sexta-feira, 6 de junho de 2014

VELHAS TÁTICAS DA "NOVA POLÍTICA"

06.06.2014
Do blog ANTI-PIG, 04.06.14
Na eleição de 2010, a militância digital bateu de lavada na direita, ainda trôpega nas ferramentas que a internet oferece. Nessa eleição, porém, o quadro é outro. A internet, campo livre da intervenção estatal, é quase o paraíso capitalista. É o mundo do cada um por si, do self-made-man, dos que descobrem como se dar bem na terra de ninguém. O máximo que o Estado consegue é proibir a formação de reservas de conteúdo por preço diferenciado - a regulação da tal neutralidade.
Como espaço em disputa, logo os tubarões tendem a predominar diante de peixes pequenos, tendência inexorável de acumulação. E isso é perceptível na campanha anti-copa, que por fim, só tem o objetivo de macular a imagem do governo petista: a avalanche de informações deturpadas, o desinteresse pelos grandes feitos do país, a máxima atenção aos detalhes que denotem qualquer falha, tudo isso vem no esteio de um pensamento já exteriorizado pelo diretor da Globo: evitar as "pautas positivas" para Copa. .
Resisto ao facebook e demais redes sociais justamente por isso: por não serem ambientes propícios ao debate e à honestidade intelectual, a troca de idéias se dá através de memês e mantras repetidos até que se tornem verdades. Esses memes que a direita dispara como metralhadora giratória sempre repetem o que a mídia, ou o PIG veicula. E as pessoas, bovinamente, os aceitam. Mesmo os ditos indiferentes, acabam se contaminando inconscientemente por esse discurso hipnótico e ininterrupto.
Mesmo que a política cibernética tenha formatos diferentes, os métodos de atuação e os modelos táticos empregados pelos agentes do atraso refletem sua orientação ideológica. É perturbador o fato de que os cérebros por trás dos ataques mais sórdidos aos avanços e conquistas do governo petista tenham tido um passado esquerdista, quase sempre na Libelu, de orientação trotskista. Dessa época trazem suas artimanhas, que podem até soar como novidade aos recém-chegados na disputa política, mas é só um catadão das velhas táticas travestidas de "nova política". PIG e Black Blocs fazem mais que uma parceria afinada - são braços armados do mesmo corpo social anti-popular.
A tática Black Bloc tem como elemento constante a utilização da fraseologia ultra-esquerdista, com os reclames por melhores condições de saúde e educação como cortina de fumaça, com a qual procura explorar o sentimento de revolta das massas, buscando atraí-las e instigá-las a posições extremadas que não levam em conta a situação real, os compromissos obrigatórios, a aliança com forças conservadoras, o que eles mesmos chamam de governabilidade. Com isso, isolam os reais anseios do povo, tornando-os utópicos e irrealizáveis, conduzindo as manifestações ao insucesso e frustração.
O centro do ataque Black Bloc orienta-se contra o Partido dos Trabalhadores. Tudo que possa servir para enfraquecê-lo ou desacreditá-lo é usado sem nenhum escrúpulo. Ocultam o próprio medo, pois sabem que o PT é a única força de massas do país e o único meio dos 99% exercem o poder. Tratam por isso de difamar, deturpar a atividade dos petistas históricos, que militam a anos por um Brasil mais justo e pela emancipação popular, incompatibilizando-os com o povo. Intencionalmente confundem os defensores do povo com os traidores da pátria. Espalham boatos, atribuem ao partido "propósitos inconfessáveis", eivados de falsidade. Prometem a "nova democracia": sem governo, sem partidos e, talvez, sem povo. Aí começa a parceria com o baronato midiático e seus tentáculos - os hoje atrofiados jornais, a televisão e, principalmente, a internet: são eles que amplificam a cultura do ódio, da intolerância e da irracionalidade.
A histeria furiosa contra Lula e o seu legado é um dos principais chavões dessa campanha de guerra. São ridículos e ao mesmo tempo, cínicos nessa investida. Fazem coro com o mercado e qualquer outra figura reacionária objetivando denegrir Lula e a continuadora de sua obra, Dilma. A essa infame campanha se juntam as "celebridades", alienadas do seu papel social e renegadas de qualquer destaque.
No facebook, por suas próprias características, adotam o "entrismo", tática recomendada por Trostky para minar os partidos comunistas. Entrismo significa introduzir-se sorrateiramente e partidos e/ou organizações públicas (como uma rede social) com o fito de aí realizar o seu trabalho sectário e divisionista. Isolados do povo, sem condições de aparecem com a própria fisionomia perante a sociedade, recorrem às máscaras e ao anonimato como meio de camuflar ações escusas e fazer proselitismo. A par do entrismo, organizam grupos (ou comunidades virtuais) com posições aparentemente apolíticas e diversificadas, e usam desses grupos como portadores de opiniões ecléticas para, como diz o velho ditado, vender gato por lebre.

Trocando um ou outro nome, veremos cenas de um filme repetido: são os trotskistas, de mãos dadas com os burgueses, arremetendo contra os comunistas e suas experiências históricas, iludindo vãs esperanças de um mundo impossível de realizar. Às naturais dificuldades de se reverter um quadro de séculos de exploração soma-se esse desserviço, que deturpa, calunia e desinforma. Será que Francisco I também é um "petralha" enrustido?
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Fonte:http://oantipig.blogspot.com.br/2014/06/velhas-taticas-da-nova-politica.html

A verdade das pesquisas é a margem de erro

06.06.2014
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA

 
E haja pesquisa eleitoral! 
E haja espertalhões faturando alto com a indústria de expectativas criada por esses levantamentos.
 

 
O índice Bovespa sobe e desce a cada minuto do dia, alimentado por números cambiantes, mutáveis, mágicos.
Os jornalões contribuem para enterrar de vez qualquer traço de seriedade que os Datafolhas e Ibopes da vida possam ter.

A Folha diz no título da matéria sobre a última pesquisa de seu instituto que Dilma caiu e seus adversários pararam de subir.

Mas o texto, o gráfico, todas as informações afirmam outra coisa: os três candidatos caíram!

Pobre jornalismo, pobre ética profissional, pobres de nós...
A esculhambação chega a níveis estratosféricos, a alturas nunca antes atingidas.
 

Está certo que a eleição presidencial deste ano virou uma guerra, questão de vida ou morte para uma oposição desesperada, sem ideias, sem programa alternativo capaz de empolgar o eleitorado não cativo, os 30% que sempre vão votar contra o PT, compostos pela oligarquia, os endinheirados, e parcelas da classe média ressentidas pela ascensão social de milhões de pessoas e assombradas pelos seus próprios preconceitos e ódios.
 
Mesmo assim, vale lembrar que até a guerra, a mais sórdida invenção humana, tem lá suas regras.
A eleição presidencial deste ano, tudo indica, será um vale-tudo: vale mentir, vale caluniar, vale ofender, vale violar a legislação...

Nesse esquema, as pesquisas ocupam um lugar importantíssimo.

Ajudam a dar um lustro "científico" ao suposto pessimismo que grassa no país, ao alardeado descontentamento da população com tudo - embora haja quase pleno emprego, renda em alta, crédito farto e barato, educação acessível, uma série de benefícios sociais inexistentes há alguns anos.

A verdade de toda pesquisa está em sua margem de erro: dois pontos para cima, dois pontos para baixo e tudo se ajeita.

Sempre foi assim.

A diferença é que, desta vez, a margem de erro está mais elástica para permitir que os números sejam aliados do esforço hercúleo de defenestrar os trabalhistas do Palácio do Planalto.
 
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Fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/06/a-verdade-das-pesquisas-e-margem-de-erro.html

A caçada aos blogueiros como tentativa de impor o pensamento único

06.06.2014
Do blog VI O MUNDO, 03.06.14

É mais do mesmo

CAÇANDO BLOGUEIROS

Quem impede o debate sobre a democratização dos meios de comunicação força o jogo na sombra de verbas públicas

por Paulo Moreira Leite, em seu blog

Vamos falar da substância das coisas. A caçada a blogueiros simpáticos às conquistas criadas no país depois da posse de Lula, em 2003, iniciada com a investigação sobre um suposto “bunker” do PT na prefeitura de Guarulhos, deve ser visto como aquilo que é.

Uma tentativa autoritária de silenciar vozes que divergem do monopólio político da mídia.


Sei que essa frase parece panfleto esquerdista mas não é.

Num país onde 141 milhões de eleitores foram transformados em reserva de mercado de uma midia monopolizada pelo pensamento conservador,  a internet tornou-se um espaço de resistência de uma sociedadde contraditória e diversificada. Todo mundo – direita, esquerda, centro, nada, tudo, xixi, cocô – está ali.

Vamos combinar. Hipocrisia demais não funciona. Truculência também não.

Até para ter um pouco de credibilidade, sem traços claros de ação eleitoral, a  denúncia contra bloqueiros deveria ser acompanhada pela exposição pública da contabilidade dos grupos de mídia que loteiam cada minuto de sua programação e cada centímetro quadrado de suas páginas com milionárias verbas de publicidade federal, estatual, municipal – sem falar em empresas estatais.

Estamos falando de serviços  de mendicância publicitária, de caráter milionário.

Seguido o método empregado em Guarulhos, seria didático exibir cada cifrão ao lado de cada pacotão de texto e fotos, concorda?
Teriamos bom circo por meses e meses.

Tentar criminalizar blogueiros pela denuncia de gastos públicos – uns caraminguás, pelos padrões de mercado  – é um esforço que apenas trái uma visão contrária à liberdade de imprensa, típica de quem não aceita   diversidade nem contraponto, mas apenas elogios e submissão. É o pensamento único em método linha dura e capa de falso moralismo. Apesar do escândalo, é uma denuncia verbal-investigativa. Nada se provou de ilegal.
Nós sabemos qual é a questão de fundo.

Enquanto não se aceitar o debate sobre democratização dos meios de comunicação, que poderia permitir uma discussão pública, às claras, expondo imensos interesses econômico e politicos em conflito, como se fez em vários países avançados do capitalismo, o jogo nas sombras será inevitável. Isso porque as pessoas precisam receber informações, falar, conversar, dar opiniões. Elas concordam, discordam, rejeitam e querem mais.

Não adianta adiar a chegada de um novo grau de democracia e  civilização. Ela transborda. Na agonia do regime de 1964, quando a imprensa amiga dos generais chegava a proteger a ditadura por todos os meios — inclusive derrotas eleitorais eram transformadas em vitória — os governadores de oposição financiavam nova publicações, sem ranço e sem compromentimento. Enquanto isso, até jornais alternativos, de faturamento menor do que a quitanda da esquina, eram alvo de uma devassa permanente por parte da ditadura. 

Empresários privados eram pressionados a saber quem ajudar — e a quem negar ajuda.
Aparelhismo?

Os últimos anos mostraram – e os blogueiros expressam isso — que o país não cabe nos limites mentais, políticos, culturais, do ideário conservador. Quer mais, quer diferente e por três vezes disse isso nas urnas. A internet e os blogueiros expressam isso. Têm este direito.
Alguma dúvida?


Este é o debate.

Leia também:

Blogueiros dizem que denúncia da IstoÉ é caluniosa e difamatória

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-cacada-aos-blogueiros-como-tentativa-de-impor-o-pensamento-unico.html

Complexo de vira-latas: Como a elite brasileira enfiou isso na sua cabeça

06.06.2014
Do blog VI O MUNDO, 05.06.14
sugerido pelo Bruno Silveira, no Facebook

Maringoni, um dos entrevistados: relembrando a teoria de Gobineau

O termo Complexo de Vira-Latas denomina um sentimento característico de determinadas classes da sociedade brasileira. Esse sentimento, marcado por derrotismo, pessimismo e má informação, está muito ligado à negação do que somos como brasileiros. O documentário O Complexo de Vira-Latas explica esse sentimento, discute o tema e faz um breve panorama social e político da realidade brasileira.

Direção Leandro Caproni
Roteiro Leandro Caproni Priscila Chibante
Produção Diego Silva Bruno Silveira Nathália Bomfim Priscila Chibante Bruno Aranha
Leitura da Crônica Wallace Soares

Uma produção Cabrueira Filmes e Sem Cortes Filmes

PS do Viomundo: Se há, hoje, política cultural de Estado para mudar as coisas, desconhecemos. Sabemos que o Ministério da Cultura dá incentivos ao Holiday on Ice.

Veja também:
Igor Fuser: Com Aécio no poder, direita vai ganhar força para dar golpes na América Latina
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/complexo-de-vira-latas-como-a-elite-enfiou-isso-na-sua-cabeca.html

Datafolha e o beijo da morte de FHC

06.06.2014
Do portal BRASIL247
Por  EDUARDO GUIMARÃES
Simplesmente porque 57% dizem que não votam de jeito nenhum em um candidato apoiado por FHC. E, pela quarta vez desde 2002, FHC terá que ser escondido do eleitorado.
Eduardo GuimarãesMesmo concedendo o benefício da dúvida à pesquisa Datafolha – ou seja, que a boa e velha “margem de erro” não foi usada para corroborar as preferências do jornal que a divulgou –, pode-se dizer que a Folha de São Paulo, que controla o instituto, manipulou ao menos as manchetes sobre os números da disputa pela Presidência da República.

Diz a manchetona de primeira página: “Dilma mantém tendência de queda; rivais não sobem”. Ora, basta ler a reportagem sobre a pesquisa que se descobre que a manchete é inexata. O correto seria dizer que Dilma, Aécio e Campos caem e indecisos sobem.

Segundo o Datafolha, Dilma Rousseff caiu de 37% para 34%, Aécio Neves caiu de 20% para 19% e Eduardo Campos caiu de 11% para 7%, enquanto que o pastor Everaldo subiu para 4%.
A manipulação ao relatar os dados captados pela pesquisa não para por aí e a manchete distorcida nem é a maior das manipulações. Antes de abordar esse ponto, porém, vale comentar o que escreveu em sua coluna na mesma Folha Eliane Cantanhêde, casada com um marqueteiro do PSDB e que parece acreditar no que diz.

Ultimamente, a colunista vem reclamando de que Dilma tem muito espaço concedido pelo cargo e que por conta disso a pesquisa é pior para “quem disputa a reeleição”. Diz ela que “Mesmo com todos os seus instrumentos à mão, mesmo com todas as entrevistas, mesmo com a maior coligação partidária do planeta, Dilma continua perdendo pontos”.

A colunista parece achar pouco que todos os grandes impérios de mídia do país batam no governo e em sua titular todo santo dia, enquanto poupam seus adversários. Mas, enfim, o autoengano é quase um direito humano…

Mas o maior escândalo na forma como a Folha noticiou o que seu instituto de pesquisas apurou não é a manchetona mentirosa que diz que Dilma caiu e que os adversários “não sobem”, mas um dado altamente relevante da pesquisa e que ficou muito bem escondidinho em uma das três matérias do jornal que tratam do assunto.

Uma dessas três matérias foi publicada sob o título “Joaquim Barbosa é o segundo voto mais influente da eleição” – o primeiro voto mais influente é de ninguém mais, ninguém menos do que dele, Lula, é claro.

O que a matéria diz de altamente relevante não está aí, mas na influência que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem sobre o eleitorado. Lá no finzinho da matéria, bem escondidinha, consta a informação espantosa que a personalidade com menos influência positiva e mais influência negativa na decisão de voto do eleitor é ele mesmo, FHC.

É um terremoto, essa notícia. Simplesmente porque 57% dizem que não votam de jeito nenhum em um candidato apoiado por FHC. Ou seja, os planos largamente anunciados por Aécio de incluir o ex-presidente em sua campanha, resgatando seu “legado”, foram para o ralo. E, pela quarta vez desde 2002, FHC terá que ser escondido do eleitorado.

Afinal, 57% é a maioria do eleitorado e, se não votam em quem é apoiado por FHC e se este apoia Aécio, em teoria a candidatura tucana está inviabilizada.

E mesmo para esconder FHC haverá que combinar com os russos. Não basta Aécio escondê-lo se os seus adversários o trouxerem à luz, lembrando ainda mais aos brasileiros daquele período que faz com que o eleitor nem queira ouvir falar do ex-presidente tucano, de triste memória.

E, como se sabe, mais uma vez o PT irá pendurar FHC no pescoço de um candidato do PSDB.

Há, ainda, a questão da rejeição de Dilma, que subiu para 35% enquanto que as de Aécio e Campos caíram para 29%. É óbvio que isso teria que acontecer porque eles pouco aparecem na mídia, enquanto que Dilma só aparece apanhando. Vamos ver o que acontecerá quando o eleitor for informado de que Aécio é o candidato de FHC…

Aliás, vale lembrar que a rejeição de Lula é de míseros 17%, ou seja, enquanto que o ex-presidente terá influência positiva na campanha de Dilma, o patrono de Aécio terá influência sobre seu desempenho que pode ser considerada fatal.

Fora isso tudo ainda há muito a comentar sobre a pesquisa Datafolha recém-divulgada, mas serão outras histórias que a ser contadas ao longo dos próximos dias, inclusive à luz de outras pesquisas, como uma privada do Vox Populi que mostra números substancialmente diferentes e que ainda virá à luz.
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Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/142599/Datafolha-e-o-beijo-da-morte-de-FHC.htm