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segunda-feira, 23 de junho de 2014

O Brasil já ganhou a Copa

23.06.2014
Do blog ESQUERDOPATA


Foi difícil, jogo duro, mas o Brasil já ganhou a Copa de 2014.

Na fase classificatória foi preciso derrotar a manipulação, a ma fé das informações. Se publicava aqui e se reproduzia fora todo tipo de informações falsas e/ou versões falsas sobre o que acontecia aqui. A ponto que o Ministerio de Relações Exteriores da Alemanha chegou a definir o Brasil como “um pais de alto risco”.

Nas oitavas de final foi necessário derrotar o analfabetismo político, sob a forma da versão demagógica de que os recursos que financiaram as obras da Copa teriam sido subtraídos da educação e da saúde.

Nas quartas de final foi preciso eliminar os que alegavam que o país se encontrava sob “estado de sitio” (pobre do Agamben), os que previam que os BBs deitariam e rolariam. As manifestações foram pífias, o povo passou a apoiar a Copa em mais de 80% assim que começaram os jogos.

Nas semifinais, a derrota foi a dos que consideravam – como o Ministério de Relacoes Exteriores da Alemanha – que o Brasil seria “um pais de alto risco”. Risco zero para os que vieram. Ninguém, alemão ou de outro pais, deixou de vir. E os que vieram estão deslumbrados com o país.

A final foi a prova de que os aeroportos funcionam super bem, os estádios ficaram todos prontinhos, os transportes dão conta perfeitamente do que se precisa para a Copa.

Não bastasse tudo isso, o nível técnico da Copa é altíssimo.

O Brasil já ganhou a Copa fora do campo. Quem apostou contra a Copa, perdeu, foi eliminado. Esta já é a Copa das Copas.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/o-brasil-ja-ganhou-copa.html

A imprensa que insufla o ódio

23.06.2014
Do BLOG DO MIRO
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:


A Copa do Mundo dá à imprensa brasileira uma oportunidade histórica para se reconciliar com o bom jornalismo. Não apenas pelo fato de, até esta altura, tudo estar acontecendo com um alto nível de qualidade, mas também porque a grandeza do evento permite observar a diferença entre o que os estrangeiros pensam do Brasil e o que os brasileiros são levados a pensar de si mesmos. Trata-se, portanto, de um laboratório para a própria imprensa refletir sobre a imagem do país que ela projeta sobre a sociedade.

Correm nas redes sociais, por exemplo, manifestações de personalidades que se surpreendem com o bom funcionamento dos aeroportos, lembrando que o noticiário vinha prevendo, desde o início do ano, que os viajantes iriam enfrentar um verdadeiro caos em terra e no ar. Os grandes agrupamentos de torcedores não têm causado problemas, com exceção de desentendimentos pontuais sem maiores consequências, como a briga entre argelinos que deixou um ferido com uma garrafada.

Porém, enquanto o jornalismo esportivo se mantém na linha regulamentar entre o otimismo com a seleção nacional e a análise crítica, fiel à linguagem ao mesmo tempo engajada e distanciada da crônica futebolística, certos protagonistas do jornalismo político invadem o campo de jogo com seu discurso chulo. É o caso dos colunistas citados pelo comentarista esportivo José Trajano, da emissora ESPN, que, ao comentar os xingamentos dirigidos à presidente da República na arena do Corinthians durante a cerimônia de abertura da Copa, se referiu ao clima de ódio insuflado pela crônica política.

O entrevero teve repercussão nos jornais do fim de semana, alimentando um debate sobre quem deu origem e quem alimenta o discurso do ódio que parece contaminar a parte de cima do edifício social do Brasil. Sábado, domingo e na segunda-feira (23/6), representantes do estrato mais conservador da mídia têm se revezado em tirar da própria imprensa a responsabilidade por transformar o debate político em campo minado. Mas não há como fugir à evidência de que o jornalismo cedeu lugar ao panfletarismo sectário.

O ovo da serpente

O esforço é bem organizado, mas não há como dissimular o fato de que as expressões contundentes e os adjetivos desrespeitosos que têm marcado os argumentos de um lado e de outro na conflagrada cena ideológica são uma marca de meia dúzia de jornalistas instalados pelas empresas hegemônicas da mídia em posições de destaque. Aliás, pode-se afirmar que alguns jornalistas decadentes, cujas carreiras se encaminhavam melancolicamente para o mausoléu do ostracismo, ganharam uma sobrevida e uma maquiagem contemporânea exclusivamente para atuar nessa tropa de choque da incivilidade.

Não se pode negar que há um pantanal de ódio na sociedade brasileira, e essa predisposição para a irracionalidade no campo político se concentra nas camadas mais privilegiadas em termos de educação e renda. Onde se esperava que se houvesse desenvolvido um nível mais elevado de consciência social e capacidade de tolerância para a diversidade de opiniões é justamente onde vicejam sentimentos como a intolerância, o desprezo pela nacionalidade e o complexo de vira-latas. Os colunistas citados por Trajano são, claramente, autores do discurso que caracteriza essa espécie de lumpesinato de alta renda, onde viceja o ovo da serpente.

Afirmamos que a Copa oferece à mídia tradicional a oportunidade para se reconciliar com o jornalismo porque a complexidade do jogo de futebol, com suas surpreendentes reviravoltas e a imensa gama de possibilidades, deveria servir como metáfora para os outros temas da vida social.

Se, como sabemos, a imprensa atua no sentido de dar aos fatos uma certa organização, que de alguma maneira permite ao indivíduo formular um entendimento do mundo, a adoção do discurso raivoso e unilateral produziu uma ruptura entre o que chamamos de imprensa e o jornalismo.

A bola impõe uma linguagem vigorosa, mas sem asperezas, e as regras preveem que as caneladas sejam devidamente punidas. Na política, ao contrário, a imprensa prefere estimular a agressão, porque não consegue ganhar o jogo dentro das regras.

Se os jornais parecem mais equilibrados, nestes dias de intensas emoções futebolísticas, é porque as empresas de comunicação precisam justificar os altos investimentos dos anunciantes.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/06/a-imprensa-que-insufla-o-odio.html

“Sucesso incrível” da Copa (by The New York Times) melhora aprovação de Dilma

23.06.2014
Do BLOG DA CIDADANIA, 22.06.14
Por Eduardo Guimarães
No primeiro caderno da última edição dominical da Folha de São Paulo (22/6), uma matéria surpreendente: “Prenúncio de que a Copa seria o fim do mundo não aguentou 3 dias”. Assinada pelo colunista Nelson de Sá, a matéria surpreende qualquer um que lê a imprensa brasileira por ter “empurrado” para a imprensa estrangeira um pecado da imprensa brasileira. O colunista atribui à imprensa estrangeira as previsões negativas sobre a Copa no Brasil.
O caradurismo não é só desse jornalista, mas do próprio jornal – um mea-culpa sobre a cobertura da organização da Copa de 2014 seria imperativo diante daquela que, de fato, está sendo a “Copa das Copas”. E não só pela boa organização do evento, mas pelo que se vê em campo.
A infraestrutura tem funcionado tão bem quanto a que seria esperável em qualquer país do dito “Primeiro Mundo”, os jogos são emocionantes, o nível técnico tem sido altíssimo, o futebol latino-americano vai se impondo sobre o do resto do mundo, levando incontáveis nações das Américas a um verdadeiro orgasmo desportivo.
Eis o que ninguém previu. Ou melhor, eis o que aqueles que previram não puderam dizer devido a uma literal censura da grande imprensa a qualquer ponderação sobre os exageros que estavam sendo cometidos pela imprensa e por partidos de oposição de direita e de esquerda, os quais enganaram os brasileiros com afirmações falsas sobre o financiamento da Copa e sobre problemas corriqueiros em qualquer grande evento.
Como foi previsto neste blog por incontáveis vezes, os profetas do apocalipse deram com os burros n’água. Aqui sempre foi dito que a Copa começaria, tudo estaria pronto e funcionando e que os que previam o contrário ficariam com a brocha na mão.
Não é por outra razão que na mesma Folha de São Paulo, escondida na coluna “Painel”, uma notinha de apenas uma frase, mas que tem um potencial político imenso, revela que chegou a hora de Dilma capitalizar seu bom trabalho. Abaixo, o texto da Folha
De virada
Assessores do Planalto estão exultantes com pesquisa interna que afirma que 60% dos brasileiros consideram a Copa boa ou ótima até agora 
Mesquinharia da Folha. A pesquisa interna do Planalto mostra muito mais. Informações obtidas pelo Blog via contatos telefônicos dão conta de que esses 60% dos brasileiros não dizem que “a Copa é que tem sido boa ou ótima até agora”. Essa maioria diz que a ORGANIZAÇÃO da Copa e a qualidade dos jogos é que têm sido “boas ou ótimas”.
Qual o efeito eleitoral disso? Na avaliação do Planalto, é expressivo. Tão expressivo que a Folha detectou e, visando se distanciar do alarmismo que promoveu ao lado de outros grandes meios de comunicação, publicou essa reportagem de Nelson de Sá, na tentativa vã de fazer seus leitores de besta ao empurrar-lhes a versão de que o catastrofismo desportivo-organizacional partiu do exterior e não daqui mesmo, do Brasil.
A matéria em questão foi econômica ao relatar as análises que estão sendo feitas em toda parte do mundo sobre a capacidade do país de organizar um evento desse calibre. Uma das matérias da imprensa estrangeira citadas pela Folha é de autoria de Sam Borden, correspondente esportivo do diário norte-americano The New York Times na Europa. No último dia 17, Borden qualificou a Copa no Brasil como “sucesso incrível” em artigo que ironiza o noticiário sobre o evento, chamando-o de “previsão do dia do juízo final”.

O Blog traduziu alguns trechos do artigo de Borden. Confira, abaixo.
The New York Times
San Borden
17 de junho de 2014 
Um estádio não ficaria pronto a tempo. Outro não ficaria pronto nunca. Protestos violentos iriam ameaçar os fãs e estragar tudo. Greve no aeroporto e no metrô deixariam milhares de visitantes sem transporte.
Essas e outras previsões do dia do juízo final foram preocupações perpétuas nos dias que antecederam a Copa do Mundo no Brasil, mas, após quase uma semana inteira de jogos, a situação no maior país da América do Sul dificilmente pode ser considerada sombria.
Para os fãs que gostam de gols que enchem os olhos, resultados surpreendentes e futebol elegante, este campeonato, até agora, tem sido um sucesso incrível. Os jogos são apaixonantes, e o drama dos jogos tem sido perfeito para a televisão.
[...]
Há que dizer que ninguém pode realizar um grande evento esportivo como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas sem alguns problemas. Este ano, em Sochi, na Rússia, os jogos de inverno tiveram invasão de cães vira-latas, hotéis incompletos, ou inexistentes. Em 2004, os jogos de verão em Atenas tiveram greves de trabalhadores, contratempos com a infraestrutura, e histeria em uma infinidade de lugares. O parque olímpico onde ocorreram os jogos de Londres em 2012, uma semana antes ainda estava em obras.
Diante dessa realidade, certamente o Brasil merece mais indulgência.
[...]
A gama de problemas tem sido grande. Alguns tiveram que ver com acabamento da construção, como fios elétricos visíveis no estádio do São Paulo ou a instalação de aparelhos de ar-condicionado e carpete horas antes do apito inicial, em Cuiabá, ou 30% dos porteiros do estádio de Brasília, que não apareceram para trabalhar, criando impasse do lado de fora das catracas. Alguns foram cosméticos, como a grama queimada no estádio de Manaus, que obrigaram a organização do estádio a pintar o gramado com tinta verde.
Nada disso foi definitivamente prejudicial para o evento. Os jogos puderam ocorrer dentro das previsões. Mas a cada dia ocorreram problemas cujo potencial não pôde ser previsto. No domingo, em Porto Alegre, por exemplo, o sistema de som do Estádio falhou com as equipes já em campo, deixando os jogadores de França e Honduras, que esperavam pelos hinos nacionais de seus países, enfurecidos.
[...]
Para ser justo, a sorte é sempre um fator nesses espetáculos. Qualquer grande evento pode ter um deslize imperceptível, como o NFL aprendeu em 2013, quando o Super Bowl foi adiado por quase uma hora depois de um apagão que mergulhou o Superdome, em Nova Orleans, na escuridão. Em comparação, o problema com as luzes no estádio de São Paulo durante o jogo de abertura da Copa do Mundo foi um problema menor.
[...]
Como sempre ocorre, a preocupação com a logística foi discutível. Em geral, as condições para realização dos jogos têm sido excelentes. Em cidades como Natal e Salvador – onde os campos sofreram chuva excepcionalmente pesada -, ficou comprovada a qualidade dos sistemas de drenagem. Em última análise, esta é a prioridade mais importante, pois as condições para realização dos jogos são o que geralmente definem o legado histórico de um evento.
[...]
A pesquisa interna do Palácio do Planalto citada (de forma incompleta e tímida) pela Folha faz todo sentido. Basta um mínimo de reflexão para entender. A menos que a maioria dos brasileiros seja composta de lunáticos, todos estão fazendo o “link” entre o que foi previsto e o que está acontecendo.
Ora, se foi previsto “juízo final” e, muito pelo contrário, o que se vê é uma festa linda que está encantando não só o Brasil, mas o mundo, no mínimo o mau-humor de parte dos brasileiros com Dilma Rousseff será repensado. Os mais inteligentes perceberão que ela foi alvo de tremenda injustiça, encetada, obviamente, por uma politicagem rasteira e de viés eleitoreiro. Os brasileiros não são injustos. Ao menos a maioria de nós, não é.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/06/sucesso-incrivel-da-copa-by-the-new-york-times-melhora-aprovacao-de-dilma/

ELITE VIRA-LATAS DETESTA O BRASIL: Para os que amam Nova York mas detestam o Brasil

23.06.2014
Do blog TIJOLAÇO, 22.06.14
Por Fernando Brito

ryanshelley
Se a nossa elite  mentalmente colonizada tivesse um pingo de lucidez e um grama de compaixão (ou apenas um dos dois) olharia  para o Brasil com um sentimento de paz e esperança, em meio a um mundo que regride à miséria das primeiras décadas do século passado.
Mas teimam em ver o exterior como um mundo ideal, onde tudo é limpo, lindo e tecnológico.
O mundo, em todas as partes, é simplesmente feito de pessoas.
Quando elas vivem reduzidas à condição de bichos, nem a cosmopolita Nova York é civilizada.
Leiam o trecho que reproduzo desta matéria de hoje em O Globo.
E a foto que copio acima, de Ryan e Shelley, um casal de moradores de rua.
Um ex-casal, aliás, porque Ryan, agora, está morto.
É bom para lembrar o que esquecemos depois que passamos a achar Charlie Chaplin apenas um comediante antigo, não um intérprete de gente sem cuidado e sem esperança.
E que o drama humano é só existencial e não também pela sobrevivência.
Talvez com isso os que praguejam contra as nossas alegrias e desprezam os nossos progressos possam entender o quanto caminhamos.
E, por isso, o quanto acreditamos que temos de continuar a caminhar.
Mas sempre assobiando, alegres, como Carlitos.

A Nova York dos excluídos

Isabel Deluca
O número de sem-teto em Nova York atingiu, este ano, o maior nível desde a Grande Depressão nos anos 1930. Segundo as últimas estatísticas federais, a população sem moradia aumentou 13% em comparação com o ano passado, apesar da suposta recuperação da economia — e enquanto a média nacional só faz diminuir. A tendência cresce sobretudo entre famílias e virou um dos maiores desafios do prefeito Bill de Blasio, que fez da habitação acessível um dos pontos centrais do seu discurso de campanha, para comandar uma cidade onde os aluguéis não param de subir.
Os nova-iorquinos que passam a noite em abrigos ou nas ruas chegaram a 64.060, de acordo com o relatório anual do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD, na sigla em inglês), que compila dados de três mil cidades americanas.
Só Los Angeles teve aumento maior: lá, os desabrigados cresceram 27%, embora o total ainda seja menor que o de Nova York. No resto do país, o número caiu 4% desde 2012: hoje são 610.042.
— A maior parte dos EUA mudou a tática de reagir ao problema, e está funcionando — explica o professor de Políticas Sociais da Universidade da Pensilvânia Dennis P. Culhane, autor do relatório do HUD. — O foco tem sido no realojamento imediato, muitas vezes na forma de mediação de conflitos, mas também com ajuda financeira. O modelo de botar num abrigo e esperar até que se consiga encontrar uma moradia, ou que o cidadão consiga juntar dinheiro para sair, não é o novo modelo que emerge no país. Mas é o de Nova York.
Na cidade mais rica do mundo, a crise é resultado sobretudo do aumento no número de famílias que já não podem pagar aluguel. O último censo registrou um declínio no número de apartamentos acessíveis em Nova York, enquanto a renda da classe média baixa só faz cair. Para Culhane, parte do problema ainda pode ser creditado à crise econômica:
— Há desemprego excessivo, afetando a capacidade de pagar o aluguel. Há mais jovens adultos e suas famílias com pais ou avós. Isso cria um ambiente estressante que pode levar ao despejo. É o que acontece em dois terços dos casos. A razão mais comum que os novos sem-teto reportam é conflito familiar na casa superlotada.
Em Nova York, as famílias já representam 75% da população dos abrigos. Há menos sem-teto nas ruas do que há uma década, mas a lotação nos dormitórios é recorde — 52 mil, sendo 22 mil crianças. Relatório divulgado em maio pela ONG Coalizão para os Desabrigados aponta outro recorde: o tempo médio que uma família permanece num abrigo atingiu 14,5 meses.
O Departamento de Serviços para Desabrigados disponibiliza diariamente dados sobre os abrigos. Na última quarta-feira, eram 30.540 adultos e 23.227 crianças. O número de sem-teto que pernoitam em refúgios municipais é, hoje, 73% maior do que em janeiro de 2002, quando o ex-prefeito Michael Bloomberg tomou posse. Ele tentou driblar a questão com uma série de políticas, mas o resultado foi a superlotação dos dormitórios públicos.
— Prefiro dormir na rua do que num abrigo — relata Elliot, um sem-teto de 52 anos que costuma passar as tardes na esquina da Rua 72 com a Broadway. — A comida é pavorosa. Os banheiros são imundos. Há ratos e baratas por todo canto.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=18600

DANTAS: FOLHA E CONTI TÊM UMA LÓGICA

21.06.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Conti se senta no Panteão de Roberto Campos, Francis e o dos múltiplos chapéus. É a Gloria in Excelsis !

Imagem que ilustra a matéria da BBC: a Gloria Superior


A Fel-lha (*), o Globo Overseas e o Mario Sergio Conti não cometeram apenas uma tolice, como disse o auto-proclamado tolo.

A tolice da Fel-lha, do Globo e de Conti têm uma lógica.

A lógica em que se sustentam o PiG (**) e seus interesses.

Um desses interesses é Daniel Dantas.

Conti dirigiu o detrito de maré baixa, onde deu crédito a entrevista que não passaria na peneira de um jornaleco de província – como demonstrou de forma irrefutável Paulo Nogueira.  

Teve breve passagem no Jornal do Brasil, quando ajudou a enterrá-lo.

E dirigiu e apresentou o “Roda Morta”, quando foi mais tucano do que nunca.

E foi glorioso repórter da Fel-lha (o mau hálito está como as marginais (sic) de São Paulo).

Trata-se, portanto, de um exemplar exuberante de piguismo.

Neste momento, ele é colonista (***) simultaneamente do Globo e da Fel-lha, o que o coloca num panteão que só ocuparam Roberto Campos (que não teve uma única ideia que, antes, não tivesse sido formulada em inglês), Paulo Francis, vítima de infarte inoculado pela Petrobras …, e Elio Gaspari, Mestre de Conti e o de múltiplos chapéus, que fez de Geisel e Golbery o Washington e o Jefferson, fundadores da Democracia brasileira.

Excelsa companhia !

Portanto, a “barriga” de Conti é exemplar – nela se abriga a lógica do PiG.

Que virou notícia de televisão: abriu o Domingo Espetacular:

ELES CONFUNDEM ATÉ JORNALISTA! VEJA COMO É A VIDA DOS SÓSIAS



E, finalmente, a Gloria Superior: foram todos parar na seção de escárnio da BBC (que já tinha acabado de desmoralizar o Mainardi):

WORLD CUP 2014: BRAZIL BEMUSED BY INTERVIEW WITH ‘FAKE SCOLARI’



Mas, onde Conti se lançou rumo ao estrelato internacional foi mesmo na Fel-lha (a bílis se deteriora com a rapidez com que somem os anúncios …).

A Fel-lha e ele se unem de forma irremediável a esse Grande Herói do PiG e do Supremo Tribunal Federal: Daniel Dantas.

É o que demonstra amigo navegante que acompanha essas carreiras que se entrelaçam – de Dantas, Conti e da Fel-lha – e enviou o seguinte comentário:


Paulo Henrique,

A respeito da imensa repercussão de uma das maiores barrigas jornalísticas que se tem notícia, a do jornalista Mario Sérgio Conti, li com atenção o artigo do Paulo Nogueira reproduzido no seu Conversa Afiada.

Há muitos outros “pecados capitais”, que talvez você desconheça … Um deles relacionado a alguém que você conhece muito bem.

Em 30 de agosto de 2000, a Folha de S. Paulo publicou o mais laudatório “perfil” de Daniel Dantas de que se tem notícia.

Página inteira ou página dupla, não me lembro bem, mas a autoria do artigo é de Mário Sérgio Conti:

DANTAS ADMINISTRA INVESTIMENTO DE R$ 4 BI


Da leitura do “perfil” nota-se que Conti penetrou na intimidade de Dantas e aceitou todo o tipo de versão que ele e sua turma gostam de contar.

Conti só não conseguiu superar o Bajulador Jurídico e sua Ilustre descendência.

O interessante é que, 20 dias antes, o mesmo Mário Sérgio Conti publicou 2 matérias na mesma Folha, relatando o início do desmascaramento do Opportunity Fund nas Ilhas Cayman.

A primeira delas é esta aqui:

EX-SÓCIO ACUSA DANIEL DANTAS DE FALSIFICAÇÃO



Ela focava em uma “acusação de que Dantas falsificou documentos” que teria sido feita por ex-sócio.

Alguns dias depois, em 19 de agosto, Conti se vê na contingência de relatar que “Dantas é condenado pela Corte de Cayman”, ao invés de “sócio acusa Dantas de falsificação”:

DANTAS É CONDENADO PELA CORTE DE CAYMAN



Na matéria, Conti fala do Her Majesty Privy Council, onde os advogados do Opportunity “imediatamente” apresentariam recurso contra a decisão judicial unânime que lhes foi desfavorável.

Conti cobriu o início de um dos maiores escândalos econômicos do Brasil.

Mas, depois, preferiu não cobrir o caso.

Como é do conhecimento do mundo mineral – diz o teu guru, o Mino Carta -  o Opportunity, Dantas e sua irmã Veronica, foram realmente ao Privy Council duas vezes, e foram fragorosamente derrotados em duas sentenças definitivas que são “listed cases” em toda a Common Wealth Britânica, fazendo jurisprudência mundial.

Pior, as sentenças do Privy Council confirmam definitivamente sentenças judiciais em que Daniel Dantas e Verônica Dantas foram considerados mentirosos, falsificadores de fichas bancárias e desrespeitadores da Corte

(http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1172212-EI6578,00.html ehttp://oposicaonoparedao.blogspot.com.br/2006/10/condenao-de-dantas-explica-reportagem.html).

Mario Sérgio Conti cobriu o começo da história. Fez uma matéria como se fosse uma “acusação de ex-sócio”. Teve que dar uma matéria uma semana depois em cima de uma decisão judicial onde destaca o “apelo imediato” do Opportunity. Logo a seguir faz um perfil laudatório do banqueiro e NUNCA MAIS FALOU DO ASSUNTO.

O único caso entre brasileiros com uma sentença definitiva na Suprema Corte Britânica.

Um banqueiro brasileiro com uma sentença definitiva que o considera falsificador de fichas bancárias.

Nada disso pareceu ter relevância jornalística para Conti, para a  Folha nem para nenhum outro veículo em que ele trabalhou.

(O Mino Carta jamais o contrataria, porque, parece, o chama, num romance, de “Soslaio”. E a Carta, a Teletime e você, no Conversa Afiada, são os únicos que tratam do Dantas condenado. (E merecedor de dois fulminantes HCs Canguru !)

(Clique aqui para ver a reportagem do jornal nacional, que Gilmar Dantas (****) ignorou para dar o segundo HC Canguru.)

Conti e a Folha também não cobriram os vínculos de Daniel Dantas com o Mensalão do Marcos Valério, com o Mensalão Mineiro, o Caso Kroll, a CPI dos Correios.

Acho que isso diz muito sobre a qualidade do “jornalista” e o grau de “imparcialidade” da sua prática jornalística – e de seus patrões.

Assinado,

não é da conta da Fel-lha, como diz você



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para ver como outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. OLuiz Fucks que o diga.
*****
Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/06/23/dantas-folha-e-conti-tem-uma-logica/

Mercado financeiro alimenta alarmismo e escolhe seu candidato

23.06.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 14.06.14
Por  Vitor Nuzzi

Assim como em 2002, preferência ou rejeição em torno de candidaturas alimenta onda especulativa. O país está ruim assim?

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Início de maio, meio de semana, começa a circular um boato sobre pesquisa do instituto Datafolha que indicaria queda nas intenções de voto da presidenta Dilma Rousseff. A pesquisa nem havia começado – e depois acabaria indicando estabilidade em vez de queda –, mas bastou para o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo acelerar. Assim tem sido nos últimos meses. O mercado financeiro abriu as apostas, marcadamente em nomes identificados com a oposição e em propostas no rumo da flexibilização de regras. A enxurrada de notícias e informações, não raro, atropela análises mais ponderadas. Um momento semelhante ao de 2002, quando o chamado “risco Lula” expunha o então candidato como uma ameaça para o equilíbrio econômico.
Para o economista Luiz Gonzaga Belluzzo,­ a comparação é clara. “Os mercados tendem a exagerar no movimento de preço. Havia um clima de pessimismo, como está sendo colocado agora. O Lula estava sendo ameaçado de ser deposto três meses depois (de eleito). Claramente, o clima era esse”, recorda. A explicação é relativamente simples: “Os mercados são insanos. Não têm fundamentos, são essencialmente especulativos.”
Tanto Belluzzo como o professor de Ética e Filosofia Política Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo (USP), referem-se ao termo “antropoformização” para se referir ao mercado, que no noticiário surge como um ser vivo, demonstrando reações emocionais.

“Por um lado, o mercado é apresentado como um grande agente de racionalidade. Mas é curioso que existe esse conjunto de metáforas que apresenta o mercado como nervoso”, diz Janine, para quem as duas leituras possíveis no atual discurso econômico (governista e oposicionista) contêm elementos ideológicos.

Estratégia

Nervoso, mas que sabe o que quer. “O investidor é avesso a mudanças bruscas”, diz o analista Raphael Figueiredo, da Clear­ Corretora. Há uma tentativa de impor no preço uma expectativa futura. Essa decisão tem de ser rápida, emocional. O impacto vai ganhando cada vez mais peso quando se enxerga naquele candidato, ou grupo de candidatos, um cenário de menor tranquilidade. Ele tenta proteger sua estratégia e coloca no preço essa expectativa”, acrescenta, distinguindo ­visões de curto e longo prazo, resultando em conflito que leva ao movimento especulativo.
Algo que pode partir do nada. Em 13 de maio, lembra Figueiredo, bastou uma declaração do presidente do PT, Rui Falcão, sobre controle de capitais, para “assustar” o mercado. “Um rumor vai sendo criado de forma muito intensa. Em poucos minutos, o mercado tende a embutir no preço.”
Também para o analista, o clima atual lembra 2002, quando se dizia que, vencendo Lula, haveria descontrole de gastos públicos e calote no pagamento de juros da dívida, entre outros perigos. “Existia o risco Lula, o mercado era avesso ao Lula e o mercado cresceu. No histórico recente, é um governo que tem intervindo mais na economia.”
A questão é se a economia, ou o país, vai tão mal assim. Os consensos, diz Belluzzo, trazem avaliações nem sempre corretas. E observadores detectam que o noticiário dá ênfase, principalmente, a temas de interesse do mercado financeiro.
O assunto chamou, inclusive, a atenção de uma jornalista habituada à cobertura econômica, Paula Puliti, que no ano passado publicou um livro a respeito do assunto (O Juro da Notícia – Jornalismo econômico pautado pelo capital financeiro), resultado de uma tese de doutorado orientada, na USP, pelo professor ­Bernardo Kucinski. Segundo ela descreve, nos últimos anos, o noticiário tem sido dominado pelo chamado discurso de pensamento único.

Retórica

“No Brasil, a retórica neoliberal conquistou os jornais em parte por influência da imprensa estrangeira, mas em escala muito maior por conta do discurso estrategicamente preparado e veiculado por banqueiros, executivos de empresas, economistas e acadêmicos alinhados com a forma neoliberal de ver o mundo, que, para eles, é a única capaz de promover crescimento econômico sustentável e distribuição da renda, colocando fim às desigualdades sociais de forma científica e apolítica”, escreve a jornalista. Essa “financeirização” do noticiário também teve como consequência afastar o leitor comum, que não via relação das notícias com seus cotidianos.

Em seu trabalho, a pesquisadora fez, por exemplo, uma análise tendo como amostra um período de 14 anos (1989-2002), mostrando a ênfase na “financeirização” a partir de 1990: notícias sobre reformas, privatizações, impostos, gastos públicos, arrecadação, câmbios, juros estiveram sempre em evidência. Temas sociais – como investimentos em saneamento básico, transportes públicos e habitação – nunca foram destaque. Uma das conclusões: “Ideias e opiniões que não condiziam com o pensamento neoliberal praticamente não apareceram nas notícias econômicas”.
“É um fenômeno internacional”, afirma o professor Antônio Corrêa de Lacerda, do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, um dos entrevistados no livro. “À medida que houve a globalização, há uma tendência de as finanças influenciarem as próprias economias, governos, mídia. No caso brasileiro, tenho a impressão de que isso é mais forte”, diz Lacerda, observando que os bancos, em particular, têm “departamentos bem estruturados que fornecem análises para a mídia, de excelente qualidade e de fácil digestão para o jornalista”.
O resultado é que se vê uma visão “meio consensual”, que às vezes exclui o contraponto, representado pelo setor produtivo e pelos trabalhadores. “O mercado financeiro é, por natureza, especulativo. Num ano eleitoral, isso se torna mais forte. A melhor maneira seria ter fontes qualificadas de outros segmentos da sociedade. Você teria um debate mais qualificado.”
Lacerda diz sempre recomendar a entidades empresariais que seus departamentos econômicos tenham atuação mais incisiva na mídia. Isso também vale para as entidades de trabalhadores. Ele observa que, da forma como é apresentado, o noticiário pode transmitir a impressão de que a economia se mostra pior do que realmente está. “Na verdade, não há um balanceamento entre os vários aspectos que deveriam ser levados em conta, como desemprego baixo, aumento da renda, o fato de ser um país dos que mais recebem investimentos estrangeiros no setor produtivo. Você vê muito uso do off (declarações sem identificação da fonte) como instrumento. Alguém disse que o mercado pensa assim e aquilo vira uma verdade.”

‘Ronronando’

Professor da PUC e da Universidade Metodista de São Paulo, José Salvador Faro identifica uma “tendência ideológica” dos noticiários, mas ressalva que sua observação, como leitor, não é linear. “Percebo que há cadernos de economia com boas matérias de política econômica, como no Estado de S. Paulo, que transcende um pouco a posição ideológica do Estadão. O Valor traz excelentes matérias de análise”, comenta. Mas o ponto de vista de que o mercado deve ser o regulador da economia não causa dúvida de que aparenta um discurso único. “A orientação editorial é pró-mercado, e há um discurso econômico muito hermético, um noticiário para iniciados.”

A questão se estende ao próprio ensino, acredita Faro. “As escolas de jornalismo não ensinam. Grande parte do leitorado fica fora da compreensão dessas questões.” O problema se estenderia à formação de economistas, acrescenta o professor. Ele cita artigo publicado no Valor Econômico que chamava a atenção justamente para o fato de as faculdades, em determinado momento, terem abandonado o estudo de algumas linhas de pensamento, menos monetaristas. “Se todo mundo fala a mesma coisa, os jornais acabam sendo homogêneos”, constata.
Porta-voz do pensamento liberal, a revista britânica The Economist, que algumas vezes tentou “derrubar” o ministro da Fazenda, Guido Mantega, publicou recentemente um texto elogioso aos principais pré-candidatos de oposição, Aécio Neves e Eduardo Campos. “Empresários e banqueiros saem ronronando ao encontro com os dois homens”, diz a publicação, que não deixa de citar resultados importantes do governo Dilma Rousseff, como as baixas taxas de desemprego e o crescimento da renda.
O também britânico Financial Times reforçou o coro das reformas, ao sustentar que as preocupações generalizadas no país estão começando a empurrar o debate “para uma direção amigável ao mercado”, o que, para o jornalão, só pode ser “uma coisa boa”. Por sua vez, analistas brasileiros já vêm batendo insistentemente na tecla dos “ajustes” e das “medidas impopulares” – identificadas com Aécio, o que provocou abalos na aparente união entre as candidaturas antigoverno. Tanto Campos como a vice Marina já procuraram demarcar territórios em relação aos tucanos.
Com essa ênfase na cobertura financeira e a proximidade das eleições, terá o chamado mercado escolhido seus candidatos? A lógica indica que sim. “O mercado não dá preferência a partidos, mas a um ambiente de mais estabilidade. Corre para o lado político que transmita esse ambiente. Não vai vestir uma bandeira”, diz o analista Raphael Figueiredo. “O modelo de negócio do investidor embute entre suas variáveis o fator risco. E tem o fator risco político, que não é mensurável.”
Renato Janine vê o debate eleitoral em aberto, à medida que ninguém ainda definiu as “mudanças”, demanda que aparece nas pesquisas. “Ao menos a discussão moralista não está surgindo. Prefiro uma discussão sobre economia a uma discussão sobre aborto.” Mas ainda há problemas no debate político, avalia. “Eles ficam brigando pelo terço que já está convencido. Parece que as pessoas esqueceram que quem decide a eleição são os indecisos.”
Para o professor Lacerda, está se formando certo consenso pró-oposição. “Mas uma coisa é o que o mercado pensa e outra o que a sociedade pensa.”
Belluzzo não vê “importância” nos candidatos do ponto de vista do mercado. “Eles já foram capturados”, afirma. Com isso, ele diz que o debate vai sendo dominado por uma visão restrita, considerando apenas fatores como inflação, superávit fiscal, câmbio. Dentro disso, análises que defendem que mesmo uma alta da taxa de desemprego podem valer a pena. “Criam um clima de catástrofe. O debate econômico hoje está muito centrado nessa tentativa de apresentar as coisas piores do que estão. Isso já faz parte da luta eleitoral mesmo. Eles (mercado) exigem uma fidelidade canina.” E vão sempre lembrar de quem aparentemente se opõe. “Eles nunca aprendem nada, mas também não esquecem de nada.”
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/96/o-mercado-faz-suas-apostas-5960.html