sábado, 17 de maio de 2014

Jorge Furtado rebate surto de vira-latice de alguns artistas

17.05.2014
Do blog CAFEZINHO, 16.06.14
Por Miguel do Rosário - 

Sugerido por Julio Cesar Macedo Amorim, por email.
Após declarações de Wagner Moura, Jorge Furtado rebate críticas de artistas ao país
Diretor publicou em seu blog texto lamentando quem só vê “as coisas piorando” no Brasil
16/05/2014 | 11h43, no site da RBS.
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Após declarações de Wagner Moura, Jorge Furtado rebate críticas de artistas ao país. Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
O diretor gaúcho Jorge Furtado usou seu blog pessoal para rebater as manifestações de artistas brasileiros que criticaram a atual situação social, política e econômica do Brasil. O texto foi publicado um dia após as declarações de Wagner Moura para jornal O Estado de S. Paulo, em que o ator se diz satisfeito em deixar o país por dois anos.
Na entrevista, em que fala sobre seu recém lançado Praia do Futuro, Moura reclamou do preconceito e do conservadorismo, criticou o PT – “O PT não inventou o toma lá, dá cá, mas o institucionalizou” – e o governo de Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro: “Eduardo Paes governa com a iniciativa privada”.
Em seu blog, Furtado escreveu:
“Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados. (…) Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos (…)”, escreveu o diretor em seu blog no site da Casa de Cinema de Porto Alegre. No texto, ele questiona: “Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual sua fonte de informação?”
Jorge Furtado encerra o texto dizendo “o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?”.
Recentemente, outros artistas brasileiros também se manifestaram sobre o tema, gerando grande repercussão: o cantor Ney Matogrosso deu entrevista para o canal de TV português RTP fazendo duras críticas ao governo, dizendo que “hoje em dia, a saúde pública no Brasil é uma vergonha” e “está piorando”, “a educação no país é vergonhosa” e “o transporte público é horroroso”.
Na semana passada, o vocalista Roger, do Ultraje a Rigor, rebateu declarações de que ele seria incoerente por tocar em um evento financiado pelo governo – que ele critica. Roger aproveitou para criticar planos como o Bolsa Família: “Tenho certeza que, se fôssemos bem educados, ninguém precisaria de esmola do governo, assim como eu próprio nunca precisei”.
:: Leia o texto de Jorge Furtado na íntegra:
“Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados.
Imagino que, com suas agendas cheias, não tenham muito tempo para procurar diferentes fontes para a mesma informação, tempo para ouvir e ler outras versões dos acontecimentos, isso antes de falar sobre eles em entrevistas, amplificando equívocos com leituras rasas e impressionistas das manchetes de telejornais e revistas ou, pior, reproduzindo comentários de colunistas que escrevem suas manchetes em caixa alta, seguidas de ponto de exclamação.
Fico triste ao ler artistas dizendo que não dá mais para viver no Brasil, como se as coisas estivessem piorando, e muito, para a maioria. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos, emprego, casa própria, luz elétrica, acesso às universidades e até, muitas vezes, a um prato de comida, não fica bem na boca de um artista, menos ainda de um artista popular, artista que este mesmo povo ama e admira. Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual a fonte da sua informação?
Fico triste ao ouvir artistas que parecem sentir orgulho em dizer que odeiam política, que julgam as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos insignificantes, ou ainda, ruins, acham que o país mudou sim, mas foi para pior. Artistas dizendo que pioramos tanto que não há mais jeito da coisa “voltar ao ‘normal ‘”, como se normal talvez fosse ter os pobres desempregados ou abrindo portas pelo salário mínimo de 60 dólares, pobres longe dos aeroportos, das lojas de automóvel e das universidades, se “normal” fosse a casa grande e a senzala, ou a ditadura militar. Quando o Brasil foi normal? Quando o Brasil foi melhor? E melhor para quem?
A mim, não enrolam. Desde que eu nasci (1959) o Brasil não foi melhor do que é que hoje. Há quem fale muito bem dos anos 50, antes da inflação explodir com a construção de Brasília, antes que o golpe civil-militar, adiado em 1954 pelo revólver de Getúlio, se desse em 1964 e nos mergulhasse na mais longa ditadura militar das américas. Pode ser, mas nos anos 50 a população era muito menor, muito mais rural e a pobreza era extrema em muitos lugares. Vivia-se bem na zona sul carioca e nos jardins paulistas, gaúchos e mineiros. No sertão, nas favelas, nos cortiços, vivia-se muito mal.
A desigualdade social brasileira continua um escândalo, a violência é um terror diário, 50 mil mortos a tiros por ano, somos campeões mundiais de assassinatos, sendo a maioria de meninos negros das periferias, nossos hospitais e escolas públicos são para lá de carentes, o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?”
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/05/16/jorge-furtado-rebate-surto-de-vira-latice-de-alguns-artistas/

GLOBO, A TV DOS GOLPISTAS: O protesto em frente à TV Globo

17.05.2014
Do BLOG DO MIRO, 15.05.14

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/

Por Pedro Rafael Vilela, no jornal Brasil de Fato:

Movimentos sociais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude e Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) protestaram contra a concentração dos meios de comunicação no Brasil e a cobertura parcial da mídia sobre a situação da Venezuela.

A manifestação, que reuniu cerca de 200 pessoas em frente a sede da Rede Globo, em Brasília, na tarde desta quarta-feira (14), integra as atividades da Jornada Continental de Luta pela Paz, que ocorre de 11 a 17 de maio em seis países latino-americanos: Argentina, Honduras, México, Peru e Brasil. Além de Brasília, houve manifestações no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“Sabemos do incentivo que essa mídia golpista dá para violar as democracias. Nós não vamos permitir mais golpes na América Latina como os que ocorreram em Honduras e no Paraguai”, afirmou Nei Zavaski, do MST.

Um dos objetivos da Jornada é defender a integração latinoamericana e denunciar as distorções praticadas por parte da imprensa brasileira sobre o que se passa na Venezuela. “Viemos aqui prestar solidariedade ao povo da Venezuela e dizer que só a democratização da mídia vai nos garantir o direito à informação”, destacou Katy Hellen, do Levante Popular da Juventude. 

Na avaliação dos movimentos sociais que participam da Jornada, a mídia ignorou a diminuição dos protestos violentos na Venezuela, após iniciativa do presidente Nicolás Maduro em dialogar com setores da oposição. “Ao contrário do que setores da imprensa divulgam, a maioria dos protestos que ainda persistem na Venezuela não é promovida por estudantes, e sim por grupos opositores extremistas, que continuam apostando na violência para desestabilizar o governo”, diz um trecho do manifesto publicado na convocatória para o ato em Brasília.

“A Rede Globo é o símbolo da concentração de propriedade dos meios de comunicação no Brasil. Uma concentração não apenas de empresas, mas de famílias e grupos políticos”, apontou Bia Barbosa, do FNDC. Ela destacou a campanha “Para Expressar Liberdade”, que gira em torno do recolhimento de um milhão e 300 mil assinaturas em favor de um projeto de lei para pôr fim a concentração da mídia no país e promover o direito à comunicação. “A Constituição diz que meios de comunicação não podem ser objetos de monopólio. A Constituição também diz que a finalidade das emissoras é promover a cultura, a educação e os conteúdos jornalísticos. A gente quer que os meios de comunicação sejam espaços da população brasileira e não de empresários e famílias”, completou.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/o-protesto-em-frente-tv-globo.html

Luciano Martins Costa: “O noticiário negativo é para influenciar o eleitor”

17.05.2014
Do blog VI O MUNDO, 15.05.14

Lulopetismo acabou com a Nação

FATOS & VERSÕES

A mensagem insidiosa do catastrofismo

Por Luciano Martins Costa em 14/05/2014


Na quarta-feira (14/5), a menos de um mês do início da Copa do Mundo, a imprensa oscila entre dois pontos contraditórios: num deles, parece apostar no recrudescimento de conflitos que poderiam colocar em risco o sucesso da festa internacional do futebol; no outro, precisa que a sociedade vista a camiseta da seleção nacional, para manter vivo o mito heroico do esporte e continuar faturando com a publicidade.

Exemplos desse movimento ambíguo podem ser vistos em fragmentos do noticiário econômico, na política e até mesmo no jornalismo cultural ou de entretenimento. Selecionamos, por exemplo, uma reportagem doEstado de S. Paulo, na qual se lê que a média dos salários nos doze meses até março subiu 8,2%, acima da inflação do período, que foi de 6%.

Trata-se de um paradoxo para a imprensa, mas de um resultado lógico para quem enxerga a política econômica com olhos curiosos, sem os antolhos do dogmatismo liberal. O desemprego segue abaixo da linha histórica, os salários nominais ganham da inflação, e isso compõe basicamente o atual modelo brasileiro, explicando por que a maioria do eleitorado teme uma mudança radical desse cenário.

Também no Estado, o leitor encontra nova atualização do indicador IED, de Investimento Estrangeiro Direto, onde se lê que, nos primeiros quatro meses do ano, foram realizadas 235 grandes fusões e aquisições no Brasil, média 21% superior à do mesmo período no ano passado. Não se trata de especulação, mas de dinheiro investido diretamente em produção. 

Por que será que o apetite de investidores estrangeiros por negócios no Brasil segue alto?

Na Folha de S. Paulo, destacamos uma entrevista com o economista francês Thomas Piketty, autor do livroO Capital no século 21, a ser lançado até o final do ano em português. Sua obra, na versão em inglês, há quase dois meses entre os cem livros mais vendidos da Amazon, está em segundo lugar entre os best-sellers, atrás apenas de um romance para adolescentes. Suas ideias estão mudando a maneira de pensar a economia e a sociedade, e o núcleo de seus estudos coincide em grande parte com os preceitos da política econômica adotada pelo Brasil na última década.

O rock errou

Agora, imagine o leitor ou leitora dotados de senso crítico, como fica a cabeça do cidadão que toma as manchetes da imprensa como retrato fiel da situação do Brasil.

Não erra quem afirmar que o público típico da mídia tradicional acredita que o país está afundando, embora a realidade mostre que a circunstância atual é melhor para a maioria, aqueles que vivem do seu trabalho, embora ainda restem muitos problemas estruturais a serem resolvidos.

Como disse a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, há cerca de dois meses, durante debate num programa de televisão, não se trata apenas de olhar o copo “meio vazio” ou “meio cheio”: trata-se apenas de enxergar ou não enxergar aquilo que está diante do nariz.

Com todas as turbulências a que estão submetidas as economias nacionais no contexto global dos negócios, a situação do Brasil não pode ser descrita como catastrófica, como fazem supor as manchetes. A realidade está bem escondida em reportagens que nunca vão para a primeira página, como as que citamos há pouco.

E por que razão os jornais demonstram diariamente essa opção preferencial pelo catastrofismo, se, afinal, um estado de espírito derrotista prejudica até mesmo os negócios das empresas de mídia? Porque os editores sabem que os fundamentos da economia são apenas parcialmente afetados pelo noticiário: os grandes investidores não costumam tomar decisões por notícia de jornal.

O interesse do noticiário negativo é o de influenciar o cidadão comum, o eleitor, e fazer com que ele manifeste nas urnas um desejo de mudança que foi insuflado diariamente pela imprensa. Simples assim.

Nesse jogo, entra até mesmo a produção cultural e de entretenimento. Veja-se, por exemplo, a extensa reportagem do Globo sobre a volta à cena da banda de rock Titãs, com chamada na primeira página sob o título “Um retrato pesado do Brasil”. Na entrevista do lançamento de um novo disco, o guitarrista e compositor Tony Bellotto repete o refrão e afirma (com o perdão pela expressão): “É uma merda pensar como o Brasil há 30 anos ou patina, ou piora”.

Ora, o Brasil de hoje é muito melhor do que há 30 anos, mas na sua ignorância ruidosa, o roqueiro faz coro ao discurso da imprensa, que procura incutir no brasileiro um sentimento de automenosprezo.

Funciona assim.

PS do Viomundo:  O mundo acabou, sim. O mundo daquele 1/3 de brasileiros cuja sensação de status dependia de pisar sobre os outros 2/3.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/luciano-martins-costa-o-interesse-do-noticiario-negativo-e-o-de-influenciar-o-eleitor.html

Janio de Freitas: É o novo direito ou a velha direita?

17.05.2014
Do blog VI O MUNDO,15.05.14

O vingador atropela o que vê pela frente

Com O ou com A


E vai por aí o conjunto de prepotências que nega o Direito. Deve ser o novo direito. Ou a velha direita?

Em muitos sentidos, o desenrolar do caso mensalão ultrapassou, desde o início do julgamento, a sua dimensão judicial. Sem mobilizar, no entanto, a classe dos advogados e juristas, que, em geral, evitou incluir-se na movimentação opinativa ativada pela imprensa e publicitariamente aproveitada, como de hábito, pelos chamados cientistas políticos, por sociólogos, historiadores e, não faltariam, economistas. Essa configuração do aspecto judicial e público do caso encerrou-se, e abre agora nova e diferente etapa.

Não fossem já as inúmeras evidências de que advogados e juristas rompem suas barreiras, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, propicia um exemplo eloquente. No posto que leva a preservar o silêncio, em relação a todo presidente do Supremo Tribunal Federal, mesmo que veja contrariado o seu trabalho, Rodrigo Janot opina com objetividade frontal sobre a retirada do trabalho externo, feita pelo ministro Joaquim Barbosa, de condenados ao regime de prisão semiaberta:

“O preso tem direito ao trabalho externo, se há oferta de emprego digno e condições de ressocialização.” Nem precisou de acréscimos.

Joaquim Barbosa não suscitou no meio jurídico apenas discordância e a sentida necessidade de torná-la pública, até para não aparentar aceitação da tese e do ato que impôs com a força do seu cargo (e parece que por ele pensada como sua). Há também muita preocupação com as possíveis extensões da sua decisão a julgamentos em curso no país afora.

Não é para menos. Trocado em miúdos, o que Joaquim Barbosa faz é extinguir a condenação ao regime semiaberto. Se é exigido do condenado a esse regime que, antes de usufruir do direito ao trabalho externo, cumpra em regime fechado um sexto da pena, ele está igualado aos condenados a regime fechado, que têm direito ao semiaberto quando cumprido igual sexto da pena. Ou seja, regime semiaberto e regime fechado tornam-se iguais. Ou um só.

A supressão arbitrária é o que mais agita o meio jurídico, mas não é única na tese de Joaquim Barbosa. Diz um trecho: “Não há (…) motivo para autorizar a saída do preso para executar serviços da mesma natureza do que já vem executando atualmente” dentro da penitenciária. O pedreiro, digamos, que tenha nesse ofício sua habilitação para obter emprego em obra externa, como condenado ao semiaberto, terá o seu direito cassado por já prestar serviços de pedreiro na prisão (o trabalho reduz a pena). A tese é um contrassenso primário, porque o regime semiaberto não se caracteriza pelo trabalho, mas pelo direito, sob determinadas condições, de sair da prisão durante o expediente de dias úteis e em alguns dias de folga.

E vai por aí o conjunto de prepotências, que não nega apenas os códigos brasileiros, mas o próprio Direito. Deve ser o novo direito. Ou seria só a velha direita? Tanto faz, que dá no mesmo.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/janio-de-freitas-e-o-novo-direito-ou-a-velha-direita.html

Mídia e oposição querem sangrar a Petrobras, a bem dos EUA

17.05.2014
Do portal da Revista Carta Maior, 15.05.14
Por Dr. Rosinha*

A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras não foi um negócio equivocado e atendeu a planejamento definido ainda no governo FHC.

Divulgação
Para ser bondoso e não pensar em coisa pior, prefiro dizer que há nos meios de comunicações privados um imbróglio de informações sobre a compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Digo "bondoso" porque sei que toda empresa privada, mesmo as de mídia (rádios, TVs, jornais, revistas, etc.), tem interesses políticos, econômicos, financeiros, comerciais, etc.

A compra de Pasadena se tornou pauta da grande imprensa com o objetivo de dar à oposição partidária, principalmente PSDB e PSB, um mínimo de argumento (tinham quase nada) nas próximas eleições, muito embora esse argumento contrarie os interesses nacionais e não se sustente em um exame mais profundo.

E chamo de imbróglio porque vou aqui usar livremente o artigo de Marcelo Zero, que justamente assim designa todo esse assunto.

Na realidade, a Petrobras sempre incomodou os conservadores do país. Pudera. Nascida da histórica campanha nacionalista “o Petróleo é nosso”, a Petrobras se converteu naquilo que os neoliberais consideram praticamente uma impossibilidade: uma empresa estatal bem sucedida e eficiente.

Ela é um acabado contraexemplo das teses antiestatais e antidesenvolvimentistas que sustentavam o fracassado paradigma privatizante e liberalizante, cantado em prosa e verso pelo PSDB, DEM e PPS, que ruiu no início deste século. Ruiu no Brasil graças aos governos do PT, e na Europa e nos Estados Unidos, por ser um sistema que sobrevive do (U$S) oxigênio do Estado.

A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras não foi um negócio equivocado; ela custou, ao todo, US$ 486 milhões e não US$ 1,18 bilhão; seu valor de aquisição, para a época, foi abaixo da média de uma refinaria nos mesmos padrões; o negócio atendia ao planejamento estratégico da companhia, definido ainda no governo Fernando Henrique Cardoso; e sua compra foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, que entre seus membros contava com a participação de Fábio Barbosa, presidente da Abril e ex-presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de Jorge Gerdau, presidente do Grupo Gerdau, e de Cláudio Haddad, presidente-acionista da Ambev.

Numa reunião, semanas atrás, da bancada do PT, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, de modo bastante seguro e convincente, demonstrando a indignação dos injustiçados, especificou, passo a passo, o cálculo que desmente que a empresa belga Astra Oil tenha comprado a refinaria por US$ 42,5 milhões e vendido para a Petrobras por US$ 1,18 bilhão.

Na verdade, a Astra, quando comprou, pagou US$ 326,5 milhões, e a companhia brasileira, quando adquiriu a refinaria, pagou US$ 486 milhões (190 milhões na primeira parcela e 296 milhões na segunda, sendo essa última parcela arbitrada pela justiça americana quando houve a separação da sociedade com a empresa belga Astra Oil).

Veja bem, o preço real do negócio foi 40% do valor de US$ 1,18 bilhão alegado pela oposição e pela mídia. O preço pago revela um índice de custo da refinaria de 4.860 dólares por barril de capacidade de processamento/dia, quando a média, à época, era bem acima de 9.734 dólares por barril, o que comprova que ela foi comprada abaixo do valor de mercado.

Na mesma reunião, Gabrielli disse ainda que a “cláusula Marlim” foi considerada inválida pela Justiça dos Estados Unidos, na disputa judicial entre a Petrobras e a Astra. E mais: que a cláusula do tipo “Put Option” também não prejudicou a estatal, uma vez que se trata de um acordo de divórcio. É uma cláusula normal quando se refere a grandes negócios.

Esclareço: a “cláusula Marlin” estabelece que a refinaria de Pasadena teria que garantir 6,9% de rentabilidade mínima a um dos sócios (o grupo Astra), independentemente dos resultados.

Já a cláusula “Put Option” define regras para um acionista adquirir a parte do outro. Trata-se de cláusula comum em processos de fusão e/ou incorporação com dois ou mais sócios fortes. Consiste no seguinte: (1) O sócio “A” oferece sua parte ao sócio “B” por determinado valor. (2) O sócio “B” não tem o direito de recusar. Mas tem a opção de comprar a parte do sócio “A” pelo mesmo valor que lhe foi oferecido.

Portanto, quem tomou a iniciativa de entrar na Justiça em 2008 foi a Petrobras, que queria modernizar a refinaria. Em julho daquele ano, o grupo Astra entrou contra a Petrobras alegando que tinha que ser aplicada a “cláusula Marlin”. Assim, em 2012, a Justiça americana concluiu que a “cláusula Marlin” não é válida e que o cálculo seria feito a partir da “Put Option”, considerando os termos do contrato original, dentro das condições econômicas da época.

O contexto que é desprezado pela oposição (PSDB, DEM, PSB e PPS) e pela mídia consiste no fato de que o negócio foi afetado pelas mudanças no mercado decorrentes da crise internacional de 2008 e do aproveitamento do gás de xisto pelo mercado norte-americano. A partir de 2007, tudo começou a mudar. No Brasil, houve as descobertas das enormes jazidas do pré-sal, a maioria constituída de óleo leve.

O consumo de petróleo nos Estados Unidos caiu de um pico de 20,8 milhões de barris/dia, em 2005, para 18,6 milhões, em 2012. O preço do petróleo passou a aumentar mais do que o de derivados. No golfo do México, as margens de refino despencaram, de 4,3% em 2005 para 3,9% em 2006 e 4,1% em 2007, com taxas negativas entre 2008 e 2010.

O que desejam a oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB) e os entreguistas da mídia é sangrar a Petrobras, a bem dos EUA. Querem transformar a Petrobras em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os autoproclamados defensores da CPI. Até porque são eles os mesmos que, quando governaram o país, fizeram de tudo para privatizar a Petrobras.


(*) Dr. Rosinha, médico pediatra e servidor público, é deputado federal pelo PT do Paraná.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Midia-e-oposicao-querem-sangrar-a-Petrobras-a-bem-dos-EUA/4/30932

ÓDIO SELETIVO NA INTERNET: “TV Revolta”, o fenômeno da pregação de ódio seletivo na internet

17.05.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 

Por que se fala tanto da TV Revolta, página que detona os direitos humanos, os pobres, os "preguiçosos e vagabundos que dependem de programas sociais", enquanto defende Sheherazade, Bolsonaro e afaga a polícia?

joão revolta tv revolta
João Vitor Almeida Lima, criador do TV Revolta, se define como um “rapaz de 30 anos indignado com o sistema”
“Ponha um cretino fundamental em cima da mesa e você manda ele falar, ele dá um berro e, imediatamente, milhares de outros cretinos se organizam, se arregimentam e se aglutinam”, disse Nelson Rodrigues. “O cretino fundamental raspava a parede da sua humildade e na consciência da sua inépcia. Mas, agora, conseguiram finalmente pela superioridade numérica. Porque para um gênio, você tem um milhão de imbecis.”
João Vitor Almeida Lima, sonoplasta barbudo da rede Bandeirantes, é o criador da chamada TV Revolta, que virou notícia pela quantidade de seguidores. Ele tem um canal no YouTube e uma página no Facebook com quase 3 milhões de curtidas em que o que faz é reverberar ódio patológico.
É um fenômeno de audiência. De cima de seu banquinho, Lima conseguiu reunir uma multidão de gente como ele, supostamente indignada com “tudo isso que está aí”. Aparece em vídeos babando na gravata, falando palavrões, batendo na mesa, despejando sua intolerância mortal — seletiva, claro. Há memes, ilustrações, frases, o que for, contra cotas raciais, o funk, o Bolsa Família, a saúde, a Copa.
Deságua nos Grandes Satãs: Lula e Dilma. Não entra nada, absolutamente nada, sobre nenhum outro político ou partido.
No meio da ignorância, das ofensas e das simplificações, aparecem posts sobre cães abandonados, com ameaças aos donos que cometem essa crueldade, e frases de auto-ajuda. Lima usa um alter ego, “João Revolta”, para gravar seus depoimentos. João é, em sua descrição, um “rapaz de 30 e poucos anos indignado com o sistema global”.
Detona os direitos humanos, os pobres, os preguiçosos e vagabundos que dependem de programas sociais, enquanto defende Rachel Sheherazade, idolatra Joaquim Barbosa, afaga a polícia. Recentemente, ele afirmou que foi denunciado no YouTube e sua conta suspensa por alguns dias. Voltou mais animado ainda, desta vez alegando que foi censurado pelo governo. Governo comunista, claro.
A raiva online polui o ambiente da internet e se espalha de maneira viral. A página do Guarujá Alerta é um exemplo das consequências desse tipo de mentalidade num ambiente já envenenado. Qual o limite? O Facebook, sempre pronto a retirar do ar fotos de Scarlett Johansson, permite que abjeções como a TV Revolta continuem a mil.
Essa violência virtual é compartilhada por 3 milhões de cidadãos. Christopher Wolf, diretor de uma entidade internacional especializada em combater discursos de ódio na net, disse uma vez que o “Holocausto não começou com câmaras de gás. Tudo se inicia com palavras e estereótipos”.
Sob esse ponto de vista, a TV Revolta está no caminho certo.
Kiko Nogueira, DCM
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/tv-revolta-o-fenomeno-da-pregacao-de-odio-seletivo-na-internet.html

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA CONTRA LULA: Repórteres da grande mídia combinam pauta contra Lula

17.05.2014
Do  BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Não é fácil cobrir política no Brasil, segundo repórter de um dos grandes veículos de mídia que cobriram a palestra que o ex-presidente Lula deu a centenas de blogueiros na última sexta-feira. Informações que tal repórter me deu sem saber com quem falava serão úteis para a compreensão da manchete sobre o evento que ganhou as capas dos grandes jornais de sábado (17/05).
A grande imprensa compareceu em peso ao hotel Braston, no centro velho de São Paulo, onde está acontecendo o 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais. Havia repórteres de vários grandes meios de comunicação – O Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, G1, UOL, Terra, IG… Só não foi visto repórter da Veja.
O corredor que dá acesso ao salão de convenções na sobreloja do hotel estava intransitável. Por ali, misturavam-se os participantes do evento e a imprensa. Esta, porém, tinha uma porta de acesso exclusiva ao salão, que desembocava em um cercadinho feito para os repórteres.
Salvo um ou dois incidentes entre blogueiros menos pacientes com as manipulações midiáticas e repórteres, a imprensa foi bem recebida. Porém, esses “operários da notícia” estavam tensos e este blogueiro descobriu que não era por medo do público que ali estava, mas devido à pressão que um desses “operários” – que, por razões óbvias, não será identificado – insinuaria que todo repórter de política sofre quando tem que cobrir Lula.
Para extrair sinceridade de um dos membros da imprensa que ali estavam, a solução foi este que escreve dissimular a razão de sua presença no local fingindo que participava de outro evento no salão de convenções contíguo àquele em que Lula palestraria. Travou-se, então, o seguinte diálogo com um dos repórteres:
Blogueiro — O que está acontecendo aí?
Repórter – O Lula vem falar.
Blogueiro – Quem é toda essa gente?
Repórter – São blogueiros aliados do PT; Lula vem falar pra eles.
Blogueiro – Lula é sempre notícia, né?
Repórter – Notícia cabeluda. Dá um trabalho danado.
Blogueiro – Por quê?
Repórter – A gente tem que achar a “pauta certa”…
(…)
Infira você, leitor, qual é a “pauta certa”.
A palestra em questão foi excelente. Lula estava inspirado, como sempre. Enquanto encantava a plateia com suas tiradas engraçadas, fiquei pensando o que a imprensa poderia encontrar para comprometê-lo. A presença maciça de repórteres em mais um encontro do ex-presidente com blogueiros certamente se destinava a encontrar algo que pudesse servir para a mídia tentar desgastá-lo publicamente.
Ao fim da fala de Lula, achei que ele não oferecera matéria-prima para que os robôs teleguiados pela grande mídia pudessem usar. E não havia mesmo. Por isso, foi preciso inventar.
Após Lula falar, participantes do Encontro de Blogueiros relataram uma cena inusitada presenciada por vários deles: repórteres de vários veículos distintos reuniram-se para discutir que pauta comum todos entregariam às suas respectivas redações.
Um repórter sugeria distorcer, omitir ou destacar este ponto, outro contestava aquela ideia e dava outra. Alguns dos blogueiros que presenciaram a cena aproximaram-se do grupo de repórteres inquirindo-os sobre se era comum fazerem aquilo, reunirem-se e combinarem o que iriam divulgar sobre o que haviam presenciado.
A interpelação dispersou os repórteres, que foram se reunir em outra parte. O resultado dessa reunião, porém, começou a ser visto no mesmo dia nos portais G1, UOL etc., e ganhou maior repercussão nos jornais de sábado (17). Abaixo, uma das manchetes principais de primeira página que decorreram de uma distorção criminosa da fala do ex-presidente.
Chega a ser inacreditável que a mídia tenha pinçado e distorcido uma frase de Lula dessa forma. O ex-presidente disse o seguinte:
Nós nunca reclamamos de ir a pé (ao estádio). Vai a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento, vai de qualquer coisa. A gente está preocupado? Ah não, porque agora tem que ter metrô até dentro do estádio. Que babaquice que é essa?
O que Lula disse foi que, no Brasil, nunca ninguém pediu que estações de metrô fossem construídas dentro de estádios de futebol e que agora estavam cobrando alguma coisa que nunca foi pedida no Brasil. E emendou dizendo que brasileiro, para ver futebol, não mede esforços.
As palavras do ex-presidente, da forma como foram expostas, dão a entender que ele acha que o povo não merece ter estação de metrô dentro de estádio de futebol, o que seria não só uma “babaquice”, mas um desperdício de recursos públicos, pois o povo não vai a estádios todo dia, mas usa metrô todo dia e por certo os locais para construir estações devem ser mais adequados.
Pode-se construir estação de metrô em um hospital, em shoppings e em terminais rodoviários ou de trens porque são locais de grande afluxo diário de pessoas, mas não faz sentido construir dentro de um estádio de futebol. Durante a Copa até seria útil, mas e depois?
O que fica desse episódio é a confirmação de um procedimento da velha mídia que todo mundo conhece, mas que nem todos devem se lembrar. Em 2006, por exemplo, quando foi apreendido o dinheiro dos “aloprados”, aconteceu a mesma coisa – repórteres e policiais armaram um cenário com o dinheiro apreendido que fez seu volume físico parecer maior.
Infelizmente, mais uma vez se confirma que a luta para agradar as chefias leva jovens repórteres a praticar toda sorte de trapaças com a notícia. E que esta é “tratada” para dizer aquilo que os patrões desses jovens querem que seja dito, obviamente em prejuízo do direito do público a receber fatos em vez de versões e interpretações subjetivas como essa de que trata o post.
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Palestra no 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais
Lula, Alexandre Padilha e Fernando Haddad com blogueiros em Sã Paulo (16/05/2014)

Foi um grande prazer palestrar ao lado dos blogueiros Iroel Sánchez, de Cuba, e de Osvaldo León, do Equador. Abaixo, resumo da palestra “A mídia na América Latina”, que proferi na sexta-feira para centenas de blogueiros e ativistas digitais no hotel Braston, em São Paulo.

“Boa tarde, blogueiros e ativistas digitais.
Quiero saludar a los compañeros de Cuba, Iroel Sánchez, y de Ecuador, Osvaldo León. Es muy placentero tenerlos en nuestro país y saber de sus experiencias y de la realidad sobre los medios de otras partes de nuestra Latino América.
Cabe-me a missão de compor o lado brasileiro desta mesa amparado pelas viagens de negócios que faço pela América Latina há cerca de duas décadas e relatar o que vi em relação à mídia da região.
Seja nos periódicos argentinos Clarín ou La Nación, seja nos bolivianos El Deber ou El Mundo, seja nos chilenos El Mercúrio ou La Tercera, seja nos brasileiros Folha de São Paulo ou Globo, seja nos equatorianos Últimas Notícias ou El Comercio, seja nos venezuelanos El Universal ou El Nacional, seja nas grandes redes de TV, enfim, em qualquer braço dos grandes impérios de mídia que há muito dominaram a comunicação nesta parte do mundo o que se vê é sempre a mesma coisa.
Da Argentina ao Brasil, passando por Uruguai e Paraguai, os grupos de mídia (quase sempre dominados por uma família) ajudaram a implantar ditaduras ferozes que cometeram toda sorte de crimes que se possa imaginar. Mas não é só.
A mídia latino-americana, sob o guarda-chuva da infame Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), atua em conjunto, como em uma sinfonia, para defender a desigualdade social que mantém quase meio bilhão de pessoas vivendo em sociedades que priorizam os interesses de poucos em prejuízo da grande maioria.
Um exemplo dessa sinfonia macabra que reúne a mídia latino-americana sob um mesmo guarda-chuva antidemocrático foi visto em 2007. Naquele ano, uma manifestação reuniu 40 lideranças dos movimentos sociais em São Paulo para protestar contra a presença em nosso país do dono da RCTV venezuelana, Marcel Granier.
O magnata dono do veículo que mais atuou no golpe de Estado tentado pela direita na Venezuela em 2002 foi convidado pelos donos da mídia brasileira. Granier palestrou no Hotel Meliá Mofarrej em um “ato em defesa da liberdade de imprensa”, organizado por diversas entidades dos magnatas da comunicação. Impedidos “democraticamente” de entrar no recinto, os manifestantes protestaram no hall e em frente ao hotel.
Pior do que isso é olhar, por exemplo, para um império de mídia como o Grupo de Diários América, dono de outros jornais de países sul-americanos como El Nacional, da Venezuela, El Tiempo, da Colômbia, El Mercúrio, do Chile, e La Nación, da Argentina.
É uma afronta à democracia desses países que um mesmo grupo estrangeiro controle veículos de comunicação em vários países simultaneamente.
Em certo aspecto, aliás, o que posso testemunhar do que vi ao longo de dezenas de viagens a Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai, Uruguai e Venezuela é que nesses países a mídia ainda é pior, mais desonesta, mais antidemocrática do que a que temos hoje no Brasil, talvez por em vários desses países estar encontrando resistência maior do que a que encontra em nosso país.
Nesse aspecto, sobressai a Venezuela. Se, no Brasil, achamos que a mídia é ruim, antidemocrática, capaz de toda sorte de manipulações, os grupos de mídia venezuelanos são controlados por criminosos. Ainda são. Bandidos que com suas ações nefastas causaram incontáveis mortes estimulando manifestações que sabiam no que terminariam.
Há muito material disponível na internet sobre as atrocidades da mídia Venezuelana e não só em 2002, quando se viu mais um golpe de Estado midiático na América Latina. Com a diferença de que foi no século XXI. Mas, para encerrar minha participação neste debate, sugiro a quem não conhece que assista ao documentário Puente Llaguno.
Trata-se de uma ponte em Caracas em que ocorreu um massacre de cidadãos que tentavam impedir a tentativa de golpe de Estado de 2002 na Venezuela. Apesar de os manifestantes pró Hugo Chávez terem sido cercados e fuzilados naquela ponte por franco-atiradores, com ciência de veículos de comunicação como a RCTV, a mídia, enquanto o golpe se desenrolava, invertia os fatos.
A mídia latino-americana ainda é um Kraken, espécie de polvo gigante que ameaçava navios, segundo o folclore nórdico. Seus tentáculos espalham-se por toda região, controlados por uma só cabeça, uma cabeça ianque, com interesses ianques, com métodos ianques. Nosso papel, aqui, é cortar os tentáculos dessa monstruosidade.
Muito obrigado pela atenção”
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/reporteres-da-grande-midia-combinam-pauta-contra-lula/