domingo, 15 de junho de 2014

É esta gente sem educação que quer assumir o poder?

15.06.2014
Do BLOG DA LAURA CAPRIGLIONE, 13.06.14
Por  Laura Capriglione 

Bar do Grappite, na favela do Moinho; sem vandalismo
“Isso, se a senhora me permite, eu não admito”, protestou o ajudante de pedreiro Afonso de Medeiros, 48 anos, negro, evangélico, ex-dependente químico, morador na Favela do Moinho, centro de São Paulo. O homem se referia aos xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff, durante o jogo de abertura da Copa do Mundo, no estádio de Itaquera.

“Ei, Dilma! Vai tomar no cu.”

O grito nasceu na ala vip e tomou a Arena Corinthians. Entre os mais entusiasmados estava a colunista social do jornal “O Estado de S.Paulo", que deve ter achado muito fina, elegante e sincera a modalidade de protesto. Mas é isso que é a gente que diz que quer tomar o poder?

“Isso não se faz com uma mulher, nunca”, disse o pedreiro Medeiros, que assistia ao jogo em pé, diante da televisão instalada no Bar do Grappite, logo na entrada da favela. “É covardia.”

E olha que a favela do Moinho era no dia do jogo um reduto de manifestantes anti-Copa. Os “vândalos” que denunciaram os gastos excessivos com a construção de estádios escolheram a favela para assistir juntos ao jogo. Democraticamente, dividiram com torcedores fanáticos de Neymar, Fred e Oscar o chão de terra batida do Moinho (chama-se assim porque ali funcionou um antigo moinho das Indústrias Matarazzo).

Os anti-Copa, entretanto, não chegavam aos pés dos vips do estádio de Itaquera no quesito vandalismo verbal. Um garoto vestido com a camisa da Croácia, por exemplo, comemorou o gol adversário com uma adaptação do bordão “Não vai ter Copa”. Virou “Não vai ter hexa!” Foi abraçado entusiasticamente pelos demais e ficou nisso.

“Eu sou feminista, véi. Comigo não tem essa de xingar mulher, mesmo que ela seja a presidente! A gente já é xingada demais na vida: de puta, baranga, gorda, sapatona, malcomida, burra”, explicou uma ativista que havia participado de protestos naquela tarde.

Dilma sabia que ia pro sacrifício. Quem tem dinheiro para comprar os cobiçados ingressos Fifa não é o brasileiro que costuma frequentar estádio (na porta, cambistas ofereciam os últimos tickets por até R$ 2.000).

São os mesmos endinheirados que passaram os últimos anos dizendo que o estádio não sairia. Saiu.

Que não haveria aeroportos pros gringos aterrissarem. Houve.

O jornal da colunista até publicou que haveria ataques do PCC na abertura. E necas.

Eles têm de estar revoltados mesmo: muita contrariedade. O PT fundiu-lhes a cabeça.

O jeito foi extravasar nos moldes odientos consagrados pelas redes sociais.

“Ei, Dilma! Vai tomar no cu.”

Há quem ache que o presidenciável Aécio Neves deve usar o linchamento verbal contra Dilma em seu horário eleitoral gratuito. Sabe de nada, inocente!

Experimenta pôr a grosseria na campanha... Porque vaiar, tudo bem. Mas xingar assim é falta de educação demais, coisa de mal-agradecido traíra. E isso não se perdoa.

Os marqueteiros tucanos têm de ensinar ao seu eleitorado um pouco mais de polidez. Nem que seja para aparecer na TV.
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Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/blogs/laura-capriglione/mas-%C3%A9-isso-que-%C3%A9-gente-que-diz-153758971.html#more-id

NICOLELIS JOGA VEJA ONDE ELA SE ROLA

15.06.2014
Do blog CONVERSA AFIADA, 14.06.14
Por Paulo Henrique Amorim

 O “rola-bosta” é um daqueles que o Krugman chama de “sicários da elite”​


Do Tijolaço:

A RESPOSTA DE MIGUEL NICOLELIS À VEJA




A nossa mídia está tão doente que resolveu ofender e desqualificar um dos maiores (quiçá o maior) cientistas brasileiros vivos, Miguel Nicolelis, só porque entendeu que ele é “amigo de Lula”.

Só que, desta vez, Miguel Nicolelis não deixou barato, e respondeu imediatamente. E a resposta já virou um clássico.



Clique aqui para ler “Elite quer o povo no lugar para onde mandou Dilma”

E aqui para “O que falta ao Brasil é o Maradona”

Aqui para “A política atrás do pênalti que houve”

E aqui para “nem a seleção brasileira assiste à globo”

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/06/14/nicolelis-joga-veja-onde-ela-se-rola/

A elite reserva ao país o mesmo lugar exortado à Presidenta

15.06.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 14.06.14
Por Saul Leblon 

A virtude, a civilização, a sorte do desenvolvimento e os destinos da sociedade há muito deixaram de interessar a elite brasileira.

Dilma e Lula participam de plenária do PT em Pernambuco, sexta-feira (13) à noite (Foto: Cadu Gomes/Agência PT)
Quando a elite de uma sociedade se reúne em um estádio de futebol e a sua manifestação mais singular é um coro de ofensas de baixo calão, quem é o principal atingido: o alvo ou o emissor?



Vaias e palavrões são inerentes às disputas futebolísticas. Fazem parte do espetáculo, assim  como o frango e o gol de placa. A passagem de autoridades por estádios nunca foi impune.

O que se assistiu no Itaquerão, porém, no jogo inaugural da Copa, entre Brasil e Croácia, não teve nada a ver com o futebol ou deboche, mas com a disputa virulenta em curso  pelo comando da história brasileira.

Sem fazer parte da coreografia oficial o que aflorou ali foi a mais autêntica expressão cultural de um lado desse conflito, nunca antes assumido assim de forma tão desinibida  e ilustrativa.

Encorajado pelo anonimato, o gado OP (puro de origem) mostrou o pé duro dos seus valores.

Dos camarotes vips um jogral raivoso e descontextualizado despejou sua bagagem de refinamento e boas maneiras  sobre uma Presidenta da República em missão oficial.

Por quatro vezes, os sentimentos de uma elite ressentida contra aqueles que afrontam a afável, convergente e impoluta lógica de sociedade que vem construindo aqui há mais de cinco séculos, afloraram durante o jogo.

Foi assim que essa gente viajada, de hábitos cosmopolitas, que se envergonha de um Brasil no qual recusa a enxergar o próprio espelho, ofereceu a um bilhão de pessoas conectadas à Copa em 200 países uma síntese dos termos elevados com os quais tem pautado a disputa política  no país.

Que Aécio & Eduardo tenham se esponjado nessa manifestação dá o peso e a medida do espaço que desejam ocupar no espectro da sociedade brasileira.

Dias antes, o  ex-Presidente Lula havia comentado que nem a burguesia venezuelana atingira contra Chávez o grau de desrespeito e preconceito observado aqui contra a Presidenta Dilma.

Houve quem enxergasse nessas palavras uma carga de retórica eleitoral.

A cerimônia da 5ª feira cuidou de devolver pertinência  à observação.

A formação virtuosa da infância,  o compromisso com a civilização, a sorte do desenvolvimento  e  os destinos da sociedade há muito deixaram de interessar à elite brasileira.

A novidade do coro contra  Dilma é refletir  o desejo  cada vez mais explícito  de mandar o país ao mesmo lugar exortado  à Presidenta.

Ou não será esse o propósito estratégico do camarote  vip ao apregoar o descolamento da sociedade brasileira de uma vez por todas, acoplando-a à grande cloaca mundial de um capitalismo sem peias, onde  se processa  a restauração neoliberal pós-2008?

Nesse imenso biodigestor de direitos e desmanche do Estado acumula-se o adubo  no qual floresce  a alta finança desregulada, que tem nos endinheirados brasileiros  os detentores da 4ª maior fortuna do planeta evadida em paraísos fiscais.

Estudos da  The Price of Offshore Revisited,  coordenados pelo ex-economista-chefe da McKinsey, James Henry, revelam que os brasileiros muito ricos – que se envergonham de um governo corrupto--  possuíam, até 2010, cerca de US$ 520 bilhões  em paraísos fiscais.

O passaporte definitivo  para esse  ‘novo normal’ sistêmico requer a vitória, em outubro, das candidaturas que carregam no DNA o mesmo pedigree da turma que deu uma pala na festa de abertura da Copa. Não propriamente contra Dilma, mas contra o que ela simboliza: a tentativa de se construir por aqui um Estado social que assegure aos  sem riqueza os mesmos direitos daqueles que enxergam no espaço público  um  mero apêndice  do interesse plutocrático. 

A expressão ‘vale tudo’ descreve com fidelidade o que tem sido e será, cada vez mais, o bombardeio   para convencer o imaginário brasileiro  das virtudes intrínsecas  à troca do ‘populismo’  pelo estado de exceção de direitos e conquistas sociais, em benefício dos livres mercados.

A mídia está aí para isso, como se viu pela cobertura dos fatos da última 5ª feira.
Trata-se de saber em que medida o discernimento social, condicionado por uma esférica máquina de difusão dos interesses vips,  saberá distinguir um caminho que desvie a nação do futuro metafórico reservado a ela nos planos,  agora explicitados, de sua elite.

A indigência do espírito público dos endinheirados brasileiros, reconheça-se,  não é nova. Mas se supera.

O antropólogo Darcy Ribeiro foi  um legista  obcecado dos seus contornos e consequências para a formação do país, a sorte de sua gente e a qualidade do seu desenvolvimento.

Em um texto de  1986, ‘Sobre o óbvio – Ensaios Insólitos’, o criador da Universidade de Brasília, e chefe da Casa Civil de Jango, iluminou os traços dessa rosca descendente, confirmada  28 anos depois, em exibição mundial,  na abertura da Copa de 2014.

"Dois fatos que ficaram ululantemente óbvios. Primeiro, que não é nas qualidades ou defeitos do povo que está a razão do nosso atraso, mas nas características de nossas classes dominantes, no seu setor dirigente e, inclusive, no seu segmento intelectual. Segundo, que nossa velha classe dominante tem sido altamente capaz na formulação e na execução de projeto de sociedade que melhor corresponde a seus interesses. Só que este projeto para ser implantado e mantido precisa de um povo faminto, xucro e feio. Nunca se viu, em outra parte, ricos tão capacitados para gerar e desfrutar riquezas, e para sub- julgar o povo faminto no trabalho, como os nossos senhores empresários, doutores e comandantes. Quase sempre cordiais uns para com os outros, sempre duros e implacáveis para com subalternos, e insaciáveis na apropriação dos frutos do trabalho alheio. Eles tramam e retramam, há séculos, a malha estreita dentro da qual cresce, deformado, o povo brasileiro (...) porque só assim a velha classe pode manter, sem sobressaltos, este tipo de prosperidade de que ela desfruta, uma prosperidade jamais generalizável aos que a produzem com o seu trabalho.

A primeira evidência a ressaltar é que nossa classe dominante conseguiu estruturar o Brasil como uma sociedade de economia extraordinariamente próspera. Por muito tempo se pensou que éramos e somos um país pobre, no passado e agora. Pois não é verdade. Esta é uma falsa obviedade. Éramos e somos riquíssimos! A renda per capita dos escravos de Pernambuco, da Bahia e de Minas Gerais – eles duravam em média uns cinco anos no trabalho – mas a renda per capita dos nossos escravos era, então, a mais alta do mundo. Nenhum trabalhador, naqueles séculos, na Europa ou na Ásia, rendia em libras – que eram os dólares da época – como um escravo trabalhando num engenho no Recife; ou lavrando ouro em Minas Gerais; ou, depois, um escravo, ou mesmo um imigrante italiano, trabalhando num cafezal em São Paulo. Aqueles empreendimentos foram um sucesso formidável. Geraram além de um PIB prodigioso, uma renda per capita admirável. Então, como agora, para uso e gozo de nossa sábia classe dominante. A verdade verdadeira é que, aqui no Brasil, se inventou um modelo de economia altamente próspera, mas de prosperidade pura. Quer dizer, livre de quaisquer comprometimentos sentimentais. A verdade, repito, é que nós, brasileiros, inventamos e fundamos um sistema social perfeito para os qe estão do lado de cima da vida. 

O valor da exportação brasileira no século XVII foi maior que o da exportação inglesa no mesmo período. O produto mais nobre da época era o açúcar. Depois, o produto mais rendoso do mundo foi o ouro de Minas Gerais que multiplicou várias vezes a quantidade de ouro existente no mundo. Também, então, reinou para os ricos uma prosperidade imensa. O café, por sua vez, foi o produto mais importante do mercado mundial até 1913, e nós desfrutamos, por longo tempo, o monopólio dele. Nestes três casos, que correspondem a conjunturas quase seculares, nós tivemos e desfrutamos uma prosperidade enorme. Depois, por algumas décadas, a borracha e o cacau deram também surtos invejáveis de prosperidade que enriqueceram e dignificaram as camadas proprietárias e dirigentes de diversas regiões. O importante a assinalar é que, modéstia à parte, aqui no Brasil se tinha inventado ou ressuscitado uma economia especialíssima, fundada num sistema de trabalho que, compelindo o povo a produzir, o que ele não consumia – produzir para exportar – permitia gerar uma prosperidade não generosa, ainda que propensa desde então, a uma redistribuição preterida. 
 
Enquanto isso se fez debaixo dos sólidos estatutos da escravidão, não houve problema. Depois, porém, o povo trabalhador começou a dar trabalho, porque tinha de ser convencido na lei ou na marra, de que seu reino não era para agora, que ele verdadeiramente não podia nem precisava comer hoje. Porém o que ele não come hoje, comerá acrescido amanhã. Porque só acumulando agora, sem nada desperdiçar comendo, se poderá progredir amanhã e sempre. O povão, hoje como ontem, sempre andou muito desconfiado de que jamais comerá depois de amanhã o feijão que deixou de comer anteontem. Mas as classes dominantes e seus competentes auxiliares, aí estão para convencer a todos – com pesquisas, programas e promoções – de que o importante é exportar, de que é indispensável e patriótico ter paciência, esperem um pouco, não sejam imediatistas. O bolo precisa crescer; sem um bolo maior – nos dizem o Delfim lá de Paris e o daqui – sem um bolo acrescido, este país estará perdido. É preciso um bolo respeitável, é indispensável uma poupança ponderável, uma acumulação milagrosa para que depois se faça, amanhã, prodigiosamente, a distribuição.
       
A classe dominante brasileira inscreve na Lei de Terras um juízo muito simples: a forma normal de obtenção da prioridade é a compra. Se você quer ser proprietário, deve comprar suas terras do Estado ou de quem quer que seja, que as possua a título legítimo. Comprar! É certo que estabelece generosamente uma exceção cartorial: o chamado usucapião. Se você puder provar, diante do escrivão competente, que ocupou continuadamente, por 10 ou 20 anos, um pedaço de terra, talvez consiga que o cartório o registre como de sua propriedade legítima. 
 
Como nenhum caboclo vai encontrar esse cartório, quase ninguém registrou jamais terra nenhuma por esta via. Em consequência, a boa terra não se dispersou e todas as terras alcançadas pelas fronteiras da civilização, foram competentemente apropriadas pelos antigos proprietários que, aquinhoados, puderam fazer de seus filhos e netos outros tantos fazendeiros latifundiários. Foi assim, brilhantemente, que a nossa classe dominante conseguiu duas coisas básicas: se assegurou a propriedade monopolística da terra para suas empresas agrárias, e assegurou que a população trabalharia docilmente para ela, porque só podia sair de uma fazenda para cair em outra fazenda igual, uma vez que em lugar nenhum conseguiria terras para ocupar e fazer suas pelo trabalho. A classe dominante norte-americana, menos previdente e quiçá mais ingênua, estabeleceu que a forma normal de obtenção de propriedade rural era a posse e a ocupação das terras por quem fosse para o Oeste – como se vê nos filmes de faroeste. Qualquer pioneiro podia demarcar cento e tantos acres e ali se instalar com a família, porque só o fato de morar e trabalhar a terra fazia propriedade sua. O resultado foi que lá multiplicou um imenso sistema de pequenas e médias propriedades que criou e generalizou para milhões de modestos granjeiros uma prosperidade geral. Geral mas medíocre, porque trabalhadas por seus próprios donos, sem nenhuma possibilidade de edificar Casas-grandes & Senzalas grandiosas como as nossas".

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/A-elite-reserva-ao-pais-o-mesmo-lugar-exortado-a-Presidenta/31150

A estupidez da oposição venezuelana chega ao Brasil

15.06.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 14.06.14

A política de participação instituída no Brasil não tem nada de bolivariano, mas a aversão contra ela tem tudo da estupidez típica da oposição venezuelana.


A direita está possessa e em pé de guerra contra a Política Nacional de Participação Social.

Para não dar o braço a torcer, não a chama por esse nome. Chama pelo apelido burocrático de Decreto 8.243, tendo em vista que a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) foram instituídos por este ato oficial, de 23 de maio de 2014.

A Política simplesmente determina que os órgãos públicos do Governo Federal tenham canais de participação para discutir e definir as políticas públicas; ouvir e responder críticas; manter o cidadão próximo da atividade governamental.

A política já existe faz tempo. O referido decreto só generaliza esses instrumentos que já estão à disposição.

A ideia de Estado democrático de Direito e de governo representativo é a de que os representantes são eleitos para fazerem o que os representados querem.

Para saber o que querem, é preciso que as pessoas sejam permanentemente consultadas, na medida do possível.

Toda a filosofia política democrática, desde os século XVIII (Rousseau) e XIX (Tocqueville, Stuart Mill) se assenta sobre essa ideia fundamental, tantas vezes considerada utópica e até ingênua.

Hoje em dia, com as novas tecnologias da informação e da comunicação, consultar é cada vez mais fácil, mais banal. Os governos, os parlamentos e o Judiciário só não o fazem se não quiserem.

Os governos já têm inúmeros conselhos, ouvidorias, conferências, audiências públicas.

A Câmara dos Deputados tem uma Comissão de Legislação Participativa. O Senado tem uma Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

O Congresso Nacional tem um  Conselho de Comunicação Social com representantes da "sociedade civil".

Mas, nas mãos de uma direita que prefere as tripas aos corações, "sociedade civil" tornou-se palavrão.

Para essa direita engasgada com a derrota em sucessivas eleições, a sociedade civil que não é de direita é sociedade servil.

É preciso estar com a cabeça muito envenenada para achar que a PNPS e o SNPS têm algo de fantasmagórico.

É preciso até uma deliberada perversidade para ver perversidade em um decreto que regulamenta e torna regra preceitos que estão na Constituição, como a participação popular e o controle social.

O detalhe que faz toda a diferença é que o Decreto é assinado por Dilma Rousseff.

Mesmo presidenta, Dilma não teria o direito de baixar um decreto que diz aos órgãos do Governo Federal como eles devem funcionar.

Mesmo tendo sido eleita para chefiar o Poder Executivo, Dilma não pode fazer nada que não esteja na lista de supermercado do neoliberalismo.

Mesmo tendo o direito de concorrer à reeleição estando em pleno exercício do cargo, ela não pode se meter a governar.

Para a direita, o fato de Dilma ter sido eleita é apenas um detalhe, pois democracia é quando um presidente  governa pedindo licença a uma minoria arrogante e autoritária.

Se Dilma baixar um decreto dizendo que rosas são vermelhas e violetas são azuis, será acusada de conclamar uma revolução, pela analogia floral à Revolução dos Cravos; de fazer apologia ao comunismo, por enaltecer o vermelho; e de mentir à população, pois violetas não são azuis - são, obviamente, roxas.

Para a direita, conselhos sociais e deliberativos são para quem pode, e não pra quem quer.

As grandes empresas têm conselhos, e são deliberativos. Já o Governo não pode chamar seu maior acionista: o povo.


Para alguns, os grandes acionistas de uma democracia são os financiadores de campanha.

A direita participa de conselhos governamentais pelo menos desde 1931, no Conselho Nacional do Café.

Os cafeicultores podiam aconselhar o Estado a financiar, com dinheiro público, o negócio dos próprios cafeicultores.

A direita não teve qualquer receio de participar do Conselho do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), responsável pela censura aos jornais, durante a ditadura do Estado Novo, mas acham um perigo ter conselhos em plena democracia.

Os direitistas amaldiçoam Hugo Chávez e Simón Bolívar, mas amam o defunto Carlos Lacerda, o corvo do golpismo.


Abominam o bolivarianismo, mas se inspiram no lacerdismo, essa obstinação em derrubar governos eleitos e em desmoralizar adversários tratando-os como párias.

A direita que segue tal "exemplo" deveria lavar a boca com sabão antes de pronunciar a palavra "democracia".

Quando fala em facismo, precisa se conter para não elevar o braço, involuntariamente, para a saudação romana.

Os que se insurgem contra o decreto são tão cheios de razão que precisam usar de mentiras para criticá-lo. Precisam suplementar, com seu raciocínio, artigos que não existem.

A política de participação social, instituída no Brasil, não tem nada de bolivariana, mas a oposição contra ela tem tudo da estupidez típica da oposição venezuelana.

A direita brasileira conseguiu trazer da Venezuela justamente aquilo que lá existe de pior.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/a-estupidez-da-oposicao-venezuelana.html

Elite rastaquera e boca suja reelegerá Dilma no 1º turno

15.06.2014
Do BLOG DO SARAIVA, 14.06.14



"Tal manifestação ruinosa poderá propiciar a definitiva redenção da presidente perante os brasileiros em geral e aos eleitores em particular. Pois a presidente foi vítima, acima de tudo de uma vil covardia

Lula Miranda, Brasil 247

"A baixaria e grosseria deselegantes, inomináveis e infames cometidas por parte da nossa "elite branca" ontem, no jogo de abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians, no bairro de Itaquera, na cidade de São Paulo, foi um episódio deplorável e a "prova dos nove" para aqueles que ainda tinham alguma esperança e atribuíam algum valor a essa parte insignificante, mas ruidosa e amplificada, daqueles integrantes de um grupo social que deveria servir como exemplo e liderar o país rumo às transformações e melhorias que precisam ser feitas urgentemente.

Explicando os termos, alcance e adjetivos: refiro-me a parte insignificante da nossa elite, pois desimportante, sem valor e representatividade na sociedade. Felizmente.

Porém, uma parte ínfima, ruidosa e amplificada porque conta com amplo apoio e repercussão dos grandes meios de comunicação, e de alguns maus jornalistas e colunistas, que se omitiram indesculpavelmente, e se esconderam à sombra da pusilanimidade ao não condenar peremptoriamente tamanha manifestação de intolerância e incivilidade.

A nossa elite rastaquera, quem diria, teve seu dia de Barra-Brava – sem querer faltar com o devido respeito à torcida argentina, famosa por sua intolerância e violência.

Mas, como todo gesto que mescla estupidez com grosseria, o tiro pode sair pela culatra – sem querer fazer aqui, ao me utilizar deste termo, qualquer ironia, referência ou alusão enviesada às imprecações dirigidas à presidente. Ou seja: aqueles que pretendiam afetar e ofender é que no fim foram ofendidos e afetados. O feitiço virou contra o feiticeiro.

Portanto, curioso é que, ao fim e a cabo, tal gesto poderá vir a ser a gota d'água que faltava para o povo brasileiro reeleger a presidente Dilma Rousseff no primeiro turno das eleições deste ano – como de resto apontam algumas pesquisas. Pois, diferente dessa parte desprezível de suas elites, o povo brasileiro é respeitador, generoso e sabe reconhecer e valorizar uma brasileira exemplar, que tem respeitável currículo e biografia, e que está inegavelmente empenhada em melhorar as condições de vida desse mesmo povo.

Ressalte-se aqui ainda a omissão, que flerta com a cumplicidade criminosa, dos editorialistas, colunistas e âncoras dos grandes veículos de comunicação, que deveriam condenar peremptoriamente, de modo exemplar, tão nefando episódio. Procurei hoje nos principais jornais uma coluna de opinião, uma que fosse, crítica ao ocorrido, inutilmente. Além do mais, já é por demais conhecida de todos, a opinião destes veículos acerca do governo Dilma. Estes mandam, diária, metafórica e desrespeitosamente, a presidente e seu partido tomar "naquele lugar". E, certamente, foi esta mesma a opinião, forjada dia-a-dia por esse consenso dos intolerantes, hipócritas e falsos moralistas, que reverberou no setor VIP das arquibancadas do Itaquerão.

Menção honrosa, justiça seja feita, aos jornalistas Kennedy Alencar, Juca Kfouri e Josias de Souza que, embora estejam há ano-luz de serem considerados petistas, ao contrário até, foram exemplares, honestos e éticos ao dar o tratamento que o assunto requeria/exigia.

Não bastava vaiar, tinha que xingar, ofender, em alto e bom som – chego ao paroxismo de imaginar e temer que, se a covardia atávica de alguns bem nascidos não fosse maior que o suposto ódio que simulam sentir, e se a oportunidade lhes fosse dada, teriam agredido e até linchado a presidente da República. Muitos parecem desejar isso no abismo de suas emoções e pensamentos sombrios, inconfessáveis.

Ouso inferir, reitero, portanto, para além do que sugere as aparências e os ruidosos impropérios, que tal manifestação ruinosa poderá propiciar a definitiva redenção da presidente perante os brasileiros em geral e aos eleitores em particular. Pois a presidente foi vítima, acima de tudo de uma vil covardia. E por quê? Por que supostamente faz um governo desastroso? Essa última suposição, além de guardar considerável e prudente distância da realidade, por si só justificaria tal atitude? Não, é claro.

Por que então? Por que era mulher? E porque as mulheres nesse pai ainda são utilizadas como bode expiatório ou válvula de escape para todo tipo de recalque, neurose ou violência?

Imagino que alguns eleitores, aqueles que ainda estavam em dúvida entre votar na dupla "Eduardo Campos & Marina" ou em Dilma Rousseff, boa parte destes agora tenderá a votar em Dilma, em repúdio a gesto tão grosseiro, virulento e infame. O mesmo, suspeito, poderá ocorrer com alguns eleitores que ainda não haviam definido seu voto e também, creio, com alguns que pretendiam anular o voto, não votar ou votar em branco.

Sem falar no novo gás que, inadvertidamente, conseguirão dar àqueles militantes do PT e do PCdoB que porventura estivessem apáticos, indiferentes ou cansados e sem muito ânimo para a campanha que se avizinha.

Estou certo que muitos, depois desse deplorável episódio, entrarão na campanha com uma vontade e com uma garra nunca antes vista neste país.

Dilma, muito provavelmente, depois dessa, se elegerá no primeiro turno. E é bem capaz de conduzir/carregar consigo alguns governadores do PT e dos demais partidos aliados.

Para a tristeza da turma do coro dos infames descontentes."

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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/06/elite-rastaquera-e-boca-suja-reelegera.html

Canalhice da elite bandida paulista ajudou Dilma eleitoralmente

15.06.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 14.06.14
Pra sabadear na Arena Corinthians, Itaquera, São Paulo
Rui Daher - Terra Magazine

Estava difícil de imaginar? Por acaso o evento não era programado acontecer no Estado mais conservador, mais paroquial, menos brasileiro, onde a meritocracia imigratória e o feudalismo do patronato rural se autoproclamaram locomotivas do País?

Ou já esqueceram do que vicejou politicamente por aqui? Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Paulo Maluf. Os raros intermezzos progressistas foram similares ao rinoceronte Cacareco que, nas eleições de 1959, foi o vereador mais votado.

Não foi em São Paulo que se pretendeu todo o empresariado no aeroporto, fugindo de um eventual governo que promovesse qualquer forma de inserção social?

Em 1964, a democracia não ficou a esperar o juramento do general Amaury Kruel de respeito à Constituição? Veio? 

Em que terras vocês acham que ainda marcha o cotidiano da Tradição, Família e Propriedade? O PSDB teria abandonado seus mais leves matizes de esquerda não tivesse percebido que somente à direita conquistaria o Estado e daqui o Planalto?

Como se faz nas escolinhas de futebol, em São Paulo se formam os principais craques que irão brilhar no time do ASEFC (Acordo Secular de Elites Ferrador Clube).

Algo esquizofrênico permeia a sociedade paulista. Ferrada, reclama e pede. Brindada, acha que mereceu, se vê exclusiva e cerra as portas para os que perderam o bonde.

“Eu estudei, eu trabalhei, eu formei meus filhos com muita luta, eu comprei meu carro”. Só você, certo? O Zé do Lote 14, em Nossa Senhora das Dores, no Agreste Sergipano, bobeou.

Dilma Rousseff lutou contra um Estado opressor, foi presa e torturada, passou por doença grave. Economista, ministra, foi eleita presidente na democracia e, através dela, garante ver-se diuturnamente criticada em sua gestão. Incomodar-se-ia de ser vaiada e xingada por plateia da ralé endinheirada desta província?

Dentre as autoproclamações paulistas está contar com os mais bem preparados aparelhos educacionais. O mais antigo e rápido processo de industrialização. Capitalismo financeiro em moldes potentes e modernos. 

Aqui se originou a franja mais significativa que comanda o Poder Executivo há quase 20 anos, por partidos aqui criados.

Pois, neste mesmo lugar, Arena Corinthians, Itaquera, São Paulo, essa força de grana, produção e cultura emburreceu e entregou, de mão beijada, apoio geral ao adversário que pretende destruir.

Merecem.  
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/canalhice-da-elite-bandida-paulista.html

FESTA LATINA NA COPA 2014: SOY LOCO POR TI, BRASIL!

15.06.2014
Do portal BRASIL247, 14.06.14

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/247_na_copa/143539/Festa-latina-na-Copa-2014-Soy-loco-por-ti-Brasil!.htm

Zona 30 em todas as ruas de Paris

15.06.2014
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 03.06.14

Zona 30
O Recife deve implantar a Zona 30 neste mês de junho no Bairro do Recife. A experiência nasceu na Alemanha na década de 1980 e ganha cada vez mais adaptos, como é o caso de Paris. Confira a reportagem abaixo do Portal do Trânsito.

A prefeita recém-eleita em Paris, Madame Anne Hidalgo, anunciou uma proposta revolucionária para a mobilidade urbana local. O projeto pretende reduzir a velocidade máxima de toda a cidade para 30 km/h. Se aprovada, a medida deve tornar o trânsito na cidade mais seguro e sustentável.
As alterações nas legislações de trânsito parisienses têm sido feitas há anos, principalmente no que diz respeito à restrição de carros em algumas vias. Os registros mostram um aumento na quantidade de zonas restritas a pedestres e, desde 2013, muitas localidades já tiveram a velocidade máxima reduzida.
Tornar o tráfego de carros mais lento tem reflexos em diversos outros meios de locomoção. Um dos exemplos disso é que os ciclistas têm mais segurança para pedalar e, dessa forma, novos ciclistas tendem a aparecer. Além disso, ocorre a redução de acidentes fatais e a população se sente mais disposta a ocupar as ruas e até mesmo trocar o carro por outra opção de transporte.
Outros benefícios que essa mudança pode trazer são: redução na dependência de combustíveis fósseis, que na França é importado; diminuição da poluição; qualidade de vida; melhor acessibilidade às empresas e comércios locais.
Um estudo divulgado no início deste ano pelo site dinamarquês Copenhagenize, mostra que a redução da velocidade máxima das vias para 30 km/h reduz as chances de acidentes fatais para apenas 10%. Quando o limite de velocidade está em 50 km/h, o percentual sobe para 80%.
Para Eric Britton, especialista em economia social e fundador do site World Streets e do Journal of World Transport Policy and Practice, a decisão da prefeita foi uma importante iniciativa política.
A proposta, nada conservadora, deve receber críticas de início, mas até o fim de seu primeiro mandato, Madame Anne Hidalgo pode ser capaz de fazer a mudanças necessárias para o aprimoramento da mobilidade urbana em Paris.
Fonte: Portal do Trânsito
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/2014/06/zona-30-em-todas-as-ruas-de-paris/