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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Síndrome rara fez mulher nascer sem vagina. Somente agora, aos 26 anos, conseguiu construir o órgão usando pele de sua coxa

08.05.2014
Do portal JORNAL CIÊNCIA,
Por  Osmairo Valverde

 
A mulher anônima, de 26 anos de idade, passou por uma cirurgia na Argentina depois de descobrir aos 14 anos que nasceu com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH).

O problema é caracterizado pela ausência da vagina, útero e cerviz e é uma anomalia congênita que afeta 1 em 5.000 mulheres.

Os cirurgiões plásticos em San Martin, Buenos Aires, usaram uma técnica incomum em que uma vaginoplastia foi realizada com a pele interna da coxa da mulher.

Isso permitiu que os cirurgiões evitassem a abertura do abdome para obter uma parte do cólon, que é a maneira usual para realizar o procedimento, de acordo com cirurgião Hector Lanza, chefe de cirurgia plástica do hospital.

A cirurgia foi realizada em 2012, mas só agora foi divulgada para o público, depois de um artigo sobre o caso ter sido relatado na revista Aesthetic Plastic Surgery.

Apesar de bastante incomum, existem diversos relatos do problema pelo mundo. No mês passado, quatro mulheres que também nasceram com a síndrome receberam vaginas artificiais que foram "cultivadas” em laboratório.

Suas novas vaginas foram projetadas por cientistas do Instituto Wake Forest Baptist Medical Center, de Medicina Regenerativa, nos EUA, usando as próprias células das mulheres.

 
Uma das mulheres declarou na revista New Scientist que sua vida ganhou um novo sentido, além de se sentir normal, após a realização da cirurgia que foi considerada um sucesso. Ela disse: "No início não foi fácil, pensando que uma parte do seu corpo ia ser feito em um laboratório. Era difícil de entender. Mas, como o passar dos anos e com os bons resultados, você encontra um modo de vida que é diferente, mas não muito longe da normalidade ".

Mulheres com MRKH ter o funcionamento normal dos ovários, apresentando os sinais clássicos da puberdade, mas jamais terão menstruação. Além disso, também não são capazes de conceber um filho.

Os órgãos genitais externos são completamente normais e é por isso que a MRKH geralmente não é descoberta até que as mulheres estejam em seus anos de adolescência.

Geralmente é descoberta quando a mulher tenta ter a primeira relação sexual ou quando percebe que não menstrua.

Muitas mulheres são capazes de criar um canal vaginal usando tratamento de dilatação, que usa cilindros em forma de dilatadores de diferentes tamanhos para esticar os músculos.

No entanto, se a técnica não funcionar, a única opção é a cirurgia para alongar o canal vaginal e abrir espaço.

Após o procedimento, elas são capazes de ter relações sexuais e podem ter óvulos retirados para um possível procedimento de fertilização no futuro.
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Fonte:http://migre.me/j6KrR

Metodologia de pesquisa beneficia pré-candidato tucano

08.05.2014
Do portal ESTADÃO
POLÍTICA
Por Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo

 Instituto Sensus usou em levantamento lista em ordem alfabética - com Aécio em 1º lugar -, o que pode distorcer resultados 

 - Robson Fernandjes/EstadãoO instituto Sensus deve divulgar hoje pesquisa eleitoral feita com metodologia que distorce resultados e beneficia o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, Aécio Neves. Em vez de entregar aos entrevistados um disco com os nomes dos candidatos à Presidência dispostos em forma circular, o instituto usou uma lista em ordem alfabética - com Aécio Neves na primeira posição.

O disco é usado justamente para evitar que os entrevistados sejam induzidos ao responder, já que, em uma lista, o nome com maior destaque - o primeiro - tende a ser mais citado.

O próprio Sensus já utilizou discos em seus levantamentos. O Estado entrou em contato ontem com Ricardo Guedes, diretor do instituto, e o questionou sobre detalhes da pesquisa.

Primeiro, Guedes afirmou que o levantamento decorre de uma "parceria" entre o Sensus e a revista IstoÉ, que publicará os números. No registro da pesquisa feito na Justiça Eleitoral, é o próprio Sensus que aparece como pagante. O registro foi feito no dia 28 de abril, três dias após o término das entrevistas - o que não é usual.

Quando o Estado perguntou sobre a adoção da lista em ordem alfabética em vez do disco, Guedes afirmou que estava em uma reunião e que não se manifestaria antes da publicação dos resultados.

Os diretores dos institutos Ibope e Datafolha, respectivamente Márcia Cavallari e Mauro Paulino, não quiseram comentar o caso específico do Sensus, mas explicaram por que seus institutos utilizam o formato do disco. "É para evitar o efeito de ordem, para que os entrevistados não optem sistematicamente pelo primeiro ou pelo último nome da lista", disse a diretora do Ibope.

"Usamos o cartão circular porque é a forma mais neutra de se apresentar os nomes", afirmou Paulino. "Assim, não há probabilidade maior de o entrevistado ver o nome de um candidato em primeiro lugar", acrescentou o diretor do Datafolha.

Governo. O instituto Sensus também fez perguntas sobre a avaliação do governo Dilma Rousseff. Antes, porém, interrogou os entrevistados sobre perda do poder de compra de "alimentos e outros produtos" desde o ano passado.

"Uma pergunta sobre conjuntura política ou econômica colocada antes da avaliação de governo também pode induzir a resposta", disse Paulino. "Isso faz com que o entrevistado pense primeiro em problemas relacionados ao governo antes de se manifestar sobre a avaliação", afirmou.
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Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,metodologia-de-pesquisa-beneficia-pre-candidato-tucano,1161716,0.htm

Ex de Aécio joga “caca” no ventilador. “Ele levava malas de dinheiro e diamantes para Aspen”

08.05.2014
Do blog POÇOS 10 NOTÍCIAS, 04.05.14
Por  Andreia Falcão

AndreiaFalcao
Andréa Falcão: advogada, centrada e extremamente rigorosa. Esta é a ex-esposa de Aécio que vem assombrando o esquema montado em torno de seu ex-marido

(reprodução) Ex-esposa de Aécio Neves, Andréa Falcão mora no Rio de Janeiro com a filha do casal, Gabriela. Ela e Aécio foram casados por oito anos. Separados há catorze anos, Andréa tem hábitos saudáveis e esportivos sendo considerada pelos amigos uma atleta. Discreta e reservada, poucos sabem de suas atitudes que colocam em risco o projeto de Poder construído pela família Neves após a morte de Tancredo.

Embora apresentado como político, Aécio Neves na verdade é apenas um produto comercial como tantos outros disponíveis no mercado, fruto de pesados investimentos publicitário. A início patrocinado por seu padrasto, o falecido banqueiro Gilberto Faria, em curto espaço já servia ao pesado esquema de desestatização e desnacionalização da economia montado pelo ex-presidente FHC.

Eleito em seu primeiro mandato de deputado federal e Constituinte por Minas Gerais pelo PMDB, Pimenta da Veiga viu em Aécio a possibilidade do PSDB se apropriar da imagem de Tancredo Neves. Porém, como hoje, na época Aécio não tinha gosto pela política, tinha que ser constantemente cobrado e policiado.

Entretanto, como sua carreira política tornava-se cada vez mais lucrativa, montou-se em sua volta uma eficiente estrutura com membros de sua família e políticos que viram nele a parceria ideal para ocupar o espaço político deixado por seu avô, Tancredo. Contudo, seus familiares e parceiros não contavam com um fato novo, o casamento de Aécio com Andréa Falcão.

A FARSA

Segundo amigos de Andréa, rígida por princípios, passou a questionar o comportamento de Aécio e a farsa montada para manter sua imagem. À amigos ela reclamava que isto impedia que Aécio amadurecesse.

Separada de Aécio em 1998, procurou organizar sua vida, porém, com a eleição de Aécio para governador em 2002, no intuito de passar para a população uma imagem de homem de família, o esquema passou a utilizar sua filha Gabriela, sendo histórica a presença da mesma em sua posse.

Sabedora do que realmente ocorria, Andréa passou a questionar esta utilização com receio de que a exposição, as companhias e hábitos de Aécio fossem prejudiciais à sua filha. Entretanto, o esquema montado em torno de Aécio insistiu, mesmo diante de sua recusa.

Esta prática foi bastante reduzida nos últimos anos de governo de Aécio Neves, contudo, o mal já havia sido concretizado. Com a denúncia dos deputados mineiros Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT) de enriquecimento ilícito dos irmãos Andréa e Aécio Neves perante a Procuradoria da República e Receita Federal descobriu-se uma gigantesca movimentação financeira de Aécio nos Estados Unidos.

Constatou-se que os maiores depósitos coincidiam com as datas das viagens de Aécio Neves a Aspen, uma estação de esqui no Colorado, para onde Aécio se dirigia sobre a justificativa de que estaria levando a filha para esquiar. As suspeitas aumentaram ao se descobrir que as viagens foram feitas em jatinho fretado sem que sua bagagem passasse por qualquer alfândega, seja no Brasil ou USA.

A área de inteligência da Receita Federal descobriu que uma integrante da inteligência da PMMG, conhecida como PM2, havia relatado uma discussão entre Aécio e Andréa Falcão, onde ela, de maneira enérgica, reclama; “deixe minha filha fora dos seus rolos, não quero que fique utilizando ela para servir de justificativa para você fazer o que faz”, Aécio pergunta. “Que rolo?”; Andréa Falcão responde; “levar estas malas de dinheiro e diamante para Aspen”.

Este procedimento encontra-se desde o final do ano passado nas mãos do procurador geral, Roberto Gurgel, parado. Segundo amigos de Andréa Falcão, se ela for convocada a esclarecer os fatos ela irá contar tudo que sabe para defender sua filha. Pelo visto a família Neves finalmente terá a oportunidade de constatar que Andréa Falcão sempre falou sério.

O senador Aécio Neves, consultado sobre o tema que seria abordado na matéria, optou por nada comentar e Andréa Falcão recusa-se a falar com a imprensa.
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Fonte:http://pocos10.com.br/?p=10733#

O que aprendemos com as Diretas-Já

08.05.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 26.04.14
Por Antônio Lassance

Uma nova geração não viveu aquele momento. Terá que descobrir, por si própria, que trilhar novos caminhos depende da disposição de se caminhar junto.

Antonio LassanceHá 30 anos, um Congresso Nacional majoritariamente de direita colocava o pé na porta de manifestações populares e enterrava a esperança do povo de eleger diretamente o seu presidente da República.

Depois daquele 25 de abril de 1984, o Brasil, por sorte, nunca mais seria o mesmo. Os brasileiros, também não.

Aprendemos muito com aquela derrota.

Aprendemos que, para se frustrar a expectativa da maioria, basta que alguns não façam nada. A emenda constitucional apresentada pelo então deputado Dante de Oliveira (PMDB-MT) foi derrotada não só pelos parlamentares que votaram contra, mas, principalmente, pelos que se abstiveram, que foram em número bem maior.

Aprendemos que regimes que não se orientam pela mudança, mais cedo ou mais tarde, são atropelados pelo povo. Viram passado.

Os comícios gigantescos, que exigiam o direito que o povo tem de eleger seu presidente, levaram a ditadura ao seu epílogo. No ano seguinte, as diretas seriam restabelecidas como regra, e uma assembleia constituinte seria convocada.

Aprendemos que mudanças institucionais importantes dependem de grandes mobilizações populares e de uma ampla articulação de atores políticos e sociais. Até de atores que não se bicam, mas que podem caminhar juntos.

As Diretas levaram milhões às ruas e congregaram trabalhadores, estudantes, empresários, artistas, religiosos, políticos.

Aprendemos que, mesmo quando coisas extraordinárias acontecem ao ar livre, diante dos nossos olhos e sendo do conhecimento de todos, a mídia dominante pode simplesmente ignorá-las ou distorcê-las.

Aprendemos que eleger presidentes é essencial, mas eleger um bom Congresso é uma condição obrigatória se quisermos evitar frustrações e para fazer com que as coisas no país andem mais rápido.

Aprendemos que a conscientização é pressuposto da mobilização, e que as manifestações fazem mais do que inundar as ruas de gente. Gera-se uma energia transformadora que fica à espera de quem lhe dê rumo político e consequência prática.

O grande problema das Diretas é o tempo. Passadas três décadas, aquelas mobilizações são patrimônio de toda uma geração que hoje é composta de pais e avós de novas brasileiras e brasileiros.

Essa nova geração não viveu aquele momento. Não compartilhou desse aprendizado.

Precisará aprender, por si só, o que muitos já não podem ensinar.

Terá que caminhar de novo sobre as mesmas ruas que testemunharam um sonho derrotado que despertou vitorioso.

Terá que descobrir que um país é um imenso território, cujas trilhas para um novo caminho dependem da disposição de se caminhar junto.

(*) Antonio Lassance é cientista político.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/O-que-aprendemos-com-as-Diretas-Ja/30798

Polícia prende mais um suspeito de participar de linchamento de dona de casa

08.05.2014
Do portal da Agência Brasil
Por Agência Brasil 
Edição: Denise Griesinger

A Polícia Civil prendeu na madrugada de hoje (8), em Guarujá, na Baixada Santista, mais um homem suspeito de participar do linchamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus. O crime ocorreu no último sábado (3). O rapaz de 19 anos é um dos cinco suspeitos identificados pela polícia, com auxílio das imagens gravadas pelos moradores do bairro Morrinhos, onde o crime ocorreu. Na última terça-feira (6), os policiais do 1º Distrito Policial do Guarujá haviam capturado outro homem, que também foi identificado a partir de imagens feitas durante o ataque.
 
Fabiane foi confundida com uma mulher que teria sequestrado crianças para praticar rituais de magia. O boato surgiu de uma publicação na página Guarujá Alerta, no Facebook, que publicou o retrato falado da suposta sequestradora.

O responsável pela página que divulgou a notícia se apresentou na terça-feira e, segundo o delegado Luís Ricardo Lara, pediu sigilo sobre sua identidade e o conteúdo do depoimento, porque estava recebendo ameaças. O delegado informou que o homem mostrou disposição em ajudar e permitiu que a polícia tenha acesso a todo o conteúdo publicado na página.

O linchamento ocorreu no início da noite de sábado, na comunidade de Morrinhos, em Guarujá (SP). Fabiane foi amarrada e espancada até a chegada da Polícia Militar, que teve de fazer um cordão de isolamento para evitar que a população continuasse a agredir a dona de casa. Ela foi hospitalizada e morreu na manhã de segunda-feira (5).
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2014-05/policia-prende-mais-um-suspeito-de-participar-de-linchamento-de

A truculência de Aloysio versus a gentileza de Genoíno

08.05.2014
Do portal BRASIL247

Cíntia Alves, Jornal GGN – Essa semana, em um fórum sobre liberdade de imprensa e democracia, representantes dos veículos Folha, Estadão, Correio Braziliense e TV Globo criticaram o relacionamento do PT com a mídia. Todas as críticas foram no seguinte sentido: desde que assumiu o poder, o partido tem se esforçado para manchar a imagem da imprensa nativa, numa atitude "anti-democrática e contrária à liberdade de expressão". Sem debatedores de outros veículos, o fórum deixa a dúvida no ar: seria o PT a única legenda a exercer algum tipo de repressão contra a imprensa?

A diferença entre as reações de Aloysio Nunes (PSDB) e José Genoino (PT) diante de perguntas espinhosas pode ser um exemplo de que não. Basta considerar o recente estouro do senador tucano com um "blogueiro" que lhe perguntou sobre seu "suposto envolvimento" na formação do cartel dos trens paulistas e, de outro lado, a postura do ex-deputado petista diante da insistência do programa CQC (Custe O Que Custar) em entrevistá-lo com aquela dose de "humor" já conhecida pelo público.

Nesta quarta-feira (7), repercute nas redes sociais um vídeo gravado por Rodrigo Grassi. O militante abordou Aloysio Nunes nos corredores do Senado. Se apresentou ao tucano como colaborador, "na blogosfera, do Botando Pilha". Rodrigo foi assessor da deputada petista Erica Kokay e ganhou notoriedade após publicar um vídeo em que o ministro Joaquim Barbosa é hostilizado por populares.

Grassi fez três perguntas a Aloysio Nunes:

- Qual a importância das CPIs?

- O que o senhor acha do seu partido lá em São Paulo, ter enterrado algo em torno de 70 CPIs?

- E o seu suposto envolvimento no caso [da formação de cartel para fraudar as licitações da CPTM e Metrô]?

Grassi foi preso pela polícia do Senado após o episódio, mas já está solto. Ao jornal O Globo, o senador, que correu atrás do militante dizendo "vá pra p* que te pariu, vagabundo. Eu vou comer o teu c*", afirmou que "não tinha outra atitude que não partir para cima dele para lhe dar um pescoção". Aloysio disse que foi "agredido". "Não tenho envolvimento em caso nenhum de metrô. (...) Só não dei um pescoção nele porque ele correu mais do que eu", concluiu.

Durante pelo menos cinco anos, como pode se constatar em vídeos disponíveis na internet, o programa CQC tentou insistentemente entrevistar José Genoíno. A busca por uma fala do ex-deputado se intensificou após ele ser condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão, em 2013.

Naquele ano, o CQC produziu um quadro especial em que prometia a "primeira entrevista de Genoíno" ao programa. Genoino – que classificou, por inúmeras vezes, o "jornalismo provocativo" do CQC como uma prática desprovida de preocupação em extrair informações da fonte, se limitando apenas a constrangê-la em rede nacional – se recusou a falar com a equipe de reportagem destacada para segui-lo pelos corredores do Congresso.

Mesmo assim, frente ao silêncio absoluto de Genoíno, o CQC fez as seguintes perguntas:

- Genoino, você veio aqui (Congresso) se esconder porque na prisão é pior? Aqui tem mais bandido, então é mais fácil?

- Tá fazendo voto de silêncio, deputado? Vai ser bom na prisão, porque lá X9 (gíria para quem fala demais) se ferra...

- Você não ficou chateado porque o Maluf não foi preso ou condenado, o pessoal todo não foi condenado, e o senhor está aí. Foi o único que foi com o João Paulo Cunha, esse pessoal (do mensalão)?

- Genoino, você vai passar onde o revéillon? Papuda? Já sabe qual vai ser a prisão?

O ex-deputado petista nada fez ou disse diante das investidas do CQC.

Genoino e a "imprensa provocativa"

Em 2013, Genoino, durante entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, na RedeTv!, afirmou que tem "uma posição crítica aos programas de humor". "E faço questão de não citar esse programa. Porque o humor que ataca a pessoa, que faz execração pública, que desrespeita as normas civilizatórias e usa a pessoa para criar uma situação de constrangimento é um fenômeno de intransigência."

O jornalista perguntou a Genoíno se não seria mais fácil ele dar a entrevista e evitar a repercussão negativa do caso, já que, inevitavelmente, o CQC, assim como outros programas e veículos de comunicação, tem licença para trabalhar dentro do Congresso.

Genoino explicou, então, que não considera o jornalismo praticado pelo CQC legítimo. "Eu me recuso a dar [entrevista] para não legitimar esse tipo de programa. Você dá a entrevista e ela é enfeitada, botam adereços na sua cabeça", comentou, em alusão aos efeitos de edição. "Eu falo e discuto em qualquer entrevista, seja dura ou não, desde que seja uma entrevista", pontuou.

O petista ainda sustentou que a atual legislação não facilita o uso do direito de resposta quando o entrevistado ou personagem de alguma reportagem se sente prejudicado. "Eles têm o direito de estar lá e eu tenho o direito de não dar entrevista, porque as perguntas são provocativas, são de ataque, não têm nível respeitoso de transmitir a informação. E no Brasil não tem o direito de resposta, isso é uma lacuna em nossa legislação", finalizou.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/139164/A-trucul%C3%AAncia-de-Aloysio-versus-a-gentileza-de-Geno%C3%ADno.htm

CPI dos pedágios tentará abrir a maior caixa-preta do governo de SP

08.05.2014
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

No último ano do atual mandato do governador Geraldo Alckmin finalmente a oposição conseguiu aprovar sua primeira CPI, a dos pedágios. Parece mentira, mas, em quase quatro anos, a oposição ao governo paulista na Assembleia Legislativa jamais conseguiu aprovar uma CPI que a situação, ou melhor, que o Palácio dos Bandeirantes não quisesse ver instalada.

Em 2011, logo no início da atual legislatura, a bancada do PT conseguiu o número regimental de assinaturas para protocolar a CPI dos Pedágios. Na ocasião, a base do governo Alckmin, valendo-se de um verdadeiro passa-moleque, inundou a fila de pedidos de investigação a fim de impedir o que, em nível federal (no Congresso), o PSDB chama de “direito da minoria”.

Desde 2011, a Assembleia Legislativa paulista teve, entre outras CPI’s pitorescas, a da gordura transgênica, a da pesca predatória e a do uso abusivo do álcool, mais conhecida como “CPI da Manguaça”. Mas não conseguiu instalar a CPI dos pedágios, dos quais dez entre dez usuários das estradas paulistas reclamam.

Para conseguir impedir a instalação de uma CPI que obteve assinaturas suficientes de parlamentares devido à grande grita da sociedade paulista por investigação e providências, o PSDB usou do autoritarismo que caracteriza o partido em São Paulo. O episódio vale a pena ser divulgado para que se tenha ideia de como o Estado mais poderoso do país se transformou em um feudo.

A bancada do PT, visando burlar norma que o deputado estadual do DEM Rodrigo Garcia conseguiu aprovar para dificultar a instalação de CPIs a pedido da minoria – a norma de que qualquer investigação só seja instalada pela ordem cronológica –, colocou um funcionário de plantão no protocolo da Assembleia, para ser o primeiro da fila.

Para que se tenha ideia, em 2011 o assessor da Bancada do PT, Salvador Khuriyeh, ficou 12 horas em pé em frente ao relógio de ponto para garantir o protocolo do pedido de CPI elaborado pelo Partido dos Trabalhadores, com o objetivo de fiscalizar os contratos entre o governo e as empresas concessionárias das rodovias estaduais

A Presidência da Casa, então exercida pelo tucano Barros Munhoz, praticou uma legítima molecagem. Mandou retirar o funcionário da bancada petista da fila alegando que ele não poderia permanecer no local porque a Assembleia ainda não tinha instalado seus trabalhos. Porém, atrás desse funcionário havia funcionários da bancada da situação com uma dezena de pedidos de CPIs para protocolar, entre as quais a “CPI da manguaça”, supracitada.

Os funcionários do PSDB e do DEM, entre outros, não foram retirados da fila de protocolo da Assembleia e foi só o funcionário petista ser retirado para que os funcionários governistas protocolassem seus pedidos de CPI, fazendo com que a dos pedágios fosse para o fim da fila.

Por conta disso, demorou quase três anos para que chegasse a vez da CPI dos pedágios. Isso porque, na Assembleia Legislativa de São Paulo, CPI’s têm prazo de funcionamento de 120 dias, podendo ser prorrogadas por mais 60, totalizando quase seis meses por CPI. Assim, a bancada governista vinha estendendo suas CPIs pitorescas ao máximo para impedir a dos pedágios de ser instalada.

A preocupação do governo Alckmin com a CPI dos pedágios, portanto, é suspeitíssima. E quando se analisa outras condutas desse governo a questão se torna ainda mais suspeita.
Por exemplo: o governo do Estado se recusa a divulgar o valor arrecadado nas praças de pedágio de São Paulo, mas, de acordo com o Pedagiômetro, esse valor, em 2013, chegou a R$ 6,891 bilhões.

São Paulo tem os pedágios mais caros do Brasil. Segundo o vice-presidente da CPI dos pedágios, o deputado Antonio Mentor (PT), uma viagem entre a capital paulista e Ribeirão Preto (interior do Estado) custa, só em pedágios, 70 reais, enquanto que o mesmo trajeto em uma estrada federal custa 9 reais.

O PSDB e a mídia de São Paulo argumentam que o preço exorbitante dos pedágios no Estado decorre da melhor qualidade das estradas paulistas. Resta saber se o custo 700% maior desse pedágio proporciona estradas 700% melhores que as federais, o que, obviamente, não ocorre. Teriam que ser estradas folhadas a ouro…

No vídeo abaixo, o deputado Antonio Mentor exorta os cidadãos paulistas a acompanharem uma investigação que interessa a todos, porque mesmo quem não usa – ou usa pouco – as estradas paulistas acaba pagando pelo pedágio exorbitante, pois este encarece os preços dos produtos transportados por essas estradas, os quais se espalham por todo o país, o que faz desse problema um problema nacional.

Apesar da importância do assunto, não será fácil conseguir fazer essa investigação avançar. Apesar de haver fortes suspeitas de irregularidades nos contratos do governo do Estado com as concessionárias, a base governista assumiu o controle da investigação – dos 9 membros da CPI, 7 são governistas.

A base governista escalou sua “tropa de choque” para a missão: Bruno Covas (presidente da CPI), Edson Giriboni, Davi Zaia (todos ex-secretários estaduais), Cauê Macris (líder da Bancada do PSDB), Aldo Demarchi, Orlando Bolçone e Campos Machado. Já a oposição escalou Antonio Mentor e Gerson Bittencourt, ambos do PT.

Vale dizer que é absolutamente estranho um líder de bancada integrar CPI, como ocorre com líder dos tucanos, Cauê Macris.

Para o líder da Bancada do PT, deputado João Paulo Rillo, é tudo muito suspeito:

Se a base do governo escalou sua tropa de choque para a CPI é porque sabe que nós, da oposição, vamos querer abrir essa caixa-preta dos pedágios. Essa CPI tem que mostrar para a população do Estado para onde vão os lucros exorbitantes das empresas concessionárias que administram as rodovias paulistas

Para tornar tudo ainda mais suspeito, a publicação da instalação da CPI no Diário Oficial da Assembleia Legislativa tem, apenas, um mísero parágrafo. Veja, abaixo, a nota diminuta para comunicar a instalação de investigação que pode detectar escândalo ainda maior do que o do cartel envolvendo o metrô e a CPTM.

Além de ser tão difícil instalar CPI’s no Estado de São Paulo, o aparelhamento delas pelo PSDB tentará impedir depoimentos, apresentação de documentos etc. Porém, as fontes do Blog garantem que o tamanho da roubalheira dos pedágios irá colocar a dos trens no chinelo. Por isso o PSDB fez tanto esforço para impedir essa investigação.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/05/cpi-dos-pedagios-tentara-abrir-a-maior-caixa-preta-do-governo-de-sp/

Capriglione: exercício monstruoso do ódio

08.05.2014
Do blog CONVERSA AFIADA, 06.06.14

” ‘Justiça popular’, tão exaltada na internet sob os gritos de ‘Bandido bom é bandido morto’, é apenas o exercício monstruoso do ódio”

http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2014/05/laura_.png
 Laura Capriglione: o problema diz respeito à barbárie que surge quando a descrença nas polícias e na Justiça se combina com o medo

O Conversa Afiada reproduz texto de Laura Capriglione, extraído do seu blog, no Yahoo!:

EXERCÍCIO MONSTRUOSO DO ÓDIO

“É com muita tristeza que deixo meus sentimentos de pêsames à família da Fabiane Maria de Jesus, esposa e mãe de dois filhos, vítima de um ato cruel e desumano de linchamento em via pública, o que levou à sua morte.
É lamentável que fatos como estes aconteçam nos dias atuais e em nossa cidade. Eu, particularmente, a conhecia da Igreja, éramos da mesma comunidade e morávamos no mesmo bairro, no Morrinhos.

A Fabiane era uma boa moça, sofria de problemas psiquiátricos e passou por um problema de depressão pós-parto. Ela participou do grupo de jovens católicos e todos que a conheceram sabem que ela seria incapaz fazer mal a alguém
.”

Foi assim que a prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), 45 anos, descreveu a jovem Fabiane. Ambas integraram o Grupo de Jovens da Igreja de São João Batista, no bairro em que moravam.

Mesmo com tais referências, entretanto, Fabiane Maria de Jesus morreu aos 33 anos, depois de ser xingada, humilhada e torturada pelas ruas de Morrinhos, na periferia da estância balneária de Guarujá, alcunhada de “Pérola do Atlântico”.

Acusada de sequestrar e de praticar atos de magia negra contra crianças, Fabiane foi encurralada no último sábado em uma rua do bairro por uma turba com sangue nos olhos. Levada ao fundão de uma quebrada, segura pelos braços e pernas como um animal indo ao sacrifício, espancaram-na sob os olhares entre horrorizados e cúmplices de crianças, mulheres e idosos.

O suplício de Fabiane incluiu socos no rosto, marretadas na cabeça, pontapés.

Já inerte, o corpo foi jogado em uma vala fétida.

Em um dos vídeos gravados durante o linchamento, ouve-se a conversa:

- É ela mesmo?

- É ela mesmo.

- Tem certeza, irmão, que é ela mesmo? Tem certeza?

- Ah, lá, na foto.

- Vou pegar a foto dela ali.


Na página de “Guarujá Alerta”, ainda ontem no ar, a condenação era quase unânime, cerca de 1.800 usuários acusando-a de ser a responsável pela morte de Fabiane. A prefeita de Guarujá engrossou o coro em entrevista a este blog: “Quem matou foi uma minoria dos moradores de Morrinhos, instigados pelo uso irresponsável da rede social”.

Antes fosse. Mas não é.

Bairro proletário de 40.000 habitantes, Morrinhos, segundo a prefeita Maria Antonieta, é o lar de “gente ordeira que sai de madrugada para trabalhar”. Mas, então, como explicar que os “bons” não tenham conseguido se impor aos “maus”, impedindo-os de chegar ao fim em seu intento de sangue, tortura e morte?

Bem antes das redes sociais, as fotos que registram os negros enforcados nas árvores do sul dos Estados Unidos (muitos queimados vivos, cenas horrendas) também mostram honoráveis homens de terno e gravata em torno dos corpos, crianças risonhas, mulheres brancas, puritanas e bem compostas, em comemoração.

O problema desse tipo de “justiçamento popular” é que, excluídos os típicos sádicos, tarados por sangue, gente que por isso não tem credibilidade, são exatamente as pessoas ordeiras, os vizinhos pacíficos, os pais extremosos e a gente trabalhadora os principais envolvidos na execução coletiva de alguém. E eles o fazem para vingar, no corpo de sua vítima, da forma mais cruel possível, um delito cometido.

E por quê?


Segundo o professor José de Souza Martins, em seu “As condições do Estudo Sociológico dos Linchamentos no Brasil”, de 1995, “o linchamento não é uma manifestação de desordem, mas de questionamento da desordem. Ao mesmo tempo, é questionamento do poder e das instituições que, justamente em nome da impessoalidade da lei, deveriam assegurar a manutenção dos valores e dos códigos”. E não asseguram.

Pôr a culpa na página “Guarujá Alerta”, por isso, é tão simplista quanto atribuir a Rachel Sheherazade o condão de transformar membros da juventude dourada da zona sul do Rio em assassinos potenciais. “Guarujá Alerta” e Sheherazade tem sua parcela de responsabilidade, mas o problema é bem mais profundo.

Diz respeito à barbárie que surge quando a descrença nas polícias e na Justiça se combina com o medo de que os valores mais tradicionais da família, da Igreja e da vizinhança naufraguem no caos e na desordem.

O trágico é que poucos estariam tão revoltados com o linchamento de Fabiane se ela fosse ao menos “culpada” de alguma coisa, como aconteceu com o menino negro amarrado a um poste em plena praia do Flamengo, no Rio –depois de tanto escarafuncharem a vida do moleque, encontraram várias passagens pela Febem, como se isso justificasse o tratamento digno de capitães do mato.

Mas a inocência de Fabiane, mãe, fragilizada psicologicamente pela depressão, católica, amiga da prefeita, provou que essa tal “Justiça popular”, tão exaltada na internet sob os gritos de “Bandido bom é bandido morto”, é apenas o exercício monstruoso do ódio. Para Fabiane, é tarde demais para desculpas e arrependimentos.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/05/06/capriglione-exercicio-monstruoso-do-odio/

O linchamento do jornalismo

08.05.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 07.05.14
Por Luciano Martins Costa,  na edição 797 
 
 Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 7/5/2014

O enterro da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, linchada no sábado (3/5) num bairro de Guarujá, litoral paulista, mantém no noticiário o festival de horrores composto pelo crime bárbaro em si e por interpretações apressadas e tendenciosas dos jornais.

Compreende-se o espanto produzido neste lado da sociedade, que se acredita detentor de razão e sensibilidade, pelo conhecimento dos detalhes que seguem as narrativas sobre o crime. Mas é preciso registrar que a imprensa passa ao largo de questões centrais na análise do acontecimento, e não resiste à tentação de politizar a tragédia. O papel e a tela aceitam quase tudo, então, dá-se um jeitinho de incluir o embate eleitoral nas entrelinhas do material jornalístico sobre o crime hediondo.

Na Folha de S.Paulo, o editorial de quarta-feira (7/5) afirma que “não se trata apenas de obscurantismo atávico, já em si lamentável, mas de sintoma do imenso atraso que caracteriza o Estado brasileiro”. No Globo, a arenga sobre uma suposta “percepção popular” da falência de instituições dá um jeito de vincular o linchamento ao “péssimo exemplo dado por partidos políticos, do PT ao PSDB, pelo envolvimento de correligionários em casos de corrupção”. Ora, diria o comediante, só o PT e o PSDB? Cadê os outros?

Trata-se, na verdade, de um preâmbulo para o discurso que tem marcado a imprensa brasileira na última década: “O mau exemplo do PT chega a ser mais daninho, por ter conquistado o poder com a aura de extrema seriedade e honestidade. Ao trair as promessas de defesa intransigente da ética, dá grande contribuição, infelizmente, ao descrédito da população diante dos poderes constituídos”, conclui o editorial.

Pronto: dá-se um jeito de jogar no colo do Partido dos Trabalhadores – e, por lógica extensão, da presidente da República que vai tentar a reeleição –, a culpa pelo linchamento de dona Fabiane Maria de Jesus.

Seria o caso de se perguntar ao editorialista da Folha qual seria a relação entre o crime do Guarujá e o suposto “atraso” do Estado brasileiro, mas não convém analisar o texto do Globo, porque já não se trata de jornalismo, mas de panfletagem pura e simples.

Mergulho no obscurantismo

Seria desrespeitoso considerar que os profissionais responsáveis pelos textos citados padecem de ignorância sobre fenômenos como o do linchamento. A mesma imprensa que comete essa atrocidade contra a razão, ao inserir suas preferências políticas no cenário da barbárie, cita pesquisadores que relatam a banalidade de fatos como esse no Brasil moderno: em entrevista ao Estado de S.Paulo, o sociólogo José de Souza Martins diz ter catalogado 2 mil casos de linchamento nos últimos 30 anos.

Os jornais não encontraram nenhuma condenação da Justiça para os acusados desses crimes, porque ele não é tipificado no Código Penal e, no meio do distúrbio, torna-se impossível definir quem deu a paulada ou quem atirou a pedra que causou a morte da vítima.
Mais plausível é observar como a imprensa atua contra o sistema democrático ao conectar qualquer evento negativo, seja o linchamento, seja o torcedor morto por um criminoso que atirou um vaso sanitário do alto do estádio, a uma suposta “falência do Estado” – e, imediatamente, apontando para o partido que ocupa o governo federal.

Ao repetir o bordão segundo o qual vivemos em regime de anarquia, afirmando que há uma “percepção popular da falência de instituições”, os jornais estão estimulando o vandalismo e as soluções fora da lei, justificando as mentes insanas que se julgam no direito de impor à sociedade o fruto de seus delírios de “justiçamento”. 

Recentemente, um assassino entrevistado num desses programas policiais da televisão, disse que havia atirado no desafeto porque ele era “folgado”. Ora, isso nada tem a ver com o Estado de hoje, mas com o Estado histórico. Tem a ver com a permanência de bolsões de miséria, onde o lumpesinato vive sua rotina desumana. Se houve alguma mudança nesse cenário nas últimas décadas, ela se deve justamente às políticas sociais que vêm reduzindo a miséria.

Não se salta da aldeia medieval para a aldeia global por decreto, mas é fácil entender que, numa sociedade em transição, a modernidade tem que conviver com a barbárie.

Ao se desviar dessas questões e politizar o que é marginal à política, a imprensa mergulha no obscurantismo e promove o linchamento do jornalismo.

Leia também

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_linchamento_do_jornalismo
Hoje, no Observatório da Imprensa, vejo a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, participando de um convescote com jornalistas do Globo e o publisher da Abril, e dizendo platitudes sobre a liberdade de imprensa.
É incrível como esses ministros gostam de posar ao lado da mídia. Pois bem, Carmen Lucia disse, durante sua palestra, que “não haveria eleição sem imprensa”.
ScreenHunter_3699 May. 07 19.12
- See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/05/07/garotinho-lembra-papel-da-imprensa-contra-a-democracia/#sthash.79venYbo.dpuf
Hoje, no Observatório da Imprensa, vejo a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, participando de um convescote com jornalistas do Globo e o publisher da Abril, e dizendo platitudes sobre a liberdade de imprensa.
É incrível como esses ministros gostam de posar ao lado da mídia. Pois bem, Carmen Lucia disse, durante sua palestra, que “não haveria eleição sem imprensa”.
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Os filhos de Reinaldo e Sheherazade

08.05.2014
Do BLOG DO MIRO

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
“Alguém tem que matar esse cara!!! Tá na hora de invadir a casa desses políticos e matar todo mundo!!! Eu vou ficar e organizar tudo pela net. Preciso de voluntários para fazer o serviço sujo.”

Este é um comentário que um leitor do G1, da Globo, postou numa reportagem que contava que Genoino decidira recorrer ao plenário do STF contra a decisão de Joaquim Barbosa de devolvê-lo à Papuda.

É um comentário clássico do G1. Há outros parecidos. Ele não é uma aberração no universo do portal da Globo, mas a regra, a norma, o padrão. “Morre logo, Genoino!”, brada outro comentarista. Um outro diz que o vaso sanitário deveria ter caído na cabeça de Genoino.

Isso tudo oferece material para uma fascinante reflexão.

Primeiro, e antes de tudo, alguém lê os comentários dos leitores no G1? Os acionistas? Os anunciantes? Os editores? O autor do texto? O porteiro?

Alguém, enfim?

Sabe-se que, na internet, os comentários fazem parte da discussão, tanto quanto o texto que lhes dá origem.

No DCM, acompanhamos um a um. Em nosso manual de regras, está estipulado que rejeitamos coisas como insultos e incitações à violência. O motivo é simples: isso estraga o debate.

Bom site é aquele que tem boas discussões. É notável que isso seja ignorado pelo G1, a maior apista da Globo para sobreviver na Era Digital que vai matando suas mídias.

Isto é G1

Você pode classificar os autores de comentários como o que abre este artigo como os filhos de Reinaldo Azevedo e Rachel Sheherazade. São intolerantes, raivosos, agressivos, racistas, ignorantes, desinformados, maldosos, desumanos, preconceituosos — e perfeitos para serem manipulados. É o tipo de gente que, na Idade Média, acendia os troncos de árvores para queimar pessoas e, na Alemanha de Hitler, vibrava com a violência contra as “raças impuras”.



São - repito - os filhos de Azevedo e Sheherazade.

Você percorre os comentários e logo descobre quem eles idolatram, além de seus pais espirituais. Joaquim Barbosa é intensamente admirado, por exemplo. O “menino pobre que mudou” o Brasil acabou conquistando a escória da sociedade brasileira, sua parcela mais repugnante. Trabalhou para isso, é preciso notar. Ninguém conquista o coração – se existe coração no caso – daquele grupo sem se esforçar por isso.

Outro ídolo daquele grupo é Bolsonaro, o exemplo maior de político para eles. Eduardo Campos e Marina são dois perigosos comunistas. Menos que Lula e Dilma, é verdade, mas não muito.

Um jornalismo decente se esforça por elevar seu público. Os filhos de Reinaldo Azevedo e Rachel Sheherazade foram rebaixados à degradação humana por articulistas e publicações interessados em mantê-los na mais completa escuridão mental, porque assim é fácil manobrá-los e perpetuar um Brasil campeão da desigualdade social.

No caso específico de Azevedo, faz tempo que seu blog parece um asilo de lunáticos fanatizados. Considere este comentário tão comum entre os leitores do blog de Azevedo: “Genuino guerreiro do povo brasileiro. Mostra que tu e homem … Pera ai ge ge, tu vai ficar na mesma cela com Zé…? Hum isso não vai prestar.”

Aqui, uma distinção: Azevedo sabidamente lê todos os comentários e, metodicamente, deleta os que não o saúdam porque são obra de “petralhas” - palavra que ele se orgulha de ter criado como se houvesse escrito Guerra e Paz. Isto significa que ele chancela o leitor que afirma que “não vai prestar” Genoino e Dirceu na mesma cela.

Sinal dos descaminhos da mídia, com esse tipo de conteúdo imbecilizante Azevedo vai conquistando cada vez mais espaço: fora a Veja, está presente também na Folha e na Jovem Pan. Quanto tempo até ter um programa de entrevistas na Globonews?

Uma das ironias, em tudo isso, é que o dinheiro público - via Secom - foi (e é) largamente empregado para patrocinar colunistas e publicações que vão dar no leitor do G1 que deseja invadir a casa de políticos como Genoino e matar todo mundo.

Este leitor fez sucesso entre seus pares. O G1 tem uma ferramenta pela qual você pode aplaudir ou vaiar comentários. Nenhuma pessoa o tinha vaiado no momento em que escrevo. Vinte tinham aplaudido.

Alguém lê os comentários, portanto, para voltar à pergunta que fiz lá para trás. Mas não são os acionistas, e nem os editores, e nem os anunciantes. São os leitores do G1.

Um site é o reflexo de seus leitores e de seus comentaristas.

O G1 é uma prova disso.

Hoje, no Observatório da Imprensa, vejo a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, participando de um convescote com jornalistas do Globo e o publisher da Abril, e dizendo platitudes sobre a liberdade de imprensa.

É incrível como esses ministros gostam de posar ao lado da mídia. Pois bem, Carmen Lucia disse, durante sua palestra, que “não haveria eleição sem imprensa”.

ScreenHunter_3699 May. 07 19.12

Excelentíssima ministra! Eu concordo que a imprensa livre é indispensável à democracia. Só que a imprensa brasileira nunca foi democrática! Ao contrário, historicamente, sempre trabalhou contra a democracia, e até hoje, com suas campanhas de criminalização da política (que chegou até o STF, que foi pressionado), continua sendo uma força anti-democrática.

Aproveito a oportunidade para divulgar um discurso do deputado Garotinho, que fez uma denúncia gravíssima contra o papel da imprensa na ditadura. Roberto Marinho e outros barões de mídia não apenas apoiaram o golpe de 64, eles conspiraram para jamais houvesse eleições em 1965. Segue o vídeo e o texto da assessoria do deputado:

*

Garotinho relembra papel de Roberto Marinho na manutenção da ditadura

O deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) usou a tribuna da Câmara para ressaltar a ligação do fundador das Organizações Globo, jornalista Roberto Marinho, morto em 2003, com a ditadura militar – implantada no país após o golpe de 1964.

Em discurso de seis minutos, de posse de um documento oficial norte-americano de caráter confidencial, Garotinho leu trechos que revelam a intimidade de Roberto Marinho com o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon. Trata-se de um telegrama de 14 de agosto de 1965 que Gordon enviara ao Departamento de Estado dos EUA, logo após encontro com Roberto Marinho.

Garotinho explicou que trazer luz a esse passado é importante “no momento em que estamos debatendo a questão do direito de resposta”. Segundo o parlamentar do PR do Rio, o documento, tornado público, “mostra bem o papel da imprensa num momento difícil da vida brasileira”.

Em um dos trechos, Lincoln Gordon diz o seguinte: “Roberto Marinho está convencido de que a manutenção de Castelo Branco como presidente é indispensável para a continuidade das políticas governamentais presentes e para evitar uma crise política desastrosa. Em outro, o embaixador relata ao Departamento de Estado dos EUA: “Ele (Roberto Marinho) tem trabalhado silenciosamente com o grupo, incluindo o general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar; o general Golbery, chefe do Serviço de Informações; Luís Viana (Filho), chefe da Casa Civil; Paulo Sarasate, um dos mais íntimos amigos do presidente Castelo Branco”.

O documento mostra também Roberto Marinho se posicionando contra eleições diretas para presidente. Segue o relato do embaixador Gordon: “No dia 31 de julho, Roberto Marinho teve um segundo almoço reservado com o presidente em que insistiu que eleições diretas, em 1966, sem ter Castelo como candidato, poderiam trazer sérios riscos de retrocesso ao Brasil”.

O embaixador diz ainda que “nessas bases, o grupo planejou uma estratégia para transformar a eleição presidencial de 1966 em eleição indireta e viabilizar a reeleição de Castelo Branco”.

No final do telegrama a que teve acesso o deputado Garotinho o embaixador comenta o seguinte: “As colunas de fofoca política estão cheias de especulações sobre mudanças do regime. Eu considero as informações de Roberto Marinho muito mais confiáveis”.

E Garotinho concluiu da tribuna da Câmara Federal: “Realmente ele (o embaixador americano) estava certo. Vivemos muitos anos sob ditadura porque homens da imprensa sob o manto da liberdade de imprensa faziam negócios com o poder”.

ScreenHunter_3700 May. 07 19.18

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Hoje, no Observatório da Imprensa, vejo a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, participando de um convescote com jornalistas do Globo e o publisher da Abril, e dizendo platitudes sobre a liberdade de imprensa.

É incrível como esses ministros gostam de posar ao lado da mídia. Pois bem, Carmen Lucia disse, durante sua palestra, que “não haveria eleição sem imprensa”.

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Excelentíssima ministra! Eu concordo que a imprensa livre é indispensável à democracia. Só que a imprensa brasileira nunca foi democrática! Ao contrário, historicamente, sempre trabalhou contra a democracia, e até hoje, com suas campanhas de criminalização da política (que chegou até o STF, que foi pressionado), continua sendo uma força anti-democrática.

Aproveito a oportunidade para divulgar um discurso do deputado Garotinho, que fez uma denúncia gravíssima contra o papel da imprensa na ditadura. Roberto Marinho e outros barões de mídia não apenas apoiaram o golpe de 64, eles conspiraram para jamais houvesse eleições em 1965. Segue o vídeo e o texto da assessoria do deputado:

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Garotinho relembra papel de Roberto Marinho na manutenção da ditadura

O deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) usou a tribuna da Câmara para ressaltar a ligação do fundador das Organizações Globo, jornalista Roberto Marinho, morto em 2003, com a ditadura militar – implantada no país após o golpe de 1964.

Em discurso de seis minutos, de posse de um documento oficial norte-americano de caráter confidencial, Garotinho leu trechos que revelam a intimidade de Roberto Marinho com o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon. Trata-se de um telegrama de 14 de agosto de 1965 que Gordon enviara ao Departamento de Estado dos EUA, logo após encontro com Roberto Marinho.

Garotinho explicou que trazer luz a esse passado é importante “no momento em que estamos debatendo a questão do direito de resposta”. Segundo o parlamentar do PR do Rio, o documento, tornado público, “mostra bem o papel da imprensa num momento difícil da vida brasileira”.

Em um dos trechos, Lincoln Gordon diz o seguinte: “Roberto Marinho está convencido de que a manutenção de Castelo Branco como presidente é indispensável para a continuidade das políticas governamentais presentes e para evitar uma crise política desastrosa. Em outro, o embaixador relata ao Departamento de Estado dos EUA: “Ele (Roberto Marinho) tem trabalhado silenciosamente com o grupo, incluindo o general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar; o general Golbery, chefe do Serviço de Informações; Luís Viana (Filho), chefe da Casa Civil; Paulo Sarasate, um dos mais íntimos amigos do presidente Castelo Branco”.

O documento mostra também Roberto Marinho se posicionando contra eleições diretas para presidente. Segue o relato do embaixador Gordon: “No dia 31 de julho, Roberto Marinho teve um segundo almoço reservado com o presidente em que insistiu que eleições diretas, em 1966, sem ter Castelo como candidato, poderiam trazer sérios riscos de retrocesso ao Brasil”.

O embaixador diz ainda que “nessas bases, o grupo planejou uma estratégia para transformar a eleição presidencial de 1966 em eleição indireta e viabilizar a reeleição de Castelo Branco”.

No final do telegrama a que teve acesso o deputado Garotinho o embaixador comenta o seguinte: “As colunas de fofoca política estão cheias de especulações sobre mudanças do regime. Eu considero as informações de Roberto Marinho muito mais confiáveis”.

E Garotinho concluiu da tribuna da Câmara Federal: “Realmente ele (o embaixador americano) estava certo. Vivemos muitos anos sob ditadura porque homens da imprensa sob o manto da liberdade de imprensa faziam negócios com o poder”.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/05/os-filhos-de-reinaldo-e-sheherazade.html