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segunda-feira, 26 de maio de 2014

As 5 estratégias dos ricos para sonegar impostos

26.05.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
 
A multa de mais de US$ 2,5 bilhões imposta ao banco Credit Suisse, acusado de ajudar milionários americanos a sonegar impostos, evidenciou uma trama complexa que envolvia advogados, banqueiros, contadores e contas secretas.
 
Empresários, esportistas, artistas endinheirados e funcionários do mercado financeiro estão entre as pessoas que pertencem a uma “elite” frequentemente acusada de não cumprir suas obrigações com o Fisco de seus respectivos países.
 
Estima-se que a evasão fiscal movimente um montante cinco vezes maior que a economia global, com impactos sobre a desigualdade social.
 
Leia também: Brasil é um dos países onde o rico paga menos imposto
 
Um relatório calcula que as 91 mil pessoas mais ricas do planeta controlem um terço da riqueza mundial (e respondam pela metade dos depósitos em paraísos fiscais). Um total de 8,4 milhões de pessoas (0,14% da população mundial) concentra 51% da riqueza.
 
A evasão fiscal ajuda a aprofundar esse abismo.
 
Conheça as cinco formas comumente escolhidas por milionários para pagar menos:
 
1 – Subdeclarar impostos
 
O primeiro passo costuma ser declarar menos rendimentos do que os realmente obtidos.
 
Patrick Stevens, diretor de política fiscal do Chartered Institute of Taxation, órgão britânico que prepara funcionários da Receita do país, diz que isso ocorre em duas etapas.
 
“De um lado, a pessoa declara menos do que ganha. De outro, esconde a diferença, para que não seja encontrada pelo Fisco”, disse à BBC Mundo.
 
E isso depende de uma rede profissional que, segundo críticos como James Henry, da Universidade de Colúmbia, virou parte estrutural do atual sistema financeiro.
 
“É uma indústria dedicada à evasão fiscal e à potencialização de ganhos financeiros”, acusa.
 
2 – Registrar empresas em paraísos fiscais
 
No estudo The Price of Offshore Revisited (O preço dos paraísos fiscais, em tradução livre), James Henry calcula que haja ao menos US$ 21 trilhões nos chamados paraísos fiscais, soma próxima aos PIBs de Estados Unidos e Japão (a primeira e a terceira economias globais).
 
Um dos paraísos favoritos são as Ilhas Cayman, que têm 85 mil empresas registradas – mais do que o total de habitantes.
 
As Bahamas, por sua vez, têm 330 mil habitantes e 113 mil empresas – uma para cada três pessoas.
 
Nessas ilhas, poucas perguntas são feitas para quem quer abrir empresas.
 
“Um milionário dos Estados Unidos monta o que chamamos de empresa fantasma em um paraíso fiscal e a usa para fazer transações com preços falsos para transmitir dinheiro para lá, onde não pagará impostos”, diz Henry.
 O presidente americano, Barack Obama, costuma citar em seus discursos o caso do edifício Ugland, sede de 18 mil empresas nas Ilhas Cayman.
 
E Obama nem precisava ir tão longe. O Estado de Delaware, no nordeste dos Estados Unidos, tem 917 mil habitantes e 945 mil companhias registradas.
 
O mecanismo se tornou um clássico da evasão. O site de análise financeira em espanhol Fútbol Finanzas publicou recentemente uma lista de jogadores que usaram técnicas parecidas nos últimos 20 anos.
 
Desde o craque argentino Lionel Messi até lendas do esporte, como o brasileiro Roberto Carlos, o português Luis Figo e o búlgaro Hristo Stoichkov estavam na lista.
 
3 – Usar “laranjas”
 
Uma maneira de esconder rastros é nomear um “laranja” que atue como proprietário do ativo ou da empresa.
 
“Se pode nomear um testa de ferro por razões legítimas, por exemplo, para não atrair publicidade sobre o investimento em questão, no caso de uma pessoa pública. Desde que as autoridades sejam informadas, não há ‘evasão’. O problema começa quando não se informa, porque o que se está fazendo é pagar impostos por uma massa menor de dinheiro”, afirma Stevens.
 
Não é necessário para esse propósito que a companhia e o “laranja” operem em um paraíso fiscal. Ambos podem atuar no mesmo país onde o multimilionário em questão paga seus impostos.
 
Uma variante dessa situação é o Trust, um antigo instrumento legal inglês no qual o dono de um bem cede seu controle para uma pessoa que o administra em benefício de um terceiro.
 
“Os beneficiários dessa cessão podem se multiplicar ao infinito. Pode ser a mulher, os filhos, tios, primos, etc. Pelas regras de pagamento de impostos nos Estados Unidos, esses representantes podem enviar do exterior parte desse dinheiro sem pagar impostos”, disse Henry.
 
Isso facilita o movimento de grandes massas de dinheiro – seja usando uma complexa rede de Trust, empresas fantasmas ou “laranjas”, o principal objetivo do sonegador é um só: apagar seu rastro.
 
4 – Estabelecer residência em outro país
 
Os países com baixos impostos são os favoritos de músicos, artistas e esportistas. Nos anos 1970, Mick Jagger se mudou para a França e depois para os Estados Unidos para fugir dos impostos de seu país natal.
 
Em dezembro de 2012 o ator francês Gerard Depardieu renunciou à sua cidadania francesa em protesto contra os altos impostos propostos pelo governo de Francois Hollande. Ele se mudou para a Bélgica e obteve um passaporte russo, onde há um imposto único de 13%.
 
“Uma pessoa pode escolher o país que queira para viver. É seu direito se mudar para um país para pagar menos impostos. O que é ilegal é dizer que vive em um país para pagar menos impostos quando na realidade vive em outro com uma carga de impostos mais alta, disse Stevens.
 
Foi o que aconteceu com o tenista alemão Boris Becker. Ele declarou a autoridades alemãs que viveu em Mônaco entre 1991 e 1993, quando realmente estava em Munique. Ele acabou tendo que pagar uma dívida de US$ 3 milhões.
 
5 – Aproveitar brechas legais
 
A rede de assessores e especialistas que rodeiam os milionários é especialista em encontrar brechas legas dos sistemas de impostos.
 
Em muitos casos não se trata de evasão fiscal, mas de supressão fiscal, um mecanismo perfeitamente legal: todos temos direito de pagar menos impostos, desde que o façamos dentro da lei.
 
As isenções de impostos que os governos colocam em prática para estimular a economia e as doações a organizações de caridade frequentemente oferecem grande oportunidades.
 
Neste mês, um juiz britânico considerou que o cantor Gary Barlow, dono de fortuna estimada em US$ 80 milhões, havia investido em 51 sociedades financeiras criadas exclusivamente para pagar menos impostos.
 
Organizações de caridade também costumam servir para evasão fiscal. “Nos Estados Unidos, houve um boom de fundações privadas que permitem deduções de impostos.
 
Alguém sabe o que elas fazem? Ninguém as audita”, argumenta Henry.
 O futuro
 
Os problemas fiscais enfrentados por todos os países desenvolvidos e a fragilidade do sistema financeiro internacional têm colocado a evasão fiscal na mira do público e no centro de um debate global.
 
A multa ao Credit Suisse foi apresentada como um grande trunfo do Fisco americano e como um suposto fim da era de segredo bancário na Suíça – um dos pilares desse sistema.
 
Mas, para Henry, o acordo é na verdade um grande trunfo para o banco.
 
“O Credit Suisse não foi obrigado a revelar o nome de nenhum dos sonegadores. O segredo bancário permaneceu.
 
Ninguém da atual diretoria teve de renunciar, e eles não perderam a licença para operar nos Estados Unidos. Seu valor em bolsa subiu. O negócio segue intacto.”
 
Leia mais: Vamos taxar as grandes heranças por um Brasil menos desigual?
 
BBC
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/5-estrategias-dos-ricos-para-sonegar-impostos.html

A hipocrisia da campanha da Ellus contra o Brasil

29.05.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

“Atrasado é o Brasil da moda”. Marcelo Rubens Paiva detona campanha de Ellus contra o Brasil e lembra que, apesar da grife dizer quer o "país é atrasado", ela utiliza mão de obra escrava em sua produção

 
ellus campanha brasil
Demagogia sem fim. Ellus detona o Brasil, mas utiliza mão de obra escrava em sua produção (Pragmatismo Político)
 
A Ellus trouxe ao São Paulo Fashion Week de primavera-verão deste ano uma novidade: o protesto Abaixo Este País Atrasado. Apesar do local pouco apropriado para esse tipo de manifestação, a campanha reverberou nas redes sociais e chegou à mídia tradicional. Em sua coluna no Estadão, Marcelo Rubens Paiva critica o posicionamento da marca, e considera o “protesto esquisito, num local que não combinava” (LEIA AQUI).
 
“Um debate ideológico se seguiu, sob o hálito do verdadeiro debate, o da luta de classes”, comentou. O autor de Feliz Ano Velho, entre outras obras, ainda compara o protesto da Ellus com “o debate sobre os que reclamam da deselegância dos novos consumidores em aeroportos e da construção de uma estação de metrô que traria gente ‘diferenciada’ num bairro de gente fina e educada, que anda de metrô em Paris e NY”.
 
Leia também: Trabalhadores da grife de roupas femininas Gregory são escravizados
 
No entanto, a campanha faz ainda menos sentido quando se lembra que a Ellus utiliza mão de obra escrava em sua produção. Um processo foi instaurado contra a marca em 2012, na 2ª Região do Ministério de Trabalho. Na época, outras empresas também foram denunciadas pelo mesmo motivo: Marisa, Pernambucanas, C&A, Zara, Collins e Gregory.
Em carta sobre o protesto, a Ellus diz que “o Brasil está entupido, um congestionamento em tudo. Não anda no trânsito, nos aeroportos, nos hospitais, nas estradas, na energia, nas escolas, na comunicação, na burocracia (corrupção)… Até a água está entupida!…
 
Precisamos desburocratizar, simplificar para motivar, avançar, abrir, internacionalizar, se não, cada vez mais, ficaremos isolados nas geleiras do Polo Sul. Que Brasil é esse em que até as empresas e patrimônios públicos acabam destruídos?”.
 
A blogueira Maria Frô sugere entrar na onda do #protestoEllus e exigirmos celeridade da Justiça para julgar a Ellus pela denúncia de trabalho escravo feita pela procuradora Carolina Vieira Mercante em 2012. “Vamos exigir que a Ellus vá para um país adiantado e deixe de explorar os trabalhadores brasileiros. Que os coxinhas vira-latas importem suas camisetas sem noção.”
 
Veja também: Fotografia: A escravidão moderna que fingimos não ver
 
Fórum
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/hipocrisia-da-campanha-da-ellus-contra-o-brasil.html

Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada

26.05.2014
Do BLOG DA SARAIVA
Por mariafro

Marcelo Rubens Paiva escreveu um excelente texto denúncia sobre este acinte agressivo da Ellus, cujo desfile teve inspiração militar (saudades dos tempos da ditadura militar, Ellus?

Uma empresa denunciada na Justiça pelo uso de trabalho escravo resolveu ‘protestar’ em suas camisetas, vendidas por módicos 100,00, para consumidores com complexo de colonizado desfilarem desinformação autodepreciativa pelos mundinhos fashion que essa gente frequenta.

Será que todo consumidor com complexo de vira-latas que está usando uma camiseta pela qual desembolsou 100 reais sabe que a peça foi produzida por trabalho análogo à escravidão?

O que exatamente esta gente superficial, consumista e exibicionista faz para o bem do país?

Onde será que estarão Cauã Reymond, os gerentes da Ellus e os coxinhas da moda durante a copa? Trabalhando para melhorar o Brasil ou em suas festinhas vips depois de cada jogo?

Vamos entrar na onda do #protestoEllus: exigimos celeridade da Justiça para julgar a Ellus pela denúncia feita pela procuradora Carolina Vieira Mercante em 2012, que instaurou um inquérito civil e convocou representantes da Etiqueta Ellus através da portaria 1083/2012. O Processo corre na 2ª Região do Ministério de Trabalho, vamos acompanhar e pressionar a Justiça.

Vamos exigir que a Ellus vá para um país adiantado e deixe de explorar os trabalhadores brasileiros. Que os coxinhas vira-latas importem suas camisetas sem noção.
Vamos exigir que os Cauãs Raimundos, os Ronaldos da vida não apareçam nos estádios durante a Copa, afinal o ‘Brasil atrasado’ está sediando o campeonato.
Vamos exigir que modelos e consumidores desta marca desrespeitosa e fora da lei sejam menos exibicionistas, passem a ler mais e falar menos bobagem por meio de seus corpos sarados de mentes vazias.


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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/05/abaixo-ellus-abaixo-o-trabalho-escravo.html

Repórteres da Folha são sociopatas, diz ombudsman

26.05.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 25.05.14

A última segunda-feira (19) trouxe mais dois exemplos emblemáticos. A manchete de "Esporte" era "Chuvas, falhas e derrotas marcam a estreia do Corinthians em casa". A editoria enviou seis jornalistas para avaliar os problemas do novo estádio. Todos os títulos internos abordavam um aspecto relevante e, é claro, eram todos negativos.

"Os seis conseguiram passar uma tarde inteira cercados por milhares de torcedores com o coração na boca de tanta emoção e não conseguiram ver. Nada de seres humanos por aqui, devem ter pensado", escreveu o leitor Antonio Delfino Araújo, 70.

Na "Ilustrada", outra "vítima": "Segurança fracassa e violência volta a marcar a Virada em SP". A reportagem, acertadamente, deu o título para o que era mais notícia, os arrastões e as brigas com feridos, mas todo o balanço se resumiu ao passivo. O lado cultural foi eclipsadoNum evento que reuniu cerca de 3 milhões de pessoas, parte expressiva do público certamente não endossou essa avaliação.

"Como pode um jornal dessa envergadura ignorar centenas de shows, como se nada tivesse acontecido além de um grande arrastão?", perguntou o engenheiro de produção João Luiz Manguino, 30.

O azedume é parte da alma da Folha. Costumo brincar dizendo que, se fosse noticiar a ressurreição, o título do jornal seria "Nazareno leva três dias para ressuscitar". Correto, mas parcial. Sobretudo se a cena tiver sido vista por outros fiéis.

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/05/reporteres-da-folha-sao-sociopatas-diz.html

Cooperação tenta ampliar combate à reincidência em situação de escravidão

26.05.2014
Do portal REDE BRASIL ATUAL
Por Hylda Cavalcanti, da RBA 

Termo de cooperação entre CNJ e OIT pretende expandir oferta de cursos de qualificação educacional e profissional e reduzir vulnerabilidade de trabalhadores a aliciadores 

Brasília – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentaram hoje (26) um termo de cooperação técnica com objetivo de fortalecer ações integradas pela erradicação do trabalho análogo à escravidão. A medida é anunciada uma semana depois da divulgação de relatório da OIT mostrando que o lucro ilegal obtido por empresas que utilizam mão de obra de pessoas mediante trabalho forçado no mundo beira os US$ 150 bilhões.
A ideia é oferecer a trabalhadores egressos da escravidão contemporânea programas de qualificação profissional e, consequentemente, no mercado de trabalho. Enfim, criar condições para que pessoas socialmente vulneráveis não reincidam em processos de aliciamento ao trabalho degradante.
A cooperação tem como agentes, além do CNJ e da OIT, órgãos como o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MT). A proposta é identificar e oferecer acesso a programas de qualificação educacional e profissional. E, a partir daí, possibilitar a criação de uma rede de apoio para que esses trabalhadores possam ser inseridos em empregos que respeitem o conceito de trabalho de decente.
Em geral, as pessoas encontradas em situação de escravidão saem dos locais muito abaladas, segundo a a procuradora do Ministério Público do Trabalho Helena Nóbrega, do Mato Grosso. "Muitas vezes não conseguimos sequer que sejam fornecidos todos os dados para a devida ação judicial e para que os culpados sejam punidos. Assim que são libertadas, elas querem sair do lugar onde estavam e até omitir seus nomes ou evitar dar depoimento, tamanha a situação traumática pela qual passaram", diz Helena. "É uma ação de fundamental importância para que possamos avançar numa política pública com vistas à sonhada erradicação do trabalho escravo no país."
O termo de cooperação vai ampliar, para todo o país, o programa intitulado Movimento Ação Integrada pela Liberdade e Dignidade no Trabalho, que é realizado no Mato Grosso desde 2008 pelo governo local. "Essa é uma experiência que não nos engrandece nem um pouco", disse o presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, ao assinar a cooperação. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, no Brasil, 45 mil pessoas já foram resgatadas de condições degradantes de trabalho, desde 1995.

Perfil socioprofissional

Dentre as atividades a serem desenvolvidas por meio da cooperação, constam ainda, segundo informações da área técnica do CNJ, o aprimoramento do conhecimento do perfil socioprofissional dos egressos do trabalho escravo e dos trabalhadores em situação de vulnerabilidade, bem como pesquisa sobre as causas e consequências desta vulnerabilidade. E, também, estímulo às instituições públicas e privadas para que desenvolvam políticas e ações específicas de qualificação.
Conforme o termo de cooperação, compete ao CNJ coordenar as ações, de forma a consolidar as diversas iniciativas previstas e colaborar com os órgãos federais, estaduais e municipais (sobretudo os representantes do sistema judiciário) em ações de promoção do combate ao trabalho escravo.
O acordo prevê ainda o monitoramento dos indicadores de desempenho das ações em nível nacional e recomendações a serem feitas pelo órgão, por meio de decisões colegiadas, referentes a destinação de recursos financeiros provenientes de indenizações por dano moral coletivo em ações judiciais, termos de ajuste de conduta e acordos judiciais para tais programas de reinserção.
* Com informações da Agência CNJ de Notícias
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/05/cooperacao-entre-cnj-oir-e-orgaos-diversos-ajudara-trabalhadores-em-situacao-analoga-a-de-escravidao-8823.html

O complexo de vira-lata de Ronaldo e o narcisismo às avessas de Veja e Época — Vai ter Copa!

26.05.2014
Do blog PALAVRA LIVRE

RONALDO: BICO DE TUCANO E COMPLEXO DE VIRA-LATA NA VEIA. 
Às vésperas de se abrirem as portas para a maior Copa do Mundo — a Copa das Copas — de todos os tempos, indivíduos sem conhecimento de causa e travestidos de críticos sociais e econômicos, a exemplo de Ronaldo, o Fenômeno, e alguns jornalistas de Veja e Época, que a mando dos Civita e dos Marinho falam e escrevem quaisquer sandices e mentiras para manterem seus empregos, o povo brasileiro, que ama o futebol e que ascendeu socialmente e economicamente nos últimos 12 anos, tem de aturar um monte de bocas malditas que odeiam o Brasil e que não querem que este País e sua população se desenvolvam. A ordem é baixar o astral.

Ronaldo, o garoto propaganda atualmente mais requisitado pelo establishment que o Pelé, e que fora do campo se transformou no Fenômeno para falar bobagens e, por sua vez, ficar de bem com a mídia e a publicidade que lhes pagam fartos cachês e milionários contratos, resolveu mudar de lado, depois de aceitar ser um dos membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da Fifa. O ex-atleta defendeu a realização do segundo evento mais importante do planeta no Brasil (só perde para as Olimpíadas) até o mês de março quando em abril resolveu pular do barco ao se encontrar com "seu amigo" Aécio Neves, candidato a presidente da República pelo PSDB.
Ronaldo se diz com vergonha do Brasil. O garoto propaganda envergonhado foi mais além em sua patetice: afirmou que vai morar fora do Brasil e, como empresário que é, informou que também vai investir dinheiro no exterior. Nada mais coxinha, nada mais patético e colonizado. Nada mais subserviente e subalterno do que o pensamento e as intenções do Ronaldo. Contudo, ele apenas, e aposto que não sabe disso, retrata a "viralatice" de milhões de brasileiros inquilinos das classes médias tradicionais e ricas.

Aqueles que se olham no espelho e se lamentam todos os dias por terem nascido brasileiros. São os narcisos ao avesso ou às avessas, e tão colonizados que não percebem que o Brasil cresceu e que o mundo pelo qual eles passaram a vida a suspirar de admiração está em crise. Muitos países entraram em convulsão econômica e social e até mesmo os Estados Unidos, país de seus sonhos e ilusões, não são tão hegemônicos como antes, bem como também enfrentam uma grave crise econômica, pois suas taxas de crescimento anuais são pequenas, o desemprego ainda é preocupante e cerca de 40 milhões de pessoas dependem dos tradicionais cupons para saciarem a fome.

Não existe nos EUA um programa social de segurança alimentar, a exemplo do Bolsa Família, bem como o presidente Barack Obama teve de suar a camisa para aprovar um sistema de saúde estatal para atender a maioria da população, porque até então os EUA não tinham e ainda não têm um sistema de saúde público tão amplo como o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, apesar de seus defeitos e da luta por melhorias. Nunca se fala disso no Brasil e muito menos o Jornal Nacional e seus congêneres repercutem tais realidades. Mas, se essas coisas acontecessem na Rússia, obviamente que a imprensa de mercado e de caráter imperialista mostraria tais fatos, como evidencia diariamente os problemas do SUS.

Porém, a mídia privada e controlada pelos magnatas bilionários de imprensa nunca elogia ou veicula as conquistas desse mesmo Sistema que está a ser aprimorado no decorrer dos anos, porque as notícias são sistematicamente negativas. São as ordens dadas às redações: desconstruir e desqualificar para pautar o atual Governo e derrotá-lo. Sou jornalista há três décadas e sei como funcionam as redações da imprensa-empresa, que apenas defendem os interesses dos oligopólios midiáticos, que, por seu turno, são aliados ao sistema de poder e dominância dos países desenvolvidos, como não deixam dúvidas órgãos de imprensa como o Financial Times e a The Economist, que se aliam à imprensa nativa, pois inquestionavelmente vinculados ao establishment internacional e que, ousadamente e reiteradamente, tentaram pautar quando não pedir a cabeça do ministro da Fazenda Guido Mantega.

Um absurdo que contou com o apoio traiçoeiro da imprensa familiar e golpista que atua livre neste País para fazer o que quiser e lhe convier, porque ainda não foi efetivado no Brasil o marco regulatório para os meios de comunicação. Ainda, absurdamente, não temos uma Lei das Mídias, apesar de sua implementação constar na Constituição de 1988. O povo brasileiro não sabe e não conhece o que está a ser feito e realizado no Brasil nos últimos anos, pois a imprensa alienígena e sectária censura as realizações e critica até mesmo o que é bem feito. Somente no horário eleitoral gratuito o Governo Trabalhista vai poder mostrar ao povo o que foi realizado e o que está em andamento e ainda por fazer. E aí não vai ter jeito de a direita boicotar e sabotar as informações que ela teima em esconder. Ponto!

Ronaldo é realmente um fenômeno de desinformação e contradições. O ex-atleta vive em um mundo de opulência e percebeu que o seu lado não é o lado da esquerda, da mandatária trabalhista Dilma Rousseff. Essa gente só visa o lucro que a Copa proporciona e fingiu até agora que gosta do Brasil e de seu povo. De repente, pessoas que nunca viram o brasileiro ir às ruas como em junho de 2013 passaram a deitar falação sobre o que não compreende e não quer compreender. Apenas surfam nas ondas dos que consideram o Brasil ruim, incompetente, atrasado, brega e que por isso não merece ser protagonista do mundo e, a ser assim, está proibido de ter o direito de ser o anfitrião de grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Logo o Brasil, fatos esses que o Ronaldo com seu enorme complexo de vira-lata desconhece. O Brasil é pródigo e competente em realizar megaeventos. Sempre os realizou. Olhe a lista: Copa do Mundo de 1950, Jogos Pan-Americanos de 1963 e de 2007, ECO 1992, Rock in Rio (vários), Rio+20, Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Carnaval (todo ano), Reveillon (do Rio e em todo o Brasil), Jogos Sul-Americanos, Olimpíadas Militares, além de grandes eventos de negócios, administrativos, culturais, feiras e turísticos. Citei apenas alguns eventos que me vieram à memória. Todavia, são muito mais, e que denotam que o Brasil é um País competente, com um povo muito inteligente, criativo e trabalhador.

O problema desta espetacular Nação culturalmente e etnicamente diversificada não é o povo, mas, evidentemente, são os coxinhas de classe média e os ricos. São dois grupos sociais que pregam a baixa estima, disseminam o mau humor e demonstram, de forma incontida, o desprezo que sentem pelo Brasil. Eles são os porta-vozes da iniqüidade — os mensageiros da negação de ser brasileiro. Essa gente de alma doente e perversa é o fim da picada e transforma o que é positivo e favorável ao Brasil em negativo e desfavorável. Ronaldo, além de trair àqueles que confiaram nele para ser um dos coordenadores da Copa das Copas, está a sentir vergonha do Brasil e quiçá dos brasileiros.

Entretanto, ele não sente vergonha de episódios de sua vida privada, que se tornaram públicos e que, verdadeiramente, são capazes de envergonhar até um explorador de trabalho infantil. Realmente... Sem comentários. Considero que o garoto propaganda está a ler de mais as revistas Veja, a Última Flor do Fáscio, e Época, um libelo de direita das Organizações(?) Globo, que teve um de seus editores envolvido com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, tal qual à Veja, a revista porcaria. São duas publicações que torcem pelo fracasso do Brasil enquanto, por intermédio da publicidade e propaganda, ganham centenas de milhões, quiçá bilhões, com a Copa do Mundo de 2014. As corporações midiáticas querem um Brasil para baixo, cabisbaixo e com vergonha de si. Mas, não vai acontecer, e a Copa vai ser um sucesso, pois já o é de público, de renda e de telespectadores em termos planetários antes de começar.

É desta forma, porém, que a banda toca no que diz respeito ao oportunismo, ao golpismo, à sabotagem e ao boicote perpetrado pelos donos de todas as mídias, e exemplificados nos magnatas bilionários de imprensa. É porque essa gente anti-brasileira não vive as questões do Brasil e por isso não as sente. Apenas criticam e combatem os programas de governo e o projeto de País dos trabalhistas e socialistas porque não querem a independência do Brasil e a emancipação definitiva de seu povo. Por isso que esses mega empresários tentam, de todas as formas, intervir no processo político, pois é no Brasil que eles acumularam suas fortunas bilionárias e temem perder seus benefícios e privilégios, que são seculares.

É o seguinte: as "elites" colonizadas, subservientes e portadoras de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata odeiam e desprezam o Brasil, mas não abrem mão de ganhar muito dinheiro aqui e gastá-lo no exterior. Vai demorar ainda muito tempo para que a classe média tradicional e as classes ricas se livrem de tal complexo, que, se perceberem, as transformam em parias da comunidade internacional, que no fundo não as respeita por serem subalternas e subjugadas no que tange a não assumir e não ter orgulho de sua nacionalidade. O estrangeiro, em seu íntimo, vê o coxinha e o riquinho como macacos de estimação. Ele só dá atenção ao "macaquito", geralmente de "pêlo" branco, porque sabe que pode ganhar algum dinheiro e, consequentemente, movimentar seus negócios.

O coxinha de classe média e o riquinho "mauricinho" brasileiros somente são aturados porque o estrangeiro (leia-se ingleses, franceses, norte-americanos, alemães, nórdicos) considera divertido ver tanta leviandade, pusilanimidade e falta de amor próprio por parte desses brasileiros. Esses, sim, ao contrário do que o Ronaldo pensa, envergonham o Brasil e a grande maioria do povo brasileiro. São eles os leitores da Veja e da Época, dois libelos de direita, de péssima qualidade editorial e que querem ver o Brasil no limbo enquanto as "elites" que eles defendem vivem como nababos ou paxás, a se locupletarem com as fortunas e a boa vida que conseguiram conquistar, de todas as formas e maneiras aqui no Brasil, País que eles detestam, mas, espertamente, recusam-se a ir embora para o exterior.

E como ir se o dinheiro está aqui? Como sair fora, se somos a sexta economia do mundo e temos um dos mercados internos mais poderosos do mundo, com uma nova classe média de milhões de pessoas ávidas por consumir? Eles não são bobos, mas são safados, porque sabem que a Europa está falida e que muitos de seus povos se transformaram novamente em imigrantes, a exemplo como aconteceu na segunda metade do século XIX e início do século XX. Os europeus são uma maravilha para os coxinhas do Brasil, mas a verdade é que eles vieram para as Américas na condição de imigrantes, pobres, sem eira e nem beira. Ponto!

O Ronaldo está mais por fora do que umbigo de vedete — para nos lembrar do antigo adágio. O Brasil é uma das economias mais fortes do mundo; estável, recebe enorme quantidade de dólares, não deve ao FMI, além de ser considerado pelas agências internacionais um País com suas contas equilibradas, o que o levou a atingir o nível máximo de confiabilidade, além de ter um sistema bancário consolidado e fiscalizador. Fatores esses que não aconteceram na Europa e nos EUA, que deixaram os especuladores à vontade e deu no que deu: uma grave crise que perdura há seis anos.

O Ronaldo desconhece a história do Brasil, a macroeconomia e tudo o que o Governo Trabalhista realizou em termos de infraestrutura nos últimos 12 anos e que vão ser mostrados no horário eleitoral gratuito. Aí, ele vai saber e talvez parar de falar besteira como se fosse um menino. Ronaldo, ao que parece, desconhece também o legado da Copa que vai ficar para o Brasil, porque, certamente, informou-se todo esse tempo por intermédio da imprensa burguesa, que sempre negativou o andamento das obras, como se o Brasil não tivesse engenheiros e uma engenharia competentes. Um absurdo e o fim da picada tanta aleivosia e matreirice evidenciadas por jornalistas mequetrefes sem a menor noção de nacionalidade e de união para que o Brasil obtenha o respaldo necessário para se inserir no mundo como uma Nação importante e influente.

Contudo, o ex-jogador e empresário não sabe o que os brasileiros conquistaram nos últimos 12 anos, inclusive a Copa do Mundo que o envergonha, mas que enche de orgulho a Nação brasileira, apesar das diatribes da imprensa de negócios privados que apostou e aposta no fracasso da Copa e na derrota da Seleção Brasileira. Por seu turno, Ronaldo tem a compreensão que os empresários, como ele, vão ganhar muito dinheiro; e dessa realidade, obviamente, não vão reclamar.


É porque os complexados, os colonizados, os vira-latas acreditam que a baixa estima, a negatividade, a derrota e o fracasso vão fazer com que os candidatos tucanos, do PSDB, talvez vençam as eleições de outubro deste ano, mesmo sabendo que eles não têm projeto de País e programas de Governo. O projeto tucano se resume a negar vida melhor para o povo e vender o que resta do Brasil, como o fizeram na década de 1990, no governo do neoliberal FHC, bem como anunciam, por intermédio do candidato Aécio Neves e do banqueiro Armínio Fraga, o mesmo procedimento neoliberal de governar do passado, o que significa enorme desemprego. Imagine o resto? Eles — a direita, a imprensa alienígena, os burgueses e pequenos burgueses (classe média) — realmente não podem e não devem se olhar em seus espelhos, pois, do contrário, vão vislumbrar o complexo de vira-lata e ter de ver em seus olhos a própria derrota. Vai ter Copa! É isso aí.

domingo, 25 de maio de 2014

GLOBO TUCANA

a hora da charge — Blog Palavra Livre


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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2014/05/o-complexo-de-vira-lata-de-ronaldo-e-o.html

Veja pressionou Ronaldo a virar a casaca: “Está pisando num campo minado”

26.05.2014
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Ele foi chamado de “imbecil” pelo escritor Paulo Coelho, quem, em 2007, integrou comitiva que acompanhou a escolha do Brasil como sede da Copa de 2014. Sete anos depois, Coelho  atacou a organização do evento e chamou o ex-jogador Ronaldo de “imbecil” ao dar entrevista ao jornal francês “Le Journal du Dimanche”, com vistas a se “imunizar” politicamente.
Coelho criticou o ex-jogador por defender a realização da Copa no Brasil. O escritor se integrou a um time no qual Ronaldo acaba de ingressar, composto por personalidades que, por conveniência e/ou medo da mídia, criticam os preparativos do país para a competição ou mentem sobre a origem dos recursos para realizá-la
Até há pouco, Ronaldo Vinha sendo uma voz dissonante. Defendia a realização da Copa e, aparentemente, colaborava com os esforços do governo federal. De repente, aparece ao lado de Aécio Neves fazendo apologia do pré-candidato do PSDB a presidente e criticando duramente a organização do campeonato no Brasil.
O que parece estar passando despercebido é que Ronaldo, entre tantas outras personalidades, sofreu fortes pressões para virar a casaca. E não é de hoje. Em 6 de abril do ano passado, reportagem da revista Veja o ameaçou.
A reportagem A Jogada mais ousada de Ronaldo, o dono da Bola no país chamou o ex-jogador de “Figura mais influente do futebol brasileiro” e o ameaçou: “Ele encara o risco de arranhar sua imagem na Copa do Mundo de 2014”.
Após sua aposentadoria, Ronaldo vinha sendo chamado pela mídia esportiva de “Um homem de negócios do futebol”. A Reportagem de Veja deu início a fortes pressões que o ex-craque sofreu para mudar de time, ou seja, para parar de defender um projeto no qual se integrara desde a primeira hora.
Abaixo, trecho da matéria de Veja que, há mais de um ano, já “alertava” Ronaldo: “Caso o Mundial seja um fiasco, ele será capaz de afirmar, ao vivo na tela da Globo, que o comitê organizador que ele próprio integra fracassou?”.
O que impressiona na matéria de Veja é que, reiteradamente, “avisa” Ronaldo de que defender a realização da Copa no Brasil pode lhe trazer problemas nos negócios. Mais um longo parágrafo da matéria de abril do ano passado termina com novo “aviso”. Abaixo, outro trecho.
Mais alguns infográficos, fotos etc. e a matéria de Veja repete a dose. Pela terceira vez, a matéria “avisa” Ronaldo para que fizesse o que acabou fazendo um ano e algumas semanas depois. Abaixo, o terceiro trecho ameaçador de Veja.
Mais um parágrafo, mais uma ameaça. Abaixo.
A repetição da ameaça de que Ronaldo poderia “se dar mal” ao emprestar seu prestígio converte-se em um mantra. A matéria de Veja parece tentar lavar a mente do ex-jogador, “avisando-o” de que estaria “arriscando” o “futuro dos seus filhos”. Abaixo, uma incrível quinta ameaça em texto tão curto.

O último gigantesco parágrafo da matéria de Veja culmina com a exibição de um Ronaldo diametralmente diferente desse que a Folha de São Paulo usou na semana passada em manchete principal de primeira página para atacar o governo usando a organização do evento. Em abril de 2013, Ronaldo negava tudo que continuou dizendo até há pouco, antes de finalmente ceder a essa e a outras pressões que sofreu para virar a casaca. Abaixo, o trecho final da matéria de Veja.
Como se vê, não foi à toa que o jovem de origem humilde que venceu na vida às custas do próprio talento traiu a si mesmo de forma tão patética. A matéria de Veja é apenas a ponta do Iceberg das pressões que vinha sofrendo para se unir aos grupos de interesse distintos que contam com o fracasso do Brasil ao sediar a Copa para extrair dividendos políticos.
Seja pelo viés de críticas à organização da Copa, seja pelo da “denúncia” mentirosa de que dinheiro da saúde e da educação foi usado para realizar o evento no país, o aparato montado por grupos políticos de direita e de esquerda para desmoralizar o Brasil internacionalmente se vale de politicagem barata e do mais puro fascismo. E nada mais.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/veja-pressionou-ronaldo-a-virar-a-casaca-esta-pisando-num-campo-minado/