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sexta-feira, 16 de maio de 2014

"Questão da regulação da mídia é imperiosa", diz Lula

16.05.2014
Do portal BRASIL247

 STUCKERT:
247 – "Eu me dou o direito de dar entrevista para quem eu quero, na hora que eu quero", disse o ex-presidente Lula, na manhã desta sexta-feira 16, em palestra no 4º Encontro Nacional dos Blogueiros. Ele explicou que ficou "impressionado com a violência com que a imprensa tratou minha entrevista ao blogueiros, lá no Instituto da Cidadania".

Lula foi fundo em sua crítica à mídia. Na primeira parte de seu discurso, ele citou legislações recentes feitas na Inglaterra, Argentina e Equador que impuseram normas ao funcionamento da mídia. "Todos as sociedades democráticas do mundo contam com mecanismos de regulação dos meios de comunicação", disse Lula.

"Nos Estados Unidos, há a proibição da chamada propriedade cruzada. Em outros países, como Espanha, Portugal, França e Itália há leis que tratam dos meios de comunicação. Não venham dizer que isso é censura, ou que estamos querendo controlar os meios de comunicação. Estou citando países capitalistas. Não venham dizer que sou esquerdista, nem citei a Venezuela do saudoso presidente Chávez".

O ex-presidente prosseguiu: "Tenho viajado pelo mundo todo fazendo esse debate, mas o que vejo aqui é uma mídia que desanca o País". Lula alertou ainda: "Queria que ficasse claro que ninguém quer censurar ninguém, queremos apenas gritar mais alto 'Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós".

Lula criticou a negação à política: "A negação da política não melhorou nenhum pais do mundo", apontou. "Eu não acredito em política sem esperança", acrescentou. Ele disse ver como a televisão se dá o luxo de "esculhambar a política". Ele disse que não vale a pena chorar porque tal jornal fala mal do PT, e que o que precisamos fazer é usar os blogs que estão do lado do País.

O discurso do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que pediu "Dilma na Papuda" durante evento do 1º de Maio, foi classificado como "falta de respeito" pelo ex-presidente. "Eu nunca vi tanta virulência de ataque preconceituoso contra a Dilma hoje", disse. Segundo Lula, a oposição "está é com medo da Dilma".

Ao falar sobre a crise hídrica em São Paulo, ironizou ao dizer que, se a responsabilidade fosse do prefeito Fernando Haddad, os ataques da imprensa seriam muito piores. "Cadê o choque de gestão?", questionou, em referência ao lema do PSDB. Ele acrescentou em seguida: "O choque de gestão significa: redução de salário e dispensa de trabalhador".

Sobre a Copa do Mundo, Lula disse que não se preocupa com o volume de dinheiro que entrará no País e voltou a dizer que o Mundial é uma "oportunidade extraordinária" do País de mostrar ao mundo como ele é. "Mostrar a beleza desse povo, esse povo alegre, respeitoso". 

Ele disse que não é necessário criar uma lei contra mascarados. "Não precisa de lei, precisa da sociedade atenta, porque um cara que sai mascarado nas ruas não têm boas intenções".

 Sobre a possibilidade de se ter manifestações durante a Copa, afirmou: Não vamos ficar com medo de ter passeata, de greve, nascemos com isso. Minha bursite é de tanto carregar faixa".
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/140041/Quest%C3%A3o-da-regula%C3%A7%C3%A3o-da-m%C3%ADdia-%C3%A9-imperiosa-diz-Lula.htm

A promoção da mídia “salva” os protestos de hoje?

16.05.2014
Do blog TIJOLAÇO, 15.05.14
Por Fernando Brito

naotevecopa
Embora O Globo e a Folha estejam à frente do “departamento de agitação e propaganda”, não se espere, a princípio, que estes sejam sequer a sombra das manifestações do ano passado.
Porque o que se tem hoje é muito mais a mobilização dos movimentos organizados de sindicatos, sem-teto e outros grupos de interesse do que o movimento de setores da classe-média – coxinhas à frente – que marcou aqueles momentos.
A página de eventos promovida pelos “black blocs” do Rio, convocando para a manifestação da Central do Brasil – onde vão tentar pegar “carona” no movimento dos rodoviários, tem magras 300 confirmações de presença, contra as dezenas de milhares dos “áureos tempos”.
Os governos estaduais parecem menos propensos à reações brutais e descabidas que tiveram no ano passado. Seja porque, em São Paulo, Geraldo Alckmin esteja com seca pelo pescoço, seja porque, no Rio, Luis Fernando Pezão não seja homem dado aos “chiliques” que caracterizam Sérgio Cabral.
Quanto aos movimentos grevistas, não devem ser encarados jamais com hostilidade, mesmo que aqui e ali possa haver certo oportunismo irresponsável.
Como é que categorias profissionais não vão aproveitar o destaque e a simpatia da mídia por suas greves e manifestações, sempre abafadas e combatidas pela grande imprensa?
O Brasil não deve, jamais, confundir a exibição de nossos progressos com a ocultação de nossas misérias.
Afinal, durante 512 anos de nossa história não teve Copa, mas também não houve moradia, nem salário justo, nem escolas e saúde “padrão Fifa”.
Outro dia, num acesso de ódio político, o cantor Ney Matogrosso disse que saúde e educação no Brasil eram “exemplares” nos anos 50.
Como assim, Ney, se morriam 128 em cada mil crianças nascidas vivas, dez vezes mais do que hoje e só um quarto das crianças e jovens iam à escola?
Mas já que querem “padrão Fifa”, agora, seria bom que o Governo aprofundasse mais os programas sociais.
Afinal, esta é “a voz das ruas”.
Não há nada que deva ser combatido em ir às ruas pedir um Brasil melhor.
Desde que se abra o olho para isso não ajudar a volta do Brasil pior.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=17434

O colapso da grande imprensa e a formação da opinião pública

16.05.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 13.05.14
Por Alexandre Pinho Fadel,  na edição 798

   Reproduzido do Jornal Pessoal nº 560, 1ª quinzena/ maio 2014; intertítulo do OI

Após doze anos morando fora da minha terra natal, retorno a Belém e, com os olhos ainda distanciados do cotidiano citadino, constato que os dois maiores representantes da grande imprensa paraense (O Liberal e o Diário do Pará) perderam parcialmente o sentido do seu principal papel na sociedade, que é informar. E digo mais: o que observei foi que estes dois meios de comunicação, em razão de entrevero politico-familiar (Maiorana x Barbalho), não dispensam aos seus leitores um patamar razoável de respeito, e as consequências deste estado de coisas são perversas e preocupantes, consoante procurarei demonstrar.
Atente-se, desde logo, que, dado o grande relevo desempenhado pelos canais de comunicação na construção de uma democracia legítima, foi dedicado na Constituição da República um capítulo à Comunicação Social com o escopo de:
>> garantir a liberdade de atuação;
>> impedir embaraços na atividade informativa;
>> proibir qualquer tipo de censura (art. 220, caput e §§ 1º e 2º, da CRFB).
Ao mesmo tempo, tendo em vista a importância para a soberania pátria, a Constituição impôs que a propriedade dos meios de comunicação, assim como, a responsabilidade editorial, sejam “privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos” (art. 222, caput § 2º, da CRFB). Para viabilizar a efetividade de tão elevados desideratos, é garantida, inclusive, a imunidade tributária aos jornais e ao papel destinado à sua impressão (art. 150, VI, d, da CRFB).
Resta claro, portanto, que este aparato normativo tem como intuito cercar de todas as garantias possíveis o chamado “quarto poder”, o qual tem como uma das mais relevantes atribuições a formação da opinião pública. É sabido que estando ausentes os direitos de buscar a informação, de informar, de opinar e de criticar não há como subsistir legitimamente o processo democrático. Em síntese, existe uma profunda relação entre a imprensa, como responsável pela formação da opinião pública, e a democracia. [A expressão “quarto poder” nos remete originalmente “à organização feudal em torno de três estados formadores do Parlamento: o Clero, a Nobreza e os Comuns”, e não “como alternativa aos poderes executivo, legislativo e judiciário”, e, desta maneira, “a imprensa como ‘quarto estado’ estaria representando os interesses do restante da sociedade, ou seja, o papel da imprensa seria tornar público temas antes só restritos ao Parlamento [inglês]” (RIZZOTTO, Carla Candida. “Constituição histórica do poder na mídia no Brasil: o surgimento do quarto poder”.Revista de Estudos da Comunicação, Curitiba, v. 13, n. 31, p. 111-120, maio/ago. 2012)]
Cegueira e omissão
Traçadas tais premissas, vamos aos fatos que levam, a priori, ao descrédito das informações veiculadas e dos próprios meios de comunicação acima citados. Lendo as colunas “Repórter 70” e “Repórter Diário” é possível encontrar expressões, para dizer o mínimo, insólitas para jornais de grande circulação, como “Mister M.” (O Liberal) e “Maiotralhas” (Diário do Pará), que facilmente são identificados pelos os moradores locais como, respectivamente, Helder Barbalho e Família Maiorana (fico imaginando o que passa pela cabeça de uma pessoa que não conheça as entranhas paraenses Brasil a fora quando lê tais expressões).
Enfim, as abordagens refletem um desrespeito grave com o leitor e, acima de tudo, uma desmedida tendência editorial que indica um total descaso com a informação, com os fatos (!), e desta forma acaba por prevalecer a (des)informação, a não-informação ou a informação ao avesso, que está longe de ser o desiderato da imprensa.
Estaria sendo exagerada a abordagem? Creio que não. Explico. Os jornais O Liberal e Diário do Parápossuem a maior tiragem no Estado e os mesmos são responsáveis pela cobertura local das questões políticas. Afinal, salvo episódios esporádicos, não encontraremos tais temas retratados em jornais de outros estados ou regiões. Portanto, excluídas as informações abordadas nos jornais que advêm de agências de notícias, paira uma grande penumbra sobre a veracidade fática do que está sendo divulgado.
É fato que os meios de comunicação possuem tendências ideológicas que permeiam suas pautas. Todavia, a estranheza do contexto paraense é o grau de primitivismo e arrogância com que as famílias Maiorana e Barbalho fazem as suas abordagens, e neste sentido sempre restará a indagação de qual o sentido de uma dada notícia/campanha capitaneada por tais meios de comunicação.
O “estado da arte” da grande imprensa paraense nos remete facilmente ao processo de disputa, violência e dominação empreendido pelo coronelismo imperante na República Velha brasileira, bem trabalhada por Vitor Nunes Leal em Coronelismo, Enxada e Voto. Ocorre que não nos encontramos no interior brasileiro, mas em um Estado (Pará) já com mais de 8 milhões de habitantes e uma capital (Belém) com população superior a 1,5 milhão (dados de 2012); e, em especial, não estamos mais na transição dos séculos XIX e XX, mas em 2014.Destarte, as práticas retrógradas, ainda recorrentes, geram consequências muito deletérias à democracia local, tendo em vista que a opinião pública é formada/forjada com a (des)informação.
Creio que expressei algo que todos os paraenses, com um mínimo de instrução e senso crítico, veem com muita nitidez, mas que um grande número de conterrâneos podem não discernir. Logo, fazer-se de “cego” é ser omisso e esta (in)ação prejudica a todos que vivem em um Estado com problemas sérios a serem superados. Aqui, aplica-se perfeitamente o provérbio “o pior cego é aquele que não quer ver”.
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Alexandre Pinho Fadel, mestre em Direito (PUC-Rio) e professor da Universidade da Amazônia (Unama)
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed798_o_colapso_da_grande_imprensa_e_a_formacao_da_opiniao_publica

A fortuna dos Marinho e a grande batalha que se avizinha

16.05.2014
Do blog CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

A mídia amanhece hoje anunciando, difundindo e cobrindo manifestações no Brasil inteiro. É a chamada quinta-feira negra da Copa, durante a qual movimentos sociais, alguns sérios outros nem tanto, tentarão chamar a atenção para os problemas nacionais.
A história, como se sabe, tem o hábito da ironia. Coube a ela produzir uma interessante coincidência. Na véspera dessas manifestações, a revista Forbes divulgou a lista das 15 famílias mais ricas do país.
No topo delas, encontra-se a família Marinho, proprietária do maior conglomerado de mídia da América Latina e talvez o maior do mundo ainda sob controle estritamente familiar.
A concentração das nossas riquezas agora tem nome e sobrenome. Não é mais uma tese acadêmica. Essas quinze famílias amealham hoje um patrimônio total de R$ 271,26 bilhões.
Os Marinho se destacam no ranking, com 23% do total, contra 16% para o segundo colocado e 12% para o terceiro.
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Os Marinho antes não figuravam em primeiro lugar porque a Forbes não tinha o hábito de juntar as fortunas de familiares numa só conta. Até que eles perceberam que o Brasil tem a característica de que suas principais empresas permanecem familiares.
O controle familiar acrescenta uma nota mórbida ao que representa a Globo no país. É a concentração absoluta de poder. Eles são hegemônicos na mídia, na economia… e no gerenciamento de uma fortuna de proporções nababescas.
Não é mais possível, hoje, para ativistas e movimentos sociais que lutam para transformar o Brasil, omitir-se em relação a concentração estapafúrdia de dinheiro em mãos de tão poucas famílias.
O Brasil precisa de uma lei que imponha um imposto pesado sobre as grandes fortunas do país. Assim como há nos EUA e na Europa.
A fortuna dos Marinho, além disso, evidencia que os interesses econômicos e políticos da grande mídia brasileira jamais serão os do povo.
A hegemonia midiática da Globo é possivelmente o maior fator de desequilíbrio e desigualdade políticas presente em nossa democracia. Qualquer grupo político que tenha a preferência da Globo terá uma vantagem dupla: financeira e midiática.
É justamente isso que estamos assistindo. A Globo, mais uma vez, se posiciona de maneira clara. Seus braços midiáticos estão trabalhando, diuturnamente, para derrotar o projeto popular iniciado por Lula em 2003. Não lhes interessa que nunca tenham ganho tanto dinheiro. Eles já tem o poder midiático, já tem o poder financeiro. Só lhes falta o poder político direto. Eles querem alguém de absoluta confiança ocupando o Planalto. Alguém deles, com quem possam trocar confidências, com quem possam almoçar e contar piadas.
Diante da fortuna dos Marinho, vemos o quanto é ridículo a tentativa de vender à opinião pública a existência de uma “elite sindical”. Aliás, diante da fortuna dos Marinho, vemos a importância essencial de sindicatos e centrais para a existência de uma bancada mínima parlamentar que represente os trabalhadores. Como um brasileiro poderia alcançar a representação política no país assumindo posições políticas independentes da Globo?
É por isso que eles odeiam Lula.
Agora também entendemos o “pacto” tácito entre Lula e Globo. Foi um pacto entre adversários.
Pacto que permitiu Lula governar e distribuir renda e à Globo continuar amealhando dinheiro. PT e Globo cresceram nos últimos anos, como dois exércitos que acumulam forças enquanto esperam a próxima grande batalha entre si.
As eleições deste ano será esta grande batalha. E não será a última.
A fortuna dos Marinho ajuda a botar lenha no debate sobre a democratização da mídia. Mais que nunca, está claro que esta é necessária para a consolidação da nossa democracia, a qual, evidentemente, está em risco se há uma família que controla, sozinha, a mídia, o dinheiro e a política de um país.
Agora sabemos quanto rendeu o “mensalão”. Enquanto a Globo satanizava a classe política, seus donos ganhavam uma quantidade de dinheiro que fazem qualquer caixa 2 partidário parecer um grão de areia.
Agora sabemos que o poder corruptor da Globo é algo além da imaginação. Agora entendemos porque Joaquim Barbosa, presidente do STF, pôs seu filho para trabalhar na emissora e passou a frequentar convescotes de Luciano Huck. Agora entendemos porque Ayres Britto, ex-presidente do STF, assinou prefácio do livro de Merval Pereira e assumiu a presidência do Instituto Innovare, da Globo.
Agora entendemos a campanha da Globo para glorificar Joaquim Barbosa e detonar Lewandowski.
A Globo cuida, como sempre, de seu bolso.
A Globo explorou os preconceitos do povo (no qual incluo a classe média) para vender a ideia de que o julgamento do mensalão, pela primeira vez na história do Brasil, “prendeu poderosos”. Ora, ao vermos a fortuna dos Marinho e olharmos para José Genoíno, como evitar uma sombria e nervosa gargalhada interior? Que espécie de poderosos são esses cuja fortuna de uma vida inteira não daria sequer para comprar a graxa dos sapatos usados pela família Marinho?
A concentração de mídia, dinheiro e poder é um problema muito maior que a corrupção, porque implica na destruição dos fundamentos de uma democracia, segundo o qual o poder deve emanar do povo, da maioria da população. A democracia implica, naturalmente, também em regras que protejam o direito das minorias e filtrem as paixões mórbidas do povo.
Explorar os preconceitos populares, como fez a nossa mídia durante a cobertura do mensalão, foi um tremendo mal ao processo democrático.
As pessoas que pensam a política no Brasil não tem mais o direito de omitir-se em relação ao risco democrático inerente ao descomunal poder midiático e financeiro da Globo. Lideranças de movimentos sociais, de partidos, de sindicatos, intelectuais progressistas, terão de ser muito mais atentos.
O PT e o governo federal, por sua vez, terão de refletir profundamente sobre este caso. Uma redistribuição profunda das verbas publicitárias se faz premente, porque não é possível continuar alimentando um monstro que não apresenta um risco somente para o PT, mas para a própria democracia.
Não querem dar nada à imprensa alternativa, tudo bem. Mas não dêem para a Globo. Criem uma portaria qualquer que obrigue concessões públicas a veicularem gratuitamente os anúncios de cunho institucional.
Pensem na democracia, pelo amor de Deus!
A única solução é a internet. Estive relendo uma matéria publicada ano passado no Viomundo, com uma entrevista com Helena Chagas, e voltei a ficar estarrecido com o desprezo dela por uma política de desconcentração e pluralidade das verbas federais voltadas para a publicidade.
Claro, a culpa não é dela. Trata-se de uma visão do PT e da própria Dilma. Mas agora temos dados reais. A política de concentração de verbas, incentivada pelo conceito de mídia técnica, ajudou a criar este monstro. Uma fortuna tão desproporcional em relação ao tamanho da economia brasileira, em mãos de uma família que controla o principal conglomerado de mídia no país, significa um risco altíssimo à democracia, porque o poder corruptor do dinheiro se soma ao poder manipulador da informação.
A mídia, em qualquer país, responde pela representação do nosso imaginário. Agora entendo porque jamais se fizeram (ou se fez tão poucos) filmes ou livros sobre a mídia.
Lima Barreto se deu mal quando lançou Memórias do Escrivão Isaías Caminha, no qual denunciava um jornal fictício chamado… O Globo! O escritor se baseou em sua experiência no Correio da Manhã. O Globo ainda não havia sido fundado quando escreveu o livro, mas a coincidência dos nomes tem um quê de visionária.
Depois daquele livro, Barreto entrou na lista negra da mídia carioca e nunca mais trabalhou em jornal nenhum. Ficou sem renda da noite para o dia, apesar de ser um dos maiores escritos vivos da época. Cem anos depois, o drama se repete, mas em proporções infinitamente maiores. E o que está em risco não é mais a segurança financeira de um pobre escritor carioca, mas sim a de um país inteiro, à mercê dos caprichos de uma família multibilionária e seus fantoches na política e no Judiciário.
democratização
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/05/15/a-fortuna-dos-marinho-e-a-grande-batalha-que-se-avizinha/#sthash.5Np5AgEO.dpuf

MANIPULAÇÕES DE JOAQUIM BARBOSA: Documento inédito, BB desmente JB

16.05.2014
Do blog MEGACIDADANIA, 13.05.14

Aldemir Bendine desmente JB
Mais uma vez o blog Megacidadania disponibiliza documento inédito demonstrando que Joaquim Barbosa errou na condução da AP 470.


Aldemir Bendine é o atual presidente do Banco do Brasil e o currículo dele não deixa qualquer dúvida: Presidente do Banco do Brasil e Vice-presidente do Conselho de Administração. Bacharel em Administração de Empresas, cursou MBA em Finanças e em Formação Geral para Altos Executivos. Atuou como Vice-presidente de Varejo e Distribuição, Secretário Executivo do Conselho Diretor e Gerente Executivo da Diretoria de Varejo da área de Cartões, entre outros.

No ano de 2005 ele era o secretário executivo da Diretoria de Varejo da Área de Cartões do Banco do Brasil, exatamente a diretoria que tinha estreita relação funcional com a Visanet. Aldemir Bendine também integrava o Conselho da Visanet. E foi nesta condição que ele enviou importante documento ao Tribunal de Contas da União-TCU cuja íntegra você lê a seguir.

Observem que tanto é afirmado que o dinheiro era da Visanet, bem como que não poderia o BB disponibilizar antecipadamente os planos estratégicos, citados resumidamente, pois caso contrário poderia incorrer em quebra de sigilo comercial permitindo nítida vantagem aos concorrentes. Bendine também destaca que não havia necessidade alguma, conforme garante a legislação vigente nos artigos 436 e 438 do Código Civil, de existir contrato específico entre a DNA e a Visanet. Exatamente por este motivo as contas do Fundo de Incentivo Visanet não eram auditadas pelo TCU, pois não se tratava de dinheiro público.

Este documento integra a AP 470.


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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/documento-inedito-bb-desmente-jb/

NOSSOS PROBLEMAS PRINCIPAIS PASSAM LONGE DA COPA

16.05.2014
Do blog SALA FÉRIO, 15.05.14


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Fonte:http://salafehrio.blogspot.com.br/2014/05/nossos-problemas-principais-passam.html

Mídia constrói embuste em torno de protestos fracassados

16.05.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 

Anti-copa, anti-eleição & anti-jornalismo

Havia mais gente num ato do Planalto para anunciar condições de trabalho na Copa do que na maioria dos protestos anti-Copa

Só é possível entender a importância atribuída pelos meios de comunicação aos protestos anti-Copa, ontem, como parte do esforço para colocar o governo Dilma na defensiva quando faltam cinco meses para a eleição presidencial. É isso e só isso.

Na maioria dos protestos realizados do país, havia menos gente do que no Palácio do Planalto, às 15 horas da tarde de ontem, quando o governo, entidades patronais e as centrais sindicais – inclusive a Força Sindical – assinaram um acordo pelo trabalho decente durante da Copa do Mundo.

Você pode achar burocrático. Mas veja as consequências práticas.

No final do dia, em Brasília, grandes redes de alimentação e hotéis – estamos falando de McDonalds e Habibs, Accor, por exemplo – haviam firmado um acordo que, soube depois, era inédito no mundo.

Um total de 1600 empresas (o plano é chegar a 6000 nas próximas semanas), que empregam alguns dezenas de milhares de trabalhadores, firmou um compromisso para a Copa. Reforçar direitos trabalhistas, criar formas legais de evitar que trabalho temporário seja sinônimo de trabalho precário e impedir o avanço da exploração sexual de crianças e adolescentes, tão comum em situação desse tipo.

Sabe a preocupação social? Sabe aquele esforço para impedir que a Copa transforme o país num grande bordel? Pois é.

Você pode até achar que tudo isso é café pequeno diante das imensas causas e carências do país. É mesmo. Também pode se perguntar para que falar de iniciativas modestas, limitadas, quando a rua arde em chamas de pneus revolucionários.

São, definitivamente, iniciativas menos que reformistas, para falar em linguagem conhecida. Populistas, para usar um termo típico de quem não tem voto nem consegue comunicar-se com o povo. Eleitoreiras, é claro. Mas eu acho que os fatos de ontem ensinam muita coisa sobre o Brasil de hoje.

A menos que se acredite que em 2014 o Brasil se encontra às portas de uma revolução, numa situação que coloca questões econômicas como a expropriação dos meios privados de produção e criação de uma república de conselhos operários e populares, convém admitir que nossos meios de comunicação resolveram construir um embuste político em torno dos protestos e apresentar manifestações de rua fracassadas como se fosse um elemento da realidade.

Não seja Ney Matogrosso: leia os orçamentos, compare os gastos, veja as prioridades. Entre no debate real.

Veja quem defende, a portas fechadas, as “medidas impopulares”. Quem já se rendeu ao capital financeiro e quer entregar o Banco Central – isto é, a moeda dos brasileiros – aos mercados, para que possam jogar com ela, especular, comprar e vender. Não acredite na lorota de austeridade, de defesa da moeda acima da política e dos interesses sociais em eterno conflito. O que se quer é mais cassino em vez de mais salário mínimo. (Quase rimou...)

No cassino está o filé – que é sempre para poucos. E quando alguém falar no exemplo dos países desenvolvidos, recorde: no mármore da entrada do FED, o BC americano, está escrito que a instituição tem dois compromissos – defender a moeda do país e o emprego dos cidadãos. Lá, no coração do capitalismo, o BC tem essa função – ou missão, como dizem os RHs de hoje em dia. Toda luta pela independência do Fed consiste em lutar para revogar o compromisso com a defesa do emprego.

Numa conjuntura pré-eleitoral onde cada rua interrompida, cada pedrada, cada confronto desnecessário com a polícia e cada pequena labareda representa um desgaste das instituições políticas construídas democraticamente no fim da ditadura militar, o que se pretende é atingir um governo que toma medidas parciais, mas concretas em defesa da maioria e favorecer uma restauração conservadora. O capítulo final do embuste -- por isso é embuste -- é este. Criar uma imagem, um borrão, um ruído, que embaralhe o debate da eleição.

No país real de 2014, as alternativas são duas. E todos sabem quais são. E é por causa delas que a revolta policial do Recife, ontem, recebeu o tratamento de um episódio menor e passageiro, não é mesmo?

Na região Sudoeste de São Paulo, ontem, os trabalhadores cruzaram os braços em seis empresas. Mais tarde, avançaram por uma das pistas da Via Anchieta e fizeram o protesto por meia hora. Olha a falta de charme radical-televisivo dessa turma. Olha o tédio concreto de suas reivindicações. A monotonia. Certíssimo.

Ligados à indústria de autopeças, querem a manutenção do IPI que ajuda a vender automóveis, até hoje o setor da indústria que possui a cauda mais longa na produção de empregos diretos e indiretos. No país real, onde vive a maioria dos brasileiros, uma das prioridades é e sempre foi esta: emprego, que permite pagar a conta do fim do mês.

A reivindicação dos metalúrgicos não era improvisada. E nada tem a ver com anti-Copa, movimento que ignoram porque gostam de futebol, não querem perder a oportunidade de torcer pela seleção brasileira em seu próprio país e até admitem que os empregos que a Copa criou ajudaram no orçamento de amigos, parentes e vizinhos.

Os sindicatos querem sentar com os empresários e o governo para discutir medidas que a CUT e a Força Sindical trouxeram da Alemanha, onde trabalhadores, empresas e governo repartem custos que ajudam a manter o emprego mesmo nas situações que a economia esfria – esse tipo de pacto é um dos motivos que explica a vitória eleitoral de Angela Merkel, que não aplica contra seu povo a política de austeridade que exige dos países mais fracos da União Europeia.

No mundo real, vivemos a época do capitalismo rastejante, como definiu um dos dirigentes políticos de minha juventude. Cada emprego é uma epopeia, todo benefício social é um suadouro, garantir um horizonte de segurança para a família é uma utopia.
O que nossos conversadores mais reacionários pretendem é um confronto com todas as armas – inclusive o embuste -- com um governo que, com todos os limites, falhas e erros clamorosos, tem conseguido aliviar o sofrimento dos mais pobres.

Numa fase da história em que a renda se concentra nos principais países do planeta, gerando uma desigualdade que bons estudiosos indicam como caminho seguro para novas catástrofes, até mais frequentes, o Brasil conseguiu avançar na direção contrária. O plano era fazer virar uma Grécia. Virou... o Brasil.

Vamos lembrar de 1964. Num país polarizado, com um governo que havia chegado ao limite possível, a revolta dos sargentos, e dos cabos, a radicalização dos camponeses, a campanha sistemática de denuncia dos políticos e do Congresso envolvia causas justas e corretas – mas seu efeito real foi abrir caminho para o golpe de Estado e uma derrota de 20 anos.

Lembrem de 1933, na Alemanha. Convencido de que havia chegado a hora do assalto ao poder, o Partido Comunista Alemão, orientado por Josef Stalin, estimulou uma política sectária de denúncia da social-democracia. Rompeu a unidade dos trabalhadores e passou a acusar os social-democratas de social-fascistas. O saldo foi Hitler – uma derrota que só seria revertida pela II Guerra Mundial.

A história mudou bastante, de lá para cá. Mas convém entender que algumas lições permanecem.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/05/midia-constroi-embuste-em-torno-de.html

PML IRONIZA DESTAQUE DA MÍDIA AOS PROTESTOS

16.05.2014
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/140007/PML-ironiza-destaque-da-m%C3%ADdia-aos-protestos.htm