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sábado, 7 de junho de 2014

Tribunal de Justiça de Minas livra mais um mensaleiro tucano da cadeia

31.05.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA,30.05.14

A 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas determi­nou a prescrição da acusação no mensalão tucano contra Cláu­dio Mourão, tesoureiro da cam­panha à reeleição do então go­vernador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.

A Justiça acatou anteontem o pedido da defesa de Mourão, que completou 70 anos em abril e requereu a chamada extinção da punibilidade por prescrição. A decisão será publicada hoje.
Mourão foi denunciado pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro no esquema de arreca­dação ilegal de recursos para a campanha de Azeredo, confor­me a acusação formal da Procuradoria-Geral da República.

Os crimes prescrevem após 16 anos entre a ocorrência dos fatos (1998) e o acolhimento da denúncia (2010), mas quando o réu completa 70 anos esse pra­zo cai para a metade.

'Direito'. O Ministério Público deu parecer favorável ao pedi­do de Mourão. . O proces­so para ele está encerrado", afir­mou o advogado Antonio Velloso Neto, responsável pela defe­sa do ex-tesoureiro. "Acho que quem fez 70 anos merece des­cansar, tirar essa preocupação do dia a dia." A Justiça já havia concedido em janeiro o benefício ao ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que também usou a prerrogativa para se livrar do proces­so na Justiça estadual.

A denúncia do mensalão tucano foi apresentada em 2008 pela Procuradoria-Geral da Re­pública, dez anos após os fatos. A acusação sustenta que R$ 3,5 milhões de empresas estatais mineiras foram desviados para a campanha do tucano, que não se reelegeu - ele foi derrotado por Itamar Franco.

Azeredo  renunciou ao mandato de deputa­do federal após o procurador- geral da República, Rodrigo Janot, pedir ao Supremo Tribunal Federal que ele seja condenado a 22 anos de prisão. O STF deci­diu que Azeredo, sem direito ao foro privilegiado, seja julgado agora na primeira instância.

Atualmente, apenas o sena­dor Clésio Andrade (PMDB- MG) é réu em ação penal que tramita no Supremo por fatos relacionados ao mensalão mi­neiro. Estadão
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/05/tribunal-de-justica-de-minas-livra-mais.html

Zé Aníbal está envolvido no propinoduto tucano, diz ministro do STF

07.06.2014
Do blog ESCREVINHADOR, 06.06.14

Da Folha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, afirmou que o depoimento de um ex-diretor da Siemens aponta “indícios do envolvimento” dos deputados federais José Aníbal (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM) no esquema de pagamento de propinas do cartel de trens em São Paulo e decidiu manter os congressistas no inquérito do caso.

Em despacho de segunda-feira (2), o ministro excluiu da investigação do STF o senador Aloysio Nunes (PSDB) e Arnaldo Jardim (PPS) por entender que não há indícios suficientes contra eles nas apurações sobre o cartel.

Segundo Mello, o “colaborador X” apontou os nomes de Aníbal e Garcia como envolvidos no esquema de suborno. O depoente “X” é o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, que delatou o cartel de trens ao governo federal em maio de 2013.

“Vê-se que, nas declarações, há indícios do envolvimento dos requerentes Rodrigo Garcia e José Aníbal. É cedo, muito cedo, para chegar-se a conclusão a respeito da participação, ou não, dos citados parlamentares. Por ora, é suficiente ao aprofundamento das investigações o que declarado pelo colaborador ‘x”, segundo a decisão judicial.

Editoria de Arte/Folhapress
Para o prosseguimento das investigações, o ministro determinou ainda o depoimento do presidente da estatal de trens CPTM Mário Bandeira, do ex-diretor da CPTM Antonio Kanji Hoshikawa, de Silvio Ranciaro, aliado político de Aníbal, e Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes de São Paulo.

Alexandre de Moraes, advogado de Garcia, diz ter gostado da decisão do ministro porque indefere os pedidos de cooperação internacional. “O único indício existente até agora [do recebimento de propina] é a delação. Esse inquérito vai ser arquivado porque as testemunhas não vão confirmar nada do que o delator disse. Elas já fizeram isso em depoimentos no Ministério Público”.

Moraes afirma que vai pedir a acareação de Garcia com o ex-executivo da Siemens que o acusou de ter recebido propina. O advogado também vai solicitar urgência ao Supremo para que o inquérito acabe antes das eleições. Garcia é candidato a deputado federal pelo DEM.

Folha procurou o deputado José Aníbal, mas nem ele nem sua assessoria não haviam se manifestaram até este momento. Em pronunciamentos anteriores, Aníbal refutou com veemência que tenha recebido qualquer tipo de comissão para ajudar a empresas que fornecem para o Metrô e a CPTM. Ele classificou o delator do esquema de “bandido”.
Leia outros textos de Plenos Poderes
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/ze-anibal-esta-envolvido-no-propinoduto-diz-ministro-do-stf.html#more-30033

Governo da Colômbia e Farc criarão comissão da verdade

07.06.2014
Do portal da BBC BRASIL
Por  Ivan Marquez (AP)

Ivan Marquez (AP)
Com o anúncio feito Ivan Marquez, das Farc, grupo reconheceu responsabilidade por vítimas do conflito

O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) concordaram em criar uma comissão da verdade para investigar as mortes de milhares de pessoas ao longo de cinco décadas de conflito no país.

A decisão veio em meio às conversas de paz entre os dois lados, realizadas neste momento em Cuba.

Também serão ouvidas pessoas afetadas pelo conflito e familiares de vítimas, para que elas expliquem quais são duas demandas e compartilhem suas experiências.
O anúncio foi considerado um passo importante rumo à paz.

Militar colombiano (AFP)
Conflito com rebeldes dura cinco décadas

'Direitos inegociáveis'

Estima-se que 220 mil pessoas tenham morrido em meio ao conflito. "Os direitos da vítimas são inegociáveis", disse um comunicado sobre a decisão divulgado na capital cuban, Havana.

O documento estabelece dez pontos como a base para as discussões em novas rodadas de negociações.

Diz que "as vítimas devem ser reconhecidas não só por esta posição de vítimas, mas como cidadãos com direitos".

As "vítimas de abusos de direitos humanos" têm o direito à verdade, justiça, compensação e garantias de que estas violações nunca mais ocorrerão.

Momento histórico

O reconhecimento por parte das Farc que existem vítimas do conflito foi vista na Colômbia como um momento histórico, diz Arturo Wallace, da BBC em Bogotá.

O rebeldes e o governo haviam negado até o momento que teriam ocorrido abusos de direitos humanos e se culpavam mutuamente pelas mortes e pelas 3 milhões de pessoas que tiveram de se mudar por causa do conflito.

"Hoje é um dia especial. O dia das vítimas chegou. Demos um grande passo. O processo em Havana não simplesmente uma conversa a portas fechadas sobre o conflito", diz o negociador do governo, Humberto de la Calle. "A cada dia estamos mais próximos da paz."

Santos e Zuluaga (AP/Reuters)
Zuluaga (esq.) e Santos disputarão a presidência

Paz e impunidade

O processo de paz iniciado pelo presidente Juan Manuel Santos em 2012 é um dos temas mais controversos dos debates travados às vésperas das eleições presidenciais colombianas, marcadas para este domingo.

Santos prometeu dar continuidade à negociação com os rebeldes se for eleito para um segundo mandato.

Seu adversário na disputa, o candidato de direita Oscar Ivan Zuluaga, inicialmente havia dito que daria fim às conversas.

Mas agora afirma que o governo deve seguir em frente com elas caso as Farc aceitem condições mais duras.

"Não haverá paz com impunidade", disse Zuluaga.

Para muitos, as eleições serão um referendo quanto à validade do processo de paz, diz Wallace, da BBC.

Notícias relacionadas

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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/06/140607_colombia_comissao_verdade_rb.shtml

Copa é pretexto, tudo é política e objetivo é eleição

07.06.2014
Do blog BALAIO DO KOTSCHO
Por Ricardo Kotscho
2k8msgow46 9gbf119t42 file Copa é pretexto, tudo é política e objetivo é eleição
Engana-se quem pensar que as greves selvagens, os protestos violentos e a baderna em geral vão parar depois da Copa. Toda a questão é política e o principal objetivo é impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff. De um ano para cá, desde as tais "jornadas de junho", interesses variados se uniram para mostrar que a situação fugiu do controle nas ruas e nos fundamentos econômicos, provocando o caos nas grandes cidades, criando um clima de medo e revolta na população.
Se você repete todo dia que tudo vai mal e, depois, vai fazer uma pesquisa perguntando como estão as coisas, claro que a maioria vai dizer que as coisas vão mal. Se você só mostra problemas no governo federal e omite ou minimiza os desmandos na administração estadual, a maioria vai dizer que a presidente vai mal e o governador está muito bem.
Desta vez, o Partido da Mídia está muito mais organizado do que nas eleições anteriores, preparou-se para o tudo ou nada, unido como nunca no Instituto Millenium, e já começa a colher os frutos, como mostram as últimas pesquisas que ela própria promove.
São as tais profecias que se auto realizam e não deveriam surpreender ninguém os últimos números divulgados pelo Datafolha, mostrando a queda de Dilma em direção ao piso de popularidade de junho do ano passado, no auge das manifestações, enquanto os índices do governador Geraldo Alckmin se mantém impávidos rumo à reeleição. A culpa de tudo, como se lê no noticiário e ouve nas ruas, é do governo federal.
Claro que nada disso teria o mesmo resultado negativo para a situação e positivo para a oposição se a economia estivesse indo bem. Aí juntou a fome com a vontade de comer: deixando todos os flancos abertos na economia, sem mostrar nenhuma capacidade de reação, o governo Dilma é como aqueles times que recuam para garantir o resultado e pedem para tomar um gol. Acabam tomando.
Não é que a mídia tenha recuperado seu velho poder, mas parece óbvio que agora as condições concretas lhe são muito mais favoráveis para acabar com a hegemonia petista. Os gastos desnecessários ou superfaturados com a organização da Copa serviram apenas de pretexto para as turmas do passe livre, dos sem-teto revolucionários ou dos chantagistas sindicais, que agora resolveram reivindicar tudo de uma vez, colocando o governo contra a parede.
Depende, é claro, de qual governo estamos falando. Se a greve é dos motoristas que abandonam os ônibus atravessados no meio das ruas, um problema municipal, a Polícia Militar fica só assistindo, sem importunar ninguém. Mas se a greve é dos metroviários, um problema estadual, a mesma polícia tem ordens para baixar o cacete e acabar com os piquetes nas estações.
Este é o jogo e só não vê quem não quer ou tem algum interesse no resultado.
Em tempo: como a Copa está para começar e a política já entrou em obsequioso recesso, vou aproveitar para dar uma folga aos leitores nas próximas duas semanas, deixando o campo livre para meus colegas do esporte. Até a volta.
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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/06/07/copa-e-pretexto-tudo-e-politica-e-objetivo-e-eleicao/

LULA E A LEY DE MEDIOS. MEA CULPA, MEA MAXIMA CULPA

07.06.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Bernardão: um forrózinho aqui, um pagode acolá e fica tudo como está !

Sugestão da amiga navegante Rô no Facebook do C Af


No empolgante discurso – “eles têm complexo de vira-lata” – que fez nesta sexta-feira, em Porto Alegre, em defesa das candidaturas de Dilma, Tarso Genro e Olivio Dutra (ao Senado – que boa notícia !), Lula voltou a tratar da Globo e do PiG (*).

Disse que vive uma angústia.

Angustia pela forma como o PiG e a Globo Overseas tratam a Dilma.

O povo não sabe 30%  das realizações do Governo Dilma – ele calcula.

O filho do Felipe, ex-prefeito de Diadema, tem 20 anos, e o filho do professor Luizinho tem 17.

Lula conversou com os dois e viu que eles não sabem “absolutamente nada das transformações que foram feitas nos últimos 12 anos !”

Tem algo de errado, continuou Lula, nesse processo premeditado, esse desejo mortal de desqualificar a Dilma.

Que contaminou publicações estrangeiras, como a Economist, citou o Lula.

“Tem algo de errado !”, disse ele.

O que ?

Ele respondeu:

“Nós não trabalhamos a questão de comunicação !”

“Nós”, quem, cara pálida, perguntaria o próprio Lula.

Ele !

E a Dilma !

E o PT !

Todos juntos cometeram o grave erro político de não enfrentar, institucionalmente, o PiG (*) e a Globo.

Por que ?

Porque a “a correlação de forças” não deixava – é o que diziam e dizem.

Quem precisa de uma Ley de Medios não são o Lula, a Dilma e o PT !

Quem precisa de uma Ley de Medios é a Democracia brasileira !

E a Dilma ?

A Dilma falou em seguida – clique aqui para ler “a verdade vai vencer a mentira”.

Deu umas pauladas anônimas no PiG ao relacionar as “provas” de que não ia ter Copa.

Nem citou a Veja, o detrito sólido de maré baixa – que está à venda, como se sabe – : disse na capa que os estádios só ficariam prontos em 2038.

Quem falou “foi a Veja !”  foi alguém da plateia.

A Dilma, enfim !, já defendeu a Ley de Medios.

Mas, mas, mas, seu ministro Plim-Plim (ou será Trim-Trim), o Bernardo, já deu uma suculenta entrevista ao PiG cheiroso para detonar a Ley de Medios da Dilma: basta um forrozinho aqui, um pagode acolá e fica tudo como está !

Para que a verdade vença a mentira, Dilma previu que o horário eleitoral gratuito – quando terá o dobro do tempo dos adversários – mudará o jogo.

Muito pouco, muito tarde.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/06/07/lula-e-a-ley-de-medios-mea-culpa-mea-maxima-culpa/

AS FALHAS DA 'FOLHA': COLABORACIONISMO

07.06.2014
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 13.08.2011
Por Celso Lungaretti
O marechal Pétain, pelo menos, havia sido
herói antes de se tornar colaboracionista
Há alguns meses, Suzana Singer, a ombudsman da Folha de S. Paulo, levantou um assunto muito interessante, ao escrever sobre o caderno comemorativo da última efeméride do jornal da ditabranda:
"É verdade que o especial de 90 anos da Folha teve (...) a coragem de explicar o apoio do jornal ao golpe militar e o alinhamento daFolha da Tarde à repressão contra a luta armada. Trouxe também críticas duras feitas pelos ex-ombudsmans. Mas foram apenas notas dissonantes[grifo meu]".
Sim, no meio da overdose de auê, passou despercebido o texto 90 anos em 9 atos, de Oscar Pilagallo, cuja principal função foi a de servir como uma espécie de álibi para quando alguém acusasse o jornal de não ter autocrítica.

Enfim, vale a pena conhecermos o que a Folha finalmente admite sobre seu passado -- embora, óbvio ululante, não tenha admitido tudo, mas apenas o que já havia sido inequivocamente estabelecido por seus críticos e não compensava continuar negando.

E, claro, devemos discutir -- e muito! -- a chocante revelação de que o Grupo Folhaentregou um de seus jornais a porta-vozes de torturadores como retaliação a um agrupamento de esquerda que se infiltrara na Redação.
"A Folha apoiou o golpe militar de 1964, como praticamente toda a grande imprensa brasileira. Não participou da conspiração contra o presidente João Goulart, como fez o 'Estado', mas apoiou editorialmente a ditadura, limitando-se a veicular críticas raras e pontuais.
Confrontado por manifestações de rua e pela deflagração de guerrilhas urbanas, o regime endureceu ainda mais em dezembro de 1968, com a decretação do AI-5. O jornal submeteu-se à censura, acatando as proibições, ao contrário do que fizeram o 'Estado', a revista 'Veja' e o carioca 'Jornal do Brasil', que não aceitaram a imposição e enfrentaram a censura prévia, denunciando com artifícios editoriais a ação dos censores.
Assim a FT noticiou a morte do 'Bacuri',
preso 108 dias antes e triturado nas torturas.
As tensões características dos chamados 'anos de chumbo' marcaram esta fase do Grupo Folha. A partir de 1969, a 'Folha da Tarde' alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares.
A entrega da Redação da 'Folha da Tarde' a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais) foi uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), de Carlos Marighella, um dos 'terroristas' mais procurados do país, morto em São Paulo no final de 1969.
Em 1971, a ALN incendiou três veículos do jornal e ameaçou assassinar seus proprietários. Os atentados seriam uma reação ao apoio da 'Folha da Tarde' à repressão contra a luta armada.
Segundo relato depois divulgado por militantes presos na época, caminhonetes de entrega do jornal teriam sido usados por agentes da repressão, para acompanhar sob disfarce a movimentação de guerrilheiros. A direção da Folhasempre negou ter conhecimento do uso de seus carros para tais fins.
No início de 1974, Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, foi procurado por Golbery do Couto e Silva, futuro chefe da Casa Civil do governo de Ernesto Geisel, prestes a tomar posse.
Os dois militares seriam os principais artífices do projeto de distensão e abertura política, e Golbery encontrou-se com donos de jornais para expor o plano. Sabendo que enfrentaria a resistência da linha dura, queria a imprensa como aliada natural.
No caso da Folha, Golbery deixou claro que ao futuro governo não interessava ter um único jornal forte em São Paulo [ou seja, estimularia quem disputasse leitores com O Estado de S. Paulo]. A conversa coincidiu com discussões internas na empresa, com vistas a aproximar a Folha da sociedade civil. A empresa tinha saldado as dívidas iniciais e se expandido. O passo seguinte seria transformar o matutino num jornal influente.
Eis a Folha mancheteando a Marcha
da Família
 e criando clima para o golpe.
Em meados de 1974, uma reunião em Nova York entre Frias, Cláudio Abramo e Otavio Frias Filho foi decisiva para a definição da nova estratégia. Sob a inspiração de Frias pai, uma ampla reforma editorial foi concebida e executada nos anos seguintes por Abramo, que trabalhava na Folha desde 1965. As páginas 2 e 3 se tornaram espaços de opinião crítica. Passaram a fazer parte da equipe editorial colunistas renomados, como Paulo Francis e, mais tarde, Janio de Freitas.

A trajetória teve um desvio em 1977, quando, por pressão da linha dura do governo, Abramo foi afastado de seu cargo. O revés, no entanto, seria passageiro. Boris Casoy, que o substituiu, manteve a orientação e garantiu que o jornal tivesse um espaço relevante no processo de redemocratização".
A última afirmação chega a ser hilária. Me engana que eu gosto...

A  primavera da Folha  acabou no exato instante em que o jornal se vergou ao ultimato militar, afastando Cláudio Abramo da direção de redação e o despachando para Londres, demitindo vários colaboradores e impondo evidentes restrições aos que ficaram.

Durante cerca de três anos, a Folha teve a cara do Abramo. A partir de 1977, passou a ter a cara do Casoy (e, depois, a do Otávio Frias Filho).

Para quem conhece estes três personagens, eu não preciso dizer mais nada.
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Fonte:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2011/08/as-falhas-da-folha-colaboracionismo.html

FERNANDÃO MORRE EM QUEDA DE HELICÓPTERO EM GOIÁS

07.06.2014
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/142702/Fernand%C3%A3o-morre-em-queda-de-helic%C3%B3ptero-em-Goi%C3%A1s.htm

Economist: hegemonia da Globo não tem comparação no mundo!

07.06.2014
Do blog TIJOLACO
Por Miguel do Rosário

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Essa matéria da Economist faz algumas comparações arrepiantes entre o tamanho da Globo no Brasil e o tamanho das principais TVs norte-americanas.
Arrepiante por duas razões: 1) eu, que escrevo há anos sobre mídia, nunca tive acesso a essa informação; 2) agora temos noção melhor do papel nocivo da Globo na democracia brasileira.
A parte da reportagem que mais me interessou, como eu disse acima, foi a comparação entre Brasil e EUA, feita nos dois primeiros parágrafos. Eu mesmo traduzo:
Quando a Copa do Mundo começar no dia 12 de junho, dezenas de milhões de brasileiros irão assistir às festas na TV Globo, o principal canal aberto da televisão do país. Mas para a Globo será apenas mais um dia de grande audiência. Não menos que 91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, passa pelo canal durante o dia: o tipo de audiência que, nos EUA, acontece apenas uma vez ao ano, e apenas para o canal que ganha o direito, naquele ano, de exibir o Super Bowl, o jogo dos campeões do futebol americano.
A Globo é certamente a empresa mais poderosa do Brasil, dado o seu alcance em tantos lares. O seu concorrente mais próximo, a Record, tem uma audiência de apenas 13%. O canal de TV mais popular dos Estados Unidos, a CBS, tem apenas 12% da audiência durante o horário nobre, e seus principais concorrentes oscilam em torno de 8%.
(…)
Em outro trecho da matéria, comenta-se o poder da Globo de moldar comportamentos no Brasil. “Seus programas também moldam a cultura nacional”. Não é assustador que esse poder fique concentrado em mãos de uma só empresa, de uma empresa que, por sua vez, consolidou-se na ditadura e que uma postura fortemente partidária e ideologizada?
A revista comenta que, em outros países latino-americanos, como na Argentina e no México, os governos estão combatendo o excesso de poder da mídia, mas o “governo brasileiro é mais dócil em relação aos proprietários de mídia”.
Repare que a Economist faz qualquer reparo “antibolivariano”, tanto que ela toma o cuidado de citar um governo de esquerda (Argentina) e um de direita (México).
E aí, Dilma, agora entende porque precisamos de uma lei para dar fim a esse monopólio? A hegemonia da Globo já está causando estranheza internacional!
O mundo está olhando mais para nosso país e uma das coisas que o tem surpreendido negativamente é a concentração midiática, que é uma faceta de nosso atraso cultural e político.
Afinal, queremos ou não ser um país democrático?
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Fontehttp://tijolaco.com.br/blog/?p=18145

Faustão transforma seu programa em palanque contra Dilma

07.06.2014
Do blog VI O MUNDO, 02.06.14

Experiência própria: na Globo nada vai ao ar sem autorização de cima

Faustão ataca a Copa e esquece a Globo
Por Altamiro Borges, em seu blog

O apresentador Fausto Silva anda muito revoltado. Não deve ser por causa do salário, já que ele recebe uma fortuna da TV Globo e ainda tira uns “trocados” dos bilionários anunciantes. Nos últimos tempos, ele transformou o seu programa Domingão do Faustão num verdadeiro palanque, com duros ataques ao governo Dilma.

Neste domingo (1), segundo o site UOL, ele aproveitou para “criticar a incompetência e a corrupção no Brasil”, reforçando o complexo de vira-latas das elites tão em moda nas vésperas da abertura da Copa do Mundo. Vale conferir alguns trechos da reportagem:
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“País da Copa do Mundo, mas que não conserta enchente, que dá serviço péssimo de saúde, escola de quinta categoria, que não oferece segurança. Esse é o país que quer fazer Copa do Mundo com 17 [12] cidades, mas que não faz nem com cinco”, entrou no assunto Fausto Silva, durante o ‘Domingão’, deste domingo (1). O apresentador prosseguiu com as críticas, mas pediu uma trégua à população brasileira em relação às manifestações. “O Brasil convidou mais de 600 mil estrangeiros para virem aqui. Os nossos problemas temos de resolver entre nós. Passa a Copa do Mundo e depois o pau come de novo para a gente resolver”, desabafou.

“Já que vai começar dentro dessa bagunça toda, desses estádios caros, vamos tentar fazer o melhor possível, até porque a minha avó já dizia ‘roupa suja se lava em casa’. Não dá para mostrar para o mundo inteiro que somos o país da corrupção e da incompetência. Muita gente já sabe”, completou Fausto Silva… Minutos depois, o apresentador voltou a tocar no assunto. “O Brasil dentro de campo é uma coisa. O Brasil fora é outro. O povo já percebeu. O Brasil precisa ganhar a Copa da educação, da saúde, contra o preconceito”, avaliou. “A nossa Copa do Mundo é em outubro, época das eleições”, decretou.
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Já que anda tão revoltado, tão rebelde, Faustão podia aproveitar para criticar o império midiático em que trabalha. A TV Globo é uma das maiores culpadas pelas mazelas históricas do Brasil.

Ela sempre apoiou as forças conservadoras que emperram o desenvolvimento do país. Para montar sua rede nacional de televisão, através das afiliadas, ela firmou parceria com as velhas oligarquias, montando um sistema de coronelismo eletrônico.
Em todos os momentos decisivos da história, a famiglia Marinho se colocou contra o progresso social, a soberania nacional e a democracia. Foi contra as leis trabalhistas de Getúlio Vargas, fez campanha contra a Petrobras e sabotou os governos progressistas.

Recentemente, acuada pelos protestos de rua e os gritos de “A realidade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”, o poderoso império global inclusive reconheceu oficialmente que apoiou o golpe de 1964 e a sanguinária ditadura militar, numa autocrítica meia-sola.

Faustão, tão rebelde e corajoso, poderia aproveitar esta confissão para criticar seus patrões, que fizeram fortunas exatamente neste período. Como forma de resolver os graves problemas sociais, o milionário apresentador poderia até defender a urgência de uma reforma tributária no Brasil, que retire um pouco de grana dos muitos ricos para investir em programas de superação das injustiças crônicas do país.

No mês passado, a revista Forbes publicou a lista das 15 famílias mais ricas do Brasil, que juntas possuem uma fortuna de US$ 122 bilhões – o equivalente a 5% de todas as riquezas produzidas no país (PIB). No topo do ranking aparece a famiglia Marinho, dona das Organizações Globo, com uma fortuna estimada de US$ 28,9 bilhões.

No próximo “Domingão do Faustão”, o indignado apresentador bem que poderia citar os nomes dos bilionários nativos, maiores responsáveis pelas mazelas nacionais. Como forma de ajuda a Fausto Silva, publico abaixo a lista da Forbes:

As 15 famílias mais ricas do Brasil

1 — Marinho (Mídia):

Os três irmãos que controlam as Organizações Globo são bilionários: Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho. Juntos, eles têm uma fortuna estimada em US$ 28,9 bilhões

2 — Safra (Banco)

São três parentes, todos bilionários graças ao império do banco Safra: Joseph Safra, Moise Safra e Lily Safra. Eles têm a fortuna estimada em US$ 20,1 bilhões quando somada

3 — Ermírio de Moraes (Conglomerado Votorantim)

São seis parentes, todos bilionários –Antonio Ermírio de Moraes, Ermírio Pereira de Moraes, Maria Helena Moraes Scripilliti, José Roberto Ermírio de Moraes, José Ermírio de Moraes Neto e Neide Helena de Moraes–, com fortuna estimada em US$ 15,4 bilhões. A riqueza veio do grupo Votorantim, fundado por José Ermírio de Moraes Juntos em 1918, e que hoje inclui de banco a siderúrgica

4 — Moreira Salles (Banco)

Reúne quarto irmãos, todos bilionários: Fernando Roberto Moreira Salles, João Moreira Salles, Pedro Moreira Salles e Walter Moreira Salles Junior. A fortuna deles vem da herança do Unibanco, incorporado ao Itaú, e de uma empresa de mineração de nióbio. Somando tudo, dá US$ 12,4 bilhões

5 — Camargo (Conglomerado Camargo Corrêa)

São três irmãs, todas bilionárias: Rossana Camargo de Arruda Botelho, Renata de Camargo Nascimento e Regina de Camargo Pires Oliveira Dias. Juntas, elas têm um fortuna avaliada em US$ 8 bilhões, vinda do império Camargo Corrêa, que têm negócios de engenharia, construção, energia e transportes, entre outros

6 — Villela (Itaúsa)

São cinco parentes, dois deles bilionários graças à herança do banco Itaú: Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela. Juntos, eles têm US$ 5 bilhões

7 — Maggi (Soja)

São cinco parentes, quatro deles bilionários graças a uma das maiores produções de soja do mundo: Lucia Borges Maggi, Blairo Borges Maggi, Marli Maggi Pissollo, Itamar Locks e Hugo de Carvalho Ribeiro. A fortuna em conjunto é estimada em US$ 4,9 bilhões

8 — Aguiar (Banco)

São três irmãs, todas bilionárias graças à herança do banco Bradesco: Lina Maria Aguiar, Lia Maria Aguiar e Maria Angela Aguiar Bellizia. As três juntas têm uma fortuna estimada em US$ 4,5 bilhões

9 — Batista (Carnes)

São dez parentes herdeiros da fortuna de José Batista Sobrinho, fundador da produtora de carne JBS –hoje uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Nenhum deles é bilionário, mas juntos somam US$ 4,3 bilhões

10 — Odebrecht (Vários setores)

São 15 parentes herdeiros da empresa fundada pelo engenheiro pernambucano Norberto Odebrecht. O grupo atua em diversos setores, entre eles engenharia, construção, produtos petroquímicos e químicos. Sozinho, nenhum dos parentes é bilionários, mas juntos eles reúnem US$ 3,9 bilhões

11 — Civita (Mídia)

São três irmãos (Giancarlo Francesco Civita, Anamaria Roberta Civita e Victor Civita Neto) herdeiros da editora Abril. Juntos, têm fortuna avaliada em US$ 3,3 bilhões

12 — Setubal (Banco)

São 25 parentes de uma das famílias fundadoras do banco Itaú (foram os Villela junto com os Setubal). Nenhum dos Setubal é bilionário, mas juntos eles têm uma fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões

13 — Igel (Petróleo e petroquímicos)

São sete parentes herdeiros do grupo Ultra, dono de marcas como Ipiranga e Ultragás, com fortuna avaliada em US$ 3,2 bilhões. Dos sete, um deles é bilionário: Daisy Igel

14 — Marcondes Penido (Rodovias pedagiadas)

São duas irmãs herdeiras da CCR, maior operadora brasileira de rodovias pedagiadas por valor de mercado, com fortuna estimada em US$ 2,8 bilhões. Uma delas é bilionária: Ana Maria Marcondes Penido Sant’Anna

15 — Feffer (Celulose e papel)

São cinco irmãos, herdeiros da Suzano. Nenhum deles é bilionário, mas, juntos, eles têm uma fortuna estimada em US$ 2,3 bilhões.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/altamiro-borges-faustao-transforma-seu-programa-em-palanque-eleitoral-contra-dilma.html