula prêmios pela complexidade de seus cálculos. Entre outras, fez o projeto das pontes estaiadas do Real Parque, Octávio Frias de Oliveira e da Estação Jamil Sabino, todas em São Paulo. Sobre os rios Negro (AM), Tocantins (TO) e Potengi (RN). Com base em seus estudos sobre a obra da Baixada Santista, Ribeiro pretende acionar a Polícia Federal para provar ser um descalabro a opção por um túnel de 2,4 bilhões de reais no lugar de uma ponte de 900 milhões e com a mesma capacidade funcional, segundo ele.

E como o túnel será construído com uma técnica inédita no Brasil, aponta Ribeiro, as empreiteiras enxergam na obra uma possibilidade de ganhar expertise, enquanto lucram com os aditivos necessários para superar o ineditismo da execução do contrato. O projeto foi desenvolvido por uma empresa holandesa. Dos consórcios inscritos na licitação, dois deles se associaram a companhias do país europeu: o Túnel Santos/Guarujá, formado pela Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS, e o Construtor Túnel Santos/Guarujá das brasileiras Camargo Corrêa e Carioca Christiani-Nielsen com a espanhola Ferrovial Agroman. Além do custo da obra, o engenheiro garante ser a ponte mais indicada que o túnel, por causa dos seguintes quesitos: funcionalidade, manutenção, impactos ambientais, prazos de entrega e desapropriações. “O custo é muito menor, a arquitetura da ponte é uma obra de arte, enquanto o túnel fica escondido. Pode ter as mesmas utilidades que o túnel e elimina as balsas. Precisará de menos desapropriações e tem impacto ambiental menor. Ganha de 10 a zero.”

Sobre a inviabilidade por conta da altura da ponte, Ribeiro afirma ter sido a mudança de local apenas uma estratégia do governo. “É o interesse do empreiteiro prevalecendo. São grupos que saqueiam o Estado com a corrupção, patrocinados por agentes públicos corrompidos e interessados em criar dificuldades. Ao fazer esse túnel no lugar inadequado, viabilizaram a corrupção (entrevista à pág. 36).” O engenheiro também contesta a pesquisa de origem e destino realizada pela Dersa para optar pelo novo local. Segundo ele, a razão verdadeira para a mudança é o fato de a ponte no antigo local “acabar com uma mina de ouro, a balsa mantida pela Dersa”.

Em nota, a Dersa classifica como “levianas e mentirosas” as acusações de Ribeiro. “O mínimo que se espera é que cite os nomes ou encaminhe as supostas informações de irregularidades às autoridades.” Os estudos de origem e destino citados pelo engenheiro, informa a empresa, foram feitos com base em 7,5 mil entrevistas públicas e disponíveis a consultas. A respeito do projeto da ponte, a Dersa informa haver dúvidas quanto à sua localização, solução tecnológica de construção e aos impactos nas áreas urbanas. Na nova localização, argumenta a estatal, a ponte está inviabilizada pelas restrições impostas pela navegação aérea, que prevê altura máxima de 75 metros. A balsa continuaria a operar com menor volume, cerca de 80% do tráfego seria atraído para o túnel. Dos custos, informa, 1,9 bilhão de reais refere-se às obras, 360 milhões serão destinados às desapropriações e reassentamentos e 200 milhões às compensações ambientais e obras complementares de engenharia, supervisão e gerenciamento. Ribeiro promete levar as denúncias até as últimas consequências.
Em nova nota, enviada em 25/06, pela sua assessoria de imprensa, a DERSA - 

Desenvolvimento Rodoviário S/A considera que a revista “falha em sua missão de bem informar seus leitores ao lançar dúvidas sobre a confiabilidade do estudo técnico realizado em 2011 e cuja conclusão balizou a decisão do Governo do Estado de São Paulo em implantar um túnel imerso na região intermediária do canal do Porto de Santos”. 

Segundo a estatal, as críticas publicadas refletem a opinião de um empresário cujo negócio é a elaboração de projetos de engenharia para pontes e, por conseguinte, com interesses comerciais diretamente contrariados pela decisão de se implantar um túnel em detrimento da ponte estaiada. 

Ainda na segunda a nota, a Dersa sustenta ter informado a revista que o engenheiro Catão Francisco Ribeiro perdeu uma ação judicial, onde os mesmos argumentos técnicos que sustentaram suas críticas foram julgados improcedentes em primeira e segunda instâncias. 

Vale lembrar que as denúncias sobre corrupção citadas pelo engenheiro, não foram alvo das ações judiciais elencadas pela Dersa.

O engenheiro Catão Francisco Ribeiro elenca 10 pontos de comparação entre a ponte e o túnel:

1Custo da obra:

Ponte: Aproximadamente 925 milhões de reais, com possibilidade de redução diminuindo-se o vão central estaiado.

Túnel: Segundo a Dersa, o túnel deve custar 2,4 bilhões de reais. Sendo 1,9 bilhão de reais refere-se às obras, 360 milhões serão destinados às desapropriações e reassentamentos e 200 milhões às compensações ambientais e obras complementares de engenharia, supervisão e gerenciamento.

2 Arquitetura

Ponte: Maior vão livre em concreto do mundo, estética arrojada. Será um cartão postal para as cidades.
Túnel: Sem apelo estético. Obra escondida.

3Percepção do Usuário

Ponte: Conforto durante o tráfego. Ambiente aberto e maior acessibilidade para moradores.
Túnel: Ambiente fechado. Poluição visual e sonora. Dificuldade de acesso.

4Atividade de operação e manutenção

Ponte: Ventilação e iluminação natural ao longo do dia. Necessidade de luz apenas durante a noite.

Túnel: Necessidade de ventilação mecânica e iluminação 24 horas. Necessidade de sistema anti-incêndio e sistema de bombeamento de água para casos de enchentes.

5 – Funcionalidade

Ponte: Gabarito de navegação com possibilidade de atingir até 85 metros, com calado livre.  Podendo ser utilizado por BRTs e VLTs. Ciclovia em ambiente aberto, sem poluição, com vista panorâmica. Passagem para pedestres. Ponto turístico nas torres dos mastros acessível para pedestres e ciclistas.

Túnel: Gabarito de navegação livre com calado de 17 metros de profundidade. Podendo ser utilizado por  BRTs e VLTs. Ciclovia e passagem para pedestres em ambiente fechado.

6 Operação da Balsa

Ponte: Eliminação da balsa para transporte de veículos.
Balsa: Não elimina a operação da balsa, mantendo risco de acidentes.

7- Desapropriações

Ponte: 30 milhões
Túnel: 360 milhões

8 – Estudo de demanda

Ponte: Atende à demanda atual e novos fluxos criados com a conclusão da obra.

Túnel: Atende a demanda consagrada da pesquisa de origem-destino do estudo Dersa. Porém, não atende a demanda real e, por isso, necessita da continuidade das balsas operando.

9 Impactos Ambientais

Ponte: Praticamente não trará impacto ambiental, porque no lado de Santos se desenvolve na Avenida Portuária (da Codesp), sem prejuízo ao sistema viário do município de Santos. Do lado do Guarujá, o projeto se desenvolve no mangue (poluído) que é área pertencente ao Estado, onde a introdução de estruturas de concreto ou estações com revestimento metálico só tende a melhorar o ambiente, face ás melhorias de condições para o desenvolvimento de organismos marinhos. A construção não interfere com a operação do Porto de Santos.

Túnel: Sua construção tem problema grave de remoção de solo contaminado para implantação dos segmentos do túnel. Este material a ser removido tem que ser tratado e destinado para local definido pelas autoridades ambientais. Devido a geologia do local, com as escavações para execução do túnel, vários cais e piers deverão ter a operação interrompida. Os emborques do túnel deverão gerar desapropriações importantes. Vai interferir na operação do porto.

10 Prazo para execução da obra

Ponte: 36 meses (com projeto e licitação já contados)

Túnel: 36 meses ( sem contar prazo já utilizado nos projetos e realização da licitação)
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/805/nem-a-maquete-resta-7114.html