quarta-feira, 18 de junho de 2014

Justiça: Personalidades reagem, lançam carta e montam comitê para desvendar Mensalão

19.06.2014
Do blog ESCREVINHADOR, 16.06.14

Do Escrevinhador

Cerca de 300 intelectuais, artistas e lideranças políticas e dos movimentos sociais lançaram manifesto que critica a conduta do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, à frente da execução penal dos réus da AP 470, nesta segunda-feira (16/6).

A manutenção por sete meses em regime fechado dos condenados ao regime semi-aberto no processo do mensalão sensibilizou lideranças, que criaram o Comitê por Democracia, Justiça e Solidariedade.

A iniciativa partiu de um grupo que articulou o presidente da nacional da CUT, Vagner Freitas; o coordenador do MST, João Pedro Stedile, o presidente Nacional do PT, Rui Falcão; o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo; a dirigente do PT, Misa Boito; o ativista dos direitos humanos, Aton Fon Filho; o dirigente da Consulta Popular, Ricardo Gebrim; o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh e o jornalista Celso Horta, entre outras personalidades.

A construção da carta pública teve apelo até no meio artístico, com a adesão dos atores Chico Diaz, Débora Duboc, Hugo Carvana, Osmar Prado, Sergio Mamberti, Tuca Moraes e Zé de Abreu.

A primeira iniciativa foi construir esse manifesto, que denuncia o desrespeito aos direitos dos presos na AP-470 (leia abaixo). O documento questiona Barbosa e cobra que os presos fiquem detidos no regime pelo qual foram condenados.
“O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto”, expressa o apelo público.

O grupo cresceu com a articulação do apelo e pretende promover atividades públicas para denunciar as arbitrariedades do julgamento do mensalão e da execução das penas por todo o país.

De acordo com Misa Boito, dirigente do PT, o apelo é importante porque reúne várias entidades, movimentos, partidos, parlamentares, juristas, intelectuais e artistas. “São setores e personalidades que se colocam no campo da defesa da democracia que vem sendo colocada em questão com essas arbitrariedades. A lista de adesão mostra a amplitude”, afirma.

Na próxima quarta-feira (18), a carta será levada e protocolada no gabinete de todos os ministros do Supremo por um grupo representante dos signatários.

“Queremos começar a chamar mais a atenção para toda essa situação aberta com a Ação Penal 470 que, se nesse momento atinge os que foram condenados, é na verdade um perigoso precedente para o conjunto do movimento social e para a democracia no Brasil”, avalia Misa.

O comitê pretende continuar as reuniões e realizar atividades de sensibilização da sociedade diante das irregularidades no processo de execução penal.

“O comitê pretende esclarecer o que realmente foi a Ação Penal 470, num certo sentido, desconstruir o que nós consideramos um julgamento injusto e de exceção”, projeta Misa.

Abaixo, leia o apelo público:

Abaixo, leia o apelo público na íntegra:

APELO PÚBLICO AO STF, EM DEFESA DA JUSTIÇA E DO ESTADO DE DIREITO

Senhores ministros,

O Brasil assiste perplexo à escalada de arbitrariedades cometidas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.

Já não se trata de contestar o resultado do julgamento da chamada AP 470 – embora muitos de nossos pátrios juristas ainda discutam inovações polêmicas daquele julgamento, como a chamada “teoria do domínio do fato”, por substituir a presunção de inocência pela presunção de culpabilidade.

O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto. Com isso ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro, pois, aceito o precedente, cria-se jurisprudência não somente em desfavor dos presos e sentenciados, mas contrária ao espírito democrático que rege as leis de execução penal, inclusive.

É o caso de sua exigência de cumprimento em regime fechado de um sexto da pena de réus condenados a uma sanção a ser iniciada no regime semiaberto. Adotada, à revelia de entendimento do pleno desse Supremo Tribunal Federal, tendo como alvo os sentenciados, todos ao regime semiaberto, inclusive Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Dirceu de Oliveira e Silva e José Genoíno, levará angustia e desespero não somente a eles e seus familiares, mas a dezenas de milhares de famílias de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos.

É preciso que o plenário do Supremo Tribunal Federal impeça a continuidade dessa agressão ao Estado de Direito Democrático.

Concitamos, portanto, os Senhores Ministros integrantes dessa Corte Constitucional de Justiça a que revejam e corrijam tal violação de direitos praticada pelo Exmo. Sr. Presidente do STF, acatando o agravo impetrado pelos advogados dos réus.

O desrespeito aos direitos de um único cidadão coloca em risco o direito de todos, e o Brasil já sofreu demais nas mãos de quem ditava leis e atos institucionais, atacando os mais elementares direitos democráticos.

Os signatários:

Adriana Facina, antropóloga / Museu Nacional
Adriana Nalesso, vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Adriano Diogo, deputado estadual PT/SP
Alessandra Dadona, Secretaria de Movimentos Populares e Políticas Setoriais
Alex Martins, Presidente da OAB de Volta Redonda – RJ
Alexandre Cesar Costa Teixeira, coordenador do Núcleo do Barão de Itararé do RJ
Aline Amorim Cavalcanti Rolandi, bancária
Aline Sasahara, documentarista
Alípio Freire, jornalista
Almir Aguiar, presidente Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Altamiro Borges, jornalista
Aluisio Almeida Schumacher, professor universitário e economista
Alvaro Luis Carneiro, Jornalista
Ana Corbisier, socióloga
Ana Laura dos Reis Corrêa, professora da Universidade de Brasília.
Ana Maria dos Santos Cardoso, educadora social
Ana Maria Müller, advogada
Ana Perugini, deputada estadual PT/SP
Ana Rita, senadora PT/ES e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal
André Klotzel, diretor e roteirista cinematográfico
André Rota Sena, advogado
André Tokarski, secretário de juventude do PCdoB
André Tomio Lopes Amano, pós-graduando da FFLCH/USP
Andrea Maria Altino de Campos Loparic, Profa. Senior do Dep. de Filosofia FFLCH/USP
Andrei Koerner, professor do depto. de Ciência Política IFCH-Unicamp
Aníbal Diniz, senador PT/AC
Anselmo de Jesus, deputado federal PT/RO
Antonio Martins, jornalista
Antonio Mentor, deputado estadual PT/SP
Antonio Neiva, membro do diretório estadual PT-RJ
Antonio Othon Pires Rolim, economista
Araken Vaz Galvão, escritor
Armando Boito, professor de Ciência Política da Unicamp
Arthur Poerner, escritor, jornalista e advogado
Artur Bruno, deputado federal PT/CE
Artur Henrique da Silva Santos, secretário municipal do Trabalho da Prefeitura de São Paulo
Artur Scavone, jornalista
Aton Fon Filho, advogado
Beatriz Labaki, socióloga
Bepe Damasco, jornalista
Beth Sahão, deputada estadual PT/SP
Campos Machado, deputado estadual e líder PTB/SP
Carina Vitral, presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo
Carlos Alberto Valadares, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação
Carlos Augusto Abicalil, ex-deputado federal PT/MT, mestre em gestão de políticas públicas
Carlos Enrique Ruiz Ferreira, professor universitário
Carlos Gilberto Pereira, metalúrgico aposentado e anistiado político
Carlos Lungarzo, professor titular aposentado da Unicamp
Carlos Neder, deputado estadual PT/SP
Carlos Odas, Coordenador de juventude do governo do Distrito Federal
Cassio Nogueira da Conceição, membro da Executiva Nacional da JPT e do Diretório Nacional do PT
Celso Horta, jornalista
Chico César, cantor
Chico Diaz, Ator
Cid Barbosa Lima Júnior, engenheiro civil
Cilene Marcondes, jornalista
Clarisse Abujamra, Diretora de Teatro
Cláudio José Oliveira, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói
Conceição Aparecida Pereira Rezende, psicóloga
Consuelo de Castro, dramaturga
Dalva Figueiredo, deputada federal PT/AP
Danilo Camargo, advogado
Danilo Vianna Lopes, vice-presidente nacional da União Brasileira de Estudantes Secundaristas
Darby Igayara, presidente CUT-RJ
David Stival, professor universitário
Débora Duboc, atriz
Décio Lima, deputado federal PT/SC
Denise Paraná, jornalista
Dermeval Saviani, professor emérito da UNICAMP e pesquisador emérito do CNPq.
Dilson Marcon, deputado federal PT/RS
Dr. Rosinha, deputado federal PT/PR
Durval Ângelo, deputado estadual PT/MG e presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG
Edison Munhoz, membro da executiva Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro
Edison Tessele, advogado
Edson Santos, deputado federal PT/RJ
Eduardo Fagnani, economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp
Eduardo Suplicy, senador PT/SP
Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos
Elzira Vilela, médica
Emilia Maria Mendonça de Morais, professora aposentada da UFPB Recife – PE
Emilia Viotti da Costa, Professora Universitária – USP e Universidade de Yale (USA)
Emir Sader, sociólogo
Enio Tatto, deputado estadual PT/SP
Enzo Luis Nico Jr, geólogo
Eric Nepomuceno, escritor
Erik Bouzan, estudante de Gestão de Políticas Públicas- USP e secretário municipal da JPT
Erika Mazon, jornalista
Erminia Maricato, arquiteta e urbanista
Esther Bemerguy de Albuquerque, economista
Fábio Lau, jornalista e editor de Conexão Jornalismo
Fátima Cleide, servidora pública e ex-senadora PT/AC
Felipe Lindoso, antropólogo
Fernando Morais, jornalista e escritor
Fernando Nogueira da Costa, economista
Fernando Pacheco, economista
Gaudencio Frigotto, professor da UERJ
Geniberto Campos, médico cardiologista
Geraldo Cruz, deputado estadual PT/SP
Gerson Bittencourt, deputado estadual PT/SP
Gilberto Nahum, jornalista
Gilson Caroni Filho, professor universitário
Glauber Piva, produtor cultural
Guiomar Silva Lopes, médica e coordenadora de políticas para idosos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo
Guto Pires, jornalista
Hamilton Pereira, deputado estadual PT/SP
Hélcio Antônio Silva, deputado federal PT/SP
Heloísa Fernandes, socióloga
Henrique Fontana, deputado federal PT/RS
Hersch Basbaum, escritor
Herta Vicci Pidner, professora universitária
Hildegard Angel, jornalista
Hugo Carvana, ator
Humberto Costa, senador PT/PE
Iara Bernardi, deputado federal PT/SP
Inácio Arruda, senador do PCdoB/CE
Iriny Lopes, deputada federal PT/ES
Izaias Almada, escritor e dramaturgo
Jacy Afonso – Executiva CUT Nacional
Jaime Cesar Coelho, Professor
Jean Tible, professor
Jefferson Lima, secretário Nacional de Juventude do PT
João Antonio de Moraes, presidente da Federação Única dos Petroleiros
João Batista Barbosa Silva, membro do PT/PA
João Capiberibe, ex-governador do Amapá e senador PSB/AP
João Cyrino, Conselheiro Universitário da UFG e Diretor do DCE-UFG
João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical
João Paulo Lima, deputado federal PT/PE
João Paulo Rillo – Dep Estadual PT/SP
João Paulo Soares, jornalista
João Pedro Stédile, coordenador do MST e Via Campesina Brasil
João Vicente Augusto Neves, advogado e secretário de Assuntos Jurídicos e da Cidadania de Franco da Rocha/SP
João Vicente Goulart, presidente do Instituto João Goulart
Joceli Jaison José Andrioli, coordenador nacional do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens)
José Antonio Garcia Lima, membro da executiva CUT-RJ
José Augusto Valente, engenheiro
José Ivo Vannuchi, advogado e ex-prefeito São Joaquim da Barra – SP
José Luiz Deu Roio, consultor
José Maria Rangel, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense
José Roberto Pereira Novaes, professor UFRJ
José Zico Prado, deputado estadual PT/SP
Julia Helena Barbosa Costa Afonso, estudante
Juliana Borges da Silva, secretária Municipal de Mulheres do PT São Paulo
Juliana Cardoso, vereadora PT/SP
Júlio Turra, membro Comissão Executiva Nacional da CUT
Ladislau Dowbor, economista
Lafaiete Neves, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná
Laura Tavares, Professora
Laurindo Lalo Leal Filho, jornalista e professor
Lauro César Muniz, dramaturgo
Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor
Leopoldino Ferreira de Paula Martins, Coordenador do Sindicato dos Petroleiros/MG e diretor da FUP
Leopoldo Vieira, servidor público
Lia Ribeiro, jornalista
Ligia Chiappini Moraes Leite, profa. aposentada da FFLCH USP
Ligia Deslandes – Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro
Lilian Ribeiro, advogada
Lincoln Secco, professor titular do Departamento de História/USP
Luciana Santos, deputada federal e vice-presidenta nacional do PCdoB
Luciano D’Angelo, professor
Lucila Chebel Labaki, professora Unicamp
Lucy Barreto, produtora cultural
Luis Antonio Souza da Silva, presidente Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro
Luiz Carlos Barreto, cineasta
Luiz Carlos Barros Bettarello, médico
Luiz Carlos Gomes, físico e professor doutor da USP
Luiz Claudio Marcolino, deputado estadual PT/SP
Luiz Couto, deputado federal PT/PB
Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado
Luiz Fernando Lobo, ator e diretor
Luiz Roberto Simon do Monte, ex-vereador
Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, publicitário
Marcelo Magalhães, publicitário
Marcelo Rodrigues, membro da direção da CUT-RJ
Marcelo Santa Cruz, advogado, militante dos direitos humanos e vereador de Olinda pelo PT
Marcia Miranda, educadora popular, cofundadora e consultora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis
Márcio Macêdo, deputado federal PT/SE
Marcio Meira, antropólogo
Marco Aurélio de Souza, deputado estadual PT/SP
Marco Aurélio Weissheimer, jornalista
Marcos Del Roio, professor da Unesp
Margarida Salomão, deputada federal PT/MG
Margret Althuon, economista
Maria Aparecida Antunes Horta, professora
Maria Aparecida da Silva Abreu, secretária nacional de Combate ao Racismo do PT
Maria Aparecida de Jesus, Chefe de gabinete do Deputato Estadual Durval Ângelo
Maria Aparecida Dellinghausen Motta
Maria Cecília Velasco e Cruz, professora doutora da UFBA
Maria Cristina Fernandes de Oliveira, contadora e assessora parlamentar
Maria da Conceição Tavares, Economista
Maria da Piedade Peixoto dos Santos
Maria do Carmo Lara, Ex-prefeita de Betim MG
Maria do Socorro Diógenes, Professora
Maria Fernanda Coelho, servidora da Caixa
Maria Fernanda Seibel, advogada
Maria Inês Nassif, jornalista
Maria José Silveira, escritora
Maria Lucia Alves Ferreira, produtora cultural
Maria Lúcia Prandi, deputada federal PT/SP e presidente do Diretório Municipal do PT de Santos/SP.
Maria Luiza de Carvalho Armando, professora aposentada da UFRGS
Maria Luiza Franco Busse, Jornalista
Maria Luiza Tonelli, advogada e professora
Maria Regina Sousa, aposentada Piauí
Maria Silvia Portela de Castro, socióloga
Marilena Chauí, filósofa
Marilia Guimarães, Presidente da Rede Internacional de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – Capítulo Brasileiro
Marilza de Melo Foucher, jornalista e economista
Markus Sokol, membro Diretório Nacional – PT
Marlos Bessa Mendes da Rocha, Professor associado da UFJF
Michel Chebel Labaki Junior, engenheiro
Mina Nahum, aposentada
Misa Boito, membro Diretório Estadual – PT/SP
Morgana Eneile, gestora cultural e assessora parlamentar da comissão de cultura Alerj
Nelson Canesin, sociólogo
Nelson Pellegrino, deputado federal PT/BA
Osmar Prado, ator
Padre Ton, deputado federal PT/RO
Padre João, deputado federal PT/MG
Paulo Faria – Dramaturgo e Diretor de Teatro
Paulo Paim, senador PT/RS
Paulo Roberto Feldmann, economista e professor da USP
Paulo Roberto Ribeiro, jornalista
Paulo Serpa, antropólogo
Pedro Martinez, estudante de Direito
Pio Perreira dos Santos, Médico
Policarpo, deputado federal PT/DF
Regina Elza Solitrenick, médica
Regina Galdino, diretora teatral
Regina Célia Reyes Novaes, professora UFRJ
Renan Alencar, presidente da UJS
Renata Silveira Corrêa, economista
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB
Renato Simões, deputado federal PT/SP
Ricardo Abreu, secretário de Relações Internacionais do PCdoB
Ricardo Gebrim, advogado, Consulta Popular
Roberto Requião, ex-governador do Paraná e senador PMDB/PR
Rodrigo de Sousa Soares, advogado
Rogério Sottili, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo
Ronald Luiz dos Santos, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes
Roque Barbieri, deputado estadual PTB/SP
Rose Nogueira, Jornalista e defensora dos Direitos Humanos
Roseli Coelho, socióloga, professora Escola de Sociologia e Política
Rubem Murilo Leão Rego, professor livre docente da Unicamp
Rui Falcão, deputado estadual PT/SP e Presidente Nacional do PT
Samara Carvalho, bancária
Samuel Pinheiro Guimarães, diplomata
Sebastião Velasco e Cruz, professor titular do Departamento de Ciência Política da Unicamp
Sérgio Magalhães Gianetto, presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro
Sergio Mamberti, ator
Sergio Muniz, documentarista
Silas Cardoso de Souza, advogado
Silvana Barolo, socióloga
Silvia Contreras, socióloga – BH/MG
Simão Pedro Chiovetti, sociólogo, deputado estadual PT/SP e Secretário Municipal de Serviços da PMSP
Solange de Souza, historiadora do CEDEM/ Unesp
Stella Bruna Santo, advogada
Suzana Guerra Albornoz, escritora e professora universitária
Syr-Daria Carvalho Mesquita, coordenadora geral da Articulação de Lésbicas – Artlés
Takao Amano, advogado e membro da Comissão da Verdade da OAB/SP
Tania Cristina Barros Aguiar
Tania Nahum, advogada
Tata Amaral, cineasta
Tatiana Oliveira, cientista política e militante da MMM-RJ
Telma de Souza, deputado estadual PT/SP
Teresinha Pinto, PT/SP
Theotonio dos Santos, economista
Thiago Barreto, secretário executivo adjunto da ABRASCO
Thiago Rogerio Kimura, estudante
Thomaz Ferreira Jensen, economista
Tito – deputado estadual PT/SP
Toni Reis, secretário de educação e ex-presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)
Tuca Moraes, atriz e produtora
Úrsula Prudente Oliveira , membro da Frente Popular de Lutas – Barra Mansa, RJ
Vagner Freitas, presidente da nacional da CUT
Valéria Moraes, economista
Valmir Assunção, deputado federal PT/BA
Vanessa Grazziotin, senadora PCdoB/AM
Venício A. de Lima, professor universitário e jornalista
Vera Claudino, secretária
Vicente Candido, deputado federal PT/SP
Vicente Paulo da Silva, deputado federal PT/SP e líder do PT na Câmara
Virgílio de Mattos, Professor MG
Virna Pereira Teixeira, professora e membro do Diretório Nacional do PT
Vitor Carvalho, membro da executiva da CUT Nacional
Vitor Quarenta, secretário geral da União Estadual dos Estudantes de São Paulo
Wadih Damous, advogado
Wagner Homem, Escritor
Walnice Nogueira Galvão, professora de letras/USP
Wanderley Guilherme dos Santos, professor titular de Teoria Política (aposentado) da UFRJ
Waquíria Leão Rêgo, professora Titular de Teoria Social IFCH – Unicamp
Washington Luiz Cardoso Siqueira, presidente do diretório estadual do PT-RJ
Wellington Dias, Senador PT/PI
Wesley Caçador Soares, médico
Wilma Ary, jornalista
Wolf Gauer, diretor de cinema
Zé de Abreu, ator
Zenaide Lustosa, funcionária pública federal


Leia outros textos de Plenos Poderes
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/personalidades-reagem-lancam-carta-e-montam-comite-para-desvendar-mensalao.html

CAPITALISMO SELVAGEM: YES, TEMOS TECNOLOGIA. E SÓ...

18.06.2014
Do blog ANAIS POLÍTICOS, 27.12.13

Este blogueiro tem batido recordes de abstinência escrevinhadora. Tem sido muito chato falar de política no Brasil. 

É uma sensação de deja vú o tempo todo. É mais do mesmo. Existe um recrudescimento de ambos os lados da moeda e parece que o bom senso foi definitivamente pelo ralo. As vezes vejo no Facebook, um termômetro até certo ponto confiável de uma parte do pensamento nacional, que sinceramente, a estupidez, impera. Digo que a rede social representa PARTE do pensamento do brasileiro porque é óbvio, está longe de ser a totalidade. Mas mesmo sendo parte e mesmo compreendendo que o mundo é, e sempre foi, feito de gente "diferenciada" um do outro, o desânimo toma conta.

É muita bobagem sendo propagada por quem não lê, por quem não se informa, por quem é meramente massa de manobra não mão de um, ou de outro mal intencionado. 

Sim, há idiotas na esquerda. Especialmente na esquerda radical que insiste em achar que ainda estamos em 1919 e a Revolução Russa acabou de acontecer. O mundo não é mais o mesmo, os meios de produção, de consumo, distribuição e a divisão da sociedade mudaram brutalmente. No entanto, alguns ainda abraçam a "causa operária" como se em 2013 só existissem os empregados fabrís, invariavelmente chicoteados pelos patrões, os agricultores que fornecem a comida para a coletividade e os ricaços desalmados. Convenhamos gente, não é mais assim faz tempo. Existe injustiça social? Óbvio. É necessário como bons cristãos de esquerda (Jesus não foi ele mesmo um grande socialista?), tentar diminuir a desigualdade social? Claro que é. Agora, não reconhecer que houve avanços e que proporcionalmente, especialmente na América Latina, existe muito mais gente tendo três refeições por dia, indo à escola e tendo um emprego, do que jamais houve, é obra de preguiçosos. Significa dizer que se queremos uma sociedade mais justa, não é lutando com armas de 100 anos que conseguiremos grandes avanços.

Clamo então, a todos os membros do pensamento de esquerda. Por favor, se atualizem, que tudo vai dar certo no final. Inclusive, se atualizando, a coisa caminha mais rápido, já que evitamos uma conversa boba e sem sentido a respeito de teorias econômicas. Sim, Marx estava certo, mas seu pensamento foi escrito há um século e meio atrás. Você consegue identificar algum instrumento gerador de renda e de riqueza daquela época, que tenha sobrevivido intacto? Se não, é a deixa para largar o dogmatismo com a certeza absoluta de que se ele ainda estivesse vivo, escreveria uma nova edição dos Manuscritos Econômicos-Filosóficos, revista e atualizada. Vai por mim, caro colega desatualizado. Se remodele e encare o mundo com outros olhos, que seremos todos mais felizes.

Terminado o capítulo em que meto o pau na esquerda de botequim, reservo meu veneno para a Direita hidrofóbica. Seu medo do tal "golpe comunista" é de uma risibilidade tão gritante, que chego a ter pena de ver uma mente aprisionada em um pensamento tão tacanha. São outros exemplares de gente que parou de ler em 1939, quando Hitler distribuía panfletos na porta das cervejarias alemãs em busca de adeptos a seu recém criado discurso de identificação dos culpados pelo estado em que se encontrava seu país. Outro dia tive que ler de um desses cidadãos que a "distribuição de renda no Brasil nunca foi tão ruim". Epa, onde você tem vivido nos últimos 50 anos, meu amigo? Na Suíça? 

Mas pra corroborar a visão que eu tenho dele, o próprio deixou escorregar mais adiante em sua panfletagem virtual que se você conseguiu alguma coisa de considerável valor financeiro, não vai querer dividi-la com esses "comunistas" aproveitadores que temos por aí.

Sintomático. Em duas frases dele demonstra a contradição gritante que povoa sua cabeça, fruto naturalmente, da pouca vontade de aperfeiçoar. Integrantes dessa direita ensandecida padecem de um mal maior que os radicais da esquerda. Os da esquerda, mal e mal, tiveram alguma noção econômico-financeira que os permitiu, em algum momento destes últimos 150 anos, estarem corretos e em certa época, estarem atualizados. 

Agora, o discurso de que o governo não presta porque sustenta vagabundos com o Bolsa-Família, que na mesma gritaria (espumando pela boca) dispensa a pérola que a distribuição de renda é péssima, mostra que, amigo, ou você distribui renda como foi feito nos EUA após o crack de 29 e na Europa depois da segunda guerra, ou você não terá uma sociedade capitalista avançada em que o rico pode ser rico, sim, impunemente, pois ele não precisa se preocupar que o pobre irá assaltá-lo para quem sabe, garantir o jantar dele mesmo e de seus filhos.

Não sou eu quem diz isso. São TODOS os grandes teóricos do CAPITALISMO. Já que estes senhores têm urticária ao lerem o nome de Karl Marx, vamos falar então somente de Keynes, de Smith, de David Ricardo.

Os exemplares da direita têm, me parece, o cérebro amortecido por um ódio tão brutal de alguma coisa que nem eles mesmos entendem, que talvez só mesmo o divã de um bom analista pudesse lhes mostrar o caminho.

Não custa relembrar. Capitalismo e Comunismo são sistemas econômicos. E sistemas econômicos vão pressupor dinheiro, produção, venda, geração de riqueza e renda. O fim do capitalismo é um e o fim do comunismo é outro, mas ambos nascem de idêntica premissa. Ora, não estamos falando de sociedades rudimentares que praticam o escambo. Estamos falando de economia. Sendo assim, penso que ou você sabe alguma coisa daquilo sobre o que está gralhando, ou é melhor ficar calado, para não correr o risco de ser chamado de orelhudo. E complementando, ditadura não é sinônimo de comunismo e democracia não é sinônimo de capitalismo. Do contrário, como me explica que TODAS as ditaduras da América do Sul tenham sido capitalistas e financiadas pelos EUA?

Querido espumador pela boca, seu discurso não se sustenta.

Claro que relendo minhas próprias e indignadas linhas, me vem o pensamento de que eu poderia estar incorrendo no mesmo erro de falastrões como R. Azevedo, de Mervais e tantos outros que encontram na imprensa antiga o ambiente propício pra proliferarem sua teoria antiquada. Afinal, fungos se proliferam atrás dos móveis, no escuro, longe do ar salubre. Eles invariavelmente acham que o mundo está errado e só eles e seus patrões (a quem seguem bovina e servilmente) estão certos. Na época da Guerra Fria, na URSS, chamavam gente assim de "idiotas úteis". Pessoas que se sacrificam em troca de uma esmola e da esperança de um dia virem a ser reconhecidos por quem lhes paga o salário, e com eles, sentarem à mesma mesa. Porém, quando o contratante não vê mais necessidade em seus vassalos, os dispensa sem dó. Quando pode, lhes tira os direitos trabalhistas elementares, conquistados pelas mesmas mentes "comunistas" que instituíram o FGTS, férias e etc. E pior, vão à Justiça do Trabalho espernear por seus direitos. Ah, quanta gente eu conheci assim. Ideólogos fanáticos do liberalismo, mas quando são levados a provar do próprio veneno, sobem nas tamancas e querem rapidamente serem amparados pelas leis sociais que até agora, só "criou vagabundos". O básico e elementar socializar o prejuízo, mas jamais o lucro.

Mas sou chamado à realidade. Estou longe de ser um gritão como R. Azevedo. Eu não acordo com ódio de ninguém, nem tenho a necessidade vital de lustrar as botas do suserano. Ou seja, me dou ao direito de vir aqui neste espaço que é meu (e é pouco lido, portanto, inofensivo), falar que a sociedade só ficou mais tecnológica, pois as pessoas, de modo geral, continuam burrinhas como eram na idade média.

Feliz 2014 a todos. Proponho baixar grátis no Google Livros as obras das teorias econômicas capitalistas e estar afiado para a panfletagem de botequim do ano que vem.
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Fonte:http://anaispoliticos.blogspot.com.br/2013/12/yes-temos-tecnologia-e-so.html

ENTENDA AS RAZÕES DA MANIPULAÇÃO DA MÍDIA: A imprensa em seu labirinto

18.06.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por  Luciano Martins Costa

A frustração com o empate da seleção brasileira de futebol no jogo contra os mexicanos produz todo tipo de reflexão nas edições de quarta-feira (18/6) dos jornais. Predominam os textos ponderados, que consideram melhor enfrentar agora as possíveis deficiências da equipe do que ganhar todas as partidas da primeira fase e ter que encarar eventuais falhas nas etapas eliminatórias.
Como acontece desde a abertura da Copa, a imprensa segue impressionada com o espetáculo das torcidas, como se os jornalistas estivessem sendo apresentados agora ao espírito do futebol. O clima nas ruas contradiz frontalmente a percepção transmitida pelo noticiário sobre política e economia, onde parece predominar um estado de sombrio mau humor.
Neste período em que o Brasil mergulhou no clima da Copa, os indicadores selecionados pela mídia mostram uma economia instável, mas a avaliação dos números depende basicamente do viés de cada analista. Por exemplo, aqueles que se opõem à política econômica baseada no fortalecimento do mercado interno, com o incremento da renda do trabalho, enxergam apenas o aspecto negativo das planilhas. Para esses, tem pouco valor, por exemplo, o fato de que caiu em 61% o número de demissões nos últimos dez anos, fator que torna mais consistente o quadro composto pela maior oferta de empregos formais, associada ao aumento na renda média dos salários.
A doutrina adotada pela imprensa brasileira é orientada pela concepção de que o mercado financeiro deve regular as relações econômicas, mesmo à custa de crises que, evidentemente, acabam por punir os mais vulneráveis. Portanto, não há hipótese de conciliação entre as duas correntes e por isso a imprensa irá lutar com todas as possibilidades para tirar do poder aqueles que optaram por um modelo mais distributivista.
Um estudo conduzido pela Fundação Getúlio Vargas com o TCB – The Conference Board –, instituição de pesquisas econômicas fundada em 1916 (ver aqui), mostra que é justamente o emprego que mantém o Brasil a salvo de uma recessão. Num cenário de grande volatilidade, os demais indicadores sofrem mais influência das expectativas pessimistas amplificadas pela imprensa.
Uma questão de poder
O leitor curioso irá perguntar: mas a política de incremento da renda do trabalho não estaria beneficiando a imprensa, ao estimular o consumo e, portanto, fortalecer o mercado interno? Afinal, os jornais não tiram seu sustento da publicidade, que vive do consumo?
Essa é uma questão central na análise do noticiário.
Realmente, em muitas de suas pautas, a mídia tradicional parece estar agindo contra seus próprios interesses de negócio, o que seria até motivo de admiração, não fosse o aspecto paralelo dessa aparente contradição: o poder. Tradicionalmente, aquilo a que chamamos de imprensa sempre constituiu uma forma paralela do poder institucional, instrumentalizando aquela nuvem de suposições chamada de “opinião pública” como forma de pressão sobre os poderes republicanos. Com esse potencial de influência, as empresas de comunicação sempre terão meios para aliar o poder político ao lucro.
Sem o condão de definir os rumos da economia, a imprensa vê crescer o protagonismo dos cidadãos e se perturba com a possibilidade de o poder político passar a ser compartilhado com a sociedade. Não é por outra razão que os jornais se desesperam com o decreto que propõe organizar e dar mais eficiência aos conselhos consultivos, assim como sofrem espasmos quando se fala em regulamentação da mídia.
Os dois temas são abordados em editoriais, na quarta-feira (18/6), pelo Estado de S.Paulo e O Globo. O Sistema Nacional de Participação Social soa, nas redações, como uma aberração, embora os conselhos, criados em 1931, estejam esperando a regulamentação desde a Constituinte de 1988.
Vemos, então, a imprensa em seu labirinto: para sobreviver no ambiente que se consolida com as tecnologias digitais de informação e comunicação, seus negócios precisam se adaptar ao intenso protagonismo individual que define a sociedade contemporânea. Mas para manter sua influência sobre as antigas instituições públicas, a imprensa precisa se opor à consolidação de novas formas de participação da sociedade nas decisões coletivas.
Essas são as raízes do ódio que escorre dos jornais.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_imprensa_em_seu_labirinto

Marilena Chauí: classe média é violenta, fascista e ignorante

18.06.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 17.05.2013

Marilena Chauí falou sobre o ProUni para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, a partir do momento em que as salas de aula do ensino superior ficaram cheias de pobres e negros

professora marilena chauí classe média
Professora Marilena Chauí (Foto: Divulgação)
O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes estão sendo analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. O primeiro deles ocorreu no último dia 13, em São Paulo, e contou com presença de Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.
Sem as sutilezas filosóficas das aulas emocionantes que costuma dar em eventos desse tipo, ela foi direto ao assunto. Chauí falou sobre o Bolsa Família para exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior de pobres e negros.

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Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, concluiu ovacionada.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/marilena-chaui-comenta-classe-media.html

O “marketing” jurídico de Joaquim Barbosa

18.06.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por  Fernando Brito

duastogas
Qualquer pessoa equilibrada – e equilíbrio é pilar para quem desempenha função pública e, especialmente, a judicial – triplica sua dose de moderação quando está prestes a deixar suas funções.
Faz parte dos ritos a que se obriga quem sabe que é transitório na função, mas que é permanente e institucional a função que vai deixar.
O ministro Joaquim Barbosa, como não é uma pessoa equilibrada, faz o inverso.
Aliás, como em tudo o que faz, o que mira é a repercussão pública, em tudo aquilo que o possa afirmar como “o justiceiro”, “o vingador”, “o indignado” diante de uma máquina judicial que, senão na letra da lei, no seu comportamento deve se assemelhar ao um tribunal de linchamentos.
Joaquim Barbosa, neste momento, está apenas preparando seu próximo capítulo de vaidades, que é a participação na campanha e no horário eleitoral.
Não quis ser candidato, mas quer ser o “grande eleitor”.
Pretende, na TV, rivalizar com Lula como o maior cabo eleitoral de 2014.
E, para isso, procura se manter no noticiário, até que venham os holofotes e as câmaras de TV.
A aposentadoria precoce é parte desta estratégia.
A provocação a advogados, idem.
E, agora, a renúncia ao cargo de relator do processo do chamado “mensalão”, idem.
Está louco para que o novo relator, como o faria qualquer outro jurista, reveja suas absurdas decisões sobre o direito ao trabalho dos apenados.
O ministro Luiz Roberto Barroso vai praticar os atos de consciência que cabem a um magistrado.
E Joaquim Barbosa esfrega as mãos.
Quer ficar como “o que manda prender”, enquanto os outros “mandam soltar”.
Joaquim Barbosa não transformou o STF em seu palanque.
Ele é o próprio palanque.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=18416

MARIA VICTORIA BENEVIDES: 'Política de Participação Social complementa demandas antigas da Constituição de 1988'

18.06.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Redação RBA
Para professora, decreto sancionado por Dilma Rousseff, que cria canais institucionais de diálogo entre governo e população, é 'absolutamente constitucional'
WIKIMEDIA COMMONS/CC
manifestações
Victoria defende que a PNPS pode complementar as demandas defendidas nas manifestações de junho de 2013
São Paulo – Os conselhos que serão criados pelo Decreto 8.243, sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, que instaura a Política Nacional de Participação Social (PNPS), já estão previstos na Constituição Federal desde 1988. A professora da Faculdade de Educação da USP Maria Victoria Benevides afirma que a política está “absolutamente dentro das normas constitucionais” e destaca que os órgãos serão consultivos e não deliberativos.
A proposta apresentada por Dilma estimula a participação de conselhos, movimentos sociais e da população em formulação, acompanhamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Setores de oposição ao governo contestam, no entanto, a instauração da PNPS como decreto e alegam que a medida seria um “golpe” da presidência.
Maria Victoria argumenta que a participação social, além de já ser prevista pela Constituição, é defendida por diversos movimentos populares e deve ser vista como um canal de diálogo entre o Estado e os brasileiros. “Hoje, se fala tanto em transparência na administração pública. Pois estes canais poderão dar, além da participação, a transparência que todos parecem querer”, explica.
A educadora defende a iniciativa popular legislativa por meio de mecanismos como referendos e plebiscitos, e acredita que a política de participação pode complementar as demandas defendidas nas manifestações de junho de 2013. “Os jovens terão nesses mecanismos de participação política um caminho excelente para o exercício de reivindicações, propostas, manifestações. É um espaço institucional que se abre para a atuação da juventude, que tem o direito e o dever de se manifestar e participar.”
Ouça a entrevista completa de Maria Victoria Benevides à Rádio Brasil Atual.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/06/politica-de-participacao-social-complementa-demandas-antigas-da-constituicao-de-1988-6705.html

Chega ao fim a carreira vergonhosa do tirano Barbosa

19.06.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 18.06.14

Joaquim Barbosa, o que poderia ter sido grande, mas foi apenas mau

Quando o outsider entrou no STF (Supremo Tribunal Federal), os senhores formais aceitaram com superior condescendência. O outsider tinha currículo, falava várias línguas, desenvolvera teses importantes sobre inclusão.

Mas era outsider. Não vinha de família de juristas, gostava do ambiente informal dos botecos, era de pouquíssimos amigos e nunca fez média na vida.

Conquistou tudo na porrada, dependendo dele e só dele.

Tinha tudo para entrar para a história, derrubando conchavos, despindo o formalismo e a hipocrisia de muitas togas, subvertendo formas de ver o mundo, trazendo para o Supremo os ares da contemporaneidade e a marca altiva de sua cor e dos que conquistaram tudo sem nunca ceder.

Mas faltava-lhe algo, uma peça qualquer no sistema emocional, que o tornou uma espécie de Mike Tyson com toga, uma força gigantesca e incontrolável assombrada por mil demônios internos que o impediram definitivamente de se tornar um grande.

O que moldou essa lado emocional tosco, rude, cruel, não se sabe. As intempéries da vida costumam construir grandes caráteres; mas também modelam a crueldade, a vingança permanente contra tudo e todos que ousem se interpor no caminho.

Foi o caso de Joaquim Barbosa.

Seu mundo tornou-se uma ilha pequena, restrita, cercada por um oceano infestado de tubarões querendo prejudicá-lo, cada gesto contrário visto como ameaça ao que ele conquistou.

Cada julgamento tornava-se uma guerra a ser vencida a qualquer preço, até com a sonegação de provas, se necessário. O tribunal era a arena povoada de gladiadores sangrentos aguardando o polegar para baixo do público para a degola final dos inimigos. E todos eram inimigos, o réu a ser condenado, o colega que ousasse discordar de qualquer posição, o advogado que rebatesse seus argumentos, o jornalista que o criticasse. 

O ódio como seiva vital

Em poucas pessoas vi ódio tão acendrado, a raiva como motor de todas as atitudes, um egocentrismo tão exacerbado a ponto de tratar qualquer voz dissidente como um inimigo a ser aniquilado.

Talvez em José Serra, que, em todo caso, sempre foi suficientemente esperto para agir através de terceiros.

Joaquim Barbosa nunca usou as armas da hipocrisia, a malícia das jogadas. Como Tyson, sempre saía de peito aberto distribuindo porradas pelo mundo. O que o movia não era a desonestidade, a vontade do poder, um pouco talvez a busca da popularidade, mas, acima de tudo, dar vazão ao ódio, sempre o ódio como seiva vital.

E esse bruto – na definição mais ampla do termo –foi transformado em campeão branco da mídia na disputa política. Emocionalmente tosco, embarcou no jogo de lisonjas, do “menino que mudou o Brasil”.

Por um tempo, exercitou o duplo jogo de quem se formou nas guerras da vida e na formalidade de um poder hierárquico. Enfrentava o mundo jurídico intimidando mentes formais com a truculência desmedida das discussões de rua e de botecos; e se impunha com os amigos de praia com a condescendência dos que subiram na vida mas não esqueceram as origens.

Acima de tudo, contava com o beneplácito da mídia, que ele conquistou sem pedir mas que lhe proporcionou ser ouvido pelas ruas.

Com tal poder, passou a quebrar dogmas, mas da pior forma possível, atropelando direitos, sendo agressivo até o limite da boçalidade em um ambiente eminentemente formal.

Os juristas que domaram a besta

Coube a dois juristas de extrema afabilidade desmontar a besta.

Um deles, Celso Antônio Bandeira de Mello, o doce Bandeira, unanimidade no mundo jurídico por sua firmeza cortez, pespegou-lhe na testa a definição definitiva: “É um homem mau”.

Outro, Luiz Roberto Barroso, o homem dos salões cariocas, o iluminista que, ainda como advogado, arejou o Supremo com a defesa de teses contemporâneas, ao reagir à agressividade inaudita de Joaquim, sem perder a calma e sem perder a firmeza.

E aí, começaram a desmoronar as estratégias emocionais de Joaquim Barbosa, para enfrentar os rapapés do mundo jurídico e a rudeza dos botecos.

No mundo jurídico, a truculência deixou de intimidar, Pelo contrário, passou a ser tratada com uma impaciência cada vez maior de seus pares. No mundo dos bares, em lugar de só aplausos, passou a ser perseguido por vaias.

Aos poucos, os grupos de mídia perceberam que Barbosa tornara-se uma carga inútil, pesada, a vitrine onde estava exposta a parcialidade do julgamento da AP 470. Com sua irracionalidade, estava transformando os réus da ação em vítimas da arbitrariedade mais ostensiva.

No Supremo, sua única influência era sobre Luiz Fux.

Restava-lhe o apoio da malta, aquela parcela mais desinformada da sociedade, que aplaude linchamentos, que defende a lei de Talião, que se regozija com qualquer bode expiatório. E, no contraponto, as vaias da selvageria que despertou no lado oposto.

Dos dois lados do balcão, o homem mau só conseguia trazer à tona os piores sentimentos dos admiradores e dos críticos.

A cena final

Quanto mais se isolava, mais Joaquim Barbosa radicalizava as arbitrariedades.

Ganhou alguma sobrevida graças a mudanças nos procedimentos do STF que impediam impetrar habeas corpus contra decisões do presidente da casa, uma iniciativa do ex-presidente César Peluso supondo que jamais a presidência seria ocupada por uma pessoa desajustada.

As arbitrariedades foram tão ostensivas que um gesto totalmente fora das regras – do advogado de José Genoíno, invadindo uma sessão do STF para questiona-lo – não mereceu uma condenação sequer dos Ministros da casa. Pelo contrário, estimulou a defesa de Marco Aurélio de Mello, porque sabendo ser ato de absoluto desespero, de quem via leis e procedimentos jurídicos atropelados pela insanidade de um julgador.

E aí o poderoso, o imbatível Joaquim Barbosa pediu aposentadoria e, ontem, se afastou da AP 470 procurando se vitimizar, dizendo-se alvo de manifestos políticos e de ameaças do advogado.

Sai no momento em que o STF iria colocar um fim em suas arbitrariedades.

Do Jornal Nacional mereceu uma nota seca, que surpreendentemente terminou com uma frase do advogado que o enfrentou: “Agora, o Supremo poderá voltar a julgar com imparcialidade”. De seus pares, não mereceu nada, nenhuma saudação. Talvez na última sessão seja agraciado com os elogios aliviados de algum colega seguidor das formalidades do STF.

Saindo, passa uma enorme sensação de desperdício. Desperdício em relação ao que poderia ter sido na renovação do STF, na afirmação da diversidade racial, na consagração do esforço individual.

Fica apenas a imagem de um homem mau e sem grandeza, cujo objetivo final não está na história, mas em se vingar de um simples advogado que ousou enfrentar a sua ira.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/chega-ao-fim-carreira-vergonhosa-do.html