terça-feira, 27 de maio de 2014

O COMPLEXO DE VIRA-LATA DE RONALDO E O NARCISISMO ÀS AVESSAS DE VEJA E ÉPOCA - VAI TER COPA!

27.05.2014
Do portal BRASIL247, 26.05.14
Por  DAVIS SENA FILHO

Às vésperas de se abrirem as portas para a maior Copa do Mundo, o povo brasileiro tem de aturar um monte de bocas malditas que odeiam o Brasil e que não querem que este País e sua população se desenvolvam

Às vésperas de se abrirem as portas para a maior Copa do Mundo — a Copa das Copas — de todos os tempos, indivíduos sem conhecimento de causa e travestidos de críticos sociais e econômicos, a exemplo de Ronaldo, o Fenômeno, e alguns jornalistas de Veja e Época, que a mando dos Civita e dos Marinho falam e escrevem quaisquer sandices e mentiras para manterem seus empregos, o povo brasileiro, que ama o futebol e que ascendeu socialmente e economicamente nos últimos 12 anos, tem de aturar um monte de bocas malditas que odeiam o Brasil e que não querem que este País e sua população se desenvolvam. A ordem é baixar o astral.

Ronaldo, o garoto propaganda atualmente mais requisitado pelo establishment que o Pelé, e que fora do campo se transformou no Fenômeno para falar bobagens e, por sua vez, ficar de bem com a mídia e a publicidade que lhes pagam fartos cachês e milionários contratos, resolveu mudar de lado, depois de aceitar ser um dos membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da Fifa. O ex-atleta defendeu a realização do segundo evento mais importante do planeta no Brasil (só perde para as Olimpíadas) até o mês de março quando em abril resolveu pular do barco ao se encontrar com "seu" amigo Aécio Neves, candidato a presidente da República pelo PSDB.

Ronaldo se diz com vergonha do Brasil. O garoto propaganda envergonhado foi mais além em sua patetice: afirmou que vai morar fora do Brasil e, como empresário que é, informou que também vai investir dinheiro no exterior. Nada mais coxinha, nada mais patético e colonizado. Nada mais subserviente e subalterno do que o pensamento e as intenções do Ronaldo. Contudo, ele apenas, e aposto que não sabe disso, retrata a "viralatice" de milhões de brasileiros inquilinos das classes médias tradicionais e ricas.

Aqueles que se olham no espelho e se lamentam todos os dias por terem nascido brasileiros. São os narcisos ao avesso ou às avessas, e tão colonizados que não percebem que o Brasil cresceu e que o mundo pelo qual eles passaram a vida a suspirar de admiração está em crise. Muitos países entraram em convulsão econômica e social e até mesmo os Estados Unidos, país de seus sonhos e ilusões, não são tão hegemônicos como antes, bem como também enfrentam uma grave crise econômica, pois suas taxas de crescimento anuais são pequenas, o desemprego ainda é preocupante e cerca de 40 milhões de pessoas dependem dos tradicionais cupons para saciarem a fome.

Não existe nos EUA um programa social de segurança alimentar, a exemplo do Bolsa Família, bem como o presidente Barack Obama teve de suar a camisa para aprovar um sistema de saúde estatal para atender a maioria da população, porque até então os EUA não tinham e ainda não têm um sistema de saúde público tão amplo como o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, apesar de seus defeitos e da luta por melhorias. Nunca se fala disso no Brasil e muito menos o Jornal Nacional e seus congêneres repercutem tais realidades. Mas, se essas coisas acontecessem na Rússia, obviamente que a imprensa de mercado e de caráter imperialista mostraria tais fatos, como evidencia diariamente os problemas do SUS.

Porém, a mídia privada e controlada pelos magnatas bilionários de imprensa nunca elogia ou veicula as conquistas desse mesmo Sistema que está a ser aprimorado no decorrer dos anos, porque as notícias são sistematicamente negativas. São as ordens dadas às redações: desconstruir e desqualificar para pautar o atual Governo e derrotá-lo. Sou jornalista há três décadas e sei como funcionam as redações da imprensa-empresa, que apenas defendem os interesses dos oligopólios midiáticos, que, por seu turno, são aliados ao sistema de poder e dominância dos países desenvolvidos, como não deixam dúvidas órgãos de imprensa como o Financial Times e a The Economist, que se aliam à imprensa nativa, pois inquestionavelmente vinculados ao establishment internacional e que, ousadamente e reiteradamente, tentaram pautar quando não pedir a cabeça do ministro da Fazenda Guido Mantega.

Um absurdo que contou com o apoio traiçoeiro da imprensa familiar e golpista que atua livre neste País para fazer o que quiser e lhe convier, porque ainda não foi efetivado no Brasil o marco regulatório para os meios de comunicação. Ainda, absurdamente, não temos uma Lei das Mídias, apesar de sua implementação constar na Constituição de 1988. O povo brasileiro não sabe e não conhece o que está a ser feito e realizado no Brasil nos últimos anos, pois a imprensa alienígena e sectária censura as realizações e critica até mesmo o que é bem feito. Somente no horário eleitoral gratuito o Governo Trabalhista vai poder mostrar ao povo o que foi realizado e o que está em andamento e ainda por fazer. E aí não vai ter jeito de a direita boicotar e sabotar as informações que ela teima em esconder. Ponto!

Ronaldo é realmente um fenômeno de desinformação e contradições. O ex-atleta vive em um mundo de opulência e percebeu que o seu lado não é o lado da esquerda, da mandatária trabalhista Dilma Rousseff. Essa gente só visa o lucro que a Copa proporciona e fingiu até agora que gosta do Brasil e de seu povo. De repente, pessoas que nunca viram o brasileiro ir às ruas como em junho de 2013 passaram a deitar falação sobre o que não compreende e não quer compreender. Apenas surfam nas ondas dos que consideram o Brasil ruim, incompetente, atrasado, brega e que por isso não merece ser protagonista do mundo e, a ser assim, está proibido de ter o direito de ser o anfitrião de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Logo o Brasil, fatos esses que o Ronaldo com seu enorme complexo de vira-lata desconhece. O Brasil é pródigo e competente em realizar megaeventos. Sempre os realizou. Olhe a lista: Copa do Mundo de 1950, Jogos Pan-Americanos de 1963 e de 2007, ECO 1992, Rock in Rio (vários), Rio+20, Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Carnaval (todo ano), Reveillon (do Rio e em todo o Brasil), Jogos Sul-Americanos, Olimpíadas Militares, além de grandes eventos de negócios, administrativos, culturais, feiras e turísticos. Citei apenas alguns eventos que me vieram à memória. Todavia, são muito mais, e que denotam que o Brasil é um País competente, com um povo muito inteligente, criativo e trabalhador.

O problema desta espetacular Nação culturalmente e etnicamente diversificada não é o povo, mas, evidentemente, são os coxinhas de classe média e os ricos. São dois grupos sociais que pregam a baixa estima, disseminam o mau humor e demonstram, de forma incontida, o desprezo que sentem pelo Brasil. Eles são os porta-vozes da iniqüidade — os mensageiros da negação de ser brasileiro. Essa gente de alma doente e perversa é o fim da picada e transforma o que é positivo e favorável ao Brasil em negativo e desfavorável. Ronaldo, além de trair àqueles que confiaram nela para ser um dos coordenadores da Copa das Copas, está a sentir vergonha do Brasil e quiçá dos brasileiros.

Entretanto, ele não sente vergonha de episódios de sua vida privada, que se tornaram públicos e que, verdadeiramente, são capazes de envergonhar até um explorador de trabalho infantil. Realmente... Sem comentários. Considero que o garoto propaganda está a ler de mais as revistas Veja, a Última Flor do Fáscio, e Época, um libelo de direita das Organizações(?) Globo, que teve um de seus editores envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, tal qual à Veja, a revista porcaria. São duas publicações que torcem pelo fracasso do Brasil enquanto, por intermédio da publicidade e propaganda, ganham centenas de milhões, quiçá bilhões, com a Copa do Mundo de 2014. As corporações midiáticas querem um Brasil para baixo, cabisbaixo e com vergonha de si. Mas, não vai acontecer, e a Copa vai ser um sucesso, pois já o é de público, de renda e de telespectadores em termos planetários antes de começar.

É desta forma, porém, que a banda toca no que diz respeito ao oportunismo, ao golpismo, à sabotagem e ao boicote perpetrado pelos donos de todas as mídias, e exemplificados nos magnatas bilionários de imprensa. É porque essa gente anti-brasileira não vive as questões do Brasil e por isso não as sente. Apenas criticam e combatem os programas de governo e o projeto de País dos trabalhistas e socialistas porque não querem a independência do Brasil e a emancipação definitiva de seu povo. Por isso que esses mega empresários tentam, de todas as formas, intervir no processo político, pois é no Brasil que eles acumularam suas fortunas bilionárias e temem perder seus benefícios e privilégios, que são seculares.

É o seguinte: as "elites" colonizadas, subservientes e portadoras de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata odeiam e desprezam o Brasil, mas não abrem mão de ganhar muito dinheiro aqui e gastá-lo no exterior. Vai demorar ainda muito tempo para que a classe média tradicional e as classes ricas se livrem de tal complexo, que, se perceberem, as transformam em parias da comunidade internacional, que no fundo não as respeita por serem subalternas e subjugadas no que tange a não assumir e não ter orgulho de sua nacionalidade. O estrangeiro, em seu íntimo, vê o coxinha e o riquinho como macacos de estimação. Ele só dá atenção ao "macaquito", geralmente de "pêlo" branco, porque sabe que pode ganhar algum dinheiro e, consequentemente, movimentar seus negócios.

O coxinha de classe média e o riquinho "mauricinho" brasileiros somente são aturados porque o estrangeiro (leia-se ingleses, franceses, norte-americanos, alemães, nórdicos) considera divertido ver tanta leviandade, pusilanimidade e falta de amor próprio por parte desses brasileiros. Esses, sim, ao contrário do que o Ronaldo pensa, envergonham o Brasil e a grande maioria do povo brasileiro. São eles os leitores da Veja e da Época, dois libelos de direita, de péssima qualidade editorial e que querem ver o Brasil no limbo enquanto as "elites" que eles defendem vivem como nababos ou paxás, a se locupletarem com as fortunas e a boa vida que conseguiram conquistar, de todas as formas e maneiras aqui no Brasil, País que eles detestam, mas, espertamente, recusam-se a ir embora para o exterior.

E como ir se o dinheiro está aqui? Como sair fora, se somos a sexta economia do mundo e temos um dos mercados internos mais poderosos do mundo, com uma nova classe média de milhões de pessoas ávidas por consumir? Eles não são bobos, mas são safados, porque sabem que a Europa está falida e que muitos de seus povos se transformaram novamente em imigrantes, a exemplo como aconteceu na segunda metade do século XIX e início do século XX. Os europeus são uma maravilha para os coxinhas do Brasil, mas a verdade é que eles vieram para as Américas na condição de imigrantes, pobres, sem eira e nem beira. Ponto!

O Ronaldo está mais por fora do que umbigo de vedete — para nos lembrar do antigo adágio. O Brasil é uma das economias mais fortes do mundo; estável, recebe enorme quantidade de dólares, não deve ao FMI, além de ser considerado pelas agências internacionais um País com suas contas equilibradas, o que o levou a atingir o nível máximo de confiabilidade, além de ter um sistema bancário consolidado e fiscalizador. Fatores esses que não aconteceram na Europa e nos EUA, que deixaram os especuladores à vontade e deu no que deu: uma grave crise que perdura há seis anos.

O Ronaldo desconhece a história do Brasil, a macroeconomia e tudo o que o Governo Trabalhista realizou em termos de infraestrutura nos últimos 12 anos e que vão ser mostrados no horário eleitoral gratuito. Aí, ele vai saber e talvez parar de falar besteira como se fosse um menino. Ronaldo, ao que parece, desconhece também o legado da Copa que vai ficar para o Brasil, porque, certamente, informou-se todo esse tempo por intermédio da imprensa burguesa, que sempre negativou o andamento das obras, como se o Brasil não tivesse engenheiros e uma engenharia competentes. Um absurdo e o fim da picada tanta aleivosia e matreirice evidenciadas por jornalistas mequetrefes sem a menor noção de nacionalidade e de união para que o Brasil obtenha o respaldo necessário para se inserir no mundo como uma Nação importante e influente.

Contudo, o ex-jogador e empresário não sabe o que os brasileiros conquistaram nos últimos 12 anos, inclusive a Copa do Mundo que o envergonha, mas que enche de orgulho a Nação brasileira, apesar das diatribes da imprensa de negócios privados que apostou e aposta no fracasso da Copa e na derrota da Seleção Brasileira. Por seu turno, Ronaldo tem a compreensão que os empresários, como ele, vão ganhar muito dinheiro; e dessa realidade, obviamente, não vão reclamar.

É porque os complexados, os colonizados, os vira-latas acreditam que a baixa estima, a negatividade, a derrota e o fracasso vão fazer com que os candidatos tucanos, do PSDB, talvez vençam as eleições de outubro deste ano, mesmo sabendo que eles não têm projeto de País e programas de Governo. O projeto tucano se resume a negar vida melhor para o povo e vender o que resta do Brasil, como o fizeram na década de 1990, no governo do neoliberal FHC, bem como anunciam, por intermédio do candidato Aécio Neves e do banqueiro Armínio Fraga, o mesmo procedimento neoliberal de governar do passado, o que significa enorme desemprego. Imagine o resto? Eles — a direita, a imprensa alienígena, os burgueses e pequenos burgueses (classe média) — realmente não podem e não devem se olhar em seus espelhos, pois, do contrário, vão vislumbrar o complexo de vira-lata e ter de ver em seus olhos a própria derrota. Vai ter Copa! É isso aí.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/141191/O-complexo-de-vira-lata-de-Ronaldo-e-o-narcisismo-%C3%A0s-avessas-de-Veja-e-%C3%89poca---Vai-ter-Copa!.htm

O pavor dos abastados

27.05.2014
Do BLOG DO MIRO, 
Por Leonardo Boff, no site da Adital:


Está causando furor entre os leitores de assuntos econômicos, economistas e principalmente pânico entre os muito ricos um livro de 700 páginas escrito em 2013 e publicado em muitos países em 2014. Transformou-se num verdadeiro best-seller. Trata-se de uma obra de investigação, cobrindo 250 anos, de um dos mais jovens (43 anos) e brilhantes economistas franceses, Thomas Piketty. O livro se intitula "O capital no século XXI” (Seuil, Paris 2013). Aborda fundamentalmente a relação de desigualdade social produzida por heranças, rendas e principalmente pelo processo de acumulação capitalista, tendo como material de análise particularmente a Europa e os USA.

A tese de base que sustenta é: a desigualdade não é acidental, mas o traço característico do capitalismo. Se a desigualdade persistir e aumentar, a ordem democrática estará fortemente ameaçada. Desde 1960, o comparecimento dos eleitores nos USA diminuiu de 64% (1960) para pouco mais de 50% (1996), embora tenha aumentado ultimamente. Tal fato deixa perceber que é uma democracia mais formal que real.

Esta tese sempre sustentada pelos melhores analistas sociais e repetida muitas vezes pelo autor destas linhas, se confirma: democracia e capitalismo não convivem. E, se ela se instaura dentro da ordem capitalista, assume formas distorcidas e até traços de farsa. Onde ela entra, estabelece imediatamente relações de desigualdade que, no dialeto da ética, significa relações de exploração e de injustiça. A democracia tem por pressuposto básico a igualdade de direitos dos cidadãos e o combate aos privilégios. Quando a desigualdade é ferida, abre-se espaço para o conflito de classes, a criação de elites privilegiadas, a subordinação de grupos, a corrupção, fenômenos visíveis em nossas democracias de baixíssima intensidade.

Piketty vê nos USA e na Gran Bretanha, onde o capitalismo é triunfante, os países mais desiguais, o que é atestado também por um dos maiores especialistas em desigualdade Richard Wilkinson. Nos USA executivos ganham 331 vezes mais que um trabalhador médio. Eric Hobsbawn, numa de suas últimas intervenções antes de sua morte, diz claramente que a economia política ocidental do neoliberalismo "subordinou propositalmente o bem-estar e a justiça social à tirania do PIB, o maior crescimento econômico possível, deliberadamente inigualitário”. 

Em termos globais, citemos o corajoso documento da Oxfam Intermón, enviado aos opulentos empresários e banqueiros reunidos em Davos em janeiro deste ano como conclusão de seu relatório "Governar para as elites, sequestro democrático e desigualdade econômica”: 85 ricos têm dinheiro igual a 3,57 bilhões de pobres do mundo.

O discurso ideológico aventado por esses plutocratas é que tal riqueza é fruto de ativos, de heranças e da meritocracia; as fortunas são conquistas merecidas, como recompensa pelos bons serviços prestados. Ofendem-se quando são apontados como o 1% de ricos contra os 99% dos demais cidadãos, pois se imaginam os grandes geradores de emprego.

Os prêmios nobéis J. Stiglitz e P. Krugman têm mostrado que o dinheiro que receberam do Governo para salvarem seus bancos e empresas mal foram empregados na geração de empregos. Entraram logo na ciranda financeira mundial que rende sempre muito mais sem precisar trabalhar. E ainda há 21 trilhões de dólares nos paraísos fiscais de 91 mil pessoas.

Como é possível estabelecer relações mínimas de equidade, de participação, de cooperação e de real democracia quando se revelam estas excrecências humanas que se fazem surdas aos gritos que sobem da Terra e cegas sobre as chagas de milhões de co-semelhantes?

Voltemos à situação da desigualdade no Brasil. Orienta-nos o nosso melhor especialista na área, Márcio Pochmann (veja também Atlas da exclusão social – os ricos no Brasil, Cortez, 2004): 20 mil famílias vivem da aplicação de suas riquezas no circuito da financeirização, portanto, ganham através da especulação. Continua Poschmann: os 10% mais ricos da população impõem, historicamente, a ditadura da concentração, pois chegam a responder por quase 75% de toda riqueza nacional. Enquanto os 90% mais pobres ficam com apenas 25%”(Le Monde Diplomatique, outubro 2007).

Segundo dados de organismos econômicos da ONU de 2005, o Brasil era o oitavo país mais desigual do mundo. Mas graças às políticas sociais dos últimos dois governos, diga-se honrosamente, o índice de Geni (que mede as desigualdades) passou de 0,58 para 0,52. Em outras palavras, a desigualdade que continua enorme, caiu 17%.

Piketty não vê caminho mais curto para diminuir as desigualdades do que a severa intervenção do Estado e da taxação progressiva da riqueza, até 80%, o que apavora os super-ricos. Sábias são as palavras de Eric Hobsbawn: "O objetivo da economia não é o ganho mas sim o bem-estar de toda a população; o crescimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um meio para dar vida a sociedades boas, humanas e justas”.

E como um granfinalea frase de Robert F. Kennedy:”o PIB inclui tudo; exceto o que faz a vida valer a pena”.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/o-pavor-dos-abastados.html

SAUL LEBLON: Um tabu que sangra o Brasil

27.05.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 25.05.14
Por Saul Leblon 

A isenção sobre as remessas, aprovada no governo FHC, tornou-se um desestímulo à reaplicação dos lucros em uma economia carente de investimentos. 

Arquivo
O Brasil perde cada vez mais dólares com as remessas de lucros e dividendos das empresas estrangeiras instaladas  no país.



Em abril foram remetidos US$ 3,2 bi;   US$ 9 bilhões no primeiro quadrimestre de 2014.
No ano passado,  lucros, dividendos e royalties remetidos às matrizes totalizaram quase US$ 40 bilhões.
Equivale à soma dos gastos na construção das usinas de Jirau, Belo Monte, SantoAntônio e a refinaria Abreu e Lima.

Representa quase  50% do rombo externo do período, de US$ 81 bi (3,6% do PIB).

Não há problema, diz a ortodoxia. Com a  liberdade de capitais, o fluxo de investimentos diretos, e os especulativos, cobre o rombo, ou quase todo ele.

De fato, o ingresso anual de capitais na economia brasileira  oscila em torno de US$ 60 bilhões (a diferença em relação ao déficit cambial total é zerada com captações em títulos).

Parece um lago suíço. Mas não é.

As correntezas submersas das contas externas, embora muito distantes da convulsão vivida no ciclo de governo do PSDB –quando as reservas cobriam poucos meses de importações e eram tuteladas pelo FMI-  mostram uma dinâmica estrutural conflitante.

As exportações não conseguem gerar um superávit suficiente para cobrir a fatia expressiva das remessas e gastos no exterior.

O declínio nos preços das commodities e a baixa competitividade das exportações industriais (associada  à expansão das importações) completam a espiral descendente dos saldos comerciais.

Em 2013 a diferença entre embarques e desembarques deixou apenas US$ 2,561 bilhões no caixa do país, pior resultado da balança comercia desde o ano 2000.

Em 2014, apesar da melhora refletida em um superávit mensal de US$ 506 milhões em abril, o acumulado no quadrimestre  ainda é negativo: menos US$ 5,5 bilhões de dólares.

Em tese, haveria aí um paradoxo: como uma economia onde o capital estrangeiro acumula lucros tão robustos e remessas tão generosas (US$ 9 bilhões entre janeiro e abril), exporta tão pouco?

Duas lógicas se superpõem na explicação do conflito aparente.

A primeira decorre da inexistência de sanções que desencorajem as remessas.

Essa atrofia reflete a evolução política do país.

Em 1952, Vargas instituiu um limite  de repatriação de 10%  sobre os lucros do capital estrangeiro.

Em 20 de janeiro de 1964, Jango, certo de que estava assinando sua deposição, sancionou e especificou  barreiras às remessas no decreto  53.451.

Estava correta intuição do presidente.

O golpe de 1964  eliminou a restrição quantitativa em 1965 - os 20% anuais de retorno do capital e os 10% sobre os lucros foram substituídos  por um imposto progressivo.

O mecanismo penalizava adicionalmente remessas acima de 12% do capital médio registrado no triênio anterior. Buscava-se, teoricamente, induzir  a permanência do recurso no país  na forma reinvestimento, sujeito apenas ao imposto na fonte.

A ‘boa’ intenção da ditadura foi derrubada com a emergência do ciclo neoliberal, que eliminou o imposto suplementar em 31 de dezembro de 1991, no governo Collor. 

A escalada do desmonte incluiu ainda um corte na alíquota do Imposto de Renda sobre remessas , que caiu de 25% para 15%.

Finalmente, em 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei 9.249 reduziu a zero  a alíquota, instituindo a isenção total de imposto sobre as remessas de lucros e dividendos.

É sugestivo que os mesmos  veículos que rasgam manchetes para a erosão de divisas na conta de turismo, silenciem diante dessa sangria gerada pelo capital estrangeiro, cujo controle é uma espécie de tabu da agenda nacional.

Embora descabido para um país que enfrenta dificuldades em gerar saldos com exportações, a verdade é que o débito acumulado pelos viajantes brasileiros nas contas externas (US$ 2,3 bilhões em abril  e US$ 8,2 bi no ano) é inferior ao fluxo das remessas do capital estrangeiro.

Mas isso não repercute. Talvez porque envolva não apenas uma diferença contábil.



A intocabilidade que cerca o capital estrangeiro sonega um debate que precisa ser feito para destravar a máquina do desenvolvimento brasileiro.

O tabu, na verdade, blinda escolhas políticas feitas nos anos 90, cujos desdobramentos explicam uma parte importante das dificuldades estruturais para a economia voltar a crescer de forma expressiva.

O regime facultado ao capital externo, associado à sofreguidão das  privatizações nos anos 90, instalou no país uma azeitada plataforma de remessas de divisas, dissociada de contrapartidas equivalentes do lado exportador.  

As privatizações dos anos 90, mas também os investimentos estrangeiros e aquisições predominantes nas últimas décadas, concentraram-se em áreas de serviços  –chamadas non-tradables, não comercializáveis no exterior.

Ou seja,  criaram-se direitos de remessas permanentessem expandir proporcionalmente o fôlego comercial da economia.

A desestruturação da taxa de câmbio, traço que se arrasta desde o Real ‘forte’, completou a base de um sistema manco para dentro e para fora.

Três muletas  se atropelam nesse tripé: exportações industriais declinantes e importações  ascendentes, devido ao câmbio valorizado, e sangria desmedida nas diversas modalidades de remessas do capital estrangeiro.

O Brasil não vive uma asfixia externa, como a da crise da dívida nos anos 70 e 80, em parte decorrente de empréstimos que, de fato, ampliariam a capacidade e a infraestrutura do sistema produtivo.

Mas está constrangido no flanco externo por um descompasso estrutural intrínseco ao regime concedido ao  capital estrangeiro.

 O pano de fundo incômodo  traz pelo menos um desdobramento positivo.

A ideia de que as condições de investimento e financiamento na economia devem estar atreladas  –inexoravelmente— ao padrão de liberação financeira dos anos 90 não se sustenta mais.

As facilidades desmedidas oferecidas ao capital estrangeiro não redundaram em um salto no patamar de investimento, tampouco agregaram um novo divisor  de competitividade, ademais de nada acrescentarem à inserção da indústria local nas cadeias de suprimento e tecnologia que dominam o capitalismo globalizado.

O insulamento regressivo não é a alternativa.

 Mas as evidências demonstram  que os protocolos destinados ao capital estrangeiro não servem para gerar os efeitos multiplicadores necessários ao aggiornamento do parque industrial e à inserção internacional da economia.   

Na verdade, a isenção concedida às remessas fez o oposto.

Incentivou o não reinvestimento de lucros, promoveu o endividamento intercompanhias (entre filial e matriz), exacerbou a consequente espiral dos juros e deslocou a ênfase do resultado operacional para a esfera financeira.

Uma conta grosseira indica que o capital estrangeiro remeteu nos últimos 11 anos cerca de US$ 240 bilhões, para um estoque de investimento da ordem de US$ 720 bi.

A relação soa favorável, não fosse a qualidade desse fluxo, boa parte, repita-se,  destinado a aquisições de plantas já existentes e prioritariamente focado em atividades não geradoras de divisas.

Não apenas isso.

O líder em remessas de lucros e dividendos nos últimos dez anos, o setor automobilístico, responsável por quase 14% da sangria desde 2003, não exibiu qualquer compromisso com o país quando se instalou a crise internacional.

À renúncia fiscal sobre as remessas veio se  sobrepor, então, novas demandas  por isenções de impostos, a título de se evitar demissões, sem que de fato se tenha assegurado a garantia do emprego ao trabalhador brasileiro.

O conjunto resgata o tema do controle de capitais como uma ferramenta oportuna, legítima e indispensável à reordenação  do desenvolvimento brasileiro. 

Chegou a hora de  desmascarar um tabu que sangra o Brasil.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Um-tabu-que-sangra-o-Brasil/31008

NAZIFASCIMO À SOLTA NA INTERNET: A Liberdade de Expressão nunca servirá de escudo para canalhas

27.05.2014
Do blog TUDO EM CIMA


Centenas de brasileiros deram a vida para que o Brasil voltasse a ser uma democracia e para que a liberdade de expressão voltasse a ser garantida para todos.

É por isso que todos nós, que somos verdadeiramente de esquerda e lutamos por justiça social e igualdade, devemos repudiar aqueles canalhas que se envolvem na política apenas para tentar buscar lucros pessoais.

Canalhas que pulam de galho em galho no espectro ideológico e que, ao não terem seus desejos mesquinhos atendidos, procuram se aproveitar desse direito inalienável do ser humano para apunhalar seus ex-aliados pelas costas e tentar destruir a reputação deles, movidos unicamente pelo ódio, pela soberba e pelo rancor.

Pessoas assim devem sentir apenas o peso da Lei. Nada mais.

Calúnia, injúria e difamação são crimes e jamais devem ser confundidos com o direito de criticar um adversário político. Jamais.

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Fonte:http://tudo-em-cima.blogspot.com.br/2014/05/a-liberdade-de-expressao-nunca-servira.html

DIREITA REACIONÁRIA:Sai o "Não vai ter Copa", entra o "Não vai ter Brasil"

27.05.2014
Do blog CRÔNICAS DO MOTA, 25.05.14

A ordem é instaurar o caos
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A cada pesquisa eleitoral que mostra a resiliência da candidatura da presidente Dilma à reeleição, a oposição responde com mais ódio e violência, como se já não tivesse mais esperanças de derrotar nas urnas o que chama, pejorativamente, de "lulodilmismopetismo".

Manifestações sem pé nem cabeça param São Paulo, castigando a já sofrida população.

Outras capitais e grandes cidades brasileiras sofrem com o mesmo tipo de guerrilha.

O "não vamos ter Copa", que não colou, foi trocado pelo "não vamos ter Brasil".

O interessante é que tais demonstrações explícitas de desprezo pela democracia são seletivas.

Nunca têm como alvo governantes tucanos e assemelhados.

É como se todos os males do país fossem responsabilidade dos petistas, como se a incúria, a inércia, a incompetência administrativas seculares pudessem ser apagadas em quatro anos de governo.

A imprensa amplifica como pode essa insanidade, dando voz a qualquer um que tenha um discurso contra o PT.

Artistas se "engajam" na campanha hidrófoba.

A resposta dos governantes do partido tem sido a mais republicana possível, procurando soluções estritamente dentro da lei para ações escancaradamente subversivas.

A tática da oposição, de espalhar, por todos os meios possíveis, o caos no país, já foi aplicada com êxito em outros países.

Parece integrar uma cartilha, patrocinada sabe-se lá por quem, que ensina como derrubar governos democráticos, mas que incomodam a oligarquia.

Caso do Brasil, onde a tal "elite" não suporta Lula, nem Dilma, nem o PT, a quem se refere como "essa raça".

Os colunistas dos jornalões, também engajados na luta para que o país volte aos tempos da Casa Grande e Senzala, destacam o mau clima entre a população.

Só que se esquecem de dizer aos seus prezados leitores/ouvintes/telespectadores, que eles são pagos - e muito bem pagos - para insuflar esse ânimo, para jogar gasolina na fogueira, para ajudar a fazer o circo pegar fogo.

A história se repete, não é isso que dizem?

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Fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/05/sai-o-nao-vai-ter-copa-entra-o-nao-vai.html#more

Brasileira é suspeita em caso de corpo enviado pelo correio no Japão

27.05.2014
Do portal MSN/NOTÍCIAS
Por BBC BRASIL

Brasileira teria enviado corpo pelo correio

A polícia japonesa investiga o caso de uma enfermeira cujo cadáver foi enviado de Osaka para Tóquio por um serviço de entrega expressa.

O corpo de Rika Okada, de 29 anos, percorreu cerca de 400 quilômetros e foi descoberto em uma caixa de papelão de dois metros. No formulário de entrega, o conteúdo da encomenda foi descrito como sendo uma 'boneca'.

A caixa estava dentro de um contêiner alugado - espaços muito usados por japoneses como garagem ou depósito - na cidade de Hachioji, subúrbio da capital japonesa.

Mas a 'encomenda' foi entregue primeiramente em um apartamento, alugado em nome de uma brasileira, cuja identidade não foi divulgada pela polícia.

Os investigadores suspeitam que a jovem e uma chinesa possam estar envolvidas em um possível assassinato de Rika. As duas viajaram no começo deste mês para Xangai, na China, e não retornaram ao país.

A brasileira se entregou nesta terça-feira ao Consulado Geral do Japão em Xangai. A polícia do Japão havia solicitado sua extradição porque ela teria viajado com um passaporte japonês falso, informou a Fuji TV.

Além do documento, a polícia suspeita que a brasileira tenha utilizado os cartões de crédito de Rika. O valor total dos gastos passa de US$ 10 mil (mais de R4 22 mil).

A empresa transportadora disse que o pacote foi enviado de Osaka em nome de Rika.

Segundo divulgou a polícia, o depósito onde estava o corpo foi alugado também em nome da japonesa morta e pago com o cartão de crédito dela.

Os investigadores descobriram mais de uma dezena de perfurações em seu corpo, possivelmente feitas com uma faca, mas não encontrou ferimentos defensivos nos braços, segundo a imprensa local.

Caso complicado

O caso teve início com o desaparecimento da enfermeira, há dois meses. No dia 21 de março, ela não apareceu mais ao hospital onde trabalhava.

A mãe também não conseguiu entrar mais em contato com sua filha, mas só resolveu procurá-la agora, dois meses depois. Quando foi ao apartamento onde Rika morava sozinha, em Osaka, encontrou manchas de sangue.

Pouco antes do desaparecimento, ela tinha escrito em sua página no Facebook que estava indo se encontrar com uma amiga que não via havia muitos anos.

A brasileira e a japonesa teriam estudado juntas em um colégio de Osaka. Pelo teor da mensagem postada na rede social, Rika estava ansiosa e contente pelo reencontro.

Segundo o jornal Sankei, o pai da brasileira disse que a filha saiu de casa depois de uma briga, há três anos, e nunca mais entrou em contato. 'Eu nem sabia que ela estava morando em Tóquio', declarou ao jornal.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/brasileira-%C3%A9-suspeita-em-caso-de-corpo-enviado-pelo-correio-no-jap%C3%A3o

Evangélicos se revoltam com sátira de “Friends” na Globo

27.05.2014
Do porta GOSPEL PRIME, 24.05.14
PorLeiliane Roberta Lopes

O programa não agradou religiosos que viram como desrespeito a música que fala sobre o pagamento do dízimo

Mais uma vez um programa de humor gerou polêmica nas redes sociais ao fazer chacota com os evangélicos. Dessa vez o público se revoltou com o programa “Tá no Ar: A TV na TV”, da Rede Globo.
O programa humorístico resolveu fazer uma sátira da série americana “Friends” chamando de “Crentes” onde os personagens com nomes bíblicos falavam de amenidades citando termos conhecidos entre os evangélicos como vigília e escola dominical.
Mas o que mais revoltou os internautas foi a letra-tema do seriado americano que cita o dízimo em um dos trechos dizendo “pago o dízimo, 10% para o pastor”.
“Crentes quero ver fazer graça quando o céu se abrir e o Senhor dos Senhores vier num cavalo branco com cedro de justiça”, escreveu um internauta no Twitter.
A maioria das críticas veio do microblog onde muitos não aceitaram a sátira acreditando que foi desrespeitoso. “É patético ver esses comediantes tirando sarro de crentes para conseguir audiência. E sempre tem uns idiotas para achar graça”, escreveu uma jovem.
“Você que tá aí rachando de rir agora pelo fato do deboche dos crentes, quero ver continuar rindo assim quando Jesus voltar #TaNoAr #Ridículo”, postou outra jovem evangélica.
Ta no Ar é dirigido por Marcelo Adnet e Marcius Melhem, humoristas que também participaram do programa como atores. Melhem concedeu entrevista ao UOL dizendo que muitos evangélicos gostaram da atração.
“Vi vários evangélicos pedindo mais humor a quem reclamou”, disse o humorista que tentou explicar a ideia de fazer a versão evangélica de Friends, uma das principais séries americanas.

“Essa foi a ideia: como seria um seriado evangélico. Só isso”, diz ele que também tentou defender a música que foi tão criticada. “A música não diz se isso [o dízimo] é bom ou ruim. Não adjetiva. O público que julgue.”

Para os internautas que acreditaram que os evangélicos são sempre vítimas de deboches, Melhem respondeu que já “brincou” com outras religiões, inclusive com os muçulmanos.
“Não fazemos juízo de valor nem questionamos nenhum dogma. Já brincamos com católicos, com o Candomblé, com muçulmanos, com judeus…”
Apesar da polêmica, o grupo de humorista não pretende deixar de colocar religiões em suas apresentações. “Vamos continuar brincando. Não temos nada contra nenhuma religião. A gente brinca com tudo, democraticamente. É chumbo livre.”
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/crentes-ta-no-ar-a-tv-na-tv/

Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada

27.05.2014
Do BLOG DO SARAIVA, 26.05.14

Marcelo Rubens Paiva escreveu um excelente texto denúncia sobre este acinte agressivo da Ellus, cujo desfile teve inspiração militar (saudades dos tempos da ditadura militar, Ellus?)
Uma empresa denunciada na Justiça pelo uso de trabalho escravo resolveu ‘protestar’ em suas camisetas, vendidas por módicos 100,00, para consumidores com complexo de colonizado desfilarem desinformação autodepreciativa pelos mundinhos fashion que essa gente frequenta.

Será que todo consumidor com complexo de vira-latas que está usando uma camiseta pela qual desembolsou 100 reais sabe que a peça foi produzida por trabalho análogo à escravidão?

O que exatamente esta gente superficial, consumista e exibicionista faz para o bem do país?
Onde será que estarão Cauã Reymond, os gerentes da Ellus e os coxinhas da moda durante a copa? Trabalhando para melhorar o Brasil ou em suas festinhas vips depois de cada jogo?
Vamos entrar na onda do #protestoEllus: exigimos celeridade da Justiça para julgar a Ellus pela denúncia feita pela procuradora Carolina Vieira Mercante em 2012, que instaurou um inquérito civil e convocou representantes da Etiqueta Ellus através da portaria 1083/2012. O Processo corre na 2ª Região do Ministério de Trabalho, vamos acompanhar e pressionar a Justiça.

Vamos exigir que a Ellus vá para um país adiantado e deixe de explorar os trabalhadores brasileiros. Que os coxinhas vira-latas importem suas camisetas sem noção.

Vamos exigir que os Cauãs Raimundos, os Ronaldos da vida não apareçam nos estádios durante a Copa, afinal o ‘Brasil atrasado’ está sediando o campeonato.

Vamos exigir que modelos e consumidores desta marca desrespeitosa e fora da lei sejam menos exibicionistas, passem a ler mais e falar menos bobagem por meio de seus corpos sarados de mentes vazias.

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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/05/abaixo-ellus-abaixo-o-trabalho-escravo.html

ISALTINO NASCIMENTO: COMISSÃO ESPECIAL APRESENTA PROPOSTAS PARA MATA NORTE E AGRESTE SETENTRIONAL NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

27.05.2014
Do portal ISALTINO NASCIMENTO, 26.05.14
Por Taíza Brito


O relatório com a consolidação das propostas coletadas pela Comissão Especial da Mata Norte e Agreste Setentrional da Assembleia Legislativa para contribuir para o desenvolvimento de território estratégico para as duas regiões será apresentado na próxima segunda-feira, 2 de junho. O documento será detalhado pelo presidente da comissão, deputado Isaltino Nascimento (PSB), em evento que acontece no auditório do 6º andar do Edifício Senador Nilo Coelho, a partir das 10h.

As sugestões contidas no documento foram coletadas durante as rodas de diálogo promovidas pela comissão em Carpina, Goiana e Bom Jardim, desde abril, e em seminário realizado no dia 19 de maio no Centro de Treinamento do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em Carpina. As propostas foram sistematizadas em nove eixos temáticos, entre eles gestão pública; educação e formação de mão de obra; mobilidade urbana e intermunicipal; e desenvolvimento econômico e mercado de trabalho. 

PANORAMA – As duas regiões envolvem 27 municípios divididos em três grandes polos: Goiana, Carpina e Bom Jardim. Juntos, eles possuem 4,5% da área total do Estado, representam 8,6% da população e, em 2010, somaram 5,1% do PIB estadual. Até 2016, mais de R$ 12 bilhões serão aportados na região com a chegada de vários investimentos previstos, sendo que 95% deles concentrados no Polo de Goiana. 
“As cidades do entorno precisam ficar atentas às oportunidades que esses grandes empreendimentos trazem”, explica o deputado Isaltino Nascimento, visto que a tendência é que os investimentos extrapolem esse perímetro e avancem nas direções norte e sul, ou seja, João Pessoa e Recife, devido à duplicação da BR-101. 

O relatório final será encaminhado ao Governo do Estado, prefeituras, câmaras municipais e toda sociedade civil envolvida. “Vamos, a partir das ideias, poder colocar em prática as ações. Algumas são de responsabilidade do Governo Federal, outras do Estadual e dos municípios e, às vezes, de forma articulada entre todos. São questões de curto, médio e longo prazo que vão ajudar a subsidiar até mesmo a elaboração do Plano Plurianual 2015/2019 de Pernambuco. Estamos satisfeitos e felizes com a contribuição das propostas”, destacou Isaltino.

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Fonte:http://www.isaltinonascimento.com.br/index.php/noticias/717-matanorte9

GLOBO MANIPULA: Emissora da Globo já abre espaço para campanha explícita contra Dilma

27.05.2014
Do blog VI O MUNDO, 26.05.14

Da Redação, sugerido pelo JB e pela MC

O telespectador achou o momento pouco usual. Provocado, o entrevistado (aos 27″) declarou explicitamente o voto. Mesmo para uma emissora fechada, é incomum fazer isso numa concessão pública. Instar um entrevistado a explicitar seu voto, especialmente quando se sabe — pelo seu discurso anterior  – que ele condena a política econômica em curso.
Para quem você vai votar?

Marcos Troyjo, do laboratório dos BRICs da Universidade de Columbia, respondeu (obviamente, de acordo com a expectativa do mercado financeiro):
Eu não vou votar na presidenta. Eu não vou votar na presidenta. Eu acho que o Brasil não tem boas condições de fazer a transição que ele precisa realizar com a presidente e sua equipe. Eu vou votar num dos candidatos da oposição. O senador Aécio Neves obviamente tem uma equipe extraordinária, tem todo o bom discurso, o governador Eduardo Campos também. Eu acho que na realidade qualquer um destes que venha a ganhar pode fazer de 2015 um ano arco-íris, porque todas as previsões são tão sombrias…
Obviamente que o entrevistado prega a reversão da política comercial e externa do Brasil, além de reformas “estruturantes”, que em geral resultam na destruição de empregos e salários.

É o léxico dos economistas neoliberais.

Estruturante = Destruição do emprego alheio.

Direito à opinião é uma coisa, campanha eleitoral antecipada de maneira tão explícita é outra, notou o telespectador.

Será que a Globo embarcou em nova modalidade de campanha? Em 2006, lembremos — de repente, do nada — o comentarista Alexandre Garcia passou a aparecer no programa da Ana Maria Braga em plena campanha eleitoral! Eram comentários que martelavam a agenda da oposição.

Agora, é possível fazer o mesmo usando a opinião de terceiros. Se for planejado — o que acreditamos ser pouco provável –, uma jogada genial!


Resumo:
Quanto pior, melhor para o tucano. No Ibope, entre abril e maio, Aécio cresceu de 21% para 35% no terço do eleitorado que desaprova o governo Dilma. Agregou 14 pontos. Ao mesmo tempo e no mesmo barril, Campos pegou mais 7 pontos e chegou a 15%. Como ainda há, nesse segmento, 10%  de indecisos e 28% que declaram voto branco/nulo, é o tucano quem mais pode encher seu bornal. Dos 20 pontos de Aécio, 12 vêm de quem acha o governo ruim ou péssimo — o dobro de pontos que o tucano conseguia até abril nesse segmento. Isso significa que quanto mais gente avalia pior o governo, mais eleitores Aécio ganha em proporção a Campos — e, por tabela, maiores suas chances de ir ao segundo turno.
Entenderam, agora?

O mundo vai acabar na mídia brasileira, inclusive no Manhattan Connection, até que Aécio Neves nos traga o arco-íris depois da tempestade, em 2015.

E você achou que já tinha visto de tudo…

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/manhattan-connection-ja-abre-espaco-para-campanha-explicita-contra-dilma.html