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sábado, 21 de junho de 2014

Fontes do grande abismo? Cientistas descobrem oceano subterrâneo

21.06.2014
Do portal GOSPEL PRIME, 20.06.14
Por Jarbas Aragão

Cientista cristão afirma que texto bíblico faz referência ao assunto

Fontes do grande abismo? Cientistas descobrem oceano subterrâneoCientistas descobrem as "fontes do grande abismo"?
Geofísicos da Northwestern University e da Universidade do Novo México afirmaram ter descoberto um imenso reservatório de água abaixo da superfície. Seria um volume equivalente a três vezes o que existe nos oceanos da Terra.
A descoberta foi publicada na conceituada revista Science e pode mudar muitas teorias sobre a formação do planeta. A água está cerca de 660 quilômetros abaixo da superfície, presa em um mineral com estrutura de cristal.
Steve Jacobsen, da Northwestern, e coautor do estudo, explicou que sua pesquisa se baseia em dados do USArray, rede de sismógrafos que mede as vibrações de terremotos. “Os cientistas têm procurado por essas águas profundas há décadas”, comemorou o pesquisador.
Uma das teorias de Jacobsen é que essa água oculta serve como uma espécie de “apoio” para os oceanos na superfície. Isso explicaria por que eles sempre se mantiveram do mesmo tamanho por tantos anos.
Essa a água do interior da Terra pode ser levada à superfície pela atividade tectônica, como terremotos, maremotos e vulcões. O que “desbancaria” a teoria mais aceita atualmente de que a água veio em cometas de gelo que atingiram o planeta durante sua formação.
Brian Thomas, cientistas cristão ligado ao Instituto de Pesquisas da Criação, afirma que, se comprovados, esses oceanos subterrâneos podem reforçar a referência bíblica sobre o Dilúvio. Ele lembra que Gênesis 7:11 fala sobre “as fontes do grande abismo”, algo desconhecido até agora pela ciência e que geralmente era visto como mera linguagem figurada.
Para Thomas esse volume imenso “é consistente com a referência geral das Escrituras a águas profundas abaixo da terra.” Lembrou ainda que “ao contrário de pensadores seculares, cientistas bíblicos estão abertos à possibilidade de que Deus criou a Terra depois separou as águas, como ele diz em sua Palavra”. Com informações Prophecy News
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/oceano-subterraneo-genesis-biblia/

ASSASSINO DE REPUTAÇÕES: O verdadeiro pecado de Mario Sergio Conti

21.06.2014
Do blog AMORAL NATO, 20.06.14
Felipão foi o de menos
Felipão foi o de menos
A entrevista com o falso Felipão entra na crônica do jornalismo brasileiro como uma das maiores besteiras já cometidas.
A pergunta que emerge para o autor, Mario Sergio Conti, é a seguinte: em que planeta ele vive?
Mas é algo no terreno da anedota.
Conti tem razão quando diz que ninguém morreu por conta do erro, e nem a bolsa se movimentou, ou coisas do gênero.
Conti, é verdade, vai passar para a história como aquele jornalista do Felipão.
Mas seu real pecado, na carreira, é algo muito mais sério.
Conti, como diretor de redação da Veja, comandou uma das coberturas mais abjetas e mais canalhas do jornalismo nacional: a que levou ao impedimento de Collor.
Ali a Veja mostrou, sem que ninguém percebesse, o que faria depois: o abandono completo do compromisso com os fatos na sede de derrubar inimigos.
É uma opinião que tenho desde sempre, e a compartilhei várias vezes com jornalistas da Abril nos anos em que trabalhei lá – durante e depois  do crime jornalístico feito pela Veja.
A Veja se baseou, essencialmente, em declarações. Mais que tudo, o depoimento envenenado e raivoso de Pedro Collor foi vital no material jornalístico que a revista produziu naqueles dias.
Nasceu da vingança de Pedro a célebre capa cujo título era: “Pedro Collor conta tudo”.
Meu ponto, desde o início, era o seguinte. Imagine que o irmão do presidente dos Estados Unidos batesse na porta do diretor de redação da revista Time e dissesse que tinha coisas hirríveis para contar.
A Time publicaria?
Jamais. Antes, caso achasse que ali coisas críveis, investigaria profundamente as acusações. Só publicaria com provas, primeiro porque de outra forma sua imagem jornalística ficaria arranhada. Depois porque a Justiça americana, ao contrário da brasileira, não aceita blablablás como evidências.
Num caso notável, Paulo Francis chamou diretores da Petrobras de corruptos. Como a acusação foi feita no Manhattan Connection, os executivos puderam processar Francis na Justiça americana, a despeito da pressão de FHC, então presidente, para que não agissem assim.
Os americanos pediram provas a Francis e ele nada tinha além de sua verve. Na iminência de uma multa que talvez o arruinasse, ele se atormentou. Morreu de enfarto durante o processo, e amigos atribuíram o coração quebrado ao pavor da sentença iminente.
Não espanta que, anos depois da queda de Collor, ele tenha sido absolvido no STF por ausência de provas.
Este fato é, em si, uma prova espetacular da inconsistência da cobertura da Veja.
Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros.
Mario Sergio posaria, depois, como “derrubador de presidente”, o que não fez bem a sua carreira na Veja.
O dono da Veja, Roberto Civita, também gostou do título de “derrubador de presidente”, e a revista, embora grande, era pequena demais para dois derrubadores.
RC, pouco depois, deu um jeito de mandar embora Conti. (Antes de ser demitido, ele teve a chance de inventar Mainardi como colunista.) Foi uma demissão florida: Conti teve dois anos remunerados ao longo dos quais escreveu Notícias do Planalto, um livro sobre o episódio Collor.
É um livro no qual ele bajulava todos os donos de jornais e revistas, e ao mesmo tempo atacava jornalistas dos quais não gostava, a começar pelo homem a quem devia o cargo de diretor da Veja, JR Guzzo.
Um dia o jornalismo brasileiro haverá de realizar um trabalho arqueológico sobre o caso Collor.
E então se perceberá que a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti, o cara do Felipão.
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Fonte:http://amoralnato.blogspot.com.br/2014/06/o-verdadeiro-pecado-de-mario-sergio.html

Preferência da Seleção pela Band deixa Globo furiosa

21.06.2014
Do BLOG DO SARAIVA

Globo se irrita com informação de que Seleção assiste aos jogos do mundial na Band (Reprodução)
"Galvão Bueno, Casa Grande e Ronaldo se irritam com informação de que Seleção Brasileira assiste aos jogos da Copa pela Band


A comissão técnica da Rede Globo não está nada feliz com a seleção brasileira e seu técnico Felipão. A notícia de que os jogadores e o técnico brasileiro estariam sintonizados na Band, durante a transmissão dos jogos da Copa do Mundo 2014, irritou a Globo.

Segundo informações da colunista Keila Jimenez, do blog da Folha Outro Canal, Galvão Bueno, Casa Grande e Ronaldo Fenômeno estão “doídos” com a preferência pela concorrente Band. O apresentador do Brasil Urgente, José Luiz Datena, ainda agradeceu a audiência do técnico Felipão e da seleção brasileira, irritando ainda mais os apresentadores da Globo.

Keila revelou ainda que as duas primeiras partidas da seleção no Mundial tiveram 57% dos televisores ligados em São Paulo, o que significa que os outros 43% estavam desligados na hora do jogo. É natural que a população se reúna para confraternizar nas casas de amigos ou em bares e restaurantes para assistir aos jogos, razão pela qual muitos dos televisores não estejam ligados na hora das partidas."

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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/06/preferencia-da-selecao-pela-band-deixa.html

SAUL LEBLON: Cinco derrotas e um lance decisivo

21.06.2014
Do blog ESQUERDOPATA
Por Saul Leblon

Da ampliação da democracia depende a sorte das famílias assalariadas, a repartição da renda e a cota de sacrifícios em um novo ciclo de crescimento.

Muitas vezes, a janela mais panorâmica de uma época não se materializa no indispensável esforço conceitual para descortinar a sua essência, mas em um evento simbólico catalisador.

O passo seguinte da história brasileira carece ainda dessa síntese que contenha as linhas de passagem para um novo ciclo de desenvolvimento.

A simplificação analítica, o simplismo ideológico são incompatíveis com essa sinapse entre o velho e o novo, projetando-se mais por aquilo que dissipam do que pelo que agregam.

Nenhum polo do espectro político está imune a essas armadilhas. Mas até pela supremacia do seu poder emissor é o conservadorismo que tem liderado o atropelo da tentativa e erro nesse embate.

Durante meses, por exemplo, o imperativo ‘não vai ter Copa’ –e tudo aquilo que ele encerra de denuncismo derrotista-- reinou soberano na mídia como uma metáfora esperta do ‘não vai ter Dilma’.

Quando os fatos desmentiram a pretensa equiparação do Brasil a um Titanic -- a Copa ,independente da seleção, é um sucesso de público, de infraestrutura e de qualidade esportiva-- partiu-se para algo mais explícito.

O camarote vip do Itaú –o banco central do conservadorismo – entrou em cena para mostrar os sentimentos profundos da elite em relação ao país.

Repercutiu, mas não pegou.

Embora o martelete midiático tenha disseminado a bandeira do antipetismo bélico, a ponto de hoje contagiar setores populares, como admite --e sobretudo adverte-- o ministro Gilberto Carvalho, o fato é que esse trunfo conservador não reúne a energia necessária para inaugurar uma nova época.

A grosseria dos finos exala, antes, seu despreparo para as tarefas do futuro.

Não quaisquer tarefas.

O país se depara com uma transição de ciclo econômico marcada por uma correlação de forças instável, desprovida de aderência institucional , ademais de submetida à determinação de um capitalismo global avesso a outro ordenamento que não o vale tudo dos mercados.

Um desaforo tosco é o que de mais eloquente as ‘classes altas’ tem a dizer sobre a sua capacitação para lidar com esse supermercado de encruzilhadas históricas.

Não é o único senão.

Nas últimas horas ruiu também a simbologia conservadora da retidão heroica e antipetista, atribuída à figura de Joaquim Barbosa.

Na última 3ª feira, o presidente do STF jogou a toalha respingada de ressentimentos, ao abandonar a execução da AP 470.

Não sem antes grunhir, em alemão, o menosprezo pelas questões mais gerais da construção da cidadania no país.

‘Es ist mir ganz egal' , sentenciou sobre as cotas reclamadas por negros e índios no Judiciário.

'Para mim é indiferente; não estou nem aí’.

Esse, o herói dos savonarolas de biografia inflamável.

Seria apenas o epitáfio de um bonapartismo destemperado, não fosse, sobretudo, a versão germânica da indiferença social.

A mesma inscrita no jogral dos que se avocam à parte e acima daquilo que distingue uma nação de um ajuntamento humano: a pactuação democrática de valores e projetos que selam um destino compartilhado.

O particularismo black bloc enfrenta agora seu novo revés no terreno da inflação.
Seja pela eficácia destrutiva da maior taxa de juro do planeta (em termos nominais o juro brasileiro só perde para o da Nigéria), seja pelo espraiamento das anomalias climáticas no mercado de alimentos, o fato é que os principais índices de inflação desabam.

E com eles a bandeira ‘popular’ de Aécio e assemelhados.

Mas há uma variável ainda mais adversa ao conservadorismo no plano da economia política.

O fato de o país viver um quadro de pleno emprego dá ao campo progressista um trunfo inestimável na negociação de um novo ciclo de crescimento.

Uma coisa é negociar com trabalhadores espremidos em filas de desempregados vendendo-se a qualquer preço. Outra, faze-lo em um mercado em que a demanda por mão-de-obra cresceu mais que a população economicamente ativa nos últimos anos.

O conjunto fragiliza um certo fatalismo com devotos dos dois lados da polaridade política, que encara as eleições como uma formalidade incapaz de alterar o calendário do arrocho, com o qual o país teria um encontro marcado após as eleições.

Tudo se passa, desse ponto de vista, como se houvesse uma concertación não escrita à moda chilena que tornaria irrelevante o titular da Presidência, diante dos limites impostos pela subordinação do Estado aos imperativos dos mercados local e global.

É essa, um pouco, a aposta da candidatura Campos, que se oferece à praça e à banca como a cola ambivalente capaz de dissolver os dois lados da disputa em um tertius eficiente e confiável.

O fato de ter fracassado até agora não implica o êxito efetivo do campo progressista em se libertar da indiferenciação que rebaixa o papel da democracia na definição do futuro.

Os desafios desse percurso não podem ser subestimados.

De modo muito grosseiro, trata-se de modular um estirão de ganhos de produtividade (daí a importância de se fortalecer seu principal núcleo irradiador, a indústria, ademais da infraestrutura e da educação) que financie novos degraus de acesso à cidadania plena.

A força e o consentimento necessários para conduzir esse ciclo --em uma chave que não seja a do arrocho-- requisitam um salto de discernimento e organização social que assegure o mais amplo debate sobre metas, prazos, compromissos, concessões, conquistas e salvaguardas.

Não se trata, portanto, apenas de sobreviver à convalescência do modelo neoliberal.

O que está em jogo é erguer linhas de passagem para um futuro alternativo à lógica do cada um por si, derivada de determinações históricas devastadoras que se irradiam da supremacia global das finanças desreguladas, para todas as dimensões da vida, da economia e da sociabilidade em nosso tempo.

A dificuldade de se iniciar esse salto advém, em primeiro lugar, da inexistência de um espaço democrático de debate em que os interesses da sociedade deixem de figurar apenas como um acorde dissonante no monólogo da restauração neoliberal.

Cada um por si, e os mercados por cima de todos, ou a árdua construção de um democracia social negociada?

É em torno dessa disjuntiva que se abre a janela mais panorâmica da encruzilhada brasileira nos dias que correm.

Da ampliação da democracia participativa depende o futuro dos direitos trabalhistas, a sorte das famílias assalariadas, a repartição da renda e a cota de sacrifícios entre as classes sociais na definição de um novo ciclo de crescimento.

É essa moldura histórica que magnifica a importância da Política Nacional de Participação Social anunciada agora pelo governo.

Para que contemple as grandes escolhas do nosso tempo, porém, é crucial que o governo não se satisfaça em tê-la apenas como um aceno de participação ou um ornamento da democracia.

Os desafios são imensos. Maior, porém, é a responsabilidade do discernimento que sabe onde estão as respostas e tem o dever de validá-las.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/cinco-derrotas-e-um-lance-decisivo.html

CRISE EUROPEIA: PADRE propõe baixar a dívida para metade da noite para o dia. E não é milagre

21.06.2014
Do PORTAL O PÚBLICO, PORTUGAL, 20.06.14
Por PEDRO SOUSA CARVALHO 

Plano Politically Acceptable Debt Reestructuring in the Euro Zone coloca BCE a comprar parte da dívida dos países em dificuldade, que seria paga com os lucros que recebem do banco central.

ALEX GRIMM/REUTERS

 BCE diz que controlo orçamental é prioridade para descida da dívida na zona euro

É francês, é economista e é um dos co-autores de um programa que tem dado bastante que falar por essa Europa fora. O plano PADRE – Politically Acceptable Debt Reestructuring in the Euro Zone proposto pelo economista Charles Wyplosz sugere uma reestruturação da dívida pública nos países mais endividados da Europa e que para economias como a portuguesa representaria uma redução para metade do nível de endividamento.

Nesta altura, a Europa discute as vantagens e desvantagens de uma reestruturação da dívida e o próprio presidente da Comissão Europeia nomeou um grupo de especialistas para estudar o tema. Em Portugal, o assunto saltou para a ribalta quando um grupo de personalidades apresentou o Manifesto dos 74 e mais de trinta e cinco mil portugueses assinaram uma petição para que o assunto fosse discutido no Parlamento.

Charles Wyplosz tem uma proposta concreta, que tem tanto de simples como de polémica. E vai apresentá-la esta sexta-feira no IDEFF - Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal, num debate que terá com Victor Bento, João Cravinho e José Maria Castro Caldas. Antes Wyplosz falou com o PÚBLICO sobre o PADRE.

A sugestão que Charles Wyplosz faz aos governos europeus é de colocar o BCE a comprar parte da dívida dos estados-membros mais endividados, como Portugal, e transformar essa dívida em obrigações perpétuas e sem juros. Isto permitia que, de um dia para outro, a dívida remunerada de países como Portugal caísse para metade.

E como é que o BCE seria ressarcido? O BCE, que passaria a ser o credor, seria pago com dinheiro do próprio BCE. Confuso? A sugestão de Wyplosz é que os países que beneficiarem desta reestruturação possam usar os lucros do BCE que são distribuídos aos estados-membros através da emissão de moeda (os chamados direitos de seignoriage) para repagar essa dívida, sendo que a maturidade desse pagamento teria de ser estendida por um período que poderia chegar a 100 anos

Charles Wyplosz, que também é Director do International Centre for Money and Banking Studies, de Geneve, propõe que a “tomada” de dívida por parte do BCE seja feita na proporção da quota que cada país tem no banco central. E para evitar os chamados riscos morais, ou seja, que os países aproveitem esta ajuda para descurar a subida do endividamento, o economista propõe que a dívida perpétua do BCE seja reconvertida em dívida normal e com juros, caso os estados-membros ajudados voltem a aumentar o endividamento.

Esta solução de Wyplosz, segundo o próprio, é compatível com o Tratado Orçamental, e não implica pressões inflacionistas já que a emissão de dívida nova por parte do BCE não seria monetarizada. O grande problema é passar os encargos da dívida actual para gerações futuras. Mas a isso, o economista francês responde ao PÚBLICO, numa entrevista por email, que “não existe uma outra alternativa que seja credível”.

Defende a reestruturação da dívida pública na zona euro. O que vai acontecer se a Europa recusar essa via?

A alternativa a uma reestruturação seria uma lenta erosão das dívidas actuais através de excedentes orçamentais. Este processo iria demorar 20 anos ou mais, período durante o qual o nível de endividamento continuaria extremamente elevado, o que naturalmente poderia despoletar uma nova crise das dívidas soberanas. Este é o risco que me preocupa mais. E é preciso não esquecer que, apesar de tudo, todas as dívidas públicas dos países são hoje maiores do que eram em 2007, ou seja, antes da crise.

Que países da zona euro precisam hoje de reestruturar a dívida?

Seriam sobretudo nos países mais endividados como o Chipre, a França, Grécia, Itália, Irlanda, Portugal e Espanha. A Bélgica e a Alemanha também têm níveis elevados de endividamento

Portugal seria um dos candidatos naturais já que tem um rácio de dívida da dívida sobre o PIB de 130%.

Ninguém [nenhum país] precisou de reestruturar a dívida até a crise ter chegado. O plano que eu defendo não propõe nenhum perdão ou não pagamento da dívida. Propõe antes uma reestruturação na qual todo o pagamento da dívida é honrado, mas durante um longo período de tempo. E o pagamento dessa dívida é garantido pelas receitas que cada país ganha através da quota nos lucros do BCE. E o BCE “cria” dinheiro novo respeitando estritamente o seu mandato de garantir a estabilidade dos preços.

No plano que propõe, caso este venha a ser aceite, qual é a percentagem da dívida que seria alvo de uma reestruturação? Por exemplo, no caso de Portugal que actualmente tem um rácio de 130%

No meu plano eu proponho uma reestruturação de metade da dívida dos governos da zona euro, aplicando a cada país uma quota igual à quota que tem no capital do BCE. Para o caso específico de Portugal, o cenário pós- reestruturação, implicaria ficar com uma dívida de 55,6% do PIB.
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Fonte:http://www.publico.pt/economia/noticia/padre-propoe-baixar-a-divida-para-metade-da-noite-para-o-dia-e-nao-e-milagre-1659692

Os esqueletos de Aécio

21.06.2014
Do portal FOLHA DE S.PAULO, 16.06.14
Por Ricardo Melo

Ninguém é obrigado a ser candidato a presidente. Mas quem abraça a causa deve saber que sua vida está sujeita a ser esquadrinhada –Mirian Cordeiro que o diga. O tucano Aécio Neves, agora candidato oficial do PSDB, parece incomodado nesta missão.

Ainda pré-candidato, Aécio começou mal. Decidiu fugir de perguntas incômodas, atacar as críticas como obra de um submundo e acionar a Justiça para tentar limpar uma biografia no mínimo controvertida. Nada a favor dos facínoras que inventam mentiras em redes sociais para desqualificar adversários. Mas daí a ignorar questionamentos vai uma distância enorme.

A repórter Malu Delgado, da revista "piauí", prestou um belo serviço ao escrever um perfil do tucano. Lá estão prós e contras, alinhados com sobriedade e rigor jornalístico. Cada um que chegue às suas conclusões. Por enquanto, elas soam desfavoráveis ao candidato.

Deixe-se de lado qualquer falso moralismo. É direito do eleitor sabatinar quem se propõe a dirigir o país. A fronteira entre o público e o privado se esmaece, sem que isso signifique a condenação a priori de qualquer um.

Vídeos na internet mostram práticas nada republicanas, como gostam de falar, por parte do então governador de Minas Gerais. Entre outras façanhas em bares e blitze, montou uma tropa de choque midiática para sufocar críticas.

Tanto fez que a guilhotina tucana decapitou sem piedade inúmeros jornalistas em Minas Gerais. Os testemunhos estão à disposição, basta querer ver e ouvir.

Sombras permanecem. A questão das drogas é uma delas, e cabe ao candidato refutá-las ou não; ao eleitor, mensurar a sinceridade dos depoimentos e até que ponto o tema interfere na avaliação do postulante. Aécio tem se embaralhado frequentemente no assunto. Adotou como refúgio a acusação de que tudo não passa de calúnias. Ao vivo, acusou jornalistas reconhecidamente sérios de dar vazão a rumores eletrônicos. Convenceu? Algo a conferir.

Na reportagem citada, destaca-se um mistério. Uma verba de R$ 4,3 bilhões, supostamente destinada à saúde, sumiu dos registros oficiais do Estado. Apesar de contabilizada na propaganda, a quantia inexiste nos livros de quem teria investido o dinheiro.

O caso foi a arquivo sem ter o mérito da questão examinado. A promotora autora da denúncia insiste na ação de improbidade. Na falta de esclarecimentos dos acusados, aguarda-se o veredicto da Justiça.

Esqueletos à parte, na convenção de sábado (14) Aécio teve a chance de ao menos apresentar um programa que justificasse a candidatura. Perda de tempo. O evento faria corar a banda de música da finada UDN. Discursos mirabolantes se esforçaram para preencher o vazio de alternativas.

Ouviram-se insistentemente anátemas contra a corrupção. Ninguém se referiu, contudo, às peripécias do mensalão mineiro e às manobras, também nada republicanas, do correligionário Eduardo Azeredo para escapar de uma condenação.

O distinto público continua sem saber se o salário mínimo vai mudar, se a aposentadoria fica como está, se haverá um tarifaço e quais medidas um governo tucano propõe para melhorar o bem-estar do povo. Ministérios serão cortados, esbraveja o senador. Mas quais? A reeleição, comprada a peso de ouro pelo seu partido na gestão FHC, vai mesmo acabar? A respeito disso tudo, o que ressoa é o eco das tais "medidas impopulares".

Em lugar de propostas, metáforas mal construídas que começam com brisa, crescem para ventania e acabam em tsunami. Talvez porque Minas não tenha acesso ao mar.

Se quiser seguir em frente, Aécio Neves está muito a dever. Saiu da zona de conforto mineira, em que a imprensa é garroteada impiedosamente para abafar desmandos de gestão. O jogo mudou, e o neto de Tancredo deve providenciar urgentemente garrafas para vender.

Não adianta apostar apenas no erro do adversário. Amante de relógios caros, muitos deles capazes de quitar com seu valor dezenas e dezenas de prestações de aspirantes a uma casa própria, o tucano já deveria ter aprendido que quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardomelo/2014/06/1470970-os-esqueletos-de-aecio.shtml

MANIPULAÇÃO ECONÔMICA CONTRA DILMA:Como o “mercado” planeja a sabotagem econômica à reeleição de Dilma

21.06.2014
Do blog TIJOLAÇO, 20.06.14
Por Fernando Brito

jacare
Valor publica hoje uma matéria de Cristiano Romero que, em qualquer país civilizado, seria motivo para que os órgãos de regulação de mercado abrissem uma investigação sobre os movimentos de capital.
É sobre como “analistas de mercado”, como Armínio Fraga, pré-ex-futuro-quase Ministro da Fazenda participa de um grupo de investidores que espera – ou tenciona – um pesado abalo financeiro sobre o Brasil, como forma de influenciar no resultado das eleições.
O que, afinal, já acontece com as pesquisas “de mercado” eleitorais, que estão fazendo muita gente (nem tão boa) ganhar fortunas com a especulação.
Leia só:
“O governo da presidente Dilma Rousseff acredita que o país está preparado para enfrentar um terceiro trimestre “sensível”, marcado por uma disputa eleitoral acirrada e por uma transição “não sincronizada” das políticas monetárias das economias avançadas. A expectativa em Brasília é que não haverá um rali nos mercados, como vêm prevendo analistas como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga.
 Em entrevista ao Valor, Fraga disse acreditar na possibilidade de especulação com a taxa de câmbio e o mercado de juros durante a campanha que se aproxima. A crença nisso parte da probabilidade, maior neste momento, de reeleição da presidente Dilma. Investidores ficariam nervosos com essa possibilidade e retirariam recursos do país, provocando uma forte desvalorização do real, como ocorreu em 2002, quando o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, venceu a eleição.”
A reportagem de Romero diz que assessores econômicos do Governo – certamente com o padrão de ingenuidade do Ministro Guido Mantega –  preveem que isso não vai acontecer.
“O ataque não se dá por ideologia, não ‘é nós contra eles’. Por isso, não acredito nessa história de pesquisa, de que a Dilma caiu e a bolsa se animou. Isso dura uma tarde. O que dura mesmo é fluxo, é fundamento, é política econômica.”
Gosto de ver como, depois de tudo o que  passou este Governo, merece ainda a boa-fé de alguns “crentes no mercado” que acham que são mesmo apenas as regras do livre mercado, das taxas de juros, de um “apoliticismo” que os orienta.
Ninguém, é obvio, quer fazer o mercado se portar “na marra” de tal ou qual maneira. Mas que a sabotagem é latente e perigosa, nem mesmo os mais ingênuos duvidam
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=18495