quinta-feira, 29 de maio de 2014

Franklin Martins diz que “não houve” mensalão e que a Globo quer “comandar o país”

29.05.2014
Do BLOG DO SARAIVA, 28.05.14
Por Miguel do Rosário
 
Cafezinho - 28/05/2014 – 2:11
 
A entrevista foi publicada, em outubro do ano passado, numa revista de Porto Alegre, chamada Bastião, cujos editores eu tive o privilégio de conhecer em Brasília na semana passada. Mas eu só li há alguns dias e logo constatei duas coisas: 1) ela ainda é super atual; 2) não circulou quase nada pela blogosfera. Então ela é quase inédita!

Franklin Martins faz observações atiladas sobre a democratização da mídia. Ele observa que o Brasil promove mudanças lentas, porque a construção de maiorias costuma se formar mais vagarosamente no Brasil. Somos grandes demais, diversos demais. O processo de formar maiorias é mais difícil aqui.

Mas quando estas se formam, duram muito. Permanecem consolidadas com mais firmeza do que em outros países, que conseguem construir maiorias com mais agilidade, como a Argentina, onde tudo é mais rápido por ser o debate político muito concentrado apenas em Buenos Aires.
 
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Franklin observa que uma das funções da internet é criticar a grande mídia, e que esta, se quiser sobreviver, terá que se adaptar a estas críticas, que são saudáveis e democráticas.

Entretanto, o trecho que me chamou a atenção foi sua observação sobre a ruptura editorial da Globo, a partir da cobertura do mensalão. Franklin, que era comentarista político no Jornal da Globo, faz uma acusação grave ao jornalismo da emissora: ela se recusava a investigar a coisa mais importante, a origem do dinheiro do valerioduto, porque aquilo poderia atrapalhar a sua “teoria”.

Mais tarde, a Procuradoria, e Joaquim Barbosa – juiz responsável, desde o início, por acompanhar as investigações do Ministério Público – ajudariam a Globo a explicar a origem do dinheiro do valerioduto, ao encampar a tese do desvio do Fundo de Incentivo Visanet, em detrimento de um relatório da Polícia Federal, que dizia o contrário.

A PF, através do relatório do Inquérito 2474, assinado pelo delegado Luiz Flavio Zampronha, mostrava que a maior parte dos recursos de Marcos Valério tinha vindo de empresas controladas por Daniel Dantas, e que as negociatas de Valério tinham começado bem antes da era Lula.

Quanto ao Visanet, o Laudo 2828, também da PF, provaria que os recursos não estavam sob responsabilidade de Henrique Pizzolato, o único petista na cúpula do Banco do Brasil, derrubando a teoria de que havia um “núcleo petista” instalado dentro do BB, sob ordens secretas de Dirceu, para desviar os recursos necessários ao esquema de compra de voto.

“A Globo resolveu acabar com o pluralismo”, observa Martins, porque decidiu voltar a algo que estava em seu DNA: “comandar o país”.

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Franklin Martins torce para que a Globo não consiga realizar o seu intento (de comandar o país) em 2014. Nós também torcemos, caro Franklin. Nós também.
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/05/franklin-martins-diz-que-nao-houve.html

MARCELO ZERO: SEM VERGONHA

29.05.2014
Do portal BRASIL247
Por Marcelo Zero
 
Ao contrário de alguns, não sinto nenhuma vergonha de meu país
 
Ao contrário de alguns, não sinto nenhuma vergonha do meu país.
 
Não sinto vergonha dos 36 milhões de brasileiros que conseguiram sair daquilo que Gandhi chamava de a "pior forma de violência", a miséria.
 
Agora, eles podem sonhar mais e fazer mais. Tornaram-se cidadãos mais livres e críticos. Isso é muito bom para eles e muito melhor para o Brasil, que fica mais justo e fortalecido. E isso é também muito bom para mim, embora eu não me beneficie diretamente desses programas. Me agrada viver em um país que hoje é um pouco mais justo do que era no passado.
 
Também não sinto vergonha dos 42 milhões de brasileiros que, nos últimos 10 anos, ascenderam à classe média, ou à nova classe trabalhadora, como queiram.
 
Eles dinamizaram o mercado de consumo de massa brasileiro e fortaleceram bastante a nossa economia. Graças a eles, o Brasil enfrenta, em condições bem melhores que no passado, a pior crise mundial desde 1929. Graças a eles, o Brasil está mais próspero, mais sólido e menos desigual. Ao contrário de alguns, não me ressinto dessa extraordinária ascensão social. Sinto-me feliz em tê-los ao meu lado nos aeroportos e em outros lugares antes reservados a uma pequena minoria. Sei que, com eles, o Brasil pode voar mais alto.
 
Não tenho vergonha nenhuma das obras da Copa, mesmo que algumas tenham atrasado.
 
Em sua maioria, são obras que apenas foram aceleradas pela Copa. São, na realidade, obras de mobilidade urbana e de aperfeiçoamento geral da infraestrutura que melhorarão a vida de milhões de brasileiros. Estive no aeroporto de Brasília e fiquei muito bem impressionado com os novos terminais e com a nova facilidade de acesso ao local. Mesmo os novos estádios, que não consumiram um centavo sequer do orçamento, impressionam.
 
Lembro-me de velhos estádios imundos, inseguros, desconfortáveis e caindo aos pedaços.
 
Me agrada saber que, agora, os torcedores vão ter a sua disposição estádios decentes.
 
Acho que eles merecem. Me agrada ainda mais saber que tido isso vem sendo construído com um gasto efetivo que representa somente uma pequena fração do que é investido em Saúde e Educação. Gostaria, é claro, que todas as obras do Brasil fossem muito bem planejadas e executadas. Que não houvesse aditivos, atrasos, superfaturamentos e goteiras. Prefiro, no entanto, ver o Brasil em obras que voltar ao passado do país que não tinha obras estruturantes, e tampouco perspectivas de melhorar.
 
Tranquiliza-me saber que o Brasil tem um sistema de saúde público, ainda que falho e com grandes limitações. Já usei hospitais públicos e, mesmo com todas as deficiências do atendimento, sai de lá curado e sem ter gasto um centavo. Centenas de milhares de brasileiros fazem a mesma coisa todos os anos. Cerca de 50 milhões de norte-americanos, habitantes da maior economia do planeta e que não têm plano de saúde, não podem fazer a mesma coisa, pois lá não há saúde pública. Obama, a muito custo, está encontrando uma solução para essa vergonha. Gostaria, é óbvio, que o SUS fosse igual ao sistema de saúde pública da França ou de Cuba. Porém, sinto muito orgulho do Mais Médicos, um programa que vem levando atendimento básico à saúde a milhões de brasileiros que vivem em regiões pobres e muito isoladas. Sinto alívio em saber que, na hora da dor e da doença, agora eles vão ter a quem recorrer. Sinto orgulho, mas muito orgulho mesmo, desses médicos que colocam a solidariedade acima da mercantilização da medicina.
 
Estou também muito orgulhoso de programas como o Prouni, o Reuni, o Fies, o Enem e os das cotas, que estão abrindo as portas das universidades para os mais pobres, os afrodescendentes e os egressos da escola pública.
 
Tenho uma sobrinha extremamente talentosa que mora no EUA e que conseguiu a façanha de ser aceita, com facilidade, nas três melhores universidades daquele país. Mas ela vai ter de estudar numa universidade de segunda linha, pois a família, muito afetada pela recessão, não tem condição de pagar os custos escorchantes de uma universidade de ponta. Acho isso uma vergonha.
 
Não quero isso para o meu país. Alfabetizei-me e fiz minha graduação e meu mestrado em instituições públicas brasileiras. Quero que todos os brasileiros possam ter as oportunidades que eu tive. Por isso, aplaudo a duplicação das vagas nas universidades federais, a triplicação do número de institutos e escolas técnicas, o Pronatec, o maior programa de ensino profissionalizante do país, o programa de creches e pré-escolas e o Ciência Sem Fronteiras. Gostaria, é claro, que a nossa educação pública já fosse igual à da Finlândia, mas reconheço que esses programas estão, aos poucos, construindo um sistema de educação universal e de qualidade.
 
Tenho imenso orgulho da Petrobras, a maior e mais bem-sucedida empresa brasileira, que agora é vergonhosamente atacada por motivos eleitoreiros e pelos interesses daqueles que querem botar a mão no pré-sal. Nos últimos 10 anos, a Petrobras, que fora muito fragilizada e ameaçada de privatização, se fortaleceu bastante, passando de um valor de cerca de R$ 30 bilhões para R$ 184 bilhões. Não bastasse, descobriu o pré-sal, nosso passaporte para o futuro.
 
Isso seria motivo de orgulho para qualquer empresa e para qualquer país. Orgulha ainda mais, porém, o fato de que agora, ao contrário do que acontecia no passado, a Petrobras dinamiza a indústria naval e toda a cadeia de petróleo, demandando bens e serviços no Brasil e gerando emprego e renda aqui; não em Cingapura. Vergonha era a Petrobrax. Pasadena pode ter sido um erro de cálculo, mas a Petrobrax era um crime premeditado.
 
Vejo, com satisfação, que hoje a Polícia Federal, o Ministério Público, a CGU e outros órgãos de controle estão bastante fortalecidos e atuam com muita desenvoltura contra a corrupção e outros desmandos administrativos. Sei que hoje posso, com base na Lei da Transparência, demandar qualquer informação a todo órgão público. Isso me faz sentir mais cidadão. Estamos já muito longe da vergonha dos tempos do "engavetador-geral". Um tempo constrangedor e opaco em que se engavetavam milhares processos e não se investigava nada de significativo.
 
Também já se foram os idos vergonhosos em que tínhamos que mendigar dinheiro ao FMI, o qual nos impunha um receituário indigesto que aumentava o desemprego e diminuía salários. Hoje, somos credores do FMI e um país muito respeitado e cortejado em nível mundial. E nenhum representante nosso se submete mais à humilhação de ficar tirando sapatos em aeroportos. Sinto orgulho desse país mais forte e soberano.
 
Um país que, mesmo em meio à pior recessão mundial desde 1929, consegue alcançar as suas menores taxas de desemprego, aumentar o salário mínimo em 72% e prosseguir firme na redução de suas desigualdades e na eliminação da pobreza extrema.
Sinto alegria com esse Brasil que não mais sacrifica seus trabalhadores para combater as crises econômicas.
 
Acho que não dá para deixar de se orgulhar desse novo país mais justo igualitário e forte que está surgindo. Não é ainda o país dos meus sonhos, nem o país dos sonhos de ninguém. Mas já é um país que já nos permite sonhar com dias bem melhores para todos os brasileiros. Um país que está no rumo correto do desenvolvimento com distribuição de renda e eliminação da pobreza. Um país que não quer mais a volta dos pesadelos do passado.
 
Esse novo país mal começou. Sei bem que ainda há muito porque se indignar no Brasil.
 
E é bom manter essa chama da indignação acessa. Foi ela que nos trouxe até aqui e é ela que nos vai levar a tempos bem melhores. Enquanto houver um só brasileiro injustiçado e tolhido em seus direitos, todos temos de nos indignar.
 
Mas sentir vergonha do próprio país, nunca. Isso é coisa de gente sem-vergonha.
 
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/141690/Sem-vergonha.htm

Barbosa isolado! Procurador-geral pula fora do barco!

29.05.2014
Do blog CAFEZINHO, 28.05.14
Por Miguel do Rosário
 
Um sociopata com expressão raivosa e confusa perambula sozinho pelas esplanadas de Brasília, incensado apenas por globais sonegadores e coxinhas psicóticos.
 
 
Até o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, um conservador corporativo como parecem ser todos no Ministério Público, percebeu que não é boa ideia morrer abraçado com Barbosa. E declarou, em alto e bom som: a decisão de Barbosa, de não permitir que os réus da AP 470 trabalhem fora, cria “insegurança jurídica”.
 
A OAB calcula que quase 80 mil presos podem ser prejudicados pela decisão de Barbosa.
O presidente do STF agora só tem um esteio, a grande mídia, ou, mais exatamente, os quatro cavaleiros do apocalipse: Globo, Folha, Estadão e Veja, o grupinho gente boa que alguns chamam de PIG.
 
Até o momento, a Globo não reviu suas matérias e editoriais sobre “regalias” aos réus da AP 470. A decisão de Barbosa é a prova viva de que não há regalias, e sim perseguição.
 
Acho que o Innovare não vai conseguir mais dar outro prêmio Faz Diferença para um Barbosa deslumbrado. Entretanto, como bom sociopata, Barbosa não está nem aí para nada. O que lhe importa é o apoio dos setores medievos da sociedade, interessados antes em linchamento político do que em justiça ou direitos penais.
Bye, bye, Barbosa.
 
Acaba de sair no Globo (imagino o constrangimento do editor ao ter de publicar isso) a seguinte matéria.
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OAB calcula em 77 mil presos em regime semiaberto que poderiam ser prejudicados com a decisão de Barbosa
 
BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta quarta-feira que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de proibir o trabalho externo dos presos condenados ao regime semiaberto no processo do mensalão cria insegurança jurídica e pode atingir presos de outros processos que estão na mesma situação. Segundo Janot, penas de prisão não são os únicos meios que o Estado dispõe para punir determinados tipos de crimes. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) calcula em 77 mil presos em regime semi-aberto que poderiam ser prejudicados com a decisão de Barbosa.
 
- O problema que se coloca é de segurança jurídica. Tínhamos a interpretação já de algum tempo de que não seria necessário o cumprimento de um sexto da pena primeiro para que depois o preso pudesse alcançar o privilégio do trabalho externo no regime semiaberto. Uma modificação na interpretação jurídica o que eu vejo é que pode causar insegurança jurídica. E, em causando insegurança jurídica, pode refletir nos demais presos sim – afirmou Janot depois de participar de uma reunião do Conselho Nacional do Ministério Público.
 
Janot fez a declaração ao ser perguntado por um repórter se o corte do trabalho externo dos condenados no mensalão não seria um contrassenso em relação à tendência do Direito Penal de aplicação de penas alternativas e à jurisprudência criada a partir de decisões anteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A OAB teria até classificado a decisão de Joaquim Barbosa de vingança. O procurador-geral disse que não endossaria o termo vingança, mas reafirmou sua posição sobre o trabalho externo de condenados ao regime semiaberto.
 
Segundo ele, prevalece no Ministério Público o entendimento de que condenados ao regime semiaberto tem direito ao trabalho externo mesmo sem cumprir um sexto da pena. A prática vem sendo adotada pelos juízes de execução penal de todo o país desde 1999. Janot disse ainda que é importante incentiva a aplicação de penas alternativas em crimes de baixo potencial ofensivo. Para ele, as penas alternativas também são uma forma de punição e ajudam na ressocialização dos presos.
 
- No caso do regime semiaberto, o preso, se tiver oferta de trabalho digno, que permita sua ressocialização, ele pode imediatamente iniciar o trabalho externo, mesmo sem cumprir um sexto da pena – disse Janot.
 
Nas duas últimas semanas, Joaquim Barbosa, relator do mensalão, rejeitou o pedido de trabalho externo do ex-ministro José Dirceu e suspendeu o benefício a outros presos vinculados ao processo. Para Barbosa, a lei determina que os presos do regime semiaberto cumpram pelo menos um sexto da pena antes de pedir autorização para trabalho externo.
 
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/05/28/barbosa-isolado-procurador-geral-pula-fora-do-barco/

STF confirma que mensalão foi julgamento de exceção

29.05.2014
Do blog CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

Aos poucos, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) vai confirmando que o julgamento da Ação Penal 470 foi mesmo um julgamento de exceção.
 
 
Os próprios ministros entenderam que um julgamento político não pode ser televisionado, pelo menos não no contexto brasileiro, onde a mídia é concentradíssima e partidária da direita.
 
O PT serviu de cobaia.
 
O STF começa a se vacinar contra novas tentativas de golpes midiáticos.  A partir de agora, crimes de parlamentares não serão mais julgados em plenário.
 
Na minha opinião, esses crimes não deveriam sequer ser julgados pelo STF, e sim pelo STJ. O STF deveria se limitar a ser um tribunal da constitucionalidade, o que já é muito trabalho.
 
Ou então, deveria fazer como nos EUA, em que o STF apenas decide pelo afastamento do servidor ou político de suas funções públicas. O sujeito volta a ser um cidadão comum e seu crime será julgado em primeira instância.
 
Do jeito que a coisa funciona hoje, o tal “fóro privilegiado” virou um fóro maldito, em que o parlamentar tem menos direitos que um cidadão comum.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/05/29/stf-confirma-que-mensalao-foi-julgamento-de-excecao/#sthash.YSHlVVp3.dpuf

Fantasma de Cacciolla faz Aécio fugir da CPI-Petrobras. FHC/PSDB "compraram" prejuízo de R$ 2bi na Argentina.

29.05.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 27,05.14
 
Fantasma do passado:


Em 7 de março de 2002, o jornal Estadão noticiava "Subsidiária da Petrobras na Argentina tem prejuízo de R$ 790 milhões". Da notícia tratada com discrição (e inexplicavelmente escondida no caderno "cidades") extraímos as informações e complementamos:

Em dezembro de 2001 a Argentina estava quebrada, implantando o "curralito", ou seja, o confisco da poupança e depósitos bancários, semelhante ao Plano Collor no Brasil.

Nem precisa desenhar que quem estava com investimentos na Argentina queria sair, como a Repsol que não tinha perspectivas de obter retorno lucrativo na refinaria de Bahia Blanca. E quem não estava com dinheiro investido lá nem pensava em entrar. Menos a diretoria tucana da Petrobras, naquele governo FHC/PSDB/Aécio.

No mesmo mês de dezembro de 2001, os tucanos fecharam o negócio da troca da refinaria e postos na Argentina da Repsol por parte da REFAP (Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul) e postos no Brasil, no mesmo pacote.

Um presentão de mãe para filho aos espanhóis donos da Repsol.

Menos de um mês depois, em janeiro de 2002, a Petrobras já contabilizava o prejuízo na refinaria Argentina de R$ 790 milhões em dinheiro da época, pela desvalorização do peso frente ao dólar (coisa que era mais do que prevista e anunciada, na época).

O peso argentino valia US$ 1,15 em dezembro de 2001 e disparou para US$ 1,95 em janeiro de 2002.

Corrigindo o valor do prejuízo da Petrobras de apenas um mês na Argentina para valores de hoje (2014) dá R$ 2 bilhões (pelo IGP-M).

A Repsol se deu bem em cima dos cofres públicos da Petrobras, quando era administrada pelos tucanos. A REFAP deu lucro líquido de R$ 190 milhões em 2001.

O prejuízo total das perdas do patrimônio cedido no Brasil pode chegar a bem mais do que isso. Fala-se até em US$ 2,5 bilhões.

Detalhe curioso: a troca da refinaria foi fechada três dias antes do então presidente da Petrobras Henri Phillipe Reischstul, escolhido por FHC, deixar o cargo.

Qual a diferença deste caso com o caso Cacciolla? Em ambos os casos teve uma operação cambial lesiva ao erário. No caso Cacciolla foi com o Banco Central que "comprou" o rombo com dinheiro público. No caso da Repsol foi a Petrobras que "comprou" o prejuízo anunciado da Repsol.

Hoje (27) a CPI da Petrobras aprovou por unanimidade requerimento pedindo as cópias de processos em análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que tratam dessa suposta negociata.

Isso explica porque o senador Aécio Neves (PSDB-MG) passou a fugir do assunto Petrobras, e não passa nem na porta da sala da CPI.

Eis a notícia do Estadão em 2002:

Quinta-feira, 7 de Março de 2002, 17:43
Subsidiária da Petrobras na Argentina tem prejuízo de R$ 790 milhões

A subsidiária da Petrobras na Argentina, a EG3, adquirida da Repsol-YPF no final do ano passado por meio de troca de ativos, teve um prejuízo de R$ 790 milhões com a desvalorização do peso em relação ao dólar. Esse valor foi apurado pela conversão do peso para o dólar ao câmbio de 1,70 (US$ 1 = 1,70 pesos), que foi a cotação registrada no dia 11 de janeiro e consta nas notas explicativas anexas ao balanço da Downstream Participações S.A., empresa criada pela Petrobras e que passou a controlar a Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e a própria EG3.

Consultada pela Agência Estado sobre a subsidiária argentina, a Petrobras informou que não poderia fazer comentários porque toda a negociação está protegida por cláusulas contratuais.

As notas explicativas da Downstream informam que as perdas da subsidiária não afetarão a Petrobras porque foram feitas provisões prevendo as perdas no valor de R$ 818 milhões. Não fica claro, porém, se a pesificação está nesse limite de proteção pois a desvalorização do peso só ocorreu em janeiro, após o encerramento do exercício de 2001. Não há informações contábeis sobre os onze primeiros meses da EG3 no ano passado e as notas explicativas da Downstream detalham apenas que a EG3 teve lucro de R$ 2,45 milhões em dezembro.

A operação de troca de ativos entre a Petrobras e a Repsol-YPF durou mais de 12 meses de negociação e foi concluída no 17 de dezembro pelo ex-presidente da estatal Henri Phillipe Reischstul (três dias antes da sua exoneração). Alguns detalhes só se tornaram públicos com a divulgação do balanço da Downstream. Para tornar viável a operação, a Petrobras criou três empresas, transformando a Refinaria Alberto Pasqualini numa empresa independente, a Refap S.A..

Além disso, criou a Downstream Participações (99,99% da própria Petrobras e 0,01% da Petrobras Distribuidora), que passou a controlar 100% da Refap S.A . Foi então criada uma outra empresa, a Refisol - para a qual foram transferidos 30% da Refap. A Refisol, por sua vez, foi transferida para a Repsol-YPF, que, desta forma, passou a ser dona de 30% da antiga Refinaria Alberto Pasqualini, empresa que teve faturamento líquido de R$ 3 bilhões em 2001, com lucro líquido de R$ 190 milhões.

A subsidiária Downstream permaneceu como titular de 70% da Refap S.A. e ficou com 67,5% da empresa chamada 5283 Participações S.A, que antes pertencia à Repsol-YPF e é a controladora da EG3. A própria Petrobras ficou com os 32,5% restantes da 5283. Além de uma refinaria em Baia Blanca, com capacidade de processar 30 mil barris/dia, o que representa cerca de 16% da refinaria gaúcha, a EG3 controla "cerca de" 700 postos de vendas de combustíveis no país vizinho (a nota da Downstream não informa a quantidade precisa), além de fábrica de asfalto e lubrificantes.

A Repsol, além dos 30% da Refap, ficou com "direitos contratuais" para instalar 234 postos de abastecimento no Brasil nas regiões Sul e Sudeste e 10% do poço Albacora Leste, na Bacia de Campos, com reservas de 1,3 bilhão de barris de petróleo, cuja produção atingirá 175 mil barris/dia a partir de 2006. Ou seja, a Repsol trocou o "risco Argentina" pelo "risco Brasil", enquanto a Petrobras fez operação inversa, optando por fazer investimentos no país vizinho, especialmente na área de distribuição.

Quando anunciou a operação de troca de ativos, a Petrobras assegurou que a operação era "neutra", com os ativos sendo avaliados em torno de US$ 500 milhões para cada lado. A Petrobras não divulgou o laudo de avaliação dos ativos envolvidos e nem dos indicadores referentes à performance dos postos na Argentina ou da refinaria de Baia Blanca envolvidos na transação.

No balanço da Downstream há a informação de que a Refinaria Alberto Pasqualini foi avaliada por R$ 460 milhões, o que representa menos de US$ 200 milhões ao câmbio atual. Esse valor pode ser inferido da avaliação feita pela Petrobras para os 30% envolvidos na transação, estimados em R$ 137,7 milhões.

Além de participação de 30% na refinaria gaúcha, a Repsol recebeu ainda outros ativos da Petrobras, tais como os direitos contratuais para receber combustíveis de 234 postos de revenda a serem instalados nas regiões Sul e Sudeste brasileiros 10% do poço de Albacora Leste, situado na bacia de Campos (com reservas provadas de 1,3 bilhão de barris de petróleo e produção de 175 mil barris por dia a partir de 2006).

Além disso, a Petrobras assumiu outros compromissos, inclusive um empréstimo de US$ 677 milhões no Japan Bank for International Cooperation (Jbic) para a ampliação da refinaria gaúcha de 125 mil barris/dia para 189 mil barris dia (os sites da Petrobras e da própria Repsol afirmam que a capacidade atual da refinaria já é de 189 mil barris dia). Esse empréstimo será pago posteriormente (em data não definida) pela própria Refap (e não pela Repsol). Todos os passivos trabalhistas, inclusive os referentes ao fundo de pensão dos trabalhadores da Refap, foram transferidos para a Petrobras.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/05/prejuizo-de-r-2-bi-em-um-mes-no-governo.html

Barbosa a Dilma, Renan e Alves: vai embora em junho

29.05.2014
Do portal BRASIL247   
 
:                                                                   
Presidente do Senado confirma: Joaquim Barbosa informou a ele que está deixando a presidência do Supremo Tribunal Federal; vai se aposentar em junho, mas não disse a data exata; antes, Barbosa foi à presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para informá-la pessoalmente de sua decisão; cerimônia do adeus prosseguiu com audiência com Renan e Henrique Alves, presidente da Câmara (foto acima); ilhado nos meios jurídicos e a cinco meses do final de seu mandato na presidência do Supremo, ministro formalizou despedida e anunciou que falará a respeito na tarde desta quinta-feira 29; com roteiro de show, era Barbosa chega ao fim
 
247 – O presidente do STF, Joaquim Barbosa, está cumprindo nesta quinta-feira 29 um roteiro de audiências formais que representa uma verdadeira cerimônia do Adeus.
 
Pela manhã, ele esteve com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, e em seguida foi ao Congresso encontrar os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e Henrique Alves, da Câmara dos Deputados. 247 apurou que Barbosa está antecipando suas despedidas do cargo, a cinco meses do final de seu mandato (aqui).
 
Renan Calheiros confirmou aos jornalistas, em Brasília, que Barbosa disse a ele que irá se aposentar em junho. Antes, a diferentes interlocutores, o presidente do STF já havia adiantado que não cumpriria seu mandato até o final.
 
"Ele disse que vai deixar o Supremo. Comunicou que a visita era uma oportunidade para se despedir", disse Renan, que acrescentou que, a princípio, o encontro de hoje era uma reunião de rotina, mas que, em meio às conversas, Barbosa anunciou sua saída do cargo.
 
Durante a reunião com Renan, Barbosa foi questionado por senadores que participaram do encontro se o plano era se candidatar em outubro, e respondeu apenas com um sorriso. No entanto, para poder disputar um cargo nas eleições, Barbosa teria de ter deixado o Supremo até 5 de abril e se filiado a um partido político.
 
A conversa entre os representantes dos dois Poderes durou menos de 30 minutos e Barbosa seguiu para a Câmara dos Deputados sem falar com a imprensa. À pergunta sobre a data da aposentadoria, Barbosa limitou-se a sorrir e afirmou: "Aguardem, aguardem".
 
Ilhado nos meios jurídicos e criticado abertamente pela Procuradoria Geral da República e por todas, sem exceção, associações de magistrados, Barbosa perdeu a admiração de seus pares. Ele já havia antecipado que iria deixar o cargo de presidente do STF antes do final de seu mandato. Hoje, colocou em prática a promessa.
 
O crescente isolamento nos meios jurídicos, em razão de decisões que contrariaram diferentes jurisprudências das cortes, ajudaram a apressar sua decisão. A era Barbosa já tem data para acabar: junho.
 
Abaixo, biografia divulgada pela Agência Brasil do juiz que se vai:
 
Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 59 anos, nascido em Paracatu (MG), ocupa a presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça desde novembro de 2012. O ministro foi indicado à Suprema Corte em 2003, no mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Antes de sua nomeação para o Supremo, o ministro Joaquim Barbosa foi membro do Ministério Público Federal, chefe da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde, advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados, oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e compositor gráfico do Centro Gráfico do Senado.
 
Ele é mestre e doutor em direito público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) e mestre em direito e Estado pela Universidade de Brasília.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/141660/Barbosa-a-Dilma-Renan-e-Alves-vai-embora-em-junho.htm
 

Ex-gays prestam apoio a Marisa Lobo

29.05.2014
Do portal GOSPEL PRIME,28.05.14
Por Leiliane Roberta Lopes
 
 
A psicóloga Marisa Lobo teve seu diploma cassado pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP) do Paraná por ser acusada de promover a “cura” de homossexuais. Pelo Facebook muitos ex-gays lançaram uma campanha contra a decisão mostrando que é possível deixar a prática e voltar a ser heterossexual.
 
Ex-gays prestam apoio a Marisa LoboA campanha mostra casais onde um dos parceiros já viveu o homossexualismo e conseguiu vencer a atração por pessoas do mesmo sexo. Abaixo de cada mensagem eles escrevem um recado para quem não acredita que exista ex-gay: “Não é porque você deixa de acreditar, que nós vamos deixar de existir #apoiamosMarisaLobo”.
 
Entre os defensores da psicóloga está o pastor Joide Miranda que chegou a ser travesti. Ele sempre comenta que “Deus restaurou sua identidade sexual” e acredita que o mesmo pode acontecer com os homossexuais que estão insatisfeitos com a vida que levam.
 
A esposa de Joide, Edna Miranda, também entrou na campanha e escreveu: “Meu marido é ex-gay, ele existe. #repúdio ao Conselho de Psicologia. #MarisaLobo, obrigada por respeitar nossa existência. Edna e Joide Miranda”.
 
Fanpage Ex-gays
A página com pouco mais de 500 curtidas defende o direito de deixar a homossexualidade.
 
Na foto da capa há frases de psicólogos americanos que defendem o mesmo.
 
“Homossexuais podem mudar! É uma injustiça os jovens não saberem disso!”, teria dito Joseph Nicolosi, psicólogo clínico americano. “Fui buscar na ciência um jeito para deixar de ser gay e consegui!”, seria a frase de Richard Cohen, psicoterapeuta e ex-gay.
 
Marisa Lobo foi cassada por acreditar nesses pensamentos, aliado a isto está a sua crença, por ser evangélica e se declarar como psicóloga cristã ela chegou a ser coagida pelo CRP que exigiu que ela tirasse todas as menções a Deus de suas redes sociais e página da internet. A psicóloga não aceitou.
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/ex-gays-apoio-marisa-lobo/

Ararath, da PF, desvenda mapa de propinas no MP

29.05.2014
Do portal BRASIL247
 
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Operação da Polícia Federal, que teve sua divulgação suspensa por decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode ter chegado ao coração de um esquema milionário de corrupção no Ministério Público; planilha apreendida por policiais tem 47 nomes de promotores e procuradoras do MP-MT; não por acaso, foi a primeira vez em que a Procuradoria-Geral da República coibiu a divulgação das investigações, o que Janot negou ser "censura"; procurador-geral do Mato Grosso, Paulo Roberto Jorge do Prado, se disse "indignado" com denúncia de procuradora da República; "Ela enlameou 47 pessoas"
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/matogrosso247/141640/Ararath-da-PF-desvenda-mapa-de-propinas-no-MP.htm

FALSO MORALISMO TUCANO: A bolada dos tucanos para comprar o PMDB mineiro virou gol contra

29.05.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito
 
VAMOS
 
Embora sem o destaque merecido na imprensa – afinal é a acusação direta de um deputado federal sobre outro parlamentar e confirmada – a “bolada” de R$ 20 milhões oferecida pelo presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, ao presidente do PMDB local, Antonio Andrade é mais uma destas hipocrisias do Brasil.
 
Para quem quiser pensar além do udenismo de dizer que é só - e é, sim – um escândalo, vai ficar por aí, abafada nas notinhas de jornal.
 
Só vai virar manchete se envolver alguém do PT, como aconteceu e todos sabem.
 
Mesmo assim, registre-se, a Folha publicou e o assunto saiu das montanhas de Minas.
 
A hipocrisia é que isso é fruto de dois males que a imprensa defende com unhas e dentes.
 
O financiamento privado de campanhas e a coligações em eleições proporcionais, como as de deputado.
 
Elas, juntas, são a grande fonte de dinheiro do “mercado eleitoral”.
 
O segundo capítulo da hipocrisia é tratar o assunto como se o chefe supremo do PSDB mineiro sai desta história como se não tivesse nada com isso.
 
É possível que as negociações no seu estado, centro da sua campanha, a Minas que Aécio Neves considera seu “curral eleitoral” se dêem sem o seu conhecimento?
Mas Aécio nunca tem nada a ver com nada.
 
Já foi assim com o “mensalão” de Eduardo Azeredo, jogado ao rio como “boi de piranha”.
Agora, Pestana, que pretendia a vaga que ficou com Pimenta da Veiga.
O “vamos conversar” em Minas já foi mais silencioso.
 
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=17802
Fernando Brito

Isaltino solicita audiência pública para tratar sobre venda de produtos à base de amianto

29.05.2014
Do portal ISALTINO NASCIMENTO, 28.05.14
Por Taíza Brito
 
O deputado Isaltino Nascimento (PSB), em pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 28 de maio, lamentou o fato de a Lei 12.589, de 26 de maio de 2004, de sua autoria, que proíbe em Pernambuco a comercialização de produtos à base de amianto, esteja sendo descumprida. Armazéns do Recife, Jaboatão, São Lourenço da Mata, Caruaru, Serra Talhada e Araripina, segundo denúncia da auditora fiscal do Ministério do Trabalho, Fernanda Giannasi, estariam comercializando produtos como telhas e caixas d’água à base do produto, causador de diversos tipos de câncer.
 
Por conta da denúncia, o deputado solicitou a realização de audiência pública, na Assembleia Legislativa, para a qual serão convidados representantes de órgãos de fiscalização do Estado e dos municípios, além de integrantes do Ministério Público Estadual. “É preciso que a venda seja coibida, para proteção do consumidor”, destacou. A previsão é que a audiência acontece no próximo dia 9 de junho.

O parlamentar lembrou que o produto é proibido em 66 países, que tratam do assunto como catástrofe sanitária. “É incompreensível que depois de dez anos de vigência da lei ainda haja quem venda este tipo de material, que é extremamente nocivo à saúde de quem trabalha em sua produção ou manuseio”, destacou.
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Fonte:http://www.isaltinonascimento.com.br/index.php/noticias/726-amianto