domingo, 4 de maio de 2014

STF DOS TUCANOS?:Os responsáveis, no Banco de Brasil, pelo dinheiro do Fundo Visanet

04.05.2014
Do blog MEGACIDADANIA, 16.12.2012
 
O ERRO DO JULGAMENTO É ESCONDER A VERDADE DOS DOCUMENTOS: OS TUCANOS FORAM POUPADOS
 
POST 5
A multinacional, Visa Internacional, fez uma parceria com 25 bancos brasileiros, criou um fundo com recursos/dinheiro disponível para fazer propaganda dos cartões de crédito com marca Visa.
 
O Banco do Brasil concordou em utilizar este dinheiro/recursos do Fundo Visanet que eram EXTRAS, - o banco tinha recursos próprios destinados à propaganda de seus produtos.
 
Para utilizar o dinheiro/recursos do fundo, o Banco do Brasil sujeitava-se às regras definidas por um regulamento/contrato, o qual exigia a indicação de um GESTOR. O gestor era o CANAL entre o Banco do Brasil e a Visanet. O GESTOR era responsável por encaminhar, à Visanet, as propostas de ações/campanhas e os pedidos de pagamento à DNA - a Visanet pagava diretamente às agências de publicidade e fornecedores.
 
Dentro do Banco do Brasil, a Diretoria de Varejo era a única responsável pela área de cartões de crédito e débito, portanto, responsável pela utilização dos recursos do Fundo Visanet. Cabia a ela definir estratégias de venda, público alvo, quais seguimentos deveriam ser objeto das campanhas publicitárias, etc. Esta diretoria sempre indicou o GESTOR, representante do banco, junto à Visanet.
 
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Todo início de ano, a CBMP/Visanet aportava um valor no Fundo Visanet e informava aos bancos associados a parte (cota) disponível a cada um deles. A Diretoria de Varejo do Banco do Brasil, ao ser informada do valor disponível, decidia como seria utilizado, se sozinha, ou em conjunto com outra diretoria do banco. Promoções como, sorteio de automóveis, premiações de viagens para clientes “VIP” foram feitas com os recursos do Fundo Visanet, que a Diretoria de Varejo decidiu sozinha. Outras campanhas foram realizadas em conjunto com outras diretorias do banco. Cerca de 80% do valor total disponibilizado, nos anos de 2003 e 2004, pelo fundo, foram utilizados em conjunto pela Diretoria de Varejo - DIREV - e Diretoria de Marketing - DIMAC - do Banco do Brasil.
 
Os recursos disponibilizados pelo Fundo Visanet eram EXTRA orçamento do BB para comunicação e marketing, portanto, a primeira pergunta que a DIREV fazia à DIMAC era se esta teria condições de operacionalizar, de confeccionar campanhas extras às que já estavam planejadas com recursos próprios do banco. Assim a DIREV encaminhava um ofício, “nota técnica”, documento estritamente interno ao banco, que informava um valor, disponibilizado pelo fundo, que a DIREV havia, previamente, decidido utilizar em conjunto com a DIMAC, e formalizava um “acordo de trabalho” entre as duas diretorias. Os dois diretores, bem como, dois gerentes executivos das respectivas diretorias, DIREV e DIMAC, assinavam este documento com um “de acordo”. Este documento, “nota técnica”, nunca foi enviado à Visanet, não era condição e nem fazia parte da documentação apresentada na Visanet.
 
DOCUMENTO 1 Nota Técnica nº1141/2003 (Volume 25 fl 5376 a 5388) 6 BB
 
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*FHC Funcionários do BB indicados na era FHC (além de já estarem nos cargos na era FHC, foram indicados por TUCANOS)
  • Fernando Barbosa de Oliveira......Diretor de Varejo........indicado em (2002)
  • Douglas Macedo............................Gerente Executivo......indicado em (2001)
  • Cláudio de Castro Vasconcelos....Gerente Executivo......indicado em (1999)
Obs.: o GESTOR do Fundo Visanet, Léo Batista dos Santos, Gerente de Cartões da Diretoria de Varejo, indicado pelo Diretor de Varejo (período de 2002 a 2005). **PT Funcionário do BB indicado na era Lula Henrique Pizzolato..........................Diretor de Marketing.....indicado em (2003)
 
OS FUNCIONÁRIOS DA DIRETORIA DE VAREJO DO BANCO DO BRASILTAMBÉM FAZIAM PARTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DAVISANET!!!! (Apenso 438 parte 1 fl. 18)
  • Fernando Barbosa de Oliveira........Conselheiro.........17/04/2003 a 28/04/2004
  • Douglas Macedo..............................Conselheiro.........30/04/2002 a 08/11/2004
O Conselho de Administração da Visanet tinha a atribuição de averiguarse os recursos do fundo estavam sendo utilizados de acordo com oREGULAMENTO/CONTRATO.
 
DOCUMENTO 2 Regulamento do Fundo de Incentivo Visanet (Apenso 356 fls 9648 a 9640) 2 VISA
 
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O dinheiro/recursos do Fundo Visanet eram privados e pertenciam à Visanet. A Visanet pagava diretamente às agências de publicidade e fornecedores. A Visanet, de acordo com o regulamento do fundo, aprovava as campanhas publicitárias, fiscalizava sua execução, pagava e mantinha em seu poder toda a documentação fiscal.
 
Os funcionários da Diretoria de Varejo do Banco do Brasil também faziam parte do Conselho de Administração da Visanet. O GESTOR, Léo Batista dos Santos, também era funcionário da Diretoria de Varejo. Toda a documentação enviada à Visanet sempre foi assinada por estes funcionários.
 
O Fundo Visanet foi criado em 2001 e, sempre, os funcionários da Diretoria de Varejo foram responsáveis pelo dinheiro do fundo utilizado pelo Banco do Brasil.
Henrique Pizzolato assumiu o cargo de Diretor de Marketing do Banco do Brasil no dia 17 de fevereiro de 2003.
 
POR QUE, HENRIQUE PIZZOLATO, FOI PROCESSADO E CONDENADO COMO O RESPONSÁVEL PELO DINHEIRO/RECURSOS DO FUNDO VISANET?
A VERDADE DOS DOCUMENTOS
 
Todos estes documentos ESTÃO no processo AP 470.
 
Todos estes documentos afirmam que, o GESTOR, Léo Batista dos Santos, era o responsável (canal) pela utilização do dinheiro/recursos do Fundo Visanet.
 
Todos estes documentos afirmam que, a Diretoria de Varejo era determinante na utilização do dinheiro/recursos do Fundo Visanet e, NÃO a Diretoria de Marketing.
 
No processo da AP 470, NÃO EXISTE NENHUM DOCUMENTO ENVIADO OU RECEBIDO PELA VISANET PELO DIRETOR DE MARKETING DO BANCO DO BRASIL, Henrique Pizzolato.
 
POR QUE JOAQUIM BARBOSA NÃO LEU OS DOCUMENTOS?
 
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF desconsideram estes documentos? Teria JB “escondido” estes documentos?
 
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF, diante destes documentos, “não exergam” que os responsáveis, de fato, eram funcionários da Diretoria de Varejo do Banco do Brasil e NÃO da Diretoria de Marketing? Por que “poupar” tucanos? Por que acusar só o petista?
 
POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF, diante destes documentos, MENTEM ao dizer que, o Diretor de Marketing do Banco do Brasil, “desviou” recursos, sobre os quais NÃO DETINHA A POSSE?
 
O Diretor de Marketing foi acusado, só por ser petista?
 
Joaquim Barbosa criou o “ar de legalidade”, falseando informações contidas nos documentos para condenar. Joaquim Barbosa não quer a justiça; Joaquim Barbosa só quer condenar.
 
Joaquim Barbosa, rendendo-se às vaidades pessoais, rendendo-se às “glórias” proporcionadas pela imprensa golpista e desonesta, trai seu dever para com a JUSTIÇA, trai a Constituição Federal, trai o cargo de respeito confiado pela sociedade brasileira
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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/os-responsaveis-no-banco-de-brasil-pelo-dinheiro-do-fundo-visanet/

A economia dos EUA é castelo de cartas

04.05.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 01.05.14
 
Paul Craig Roberts, trad. mberublue (distribuído)
 
A economia dos Estados Unidos é castelo de cartas de baralho. É fraudulenta em todos os seus aspectos, e a ilusão de recuperação é criada a partir de estatísticas também fraudulentas.
 
O próprio capitalismo americano é uma quimera. A manipulação prepondera em todos os mercados financeiros. A imensa liquidez despejada nos mercados financeiros pela política econômica denominada “Federal Reserve’s Quantitative Easing” aumenta o preço das ações, assim como o valor das obrigações, e faz disparar as taxas de juros, o que, supostamente, seria consequência do custo do capital extremamente baixo, perto de zero ou mesmo negativo. Isso implica que o capital é tão abundante que se torna extremamente barato e pode ser tomado praticamente de graça.  Não se permite que vá à bancarrota qualquer tipo de grande empresa, como mega bancos ou montadoras de automóveis, mesmo que estejam a caminho da falência. Em vez disso, o aumento da dívida pública e a impressão de moeda são usados para cobrir os fracassos destas corporações privadas “grandes demais para falir”, que acabam por se manter com o nariz fora da água à custa não dos próprios acionistas, mas do povo comum que não possui ações dessas corporações.
O lucro obtido pelo uso eficiente desses recursos pelo capitalismo não se constitui em medida de bem estar social, quando auferidos pela soma dos recursos fáceis, acrescidas da substituição da mão de obra local pela estrangeira mais barata, pois essa prática acaba por corroer o poder de compra dos consumidores e aumenta a renda das corporações, resultando em aumento da concentração desigual da riqueza. No século 21, a era do trabalho “offshoring” (deslocalizado, no sentido da procura das empresas por países onde a mão de obra seja mais barata [NT]), os Estados Unidos experimentaram uma explosão sem precedentes da renda e da desigualdade na distribuição da riqueza. Tratei dessa clara evidência do fracasso do capitalismo em promover o bem estar social, no sentido econômico tradicional, em meu livro The failure of Laissez-Faire Capitalism (O fracasso do Capitalismo Laissez-Faire), e o recém publicado livro de Thomas Picketty Capital in the 21st Century (O capital no século 21) nos traz um quadro preocupante da realidade, em oposição à maneira como é vista por economistas tranquilos como Paul Krugman. O que mais preocupa Picketty é o quadro da desigualdade que ele descreve, mas eu concordo com Michael Hudson, para quem a situação é ainda mais preocupante do que a pinta Picketty.http://michael-hudson.com/2014/04/pickettys-wealth-gap-wake-up/
Os poderosos interesses privados que mantêm sob controle os governos, os tribunais e as agências regulatórias metamorfosearam o capitalismo em um mecanismo de pilhagem. Nenhuma função positiva é executada por Wall Street. Wall Street é apenas mais uma máquina de saquear, um peso morto prejudicial à sociedade. Wall Street fabrica lucros, por meio de rápidas transações facilitadas por ágeis computadores, vendendo instrumentos financeiros fraudulentos, como por exemplo, o jogo predatório da utilização de títulos com boa classificação de crédito, através da alavancagem do capital próprio até níveis sem precedentes, resultando em apostas que não poderão ser honradas, e pela manipulação e aparelhagem de todos os mercados de commodities.
A ajuda a esse mecanismo gigantesco de pilhagem é fornecida pelo FED (Banco Central dos Estados Unidos) e o Tesouro Nacional, por meio do “Plunge Protection Team” (literalmente, equipe que dá proteção a fundo, o PPT, composto do presidente do FED, o Secretário do Tesouro e os chefes da SEC e da Associação de Commodities do Mercado Futuro – “entidade não formal” criada em 1987 por Ronald Reagan, pela Ordem Executiva n. 12.631 para – não há outras palavras – manipular o mercado através de derivativos, utilizando-se para isso da fraude dos preços da moeda, de ações e do ouro por meio de intervenções do Banco Central americano e do Tesouro Nacional – [NT]) que dão apoio ao mercado de ações com aquisições maciças no mercado de futuros e protegem o dólar contra a extraordinária impressão de moeda nova com operações a descoberto no mercado de futuro do ouro do Comex (comércio do Exterior).
A economia dos Estados Unidos já não é baseada em educação, trabalho duro, preços de mercado livre e a responsabilidade que o mercado livre real impõe. Em vez disso, a economia dos Estados Unidos é baseada atualmente na manipulação dos preços, controle especulativo das commodities, apoio ao dólar pelos Estados-fantoches de Washington, estatísticas oficiais ou falsificadas ou manipuladas, falsa propaganda pela mídia financeira e inércia de países como Rússia e China, que são prejudicados de maneira direta, tanto econômica quanto politicamente, pelo sistema de pagamento em dólares.
Como os governos na maioria do resto do mundo são incompetentes, a incompetência de Washington não aparece tanto, e isto é a salvação dos EUA, mas não a dos americanos que vivem sob as regras impostas por Washington. Como todas as estatísticas mostram com clareza, a parcela da riqueza gerada que cabe à população dos Estados Unidos segue em constante declínio. Esse declínio significa o fim do mercado consumidor interno que sempre foi o pilar de sustentação da economia dos EUA. Agora que os mega ricos tem cada vez uma maior parcela da renda e da riqueza, o que acontecerá com a economia dos EUA, baseada na venda de importados e na produção externa de bens e serviços para um consumidor doméstico com a renda em declínio? Como poderá a grande maioria dos americanos comprar mais, se empobrecem continuamente há anos, o que os força a pedir ainda mais empréstimos a bancos que não querem emprestar?
A América na qual cresci era autossuficiente. O comércio exterior ainda era parte pequena na economia. Quando fui Secretário Assistente do Tesouro, os Estados Unidos ainda tinham excedente comercial com exceção do petróleo. A substituição dos trabalhadores americanos por mão de obra mais barata no exterior ainda não tinha começado e os lucros dos EUA com seus investimentos externos superavam o lucro obtido nos Estados Unidos pelos investidores estrangeiros. Por conseguinte, os lucros obtidos pelos EUA através de seus investimentos no estrangeiro eram suficientes para cobrir o rombo de seu déficit energético na balança comercial.
A ganância desmesurada de Wall Street destruiu a estabilidade econômica obtida durante a administração Reagan. Hoje, as empresas são ameaçadas por aquisições por especuladores de Wall Stret se não realizarem altos lucros pela relocação de sua produção de bens e serviços em mercados americanos no exterior. O preço baixo pago por empresas americanas pelo uso de trabalhadores no exterior aumenta o lucro e o preço das ações e satisfaz ao desejo de Wall Street por sempre mais e mais lucros, mas significa o fim da melhora do estilo de vida dos Estados Unidos, exceto para os mega ricos. A desregulamentação financeira encheu a economia do risco de bolhas especulativas.
Os americanos são povo incrivelmente otimista, mas enfrenta agora outro tipo de pessoas que acabaram por queimar Wall Street até os alicerces. Já Washington está preocupada apenas em lançar a culpa de todos os seus problemas e em abusar de forma interminável de governos estrangeiros como o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, a China ou a Rússia.
O povo americano, ao mesmo tempo passivo e esperançoso, é alvo ideal para saqueadores, e sua economia, explorada até o osso, é um castelo de cartas. 
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/05/a-economia-dos-eua-e-castelo-de-cartas.html