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sábado, 12 de abril de 2014

Fabio Venturini: Ódio social é componente que estimula golpe

12.04.2014
Do blog VI O MUNDO

Tudo sob controle
por Luiz Carlos Azenha

Recentemente entrevistei Fabio Venturini para falar sobre o golpe civil-militar de 1964.
Ele fez mestrado estudando o papel dos empresários em 1964 e faz a doutorado sobre os empresários e a Constituição de 1988.

Um dos aspectos mais importantes da entrevista acabou não sendo gravado: foi quando debatemos sobre a possibilidade de um novo golpe no Brasil.

Fabio discorda de minha posição e acha que é possível. Por que? O estudioso afirma que as soluções extra-constitucionais são frequentes no país. Neste momento, concorda, não há consenso entre as elites econômicas internacionais e nacionais para golpear Dilma Rousseff.

Porém, Fabio acrescentou um dado que fugia ao meu radar: o ódio social.

Hoje, ao contrário de em 64, há um tremendo ódio disseminado inclusive pelas redes sociais.

É o ódio de classe.

Traduz a insegurança da classe média quanto a seu próprio status, quando pobres, mulheres e negros ameaçam os tradicionais papéis sociais na conservadora sociedade brasileira.

Fabio acredita que a exploração deste ódio tem forte potencial político e pode descambar para a violência em caso de frustração.

O ódio se expressa, digo eu, no antipetismo doentio que podemos encontrar em qualquer bolsão de classe média urbana. Ele é responsável e ao mesmo tempo ecoa o ódio que se lê, ouve e vê nos jornais, emissoras de rádio e TV.

Hoje, ouvindo o noticiário da rádio Jovem Pan, ele estava lá de forma cifrada.

A certa altura, o texto do radiojornal falou que as eleições poderiam preservar “tudo que está aí” ou escolher alguém “para consertar”.

Um comentarista entrou para descrever os horrores que tomam conta de empresas públicas, mencionando o IPEA, o IBGE, a Eletrobras e a Petrobras.

Tudo em crise!

Um bloco terminou com a notícia de que a Bovespa tinha fechado a semana em alta, apesar das péssimas notícias no front econômico, por causa da possibilidade de Dilma Rousseff perder a eleição.

É a Jovem Pan em campanha mas, ao mesmo tempo, expressando o que seus funcionários de classe média pensam e querem para o Brasil.

A possibilidade de um racionamento de água em São Paulo não foi noticiada. Falou-se na represa de Guarapiranga quase vazia, sim, mas fiquem tranquilos: o governador Geraldo Alckmin já resolveu tudo.

Nos intervalos, anúncios da Sabesp.


Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/fabio-venturini-odio-social-e-componente-que-estimula-golpe.html

BOLINHA DE PAPEL, A FARSA POLÍTICA DESMASCARADA

12.04.2014
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique  Amorim

Documentário relembra episódio da bolinha de papel que atingiu Cerra na campanha de 2010.


O Conversa Afiada reproduz post de Luis Nassif no jornal GGN:


BOLINHA DE PAPEL, A FARSA POLÍTICA DESMASCARADA


Luis Nassif

Na terça-feira houve a primeira exibição, em São Paulo, do documentário “O Mercado de Notícias”, do cineasta gaúcho Jorge Furtado. Ele entrelaça uma peça do século 17, que já abordava o papel da mídia, com depoimentos de jornalistas.

A parte mais interessante do documentário é a reconstituição do episódio da bolinha de papel que atingiu o candidato José Serra na campanha de 2010.

Juntaram-se várias cenas..

Uma cena rápida da reportagem da TV Bandeirantes mostra um braço negro, com uma camisa azul, atirando a bolinha de papel. Ao lado, uma pessoa corpulenta com camisa vinho. Não se vêem seus rostos.

Outras cenas gravadas mostram um sujeito negro de óculos escuros e camisa azul, e outro branco, corpulento, de camisa vinho, no mesmo local, pouco antes do arremesso da bolinha. Ambos próximos a Serra, e atuando na sua segurança.

Não é mencionado no documentário, mas provavelmente trata-se de um trabalho de 2010 (http://glurl.co/dG0) de autoria de Sérgio Antiqueira, que recebeu apenas 1.639 visualizações no Youtube.

Com essas revelações, fecha-se o ciclo de uma das maiores tentativas de fraude eleitoral da história política recente do país.

O primeiro passo foi a escolha do local, uma região francamente hostil da cidade.

Em 1999, quando Ministro da Saúde, Serra mandou demitir 5.700 mata-mosquitos da Funasa (Fundação Nacional da Saúde) no Rio – técnicos incumbidos de combater os mosquitos da dengue.

Há indícios de que o fim dos mata-mosquitos visou liberar verbas para o governo do Estado, já que a Funasa continuou repassando anualmente os R$ 11 milhões referentes aos salários dos demitidos.

As consequências foram desastrosas, com a gripe da dengue se alastrando por todo o estado. No ano seguinte, a epidemia se abateu sobre 45 mil pacientes infectados, causando dezenas de mortes, mais da metade do total de mortes por dengue no país (http://glurl.co/dG2).  Foi o ano com mais registros de dengue da história, a maior parte concentrada no Rio.

Serra acabou inimigo mortal da categoria.  Em 2.000, eventos políticos dos quais participava já tinham sido invadidos por mata-mosquitos (http://glurl.co/dG3).  O mesmo ocorreu em outubro de 2002 (http://glurl.co/dG5).

O episódio da bolinha de papel ocorreu justamente na região oeste do Rio, onde fica o Sindicato dos mata-mosquitos. Era óbvio que haveria reação, tanto assim que Serra desembarcou cercado por um exército de seguranças, provocando ostensivamente os manifestantes e criando o clima adequado para as cenas seguintes.

As duas bolinhas

Em poucos minutos, explodem duas cenas.

A primeira, o da bolinha de papel que pipoca na cabeça de Serra e cai no chão. Serra leva algum tempo para se dar conta do fato e aparentemente perde a primeira oportunidade de montar o teatro.

A segunda oportunidade é mais à frente. Serra recebe um telefonema. Pouco tempo depois leva a mão à cabeça. Caminha mais um pouco, sem aparentar danos. Uns cinco segundos depois leva a mão à cabeça, caminha em direção ao carro da comitiva. Ainda tem tempo para conversar um pouco com alguns fãs.

Depois entra e segue para um hospital onde é atendido pelo cirurgião médico de cabeça e pescoço Jacob Kligerman – que presidiu o INCA (Instituto Nacional do Câncer) na gestão de Serra na saúde.

Na Justiça existem as provas declaratórias (que dependem apenas de declarações de testemunhas) e as provas documentais (as que têm efetivamente valor).

Klingerman declara à imprensa que Serra chegou ao consultório “com náuseas e tonteira”. Quanto às provas documentais, nada havia. Informa que não havia lesão aparente (externa), e a tomografia nada acusou. Pelo sim, pelo não, recomendou 24 horas de repouso.

Naquela noite, o Jornal Nacional divulgou reportagem onde endossava a versão da agressão com “objeto contundente” (http://glurl.co/dG9). Dizia-se ser um rolo de fita crepe. A reportagem terminava com um Serra nitidamente interpretando o papel de uma pessoa fragilizada, deblaterando contra a guerra política.

Naquela mesma noite, uma reportagem da SBT mostrava a cena da bolinha de papel (mas sem os seguranças), o telefonema recebido por Serra e, em seguida, ele levando a mão à cabeça.

Começou a guerra de versões. O Jornal Nacional chegou a convocar o perito Ricardo Molina para analisar um vídeo gravado por celular que supostamente provaria que houve um segundo objeto lançado contra Serra, um rolo de fita crepe. Não se perguntou ao perito se, mesmo supondo-se ter sido um rolo de fita crepe, qual seu poder de contusão.

Outros técnicos rebateram as análises de Molina, com vídeos colocados na Internet, mostrando que o objeto identificado como fita crepe não passava de uma sombra de algum manifestante, em um vídeo de baixíssima resolução.

No dia seguinte, o então presidente Lula comparou Serra ao goleiro chileno Rojas – que simulou ter sido atingido por um rojão em um jogo no Maracanã.

O vídeo de 2010 – trazido à tona pelo documentário – ao provar que foram os próprios seguranças de Serra que atiraram a primeira bolinha, desnuda de vez a que poderia ter sido uma das grandes fraudes midiáticas-políticas da década. E não foi graças ao contraponto exercido pelas redes sociais.

O resultado final foi a desmoralização do candidato por um partido alto de Tantinho da Mangueira (http://glurl.co/dGA).

“Deixa de ser enganador

Pois bolinha de papel

Não fere e nem causa dor”
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/04/12/bolinha-de-papel-a-farsa-politica-desmascarada/

Pimenta é só para os olhos dos outros

12.04.2014
Do portal da Agência Carta Maior
Por Saul Leblon 

O candidato do PSDB ao Governo de Minas, Pimenta da Veiga, escolhido a dedo por Aécio Neves, foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro.  

Arquivo
Antes tarde do que nunca, a Polícia Federal indiciou o tucano Pimenta da Veiga por envolvimento no mensalão tucano. Pimenta é, ou era, o candidato oficial do PSDB ao Governo de Minas Gerais - escolhido a dedo por Aécio Neves.


Pimenta foi ministro das Comunicações de FHC. Seu nome está nos anais da privataria tucana. Está também no caderninho da Polícia Federal, e já faz muito, muito tempo. Pimenta é acusado do crime de lavagem de dinheiro.

A imprensa amiga, de bico longo e grossa plumagem, não o chama de mensaleiro - isso não se faz com os amigos. Tampouco traduz lavagem de dinheiro por “corrupção” - não existe pecado no reino dos privatistas, apenas negócios.

Essa imprensa que presta bons serviços a Pimenta, a Aécio e seu partido “informa” que o candidato tucano é “suspeito” de receber R$ 300 mil das agências de publicidade de Marcos Valério. Quanta condescendência. Suspeito? Pimenta embolsou R$300 mil. Nem mesmo ele nega que tenha agasalhado a bufunfa.

Pimenta reconhece ter recebido tal valor e defende que mereceu, por tudo que fez às empresas de Marcos Valério, a quem prestava serviços advocatícios. O último advogado que alegou prestar serviços a empresas de Marcos Valério,  Rogério Tolentino, foi condenado e já cumpre pena.

Se a defesa de Pimenta se resume a dizer que prestava serviços a Marcos Valério, não é preciso dizer mais nada. Sabedores que somos de qual era o negócio de Marcos Valério, se alguém assume que prestava serviços em prol de seus negócios, o que a Justiça está esperando pra tomar providências? Por que a Polícia Federal esperou mais de uma década para fazer o indiciamento?

Graças à demora, Pimenta está próximo de completar a idade de ouro, os 70 anos. Nessa fase, qualquer um passa a gozar do benefício da idade da inocência.

Aécio Neves, ao invés de agradecer a demora, reagiu indignado. Defendeu aquele que, ontem, era seu cabo eleitoral de luxo; hoje, é seu fardo, sua mala sem alça.

Aécio queria a ajuda de Pimenta para, juntos, de mãos dadas,  garantirem, em outubro, alguns milhões a mais em Minas. Milhões de votos, bem entendido.

Inconformado com o tropeço, o presidenciável tucano pergunta por que a denúncia foi ressuscitada justo depois de Pimenta ter sido escolhido candidato.

Não ficou bem claro qual é o problema. A indignação é com a acusação ou com o fato de que, agora, Aécio já não sabe o que fazer com aquele que cuidaria de seu quintal? Como explicar que sua ajuda não é mais bem vinda?

O filme que roda na bobina é previsível. O outrora ministro, transformado em candidato, agora é indiciado. Mais algumas voltas do rolo e será réu.

Alguém provavelmente avisará a Pimenta da Veiga que o gato subiu no telhado. Alguém, forçosamente, sugerirá que saia de fininho, para não atrapalhar o presidenciável, assim como se fez com Eduardo Azeredo, que, ao renunciar ao mandato, fugiu do STF e vê seu processo transferido para as calendas gregas.

Pimenta, assim como Eduardo Azeredo, esbarrou em Marcos Valério e caiu na teia de denúncias daquele mensalão. Pimenta é provavelmente tão inocente quanto Azeredo em sua relação altruísta com Marcos Valério.

Para a sorte de ambos, o cordão dos tucanos mineiros engarranchados com Valério é desfiado lentamente, a passos de tartaruga. Pimenta, mesmo, só nos olhos dos outros.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Pimenta-e-so-para-os-olhos-dos-outros/30716

O pré-julgamento de André Vargas

12.04.2014
Do BLOG DO MIRO


Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Acabo de fazer uma descoberta impressionante sobre as acusações contra o deputado federal André Vargas. Depois de renunciar a vice-presidência da Câmara, ele irá enfrentar uma ameaça de cassação de seu mandato. 

O mais preocupante é a vontade desenfreada de culpar e punir sem o cuidado de sustentar cada denúncia em provas robustas, e sem dar ao acusado o direito de provar sua inocência. Não sei se André Vargas é culpado ou inocente das denúncias que tem sido veiculadas nos últimos dias. 

Mas ele tem sido denunciado com tanta veemência que, mais tarde, seus acusadores terão imensa dificuldade para admitir seus erros – se eles forem demonstrados. Isso também explica, na minha opinião, a dificuldade de tantos veículos para fazer uma revisão sobre aquilo que se escreveu em 2005 – e não se conseguiu demonstrar depois. 

André Vargas parece ingressar naquela categoria de cidadão acusado com tamanha brutalidade que jamais conseguirá mostra que é inocente. 

Veja só: no dia 7 de abril o juiz Sergio Fernando Moro, responsável pelo inquérito da Operação Lava Jato, que investiga o império de 10 bilhões de reais do doleiro Alberto Youssef, produziu duas afirmações essenciais sobre o papel de André Vargas no caso. 

Falando sobre as relações entre os dois, que os meios de comunicação tem descrito naquela linguagem de Gil Gomes nos bons tempos do rádio policial, o juiz escreveu que é “prematura a afirmação de que tal relação teria natureza criminosa.” Olha só. É prematuro. 

No mesmo despacho, o juiz fala mais. 

Afirma que crimes como “evasão de divisas, corrupção de empregado público da Petrobrás e lavagem de dinheiro” como sendo absolutamente estranhos à qualquer relação Alberto Youssef e André Vargas.” Está lá: “absolutamente estranho". Palavra de juiz. Para ele, uma coisa nada tem a ver com a outra. 

André Vargas tem algo a ver com corrupção na Petrobrás? Nada. Com lavagem de dinheiro? Nada.

Tem a ver com o que mesmo? Com um passeio – condenável – de jatinho até João Pessoa com a família. 

Vamos combinar. 

É uma prática tão generalizada entre cidadãos que se aproximam do dinheiro e do poder que muitos jornalistas que o acusam de aceitar favores indevidos certamente aceitaram viajar nessas condições, sem culpa nem dores na consciência.  

Ah... Ele também tem um prestação de contas incoerente da campanha de 2006. Crime eleitoral, caixa 2. 

Sabe: aquilo que Delúbio Soares admitiu em 2005 mas ninguém considerou porque é grave, é errado, mas é um delito menor.  

Embora a medicina admita bebês prematuros, que precisam de cuidados especiais para levar uma vida normal, no vocabulário jurídico a palavra tem outro sentido. 

É aquilo que não pode ser dito. 

Absolutamente estranho é aquilo que não é. 

Você entendeu. Duas semanas depois que os telejornais e revistas do país já haviam dedicado longas reportagens sobre o caso, competindo pelos adjetivos mais escandalosos, pode-se conhecer a palavra da lei. O juiz Sérgio Moro, que chegou a auxiliar a ministra Rosa Weber, do STF, no julgamento da AP 470, afirma que não se encontrou, até o momento prova de que que André Vargas e o doleiro Alberto Youssef cometessem crimes. 

Eu acho impressionante. Sabe por que?

Porque a história política-jurídica-eleitoral da AP 470 parece repetir-se – e só não vê quem não quer. 

Acusa-se primeiro para se provar depois. Acusa-se muito, com repetição e veemência.

Li hoje, num jornal, que André Vargas é “suposto” sócio de Youssef. Quer apostar que, em 24 horas, não se falará mais em “suposto”? 

Por que não investigar melhor e reconhecer que é uma acusação “prematura”? Aliás: por que você precisou aguardar por este modesto blogue para saber o despacho do juiz de um caso que está em todas as manchetes há dias? Eu, este humilde blogueiro...

Porque isso não dá leitura nem audiência. Dúvida não vende jornais, dirá o editor. Suposto livra a cara de quem não pode sustentar o que diz mas dá a impressão de que a pessoa sabe o que está falando. Esconde o teria, o seria, o poderia – truques que o leitor já conhece. 

Mas não é só isso. O Mercado de Notícias não é só o Mercado de Notícias, como explica o filme de Jorge Furtado. 

É eleição presidencial, também.

O professor Lincoln Secco mostrou que, depois das denúncias de Roberto Jefferson, as revistas semanais deram 17 capas consecutivas sobre o caso em 2005. 

O saldo é que, pela única vez em seus oito anos de governo, Luiz Inácio Lula da Silva ficou com aprovação negativa. Ele se recuperou e venceu a eleição – em outubro de 2006.  

Quem já olhou no calendário de 2014 sabe o que o tempo é muito mais curto dessa vez. Não é preciso ser um marqueteiro para ver quem pode ganhar com a alta velocidade, certo?  

Dirceu perdeu o mandato em 1 de dezembro. Dois dias antes, a CPMI já estava de posse de um documento essencial para colocar em questão o pilar da denúncia contra ele – a tese de que o PT usava dinheiro público para comprar o voto de parlamentares. 

A compra de votos jamais seria demonstrada, nós sabemos. 

A tese de que ela era feita através de recursos públicos já estava desmentida em 29 de novembro de 2005, em documento confidencial que a Visanet enviou a CPMI. Ali a empresa esclarecia que era a única proprietária dos recursos empregados nas campanhas do cartão Visa com a bandeira do Banco do Brasil. 

Também se definia como “empresa de capital privado” . Definia sua relação com o tesoureiro Delúbio Soares como “nenhuma”. Você leu? Soube disso? E olhe: a CPMI sabia disso dois antes de cassar Dirceu, numa noite triste para a política brasileira, quando um “suposto” cronista observou, como se fosse um crítico do Zorra Total, que a resistência do parlamentar ficara monótona, burocrática.   

Mesmo assim, em março de 2006 Dirceu foi acusado de fazer todas essas coisas na condição de “chefe da quadrilha.” Em dezembro de 2012, ele foi condenado. E em março de 2014 o STF reconheceu que o crime de quadrilha não fora demonstrado, absolvendo Dirceu. 

Advogados insuspeitos de qualquer simpatia petista, militantes ativos do conservadorismo puro e duro, dizem que não se garantiu o amplo direito de defesa.

Revisando o desmembramento, o STF mandou o tucano Eduardo Azeredo para a primeira instância, onde terá direito a um segundo grau de jurisdição e possivelmente terá a pena prescrita, quando a receber, prescrita. Em agosto de 2012, quando negou o STF negou-se a fazer o mesmo com acusados do PT, foi aplaudido pela decisão, a caminho do “maior julgamento da história.”

Viu como é bom não falar o que não deve ser dito?

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/04/o-pre-julgamento-de-andre-vargas.html

Esculacho na Fiesp: Denunciados nas ruas os que bancaram golpistas

12.04.2014
Do blog VI O MUNDO, 10.04.14

Fiesp e banco Itaú são “esculachados” por “apoio à ditadura civil militar”

Por Tatiana Merlino, fotos e vídeo de Beatriz Macruz e Caio Castor

Avenida Paulista, 1313. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No portão de entrada da sede da instituição, uma faixa: “A Fiesp financiou a ditadura civil militar”. Senhores e senhoras de idade encostam “pirulitos” com rostos de mortos e desaparecidos políticos da ditadura civil militar (1964-1985) na grade, jovens na faixa de vinte anos tocam instrumentos de percurssão e gritam palavras de ordem, como “A verdade é dura, a Fiesp apoiou a ditadura” e “Não esquecemos a ditadura, assassinatos e tortura!”.

Usando uma máscara de gorila, uma atriz segurava cartolinas com os nomes “Dr Geraldo” e “Olavo Setúbal”, em referência a Geraldo Resende de Mattos, ex-funcionário da Fiesp, e ao banqueiro Olavo Setúbal, que foi prefeito biônico de São Paulo, entre 1975 e 1979.

Apoio financeiro

Organizado pela Frente de Esculacho Popular, o “esculacho” denunciou a participação da Fiesp no financiamento ao golpe militar de 1964 e ao aparato de repressão a opositores do regime. O Banco Itaú, por sua vez, foi acusado de, além de ter apoiado a ditadura, distribuir uma agenda em que o dia 31 de março é chamado de “dia da Revolução de 1964”, como os defensores do regime se referem ao golpe militar. O ato reuniu cerca de 50 manifestantes, entre os quais jovens, ex-presos políticos, parentes de vítimas da ditadura e militantes de direitos humanos.

Rafael Pacheco Marinho, militante da FEP, disse que o objetivo do “esculacho” é evidenciar que a ditadura brasileira não foi só militar, mas sim “civil-militar, já que contou também com o apoio da sociedade civil e de empresários que foram colaboradores diretos das políticas de repressão e terror de Estado. Há empresas que financiaram centros de repressão, como a Oban, em São Paulo”. As reuniões de coleta financeira, lembrou, eram organizadas pela Fiesp e coordenadas pelo então ministro da fazenda Delfim Netto.

“Símbolo da ditadura”

Ao microfone, o deputado Adriano Diogo (PT), ex-preso político e presidente da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, citou empresas colaboradoras da ditadura, sendo seguido pelos manifestantes, que repetiam, em coro: “Supergel, Cobrasma, Mercedez Benz, Volkswagen. Elas financiaram o golpe, acompanharam sessões de tortura com o Boilesen e o Dr. Geraldo. A Fiesp é o símbolo da ditadura”.

No ano passado, um documento do Arquivo Público do Estado de São Paulo revelado pela Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva” demonstrou a presença constante do empresário Geraldo Resende de Mattos, da Fiesp, na sede do Dops paulista.

Também presente ao ato, a ex-presa política Amelinha Teles, integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos, destacou a importância de lembrar, 50 anos depois do golpe militar, “o papel preponderante dos empresários, não só no golpe, mas no financiamento, apoio político e logístico na consolidação da ditadura. Eles financiaram centros clandestinos de tortura não só em São Paulo. Ela defendeu que a Fiesp peça perdão ao povo brasileiro, “pelo apoio ao golpe e à tortura”.

Os manifestantes também entraram na agência do Itaú localizada na avenida Paulista, onde entregaram panfletos e tentaram conversar com as pessoas que estavam na fila, mas foram colocados para fora pela segurança da instituição.


Colagem

O esculacho popular teve início na noite da terça-feira, 8, quando militantes da FEP saíram às ruas em torno da avenida Paulista e colaram – em postes, orelhões, pontos de ônibus e até em um posto da Polícia Militar – cartazes em que a participação da Fiesp e do Itaú no apoio à ditadura é denunciada.

A FEP lembrou, ainda, a participação de outras empresas no financiamento à repressão política, como Ultragaz, Volkswagen, Odebrecht, Ford e General Motors, assim como meios de comunicação, como as Organizações Globo e o Grupo Folha.

A Frente de Esculacho Popular, formada no início de 2012, é uma organização composta por familiares de vítimas da ditadura e ativistas de direitos humanos em geral. Tem como principal linha de ação a realização de esculachos, protestos que têm como objetivo denunciar os colaboradores da ditadura militar, seja pessoas ou empresas, como forma de pressionar por sua punição na Justiça. De acordo com a organização, “a FEP acredita que somente acabando com a impunidade do passado é que se pode acabar com os crimes do presente: ainda hoje, tortura-se e mata-se nas periferias das cidades do país”.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/esculacho-na-fiesp-finalmente-alguem-da-nome-aos-que-bancaram-golpistas.html

Bomba no colo de Alckmin: Doleiro preso com Youssef recebeu dinheiro no esquema do propinão tucano da Siemens.

12.04.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
 
Isso o Jornal Nacional esconde.

A operação Lava Jato da Polícia Federal prendeu quatro doleiros: o já famoso Alberto Youssef, a também já famosa Nelma Kodama e os que não interessam à oposição que virem notícia. São Raul Henrique Srour e Carlos Habib Chater.

Ao seguir o caminho do dinheiro no esquema de supostas propinas da Siemens a autoridades tucanas por contratos nos trens do Metrô e CPTM, a Polícia Federal chegou ao nome do doleiro Raul Srour.

O executivo da Siemens Mark Gough, depôs na Polícia Federal no final do ano passado, e disse que o ex-presidente da empresa no Brasil, Adilson Primo, abriu uma conta irregular no paraíso fiscal de Luxemburgo, onde movimentou US$ 7 milhões. Gough admitiu suspeitar que esta conta era usada para pagar propinas no Brasil.

Desta conta foram transferidos valores para três contas de brasileiros. Uma delas é do escritório do doleiro Raul Henrique Srour.

Além do caso
Cemig-Investminas-Youssef, esse fato também explica o pavor que o senador Aécio Neves (PSDB-SP) tem de fazer uma CPI ampla, que investigue também o escândalo do propinão tucano nos trens do Metrô e CPTM, durante os governos tucanos de Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/04/bomba-no-colo-de-alckmin-doleiro-preso.html

A MÍDIA NOS FAZ DE PALHAÇOS ...

12.04.2014
Do blog SALA FÉRIO, 11.04.14


Segundo estudo da FGV/Ernst & Young, o retorno bruto com a Copa do Mundo é de 142 Bilhões de reais (notícia veiculada na grande mídia) - 1/3 do qual, aproximadamente, fica em impostos a serem investidos em Educação, Saúde, Mobilidade, Saneamento, Habitação ...
 
2/3 DO QUE FOI GASTO COM 'COPA DO MUNDO' FOI DESPENDIDO EM MOBILIDADE URBANA (METRÔS, AEROPORTOS, ESTRADAS, SISTEMAS DE ÔNIBUS).

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Fonte:http://salafehrio.blogspot.com.br/2014/04/a-midia-nos-faz-de-palhacos.html

ESCÂNDALOS SELETIVOS: Esqueceram de mim

12.04.2014
Do blog ESQUERDOPATA


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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/04/esqueceram-de-mim.html

Valeu a tentativa, promotora. Mas golpe de novo não

12.04.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por  Miguel do Rosário
 
chargegilmar
Como introdução desse post, posto um comentário de um amigo internauta: “pois é… eram contra a PEC 37….esqueceram que o MP não possui controle externo, foi esta a razão do constituinte originário não prever poder de investigação para eles….quando fazem coisa errada, ninguém pune…ou será que acreditam que o cnmp, vai punir a moça ????”
 
Meu comentário: Sou de uma geração traumatizada por golpes. E o pior é que a realidade não está ajudando.
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Gilmar foi orientador de tese da promotora que tentou quebrar sigilo do Planalto
sex, 11/04/2014 – 15:05
 
Por Stanley Burburinho, no blog do Nassif.
 
A latitude: (15º 47′ 56.86″ S) e longitude: (47º 51′ 38.67″ O) que a promotora do MPDF mandou incluir para quebra dos sigilos são, exatamente, do Palácio do Planalto. Veja na imagem abaixo:
 
stanley-coordenadas
[1]
A promotora Márcia Milhomens, do Ministério Público do Distrito Federal, que escondeu que pediu a quebra de sigilo dos telefones do Planalto, teve Gilmar Mendes do STF como orientador da dissertação de mestrado na UnB:
 
stanley-cv-gilmar
[2]
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Links:
[1] http://www.sunearthtools.com/dp/tools/conversion.php?lang=pt
[2] http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/sobreStfComposicao
ComposicaoPlenariaApresentacao/anexo/cv_gilmar_mendes_2008maio06.pdf
 
gilmar-mendes-ataca-congresso-e-fracassa
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=16591

DITADURA MILITAR DE 64: O golpe

12.04.2014
Do portal BRASIL247, 07.04.14
Por NEWTON LIMA
 
É inadmissível que até hoje ruas, praças, edifícios, logradouros de vários tipos, e até cidades, levem os nomes de tiranos como Garrastazu Médici, Costa e Silva, Castello Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo
Newton  LimaHá 50 anos, o Brasil vivia um dos mais vigorosos momentos políticos, artísticos e culturais de sua história. Novas ideias, novas reflexões sobre o País turbinavam a vida intelectual, a criatividade no cinema, no teatro, na literatura, na arquitetura, na música, na política, na economia, na sociologia, no campo, e em muitas outras áreas. Havia uma inquietude, um desejo latente de liberdade e justiça, cristalizados em reivindicações de direitos, que arrastavam multidões para as ruas em manifestações democráticas pela superação das desigualdades e pelo desenvolvimento e afirmação de nossa identidade cultural. São daquela rica época, a "Bossa Nova", o movimento tropicalista, o Cinema Novo, a arquitetura representada por Brasília, a poesia concreta e muitas outras manifestações que mudaram definitivamente o Brasil, e sobreviveram mesmo sob o arbítrio.
 
Mas, ao mesmo tempo, os movimentos eram espreitados pelo conservadorismo e pelo olhar da águia do hemisfério Norte (EUA), que viam naquela efervescência uma ameaça ao establishment, como se fossem fruto da "Guerra Fria". Não tardou a reação dos setores conservadores, tramada a partir do Congresso Nacional por grupos que se articulavam com a embaixada dos EUA, em Brasília, com a CIA, com setores militares, com entidades ligadas ao partido UDN e com setores da igreja católica, para organizar o golpe, em 1964.
 
A conspiração contou com total apoio da imprensa, que na época instigava a população a ir às ruas contra o governo e apoiar o golpe.
 
O golpe civil-militar, organizado por essas forças, depôs o ex-presidente da República, João Goulart, soberanamente eleito pelo voto direto e o Brasil foi submetido aos desígnios de uma ditadura sangrenta. Foram 21 anos de retrocesso no desenvolvimento econômico, social, político e cultural, e ao aprofundamento das desigualdades sociais e regionais, com arrocho salarial e inflação.
 
Cicatrizes de tão sombrio período da vida brasileira ainda estão abertas. Criminosos do regime que tomaram de assalto o poder ainda circulam livremente pelas ruas do país, protegidos pela Lei de Anistia. Uma Lei feita num período desfavorável para o movimento que lutava pela democratização do país. Essa Lei, levando em consideração os resultados do extraordinário trabalho que está sendo realizado pela Comissão Nacional da Verdade, precisa ser revista, para que justiça seja feita.
 
Ocorre que a violência do golpe de 1964 não se restringiu ao campo político-institucional, aos porões da tortura e ao exílio. Foi muito além. A intervenção autoritária e a censura solaparam a cultura que se estruturava: escolas, entidades populares, universidades, instituições de pesquisa, jornalistas, professores, escritores, cineastas e atores, cientistas, editores e pesquisadores foram duramente atingidos pela estupidez dos agentes do regime.
 
Porém, mesmo com as perseguições, a censura, prisões, torturas e mortes, o Brasil não se curvou ao regime. Levantaram-se, num grande movimento cívico, diversas categorias, com greves, protestos nas ruas, praças e avenidas, pelo restabelecimento da democracia.
 
Assim foi reconquistado o Estado Democrático de Direito, a liberdade e a "Constituição Cidadã", assim denominada pelo Dr. Ulysses, para que pudéssemos seguir adiante, respaldados por direitos e garantias inscritos na Carta Magna e instituições consolidadas para nos defendermos do arbítrio.
 
Apesar da consolidação da democracia, resquícios da ditadura militar insistem em perpetuar como se legados dos anos de chumbo, feito de violência e exclusão social, fossem referências dignas de serem honradas pelas gerações futuras.
 
Refiro, particularmente, a instituições e edificações públicas, que resistem aos novos tempos, com o nome de ex-Presidentes não eleitos pela via democrática no Brasil.
 
É inadmissível que até hoje ruas, praças, edifícios, logradouros de vários tipos, e até cidades, levem os nomes de tiranos como Garrastazu Médici, Costa e Silva, Castello Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo. O Brasil tem hoje mais de 900 escolas públicas e grande número de edificações, também públicas, com o nome de ex-Presidentes não eleitos pelo voto direto. Além de desrespeito a quem lutou contra o regime, é um péssimo exemplo para as crianças e para as futuras gerações, homenagear pessoas inimigas da democracia.
 
Substituir o nome de ditadores por ilustres brasileiros que nos ajudaram na reconstrução do Estado Democrático de Direito servirá de exemplo para cultivarmos valores democráticos e seguirmos na trajetória democrática de desenvolvimento sustentável com inclusão social, como a que vivemos no Brasil de hoje. Para se ter ideia da torpeza da ditadura, só agora, 50 anos depois, o poder de compra dos salários atingiu o nível que tinha em 1964.
 
Como educador e parlamentar, entendo ser um dever estabelecer a proibição da continuidade dessa prática. Nesse sentido, apresentei projeto de lei na Câmara dos Deputados que proíbe essa anomalia e dá o prazo de 180 dias para que todos os nomes dos ditadores sejam trocados por nomes de quem lutou pela democracia. Com esse singelo gesto presto homenagem, na rememoração dos 50 anos do golpe, a quem lutou e luta pela democracia.
 
P.S. Na semana passada, a maioria do STF (6 a 1) votou contra o financiamento privado de campanha eleitoral. O resultado é auspicioso. É um importante passo por eleições limpas e por menor influência do poder econômico na política.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/135913/O-golpe.htm