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terça-feira, 13 de maio de 2014

Duménil e os mantras neoliberais: cortar gastos sociais, reduzir custos do trabalho

13.05.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 09.05.14
Por Marco Aurélio Weissheimer

O economista francês Gérard Dumenil, que veio ao Brasil lançar seu livro sobre a crise do neoliberalismo, fala sobre essa verdadeira religião do mercado.

Divulgação
Porto Alegre - No capitalismo, há cada período de cinco anos, aproximadamente, temos uma recessão, onde a produção diminui durante um ano mais ou menos. Mas há outro tipo de problema, mais grave, que são as crises estruturais que trazem perturbações para a economia do mundo inteiro. Desde 2007 estamos vivendo uma dessas crises que atingiu o modelo neoliberal como um todo e ainda não terminou.

A avaliação é do economista francês Gérard Duménil, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), que esteve em Porto Alegre para lançar seu livro “A Crise do Neoliberalismo”, lançado no Brasil pela Boitempo Editorial. Duménil teve um dia cheio em Porto Alegre na quinta-feira: gravou uma entrevista para o programa Frente a Frente, na TVE, e fez palestras na Fundação de Economia e Estatística (FEE) e na PUC-RS. Antes de Porto Alegre, Duménil também lançou o livro em São Paulo (dia 24 de abril) e em Foz do Iguaçu (dia 5 de maio).

Escrito em conjunto com o também pesquisador Dominique Lévy, a obra analisa a atual crise econômica global e os fatores que deram origem a ela. Duménil defende que a crise iniciada em 2008 poderá se estender por um período superior a dez anos, em função dos problemas vividos pelas economias dos Estados Unidos e da União Europeia, em especial o aumento da dívida pública.

“A Crise do Neoliberalismo” discute temas como a financeirização econômica, a reestruturação produtiva, as lutas de classes e as relações internacionais às portas de uma nova ordem global multipolar. O livro analisa a chamada “Grande Contração” de 2007-2010 no contexto da globalização neoliberal. Entre os problemas enfrentados hoje pelos Estados Unidos, os autores citam a queda do investimento interno na indústria, uma dívida doméstica insustentável e a crescente dependência de importações, que aliados ao desenvolvimento de uma estrutura financeira global frágil, ameaçam a força do dólar. Duménil e Lévy preveem que, a menos que haja uma alteração radical da organização político-econômica dos EUA, o centro político e econômico o neoliberalismo, haverá um declínio agudo da economia norte-americana, com implicações para todo o mundo.

O economista francês caracteriza a crise atual como uma crise de hegemonia financeira, similar a que ocorreu no período da Grande Depressão, nos anos 30. Neste tipo de crise, explicou, o capitalismo explode por falta de controle. “Sempre há um aspecto financeiro muito importante neste tipo de crise. Corresponde ao que Marx e Engels chamaram no Manifesto Comunista de aprendizes de feiticeiros, que são os capitalistas que acabam perdendo o controle sobre um certo tipo de mágica financeira que inventam”. No caso atual, a mágica girou em torno do mercado de fundos derivados que escapou completamente do controle de seus criadores. O capitalismo, assinalou, sempre se recuperou de todas essas crises, mas isso sempre provocou também mudanças importantes no funcionamento do sistema.

Intelectual de formação marxista, Duménil defende que o neoliberalismo deve ser pensado levando em conta a existência de relações de poder entre as classes sociais. No período da Grande Depressão, exemplificou, a renda das classes capitalistas diminuiu enormemente. Já o período do pós-guerra teve como novidade mais importante a criação do Estado de Bem-Estar Social e o fortalecimento da social-democracia europeia. Com a crise dos anos 70, as classes capitalistas conseguiram de novo impor seu poder e deram origem ao neoliberalismo. Entre cada crise, resume, há o surgimento de uma nova ordem econômica social, mais à esquerda ou mais à direita.

O que há em comum em todos esses processos, sustenta ainda o economista francês, é a permanência de uma lógica de classe. “As palavras esquerda e direita seguem tendo um significado de classe. Após a crise dos anos 70, as classes capitalistas conseguiram impor uma nova ordem social, gerando uma grande acumulação de riqueza, cujo montante não temos como conhecer em função da existência dos paraísos fiscais”.

O centro do mundo neoliberal está nos Estados Unidos, aponta Duménil. Na Europa, esse modelo apresenta algumas variações. “A Alemanha tem hoje um governo de direita, mas é um país menos neoliberal que a França, por exemplo, onde houve um processo de financeirização muito grande, o que ocorreu também na Espanha”, exemplifica. Ao falar da situação desses países, Duménil detalha com mais precisão o que define, afinal de contas, o neoliberalismo.

“As empresas hoje nos Estados Unidos recompram suas próprias ações para aumentar a cotação das mesmas nas bolsas de valores. Com a globalização financeira, o Banco Central dos EUA acabou perdendo o controle sobre o comportamento do sistema financeiro. Some-se a isso, o desequilíbrio do comércio exterior e o processo de endividamento das famílias e temos os ingredientes que fizeram a crise explodir.”

O economista ressaltou que nem todos os países foram atingidos do mesmo modo pela crise. “Essa não é uma crise mundial, não há uma crise na China ou no Brasil, por exemplo. O mais grave é que nos Estados Unidos e na Europa há uma tendência de declínio da taxa de investimentos. Se essa tendência continuar eles vão perder seu domínio mundial”.

O que há de diferente na crise atual, em comparação ao que ocorreu nos anos de 1930, destacou Duménil, é que agora não ocorreu uma grande depressão por causa de políticas muito fortes que foram aplicadas rapidamente. “Não esperaram três ou quatro anos para tomar medidas, como ocorreu na crise dos 30. Foram feitas grandes operações de empréstimos para socorrer o sistema financeiro e adotadas políticas orçamentárias muito fortes. Houve um preço a pagar. A dívida dos EUA aumentou 37% por causa do crescimento do déficit fiscal do governo, mas com isso conseguiram evitar uma grande depressão”.

E o que acontece agora? Duménil responde:

“Nos EUA, continua enorme o poder das grandes corporações capitalistas e financeiras. Por outro lado, temos uma atuação muito forte o governo Obama. Neste sentido, temos um neoliberalismo (financeirização) menos liberal, com forte intervenção do Estado, adoção de práticas comerciais protecionistas mais ou menos disfarçadas e uma política orçamentária muito forte, geradora de um grande déficit também. Além isso, a Reserva Federal (Banco Central dos EUA) está usando políticas muito fortes para controlar as taxas de juro de longo prazo. Com isso, os EUA conseguiram retomar um crescimento de 2%. Devemos considerar aí também a existência do fator nacional, que é a preocupação norteamericana com a manutenção da hegemonia no mundo. Mas eles não conseguirão manter esse ritmo sem mudar as regras do neoliberalismo”.

A Europa, segundo a análise de Duménil, tem uma política mais à direita do que aquela praticada hoje pelos EUA. “Na Europa, os governos só se preocupam em tranquilizar os bancos e diminuir os déficits dos governos. O problema é que cada vez que se diminui o déficit orçamentário, o país entra em recessão. No caso da Europa, não há o fator nacional operando como no caso dos EUA”.

A situação da China e do Brasil é diferente, apontou. “A China está criando um sistema capitalista sob o comando do Partido Comunista. Não é um capitalismo neoliberal pois o governo controla tudo. Assim como nos EUA, há um forte fator nacional operando nas decisões do governo chinês. A situação do Brasil é um pouco intermediária. A economia do país tem elementos neoliberais, como a presença forte do sistema financeiro e seus agentes, mas tem também políticas sociais importantes, como o Bolsa Família e a valorização do salário mínimo, além de ter também um fator nacional operando, um projeto nacional. O Brasil conseguiu se inserir na globalização de um modo eficaz”.

Diante deste cenário, Duménil previu dificuldades para o Brasil nos próximos anos, mas apontou diferenças existentes no conjunto das políticas implementadas aqui, em relação ao que ocorre hoje principalmente na Europa, onde a preocupação central é reduzir os gastos dos governos, discurso adotado pela oposição ao governo Dilma e pela maioria dos meios de comunicação. O economista francês, aliás, manifestou surpresa com a manchete da entrevista que concedeu ao jornal Zero Hora: “Na entrevista, eu falei mais de 20 minutos e na última frase levantei uma hipótese sobre as dificuldades que o Brasil pode enfrentar. Pois essa última frase virou a manchete da entrevista”. Questionado sobre o papel da mídia no sistema neoliberal, Duménil disse:

“É horrível. Eu tomo meu café da manhã na França ouvindo rádio. Não sei como meu estômago aguenta. Tento ler um pouco o Le Monde, mas está cada vez pior. É pura propaganda. Repetem o mesmo mantra: diminuir os custos do trabalho e cortar os gastos sociais. Não há alternativa, repetem à exaustão”.

“Nós precisamos sair do neoliberalismo”, concluiu Duménil. “Isso significa mudar a forma de administrar as empresas, mudar as regras do comércio exterior e controlar os movimentos de capitais. Isso exige uma luta política muito forte”. O neoliberalismo, assinalou, é resultado de uma construção de muitos anos, que começou no pós-guerra e se consolidou a partir dos anos 70. Hoje, apesar da crise, esse modelo segue forte e conta com um trabalho de propaganda diário executado pelos meios de comunicação, que se tornaram um braço ideológico e também econômico do neoliberalismo. É isso que explica que, no café da manhã que Duménil toma na França ou no café da manhã que alguém toma em Porto Alegre, escute-se o mesmo mantra no rádio, nas televisões ou nos jornais (ou na internet): diminuir os gastos do governo, cortar gastos sociais, diminuir os custos do trabalho. Aí está o resumo da disputa eleitoral deste ano no Brasil.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Dumenil-e-os-mantras-neoliberais-cortar-gastos-sociais-reduzir-custos-do-trabalho/7/30891

Servidores realizam culto ecumênico

13.05.2014
Do portal do SINDSPREV/PE, 09.05.14
Por Arthur Maciel da Redação. do Sindsprev/PE.
 



Agradecer a Deus pela restituição dos salários dos servidores da Previdência, da Saúde e do INSS. O auditório do Sindsprev ficou lotado de servidores, gratos pela conquista alcançada pela categoria, durante culto ecumênico em Ação de Graças realizado na tarde da sexta-feira. Um momento de louvores, orações, cantos e muita emoção. Participaram das orações e louvores dirigentes do Sindicato, servidores, o missionário Paulo Henrique França Silva e o pastor Clóvis Almeida. O coral do Sindsprev emocionou a todos os presentes com a canção Amigos Para Sempre e Terezinha Lira com o solo Esculto. Confira imagens da cerimônia religiosa.
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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000003031&cat=noticias

Estresse gerado em brigas de casais pode provocar ataques cardíacos e derrames, diz pesquisa com quase 10 mil pessoas

13.05.2014
Do portal JORNAL CIÊNCIA, 12.05.14
Por  PRISCILA NAYADE

Pesquisa sugere que discussões podem aumentar o risco de morte prematura.
Brigas frequentes na família, nas relações pessoais e no trabalho não só deixam uma pessoa triste, como também deixa a sensação de irritação e de ansiedade.
Estudiosos dinamarqueses descobriram que homens e mulheres briguentos podem ter de duas a três vezes mais chances de morrer jovem. Eles examinaram 9.875 homens e mulheres, com idade entre 36 e 52 anos, e observaram o impacto que as reações psicológicas ao estresse possuem sobre as taxas de morte prematura.
Os participantes foram questionados sobre a sua relação com amigos, família, filhos e colegas de trabalho e sobre as coisas que os fizeram infelizes. O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Copenhague, afirma que o estresse pode influenciar na pressão arterial alta e em doenças cardíacas, que são os principais fatores de risco para uma morte precoce.
Observou-se que os indivíduos que, regularmente estão em contextos conturbados e conflituosos nas relações pessoais, tinham cerca de 50 a 100% de probabilidade de morrer por conta disso. Quase 10% dos entrevistados culparam as crianças como causas do estresse e 9% colocaram essa culpa em seus respectivos parceiros. Os participantes que estavam desempregados ou foram demitidos de seus empregos e enfrentaram um trauma emocional, também possuíam altas taxas de morte precoce.
"Quando nos conhecemos há muito tempo, as relações sociais adquirem um aspecto dual, uma vez que podem tanto serem saudáveis como destrutivas”, disse o Dr. Simon Rego, coautor do estudo e diretor de treinamento psicológico no Centro Médico Montefiore, no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York. Os resultados provam que os homens são particularmente mais vulneráveis a se exaltarem sob pressão extrema, principalmente a de constituir família.
Os pesquisadores afirmam que isso explica por que mais homens sucumbem a doenças cardíacas e derrames em uma idade jovem. No entanto, o estudo não prova uma relação de causa e efeito necessariamente, e os autores acreditam que outros fatores, como genética, status socioeconômico, meio ambiente e reações psicológicas estão associadas também ao alto risco de morte prematura.
Tendo em vista estes resultados, parece razoável concluir que a concepção e implementação de intervenções psicológicas, como a terapia cognitivo-comportamental. Isso pode incidir sobre o ensino de habilidades específicas, como a forma de gerir as preocupações e demandas das relações sociais próximas, bem como a gestão de conflitos dentro de casais, famílias, e até mesmo nas comunidades locais. Com isso, todos podem ser estratégias importantes para a redução de mortes prematuras", disse o doutor.
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Fonte:http://jornalciencia.com/sociedade/comportamento/3902-estresse-gerado-em-brigas-de-casais-pode-provocar-ataques-cardiacos-e-derrames-diz-pesquisa-com-quase-10-mil-pessoas

Justiça suíça identifica nova conta secreta da quadrilha tucana paulista

13.05.2014
Do blog ESQUERDOPATA
 
 
 
Nova conta secreta da Alstom teve US$ 2,7 milhões

SP 247 – Autoridades suíças identificaram uma nova conta secreta utilizada pela multinacional Alstom, pela qual passaram US$ 2,7 milhões. A suspeita é de que o dinheiro tenha sido usado para pagar propina a fim de garantir um contrato da empresa com o Estado de São Paulo na área de energia. O negócio foi fechado em 1998, durante a gestão do tucano Mário Covas.
Os detalhes da movimentação bancária serão enviados agora pelo Tribunal Federal Penal da Suíça à Justiça brasileira, que apura o caso do cartel. Segundo apuração feita na Suíça, o esquema da empresa francesa pode ter envolvido a criação de empresas de fachada em Genebra com a função de repassar propina a agentes públicos brasileiros, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Na semana passada, a Justiça suíça anunciou a descoberta de uma conta secreta do ex-chefe da Casa Civil de Covas e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho, pela qual passaram R$ 950 mil. A verba foi depositada por Sabino Indelicato, suposto pagador de propinas por parte da multinacional.
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/05/justica-suica-identifica-nova-conta.html

Vilania e covardia: as armas usadas contra o PT

13.05.2014
Do portal BRASIL247,
Por Davis Sena Filho

Em plena democracia, juízes se transformam em algozes, verdadeiros verdugos e assombram a quem discorda de tanta arbitrariedade e casuísmo em plena democracia. E tudo isso para derrotar o PT
 
De agora em diante e cada vez mais a direita brasileira, herdeira da escravidão e violenta por natureza, vai brandir seu tacape com mais ferocidade contra o Governo trabalhista do PT. A intenção é destruí-lo e para isso não haverá limites e muito menos ponderação contra as consequências que é a desconstrução e o aniquilamento do partido mais importante e organizado da história do Brasil, forjado nas lutas sociais e de classes, bem como vinculado a inúmeros setores e segmentos da sociedade.
 
O PT não somente dos operários, mas também força e voz dos intelectuais das universidades federais, que, juntamente com a Igreja Católica progressista e suas Comunidades Eclesiais de Base (CEB), com opção preferencial pelos pobres, fundaram o partido mais popular do Brasil em todos os tempos, a superar, inclusive, o grande Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, San Tiago Dantas e Alberto Pasqualini. O PTB, construtor Vale do Rio Doce, da Petrobras, da CSN, e formulador da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
 
O Partido dos Trabalhadores, herdeiro do PTB, porém, mais orgânico, porque presente em quase todos os setores da sociedade e, consequentemente, a agremiação política mais democrática e que jamais, mesmo a controlar a Presidência da República há 12 anos, nunca reprimiu quaisquer movimentos sociais e reivindicações de trabalhadores. Ao contrário do que se sucedeu no governo de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele que afundou o Brasil três vezes, porque foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, pois com o pires nas mãos.
 
O PT é alvo constante de uma das classes dominantes mais perversas e violentas do mundo: a brasileira. A classe que passou séculos a disfarçar sua natureza mórbida, seu caráter mau, seu juízo de valor racista, bem como seu diabólico preconceito de classe, que se baseia na intolerância, que a leva à violência. Os grupos econômicos, os midiáticos, à parte, os partidos que rezam pelas cartilhas dos ricos e dos interesses de governos internacionais (EUA/UE) são os combustíveis, a força motriz que edifica muros e implanta cercas para impedir que o Brasil seja, de fato, independente, e que seu povo se emancipe definitivamente.
 
Com o fim do PTB como partido trabalhista, em plena redemocratização do País, no início da década de 1980, surgiu o PT, a partir da vontade e do desejo dos trabalhadores do ABCD paulista, à frente o operário Luiz Inácio Lula da Silva, que décadas depois se tornaria um dos presidentes mais populares da história do Brasil, a rivalizar com o estadista Getúlio Vargas. Lula deixou a Presidência com mais de 80% de aprovação, índices maiores que do famoso político e revolucionário, Nelson Mandela, quando terminou seu mandato de presidente da República da África do Sul.
 
Contudo, e apesar de tudo, o campo da esquerda trabalhista sempre foi combatido ferrenhamente pela direita brasileira, com o apoio e a cumplicidade dos grandes capitães da indústria e dos banqueiros internacionais, os mesmos que elegem os presidentes dos Estados Unidos e dos principais países europeus, hoje decadentes para a infelicidade da "elite" brasileira e de seus coxinhas de classe média amestrados, mas ferozes, que replicam, muitas vezes sem saber por quê, os valores e os princípios da classe dominante da qual essa gente formalmente mediana jamais vai fazer parte. Assunto para a psiquiatria e a psicanálise resolver.
 
Entretanto, o que está em jogo não é somente a existência do PT, o partido nascido revolucionário e que hoje, sem sombra de dúvida, transformou-se em uma agremiação política reformista, que formalizou alianças com setores conservadores, para, prioritariamente, vencer as eleições de 2002, depois conseguir a maioria no Congresso, e, por seu turno, poder governar. Governabilidade que seria impossível de acontecer no primeiro Governo de Lula, que quase sofreu um golpe no ano de 2005, quando o presidente trabalhista teve que ameaçar ir às ruas, ao afirmar aos seus ministros: "Olhem, vocês fiquem aqui porque essa gente vai me enfrentar é na rua".
 
Posteriormente, Lula afirmou: "Se a direita quer luta de massas, vamos fazer luta de massas". Acontece que o problema maior do PT é que a direita esteve no poder durante séculos e a máquina estatal ainda "pertence" à burguesia, tanto em âmbito federal quanto nas esferas estaduais. Não é à toa que hoje um partido de vocação democrática e voltado às massas se depare com um processo de destruição de sua imagem e as prisões injustas e sem provas contundentes para colocar em presídio lideranças petistas históricas e que influenciaram na construção de um partido com vocação para governar e lutar para distribuir renda e riqueza.
 
Um partido de massas que, sobremaneira, não agrada aos donos dos meios de produção e que ainda controlam setores influentes de partidos políticos conservadores, do Executivo, do Judiciário, do Congresso e do Ministério Público Federal. O Estado burguês em toda sua intolerância e violência política e de coerção contra setores e segmentos populares que ousaram colocar a cabeça de fora do quadrado estabelecido no decorrer de séculos pelas classes dominantes.
 
As mesmas que escravizaram seres humanos durante quase quatro séculos, porque, evidentemente, não toleram e demonstram inconformismo com a ascensão social de milhões de miseráveis, que superaram ou transpuseram a linha de pobreza, bem como o ocorrido com os pobres, a classe média baixa e setores da classe média tradicional, que passaram a ter o direito de consumir, de forma plena, e a cooperar para que a roda da economia gire sem parar, e, consequentemente, a permitir, ininterruptamente, que nos últimos 12 anos fossem criados cerca de 20 milhões de empregos, realidade que transformou o Brasil em um dos mercados internos mais poderosos, punjentes e atrativos de mundo.
 
Se alguma pessoa de direita ou simplesmente incrédula não acredita nos fatos, faça, então, o favor de se levantar de seu sofá e pergunte aos empresários e a seus gerentes, mesmos os reacionários e ingratos, o quanto de dinheiro eles ganharam nos últimos 12 anos com o País sob a batuta dos presidentes trabalhistas Lula e Dilma Rousseff. Ponto! Enquanto isso, a Europa Ocidental, referência da classe média coxinha e dos ricos empedernidos e portadores de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, pois colonizados desde os tempos do capitão-mor e fidalgo Pedro Álvares Cabral, está a enfrentar, desde o ano de 2008, uma crise sem precedente, que superou, inclusive, o crash de 1929, que levou a economia dos Estados Unidos e de países europeus à bancarrota.
 
Depois de anos a ser apedrejado pelo poderoso sistema midiático privado, alinhado aos interesses de classe e internacionais, o PT finalmente percebeu, talvez tardiamente, que não apenas a imprensa de negócios privados e alienígena se contrapõe aos seus programas de governo e projeto de Pais, mas, sobretudo, agentes do estado brasileiro com poder decisório, de mando, que rivalizam com o PT e o Governo trabalhista, porque filhos diletos e fiéis da burguesia nacional, a exemplo dos juízes do STF e STJ, dos promotores e procuradores, de muitos delegados da Polícia Federal, bem como generais, almirantes e brigadeiros, politicamente e ideologicamente conservadores.
 
Esses grupos políticos e quase anônimos se juntam, discretamente, aos partidos de direita e aos magnatas bilionários de todas as mídias, em uma frente política que age e atua como formiguinha e atenta, ordinariamente, contra o estado democrático de direito, a Constituição e a democracia, sem se prenderem a questões institucionais e éticas, porque a briga pelo poder vai muito além do jogo democrático e das regras e normas eleitorais vigentes. Esse modus operandi é como uma colcha de retalhos onde os desenhos são disformes e se misturam como se fossem um só, a impedir a percepção e o discernimento de quem tenta distinguir as figuras da colcha ora observada, que na verdade trabalham nos bastidores do poder.
 
A direita domina e conhece como ninguém esses mecanismos, pois fez caixa dois a vida inteira, além de contar com a permissividade de pessoas que controlam os órgãos de repressão e fiscalização. Tanto é verdade que nenhum dos principais membros dos que transitam pelo espectro da direita está preso ou a responder processos, que são publicados em manchetes da mídia venal quando se trata do PT. A imprensa de mercado e de natureza golpista jamais vai dar repercussão às tramoias, aos golpes e aos crimes de seus aliados políticos, pois eles o são instrumentos de defesa dos interesses da burguesia nacional e internacional. Para quem não sabe ou finge não saber desse processo hipócrita e draconiano, é exatamente dessa forma que a banda toca. Ponto!
 
Quando juízes e promotores, a exemplo de Marco Aurélio de Mello, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel, entre outros, imputam culpas a terceiros sem terem em mãos provas inquestionáveis, bem como deitam falação sobre a vida política do País, além de asseverarem opiniões ao público sobre fatos e questões de pessoas que estão a ser julgadas por eles, realmente não se pode tergiversar sobre a má conduta dessas autoridades. Tais indivíduos, na verdade, não são apenas agentes de estado concursados ou nomeados. Sobretudo, são políticos, que, obviamente, têm lado, preferência e cor, do jeito que ensinaram seus pais, as escolas que frequentaram, as igrejas em que rezaram e a classe social a qual pertencem.
 
Eles se aproveitam de seus cargos para defenderem suas ideologias, preferências políticas, bem como favorecer seus aliados, atualmente exemplificados nos tucanos, que até hoje não foram objetos de julgamento do mensalão do PSDB, que é mais antigo do que o do PT, este que, evidentemente, nunca existiu, porque nunca foi juridicamente comprovado, mesmo com a arbitrariedade do "domínio do fato" imposto por juízes e promotores de direita, que detestam o PT, os trabalhistas, os socialistas e lutam diuturnamente contra a ascensão social do povo brasileiro. E por quê? Porque se tem uma coisa que essa "elite" infame e perversa detesta, mais do que ver o pobre melhorar de vida, é ter de dividir seu espaço com aqueles que ela considera seus empregados e por isso pessoas inferiores.
 
Nada como a frase da dondoca Danuza Leão quando disse que ficou sem graça ir a Nova Iorque ou a Paris e ter que encontrar na rua o seu porteiro. Para a socialite, viajar ao exterior ficou sem graça, porque a "graça" era exatamente não ver a cara de gente pobre. É dessa maneira que funciona a cabecinha preconceituosa e arrogante dessa gente, que, equivocadamente, considera sua classe acima das outras quando na verdade é a classe dos trabalhadores que carrega quaisquer nações nas costas.
 
Danuza é um blefe, como o é também a classe dominante, que prega a separação entre as pessoas, porque aposta em um País VIP, disposto a trabalhar e dar lucros para poucos, que, sectários e insidiosos, preferem ver o mundo pegar fogo a ter que conviver com as desigualdades, e, mais do que isso, aceitar que os desiguais e os diferentes sejam tratados de forma desigual e diferente, porque somente com esse propósito se alcançará a igualdade e a paridade entre as pessoas, porque afinal a maioria deseja e quer um País de classe média, como acontece nos Estados Unidos e na Europa, tão admirados pelos coxinhas reacionários de classe média, que adoram ir também a Orlando para ver o Mickey e poder bancar o Pateta.
 
O PT é o alvo da direita. José Dirceu está preso, encarcerado e mesmo assim não sai das manchetes de conotações mequetrefes e não consegue sair da prisão para trabalhar. O político petista foi punido pelo plenário do STF com uma pena de regime semiaberto. O senhor condestável juiz Joaquim Barbosa não permite que o preso tenha seus direitos constitucionais e penais respeitados. Joaquim Barbosa atende aos desejos da direita brasileira e tem como seu porta-voz principal as Organizações(?) Globo, aquelas empresas midiáticas dos Marinho que teimam ousadamente interferir no processo político brasileiro.
 
A empresa golpista de 1964, além de ter sido protagonista do caso Proconsult que quase roubou a eleição de Leonel Brizola em 1982, bem como editou criminosamente o último debate entre Lula e Collor, em 1989, a favorecer o segundo há dois dias da votação.
 
Interferiu também em 2006 e 2010 quando ajudou a levar os candidatos tucanos, seus aliados e cúmplices, ao segundo turno. Quem não se lembra do caso rastaquera e mequetrefe da bolinha de papel, que quase "causou" um "AVC" em José Serra e desmascarada por uma reportagem do SBT?
 
Agora, o senhor midiático e mais vaidoso do que um pavão, juiz Marco Aurélio de Mello, resolve afirmar que o PT pagou com o fundo partidário a defesa de seus militantes condenados por causa do "mensalão". Até hoje tal caso não foi juridicamente comprovado, para o desgosto da magistratura que o condenou sem provas e que, no futuro, por intermédio da História, vai ter sua atuação e ação duramente questionadas. Afinal, Joaquim Barbosa, por exemplo, criou sua própria jurisprudência e resolve, a seu bel-prazer, prender e libertar quem ele quiser e desejar, pois, sois rei, sois rei, sois rei!... E que se dane a jurisprudência brasileira e a legalidade do estado de direito.
 
Em plena democracia, juízes se transformam em algozes, verdadeiros verdugos e assombram a quem discorda de tanta arbitrariedade e casuísmo em plena democracia. E tudo isso para derrotar o maior partido criado no Brasil em todos os tempos — o PT.
 
Evidentemente, que toda instituição, agremiação política, associação, empresa pública ou privada, entidade possui em seus quadros pessoas que incorrem em erros, malfeitos, corrupções e crimes. E o PT, a exemplo de outros partidos, também está à mercê de malfeitores.
 
Porém, é inadmissível, além de ser uma grande covardia, tratar um partido da grandeza histórica do PT como um covil de malfeitores quando sabemos que a Polícia Federal nunca prendeu tanto, investigou tanto exatamente nas administrações do PT. Quem dúvida, levante-se do assento e acesse os sites da Polícia Federal e do Ministério da Justiça. Verifique e veja, e pare de falar bobagem por acreditar na imprensa corporativa e corrupta. Não engravide pelos ouvidos.
 
O PT está sufocado e mal consegue respirar. Não é fácil enfrentar o status quo, o establishment, que o enfrenta a partir das entranhas do próprio estado. Marco Aurélio de Mello, igualmente a Gilmar Mendes, de tempos em tempos enfatizam dúvidas a respeito do PT e seus integrantes à imprensa alienígena. Gilmar disse certa vez que a vaquinha do PT para pagar multas dos petistas presos poderia ser lavagem de dinheiro.
 
Já Marco Aurélio, presidente do TSE e vai logo deixar o cargo afirmou que o PT bancou a defesa dos réus da Ação Penal 470. A declaração do juiz foi publicada no Estadão, um jornal provinciano, reacionário ao extremo, e que até hoje seu proprietário pensa que está a viver no período da República do Café com Leite. Lamentável, é o que eu tenho a dizer, pois a prestação de contas do Partido dos Trabalhadores ao Tribunal Superior Eleitoral foi vazada. O objetivo é sustentar a tese de que a agremiação trabalhista e socialista pagou a defesa dos réus com o fundo partidário.
 
Agora, as perguntas que se recusam a calar: "Quem cometeu o crime de vazar informações sigilosas do PT enviadas ao TSE cujo presidente é o vaidoso e direitista juiz Marco Aurélio de Mello"? Por que o PSDB, por exemplo, ou o DEM ou o PPS não tiveram suas contas vazadas por "alguém" do TSE ao Estadão? Pago um chopp para quem descobrir ou adivinhar quem foi o tosco, o leviano, o imprudente que faz política sem ser candidato a nada.
 
A verdade é que a direita quer também impedir o PT, o maior partido do Brasil e que administra o Governo Federal de ter direito ao fundo partidário. Seria cômico se não fosse trágico, bem como se o PT parasse de ficar em estado de letargia e começasse responder à altura, inclusive por meio de denúncias, seja de quem for ou cargo que ocupe.
 
O PT não pode perder o poder de se defender, coisa que sempre soube fazer em sua história. Os parlamentares têm de ir para a tribuna das casas legislativas, a Secom tem de rebater acusações e ilações levianas, infundadas quando não mentirosas. E a Presidência da República tem de ir às televisões abertas e privadas e ocupar o tempo necessário para responder as acusações e denúncias que somente têm o propósito de desqualificar e desconstruir o Governo trabalhista e suas autoridades constituídas pelo povo, o verdadeiro dono da soberania deste dos governantes e deste País. A vilania e a covardia são as armas da oposição de direita contra o PT. É isso aí.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/139686/Vilania-e-covardia-as-armas-usadas-contra-o-PT.htm

IMPRESA PARTIDARIZADA: Copa do Mundo e a pauta negativa

13.05.2014
Do BLOG DO MIRO
Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:
No dia em que fiz o “depósito” da minha tese, exultante por ter conseguido chegar ao final de uma jornada de mais de três anos, caminhei orgulhoso até a Biblioteca Central da Universidade de Illinois, onde era bolsista na seção de América Latina, para contar a boa nova e mostrar o trabalho aos colegas. Uma amiga querida, rigorosa e exigente, bibliotecária da Coleção Afro-americana, que ficava ao lado, pegou a tese e folheou aquele catatau de quase 300 páginas datilografadas. De repente, parou numa página qualquer, apontou uma palavra e, olhando para mim, disse: “Essa palavra está errada. Como pode ‘depositar’ uma tese com erro de inglês? A banca não vai aprovar”. Fiquei perplexo.
Lá se vão 35 anos e nunca me esqueci disso. Continuamos amigos até o seu falecimento precoce anos depois, mas nunca realmente compreendi como podia ter ignorado “o conjunto da obra” e ter feito um julgamento seletivo, com base no erro de grafia de uma única palavra, dentre milhares. Felizmente a previsão de minha amiga não se confirmou e não tive problemas na banca.

A matéria do UOL

Guardadas as devidas proporções, foi esse insólito episódio pessoal que me veio à cabeça quando me deparei com uma matéria, assinada por Aiuri Rebello, na capa do portal UOL, dia 7 de maio, com o título: “Brasília inaugura seu único legado de mobilidade para a Copa no escuro”.

Abaixo do título uma fotografia noturna da região não residencial onde fica o complexo viário que liga a Asa Sul ao aeroporto, ao Lago Sul, ao Park Way e à saída sul do Plano Piloto, com a legenda: “Entrada e saída do túnel sob a rotatória do aeroporto em Brasília foi inaugurada sem luz” (
ver aqui).

Esclarecimentos preliminares

Dois esclarecimentos são necessários.

Primeiro: estou convencido de que a matéria citada em nada vai alterar a avaliação dos milhares de brasilienses beneficiados com a obra que acaba de ser inaugurada. A mobilidade/trânsito da região independe do “enquadramento” dessa ou daquela matéria publicada no UOL ou em qualquer outro veículo. Todavia, os eventuais leitores(as) que vivem longe do Distrito Federal poderão, sim, formar uma opinião distorcida da realidade. Aliás, para verificar isso, basta dar uma olhada nos “comentários” que já foram postados no portal UOL.

Segundo: não tenho qualquer tipo de relação com o Governo do Distrito Federal (GDF) e, muito menos, pretendo defendê-lo. Ao contrário. Estou entre os milhares de residentes de Brasília que se decepcionaram com as muitas promessas não cumpridas. No meu caso, sobretudo aquelas relativas à instalação do Conselho de Comunicação Social, previsto na Lei Orgânica do Distrito Federal, e à anunciada transformação de Brasília na “capital do wi-fi”. Promessas nas quais ingenuamente acreditei e sobre as quais escrevi neste Observatório em fevereiro e março de 2011 (ver “
Sopro de ar puro no DF“ e “Brasília, a capital wi-fi“) e, já sem qualquer ilusão, novamente em março de 2012 [ver “Lições de um processo em andamento“].

Trata-se aqui da incansável e sistemática pauta negativa que tem orientado a quase totalidade da cobertura jornalística da grande mídia nos últimos meses e sobre a qual também tenho escrito neste Observatório (ver, por exemplo, “
O ‘vale de lágrimas’ é aqui“].

Área “desnatada”

As obras inauguradas fazem parte das ações de mobilidade urbana previstas para a Copa, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sob a responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). Com 700 metros de extensão, dos quais 300 metros de área coberta, o túnel vai melhorar o fluxo de trânsito na região por onde trafegam cerca de 80 mil veículos e uma média de 160 mil condutores e passageiros, por dia. A via de acesso foi ampliada, foram construídas duas vias marginais e houve também reforma do “balão” do aeroporto. O GDF divulgou que o custo da obra foi de cerca de R$ 54 milhões e a estimativa do DER é de que, com as mudanças na via, haverá redução de 40 minutos no tempo de viagem entre o centro do Plano Piloto e o aeroporto.

A matéria do UOL, contudo, destaca os seguintes pontos:

1. “a única [obra] de mobilidade urbana prevista em Brasília para sair a tempo da Copa;

2. “não há iluminação instalada em um raio de pelo menos 50 metros no entorno da rotatória, o que dificulta a vida de motoristas e pedestres por ali”;

3. “não há uma calçada ou qualquer ponto de travessia próximo para pedestres, como faixa ou passarela”;

4. “não há nenhuma sinalização viária ou placa de qualquer espécie, tanto na rotatória quanto no túnel e suas imediações para indicar os caminhos certos aos motoristas”; e

5. “em agosto do ano passado, o UOL Esporte mostrou que centenas de árvores e plantas nativas do Cerrado e tombadas pelo governo
foram desnatadas (sic) durante a obra.”

[Observação: no dicionário Aurélio, “desnatar” significa “tirar a nata a (o leite)”.]

Ser “a única” obra de mobilidade urbana altera o valor intrínseco dela? Na verdade, a obra inaugurada se integra a outras do Expresso DF Sul em fase de testes, no mesmo espaço. Problemas de iluminação e de sinalização, na obra e em seu entorno, sim, existem e, pelo que se vê, tenta-se resolvê-los após a inauguração.

Por outro lado, como sou usuário frequente do acesso do Plano Piloto ao aeroporto, posso garantir que (1) não há fluxo de pedestres na região do túnel inaugurado e (2) não havia como fazer obras no local sem a retirada de “árvores e plantas nativas do Cerrado”. O GDF garante que as 67 árvores [e não “centenas”] da espécie sibipiruna deslocadas para as obras do Expresso DF Sul foram replantadas pela Novacap com sucesso e que foram ainda plantadas 400 mudas de ipês (cores branca, roxa e amarela), 250 palmeiras e 47 flamboyants.

Que jornalismo é esse?

Tenho chamado essa prática de pauta negativa de “jornalismo do vale de lágrimas”.

Em outra ocasião afirmei que “no enquadramento padrão do jornalismo praticado entre nós, até mesmo as notícias eventualmente ‘boas’ são acompanhadas de comentários irônicos e jocosos insinuando que alguma coisa deu ou dará errado, mantendo-se o ‘clima geral’ de que estamos vivendo numa permanente e irrecorrível sequência de sofrimento e purgação de pecados. (...) Por óbvio, o ‘vale de lágrimas’ não é a única característica do jornalismo brasileiro que omite e/ou enfatiza seletivamente aquilo que atende mais ou menos aos seus interesses, implícitos e/ou explícitos”.

Em ano eleitoral, às vésperas da realização de um evento de repercussão global, o que motivaria esse jornalismo que insiste em ignorar aspectos positivos e salientar apenas os que considera “negativos”, verdadeiros ou imaginários?

Afinal, há algum limite para a pauta negativa?

Deixo a resposta com você, caro leitor(a).
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/copa-do-mundo-e-pauta-negativa.html

A Copa é boa para o Brasil sim!

13.05.2014
Do BLOG DO MIRO, 12.05.14
Por site Muda Mais:



Existe no Brasil uma geração que nunca viu a seleção brasileira conquistar a Copa do Mundo. Essa galera também não sabe que o país tinha regras diferentes, onde não cabia opções: ou se investia em educação ou saúde, em saneamento, nem pensar! Era gasto. E a casa própria era apenas para as classes B e A. Mas o Brasil mudou e hoje, no lugar de escolher uma alternativa, o pais adotou o agregar e incluir. Agora a população pode ter sim mais saúde, mais educação, mais infraestrutura, mobilidade urbana e também Copa do Mundo. Está na dúvida? Então veja os números:

Desde 2010 o governo investiu R$ 968 bilhões em educação, saúde e infraestrutura. E como a nova onda é a de somar, ainda foram investidos R$ 17,6 bilhões em toda a infraestrutura envolvendo a Copa.

Em educação, por exemplo, o governo entregou 1.300 creches até o início desse ano e outras 3.100 estão em construção. São 49 mil escolas com ensino de tempo integral e o objetivo é chegar a 60 mil até o fim do ano. Para aperfeiçoar o ensino, professores alfabetizadores estão sendo preparados para ajudar as crianças a chegar ao 8 anos de idade já sabendo ler e fazer as operações básicas de matemática.

Adicione a isso a retomada dos investimentos para o ensino técnico, com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). Sozinho e com pouco mais de dois anos de existência, recebeu R$ 14 bilhões de investimentos, opa... muito mais do que foi investido em todos os estádios da Copa (R$ 8 bilhões). Além disso, foram criadas novas escolas técnicas federais e novas universidades. Poderíamos até parar por aqui, mas tem muito mais. Com a criação do Sistema de Seleção Unificada, que oferece vagas de ensino superior com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muito mais gente conseguiu conquistar um diploma. Isso sem contar os programas como o ProUni e o Ciência sem Fronteiras.

Assim como à educação, os investimentos em saúde têm várias frentes. Por exemplo, são 10.121 novas unidades de saúde, outras 8.506 estão sendo ampliadas e mais 8.349 reformadas, com investimentos que chegam a R$ 3,5 bilhões. Outro programa é a Rede Cegonha, que já atendeu 2,6 milhões de gestantes, em mais de 5 mil municípios. Lançado em 2011, tem o objetivo de oferecer às gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) um atendimento cada vez mais qualificado e humanizado. Para a aplicação, foram investidos inicialmente R$ 9,4 bilhões.

Tem ainda o Brasil Sorridente, que já beneficiou 80 milhões de pessoas em todo o país e é considerado o maior programa bucal do mundo, com mil Centros de Especialidades Odontológicas e 23.150 equipes de saúde bucal, que atendem inclusive nas Unidades Básicas de Saúde. Até o final de 2014, terão sido investidos R$ 3,6 bilhões no programa. É claro, tem ainda o Mais Médicos, que levou 13.235 profissionais a 4040 municípios e também os investimentos em pesquisas  – R$ 248,7 milhões para encontrar soluções inovadoras a serem aplicadas ao SUS.

Quanto a mobilidade urbana, foram investidos R$ 143 bilhões em 3.859 km de vias para transporte coletivo urbano, seja sobre trilhos, pneus ou corredores fluviais. A prioridade está em empreendimentos de transporte público coletivo, de alta e média capacidade e que atendam áreas com população de baixa renda.

A esses R$ 143 bilhões somam-se R$ 8 bi que envolvem 42 projetos do escopo Copa do Mundo. Eles garantiram 17 novos corredores e vias expressas, 5 novas estações e terminais de trens e metrôs, 13 BRTs e 2 VLTs, obras essenciais, ainda que o mundial não fosse no Brasil e que beneficiarão 62 milhões de pessoas.

Os aeroportos das cidades-sede e também de regiões turísticas próximas passaram por reforma, na maioria dos casos para ampliar a capacidade de passageiros e de taxiamento de pistas. O benefício desses R$ 6,3 bilhões investidos não serão restritos à Copa, muito pelo contrário, turistas, homens e mulheres de negócios, ou seja, qualquer pessoa que utilizar um aeroporto neste e nos próximos anos encontrará um ambiente mais confortável e agradável. 

Levantamento da Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe) em conjunto com o Ministério do Turismo indica que o país poderá ganhar R$ 30 bilhões com a Copa – o valor corresponde a geração de renda que será adicionada à economia brasileira. Entre abril e junho serão criados 47,9 mil novas vagas de trabalho por conta do mundial. A receita de negócios estimada para o setor hoteleiro, por exemplo, chega a R$ 2,1 bilhões, comércio – R$ 831,6 milhões e alimentação – R$ 900 milhões.

Mas o legado vai além. Passa por mais segurança, uma vez que estão sendo investidos R$ 1,9 bilhão em compra de equipamentos, capacitação dos profissionais, a criação de um Sistema Integrado de Comando e Controle para monitorar, em tempo real, imagens de centros fixos e móveis instalados nas cidades-sede e reforço de 157 mil profissionais das forças de segurança pública nas ruas. Agora, diz aí: viu como a Copa é boa para o Brasil e para os brasileiros?

Atualizado!

Fizemos um vídeo falando sobre os investimentos para Copa e em Saúde, Educação, Mobilidade... Confere aqui:

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/a-copa-e-boa-para-o-brasil-sim.html

Nem a Globo consegue abafar surto de Barbosa

13.05.2014
Do blog CAFEZINHO
Por  Miguel do Rosário

Temo pelo futuro do repórter Vinicius Sassine, que escreveu a matéria. Mas talvez nem o Globo esteja conseguindo segurar a avalanche de manifestações de perplexidade de setores sociais mais esclarecidos, diante do show de arbítrios de Joaquim Barbosa.
Então a atitude de Barbosa de rasgar uma jurisprudência de quase 20 anos para manter Dirceu perso teve um lado bom: desmascarou a farsa da Ação Penal 470, marcada pelo ódio político e pela desonestidade intelectual.
Destaco trechos da matéria:
“A adoção do critério usado pelo ministro Joaquim Barbosa para revogar o trabalho externo dos réus do mensalão levaria pelo menos 400 presos de volta ao complexo da Papuda, no Distrito Federal, o que “explodiria” um sistema já superlotado.” (…)
No Distrito Federal, onde cumpre pena a maioria dos réus do mensalão, a decisão é inédita, sem precedentes. No ano passado, a Vara de Execuções Penais (VEP) em Brasília analisou 1,2 mil propostas para presos. Em nenhum caso, os juízes consideraram a hipótese da necessidade de cumprimento de um sexto da pena.”
(…) “Profissionais da Justiça que atuam com execução penal estimam que entre 80% e 90% dos juízes brasileiros concedem o trabalho externo sem a obrigação de execução de parte da pena. O índice só não é maior porque juízes de pequenas comarcas, que não atuam exclusivamente com execução penal, são os mais propensos a interpretar a Lei de Execução Penal como Joaquim interpretou.”
“A preocupação principal é com o precedente que se abre, para casos futuros. A Defensoria Pública do DF pretende continuar pleiteando trabalho externo para os presos em início de cumprimento de pena. Ainda não se sabe qual será a postura dos juízes lotados na VEP em Brasília.”
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Barbosa atuou como um juiz mesquinho e sem experiência de comarca, violou a regra usada pela maioria esmagadora dos juízes brasileiros e abriu um precedente considerado perigoso para a estabilidade do sistema prisional brasileiro. Quando eu disse que ele surtou, eu não estava exagerando.
A mídia criou um monstro, e acho que nem ela agora sabe direito o que fazer. Qualquer imprensa civilizada, depois de permitir a publicação de uma matéria com uma denúncia tão grave, faria, no mínimo, um editorial pesadíssimo denunciando Joaquim Barbosa.
Além disso, a postura de Barbosa e as informações contidas na matéria do Globo desmoralizam completamente os editoriais e matérias distorcidas do próprio jornal, que acusavam Dirceu de receber “regalias”. Taí a regalia de Dirceu, ser o único caso no Distrito Federal de um preso que não tem permissão para trabalhar fora por causa da interpretação doentia de um juiz enlouquecido pelo ódio.
O surto de Barbosa serviu para fechar o caixão da AP 470. O julgamento de exceção agora está patente. Tem que anular tudo, fazer um trabalho de esclarecimento da opinião pública – o que vai demorar um tempão, depois de uma campanha tão brutal e duradoura – e anistiar todos os condenados.
Tem gente que começou a prestar atenção somente agora nos surtos de Barbosa, mas quem acompanha o caso de perto, sabe há tempos que ele agiu com o mesmo desequilíbrio, truculência e mau caratismo em todo o processo.
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Regra de Barbosa levaria pelo menos 400 presos de volta à Papuda e causaria superlotação Juízes de execução penal discordam de obrigação de cumprimento mínimo de pena para poder trabalhar fora
POR VINÍCIUS SASSINE, NO GLOBO
BRASÍLIA – A adoção do critério usado pelo ministro Joaquim Barbosa para revogar o trabalho externo dos réus do mensalão levaria pelo menos 400 presos de volta ao complexo da Papuda, no Distrito Federal, o que “explodiria” um sistema já superlotado. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) entende que a concessão do benefício só pode ser dada após o cumprimento de um sexto da pena de prisão em regime semiaberto. Esta não é a interpretação da grande maioria dos juízes da área de execução penal, que analisam pedidos de trabalho externo já no início do cumprimento da pena.
No Distrito Federal, onde cumpre pena a maioria dos réus do mensalão, a decisão é inédita, sem precedentes. No ano passado, a Vara de Execuções Penais (VEP) em Brasília analisou 1,2 mil propostas para presos. Em nenhum caso, os juízes consideraram a hipótese da necessidade de cumprimento de um sexto da pena. A interpretação é corrente país afora. Profissionais da Justiça que atuam com execução penal estimam que entre 80% e 90% dos juízes brasileiros concedem o trabalho externo sem a obrigação de execução de parte da pena.
O índice só não é maior porque juízes de pequenas comarcas, que não atuam exclusivamente com execução penal, são os mais propensos a interpretar a Lei de Execução Penal como Joaquim interpretou. Presos com autorização de trabalho externo são transferidos dos presídios da Papuda para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP), onde estava Delúbio Soares. Eles trabalham durante o dia e retornam ao presídio à noite.
Cerca de 400 detentos estão exclusivamente no regime semiaberto e começaram a trabalhar sem a análise do critério do cumprimento de um sexto da pena, a exemplo dos réus do mensalão. Retornariam à Papuda, portanto, caso fosse colocada em prática a interpretação dada pelo presidente do STF.
O presídio no complexo destinado ao semiaberto, o Centro de Internamento e Reeducação (CIR), onde fica o ex-ministro José Dirceu, está superlotado, com 1,5 mil presos, o dobro da capacidade. E 800 detentos do regime semiaberto estão alojados num presídio de regime fechado, por falta de espaço. Juízes da área de execução penal ouvidos pelo GLOBO afirmam que a decisão de Joaquim não tem efeito vinculante, por se tratar de um processo específico, e não se aplica aos demais casos do sistema penitenciário brasileiro.
A revogação de benefícios já concedidos ocorreria apenas se houvesse recursos nesse sentido, o que é improvável. A preocupação principal é com o precedente que se abre, para casos futuros. A Defensoria Pública do DF pretende continuar pleiteando trabalho externo para os presos em início de cumprimento de pena. Ainda não se sabe qual será a postura dos juízes lotados na VEP em Brasília.
CrazyMan-01
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/05/13/nem-a-globo-consegue-abafar-surto-de-barbosa/

Novela da Globo promove números dos partidos de oposição

13.05.2014
Do blog CAFEZINHO, 12.05.14
Por  Miguel do Rosário

A Globo iniciou uma estratégia de guerra total contra o PT. É incrível a falta de sutileza da emissora. Agora tem um programa de humor com Marcelo Adnet, que tenta ridicularizar as próprias críticas à Globo. Nada como ter alguns bilhões na conta, com ajuda do governo, para desconstruir o adversário, que no caso somos nós.
E agora mais essa. O logotipo da novela traz os números dos partidos dos principais candidatos de oposição.
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Nova novela global atropela sutilezas e dissimulações; na lata, logotipo da trama das sete da noite destaca números e letras que formam 40, na primeira linha, e 45, na segunda (acima); são as identificações eleitorais, na vida real, de Eduardo Campos, do PSB, e de Aécio Neves, do PSDB; produto é veiculado imediatamente antes do Jornal Nacional e ficará no ar pelos próximos meses; no ano eleitoral de 2014, emissora de João Roberto e seus dois irmãos Marinho acentua parcialidade histórica de antena amiga dos militares (1964-1985), patrocinadora do escândalo Proconsult (1982) e organizadora do ardiloso debate Collor X Lula (1989); Vale Tudo, como dizia a novela que imortalizou a vilã Odete Roitman, em 1988
247 _ Às favas com sutilezas e dissimulações. Na nova novela das sete da noite, que ‘entrega’ audiência para o Jornal Nacional, principal produto editorial da emissora dos três Marinho, só não vê quem não quer. Numa mistura de letras e números, como códigos de computadores, o logotipo de Geração Brasil destaca de maneira pouco disfarçada os números 40, na primeira linha, e 45, na segunda. São também esses os números que estarão nas urnas eletrônicas de outubro identificando, respectivamente, os candidatos Eduardo Campos, do PSB, e Aécio Neves, do PSDB. Coincidência? A julgar pelo histórico de parcialidade política da Globo, não.
A mensagem subliminar a favor do 40 e do 45 se dá à frente de uma trama em torno de um brasileiro que fez fama e fortuna nos Estados Unidos no sofisticado ramo da tecnologia de computadores. É fácil entender porque o logotipo da novela contém elementos alfanuméricos, assim como são os códigos dos computadores, mas a questão está no resultado dessa mistura.
Entre as infinitas combinações que poderiam ser feitas nas duas palavras Geração Brasil, escolheu-se as que permitem ler 40 e 45. Não há chance de se enxergar, por exemplo, um 13 ali, o número do PT. Ou um 15, que representa o PMDB. Também não dá para ver o 11 do PP ou o 55 do PSD. Mas o 40 e o 45 estão lá.
Em qualquer outra emissora, a, digamos, coincidência poderia passar batido. Tome-se, por exemplo, a Rede Bandeirantes. Desde 1989, a emissora da família Saad promove debates presidenciais, mas nenhum deles foi acusado de ter ardis contra candidatos.
Já na Globo de João Roberto Marinho e seus dois irmãos é diferente. No limiar da redemocratização, também em 1989, no debate entre os então presidenciáveis Fernando Collor e Lula, já em pleno segundo turno, o primeiro entrou com uma pasta que escondia papéis sem valor. Mas brilhou no ar global como se contivesse um dossiê contra Lula. No dia seguinte, a edição do Jornal Nacional entrou para a história pela edição do debate, francamente desfavorável a Lula. Em suas memórias, o então chefão global Boni admitiu, divertindo-se, que muito fora feito nos bastidores para prejudicar o postulante do PT.
Antes, em 1982, quando o adversário político dos Marinho, no Rio de Janeiro, era o então candidato a governador Leonel Brizola, a emissora contratou a consultoria Proconsult para realizar uma apuração paralela à oficial. Enquanto as urnas deram a vitória a Brizola, a Proconsult tudo fez para que os resultados de sua contagem apontassem outro vencedor. Mas deu errado.
Para quaisquer outras dúvidas a respeito do DNA ideológico da Globo, basta lembrar que a emissora nasceu e floresceu durante e à sombra da ditadura militar. Agora, em tempos de democracia, as preferências globais se mostram de outra maneira – de reportagens especiais no Jornal Nacional até o pensamento único que alinha seus comentaristas, passando também, ao que se vê, pelo logotipo de Geração Brasil.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/05/12/novela-da-globo-promove-numeros-dos-partidos-de-oposicao/#sthash.3L5dB81f.dpuf