quarta-feira, 9 de abril de 2014

O efeito devastador de Lula sobre a mídia-oposição

09.04.2014
Do blogo TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

lulafala
O mais impressionante na entrevista concedida ontem pelo ex-presidente Lula não foi o que ele disse.
Foi como o que disse doeu na grande imprensa.
E dor maior ainda porque, embora continuasse a poder selecionar o que lhe interessava, a mídia tinha um freio: o fato de toda a entrevista ter sido transmitida ao vivo pela internet.
E que Lula tivesse podido falar o quanto quisesse, livre, sem a preocupação de fazer frases curtas, de olho na edição.
Claro que quando se pensa em falar na televisão ou no rádio, é preciso ter essa preocupação.
Mas este momento é o de falar com os agentes políticos, com os militantes, com aqueles que são os multiplicadores de ideias políticas.
Que são exigentes e que, mais do que entender, precisam sentir o que se passou, o que se passa e confiar nos seus líderes.
Não há um que ouça Lula falar e encontre dúvidas, reservas, subterfúgios.
Claro que é prudente, mas não fechou a boca sequer sobre os assuntos mais espinhosos: André Vargas, Joaquim Barbosa, mensalão…
Eu cortei o trecho (de quase meia hora) da resposta à provocação que lhe fiz, tanto sobre economia quando sobre Petrobras. Está na seção videos, do lado direito da página.
Na crise de 2008/2009 e na CPI da Petrobras daquele ano, Lula não repetiu o erro de 2005, quando sua eleição chegou a ser ameaçada pela falta de combate político à ofensiva contra a economia e contra a principal empresa do governo brasileiro.
Em ambas a situação, Lula foi o “caixeiro-viajante”, o animador das políticas que seu Governo desenvolvia.
Quando um governante age assim, ele próprio se torna a “comunicação” de seu Governo.
Ele, que se investiu de legitimidade pelo voto dos cidadãos, levanta este valor contra a onda de interesses particulares que se travestem de públicos.
E essa legitimidade é uma imensa força, se for usada com sabedoria e coragem.
O recado de Lula foi claro.
Se formos esperar justiça, equilíbrio, neutralidade da mídia, passivamente, esperaremos até morrer.
Embora, neste caso, não se vá esperar muito, pois morreremos – no sentido político – bem rápido.
Quando há uma forma imensa e poderosa como a do poder econômico e a de sua mídia soprando avassaladoramente sobre um país e o livre processo de formação de consciência de seu povo, é preciso contrapor a ela uma outra força, ainda mais irresistível: a da verdade, sincera, desabrida quase, exposta diretamente aos olhos e ouvidos da população.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=16504

GABRIELLI ACUSA IMPRENSA DE CAMPANHA MENTIROSA SOBRE A REFINARIA DE PASADENA

09.04.2014
Do BLOG DO SARAIVA

NEGÓCIO DA PETROBRAS COM A REFINARIA DE PASADENA NADA TEM DE IRREGULAR, AFIRMA SÉRGIO GABRIELLI


Ex-presidente da Petrobras diz que valores da compra de refinaria são diferentes

Carolina Gonçalves - Agência Brasil - 08.04.2014 

O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje (8) que as informações divulgadas sobre a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, são “mentirosas”, ao falar sobre o negócio com deputados petistas. Entre as informações apresentadas pelo ex-dirigente da estatal, está a de que o preço pago pelo sócio belga Astra inclui, além dos US$ 42 milhões já conhecidos, o pagamento de dívidas que chegariam a mais de US$ 200 milhões. Além disso, o preço pago pela Petrobras foi US$ 486 milhões, e não US$ 1,1 bilhão, segundo garantiu.

Como em outras vezes em que esteve no Congresso Nacional para falar sobre o assunto, Gabrielli mostrou números que, segundo ele, comprovam que o negócio transcorreu de forma legal e adequada. A compra da refinaria está sendo investigada pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público e Congresso Nacional por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas. Os parlamentares governistas que participaram do encontro a portas fechadas se declararam tranquilos em relação ao negócio.

Veja também no Portal EBC:


Segundo Garbielli, nas contas que vêm sendo divulgadas, não têm sido incluídos os valores que o grupo belga Astra Oil, responsável pela compra da outra metade das ações da refinaria, em 2006, pagou em dívidas, passivos trabalhistas e investimentos para adequação ambiental daquela indústria.

O ex-dirigente da estatal explicou que foi convidado pela bancada do partido para “esclarecer fatos e combater as versões fantasiosas e eleitoreiras que estão sendo veiculadas”. Segundo ele, “uma mentira repetida inúmeras vezes vira verdade”. De acordo com o ex-presidente, o grupo belga Astra não pagou apenas US$ 42 milhões na parte da refinaria porque teve que pagar outros valores em dívidas que chegaram a mais de US$ 200 milhões.

“E a Petrobras pagou US$ 486 milhões, e não US$ 1,1 bilhão. A diferença foi referente a estoques que foram vendidos, despesas bancárias para garantir a comercialização do produto e despesas judiciais. Foi um negocio absolutamente normal”, detalhou.

Segundo ele, outra ideia falsa “implantada” pela oposição é a de que a compra foi um mau negócio. “Foi um bom negócio, que refletiu a estratégia [da estatal] de conseguir refino nos Estados Unidos. É falso dizer que foi ruim”, disse. A explicação de Gabrielli é a de que a refinaria é um negócio que foi afetado pelas mudanças no mercado decorrentes da crise internacional de 2008 e do aproveitamento do gás de xisto pelo mercado norte-americano.
Na conversa com jornalistas, depois da reunião da bancada do PT, o ex-presidente da Petrobras ainda explicou que a cláusula Marlim foi considerada inválida pela Justiça dos Estados Unidos, na disputa judicial entre a Petrobras e a Astra. Ele ainda disse que a cláusula do tipo Put Optiontambém não prejudicou a estatal “É um acordo de divórcio. Uma cláusula normal quando se refere a grandes negócios. Continuo defendendo que o negocio foi correto”, disse.

As cláusulas foram omitidas em um resumo executivo elaborado pela área internacional da Petrobras, comandada pelo ex-diretor Nestor Cerveró. O documento provocou uma crise depois que o Planalto divulgou nota explicando que a autorização do negócio dada pelo conselho de administração da empresa, presidido na época por Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, se baseou em relatório com informações incompletas sobre o negócio.

Gabrielli acrescentou que quem tomou a iniciativa de entrar na Justiça em 2008 foi a Petrobras, que queria modernizar a refinaria. Em julho de 2008, o grupo Astra entrou contra a Petrobras alegando que tinha que ser aplicada a cláusula Marlin. “Em 2012, a Justiça concluiu que a cláusula Marlin não é válida e que o cálculo seria feito a partir da Put Option, considerando os termos do contrato original, dentro das condições econômicas da época”, explicou.

Com as informações nas mãos, o PT decidiu que não vai tentar dialogar com a oposição para tentar barrar os impasses em torno da instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as denúncias. “Quem disse que não queremos CPI?”, questionou o líder do PT na Câmara dos Deputados, Vicentinho (SP), ao falar das assinaturas recolhidas para uma comissão de inquérito ampliada para investigar outras denúncias, como o do metrô de São Paulo. “Estamos dispostos e queremos que a Mesa [do Congresso] defina, para apurarmos todos esses casos”, afirmou.

A compra da refinaria é um dos negócios da Petrobras que estão na lista de investigação que partidos da oposição querem fazer no Congresso, a partir de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). Mas a instalação desse colegiado e as dimensões que a CPI deve ter, tanto em relação ao objeto de apuração quanto ao tamanho (se uma CPI exclusiva do Senado ou mista) ainda esbarra em impasse entre as bancadas da oposição e do governo.

Editor: Davi Oliveira
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/04/gabrielli-acusa-imprensa-de-campanha.html

Franklin Martins: “Congresso é dominado pelo poder econômico”

09.04.2014
Do blog ESCREVINHADOR
Por Paulo Vasconcellos, da Carta Maior

Ex-ministro de Lula e recentemente encarregado de cuidar da imagem de Dilma na imprensa e redes sociais para a reeleiçåo, Franklin Martins não se ilude com o potencial de mudanças à esquerda dentro dos atuais sistemas eleitoral e político brasileiros.
“De um modo geral, os políticos sempre descobrem uma fórmula que se adeque melhor a eles. Eles não querem mudar. Mas não são os únicos”, afirma.

Em entrevista durante debate no Leblon, o jornalista que deixou a Rede Globo em 2006 recorda que, há dez anos, todos os jornais eram a favor da reforma política: “já não há mais este sentimento. Os jornais acham que o ‘mingau’ do Congresso é eficiente para segurar o executivo. O discurso não é mais contra o sistema político, mas contra a política.”

Carta Maior – Por que o sistema eleitoral brasileiro é tão problemático?
 
Franklin Martins – Todo sistema eleitoral tem problemas, mas nós estamos com o pior. Temos um sistema eficiente na eleição majoritária em dois turnos para presidente, governadores e prefeitos. Ele não impede que o eleitor erre na escolha, mas o eleitor sabe exatamente quem escolheu. Já na eleição proporcional, para senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores, não há eficácia nem transparência.


O eleitor vota em um candidato, mas o voto dele pode eleger outro e até de outro partido. Três meses depois da eleição ninguém mais lembra em quem votou. O sistema proporcional do Brasil só tem igual na Finlândia. Em todos os outros países o voto é distrital ou em lista fechada. Por isso, aqui, o candidato se elege e acha que não deve nada a ninguém – a não ser a quem financiou a campanha dele. A sensação é de que o Congresso Nacional é dominado pelo poder econômico.

CM – Por que a reforma política enfrenta tanta resistência?
 
FM – De um modo geral, os políticos sempre descobrem uma fórmula que se adeque melhor a eles. Eles não querem mudar. Mas não são os únicos. Há dez anos, todos os jornais eram a favor da reforma política. Já não há mais este sentimento. Os jornais acham que o ‘mingau’ do Congresso é eficiente para segurar o executivo. O discurso não é mais contra o sistema político, mas contra a política.


CM – Como vencer as resistências?
 
FM   A reforma política depende de um fato diferente. É preciso uma manifestação popular ou o Supremo Tribunal Federal decidir que há limite para o financiamento privado de campanha.


O ideal seria produzir uma maioria política para se aprovar a reformar política. Mas o PT elege o presidente da República há três eleições e não elege 20% dos deputados federais.
Os primeiros passos para uma mudança poderiam ser a limitação do financiamento privado de campanha e a adoção de um sistema eleitoral com lista fechada para as eleições proporcionais. Se não se resolver isso, teremos uma crise permanente e o discurso de que o Brasil não tem mesmo jeito só se fortalecerá.

CM – A mídia técnica não impediu que veículos de oposição ao governo federal ainda sejam os maiores beneficiários das verbas de propaganda oficial. Por quê?

FM – O governo federal não faz publicidade para distribuir verba, mas para se comunicar. E também não pode levar em conta se o jornal é a favor ou contra. Se o governo não vai dar verba para o jornal que é contra, então não vai se comunicar. A mídia técnica foi um avanço, mas precisa de outros mecanismos. Ela impôs regras, mas precisa ser complementada. O governo Dilma errou. A internet devia receber 15% da dotação, mas só tinha 5%. Agora equiparou.

CM – A aprovação do Marco Civil da Internet é um passo para a democratização dos meios de comunicação?

FM – Se for aprovado também pelo Senado será uma vitória relevante porque estabelece princípios importantes, como a neutralidade (que impede a variação da velocidade de conexão do usuário de acordo com o tipo de página na internet que ele visita ou programa usado), a privacidade (que garante a inviolabilidade e sigilo das comunicações do usuário e o não fornecimento a terceiros sobre registros de conexão à internet) e a inimputabilidade (que define que a responsabilidade por um conteúdo postado em algum aplicativo não é da empresa responsável pela conexão ou pelo acesso a este aplicativo, mas de quem o postou). A lei ficou de ótimo tamanho. Foi importante porque o governo Dilma peitou grandes grupos ao estabelecer regime de urgência constitucional para aprovar o projeto.

Leia outros textos de Plenos Poderes
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/franklin-martins-congresso-e-dominado-pelo-poder-economico.html

ABI PEDE DESCULPAS POR TER APOIADO A DITADURA

09.04.2014
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/136165/ABI-pede-desculpas-por-ter-apoiado-a-ditadura.htm