sexta-feira, 20 de junho de 2014

Tim Vickery: Copa é festa de debutante para a nova classe média latino-americana

20.06.2014
Do portal da BBC BRASIL, 19.06.14
Por Tim Vickery  
Do Rio de Janeiro para a BBC Brasil

AP

Colombianos tiram fotos em arquibancada lotada em Belo Horizonte, no jogo contra Grécia
Quando um grupo de torcedores chilenos sem ingressos invadiu o Maracanã, por alguns minutos, a Copa do Mundo se transformou em uma Copa Libertadores no estilo antigo.

Mas a enorme presença chilena no Rio quase certamente apontou para o futuro - como fizeram as fileiras lotadas de colombianos nas arquibancadas do Mineirão, em Belo Horizonte, para o primeiro jogo de sua seleção na Copa do Mundo, a invasão mexicana de Fortaleza, e, embora provavelmente em menor medida, a maneira como os fãs da Argentina transformaram o Maracanã em um pedaço de Buenos Aires para a estreia de sua equipe contra a Bósnia.
Algo novo está acontecendo aqui, e isso foi identificado pelo sociólogo inglês David Goldblatt, autor de uma história maravilhosa do futebol mundial. Ele descreve a Copa de 2014 como "uma festa de debutante" para a nova classe média latino-americana.

Vale a pena citar longamente seu artigo: "Em 2011, o Banco Mundial anunciou que, pela primeira vez, mais latino-americanos eram de classe média do que viviam na pobreza. Claro, o termo classe média na região é suficientemente complexo e elástico para abrigar desde qualquer pessoa com um emprego formal a um professor universitário, mas não há dúvida de que a última década de desenvolvimento econômico espalhou a riqueza de forma mais ampla na região, criando mais postos de trabalho em ocupações de classe média e no setor de serviços."
Reuters
Chilenos fazem festa na praia de Copacabana após vitória sobre Espanha

Estas são as pessoas que agora têm dinheiro para acompanhar sua seleção na Copa do Mundo - o que, considerando o custo de vida brasileiro contemporâneo e a alta dos preços por causa do torneio, não é um compromisso financeiro pequeno.

Vi pela primeira vez os sinais disso na Copa América 2011, na Argentina. As edições anteriores atraíram poucos torcedores visitantes. Eu já estive em partidas da Copa América onde havia mais policiais do que espectadores. Ocasionalmente, haveria um contingente considerável de fãs vindos de um país vizinho.

Quando o Uruguai chegou à final da Copa de 1999, no Paraguai, por exemplo, Assunção se transformou em Montevidéu na manhã do dia do jogo. Um grande número de fãs havia dirigido durante a noite para torcer por sua equipe - e parece provável que isso, um apoio do tipo mais tradicional da classe trabalhadora, foi um fator importante para a presença em massa dos torcedores argentinos contra a Bósnia.

Mas algo diferente se viu em 2011 na Argentina. Países relativamente distantes, como a Colômbia, também foram origem de um número sem precedentes de fãs que viajaram de avião e ficaram em bons hotéis - pessoas com dinheiro para gastar.

Reuters
Torcida argentina lotou Maracanã na partida contra a Bósnia

Há muitos mais deles nesta Copa do Mundo. Em primeiro lugar, porque a Copa América não se compara à Copa do Mundo em termos de apelo - especialmente para um público sul-americano, que não teve a chance de fazer parte do principal evento do futebol internacional desde 1978. E também não há dúvida de que, neste época do ano, o Brasil é uma atração turística mais atraente do que a invernal Argentina.

Se é verdade que a Copa do Mundo de 2014 é uma festa de debutante para nova classe média da região, então estamos lidando com uma contradição fascinante. Porque, no Brasil, a maior parte do movimento de protesto contra a Copa do Mundo também partiu de ativistas vindos dessa nova classe média.

O Brasil, como Tom Jobim disse sabiamente, não é para principiantes. Nem, talvez, seja o Brasil de 2014, cheio de suas próprias contradições. Gostaria de tentar entender o sentido de tudo isso, mas estou muito ocupado curtindo o futebol.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/06/140619_timvickery_wc2014_latinos_ms.shtml

A fuga do herói

20.06.2014
Do blog O CAFEZINHO, 19.06.14
Por Francisco Costa

A fuga do herói JB 
 A FUGA DO HERÓI

Joaquim renunciando à Presidência, do STF; Joaquim renunciando do seu ministério; Joaquim se aposentado muito antes da hora.

Por quê?

Segundo ele, por causa das pressões políticas, uma boa desculpa, daquelas do tipo de criança arteira que fez besteira e se faz de vítima.

Para os seus tietes, partidários, cúmplices, asseclas, correligionários, parceiros, criadores e mantenedores, porque tornou-se vítima.

Para os seus opositores, adversários, inimigos, porque está derrotado.

Para os críticos imparciais... Joaquim deve muitas satisfações aos que lhe pagaram salários e mordomias, deram poder, e tem que ser investigado.

Sentindo que o seu elástico de arbitrariedades chegou no ponto de ruptura, de arrebentar, busca o anonimato, uma clandestinidade impossível.

Há dívidas privadas e públicas, morais, a serem cobradas dele, sob pena de se ter redigido a mais escusa página na história do judiciário brasileiro.

Muitas perguntas têm que ser respondidas por ele:

1) como, com a Constituição e o Estatuto do Funcionário público proibindo que magistrados constituam empresas, ele constituiu?

2) Como deu, como endereço de sua residência, o endereço de um apartamento funcional, quando o Estatuto do Funcionário Público proíbe isso?

3) Com que dinheiro constituiu essa empresa e ainda comprou um apartamento, ambos no exterior, se não houve envio de dinheiro, oficialmente? O fez clandestinamente, para não pagar impostos, o que caracteriza evasão de divisas, ou possui contas secretas no exterior, como qualquer corrupto?

4) O que justifica dezenas de assessores em seu gabinete, alguns deles fazendo cursos nos Estados Unidos, e residindo lá, pagos pelo povo brasileiro? Como ganham salários altos, recebem integralmente ou, como fazem os assessores dos parlamentares corruptos, doam parte para caixa dois ou contas bancárias de quem os colocou lá?

5) Como justifica ser professor não licenciado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, trabalhando e residindo em Brasília? Funcionário fantasma?

6) Irá ressarcir o dinheiro dos bondes da alegria, quando, com o dinheiro público, pagou passagens aéreas e estadias de jornalistas amestrados e atores globais, para servirem de claque em suas palestras, no exterior?

Em relação à AP 470, muitas perguntas têm que ser respondidas também:

1) sendo uma premissa quase que universal a de que "todo mundo é presumivelmente inocente, até prova em contrário", ele sacou a controversa teoria do "domínio do fato", invertendo o senso jurídico e a moral, passando a considerar, nesse processo, que "todo mundo é presumivelmente culpado, até prova em contrário". O que o motivou a isso, com que intenções?

2) Porque suprimiu, temporariamente, documentos constantes nos autos do processo, envolvendo a tevê Globo, receptora do dinheiro que ele, Joaquim, diz ter sido desviado para as contas dos réus?

3) Porque criou procedimento paralelo, em segredo de justiça (2474), isentando uns e agravando a presumida culpabilidade de outros, sem que os defensores dos réus e até alguns ministros, seus pares, julgadores, tivessem acesso?

4) Porque fez de cada prisão um espetáculo midiático, escolhendo datas, momentos e circunstâncias capazes de denegrir e depreciar as imagens públicas dos réus?

5) porque reteve o processo até dois ou três dias antes do fim do período regulamentar de defesa, obrigando os advogados dos réus a lerem milhares de páginas em horas, formarem juízo, estabelecerem táticas e estratégias de defesa e redigirem, em claro cerceamento do direito de defesa?

6) porque, presidindo a Suprema Corte e sendo relator do processo, emitiu juízos de valor sobre os réus, publicamente, diante de câmeras e microfones, agregando o papel de promotor?

7) Quem lhe deu autoridade para criar leis, acima do Congresso Nacional, como a de que os condenados a regime semi aberto devem cumprir pelo menos um sexto da pena em regime fechado? Quem fez essa proposta de lei? Tramitou no Congresso Nacional? Foi votada, sancionada pela presidência da república? Firmada a jurisprudência, todos os apenados com essa sentença e que não cumpriram ainda este período de regime fechado serão recolhidos às penitenciárias novamente, ou só vale para os "mensaleiros"?

Não bastasse isso, empreendeu perseguição pessoal, despindo-se da toga, como se em simples rixa ou bulling:

1) o consumo de uma lata de feijoada, dessas em conserva, de seis reais a unidade, comprada na cantina da penitenciária, transformou-se numa regalada feijoada, numa "festa na cadeia";

2) os presos foram proibidos de ler, atividade periculosa e que atenta à justiça;

3) mandou instalar câmeras, para vigilância diuturna, um ato digno de Hitler, transformando a penitenciária em campo de concentração;

4) a conversa entre um dos apenados com um defensor público fora do horário de visitas transformou-se em regalia e tratamento diferenciado, quando os defensores públicos não têm hora para visitar apenados e, pior, o defensor não foi lá para cuidar do caso do apenado em questão, mas de outro, detendo-se para conversar com ele por motivo banal, talvez por curiosidade, já que o apenado é figura nacional.

As consequências vieram: Joaquim Barbosa é hoje unanimidade no meio jurídico, alvo de juízo único, por todo o descrito e mais, o que se agravou com a ordem dele para que seguranças tirassem um advogado do plenário da corte, o que equivale a um líder religioso ser expulso do seu templo; um professor, da sala de aula, em plena aula; de um médico, do seu consultório, no momento em que presta uma consulta ou realiza um procedimento.

Juízes de todos os matizes ideológicos, inclusive os que fazem feroz oposição ao partido dos acusados, se manifestaram apontando em Joaquim uma excrescência jurídica, envergonhando-os.

A OAB, em todas as sucursais, em todo o país, por unanimidade dos seus conselheiros já entrou com diversas ações nas mais diversas instâncias do Judiciário, mostrando estranheza, indignação e exigindo a recolocação da Justiça em seus trilhos normais.

O Conselho Nacional de Juízes também protocolou, e também por unanimidade, exigências de retorno da moralidade no Judiciário.

E agora a Suprema Corte Interamericana de Direitos Humanos, em vias de convocá-lo, para justificar-se.

Joaquim já não pode andar pelas ruas e frequentar lugares públicos.

No trânsito populares lhe dão o dedo, em gesto típico de repetir o que coxinhas de luxo gritaram para a presidente da república. É vaiado em restaurantes, quando os que não estão nas mesas próximas se levantam, na sua (dele) chegada.

Mesmo a mídia que o criou e dele se serviu, deu-lhe as costas, como coisa usada e já gasta.

Num quadro assim a renúncia é fuga de responsabilidades, busca do anonimato pelo culpado, da clandestinidade, pelo que tem medo.

É tarde. Joaquim deixou o rabo crescer tanto que não tem mais onde e como escondê-lo.
Francisco Costa
 
Rio, 19/06/2014.
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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/a-fuga-do-heroi/

Dom Orvandil descasca Barbosa

20.06.2014
Do blog O CAFEZINHO, 05.03.14
Por Miguel do Rosário          
 
Joaquim Barbosa é uma chaga social violenta e malcheirosa
 
Por Dom Orvandil, em seu blog.
 
Querida amiga Lohayne
 
Muitos autores, pensadores, jornalistas, cientistas políticos e sociais, juristas, partidários sérios da justiça, artistas e teólogos pensam e escrevem sobre as diatribes e falta de respeito de Joaquim Barbosa, acentuadamente desde que à frente do Supremo Tribunal Federal e principalmente quando o Ministro Barroso descascou toda a trama montada em torno das mentiras e desvios do chamado “mensalão do PT.” Vivemos a impressão de que um temporal ético se armava em forma de carnaval quando de repente a máscara cai e mostra que o reizinho veste-se de nudez e má fé.
 
O que fica é desfaçatez de um malandro golpista que constrói um falso circo de condenações sem provas para prender inocentes. O objetivo é atender a sede de golpe de uma elite e de uma mídia acostumadas a manter esse povo cego, calado e escravizado.
 
Depois que o arbitrário, violento batedor em mulher, em velho e socador da poltrona da sala de seções do STF quando viu sua falsa tese condenatória cair aos cacos e cair a máscara começam a aparecer as pontos dos cabos que o ligam aos golpistas. Quem acompanha os noticiários televisivos, lê os jornalões e revistas mentirosas sabe que todos os meios mediáticos foram utilizados para pressionar os ministros e para impressionar a chamada opinião pública a constrangê-los a fazer sujeira, a sujeira comandada pelo fracassado Joaquim Barbosa.
 
Mas não foi somente através da mídia que a elite domesticadora e dominante agiu. Como diz o meu amigo jornalista Altamiro Borges, essa elite é competente e inteligente. Eu não acho isso, em todo o caso vamos lá. Organizações como o escritório Borges e Strübing Müller Advogados, de Adriano José Borges Silva – ex-genro de Ayres Britto, que saiu direto do STF para outra organização golpista – dono de imensa mansão em Brasília, frequentada por Joaquim Barbosa para tratar de “investimentos” no exterior, sempre cuidadosamente sem a presença dos funcionários da mansão e sem testemunhas. Adriano publicou documento de teor claramente golpista contra o que classificou de caos político no País [1]. Adriano é um dos mentores do mistificador e golpista da justiça. O senhor Ayres Britto, com aquela voz mansa e com fama de poeta, “depois de sair do STF virou presidente do Instituto Innovare, um dos braços políticos da Rede Globo e que até pouco tempo atrás (sic) dava prêmios em dinheiro para magistrados e promotores”[2].
 
Essa ligação já é bastante promíscua e indicativa de orientação de dicas políticas a Joaquim Barbosa e a Gilmar Mendes. É fácil entender que as armações para condenar Dirceu, Delúbio, Pizollato, Genóino e João Paulo Cunha visavam desmoralizar os que a direita entendia como elaboradores da vitória eleitoral da esquerda e do governo de Lula. A decisão de caluniar o grupo da cúpula do governo e de enganar o povo se esclarece cada vez mais. O jornalista Paulo Nogueira[3] conta que a Innovare é claramente uma empresa da Globo. Sua função é fazer a mente da justiça em todo o País. Essa empresa paga altos valores a palestrantes. Quem ganha muito dinheiro em palestras são exatamente Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. Este ministro é um dos mais suspeitos de ligações escusas desde que era advogado de Fernando Henrique Cardoso.
 
O site de Nogueira mostra fotos desses ministros em encontros na Innovare juntamente com os donos da Globo. Luiz Nassif identifica a conduta grosseira e o discurso de Joaquim Barbosa com o clima “de radicalização, de criminalização da política, do denuncismo desvairado que a oposição levantou a partir de 2006 e, especialmente, a partir da era José Serra. Trouxeram de volta para a cena política o macartismo, abusaram da religiosidade, despertaram os piores demônios existentes no tecido social brasileiro, aqueles que demonizam as leis e propõem o linchamento, transformaram a disputa política em um vale-tudo. Não valia denunciar aparelhamento da máquina, a política econômica, apontar erros na gestão pública, como em qualquer disputa política civilizada. Repetiram nos mínimos detalhes a radicalização da política norte-americana, o movimento da mídia e do Partido Republicano dos Estados Unidos adotando o discurso virulento de ultra-direita do Tea Party.”[4].
 
Não tenho dúvidas de que Joaquim Barbosa, vestido de imensa hipocrisia e cara de pau, era porta voz de organizações políticas das mais perversas da direita golpista e fascista brasileira. Tanto suas ligações reais quanto seu discurso e comportamento toscos, intenso em desrespeito e falta de civilidade, sinalizam o uso do Supremo Tribunal Federal como aparelho para a prática de golpes contra o País e a democracia. Já escrevi aqui sobre a traição que esse homem representa para os negros e para os pobres. Carrega a tintura de nossa origem africana em uma mente colonial embranquecida e imperialista na realização dos interesses dos escravocratas. Quando empossado no cargo de presidente do STF apresentou sua mãe sofrida pelos tempos de trabalho duro de trabalhadora doméstica e mencionou seu pai pobre. Porém, Joaquim os desonra ao trair os pobres no acercamento dos ricos e poderosos com o objetivo de obter vantagens financeiras e da ver o mundo a partir da ideologia dominante.
 
Vergonhoso e mau exemplo para o povo. Joaquim Barbosa ao servir aos interesses mesquinhos dos poderosos que odeiam o povo e a revolução libertária encarna o espírito de porco e se torna chaga social malcheirosa, carente de ser extirpada de onde indignamente está. Poxa, Joaquim Barbosa causa estragos na consciência informe e ingênua de nosso povo. Na tarde em que saiu o resultado que condenou à prisão os tais “mensaleiros” fui a uma farmácia comprar refis para minha bombinha contra a asma.
 
Relaciono-me bem com o balconista. Mas o mal joaquiniano atingiu o rapaz que disse achar muito “bão” prender aqueles “ladrões”. Esse é o serviço de Joaquim Barbosa ao levar os cegos sociais a cegueira rancorosa e odiosa, imersas em tremendas injustiças. Um aluno meu de um curso de pós-graduação ao se encontrar comigo me perguntou o que achei da prisão dos mensaleiros.
 
O grave de tudo é que as pessoas a cabresto da dominação que insensibiliza e bestifica se sentem alimentadas pelo desserviço da besta fera. Repentinamente as pessoas se mostram armadas e prontas para a guerra, sem a menor criticidade e questionamento sobre as forças que movem pessoas tão degradadas como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. Penso que a verdade começa a mostrar sua face em meio a toda a borrasca.
 
Nosso desafio é suspeitar sempre do que a mídia “anuncia” e de suas calúnias. O poderio da classe dominante se traduz sempre em tentar influenciar os que comandam os poderes.
 
Desgraçadamente o Supremo Tribunal Federal está nas mãos da pior orientação, a mais injusta possível. Sinto enorme tristeza com o fato Joaquim Barbosa. Ele é uma amargura estúpida e egoísta, uma completa frustração da justiça. Sua origem negra e pobre lhe deu a grandiosa oportunidade e raízes robustas para escolher o caminho mais justo a seguir.
 
Poderia inspirar-se em Marthin Luther King e somar-se aos que vivem sob condições desumanas e oprimidas.
 
Poderia orientar-se por Nelson Mandela e lutar pela defesa e libertação do povo negro e pobre de nosso País e do mundo, como o grande líder sul africano fez virando um santo canonizado por seus irmãos de luta. Poderia exemplificar-se em Mahatma Gandhi na luta contra a violência e a opressão imperialista. Teve a oportunidade de entender Zumbi e Tiradentes na luta contra as brutais causas da opressão que desumaniza. Mas não, que pena, Joaquim Barbosa optou pelas ilusões dos traidores e oportunistas ladrões da justiça e do povo. Preferiu virar de costas para o povo em busca do falso prestígio, próprio dos traidores. Deve pagar esse custo!
 
Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.
 
Dom Orvandil: bispo cabano, farrapo e republicano, em todas as situações.
 
Dom Orvandil
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/03/05/dom-orvandil-descasca-barbosa/#sthash.HVDccZyo.bUdzTl4k.dpuf

BLOG MOBILIDADE URBANA: Calçada, terra de ninguém

20.06.2014
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 18.06.14
Por Eduardo Alcântara de Vasconcelos*

calcadas

Nas cidades brasileiras andar a pé é a forma mais utilizada de deslocamento, compreendendo entre 35% e 45% das viagens diárias das pessoas. No entanto, nossas políticas de mobilidade historicamente ignoraram o ato de caminhar.

A primeira constatação da falta de prioridade para o ato de caminhar é a exclusão legal da calçada do “sistema de mobilidade”, com a atribuição ao proprietário do lote da responsabilidade de construir e cuidar das calçadas. Esta decisão torna explícito o conceito implícito na decisão: o ato de caminhar não é considerado um assunto público, mas privado. Em conseqüência, toda a engenharia viária foi desenvolvida com atenção exclusiva à pista de rolamento dos veículos.

Nos projetos de transporte a calçada é não apenas ignorada como não dispõe de método técnico para seu dimensionamento físico, de forma a que seja confortável, segura e compatível com o fluxo de pedestres. Ao contrário dos métodos de dimensionamento de vias de trânsito veicular – que se encontram às centenas na literatura técnica – os técnicos brasileiros não têm nenhuma forma de dimensionar a calçada para acomodar adequadamente o fluxo provável de pedestres.

Isto tem o beneplácito geral das pessoas, que em sua maioria aceita a posição do pedestre como cidadão de segunda classe. A calçada é “terra de ninguém” e, portanto, ninguém precisa se preocupar com ela. Como conseqüência, não há nenhuma prefeitura no Brasil que tenha um mapa detalhado de todas as suas calçadas, ao passo que a maioria tem um mapa detalhado de todas as vias para os veículos.

Nas cidades brasileiras a maioria das calçadas tem condições inadequadas e inseguras para os pedestres, o que foi demonstrado por estudos feitos nas universidades brasileiras e o por organizações não governamentais como o Mobilize.

Existe grande variedade de pisos em um mesmo quarteirão, a largura é freqüentemente insuficiente para acomodar os pedestres com conforto, há obstáculos de toda ordem à circulação fluida das pessoas, em terrenos acidentados as rampas de acesso de veículos aos lotes transformam a calçada em uma escada. Na pesquisa do Mobilize feita em 228 ruas de 39 cidades do país a nota final foi de 3,4 em uma escala de 1 a 10.

calçadas portuguesas rotativas

Adicionalmente, a presença de buracos, obstáculos e irregularidades leva a muitos acidentes: um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo feito em 2001 mostrou que 9,5% das pessoas que deram entrada no pronto-socorro eram pedestres que caíram na calçada e uma pesquisa domiciliar feita no estudo IPEA/ANTP sobre custos dos acidentes de trânsito mostrou que ocorriam na Região Metropolitana de São Paulo 91 mil quedas de pedestres em calçadas por ano, com um custo hospitalar de R$ 2.500 por pessoa.

A posição secundária do pedestre dentro das políticas de circulação pode ser vista também por um estudo feito nos semáforos de São Paulo, que mostrou que os pedestres encontram 52 situações distintas para atravessar as vias, ao passo que condutores de veículos encontram apenas 11, o que mostra que os cruzamentos foram projetados para condutores de veículos e não para pedestres, dentro da visão tradicional que privilegia os veículos. Pode ser acrescentado que a maioria dos cruzamentos com semáforos no Brasil não têm focos dedicados a pedestres.

Por último, mas igualmente importante, os pedestres não dispõem de sinalização de orientação para os seus deslocamentos. Quem caminha não encontra indicações sobre a direção a seguir para chegar a equipamentos públicos, museus, zonas de comércio, pontos de parada de transporte público  e outros destinos desejados.

Apesar de todos estes problemas, são raros os movimentos individuais ou sociais na defesa dos interesses de pedestres ou ciclistas. Salvo movimentos pontuais, causados por situações específicas (por exemplo, protestos pela interrupção de circulação em áreas de obras), nada de relevante aconteceu em relação a uma atuação política concreta e permanente por parte dos usuários de calçadas.

É um caso claro de auto-admissão de cidadania de segunda classe, como se isto fosse natural e justo: para isto, basta lembrar que o pedestre no Brasil, quando atravessa a rua sobre uma faixa de pedestres, agradece o motorista que o deixa passar.

 Calçadas do Recife - Foto - Maria Eduarda Bione DP/D.A.Press

Por todos estes motivos, uma das ações mais importantes que podemos fazer é insistir na discussão do tema, na divulgação de dados e experiências bem sucedidas e na organização das pessoas para introduzir definitivamente o ato de caminhar nas nossas políticas de mobilidade.

Eduardo Alcântara de Vasconcellos é sociólogo e engenheiro com pós-doutorado pela Universidade de Cornell (EUA), consultor da ANTP - Associação Nacional dos Transportes Públicos
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2014/06/calcada-terra-de-ninguem/

Plebiscito para maioridade penal? Então também quero um para taxar fortunas

20.06.2014
Do BLOG DO SAKAMOTO, 19.06.14
Por Leonardo Sakamoto

Daí eu ligo a TV e vejo uma propaganda partidária propondo um plebiscito para a redução da maioridade penal – como se até um marisco com problemas cognitivos não soubesse que, posta em votação, a medida teria amplo apoio por aqui. Pesquisas já apontaram que mais de 90% dos consultados toparia encarcerar a molecada com 16 anos ou mais no intuito de viver em uma sociedade mais “justa'' e “segura'' (sic).

A propaganda é transmitida no momento em que estão rolando acalorados debates sobre as propostas de novas (e insuficientes, ao meu ver) ferramentas de participação social por parte do governo federal. Como já disse aqui, é um debate entre incluir mais atores na política ou ficar com o cheiro de naftalina dos mesmos de sempre.

Mas é interessante como muitos políticos que só toleram suor de povo a cada quatro anos gostam de encher a boca para falar de plebiscito, exortando a possibilidade de trazer o povo para decidir uma questão.

O que é uma falácia que até a ostra supracitada não teria problemas em entender.

Porque não são todos os temas que esses arautos da democracia propõem que sejam levados a escrutínio público, mas apenas aqueles que mais interessariam a determinados grupos no poder. Percebendo o apoio popular a determinada medida, empolgam-se para colocar em votação porque isso legitimaria a sua posição.

Mas, aí, temos um problema. Uma democracia verdadeira passa pelo respeito à vontade da maioria, sim, desde que garantindo a dignidade das minorias.

Até porque, como sabemos, a maioria pode ser avassaladoramente violenta. Se não forem garantidos os direitos fundamentais das minorias (e quando digo “minoria”, não estou falando de uma questão numérica mas, sim, do nível de direitos efetivados, o que faz das mulheres uma minoria no país), estaremos apenas criando mais uma ditadura.

A população pede um misto de Justiça e de vingança com as histórias de violência. Olho por olho, dente por dente. Afinal de contas, aquele bando de assassinos da Fundação Casa (que não reintegra, apenas destrói) deveria é ser transferido para a prisão e apodrecer por lá, não é mesmo? Não importa que apenas 0,9% dos jovens internados na antiga Febem estão envolvidos com latrocínios. Se a gente diz que a culpa é deles, é porque alguma coisa fizeram de errado.

O problema é que não há debate público decente sobre a questão, em que haja tempo e calma para colocar todos os pontos relacionados e tirar uma decisão. O que temos é gente gritando simplismos na TV e na internet, que não colaboram para evoluirmos no tema, mas sim para cristalizar preconceitos.

E é impossível tomar uma decisão racional sobre um assunto sem informação suficiente sobre ele. Por que ao comprar uma TV você pesquisa a fundo sobre as possibilidades e ao opinar sobre um assunto de vital importância para a sua vida você simplesmente compra a posição corrente ou confia em um analista qualquer (inclusive este que vos escreve)?

É por isso que as ferramentas de participação popular devem incluir instâncias de debates e construção coletiva. A ideia é trazer a sociedade para a discussão e não transformá-la em ferramenta descartável para benefício de alguns.

Nessas horas me pergunto se estamos prontos para baterias de consultas públicas. Porque ao jogar para a massa, a dignidade de um grupo pode ir para o chinelo.

Pois o processo é contaminado uma vez que não são minorias as responsáveis por fazerem as perguntas levadas à consulta, mas, pelo contrário, quem está no poder.

A maioridade penal, o direito ao aborto e à eutanásia, a descriminalização da maconha, se levadas a plebiscito, hoje, perderiam.

Mas, olhe que interessante: a taxação de grandes fortunas, a auditoria na dívida brasileira além de algumas medidas bastante severas para distribuição de riqueza certamente ganhariam.

Agora me digam: qual grupo de perguntas estaria mais perto de ir a uma consulta? Por quê?
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Fonte:http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/06/19/plebiscito-para-maioridade-penal-entao-tambem-quero-um-para-taxar-fortunas/

Assista e conheça a verdade sobre os ganhos da Copa: A Copa é boa para o Brasil?

20.06.2014
Do PORTAL DA COPA/YOUTUBE, 19.05.14


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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=wCH36EX6gzw

Costa Rica vence Itália, elimina a Inglaterra e se classifica no "Grupo da Morte"

20.06.2014
Do PORTAL DA COPA

Equipe da América Central soma seis pontos e depende de um empate na terceira rodada para garantir o primeiro lugar
 
Getty Images
Bryan Ruiz celebra o gol que decretou a vitória e o feito histórico da Costa Rica 
 
A Arena Pernambuco viveu uma das cenas mais simbólicas desta primeira fase da Copa do Mundo de 2014. Diante de milhares de torcedores no estádio e outros milhões pela televisão, a Costa Rica escreveu uma página histórica no futebol mundial. Apontada como zebra e time que serviria apenas para os grandes construírem saldo de gols antes de a bola rolar, a equipe da América Central precisou de apenas duas rodadas para garantir a classificação para as oitavas de final.
 
 

Após vencer o Uruguai por 3 x 1 na estreia, a Costa Rica bateu a Itália por 1 x 0 na arena de São Lourenço da Mata. O resultado eliminou a Inglaterra, que perdeu os dois primeiros jogos, e transformou o confronto entre Itália x Uruguai, na última rodada, em Natal, num mata-mata antecipado, já que valerá a segunda vaga no grupo. A Costa Rica, no duelo com a Inglaterra, depende apenas de um empate para garantir o primeiro lugar no grupo.

 

O herói da partida não precisou nem balançar a rede para decretar a vitória. Bryan Ruiz aproveitou um cruzamento que partiu da esquerda do ataque, aos 43 minutos do primeiro tempo, e cabeceou forte. A bola tocou no travessão defendido pelo goleiro Buffon e caiu centímetros após a linha de gol. Nem foi preciso a tecnologia da linha do gol confirmar. O próprio bandeira já tinha corrido para o meio de campo indicando a validade do gol que sentenciou a vitória costarriquenha. A Itália, de jogadores consagrados como Pirlo, Balotelli, Candreva, Marchisio, Cassano, De Rossi e Abate, não conseguiu achar brechas na defesa adversária para mudar o resultado.

Em êxtase

Desde a estação do metrô até a saída do último torcedor do estádio, a trilha sonora foi uma só: “Olê, olê, olê! Ticos, Ticos!”. Uma mistura de alívio e surpresa dominou os rostos da torcida da Costa Rica, em êxtase com o resultado. “Sinceramente, eu não acreditava que iríamos vencer duas campeãs mundiais nessa primeira fase da Copa. Mas a equipe deu o melhor em campo. Estou muito feliz”, disse o costarriquenho Johnny Albarado, antes de ser “engolido” por uma onda de contemporâneos que descia a arquibancada.

 

O americano Clifton Broumand leva na bagagem nove mundiais e garante que, independentemente de quem saia vencedor no futebol, todos ganham com a mistura de culturas que o mundial promove. “É o único lugar onde você pode ver gente de todo mundo juntos só para aproveitar, se divertir. É uma celebração universal”, afirmou. Desta vez, contudo, os italianos deixaram a festa desapontados.



Itália x Costa Rica - Arena Pernambuco
 
 

Para Luis Pinto, o time foi perfeito

“Não sei se sou atrevido, mas tínhamos um time perfeito com uma estrutura tática organizada.” Foi dessa forma que o técnico da Costa Rica, Jorge Luis Pinto, explicou a vitória histórica. O comandante elogiou a aplicação técnica dos jogadores, que estudaram bem o adversário a ponto de conseguir neutralizá-los, sobretudo no segundo tempo. “Essa equipe esta aí por que aprendeu, assimilou o que foi passado. Impusemos uma tática muito bem definida a Pirlo, por exemplo, e tiramos a bola dele”, elogiou o treinador.

 

Jorge Luis se mostrou emocionado com o feito, a reação do país e com a festa ao redor do estádio, que seguiu até pelo menos uma hora depois da partida. “Esse é um momento histórico. Temos um time de qualidade impressionante, motivo de orgulho para o nosso país”, comentou ao saber que, na Costa Rica, as ruas estão tomadas por torcedores. “Talvez ainda não tenhamos nos dado conta da magnitude do que conseguimos hoje. Queremos passar da fase inicial e chegar o mais longe possível”, comentou o capitão Bryan Ruiz, eleito o melhor em campo. 

 

Taça não ganha jogo, diz Prandelli

Embora o feito da Costa Rica tenha sido histórico, para o técnico italiano Cesare Prandelli não foi surpresa a boa atuação dos adversários. Classificando os latino-americanos como preparados e bem aparelhados, o comandante da Azzurra tentou amenizar o peso da camisa e dos títulos. “Não se ganha jogos com taças que se conquistaram no passado. A Costa Rica trabalhou para chegar tão preparada. Vai construir a própria história”, pontuou, em entrevista coletiva após a partida.

 

A lentidão na saída de bola foi apontada por Prandelli como a causa da derrota. Sem colocar a responsabilidade em nenhum jogador específico, o treinador destacou a capacidade de atacar e preencher espaços dos adversários. “Nossa abordagem foi errada. Fomos lentos na saída de bola e depois que tomamos o gol não fizemos nenhum chute”, resumiu, dizendo ainda que os italianos poderiam ter acreditado mais. “Teremos outra oportunidade em três dias contra o Uruguai e temos que recuperar todas as nossas energias físicas e mentais para ela. É vida ou morte.”

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Fonte:http://copa2014.gov.br/pt-br/noticia/costa-rica-vence-italia-elimina-a-inglaterra-e-garante-vaga-no-grupo-da-morte

Dilma e Juan Manuel Santos estudam aproximar Aliança do Pacífico e Mercosul

20.06.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 19.06.14
Por  Eduardo Davis, da EFE
 
Brasília – A presidente Dilma Rousseff reuniu-se nesta quinta-feira (19) em Brasília com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, com quem analisou assuntos bilaterais e regionais, e a possibilidade de "aproximar" a Aliança do Pacífico e o Mercosul.
 
 A Aliança do Pacífico, que integram Colômbia, Chile, México e Peru, "não é contra ninguém" e "uma sinergia com o Mercosul seria bem-vinda", declarou Santos aos jornalistas às portas do Palácio da Alvorada, em Brasília.
 
 Segundo Santos, existe interesse tanto da Colômbia como do Brasil para aproximar ambos os blocos, sobre os quais considerou que são complementares e afirmou que não competem entre eles.
 
 O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, e nos últimos anos foi criticado por empresários dos próprios países-membros por sua incapacidade de avançar em acordos comerciais com outros blocos.
 
 Segundo Santos, uma aproximação entre Mercosul e Aliança do Pacífico deixaria todos mais fortes e daria mais força aos processos de integração na América Latina.
 
 Esse interesse será transmitido aos líderes dos países da Aliança do Pacífico amanhã (20), durante a 9ª Cúpula do bloco que será realizada no México, para onde viajaria hoje mesmo, após assistir ao jogo da seleção da Colômbia contra a Costa do Marfim.
 
 Santos também explicou que conversou com Dilma sobre o processo de negociações de paz com as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e os contatos que foram iniciados no mesmo sentido com o Exército de Libertação Nacional (ELN).
 
 Sobre o ELN, o governante se absteve de dar detalhes, pois reiterou que existe um acordo de confidencialidade com o grupo, mas garantiu que os contatos exploratórios vão por um bom caminho e na direção correta.
 
 Santos disse que Dilma manifestou seu pleno apoio a essas negociações e ressaltou que o Brasil sempre apoiou a busca da paz na Colômbia.
 
 "Brasil teve uma ativa participação em todo este processo e ajudou muito desde o início", declarou Santos, que lembrou que o governo brasileiro apoiou com a logística em libertações de reféns que estavam em mãos das Farc.
 
 No último dia 10, quando informou oficialmente sobre os contatos exploratórios com o ELN, o governo colombiano agradeceu a boa vontade e o compromisso de Brasil, Chile, Cuba, Equador, Noruega e Venezuela, que seriam fiadores dessa negociação.
 
 O presidente colombiano disse que também conversou com Dilma sobre as possibilidades que existem para ampliar os intercâmbios comerciais entre ambos os países, que no ano passado alcançaram a soma de US$ 4,2 bilhões, assim como acordaram promover ainda os investimentos mútuos.
 
 Santos também deu os "parabéns" a Dilma pela organização da Copa, que foi um dos assuntos que o trouxe hoje ao Brasil. O presidente aproveitou a ocasião para enviar uma mensagem de estímulo à seleção colombiana, que dirigida pelo treinador argentino José Pekerman.
 
 Perguntado sobre um possível resultado, Santos deixou de lado a diplomacia e arriscou: "A Colômbia ganha por 2 a 1". Acertou em cheio!
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2014/06/apos-reuniao-com-dilma-santos-fala-de-uniao-com-brasil-e-arrisca-placar-de-jogo-4033.html

Agostinho e os insultos dirigidos a Dilma

20.06.14
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 13.06.14

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Leio que Dilma foi humilhada por pessoas que lhe endereçaram impropérios na estreia do Brasil na Copa.

O que mais me incomoda aí é a palavra “humilhação”.

A melhor história que tenho, em casos de violência física ou moral, vem de Santo Agostinho, um dos grandes filósofos da Igreja.

Monjas estavam se matando depois de serem estupradas.

Agostinho se dirigiu a elas com o seguinte raciocínio: uma agressão daquela natureza diminui, reduz a nada quem a pratica, e não quem a sofre. Defendeu com seu vigor e brilho habituais esta tese inovadora, esta nova maneira de enxergar as coisas. Um capítulo particularmente luminoso da filosofia ocidental acabava de ser escrito em circunstâncias extremas.

Os suicídios entre as monjas estancaram.

O horror estava nos bárbaros que as estupraram, e não nelas. Não havia razão para que se sentissem humilhadas e, muito menos, para que se matassem.

Os insultos dirigidos a Dilma humilham quem os proferiu – e não a ela.
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Fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/agostinho-e-os-insultos-dirigidos-a-dilma/

Fundador do WikiLeaks, Assange completa dois anos na embaixada do Equador em Londres

20.06.2014
Do portal OPERA MUNDI, 19.06.14
Por Natalia Viana/Agência Pública | São Paulo

Completam hoje dois anos desde que Julian Assange atravessou a porta branca da embaixada equatoriana em Londres, disfarçado, temendo ser interceptado pela polícia britânica que lhe monitorava cada passo através de uma pulseira eletrônica presa ao seu tornozelo. Já fazia então um ano e meio que Julian estava sob prisão domiciliar em uma casa no interior da Inglaterra, após começar o vazamento dos despachos das embaixadas norte-americanas que renderam tantas revelações, tantas reportagens e tanta inspiração para tanta gente. Hoje já são 1289 dias de prisão. Sem qualquer julgamento, sem qualquer condenação.

Agência Efe
Isolado na embaixada equatoriana em Londres, "prisão" sem julgamento de Assange é a mais longa da Justiça sueca

Dentro da embaixada, que fica no andar térreo de um prédio vitoriano, em frente ao templo do consumo de Londres, a loja Harrod’s, Julian ocupa duas salas: uma delas, um escritório transformado em quarto onde se amontoam suas poucas mudas de roupa, os presentes que continuam a chegar de todo lado do mundo, cartões de incentivo, livros, papeis. No outro, apenas uma tela que a equipe usa para projetar fundos diversos quando o jornalista participa por Skype de algum evento (como aconteceu no debate de encerramento do Arena Net Mundial) , uma mesa com uma enorme tela de computador e outros, pequenos, espalhados por todo lado. Não há um quintal onde Julian possa tomar sol quando ele dá o ar da graça na cinzenta Londres, e diante do escritório, cujas cortinas ficam permanentemente fechadas, um carro policial vigia, escuta, espia ostensivamente qualquer movimentação lá dentro.

Leia o especial sobre Assange publicado há um ano:

A enxuta equipe do WikiLeaks continua trabalhando com ele todos os dias, mas os horários são limitados, assim como as visitas que ele pode receber: com o tempo, os rituais para visitar Julian se tornaram mais cansativos, burocráticos, mais lentos. Assim, é um tanto triste o que eu tenho a contar. Estive na embaixada algumas vezes, visitando um amigo que eu admiro pela argúcia e a coragem, que nunca vi igual. A última visita foi em novembro do ano passado. Passamos algumas horas, madrugada adentro, tomando uma vodka que lhe fora presenteada por uma das visitas que recebe quase todos os dias.

Julian estava um pouco irritado. Sua assistente Sarah Harrison estava ainda em Moscou, dando apoio a Edward Snowden, a quem conseguiu tirar de Hong Kong e levar para a Russia mesmo sem passaporte — um feito inacreditável. Estava claro que Sarah não poderia voltar a pisar no Reino Unido; poucos meses antes David Miranda, companheiro do jornalista Glenn Greenwald, fora detido por 9 horas no aeroporto sob a Lei de Terrorismo, por portar documentos de Snowden. A posição legal em que Sarah está é bastante complicada: segundo a lei, ela pode ser detida por até 9 horas, e é obrigada a responder quaisquer perguntas e fornecer quaisquer documentos e senha que tenha consigo. Não lhe é dado, sob essa lei, o direito ao silêncio. Viajar até a sua terra natal significaria, portanto, colocar em risco não só a si mesma, mas a todos do WikiLeaks e a Edward Snowden (leia o que ela escreveu sobre isso). Hoje em dia, Sarah está vivendo em Berlim, assim como Jacob Applebaum, outro hacker que colabora com o WikiLeaks e Snowden, e Laura Poitras, a documentarista que recebeu os documentos do ex-funcionário da NSA junto com Glenn Greenwald.
Isso significa que muitos dos que sempre apoiaram Julian estão afastados do seu claustro em Londres. Os dias tornam-se cansativos, e o jornalista às vezes se sente “em solitária de fato por 9/10 horas por dia”, como me disse uma vez. O prolongamento da detenção prévia tem, como sempre, o empurrado ao trabalho frenético — em breve o WikiLeaks deve publicar novos documentos, e Julian um livro sobre o Google — mas também a uma solidão difícil de suportar. Pela primeira vez, eu temo pelo meu amigo.

Agência Efe

Relatório produzido por ONGs será base para recurso jurídico pedindo extinção de processo contra Assange

No ano passado o Reino Unido decidiu encerrar o grupo de trabalho que tinha como objetivo negociar com o governo equatoriano o impasse que o mantém trancado naquelas duas salas: o Equador deu asilo a Julian, mas a Inglaterra se nega a dar o salvo-conduto para ele viajar para a América do Sul. A esperança, se era pequena, ruiu. Em resposta, na última semana o presidente equatoriano Rafael Correa disse a jornalistas: “Estão atentando contra os direitos humanos de uma pessoa”.

Outra voz reiterou essa semana a enorme violação de direitos humanos que a situação apresenta. Uma coalizão de organizações de advogados Associação de Juristas Americanos, a Associação Europeia de Advogados pela Democracia e Associação dos Advogados da Índia entregou um relatório analisando as condições da detenção prévia de Assange à Comissão de Direitos Humanos da ONU. O relatório critica o excesso de poder do Ministério Público na Suécia: “Primeiro, os procuradores rotineiramente colocam os suspeitos em prisões preventivas longas, isoladas, ou sem explicação. (…) Estatísticas recentes mostram que a Suécia está entre os piores países europeus em prisões preventivas”. 

O documento também aponta que “nos casos em que indivíduos sob investigação estão fora da Suécia, os procuradores aceitam tomar seu depoimento remotamente em alguns casos, mas não em outros. As decisões sobre fazer ou não um interrogatório remoto são feitas sem qualquer explicação ou base coerente”. No caso de Assange, a acusação negou a oferta de realizar o interrogatório na embaixada, ou por Skype. Leia aqui o documento completo.

O relatório, que recomenda mudanças no código penal sueco, será usado como base para os advogados de Assange entrarem com um pedido na Justiça sueca demandando a extinção do pedido de extradição e da detenção prévia, que já dura 3 anos e meio. O caso de Julian é o mais extenso caso de detenção sem julgamento na Justiça sueca.

Enquanto isso, o governo brasileiro jamais tomou uma postura proativa diante do impasse do Assange, cada dia mais claramente uma questão de violação grave de direitos humanos. O primeiro governo a defender o jornalista — ainda sob o comando de Lula, em 2010 — jamais se ofereceu para mediar o impasse diplomático que envolve o país vizinho. Algo que o Itamaraty mais que provou que tem competência e condições de fazer. Só não tem vontade.

(*) Texto publicado originalmente no site da Pública -- agência de reportagem e jornalismo investigativo

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/35734/fundador+do+wikileaks+assange+completa+dois+anos+na+embaixada+do+equador+em+londres.shtml