Pesquisar este blog

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Alô Janot, bandidagem de 3+1 é quadrilha

24.04.2014
Do blog MEGACIDADANIA, 20.04.14

Pau na bisbilhotagem
Diz a Lei 12.850/2013 que são necessários 4 ou mais pessoas para existir o crime de quadrilha, e s.m.j., no caso da trama para espionar o planalto temos três elementos, 1º a promotora que requereu, 2º o juiz que despachou para o STF e 3º Barbosa que quer passar a imagem (neste caso) de ser apenas uma estátua ... com mãos de gato.

CUIDADO JANOT!

A saída para a tríade delituosa é puxar mais um e assim tentar escapar do inevitável, o conluio para cometer crime, mesmo correndo o risco de se transformar em quadrilha.


Será que falta mais alguma aberração acontecer para que seja denunciada a conduta criminosa de quem sabia estar ocorrendo um ilícito e nada fez?

A menos que JB e o juiz de encomenda aleguem que não sabiam que as coordenadas eram do Palácio do Planalto, mas neste caso seriam enquadrados, s.m.j., por imperícia, imprudência e/ou negligência.

Dessa eles não podem escapar, ou foi má-fé ou foi imperícia, imprudência e/ou negligência.

Portanto, já são no mínimo incompetentes e agora, a tríade delituosa tenta escapar ou dividir a responsabilidade com mais gente, no caso o Janot.

*

Leia, a seguir, com atenção trechos do que dizem Paulo Moreira Leite, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif e Fernando Brito e querendo ler a íntegra dessas postagens é só clicar e acessá-las:


Como se fosse um delírio, assistimos a um ato de terrorismo que não ousa dizer o seu nome, mas não pode ser definido de outra forma.

Ou como você vai definir um pedido de grampo telefônico que envolve o palácio da Presidência da República, o Congresso? Vamos fingir que não é um ataque à privacidade de Dilma Rousseff, constranger 513 parlamentares, humilhar onze ministros, apenas para maltratar os direitos de Dirceu?


Janio diz: Presidente do Supremo não é estafeta, como sugere a própria nota do zeloso assessor.

Porque remete o problema ao Procurador Geral, sem avaliar a relevância do crime por se cometer!

Mas, o assessor exigiu retração destacada!

E Janio respondeu à altura.


No episódio da tentativa de espionagem sobre o Palácio do Planalto, Barbosa agiu com mão de gato ou foi fundamentalmente displicente? O simples fato de existir essa dúvida mostra a desmoralização a que o STF está submetido com os atos de seu presidente;

... há muitos elementos para suspeitar que, ao remeter o pedido para o PGR sem nenhuma observação, ou ao não recusar o pedido liminarmente, Barbosa participou da trama para espionar o Planalto – juntamente com a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, o ex-juiz da Vara de Execuções de Brasília Bruno Ribeiro.


O Dr. Joaquim mandou dizer, por sua assessoria que se sente indignado por estar sendo acusado de “participação em um ato criminoso, qual seja a quebra ilegal de sigilo telefônico”.

Embora Janio de Freitas não o acuse – apenas estranhe a sua inação – é bom saber que o Dr. Joaquim avalie que a promotora tentou cometer um crime.

****
Fonte:http://www.megacidadania.com.br/alo-janot-bandidagem-de-31-e-quadrilha/

MPF legaliza corrupção da direita

24.04.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 23.04.14

MP arquiva ação de "engavetador" da Alstom 

Corregedor-geral da instituição, Hindemburgo Chateaubriand, entendeu que não houve falta funcional do procurador da República Rodrigo de Grandis, que deixou parado por quase três anos pedido de cooperação jurídica da Suíça sobre o caso Alstom; investigação arquivada apurava o envolvimento dos consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos no pagamento de propinas a José Zaniboni, ex-diretor da empresa de trens metropolitanos do estado de São Paulo, a CPTM.

247 - O Ministério Público Federal arquivou a investigação do procurador da República Rodrigo de Grandis por engavetar por quase três anos pedido de cooperação jurídica da Suíça sobre o caso Alstom.

Segundo o corregedor-geral da instituição, Hindemburgo Chateaubriand, não houve falta funcional do procurador, segundo autoridades da Suíça, prazo não teria causado prejuízos à investigação. 

O caso segue sob apuração do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

A investigação arquivada na Suíça apurava o envolvimento dos consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos no pagamento de propinas a José Zaniboni, ex-diretor da empresa de trens metropolitanos do estado de São Paulo, a CPTM. As acusações são de pagamento de US$ 836 mil. Grandis alegou em outubro de 2013 que gabinete cometeu uma "falha administrativa".
*****
Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/04/mpf-legaliza-corrupcao-da-direita.html

A ORIGEM DA ECONOMIA IMPOPULAR DO PSDB

24.04.2014
Do blog ISTOÉ INDEPENDENTE, 14.04.14
Por Paulo Moreira Leite*

Como o próprio nome indica, medidas impopulares do PSDB irão comprometer consumo, emprego e salário

Como o próprio nome indica, medidas impopulares do PSDB irão comprometer consumo, emprego e salário

Aos poucos, começa a se desfazer o mistério em torno do pacote de “medidas impopulares” que Aécio Neves prometeu  apresentar durante a campanha presidencial.

Numa nota de 6 de abril, eu já havia cobrado uma definição a respeito.

Nos dias seguintes, outros comentaristas e até politicos fizeram o mesmo.

Responsável pela area economica da campanha de Aécio,  Armínio Fraga acaba de explicar o eixo das “medidas impopulares” em entrevista ao Estado de S. Paulo. Ele disse:

 “O  Brasil precisa também adotar um limite para relação gasto público e PIB."
Por lei?, perguntam os repórteres?

“Por lei ou por decisão de governo, num primeiro momento. Mas é preciso trabalhar para isso.

“Qual seria o teto de crescimento do gasto público?

“Os gastos teriam que crescer igual ou abaixo do PIB. E na trajetória que está os gastos crescem mais que o PIB. “

Com palavras técnicas, o que se anuncia é uma ofensiva à  política de preservação do emprego e melhoria da renda dos últimos anos.

É claro que, comparando com aquilo que se viu e se fez entre 2003 e 2010, pode-se fazer muitos reparos a economia de hoje. Não é este o debate quando se fala em limite para gastos publicos. 

Com o argumento de que é preciso combater a inflação,  pretende-se desestimular o crescimento, e, pela via mais selvagem,  reduzir o consume, medidas  que, classicamente, costumam fazer os preços cairem.

Embora a inflação preocupe todo cidadão que vai às compras, é preciso em primeiro lugar não confundir realidade com propaganda política.

A inflação média de Dilma Roussef é de 6,1%. A de Lula foi de 5,7%. A de Fernando Henrique, 12,5%. E se você acredita que ah, no tempo de Fernando Henrique havia a crise cambial, a hiperinflação, blá, blá, blá, cabe recorder que desde  2008 a humanidade convive com a pior – e mais prolongada – recessão do sistema capitalista em 90 anos.  E não é difícil associar essa crise prolongada, catastrófica, a política de austeridade, corte de gastos e redução de consuma aplicada a União Europeia, endereço do maior PIB do planeta.

Os  numeros que comparam a media de inflação brasileira dos três últimos governos mostram que o esforço para apontar  a alta de preços como uma decorrência automatica de políticas de defesa do emprego e do crescimento é uma construção retórica de quem pretende elevar o desemprego e diminuir a renda – mas reconhece a dificuldade para se defender essas medidas às claras, num regime democrático, onde cada eleitor vale 1 voto.  

A inspiração política para o controle de gastos em lei nasceu nos Estados Unidos, no interior do núcleo mais radical e conservador do Partido Republicano.

Sua matriz ideologica encontra-se na chamada escola austríaca de economia, um reduto de fanáticos pelo Estado mínimo que se dedicou a combater as ideias de John Maynard Keynes por várias década, até conseguir instalar-se na Casa Branca com a vitória de Ronald Reagan, nos anos 1980.

O patrono desse mundo mental é Friederick Hayek, economista de ideias muito primitivas. Para ele, as medidas de bem-estar social que dão bases materiais a democracia, sob o regime capitalista, não passam de um caminho transitório para uma ditadura comunista. Para Hayek, mercado é sinônimo de liberdade e o estado, de opressão. As classes sociais são uma ficção e cada indivíduo é soberano sobre seu destino. Nada mais 1%, vamos combinar.

Não por acaso, no atual universo ideológico dos Estados Unidos, os adversarios de politicos moderados e amedrontados como Barack Obama gostam de chamá-los de comunistas e leninistas.

A partir da versão original da lei que criou um limite para o endividamento publico, os republicanos transformaram a população do  país em refém de uma chantagem política, explica o Premio Nobel Paul Krugmann. Isso porque o Tea Party consegue aplicar a linha mestre de seu pensamento econômico mesmo quando se encontram fora do governo.

Este milagre da anti-democracia funciona assim:  ou os governantes – republicanos ou democratas– aceitam cortar gastos  por vontade própria, ou o Estado é paralisado por força da lei e o president pode até sofrer impeachment se tentar gastar o que não pode.  

A austeridade, assim, deixa de ser uma opão que pode ser aceita, ou não, pela maioria dos cidadãos, para se transformar numa política compulsória do Estado. Da mesma forma que se deve punir homicídios e roubos, por exemplo, deve-se combater gastos acima do limited definido.

Não estamos falando da classica medida de apertar os cintos que os governantes podem aplicar em momentos de crise – como Antonio Palocci realizou no início do governo Lula, por exemplo – mas na institucionalização permanente de um programa de crescimento baixo e recessivo, e todas as consequências malignas daí decorrentes.

Deste ponto de vista, a condução da política economica deixa de ser um assunto da maioria dos cidadãos, para se transformar numa questão de contabilidade.

Pouco importa se o governo eleito é favorável a uma política expansionista. De nada adiante o cidadão preferir o candidato x ou y. O limite de gastos autoriza o calote e a falência como medidas administrativas e não como uma decisão política.  

Explica Krugman:

“Os republicanos ameaçaram bloquear a prorrogação dos cortes de impostos para a classe média a menos que Obama cedesse e concedesse prorrogação semelhante aos cortes de impostos que beneficiam os ricos.”

A quem pergunta como isso foi possível, Krugman explica:

“a resposta está na radicalização do Partido Republicano; Normalmente, um partido que não controla nem a Casa Branca e nem o Senado reconheceria que não está em posição de impor sua agenda ao país. Mas os modernos republicanos não acreditam em seguir as regras normais.”

Krugman explica:  ao atingir o limite de suas dívidas, o governo é forçado a deixar de pagar tudo aquilo que estiver além. O Premio Nobel pergunta: “o que governo deixará de pagar? Suspenderá o envio de cheques de aposentadoria? Deixará de pagar os médicos e hospitais que tratam pacientes cobertos pelo programa de saúde Medicare? Deixará de pagar os fornecedores de combustível e munições às forças armadas? Ou suspenderá o pagamento dos juros da dívida pública?”

Avaliando o impacto dessas medidas, Krugman explica:

“E que efeito teria essa suspensão de pagamentos sobre a economia? Nada de bom. O consumo provavelmente despencaria, porque os idosos, preocupados, não saberiam como exatamente pagar seus aluguéis e sua comida. As empresas que dependem de contratos governamentais teriam de demitir funcionários e cancelar investimentos.”

Traduzindo essas medidas para o Brasil, 2015, só há uma grande diferença a constatar. O desastre seria muito maior.

Isso porque no Brasil o papel do Estado no investimento publico  -- e também em áreas como saúde publica, ensino universitário, sem falar em investimentos de infrastrutura – é muito mais importante e decisivo.

    Pode-se prever, assim, uma campanha de duas faces em 2014.

    Propostas impopulares podem ser discutidas, às claras, nos circulos elitizados do país. Eles não farão sacrifícios. Não vão perder empregos nem diminuir as perpectivas melhores para seus filhos e netos. Podem apoiar medidas duras – seus defensores chamam de corajosas, o que é confortável, pois  envolve dores alheias --  e sustentar candidatos que irão defendê-las. Mas é claro que essa discussão, de caráter técnico, não terá traduzida de forma a ser compreendida pelo cidadão comum.

   O projeto de economia impopular brasileira pode prosperar, em 2014, porque conta com a cobertura dos meios de comunicação. A maioria evita todo debate e encobre as consequencias do que vem por aí.

   Faz o possível para esconder o conflito de interesses sociais em jogo, permitindo a oposição apresentar sua plataforma antipopular com ares de verdade científica. Sem o mais leve pudor, sem sequer a compaixão universal pelos que têm menores oportunidades e serão atingidos por medidas de austeridade, os jornais e revistas do país repetem o comportamento do Partido Republicano nos Estados Unidos: tornam-se mais radicais a cada eleição.

Em março de 2010, na abertura da campanha pela sucessão de Lula, a postura política dos meios de comunicação foi expressa com toda clareza por Judith Brito, superintendente da Folha de S. Paulo e presidente da Associação Nacional dos Jornais. Há quatro anos, ela já explicava a opção para auxiliar uma oposição – sem voto.  

--A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. 

Paulo Moreira Leite

Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

****
Fonte:http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/357767_A+ORIGEM+DA+ECONOMIA+IMPOPULAR+DO+PSDB+

BOATO MOTIVOU A QUEBRA DE SIGILO DO PLANALTO

24.04.2014
Do portal BRASIL247, 
*****
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/137658/Boato-motivou-a-quebra-de-sigilo-do-Planalto.htm

Com Aécio Neves, cerimônia da Inconfidência se tornou evento fechado para evitar manifestações

24.04.2014
Do portal da REVISTA FÓRUM,23.04.14
Por Redação

Estudantes e moradores de Ouro Preto questionam o fato de a entrega da maior comenda do estado ter se tornado restrita a apenas alguns convidados
Na última segunda-feira (21), durante a tradicional homenagem a Tiradentes e a entrega das medalhas da Inconfidência em Ouro Preto (MG), cerca de 50 estudantes protestaram com vaias o fato de o evento ser fechado para o público em geral. Desde a primeira gestão de Aécio Neves (PSDB/2003-2010) a cerimônia, que era aberta à população, se tornou restrita a poucos convidados.
Do lado de fora, os manifestantes empunhavam cartazes com os dizeres “Vocês nos prendem no dia da comemoração à liberdade?”, ou “21 de abril, a praça não é do povo”. Além dos cartazes contrários ao caráter exclusivista da festa, os estudantes colocaram uma “carreira” gigante de farinha no meio da rua. Além dos estudantes que protestavam, moradores também se juntaram e criticaram a restrição.
Porém, nem sempre foi assim. Até 2002, quando o estado de Minas Gerais era governado por Itamar Franco (PMDB/1999-2002), a presença da população era permitida na festa de homenagem a Tiradentes, inclusive com manifestações contrárias ao governo estadual e federal. Alguns episódios foram marcantes como, por exemplo, quando o então ministro da Fazenda Pedro Malan foi recebido com jovens abaixaram suas calças para protestar contra a privatização da Vale.
O eventos e tornou fechado no primeiro ano da gestão de Aécio Neves, em 2003, quando a festa começou a contar apenas com a participação de convidados e cadastrados. A medida do ex-governador e hoje presidenciável se deu por conta dos protestos contrários ao seu governo.
Manifestantes fizeram carreira gigante como forma de protesto (Foto: Reprodução do Facebook)
Mas tal medida não é unânime nem mesmo entre os tucanos. Em 2013, o presidente da Câmara de Ouro Preto, Léo Feijoada (PSDB), se manifestou contra a proibição da participação popular e estendeu panos pretos no lugar das bandeiras de Minas que ficam na sacada da Câmara, mesmo local onde acontece a homenagem. À época, a polícia retirou os panos pretos, mas não recolocou as bandeiras.
*****
Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/04/com-aecio-neves-homenagem-tiradentes-se-tornou-um-evento-fechado-para-evitar-manifestacoes/

Quem mobiliza estes vândalos contra a Copa?

24.04.2014
Do blog BALAIO KOTSCHO, 16.04.14
Por Ricardo Kotscho

A menos de dois meses do início da Copa, com todos os estádios prontos, à exceção do Itaquerão do Corinthians, continuam as "manifestações pacíficas" contra o evento promovidas nas grandes cidades, seguindo religiosamente um calendário, preparado por alguém que ninguém sabe quem é. Nesta terça-feira, tivemos mais um em São Paulo e o próximo já está marcado para o próximo dia 29.

Inventaram até um "protestômetro" para divulgar os atos marcados em todo o país para antes e durante a Copa do Mundo do Brasil. O que eles querem, afinal? Derrubar os estádios? Derrubar o governo? Provocar um clima de caos antes das eleições presidenciais?

O que me parecia um negócio de malucos desocupados, como estes "black blocs", que aparecem sempre no final dos "protestos" afrontando a polícia e quebrando tudo que encontram pela frente, está virando um movimento muito bem organizado, que não mostra suas lideranças nem os objetivos que os levam a fechar ruas e avenidas, provocando enormes congestionamentos nas capitais que sediarão a Copa.  Atribui-se tudo a uma anônima mobilização feita pelas redes sociais.

Desde as grandes manifestações de junho do ano passado, que começaram pacíficas e terminaram em confrontos com a polícia e enormes prejuízos para os comerciantes, não teve semana em que não promovessem algum protesto por qualquer motivo, muitas vezes em parceria com os "black blocs".

Assim como os "manifestantes", batalhões de policiais comparecem pontualmente aos locais marcados e, vez ou outra, prendem alguns mais exaltados.  Centenas já foram presos _ só ontem, a polícia levou mais de 50 deles_ , mas acho que nenhum permanece atrás das grades. Antes de soltá-los, no ritual que já se tornou uma rotina, será que os órgãos de segurança não poderiam pelo menos fazer uma pequena investigação para saber quem são, de onde vêm e a serviço de quem estão estas figuras estranhas que fizeram dos protestos uma profissão?

O de ontem foi o quinto ato do "Não vamos ter Copa" este ano. Lá estavam 750 PMs para tomar conta de 1.500 manifestantes. Nos dois protestos anteriores, havia mais policias do que participantes das marchas de protesto. Quanto custa isto ao Estado em recursos humanos e equipamentos? Quem paga esta conta? Parando o transito por onde passavam, da avenida Paulista ao Largo da Batata, em Pinheiros, cruzando toda a avenida Rebouças, eles conseguiram infernizar a vida de milhares de paulistanos que estavam voltando do trabalho ou da escola para suas casas.

Para marcar sua presença, antes do "protesto" acabar os "black blocs" destruíram três agências bancárias e correram corajosamente para dentro da estação Butantã da linha 4 do Metrô, onde foram cercados por 150 policias. Depois de revistados, foram levados para os ônibus da PM, que já estavam aguardando por eles. A polícia encontrou até coquetéis molotov nas mochilas dos "pacíficos manifestantes".

Até quando nós vamos continuar assistindo a esta baderna pré-programada sem fazer nada?
*****
Fontehttp://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/04/16/quem-mobiliza-estes-vandalos-contra-a-copa/

Petrobras tem chance histórica de aplicar corretivo no mau jornalismo

24.04.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 23.04.14
Por Helena Sthephanowitz 
Imagine o Jornal Nacional passar alguns dias tendo de ler direito de reposta após direito de resposta. Seria a desmoralização da qualidade do jornalismo dos veículos de imprensa que tiveram má conduta

refinaria-de-petroleo-2a7dd.jpg
Ataques da oposição e da mídia à Petrobras, injustamente, deveriam receber resposta adequada do governo
Quando a esmola é demais, o santo desconfia, já dizia minha avó. No caso da Petrobras, a esmola demais é o quase silêncio do governo federal durante semanas diante de ataques à imagem da empresa, usando a compra da refinaria de Pasadena e outros casos que "não pegaram".
Só duas coisas poderiam explicar essa conduta. A primeira seria a tranquilidade do conhecimento do terreno onde pisa. A oposição estaria escolhendo lutar em um terreno favorável à gestão da empresa e ao próprio governo. Seria mais ou menos como atrair tropas para emboscadas, no caso de guerras.
A oposição avança sobre a Petrobras, mas a empresa vive um ano particularmente bom, quebrando recordes após recordes de produção. Até mesmo um relatório final de uma auditoria interna de 45 dias sobre todo o processo de compra da Refinaria de Pasadena pode se revelar favorável às decisões tomadas pela empresa.
Neste caso a oposição avança muito agora, mas estaria avançando em uma areia movediça, que a levaria a afundar nos próximos meses. Justamente no período eleitoral mais quente, as denúncias de irregularidades estariam esvaziadas, pelo menos em parte, seja pela improcedência, seja pela punição de eventuais responsáveis, e a empresa estará apresentando resultados robustos dos investimentos, o que desmentirá as críticas à gestão. O que restará à oposição dizer? Que aumentará a gasolina em obediência à mão invisível do mercado internacional?
A segunda explicação seria aplicar uma espécie de corretivo exemplar ao mau jornalismo, que não espera apurar informações e já faz seus "testes de hipóteses", pré-condenando negócios e pessoas com base em boatos. Esse corretivo viria através do departamento jurídico da empresa exigindo direito de resposta à altura dos ataques recebidos.
Imagine o Jornal Nacional da TV Globo passar alguns dias tendo que ler direito de reposta após direito de resposta. Imagine as revistas terem de ceder toda semana páginas e mais páginas para a publicação de desmentidos de reportagens erradas de edições passadas. Imagine o mesmo com os jornais. Seria a própria desmoralização da qualidade do jornalismo dos veículos de imprensa que tiveram má conduta.
Pois a Petrobras está com esta chance histórica nas mãos. De onde veio a lorota repetida centenas de vezes de que a refinaria de Pasadena custou apenas US$ 42,5 milhões um ano antes da Petrobras entrar no negócio? Hoje se sabe com certeza que custou pelo menos US$ 360 milhões, comprovados em balanços oficiais.
Todas as reportagens que espalharam a informação falsa, sem qualquer apuração séria, são motivo de sobra e irrefutável para exigir direito de resposta. Se a mentira foi repetida dez vezes no mesmo telejornal, a Petrobras deve exigir dez direitos de resposta. Se usaram infográficos para mentir de forma mais didática, o direito de resposta deve usar infográfico também para desmentir.
No último dia 17 a empresa Astromarítima Navegação ganhou um direito de resposta de 50 segundos no Jornal Nacional. O telejornal havia feito matéria antes, no dia 14, induzindo o telespectador a entender que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, cobraria comissão da empresa por contratos com a Petrobras. No dia 17, o apresentador Heraldo Pereira teve que ler o desmentido: "A empresa Astromarítima procurou o Jornal Nacional para mostrar o contrato de busca por novos investidores – que nada tem a ver com os contratos que a empresa tem com a Petrobras".
A Astromarítima, segundo o noticiário, tem contratos de fretamento de embarcações no valor de quase meio bilhão de reais. É uma empresa de grande porte que atua desde a década de 80, tendo a Petrobras como um de seus principais clientes. A própria TV Globo deve ter sentido o cheiro do preço que um processo por danos poderia acarretar se não provasse as ilações veiculadas.
Pois a Petrobras tem uma marca e uma imagem de muito mais valor do que a Astromarítima, e nada justifica que não exerça seu direito de resposta. É provável que a própria TV Globo e outros veículos de imprensa ofereçam alguns segundos à Petrobras para o desmentido de informações comprovadamente falsas, sem disputa judicial. Mas isso não seria suficiente para reparar os danos.
A Petrobras deve exigir direito de resposta proporcional aos danos causados à sua marca e à sua imagem. Se os veículos de imprensa não concederem amigavelmente, deve exigir na Justiça. Se isso ocorrer, como processos judiciais às vezes demoram anos, a Petrobras bem que poderia fazer um jornalzinho para distribuir nos postos do tipo "verdades e mentiras", mostrando reportagens falsas publicadas por aí e os fatos reais que as desmentem. Inclusive explicar que o jornal está sendo distribuído porque as TVs, jornais e revistas não deram direito de resposta. É claro que versões para internet adequadas às redes sociais também devem ser produzidas.
Em 2009, quando a empresa foi atacada pela oposição, rebateu com o Blog Fatos e Dados. Desta vez, só tardiamente este blog passou a rebater informações que atingem a empresa e, mesmo assim, de forma mais tímida. Dessa vez, para fazer do limão a limonada, só direitos de resposta exemplares resolvem.
A Petrobras está com uma chance histórica nas mãos de combater o mau jornalismo que a atingiu. Vai perder?
*****
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/04/petrobras-tem-chance-historica-de-aplicar-corretivo-no-mau-jornalismo-2869.html

Aula Pública Opera Mundi: Venezuela é uma ditadura ou uma democracia?

24.04.2014
Do portal OPERA MUNDI,21.04.14 
Por  Redação | Opera Mundi TV e TV Unesp 

No segundo episódio da nova temporada, Gilberto Maringoni discute processos democráticos venezuelanos
No segundo episódio da nova temporada da Aula Pública Opera Mundi, o jornalista e professor de Relações Internacionais da UFABC, Gilberto Maringoni, responde: mas afinal, a Venezuela é uma ditadura ou uma democracia?


"Uma das marcas básicas de uma democracia é a realização previsível e constante de eleições. Em 15 anos, os venezuelanos realizaram 19 processos eleitorais. Então, esta pergunta (ditadura ou democracia) é feita mais em função da oposição da mídia internacional, de parte da imprensa local e pelo que se difunde da imagem do ex-presidente Hugo Chávez", analisa Maringoni.


Assista ao primeiro programa da temporada:

Assista ao primeiro bloco:


No segundo bloco, Maringoni destaca que a Venezuela enfrenta problemas na independência de poderes, mas nada que inviabilize o processo democrático do país. "O embate de forças criou uma democracia muito dura na Venezuela, que, agora, precisa se estabilizar. Assista:


No último bloco, Maringoni discute a importância de Hugo Chávez como ator político na Venezuela e na América Latina: "foi um figura política extraordinária", analisa. Assista:









*****
Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/34925/aula+publica+opera+mundi+venezuela+e+uma+ditadura+ou+uma+democracia.shtml

Revista manipula para culpar o Brasil por problemas de multinacional

24.04.2014
Do BLOG DO DIRCEU, 23.04.14
Por Equipe do Blog

Na edição de capa com data do dia 16 deste mês, em que brinca com a inteligência dos leitores e prima por desinformá-los, a Exame  traz uma matéria bem típica desta que é a principal publicação de economia da Editora Abril: a reportagem fala da General Eletric (GE) americana e diz que os problemas dela ocorrem aqui porque “faltou” a multinacional  “combinar com o Brasil” e, também, por que o país  o país, “não ajudou”.

Mas lendo a matéria, constata-se que foi a GE que não se ajudou, esquecendo os concorrentes. Vejam, a reportagem diz que a multinacional americana perdeu todas as disputas com empresas privadas no fornecimento de equipamentos que produz e fez uma sociedade, de livre e espontânea vontade, com a EBX do empresário Eike Batista, comprando 0,8% de participação dessa empresa e fornecendo US$ 108 milhões em equipamento para a OGX (também do grupo Eike) sem receber.

No setor de material de transportes, a GE perdeu uma concorrência para a Caterpillar e outra, no mercado de aviação, para a Pratt Whitney. E mesmo assim, a GE faturou US$ 3,3 bi no Brasil  no ano passado, cifra igual à de 2012.

Nada mal para a GE, mas péssimo para a revista que manipula abertamente as informações para atribuir ao país, responsabilizá-lo pelos problemas da GE, “vitima de um Brasil que não acontece”. Ora, a própria matéria prova que, quando a GE é competente, ela cresce, como é o caso de sua filial CELMA, especializada em manutencão de turbinas de aviões.

O final dessa reportagem, então, é surreal:  a revista dá a entender que vamos perder a GE para a África, onde a empresa começa a se estabelecer. Vamos perder ou é torcida da Exame contra o país?
******
Fonte:http://www.zedirceu.com.br/revista-manipula-para-culpar-o-brasil-por-problemas-de-multinacional/

As novas bases da credibilidade jornalística

23.04.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 13.03.14
Por Carlos Castilho 

Uma polêmica em curso na imprensa norte-americana permite vislumbrar uma mudança radical na forma como é avaliada a credibilidade de um jornalista profissional. O caso da reportagem investigativa da revista Newsweek sobre o descobridor da moeda virtual Bitcoin mostrou que a reputação de um repórter ou editor já não está mais no consenso de seus colegas, mas na massa indiferenciada de usuários da internet.
É uma mudança radical porque a credibilidade profissional não surge mais a partir do meio jornalístico, um universo bem mais restrito e ordenado do que o ambiente caótico e complexo dos milhões de internautas espalhados pelo planeta. É mais uma das grandes mudanças provocadas, no jornalismo e na imprensa, pela Word Wide Web, que completou 25 anos de existência na quarta-feira (12/3).
A identidade do criador do Bitcoin é um enigma que desafiava os repórteres investigativos até que Leah Goodman publicou uma matéria de capa da revista semanal Newsweek, apontando o engenheiro californiano Dorian Nakamoto como o inventor da moeda virtual que está provocando arrepios no mundo financeiro internacional. Nakamoto negou que fosse o inventor e o semanário norte-americano acabou envolvido num delicado imbróglio jornalístico, pois Leah Goodman, uma experimentada repórter investigativa, passou a discutir com internautas que contestavam os dados inseridos na sua reportagem.
A repórter baseou a sua defesa em sua experiência profissional reduzindo a importância dos fatos apresentados pelos seus críticos virtuais, entre os quais surgiram também vários jornalistas. O caso mostra como um profissional formado no chamado jornalismo industrial pré-internet pode acabar como um peixe fora d’água no jornalismo pós-industrial da era digital. A reportagem de Goodman foi produzida seguindo os parâmetros tradicionais da imprensa norte-americana.
A revista Newsweek, por seu lado, ao apostar no impacto da revelação da identidade do inventor do Bitcoin, pretendia atrair leitores para alavancar um projeto de recuperação da receita publicitária. Outro exemplo da estratégia convencional de produzir matérias da capa chamativas em revistas semanais de atualidade para aumentar tiragens e vendas.
Essas duas posturas induziram a repórter e a revista a não levarem em conta a chamada blogosfera, milhões de pessoas que publicam na Web, não compram a Newsweek e que opinaram com base em cópias da reportagem distribuídas por redes sociais, blogs e outros sites da internet. O universo dos compradores tradicionais é muito menor, mais uniforme do ponto de vista cultural e pouco inclinado a bater boca pela rede.
O mundo da internet é diferente e o professor de jornalismo Jay Rosen, da Universidade Municipal de Nova York (CUNY), foi direto ao ponto ao assinalar que a revista cometeu um erro na sua estratégia editorial, que serve de alerta para todas as demais publicações online. Segundo Rosen, a repórter Leah Goodman apresentou os resultados de sua investigação como um fato irretorquível, quando na verdade deveria tê-los publicado como uma tese sujeita à discussão. Sua longa vivência no meio impresso levou-a a não perceber a mudança de público leitor.
Os repórteres formados na era pré-internet tendem a apresentar uma reportagem como um produto acima de qualquer dúvida, fato para o qual contribui a limitada capacidade de correção por parte do público, cuja participação só era aceita quando o erro era realmente grave. Na era digital, a postura mudou porque é impossível a um jornalista sintetizar em sua reportagem toda a complexidade dos fatos, números, processos e objetos sobre os quais ele trabalhou. E, assim sendo, ele sempre estará sujeito a correções, adendos e críticas, nem sempre amenas, de milhares de internautas que tomaram conhecimento da reportagem.
Por prudência e principalmente por assumir a mudança de contexto na internet, os jornalistas não podem mais adotar ares de donos da verdade, mesmo com base numa longa experiência e na respeitabilidade dos colegas de profissão, para evitar situações embaraçosas como as vividas por Leah Goodman e a revista Newsweek
A reputação de um jornalista depende agora de um consenso ampliado e principalmente de sua capacidade de recolher os dados, sugestões e críticas construtivas geradas pela sua reportagem para ampliar o conhecimento da sociedade sobre o tema abordado. O produto jornalístico deixa de ser o ponto final num trabalho informativo para ser o ponto de partida para um debate e para o compartilhamento de dados, informações e conhecimentos. 
Não se trata de uma mudança provocada por preferências individuais ou empresariais, mas pela nova realidade criada pelas novas tecnologias de comunicação e informação que passaram a condicionar irreversivelmente o mundo em que vivemos. 
*****
Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/codigoaberto/post/as_novas_bases_da_credibilidade_jornalistica