quarta-feira, 11 de junho de 2014

Participação popular: Veja recebe 25 respostas mas não publica nenhuma

11.06.2014
Do blog VI O MUNDO, 10.06.14
 
A piração leninista da Veja: o que eles fumaram?
 
Veja critica participação social, mas ignora esclarecimentos da Secretaria-Geral
 
10 de junho de 2014
 
 
A revista Veja publicou na edição desta semana, com data de 11/06/2014, editorial e matéria com muitos adjetivos e referências à história da União Soviética, a pretexto de criticar o decreto no. 8.243/2014, por meio do qual a presidenta Dilma Rousseff institui a Política Nacional de Participação Social. O editorial chega a caracterizar o decreto como “o mais ousado e direto ataque à democracia representativa em dez anos de poder petista no Brasil”.

10.06.2014 – Veja critica participação social, mas ignora esclarecimentos da Secretaria-Geral
 
A revista enviou, na quinta-feira passada, uma série de 25 perguntas à assessoria de comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República. As respostas, entretanto, não foram consideradas pelos redatores do semanário. Tudo indica que, quando não interessa à sua singular interpretação, a Veja não lê as respostas para suas perguntas. Se isso tivesse ocorrido, a revista teria se poupado de publicar erros grosseiros e evitado desinformar seus leitores. As respostas da Secretaria-Geral deixam claro que o decreto não cria nenhum novo conselho, nem invade as competências do Congresso Nacional, que é o responsável pela criação e pela legislação que disciplina os atuais 35 conselhos nacionais de participação social.
 
Para subsidiar o debate e corrigir os erros da revista, que além de não dar espaço ao “outro lado” em seus textos, também se recusa a publicar correções, publicamos a seguir as 25 perguntas da Veja e as respostas da Secretaria-Geral da Presidência da República.
 
A respeito do decreto 8.243 assinado pela presidente Dilma Rousseff:
 
 1) VEJA: Quantos Conselhos de Políticas Públicas serão criados a partir do decreto 8.243?
 
Secretaria-Geral: O Decreto 8.243 não cria nenhum conselho. Ele estabelece diretrizes básicas para orientar a eventual criação de novos conselhos. Os 35 conselhos nacionais que já existem permanecem com suas estruturas atuais e poderão vir a se adequar às diretrizes do Decreto, caso seja constatada essa necessidade.
 
2) VEJA: Os conselhos são deliberativos ou consultivos?
 
Secretaria-Geral: Depende da natureza do conselho. Podem ser exclusivamente deliberativos ou consultivos, ou ainda concomitantemente deliberativos ou consultivos. Ou seja, podem deliberar sobre parte da política a que se referem, sendo consultivos em relação ao restante.
 
3) VEJA: O decreto fala que podem participar dos conselhos “cidadão, coletivos, movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Que critérios serão adotados para realizar a seleção dos integrantes do conselho na sociedade civil?
 
Secretaria-Geral: Os representantes da sociedade civil são selecionados conforme as regras específicas de cada conselho, definidas em seu ato de criação que, na totalidade dos conselhos, é decorrente, direta ou indiretamente, de leis debatidas e aprovadas pelo Congresso Nacional.
 
4) VEJA: Quem define os movimentos sociais que participarão?
 
Secretaria-Geral: Cada conselho tem definição própria, que decorre, direta ou indiretamente, de legislação de responsabilidade do Congresso Nacional.
 
5) VEJA: Independentemente de partido, o que impede que os conselhos previstos no decreto se tornem braços políticos dentro do governo?
 
Secretaria-Geral: A representação da sociedade civil nos conselhos reflete a diversidade política das organizações e movimentos que atuam em cada setor. Não há ingerência do Executivo na definição dos representantes da sociedade nos conselhos, não havendo registro de nenhuma contestação ou denúncia desse tipo de interferência.
 
6) VEJA: O que é “movimento social não institucionalizado” para efeitos do decreto?
 
Secretaria-Geral: São movimentos que, apesar de atuarem coletivamente, não se constituíram como pessoa jurídica nos termos da lei.
 
7) VEJA: O que são “grupos sociais historicamente excluídos e aos vulneráveis” para efeitos do decreto?
 
Secretaria-Geral: Aqueles que se encontram em situação de desvantagem em cada um dos casos referidos no art. 3º da Constituição Federal.
 
8) VEJA: O decreto fala em assegurar a “garantia da diversidade entre os representantes da sociedade civil” nos conselhos. Como isso será feito na prática?
Secretaria-Geral: Procurando, de acordo com as regras de cada conselho, garantir oportunidade de participação do maior número possível de segmentos sociais que atuam no âmbito de cada política pública
 
9) VEJA: O decreto fala em estabelecer “critérios transparentes de escolha dos membros” dos conselhos. Como isso será feito na prática?
 
Secretaria-Geral: A transparência é assegurada pela observação dos critérios do ato de criação de cada conselho, pela publicização prévia dos editais de convocação dos processos seletivos e pela fiscalização de critérios democráticos pelos próprios movimentos e organizações que atuam em cada política.
 
10) VEJA: O decreto fala na “definição, com consulta prévia à sociedade civil, das atribuições, competências e natureza” dos conselhos. Os conselhos não têm atribuições definidas?
 
Secretaria-Geral: Obviamente, os conselhos que já existem têm atribuições definidas, direta ou indiretamente, pelo Congresso Nacional. A diretriz citada de consulta prévia é uma orientação para a eventual criação de novos conselhos.
 
11) VEJA: Os conselhos tratados no decreto podem ter quantas e quais atribuições?
Secretaria-Geral: Quantas e quais forem necessárias para exercer seu papel, o que é definido pelas normas específicas de cada política.
 
12) VEJA: O artigo 5 do decreto determina que “os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta deverão, respeitadas as especificidades de cada caso, considerar as instâncias e os mecanismos de participação social, previstos neste Decreto, para a formulação, a execução, o monitoramento e a avaliação de seus programas e políticas públicas”. Todos os órgãos serão obrigados a incluir os conselhos na elaboração da sua agenda de trabalho?
 
Secretaria-Geral: Obviamente, a maior parte dos órgãos da Administração Pública Federal não tem necessidade de ter seu conselho próprio. Entretanto, grande parte dos órgãos públicos pode recorrer às instâncias ou mecanismos de participação para orientar ou avaliar suas ações de grande impacto para a sociedade.
 
13) VEJA: Os conselhos são deliberativos ou consultivos?
 
Secretaria-Geral: Idem à resposta da pergunta 2.
 
14) VEJA: Os conselhos têm poder de impor uma agenda ao órgão a que estão vinculados?
 
Secretaria-Geral: A relação dos conselhos com os órgãos com os quais estão vinculados varia conforme cada política pública e é definida pelo seu ato de criação, determinado, direta ou indiretamente, pelo Congresso Nacional.
 
15) VEJA: Quanto à ressalva “respeitadas as especificidades de cada caso”, o gestor de cada órgão terá autonomia para decidir quando ouvir e “considerar” as posições do conselho na “formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas”? O que acontece com o órgão que desrespeitar o artigo 5?
 
Secretaria-Geral: Essa ressalva diz respeito exatamente às definições específicas da abrangência e natureza de atuação de cada conselho, definida, direta ou indiretamente, por legislação de responsabilidade do Congresso Nacional.
 
16) VEJA: O “controle social” é uma das diretrizes da PNPS. Para efeitos do decreto, o que é controle social?
 
Secretaria-Geral: É o controle exercido pela sociedade sobre os governantes, com fundamento no art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal. É a garantia para a sociedade do acesso à informação, à transparência e à possibilidade de influir nas ações governamentais.
 
17) VEJA: O decreto fala em “reorganização dos conselhos já constituídos”. O decreto muda o funcionamento dos conselhos que já existem? Quais são as mudanças?
 
Secretaria-Geral: Não. O decreto não determina nenhuma mudança no funcionamento dos conselhos. Ele estimula a articulação dos conselhos no Sistema Nacional de Participação Social.
 
18) VEJA: O decreto da PNPS tem o objetivo de “aprimorar a relação do governo federal com a sociedade civil”. O que isso quer dizer na prática?
 
Secretaria-Geral: Quer dizer que a ampliação do uso dos mecanismos de participação social permitirá a identificação mais rápida de problemas e um maior grau de acerto na tomada de decisões por parte do governo.
 
19) VEJA: O decreto fala em “desenvolver mecanismos de participação social nas etapas do ciclo de planejamento e orçamento” do governo. Que tipo de mecanismos? Como se daria essa participação social no planejamento e orçamento do governo?
 
Secretaria-Geral: Essa participação já acontece e é determinada, inclusive, pelo artigo 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Em 2013 e 2014 foram realizadas consultas e audiências públicas no processo de elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual. Essas ações foram coordenadas pelo Fórum Interconselhos, que existe desde 2011. Essa iniciativa de participação no processo orçamentário foi premiada pela ONU como uma das melhores práticas inovadoras de participação social do mundo.
 
20) VEJA: Os atuais conselhos não têm participação social no planejamento e orçamento do governo?
 
Secretaria-Geral: Além da experiência já mencionada do Fórum Interconselhos, cada conselho influi no planejamento e orçamento do governo a partir da contribuição que dá para a política setorial de sua área.
 
21) VEJA: Quais os critérios de escolha dos integrantes do Sistema Nacional de Participação Social?
 
Secretaria-Geral: O Sistema Nacional de Participação Social será constituído pela articulação das instâncias e mecanismos de participação já consolidados.
 
22) VEJA: Quais os critérios de escolha dos integrantes do Comitê Governamental de Participação Social?
 
Secretaria-Geral: O CGPS será composto, paritariamente, por representantes do governo e da sociedade. O critério fundamental será o da capacidade de contribuir com os objetivos da Política Nacional de Participação Social. A representação da sociedade utilizará critérios que assegurem a autonomia dessa escolha.
 
23) VEJA: Independentemente de partido, o que impede que as comissões de políticas públicas previstas no decreto se tornem braços políticos dentro do governo?
 
Secretaria-Geral: Idem à resposta da pergunta 5.
 
24) VEJA: Quem decide que órgãos da administração pública federal serão obrigados a ter conselhos de participação social?
 
Secretaria-Geral: Fundamentalmente, o Congresso Nacional, como já acontece, podendo ele delegar essa criação ao Executivo. O decreto não obriga nenhum órgão da Administração Pública Federal a ter conselhos.
 
25) VEJA: A título de exemplo, com esse decreto, o Dnit terá de criar um Conselhos de Políticas Públicas e ouvir a sociedade civil antes de planejar uma duplicação de estrada?
 
Secretaria-Geral: Como já dito, o decreto não obriga nenhum órgão a criar conselhos. Isso também se aplica ao Dnit. Entretanto, como já acontece, o Dnit já realiza inúmeras audiências públicas para que a sociedade civil se manifeste sobre impactos sociais ou ambientais de suas obras.
 
Leia também:
 
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/participacao-popular-veja-faz-25-perguntas-recebe-25-respostas-mas-nao-publica-nenhuma.html

Dilma chuta a bunda dos vira-latas em rede nacional

11.06.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 10.06.14
 
Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff exibido em cadeia nacional de TV e rádio, nesta terça-feira (10), pela realização da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014.
 

 Minhas amigas e meus amigos,
 
 A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil, acompanhando a maior Copa da história.
 
 Pelo menos 3 bilhões de pessoas vão se deixar fascinar pela arte das 32 melhores seleções de futebol do planeta.
 
 Para o Brasil, sediar a Copa do Mundo é motivo de satisfação, de alegria e de orgulho.
 
 Em nome do povo brasileiro, saúdo a todos que estão chegando para esta que será, também, a Copa pela paz e contra o racismo;
 
 a Copa pela inclusão e contra todas as formas de violência e preconceito;
 
 a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento.
 
 A Seleção Brasileira é a única que disputou todas as Copas do Mundo realizadas até hoje.
 Em todos os países, sempre fomos muito bem recebidos.
 
 Vamos retribuir, agora, a generosidade com que sempre fomos tratados, recebendo calorosamente quem nos visita.
 
 Tenho certeza de que, nas 12 cidades-sede, os visitantes irão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro, e se impressionar com um país cheio de belezas naturais e que luta, dia a dia, para se tornar menos desigual.
 
 Amigos de todo o mundo: cheguem em paz!

 O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês.
 Brasileiras e Brasileiros,
 
 Para qualquer país, organizar uma Copa é como disputar uma partida suada - e muitas vezes sofrida.
 
 Com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis.
 
 Mas o resultado e a celebração final valem o esforço.
 
 O Brasil venceu os principais obstáculos e está preparado para a Copa, dentro e fora do campo.
 
 Para que esta vitória seja ainda mais completa é fundamental que todos os brasileiros tenham uma noção correta de tudo que aconteceu.
 
 Uma visão sem falso triunfalismo, mas também sem derrotismo ou distorções.
 
 Como se diz na linguagem do futebol: treino é treino, jogo é jogo.
 
 No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo.
 
 Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca.
 
 Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios.
 
 Os estádios estão aí, prontos.
 
 Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos.
 
 Praticamente, dobramos a capacidade dos nossos aeroportos.
 
 Eles estão prontos para atender quem vier nos visitar; prontos para dar conforto a milhões de brasileiros.
 
 Chegaram a dizer que iria haver racionamento de energia. Quero garantir a vocês: não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela.
 
 O nosso sistema elétrico é robusto, é seguro, pois trabalhamos muito para isso.
 
 Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!
 
 Além das grandes obras físicas e da infraestrutura, estamos entregando um sistema de segurança capaz de proteger a todos, capaz de garantir o direito da imensa maioria dos brasileiros e dos nossos visitantes que querem assistir os jogos da Copa.
 
 Estamos entregando, também, um moderno sistema de comunicação e transmissão que reúne o que há de mais avançado em tecnologia, incluindo redes de fibra ótica e equipamentos de última geração, em todas as 12 sedes.
 
 Minhas amigas e meus amigos,
 
 A Copa apressou obras e serviços que já estavam previstos no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.
 
 Construímos, ampliamos ou reformamos aeroportos, portos, avenidas, viadutos, pontes, vias de trânsito rápido e avançados sistemas de transporte público.
 Fizemos isso, em primeiro lugar, para os brasileiros.
 
 Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs e os estádios, não voltarão na mala dos turistas.
 
 Ficarão aqui, beneficiando a todos nós.
 
 Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida.
 
 Os novos aeroportos não eram necessários apenas para receber os turistas na Copa.
 
 Com o aumento do emprego e da renda, o número de passageiros mais que triplicou nos últimos dez anos: de 33milhões em 2003, saltamos para 113 milhões de passageiros no ano passado, e devemos chegar a 200 milhões em 2020.
 
 Por isso, precisávamos modernizar nossos aeroportos para, acima de tudo, melhorar o dia-a-dia dos brasileiros que,cada vez mais, viajam de avião.
 
 Agora também temos estádios modernos e confortáveis, de Norte a Sul do país, à altura do nosso futebol e dos nossostorcedores.
 
 Além de servir ao futebol, serão estádios multiuso: vão funcionar também, como centros comerciais, de negócios e de lazer, e palcos de shows e festas populares.
 Minhas amigas e meus amigos,
 
 Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação.
 
 Escuto e respeito essas opiniões, mas não concordo com elas. Trata-se de um falso dilema.
 
 Só para ficar em uma comparação: os investimentos nos estádios, construídos em parte com financiamento dos bancos públicos federais, e em parte com recursos dos governos estaduais e das empresas privadas, somaram 8 bilhões de reais.
 
 Desde 2010, quando começaram as obras dos estádios, até 2013, o governo federal, os estados e municípios investiram cerca de 1 trilhão e 700 bilhões de reais em educação e saúde. Repito, 1 trilhão e 700 bilhões de reais.
 
 Ou seja : no mesmo período, o valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o valor investido nos estádios.
 
 Vale lembrar, ainda, que os orçamentos da saúde e da educação estão entre os que mais cresceram no meu governo.
 
 É preciso olhar os dois lados da moeda.
 
 A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país.
 É fator de desenvolvimento econômico e social.
 
 Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos.
 
 De uma coisa não tenham dúvida: as contas da Copa estão sendo analisadas, minuciosamente, pelos órgãos de fiscalização.

 Se ficar provada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos com o máximo rigor.
 
 Minhas amigas e meus amigos,
 
 O Brasil que recebe esta Copa é muito diferente daquele país que, em 1950, recebeu sua primeira Copa.
 
 Hoje, somos a 7ª economia do planeta e líderes, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio.
 
 Nos últimos anos, nosso país promoveu um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, de aumento do nível de emprego e de inclusão social.
 
 Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria.
 
 Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia jovem, dinâmica e pujante.
 
 Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas.
 
 Instituições que nos respaldam tanto para garantir a liberdade de manifestação como para coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie.
 
 Meus queridos jogadores e querida Comissão Técnica,
 
 Debaixo da camisa verde-amarela, vocês materializam um poderoso patrimônio do povo brasileiro.
 
 A Seleção representa a nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo.
 
 Por isso, vocês merecem que um dos legados desta Copa seja, também, a modernização da nossa estrutura do futebol e das relações que regem nosso esporte.
 
 O Brasil precisa retribuir a vocês, e a todos os desportistas, tudo o que vocês têm feito por nosso povo e por nosso país.
 
 O povo brasileiro ama e confia em sua Seleção.
 
 Estamos todos juntos para o que der e vier.
 
 Viva a Paz!

 Viva a Copa!

 Viva o Brasil!

 
 Obrigada e Boa Noite.
 
*****
Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/dilma-chuta-bunda-dos-vira-latas-em.html

O bonde errado do STF

11.06.2014
Do blog MEGACIDADANIA, 03.06.14
 
O bonde errado do STFCom a oficialização da precoce saída de Joaquim Barbosa do STF, nossa democracia se vê diante de um grande desafio, como restabelecer a confiança em sua corte suprema.

Afirmamos que é tarefa de nossa democracia, pois se trata de tema que requer, de todos os que defendem o estado democrático de direito, a máxima atenção.

Não temos dúvida alguma que a própria corte, com seus onze integrantes, saberá conduzi-la com o decoro adequado, em contraposição aos arroubos tresloucados de Barbosa, mas é pouco para o que se constatou de aberrações e ilegalidades na condução da AP 470.

Por isso, que é tarefa de todos e não apenas dos onze integrantes da corte, a reforma de nosso modelo de judiciário (aí incluído o Ministério Público). 
Sugerimos a releitura do post: Criar a Corte Constitucional PARA AREJAR A CÚPULA DO JUDICIÁRIO (clique aqui).

A imagem desta postagem retrata as principais personagens do ardiloso julgamento, já amplamente esmiuçado aqui mesmo neste blog. Em rápida busca é possível localizar todos os documentos que comprovam a desfaçatez travestida de legalidade com que foi e é conduzido o martírio dos injustiçados.

O tema AP 470, inexoravelmente, será usado nas eleições que se avizinham. E JB será utilizado midiaticamente para acuar a corte quando esta for apreciar questões referentes aos apenados. E isto se dará em plena campanha, por volta de setembro deste ano. Um bom exemplo é o HC de Dirceu.

É tarefa política se construir condições para que o parlamento conceda anistia a todos que foram vitimados pelo estilo justiceiro de Barbosa.
A seguir transcrevemos artigo do jornalista Ricardo Melo publicado na Folha SP (clique aqui).

*

RICARDO MELO

Já vai tarde

Alguém poderia citar uma medida da gestão Barbosa que tenha servido ao povo contra os poderosos?

Um desastre. Se considerada à luz dos fatos, essa é a forma de encarar a gestão de Joaquim Barbosa como presidente do Supremo Tribunal Federal.

Para não dar muito na vista, mesmo os que enaltecem esse período destilam críticas laterais ao ministro que vai se aposentar. Tinha temperamento instável, era ríspido com os adversários, não suportava críticas. Fossem esses os problemas da gestão de Barbosa, só teríamos a comemorar.

Mas não é disso que se trata. Sob sua batuta, o Supremo Tribunal Federal cometeu indecências renegadas até por juristas absolutamente insuspeitos de serem de situação ou oposição.

A lista de despautérios é imensa. Algumas: a recusa em adicionar como prova ao processo do mensalão o inquérito 2474, que jogava por terra boa parte das "provas" apresentadas contra os acusados. A admissão, em público, de que ampliou penas artificialmente para prejudicar réus. A aceitação de um julgamento que misturava ao mesmo tempo acusados atingidos pelo chamado foro privilegiado com réus com direito a tramitação em instâncias inferiores ao STF --maiores esclarecimentos com Eduardo Azeredo, do PSDB, símbolo do mensalão mineiro.

A maior das extravagâncias talvez tenha sido a adoção do escândalo jurídico apelidado de domínio do fato.

Primeiro, pela covardia. Se é para condenar alguém pela ação penal 470 porque, se não sabia, deveria saber --traduzindo em miúdos, o sujeito é culpado até que prove sua inocência, o inverso do Direito mais elementar--, o primeiro réu a ser arrolado deveria ser o então presidente Lula. Mas cadê coragem? O Torquemada nacional refugou.

Depois, pelo oportunismo: a transformar-se em jurisprudência, o domínio do fato colocaria na cadeia gente como Silvio Santos (como não sabia que o banco dele tinha um rombo de mais de R$ 4 bilhões?), Fernando Henrique Cardoso (como ignorava que sua reeleição fora comprada a céu aberto, fato registrado em gravações?), empreiteiros de diversos sobrenomes (que história é essa de desconhecer doações milionárias em troca de favorecimento em licitações?) etc. etc.

Tamanhos absurdos são muito mais importantes que o apego midiático demonstrado por Barbosa. A caravana aérea dos condenados na ação penal 470, a insistência em manter José Dirceu trancafiado, as investidas contra José Genoino ""tudo isso é apenas cortina de fumaça.

Ao comunicar seu afastamento, Barbosa afirmou: "Esse assunto está completamente superado. Sai da minha vida a ação penal 470 e espero que saia da vida de vocês. Chega desse assunto".

Nada disso, pelo contrário. A melhor coisa que o STF tem a fazer para resgatar alguma credibilidade é realizar a autópsia desse período em que a noção de Justiça foi trocada pela de justiçamento. A propósito: alguém poderia citar numa tacada só uma única medida do Supremo nestes anos de gestão Barbosa que tenha de fato servido ao povo contra os poderosos?
 
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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/o-bonde-errado-do-stf/

TIRANO, JB EXPULSA DO STF ADVOGADO DE GENOINO

11.06.2014
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/143186/Tirano-JB-expulsa-do-STF-advogado-de-Genoino.htm