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segunda-feira, 5 de maio de 2014

ASSASSINATO COVARDE E CRUEL: Dona de casa espancada após boatos no Facebook morre no hospital

05.05.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

As agressões contra a dona de casa ocorreram após um boato ter se espalhado no Facebook de que havia uma sequestradora de crianças na região. Fabiane Maria deixa duas filhas, uma de 13 e outras de 1 ano

fabiane-maria-jesusA dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, espancada por um grupo de moradores do Guarujá, litoral paulista, na noite de sábado, morreu na manhã desta segunda-feira. Ela foi amarrada e agredida porque teria sido confundida com uma mulher que havia sequestrado uma criança no bairro Morrinhos. Pragmatismo Político divulgou o episódio anteriormente aqui.
 
Segundo a equipe de investigação da delegacia do Guarujá, a vítima apresentava problemas mentais e não consta qualquer ocorrência ou acusação contra Fabiane. Também não há nenhum registro desses sequestros de crianças.
 
A agressão teria sido motivada por uma publicação em uma rede social. Na mensagem postada, o “Guarujá Alerta” mostrava a foto de uma mulher parecida com a que foi agredida. A imagem já foi retirada. Em sua página, os administradores do “Guarujá Alerta” afirmam que estão colaborando com as investigações da polícia e que não vão se manifestar. Vários seguidores estão comentando, indignados, a morte da dona de casa após a publicação da foto.
 
 
 
 
 
O responsável pela página se apresentou à polícia na manhã desta segunda-feira e vai prestar depoimento.
 
A violência, registrada em vídeo por uma moradora, revoltou amigos e familiares da vítima que seria portadora de transtorno bipolar e passa por acompanhamento médico. Fabiane sofreu traumatismo craniano, chegou a ficar internada na UTI de um hospital no Guarujá, mas não resistiu aos ferimentos.
 
De acordo com vizinhos, a mulher tinha duas filhas, uma de 13 anos e uma de apenas um ano.
com agências: Estado, Globo, Abr
 
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/dona-de-casa-espancada-apos-boatos-facebook-morre-hospital.html

MÍDIA CRIMINOSA: IMPRENSA QUE AJUDOU A MATAR, OCULTA "CADÁVER" DO DONO DA ESCOLA BASE EM SÃO PAULO

05.05.2014
Do blog 007BONDeblog


Eu li a matéria na Folha no dia 01 de maio - quinta feira passada - salvei, e resolvi esperar a repercussão. Somente ontem alguns blogs/sites independentes abordaram o assunto. A grande imprensa em sua quase totalidade ignorou o fato, quem noticiou, como a Folha, o fez de forma envergonhada, lá no final da página rolada da edição na INTERNET, as 22:17 de um feriado.
Nossa imprensa é especialista em assassinar reputações, especialista em não garantir o direito de resposta, especialista em transformar certas denúncias que são apenas possibilidade de ilícito, em fato consumado como grande "assalto". No caso da escola de BASE, episódio, divulgado em 1994, que ficou conhecido como um dos mais marcantes erros cometidos pela imprensa, além da reputação, contribuiu essa imprensa sensacionalista, oportunista e cruel, além de partidarizada e mentirosa, PARA A MORTE dos injustamente acusados.
Icushiro Shimada e sua mulher Maria Aparecida (que morreu de câncer em 2007) nunca mais foram os mesmos depois do caso em que foram vítima. Jamais se recuperaram, e nunca tiveram, nem de forma espontânea ou via justiça, a devida reparação por tudo que sofreram e perderam.
A parte da imprensa que ajudou a matar os dois, ocultou agora como pode, o "cadáver de ICUSHIRO", coloca-se assim uma pedra de esquecimento sobre o caso e vamos aguardar quem será a PRÓXIMA VÍTIMA.
Redação BONDEBLOG
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Ex-dono da Escola Base morre após sofrer infarto em São Paulo
DE SÃO PAULO
01/05/2014 22h17
Icushiro Shimada, um dos antigos proprietários da Escola Base, morreu em sua casa no último dia 16, em São Paulo, aos 70 anos, depois de sofrer um infarto.
A informação foi confirmada ontem pelo advogado dele, Kalil Rocha Abdalla.
Shimada foi uma das pessoas acusadas erroneamente no caso da Escola Base -que consistiu na divulgação de denúncias de abuso sexual contra crianças da instituição no bairro da Aclimação.
O episódio, divulgado em 1994, ficou conhecido como um dos mais marcantes erros cometidos pela imprensa.
A partir de acusações precipitadas, feitas por um delegado e reproduzidas pela imprensa, a escola foi depredada e depois fechou.
A história veio à tona quando duas mães foram a uma delegacia para denunciar que seus filhos de 4 anos haviam sido vítimas de abuso na instituição. Elas acusaram os proprietários da Base -Ichushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada- de serem os responsáveis pelos crimes.
Ao final das investigações, o inquérito foi arquivado por falta de provas e todos os suspeitos foram inocentados.
Os donos ajuizaram ações de indenização contra o Estado e empresas de comunicação. A Justiça deu ganho de causa em alguns, e outros estão em análise de recursos.
Shimada já havia sofrido um infarto do miocárdio em 1994. A mulher dele, Maria Aparecida, morreu de câncer em 2007. Ele deixa um filho.
Segundo o advogado, a família não queria se manifestar.

Fonte: Folha de São Paulo
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Fonte:http://007bondeblog.blogspot.com.br/2014/05/imprensa-que-ajudou-matar-oculta.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+%28007BONDeblog%29

Governo FHC, o governo mais corrupto da História do Brasil

05.05.2014
Do BLOG DO SARAIVA

FHC foi, inegavelmente, o governo mais corrupto da história do Brasil, quiçá da América Latina.

Mesmo com um currículo recheado de casos de corrupção  FHC não se cansa de ser hipócrita.
No artigo que escreveu nesse final de semana, diz FHC:

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em “malfeitos”, basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo

É muita cara de pau! 

FHC, além de ter sido o governo mais corrupto do Brasil, é filiado a um partido, o PSDB, que lidera casos de corrupção, e que teve, na última eleição para prefeito, o maior número de candidato barrado pela lei da Ficha Limpa.

Se você der uma olhada no Google e na Wikipédia vai ver escândalos de toda a sorte no governo do Príncipe da Privataria:Sudam, Sudene, compra da emenda da reeleição, as escandalosas privatizações, o esquema do PROER, do DNER, da Feira de Hannover, do escandaloso uso do Exército para proteger uma fazenda  sua comprada com recursos de caixa dois, Escândalo do Banestado, Caymman e tantos outros casos de corrupção.

O PSDB de FHC também não fica atrás. Lista de Furnas, Mensalão do PSDB, Trensalão, desvio de recursos da saúde em MG, as roubalheiras de Yeda Cruzes, Marconi Perilo, Cássio Cunha Lima, Cícero Lucena, Dante de Oliveira, Antero Paes de Barros, Andréa Matarazzo, José Aníbal, Robson Marinho, José Fegali neto, Esquema Paulo Preto.São tantos casos de corrupção nos governos tucanos que fica até difícil nominar todos.

Não obstante tudo isso, FHC ganha espaço em jornal para atacar o PT que, com todos os malfeitos, parece um partido de santo em se comparando com os tucanos.

Esse velho gagá tem mais é que enfiar o dedo na cloaca e parar de escrever merda.

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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/05/governo-fhc-o-governo-mais-corrupto-da.html

Roberto Marinho manipulou ditador Castello Branco para evitar eleições diretas

05.05.2014]
Do blog ESQUERDOPATA
 
A globalização na política 

É espantoso ver uma liderança da 'sociedade civil' ensinando um ditador a abolir eleições diretas

O texto abaixo refere-se a um telegrama de 14 de agosto de 1965, um ano e alguns meses após o golpe de 1964. Foi enviado pelo então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon. Reproduz conversas com o dono das Organizações Globo, Roberto Marinho. Ambos já morreram.

A transcrição do essencial do documento (o original na íntegra pode ser encontrado facilmente pelo Google) serve para muita coisa. Oferece aos que não usam a internet --sim, existem estas pessoas-- o acesso a um instante da história que até hoje atormenta o país. Demonstra, também, que nem sempre as chamadas teorias conspiratórias representam fantasias. São muitas vezes práticas conspiratórias com nome, endereço e autores conhecidos.

Neste caso, de consequências trágicas, não deixa de ser espantoso ver uma liderança da "sociedade civil" ensinando um ditador a abolir eleições diretas para permanecer no poder. De graça não deve ter sido. As conclusões ficam a cargo do leitor.

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"Para: Departamento de Estado

14 de agosto de 1965

Confidencial.

Este é um relato de um encontro extremamente confidencial com Roberto Marinho, publisher do Globo', sobre os problemas da sucessão presidencial. A proteção da fonte é essencial.

Marinho estava convencido de que a manutenção de Castello Branco como presidente é indispensável para a continuidade das políticas governamentais presentes e para evitar uma crise política desastrosa. Ele tem trabalhado silenciosamente com um grupo incluindo o general Ernesto Geisel, chefe da Casa Militar, general Golbery, chefe do Serviço de Informações, Luiz Vianna, chefe da Casa Civil, Paulo Sarazate, uns dos amigos mais íntimos do presidente.

No início de julho, Marinho teve um almoço privado com o presidente. Marinho achou Castello bastante resistente a qualquer forma de continuidade de mandato ou sua reeleição. Marinho também pediu a volta do embaixador Juracy Magalhães para ser o ministro da Justiça. Objetivo: ter Juracy como um possível candidato a sucessor de Castello e melhorar o funcionamento daquele ministério, cujo ocupante, Milton Campos, é extremamente respeitável, mas dócil demais.

No dia 31 de julho, Marinho teve um segundo almoço reservado com o presidente no qual ele insistiu que eleições presidenciais diretas em 1966 sem ter Castello como candidato poderia trazer sérios riscos de retrocessos. Tudo bem pensar em Juracy Magalhães ou Bilac Pinto como sucessores, mas a eleição deles não estava garantida. E a indicação, pelo PTB, do marechal Lott com uma plataforma abertamente antirrevolucionária e com o apoio dos comunistas ilustrava os perigos.

Marinho falou ao presidente que entendia o desejo de Castello de manter a promessa de deixar o poder no começo de 1967, mas se isso fosse feito ao custo de uma volta do Brasil ao passado, Castello estaria violando a confiança que a nação tinha depositado nele. Para Marinho, Castello deveria pesar as alternativas e riscos cuidadosamente. Embora Castello não tivesse indicado explicitamente, Marinho saiu satisfeito no final da conversa. Achou que o presidente não se oporia e mesmo daria sua colaboração a medidas que permitissem sua reeleição, provavelmente na forma de eleição indireta.

Nestas bases, o grupo planejou uma estratégia para transformar a eleição presidencial de 1966 em eleição indireta e viabilizar a candidatura de Castello Branco. Os próximos passos eram ganhar alguns membros chaves do Congresso tais como Pedro Aleixo, Bilac Pinto, Filinto Muller e líderes do PSD. Marinho enfatizou que muitos obstáculos inesperados poderiam surgir nesta estratégia, que com certeza terá a oposição de Lacerda por um lado e de forças antirrevolucionárias por outro lado.

Comentário. As colunas de fofoca política estão cheias de especulações sobre mudanças no regime. Eu considero as informações de Marinho muito mais confiáveis.

Lincoln Gordon."

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PS: E eram mesmo...
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/05/roberto-marinho-manipulou-ditador.html

Moniz Bandeira: O Brasil e as ameaças de projeto imperial dos EUA

05.05.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 26.10.2013
Por Marco Aurélio Weissheimer

A definição do Brasil como alvo de espionagem dos EUA não é de hoje, diz o historiador e cientista político Moniz Bandeira, em entrevista à Carta Maior.

Arquivo
Em 2005, o cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira apontou em seu livro “Formação do Império Americano” as práticas de espionagem exercidas pelas agências de inteligência dos Estados Unidos. Uma prática que, segundo ele, já tem aproximadamente meio século de existência. Desde os fins dos anos 60, diz Moniz Bandeira, a coleta de inteligência econômica e informações sobre o desenvolvimento científico e tecnológico de outros países, adversos e aliados, tornou-se uma prioridade do trabalho dessas agências.

Em seu novo livro, “A Segunda Guerra Fria - Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos – Das rebeliões na Eurásia à África do Norte e Oriente Médio” (Civilização Brasileira), Moniz Bandeira defende a tese de que os Estados Unidos continuam a implementar a estratégia da full spectrum dominance (dominação de espectro total) contra a presença da Rússia e da China naquelas regiões. “As revoltas da Primavera Árabe”, afirma o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que assina o prefácio do livro, “não foram nem espontâneas e ainda muito menos democráticas, mas que nelas tiveram papel fundamental os Estados Unidos, na promoção da agitação e da subversão, por meio do envio de armas e de pessoal, direta ou indiretamente, através do Qatar e da Arábia Saudita”, 

Nesta nova obra, Moniz Bandeira aprofunda e atualiza as questões apresentadas em “Formação do Império Americano”. “Em face das revoltas ocorridas na África do Norte e no Oriente Médio a partir de 2010, julguei necessário expandir e atualizar o estudo. Tratei de fazê-lo, entre e março e novembro de 2012”, afirma o autor. É neste contexto que o cientista político analisa as recentes denúncias de espionagem praticadas pelos EUA em vários países, inclusive o Brasil.

A definição do Brasil como alvo de espionagem também não é de hoje. Em entrevista à Carta Maior, Moniz Bandeira assinala que a Agência Nacional de Segurança (NSA) interveio na concorrência para a montagem do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), pelo Brasil, e assegurou a vitória da Raytheon, a companhia encarregada da manutenção e serviços de engenharia da estação de interceptação de satélites do sistema Echelon. Na entrevista, o cientista político conta um pouco da história desse esquema de espionagem que, para ele, está a serviço de um projeto de poder imperial de proporções planetárias.

Moniz Bandeira defende que o Brasil, especialmente a partir da descoberta das reservas de petróleo do pré-sal, deve se preparar para defender seus interesses contra esse projeto imperial. “As ameaças existem, conquanto possam parecer remotas. Mas o Direito Internacional só é respeitado quando uma nação tem capacidade de retaliar”, afirma.

Carta Maior: O seu livro "Formação do Império Americano" já tratava, em 2005, do tema da espionagem praticada por agências de inteligência dos Estados Unidos. Qual o paralelo que pode ser traçado entre a situação daquele período e as revelações que vêm sendo feitas hoje?

Moniz Bandeira: Sim, em “Formação do Império Americano”, cuja primeira edição foi lançada em 2005, mostrei, com fundamento em diversas fontes e nas revelações pelo professor visitante da Universidade de Berkeley (Califórnia), James Bamford, que o sistema de espionagem, estabelecido pela National Security Agency (NSA), começou a funcionar há mais de meio século. O objetivo inicial era captar mensagens e comunicações diplomáticas entre os governos estrangeiros, informações que pudessem afetar a segurança nacional dos Estados Unidos e dar assistência às atividades da CIA. 

Com o desenvolvimento da tecnologia eletrônica, esse sistema passou a ser usado para interceptar comunicações internacionais via satélite, tais como telefonemas, faxes, mensagens através da Internet. Os equipamentos estão instalados em Elmendorf (Alaska), Yakima (Estado de Washington), Sugar Grove (Virginia ocidental), Porto Rico e Guam (Oceano Pacífico), bem como nas embaixadas, bases aéreas militares e navios dos Estados Unidos.

A diferença com a situação atual consiste na sua comprovação, com os documentos revelados por Edward Snowden, através do notável jornalista Gleen Greenwald, que mostram que a espionagem é feita em larga escala, com a maior amplitude. 

Desde os fins dos anos 60, porém, a coleta de inteligência econômica e informações sobre o desenvolvimento científico e tecnológico de outros países, adversos e aliados,  tornou-se mais e mais um dos principais objetivos da COMINT (communications inteligence), operado pela NSA), dos Estados Unidos, e pelo Government Communications Headquarters (GCHQ), da Grã-Bretanha, que em 1948 haviam firmado um pacto secreto, conhecido como UKUSA (UK-USA) - Signals Intelligence (SIGINT). Esses dois países formaram um pool - conhecido como UKUSA - para interceptação de mensagens da União Soviética e demais países do Bloco Socialista, a primeira grande aliança de serviços de inteligência e à qual aderiram, posteriormente, agências de outros países, tais como  Communications Security Establishment (CSE), do Canadá, Defense Security Directorate (DSD), da Austrália e do General Communications Security Bureau (GCSB), da Nova Zelândia. Essa rede de espionagem, chamada de Five Eyes e conhecida também como ECHELON -  só se tornou publicamente conhecida, em março de 1999, quando o governo da Austrália nela integrou o Defence Signals Directorate (DSD),  sua organização de  SIGINT. 

Carta Maior: Qual sua avaliação a respeito da reação (ou da falta de) da União Europeia diante das denúncias de espionagem?

Moniz Bandeira: Os serviços de inteligência da União Europeia sempre colaboraram, intimamente, com a CIA e demais órgãos dos Estados Unidos. Os governos da Alemanha, França, Espanha, Itália e outros evidentemente sabiam da existência do ECHELON e deviam intuir que o ECHELON - os Five Eyes - trabalhasse também para as corporações industriais. As informações do ECHELON, sobretudo a partir do governo do presidente Bill Clinton, eram canalizadas para o Trade Promotion Co-ordinating Committee (TPCC), uma agência inter-governamental criada em 1992 pelo Export Enhancement Act e dirigida pelo Departamento de Comércio, com o objetivo de unificar e coordenar as atividades de exportação e financiamento do dos Estados Unidos. Corporações, como Lockheed, Boeing, Loral, TRW, e Raytheon, empenhadas no desenvolvimento de tecnologia, receberam comumente importantes informações comerciais, obtidas da Alemanha, França e outros países através do ECHELON. 

O presidente Clinton recorreu amplamente aos serviços da NSA para espionar os concorrentes e promover os interesses das corporações americanas. Em 1993, pediu à CIA que espionasse os fabricantes japoneses, que projetavam a fabricação de automóveis com zero-emissão de gás, e transmitiu a informação para  a Ford, General Motors e Chrysler. Também ordenou que a NSA e o FBI, em 1993, espionassem  a conferência da Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC), Seattle, onde aparelhos foram instalados secretamente em todos os quartos do hotel, visando a  obter informação relacionada com negócios para a construção no Vietnã, da hidroelétrica Yaly. As informações foram passadas para os contribuintes de alto nível do Partido Democrata. E, em 1994, a NSA não só interceptou faxes e chamadas telefônicas entre o consórcio europeus Airbus e o governo da Arábia Saudita,  permitindo ao governo americano intervir  em favor da Boeing Co, como interveio na concorrência para a montagem do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), pelo Brasil, e assegurou a vitória da Raytheon, a companhia encarregada da manutenção e serviços de engenharia da estação de interceptação de satélites do sistema  ECHELON, em  Sugar Grove.

Carta Maior: Um dos temas centrais de seus últimos trabalhos é a configuração do Império Americano. Qual é a particularidade desse Império Americano hoje? Trata-se de um Império no sentido tradicional do termo ou de um novo tipo?

Moniz Bandeira: Todos os impérios têm particularidades, que são determinadas pelo desenvolvimento das forças produtivas. Assim, não obstante a estabilidade das palavras, o conceito deve evoluir conforme a realidade que ele trata de representar. O império, na atualidade, tem outras características, as características do ultra-imperialismo, o cartel das potências industriais, sob a hegemonia dos Estados Unidos, que configuram a única potência capaz de executar uma política de poder, com o objetivo estratégico de assegurar fontes de energia e de matérias primas, bem como os investimentos e mercados de suas grandes corporações, mediante a manutenção de bases militares, nas mais diversas regiões do mundo, nas quais avança seus interesses, através da mídia, ações encobertas dos serviços de inteligência, lobbies, corrupção, pressões econômicas diretas ou indiretas, por meio de organizações internacionais, como Banco Mundial, FMI, onde detém posição majoritária. As guerras, para o consumo dos armamentos e aquecimento da economia, foram transferidas para a periferia do sistema capitalista.

É óbvio, portanto, que o Império Americano é diferente do Império Romano e do Império Britânico. Ainda que informal, isto é, não declarado, os Estados Unidos constituem um império. São a única potência, com bases militares em todas as regiões do mundo e cujas Forças Armadas não têm como finalidade a defesa das fronteiras nacionais, mas a intervenção em outros países. Desde sua fundação, em 1776, os Estados Unidos estiveram at war 214 em seus 236 anos do calendário de sua existência, até dezembro de 2012. Somente em 21 anos não promoveram qualquer guerra. E, atualmente, o governo do presidente Barack Obama promove guerras secretas em mais de 129 países. O Império Americano (e, em larga medida, as potências industriais da Europa) necessita de guerras para manter sua economia em funcionamento, evitar o colapso da indústria bélica e de sua cadeia produtiva, bem como evitar o aumento do número de desempregados e a bancarrota de muitos Estados americanos, como a Califórnia, cuja receita depende da produção de armamentos. 

Ademais do incomparável poderio militar, os Estados Unidos também detém o monopólio da moeda de reserva internacional, o dólar, que somente Washington pode determinar a emissão e com a emissão de papéis podres e postos em circulação, sem lastro, financiar seus déficits orçamentários e a dívida pública. Trata-se de um "previligégio exorbitante", conforme o general Charles de Gaulle definiu esse unipolar global currency system, que permite aos Estados Unidos a supremacia sobre o sistema financeiro internacional.

Carta Maior: Qual a perspectiva de longo prazo desse império? 

Moniz Bandeira: Os Estados Unidos, como demonstrei nesse meu novo “A Segunda Guerra Fria”, lançado pela editora Civilização Brasileira, estão empenhados em consolidar uma ordem global, um império planetário, sob sua hegemonia e da Grã-Bretanha, conforme preconizara o geopolítico Nicholas J. Spykman, tendo os países da União Européia e outros como vassalos. O próprio presidente Obama  reafirmou, perante o Parlamento britânico, em Westminster (maio de 2011) que a “special relationship” dos dois países (Estados Unidos e Grã-Bretanha), sua ação e liderança eram indispensáveis à causa da dignidade humana, e os ideais e o caráter de seus povos tornavam “the United States and the United Kingdom indispensable to this moment in history”. Entremente, o processo de globalização econômica e política, fomentado pelo sistema financeiro internacional e pelas grandes corporações multinacionais, estava a debilitar cada vez mais o poder dos Estados nacionais, levando-os a perder a soberania sobre suas próprias questões econômicas e sociais, bem como de ordem jurídica. 

O Project for the New American Century, dos neo-conservadores  e executado pelo ex-presidente George W. Bush inseriu os Estados Unidos em um estado de guerra permanente, uma guerra infinita e indefinida, contra um inimigo assimétrico, sem esquadras e sem força aérea, com o objetivo de implantar a full spectrum dominance, isto é, o domínio completo da terra, mar, ar e ciberespaço pelos Estados Unidos, que se arrogaram à condição de única potência verdadeiramente soberana sobre a Terra, de  "indispensable nation" e “exceptional”.  

O presidente Barack Obama  endossou-o, tal como explicitado na Joint Vision 2010 e ratificado pela Joint Vision 2020, do Estado Maior-Conjunto, sob a chefia do general de exército Henry Shelton. E o NSA é um dos intrumentos para implantar a full spectrum dominance, uma vez que monitorar as comunicações de todos os governantes tanto aliados quanto rivais é essencial para seus propósitos. Informação é poder
 
Carta Maior: Qual o contraponto possível a esse império no ambiente geopolítico atual?

Moniz Bandeira: Quando em 2006 recebi o Troféu Juca Pato, eleito pela União Brasileira de Escritores "Intelectual do ano 2005", por causa do meu livro “Formação do Império Americano”, pronunciei um discurso, no qual previ que, se o declínio do Império Romano durou muitos séculos, o declínio do Império Americano provavelmente levará provavelmente algumas décadas. O desenvolvimento das ferramentas eletrônicas, da tecnologia digital, imprimiu velocidade ao tempo, e a sua queda será tão vertiginosa, dramática e violenta quanto sua ascensão. Contudo, não será destruído militarmente por nenhuma outra potência. Essa perspectiva não há. O Império Americano esbarrondará sob o peso de suas próprias contradições econômicas, de suas dívidas, pois não poderá indefinidamente emitir dólares sem lastros para comprar petróleo e todas as mercadorias das quais depende, e depender do financiamento de outros países, que compram os bonus do Tesouro americano, para financiar seu consumo, que excede a produção, e financiar suas guerras. 

É com isto que a China conta. Ela é o maior credor dos Estados Unidos, com reservas de cerca US$ 3,5 trilhões, das quais apenas US$ 1,145 trilhão estavam investidos em U.S. Treasuries. E o  ex-primeiro-ministro Wen Jiabao  previu o “primeiro estágio do socialismo para dentro de 100 anos”, ao afirmar que o Partido Comunista persistiria executando as reformas e inovação a fim de assegurar o vigor e vitalidade e assegurar o socialismo com as características chinesas, pois “sem a sustentação e pleno desemvolvimento das forças produtivas, seria impossível alcançar a equidade e justiça social, requesitos essenciais do socialismo.”

Carta Maior: Na sua opinião, o que um país como o Brasil pode fazer para enfrentar esse cenário?

Moniz Bandeira: O ministro-plenipotenciário do Brasil em Washington, Sérgio Teixeira de Macedo, escreveu, em 1849, que não acreditava que houvesse “um só país civilizado onde a idéia de provocações e de guerras seja tão popular como nos Estados Unidos”. Conforme percebeu, a “democracia”, orgulhosa do seu desenvolvimento, só pensava em conquista, intervenção e guerra estrangeira, e preparava, de um lado, a anexação de toda a América do Norte e, do outro, uma política de influência sobre a América do Sul, que se confundia com suserania. 

O embaixador do Brasil em Washington, Domício da Gama, comentou, em 1912, que o povo americano, formado com o concurso de tantos povos, se julgava diferente de todos eles e superior a eles. E acrescentou que “o duro egoísmo individual ampliou-se às proporções do que se poderia chamar de egoísmo nacional”. Assim os Estados Unidos sempre tenderam e tendem a não aceitar normas ou limitações jurídicas internacionais, o Direito Internacional, não obstante o trabalho de Woodrow Wilson para formar a Liga das Nações e de Franklin D. Roosevelt para constituir a ONU. E o Brasil, desde 1849, esteve a enfrentar a ameaça dos Estados Unidos que pretendiam assenhorear-se da Amazônia. 

Agora, a situação é diferente, mas, como adverti diversas vezes, uma potência, tecnologicamente superior, é muito mais perigosa quando está em declínio, a perder sua hegemonia e quer conservá-la, do que quando expandia seu império. Com as descobertas das jazidas pré-sal, o Brasil entrou no mapa geopolítico do petróleo. As ameaças existem, conquanto possam parecer remotas. Mas o Direito Internacional só é respeitado quando uma nação tem capacidade de retaliar. O Brasil, portanto, deve estar preparado para enfrentar, no mar e em terra, e no ciberespaço, os desafios que se configuram, lembrando a máxima “se queres a paz prepara-te para a guerra” (Si vis pacem,para bellum)
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Moniz-Bandeira-O-Brasil-e-as-ameacas-de-projeto-imperial-dos-EUA/6/29340

Agenda internacional: escalada de violência na Ucrânia.

05.05.2014
Do portal da Agência Brasil
Por Flávio Aguiar, de Berlim/Marcelo Justo, de Londres/Emir Sader, do Rio de Janeiro

O final de semana na Ucrânia foi extremamente violento, deixando um saldo de mais de oitenta mortos no país, 46 apenas da cidade de Odessa

RT News
Ucrânia
Depois de um fim de semana extremamente violento, deixando um saldo de mais de oitenta mortos no país, 46 apenas da cidade de Odessa, o Ministro de Relações Exteriores da Alemanha propôs na segunda-feira, 5 de maio, uma nova rodada de negociação entre Estados Unidos, Rússia, governo de Kiev e União Europeia para tentar ressuscitar o acordo de Genebra.

A atmosfera geral entre comentaristas da cena internacional é de que a Ucrânia caminha a passos largos para uma guerra civil ou já está nela.

As forças do governo de Kiev têm tentado retomar o controle de várias cidades no leste do país, mas com um sucesso pequeno, porque depois que elas passam os separatistas voltam a erguer suas barricadas. Na segunda-feira o conflito se agravou em torno da cidade de Slavyanski. Há informes sobre mais mortos, sem precisarem números. Durante o fim de semana já foram registradas 42 mortes em enfrentamentos na região.

Os acontecimentos mais graves se deram na cidade de Odessa, onde depois de um primeiro de maio agitado, em que as manifestações de trabalhadores transformaram-se em protestos contra o governo de Kiev, grupos pró-Kiev, muitos de extrema-direita ligados ao chamado “Setor da Direita” assaltaram a sede do Sindicato dos Comerciários, deixando um saldo de quarenta e seis mortos, na grande maioria descritos como “pró-russos”. Grande parte destas vítimas fatais morreram queimadas ou sufocadas pelo incêndio que tomou conta do prédio, ou ainda saltando pelas janelas para escapar ao fogo. A polícia nada fez, limitando-se a prender sobreviventes que conseguiam sair do prédio. No domingo um grupo de simpatizantes invadiu a principal delegacia de polícia, onde eles estavam detidos, e libertou os prisioneiros. Até mesmo autoridades de Kiev criticaram o comportamento omisso da polícia local duranteo conflito entre os grupos, prendendo depois apenas os membros dos chamados "pró-
russos".

É muito difícil atravessar a verdadeira cortina de “russo-fobia” montada na mídia ocidental e se informar com alguma segurança, ainda que relativa, sobre o que está acontecendo. A melhor atitude é a de buscar os relatos dos repórteres que estão nos locais dos acontecimentos, cujo relato seguidamente conflita com a orientação editorial mais comum de que tudo se deve à renovação do apetite russo por alargar as fronteiras de sua influência. Um bom exemplo disto é a insistência na tecla de que o maior e mais iminente perigo é a invasão russa do leste da Ucrânia, enquanto o que aconteceu de fato até agora é que Moscou enviou uma delegação para ajudar a convencer os grupos separatistas a libertar os reféns da missão de observadores militares da União Europeia que estavam em seu poder.
 
Há reportagens interessantes feitas in loco nos sites do The Guardian e do New York Times, pelo menos. A mídia oficial russa oun para-oficial russa também é muito parcial, mas há uma série de blogs independentes que comentam os acontecimentos com mais isenção, embora muitos destes estejam apenas em russo.

Na segunda, 5, e na terça, 6, os ministros de energia da União Europeia estarão reunidos para discutir o estado da arte no setor, diante da ameaça de que, caso o conflito se intensifique, a Rússia corte ou diminua as exportações de gás natural para seus países. Como uma intervenção militar não parece ser a melhor opção para a Rússia, a possibilidade de uma retaliação no plano energético se torna mais provável.

A crise ucraniana está provocando um realinhamento internacional, com a Rússia voltando-se mais para os mercados asiáticos e tendendo a se aproximar mais dos BRICS, voltando a se editar um desenho bipolar, com Rússia/BRICS de um lado e EUA/UE do outro.

ONU, Vaticano e abuso sexual

Na segunda e na terça-feiras a Comissão de Direitos Humanos da ONU, responsável pelo monitoramento internacional de temas como a tortura, começa a ouvir testemunhos de membros do Vaticano sobre como a Igreja Católica tratou as denúncias de abusos sexuais contra crianças. As audiências se estenderão por três semanas. Enquanto isto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon viaja à Roma, onde será recebido pelo presidente Giorgio Napolitano e também pelo papa Francisco I. Ban Ki-moon deverá presidir a reunião bi-anual do Diretório Executivo da ONU, cujos membros também serão recebidos pelo papa.

OCDE

Na segunda-feira a OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos abre sua reunião anual. Na pauta estão as previsões para as economias dos 34 países membros durante o próximo semestre. Estes países representam hoje 49 % do PIB mundial, enquanto que em 2005 representavam 60%. Participam mais de 2000 pessoas que, além de virem dos países membros, vêm também de mais 46 nações. São líderes mundiais, minjistros, diretores de ONGs, representantes dos mundos acadêmico e sindical.

Chipre – Alemanha

Na terça-feira o presidente do Chipre, Nicos Anastasíades, se reune com a chanceler Angela Merkel em Berlim. Na pauta, a situação econômica do Chipre e também os conflitos na região entre cipriotas gregos e turcos.

Grécia

A partir de segunda-feira o governo grego abre nova rodada de negociação, em Bruxelas, com os credores ínternacionais de sua dívida pública. Apesar da ajuda de 240 bilhões de euros já recebida e dos cortes nos montantes dos débitos, a dívida grega ainda representa 175% do seu PIB anual. Na pauta estarão a possibilidade de novos cortes e o alongamento dos prazos para pagamnento de 30 para 50 anos.

Itália

Na terça-feira a Itália leiloa 40 tesouros culturais, como a ilha Poveglia na laguna de Veneza, um forte do século XV e a hospedaria em Loreto para peregrinos cristãos. A venda tem por objetivo diminuir o déficit público para cumprir com as normas de orçamento da União Europeia. O Estado italiano detém a posse de mais de 500 mil propriedades, incluindo residências e prédios comerciais, mas a complexidade da regulamentação legal sobre a venda de edifícios com valor histórico dificulta as vendas.

Líbano

Na quarta-feira, 7, o Parlamento do país se reúne pela segunda vez para tentar eleger um novo presidente, que deve provir da comunidade cristã maronita. No dia de 30 abril dezenas de deputados boicotaram a eleição do sucessor do atual presidente, Michel Suleiman, cujo mandato termina no dia 25 de maio.

África do Sul

Também na quarta-feira, 7, realizam-se as eleições nacionais e provinciais na África do Sul. Os eleitores devem escolher os membros da Assembléia Nacional (400) e das assembléias das nove províncias do país. Posteriormente a AN elege o presidente, e as assembléias provinciais escolhem os governantes locais e mais os 70 membros do Conselho Nacional de Assembléias Provinciais. Há 29 partidos no país, dos quais 12 têm representantes no parlamento nacional. O favorito é o Congresso Nacional Africano, do atual presidente Jacob Zuma. As pesquisas de opinião indicam uma votação de 63 a 66%. Em segundo lugar vem a Aliança Democrática, liderada por Hellen Zillie, com algo entre 22 e 23% das intenções de voto. A eleição trasncorre em meio a denúncias de manipulação porm parte do governo e num cenário social agitado, com greves nas minas de platina.

Egito

Começa a campanha para a eleição presidencial. O favorito é o ex-chefe das Forças Armadas, Abdel Fatah al-Sisi, que detém 72% das intenções de voto. Em sua apresentação enfatizou o combate à carestia de alimentos, o reerguimento da economia e estimular a “unificação” do país. Há somente um candidato de oposição, Hamden Sabahi, que aparece com suspeitos 2% nas intenções de voto, uma vez que no pleito de 2012 ele obteve uma votação bem maior do que esta.
 
Ao apresentar sua candidatura, defendeu a necessidade de reestabelecer a plena liberdade de manifestação. É bom lembrar que há 720 membros da Irmandade Muçulmana condenados à morte, no que a Anistia Internacional considera o maior número de sentenciados à pena máxima num único julgamento. Enquanto isto os países do Ocidente, aparentemente, vêm fazendo vista grossa diante destas condenações. A Corte Suprema deste país deve ainda julgar nesta semana o pedido do governo para que o governo do Qatar seja considerado “terrorista”, por ter dado asilo a muitos membros da Irmandade.

Japão e União Europeia

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe visita Bruxelas, onde se reunirá com Herman Van Rampuy, presidente do Conselho Europeu, e José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, discutindo as relações entre seu país e a UE e também a situação da economia mundial.

Panamá: resultado da eleição

Surpreendentemente, diante das últimas pesquisas de intenção de voto, o candidato preferencial do atual presidente Ricardo Martinelli, José Domingos Arias, com 32% dos votos, perdeu a eleição para o dissidente Juan Carlos Varela, vice-presidente que rompeu com Martinelli, e obteve 39% da votação. O candidato mais à esquerda, Juan Carlos Navarro, do Partido Revolucionário Democrático, do ex-presidente Omar Torrijos, ficou em terceiro.

Em compensaçào, este partido posicionou-se muito bem na eleição para o legislativo nacional, ficando com 22 das 71 cadeiras. O partido de Arias, que ficou com apenas 12 cadeiras, terá de negociar com o PRD, pois o partido da dupla Martinelli/Arias, o Centro Democrático, ficou com 29 cadeiras.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Agenda-internacional-escalada-de-violencia-na-Ucrania/6/30850