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sábado, 5 de abril de 2014

Monteiro Lobato, o racismo e a miscigenação brasileira

05.04.2014
Do blog LUÍS NASSIF ONLINE
Por blog de Marco Aurélio Dias

 *** Monteiro Lobato e o Racismo
As denúncias de que Monteiro Lobato seria racista remontam ao tempo de suas lutas nacionalistas pelo petróleo brasileiro. Monteiro Lobato não era racista, mas os boatos o culpavam de achar que a miscigenação seria uma praga para desempenho social do Brasil. 
Lobato seria um eugenista? Defendia a tese de uma raça pura? Não! nâo tinha essa posição ideológica. Seu defeito era um nacionalismo ideológico quase extremista. Bom, aquele "bigodinho de vem cá meu puto" que ele usava, semelhante ao de Hitler, sempre foi esquisito. 
Mas, se era conta a miscigenação, nos contos infantis se retratou e miscigenou sua obra literária infantil (que, podemos dizer, seria o seu pensamento amadurecido) com o Saci, personagem folclórico da cultura indígena já miscigenado com a fama dos quilombolas. O folclorista Couto de Magalhães confirma essa miscigenação do Saci indígena com a cultura africana.

     *** A etnia e a miscigenação no Brasil
     A etnia tem uma força superior ao que possamos querer dentro de um idealismo social. A etnia se impõe e grupos se atraem por imposição da adaptação ao meio. Sabemos que a atração que os portugueses tinham pelas negras, principalmente no período pós-escravidão, era uma imposição da natureza para miscigenar e obter uma adaptação maior ao clima tropical do Brasil, e não simplesmente o que poderíamos chamar de tara sexual. E a miscigenação continua por esse imperativo biológico, miscigenar e adaptar. A miscigenação também ocorre por fatores sociais. Quando dentro de uma mesma sociedade um grupo se torna mais adaptável socialmente, atrai outro grupo que não está se adaptando satisfatoriamente. Muitos descendentes da antiga classe média, que se denominavam burgueses, acabaram sendo atraídos para as classes pobres emergentes, através da miscigenação. Só por meio da miscigenação cultural e genética é que aqueles herdeiros da antiga classe média decaída puderam se adaptar socialmente e crescer. Caso contrário ficariam isolados e sem expressão. Os próprios neandertais se perpetuaram em nossos genes pela miscigenação com os hommo sapiens. Miscigenação não é questão de querer ou não querer, quem quer é a natureza.

     *** O nacionalismo exacerbado de Monteiro Lobato, a crítica a Anita Malfatti e a Semana da Arte Moderna
     O que vemos em Monteiro Lobato é um nacionalismo exacerbado e esse nacionalismo lhe rendeu algumas opiniões impensadas e algumas inimizades desnecessárias, como no caso de suas críticas contra os quadros de Anita Malfatti,  que soaram mal no meio artístico e cujo antagonismo teve como resposta a famosa Semana da Arte Moderna de 1922. Para ele, o nacionalismo era fundamental e queria o Brasil fechado para todo tipo de importação de cultura. O mundo caminhou para a globalização das idéias e da informação. Evidentemente que ele via cubismo, surrealismo, dadaísmo, etc., como movimentos insuportáveis, pois tratavam-se da evolução cultural da Europa. Ele queria ver o Brasil produzindo seus próprios ismos. Basta saber que ele lutava ferrenhamente contra uma possível exploração do petróleo nacional por capital estrangeiro. Mas não era contra os movimentos artísticos, pois, sabidamente, era um caricaturista notável e suas paisagens em aquarela foram belamente pintadas.

     *** Monteiro Lobato e Jean Jacques Rousseau
     Voltando ao racismo, Lobato introduz Tia Nastácia, personagem negro, em seus contos, e ela tem uma função pedagógica perante crianças encarnadas em suas histórias, sem contar o rico folclore indígena e negro com que reveste seus contos, o que o livra de qualquer tipo de acusação de racismo. 
     Eu o comparo mais ou menos a Jean Jacques Rousseau com sua opinião ferrenha de que a volta do homem social ao estado de natureza seria a solução para acabar com os problemas da maldade política no meio social humano. Foi perseguido pela igreja por causa dessas idéias e de outras. Chegou a escrever sua obra infantil pedagógica, o Emílio, como um manual de educação para levar o ser humano próximo ao estilo de simplicidade do estado de natureza, erradicando, assim, o desejo de posses, a competição pelo poder e a decorrente maldade dessa luta. Não se trata simplesmente de educação. O homem primitivo, feroz, sem ética e sem lei permanece dentro de cada indivíduo como uma "sombra", assumindo seu papel quando se sente ameaçado na luta pela sobrevivência. Jung e Freud estudaram esse aspecto da personalidade. O fato é que Rousseau sentia-se, por assim dizer, enojado com os adultos, assim como nós as vezes temos nojo da política. Semelhantemente a Rousseau, Monteiro Lobato coloca o seu nacionalismo na literatura infantil e descobre a fórmula pedagógica de influenciar as gerações futuras. Porém foi acusado de comunista por causa de suas publicações pedagógicas. A Igreja Católica se sentiu afrontada com as idéias pedagógicas de Monteiro Lobato, da mesma forma como arguiu que o pensamento pedagógico de Rousseau "atentava contra os bons costumes e a moral". Terrível esta frase, detesto-a! Ela foi muito usada pelos militares do Golpe de 64. O padre Sales Brasil escreveu um texto onde insinuava que a literatura infantil de Monteiro Lobato seria comunismo para criança. Monteiro Lobato não poupava críticas e acabou sendo preso por causa delas.

     *** Monteiro Lobato, o Jeca Tatu e Rui Barbosa
     Monteiro Lobato, como muitos de nós, sentia-se desiludido com a política brasileira, e Rui Barbosa expressou essa desilusão naquelas palavras clássicas: "de tanto ver prosperar a injustiça...", razão pela qual saiu em defesa de Monteiro Lobato quando repercutiu mal nos meios sociais a forma como ele generalizou no seu Jeca Tatu a indolência e a miséria do caipira. A intenção do escritor seria apenas chamar a atenção dos brasileiros e dos políticos para a injustiça social e o esquecimento em que vivia o homem do campo. Não localizou o caipira do seu Jeca Tatu e, por essa falha, classificou todos os caipiras brasileiros como indolentes. 

     *** O Brasil e o resgate social
     Monteiro Lobato imaginava um Brasil acelerado. Todavia, o Brasil tinha e tem um resgate social pendente. A escravidão deixou uma dívida social para as futuras gerações. Nem Getúlio Vargas, nem Fernando Henrique, nem Lula, nem Dilma conseguiram acabar com a injustiça social que faria o Brasil acelerar como era o gosto de Monteiro Lobato, e nenhum de nós sabe como resolver isso. Considero Lobato um grande brasileiro. Ele achava que a descoberta e a exploração do petróleo no Brasil resolveria os problemas da injustiça social. Mas a injustiça social brasileira está na própria injustiça e não no capital. A injustiça no Brasil chega a ser quase um arquétipo social, ela se impõe como se fosse uma qualidade, e estou falando tanto da corrupção dos grandes quanto dos maus costumes dos miseráveis. Herdamos a injustiça social e seus atributos de comportamento.

*** Observação: Não sou crítico e nem analista, também não sei se estou certo ou se estou errado, apenas coloco a minha compreensão dentro das minhas limitações culturais. Senti-me provocado pelo Zanchetta em seu comentário ao meu artigo "O que Jung e Monteiro Lobato tinham de comum" a dar uma resposta; dei-a e a publico como novo artigo. 
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/monteiro-lobato-e-o-debate-sobre-racismo-por-marco-aurelio-dias

Barbosa inventa pretexto para prorrogar regime fechado de Dirceu

05.04.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário

DITADOR1
Isso é inacreditável.
Acuado, Barbosa apela para a covardia e para o arbítrio, como sempre.
Uma fofoca de jornal gerar a quebra de sigilo indiscriminado de centenas, quiçá milhares de cidadãos que usaram celulares durante metade do mês de janeiro nas proximidades do presídio da Papuda. Isso sim que é “Estado Policial”! E tudo para prorrogar indefinidamente o regime fechado de Dirceu.
É muita falta do que fazer. É muito ódio.
A iniciativa foi do ministro Bruno Ribeiro, da VEP de Brasília, mas eu atribuo a Barbosa porque será dele a decisão final, que já sabemos qual será. Quando o réu é petista ou persona non grata na mídia, Barbosa se posiciona sempre de maneira agressiva e atrabiliária contra a pessoa.
Além de arbitrária, é uma iniciativa bizarra, tardia, incoerente. Dirceu foi condenado ao semi-aberto, então deveria estar livre durante o dia, falando com quem quisesse ao celular.
O que merece mais atenção: a suspeita de que um juiz está tolhendo, deliberadamente, a liberdade de um cidadão brasileiro, por um sentimento baixo de rancor político; ou a suspeita de que um visitante na Papuda ligou para um colega na Bahia e falou para dizer “oi” a Dirceu?
Sobre a primeira, há o testemunho do Brasil inteiro.
Sobre a segunda, ninguém. As pessoas envolvidas rechaçaram absolutamente a denúncia. Há somente uma notinha de jornal.
Agora se poderá quebrar o sigilo telefônico das pessoas indiscriminadamente, sem haver nenhum fato concreto?
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O Conversa Afiada reproduz defesa de Dirceu contra um Juiz (sic) da Vara de Execuções Penais, que tortura em sintonia com o Presidente Barbosa:
NOTA À IMPRENSA, no Blog do Zé Dirceu.
Em novo capítulo de protelação para manter o ex-ministro José Dirceu preso em regime fechado no presídio da Papuda, o juiz da Vara de Execuções Penais de Brasília Bruno Ribeiro toma uma decisão contraditória e encaminha ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, com quase um mês de atraso, o pedido do Ministério Público do DF para que se quebre indiscriminadamente sigilos telefônicos ainda com o propósito de investigar o suposto telefonema recebido por José Dirceu no presídio.
Além de uma clara contradição com o encerramento das investigações conduzidas pela própria Vara, o pedido é extremamente genérico e sem a fundamentação exigida por lei, pleiteando que todas as ligações – de cinco operadoras de telefonia móvel – feitas/recebidas da região da Papuda para a Bahia, de 1 a 16 de janeiro, sejam encaminhadas ao Ministério Público.
O intuito de protelar a regularização do regime semiaberto de José Dirceu torna-se indisfarçável: o pedido pouco razoável do MPDF foi apresentado à VEP em 26 de fevereiro, porém o juiz Bruno Ribeiro só o despachou em 28 de março, quando já havia se declarado impedido de decidir o caso, repassando a decisão para o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa.
O encaminhamento ocorre depois que a própria VEP encerrou sua investigação sobre a suposta ‘falta disciplinar’, chegando à mesma conclusão emitida ainda em janeiro pela Secretaria de Segurança Pública do DF: o ex-ministro nunca fez qualquer telefonema de dentro da Papuda.
No dia 11 de março, o juiz Bruno Ribeiro, na presença de um representante do MP, interrogou José Dirceu por videoconferência e ouviu dele a mesma resposta: em nenhum momento fez uso de celular nas dependências do presídio. O ex-ministro também negou o recebimento de qualquer tipo de regalia. Após o interrogatório, a Vara de Execuções Penais encerrou o caso sem objeção por parte do Ministério Público.
No último dia 2, diante do silêncio e demora para se cumprir um direito assegurado ao nosso cliente pela Constituição e pela Lei de Execuções Penais, encaminhamos ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedido de prioridade na análise do caso por se tratar de um cidadão idoso. A petição reitera que o pedido de trabalho externo foi apresentado em 19 de dezembro do ano passado e já obteve parecer favorável da Seção Psicossocial e do Ministério Público do Distrito Federal. Diz ainda que a investigação sobre a suposta falta disciplinar está cabalmente encerrada e que a Procuradoria-Geral da República, ciente da apuração, não solicitou diligências nem tampouco apresentou argumentos contrários ao pedido de trabalho externo.
José Luis Oliveira Lima
Rodrigo Dall’Acqua
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=16349

MORRE JOSÉ WILKER, AOS 66 ANOS

05.04.2014
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/135774/Morre-Jos%C3%A9-Wilker-aos-66-anos.htm

Pasadena e a estratégia do tiro no pé

05.04.2014
Do blogo CAFEZINHO, 03.04.14

tiro-no-pe4
Dilma finalmente se pronunciou sobre Pasadena. Foi esclarecedor. Numa só frase, a presidenta explicou os detalhes do negócio, as perspectivas do mercado de refinarias nos EUA, os planos internacionais da Petrobrás, e as estratégias para assegurar nossa soberania energética.
“Como presidenta do Conselho de Administração da Petrobras, a presidenta Dilma Rousseff não recebeu previamente o contrato referente à aquisição da refinaria de Pasadena”, disse Thomas Traumann.
Claro que estou sendo irônico.
Foi a nota mais lacônica da história do blog do Planalto. Pouco mais de 20 palavras. Pouco mais de 20 tiros no pé. Aliás, a esta altura não há mais pés. Nem joelhos.
Essa notinha é de uma incompetência estarrecedora, porque não explica nada, não agrega nenhuma informação. É apenas uma reação amendrontada. Parece uma criança assustada explicando ao pai que não tinha lido as instruções da garrafa de álcool antes de botar fogo na casa. Se a coisa continuar assim, a oposição está com a vida ganha.
Antes da lacônica nota de Dilma, a Petrobrás soltou uma parecida, falando em criação de uma comissão com prazo de “45 dias” para apresentar suas conclusões.
45 dias? Não podia ser 45 horas? Não basta pegar o telefone e dar umas ordens? Deus fez o mundo em 6 dias e descansou no domingo. A Petrobrás precisa de 45 dias para “apurar os processos de compra de Pasadena”?
Ora, uma apuração completa, em relação à qualquer negócio, pode demorar anos, mas a Petrobrás precisa acertar seu relógio. Tem que dar respostas pensando nos próximos segundos, não em “45 dias”.
A Petrobrás não percebe que a comunicação é alma de qualquer negócio?
A Petrobrás é uma empresa que opera no mercado de petróleo, explorando matéria-prima, refinando, distribuindo, vendendo. Ela é a maior dona de refinarias e postos de gasolina da América Latina. Está investindo centenas de bilhões de dólares em novas e gigantescas refinarias no Brasil. Por que não pode adquirir uma maldita refinaria nos EUA?
Petróleo bruto não serve para nada. A única maneira de dar uso ao petróleo, seja do pré-sal da costa brasileira, seja do golfo do México, é processando-o numa refinaria.
E não é esse o caminho certo para o Brasil? Industrializar-se? Internacionalizar-se?
Quer dizer que possuir uma tradicional refinaria de petróleo, no coração do país que mais consome gasolina no mundo, é um mau negócio? Que investimentos a Petrobrás deveria fazer nos EUA? Lanchonetes? Lojas de produtos eróticos?
O governo FHC pode dar mais de US$ 50 bilhões para os bancos, como fez com o Proer, sem nenhuma contrapartida, e a Petrobrás não pode adquirir uma das mais tradicionais refinarias americanas, com capacidade para processar mais de 100 mil barris por dia e estocar 6 milhões de barris?
O Brasil ainda é deficitário em gasolina. Precisamos importar bilhões de dólares em petróleo refinado. Se quisesse acabar com a “crise política” de Pasadena, Dilma só precisava dizer uma verdade: temos que assegurar nossa soberania energética, e Pasadena é um passo nesse sentido.
A Petrobrás, na minha opinião, poderia avançar ainda mais e adquirir alguns postos de combustível nos EUA, para vender a gasolina e outros derivados produzidos em Pasadena. Eu já imagino a cara de espanto de um coxinha vira-lata, ao se deparar com um posto da Petrobrás no meio do Texas!
O preço de Pasadena foi bom, até mesmo abaixo do mercado. Depois encareceu porque tivemos que pagar garantias bancárias milionárias, herança das dívidas anteriores da refinaria, mas que abrem o crédito imenso do mercado americano.
A obrigação da presidente, de qualquer forma, não é mais avaliar se foi ou não um bom negócio. Isso é trabalho para auditores especializados. O dever da presidenta é defender a Petrobrás, o que inclui a refinaria de Pasadena, e fazer o melhor possível para dar um sentido estratégico a esse ativo. A Petrobrás é uma empresa que explora petróleo e comprou uma refinaria de… petróleo.
Se Dilma agora acha que foi um mau negócio, ela deveria ter a dignidade de assumir a responsabilidade pelo erro. Tirar o corpo fora depõe contra ela mesma e contra todo o projeto do qual ela é apenas uma líder temporária.
A cláusula Marim não pode levar a culpa porque sequer foi usada, então não influenciou negativamente no custo final da Petrobrás, ou antes, até ajudou a reduzi-lo. A Put Option, que obrigou a Petrobrás a comprar a outra metade, é praxe nesse tipo de negócio. Quem estava querendo entrar no negócio era a Petrobrás, a Astra já estava dentro. A Put Option é uma cláusula de segurança para quem permite a entrada de um novo sócio. É uma cláusula lógica.
O negócio se deu quando Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, além de ministra da Casa Civil, e já uma das pessoas mais influentes do governo. A compra final, mesmo compulsoriamente determinada pela justiça americana, aconteceu durante a sua gestão como presidenta. Qual a diferença, para a opinião pública, se recebeu o contrato 15 dias antes ou 15 dias depois?
Ao fazer silêncio sobre Pasadena ou, pior, ao divulgar essas notinhas lacônicas, cheirando a medo, a presidenta continua jogando a gasolina na polêmica envolvendo sua compra. E atiça os cães da oposição.
A tsunami nas redes sociais, agora reforçada pela temperatura eleitoral, só faz crescer. Eu pensei que, após as manifestações de junho do ano passado, o governo entenderia que as crises não se resolvem mais com telefonemas para donos de jornal. As redes agora formam uma multidão perigosa e instável, que pode pender para a direita ou para a esquerda ao sabor das ondas. Não há mais espaço para silêncios ou articulações palacianas. A saída não é derrubar a CPI da Petrobrás. É explicar! É trazer informação!
Se o governo não traz informação, então é melhor mesmo fazer uma CPI!
Se acha que houve alguma “treta” no negócio, a presidenta, tanto a da república quanto a da Petrobrás, deveriam esperar o término das investigações para se apurar a responsabilidade de cada um, e não sair cortando cabeças, o que apenas serve para criar novos inimigos. E, sobretudo, venham a público se explicar decentemente, ou dêem aval para alguém fazê-lo. A pior das atitudes é justamente a que elas vem adotando: ficar na defensiva, mudas, reagindo com notinhas lacônicas e evasivas às últimas notícias.
A estratégia de lançar a culpa toda em Cerveró ou em qualquer outro diretor é tardia, inútil e contraproducente. Dilma parece agir como um servidor público do baixo clero, que cumpre à risca o conselho de um advogado para não ser responsabilizado por um mau negócio. Só que ela não é um servidor do baixo claro, é a presidenta da republica. E a compra de Pasadena não foi apenas um “negócio”. Foi uma decisão estratégica, que fazia parte do plano de investimentos internacionais da estatal.
Se estivesse sendo julgada num tribunal, Dilma poderia até conseguir convencer o juiz de que não tem culpa pela compra de Pasadena, mas jamais um júri popular. Ela tem responsabilidades políticas sobre a refinaria. E tem de enfrentá-las!
Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás; Fabio Barbosa, hoje presidente da Abril; Gerdau, todo mundo defendeu a compra de Pasadena. Só a Dilma até agora não disse uma palavra em defesa da refinaria.
O brasileiro quer que Dilma lhe diga a sua opinião sobre Pasadena, enquanto decisão estratégica, e não se leu dias antes ou depois um relatório. E não vale repetir a estratégia da Petrobrás e enfiar a cara num buraco por “45 dias”.
Não será possível manter a estratégia do início do seu governo, quando, à semelhança da rainha de Alice no país das maravilhas, mandava cortar cabeças à primeira denúncia de jornal.
Com Pasadena, chegou-se ao limite. É a própria cabeça dela que está em jogo. E o futuro do país.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/04/03/pasadena-e-a-estrategia-do-tiro-no-pe/

Jornalismo golpista

05.04.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 04.04.14
A participação entusiasmada dos donos de mídia, articulistas, editorialistas e chefes de redação na conspiração contra o presidente João Goulart


No Brasil, 1964 pode ser descrito como o ano da imprensa colaboracionista. Os intelectuais jornalistas traíram o compromisso com a verdade e com a independência por desinformação, conservadorismo e ideologia. Alberto Dines, Antonio Callado e Carlos Heitor Cony ajudaram a derrubar Jango. O poeta Carlos Drummond de Andrade sujou as mãos com algumas mal traçadas crônicas destinadas, pós-golpe, a chutar cachorro morto. Em 1954, a mesma imprensa havia empurrado Getúlio Vargas ao suicídio. Nas únicas três vezes em que o Brasil teve governos do centro para a esquerda – 1951-1954, 1961-1964 e 2003 até hoje –, a mídia aliou-se aos mais conservadores ao agitar os mesmos espantalhos: corrupção, anarquia, desgoverno, aparelhamento do Estado, tentações comunistas e outras ficções mais ou menos inverossímeis.

Em 1964, João Goulart, fervido no caldo borbulhante da Guerra Fria, enfrentou a ira moralista de veículos como o Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Globo, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, Tribuna da Imprensa, O Dia e dos Diários Associados de Assis Chateaubriand. A queda de Jango começou a se definir em 13 de março, uma sexta-feira. O presidente cometeu o pecado de abraçar a reforma agrária e de encampar as refinarias de petróleo. A reação conservadora pôs nas ruas as Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Consumado o golpe, o diretor de O Estado de S. PauloJulio de Mesquita, não se constrangeu em publicar, em 12 de abril de 1964, o “roteiro da revolução”, que ajudara a preparar com auxílio do professor Vicente Rao, em 1962.

O patriarca da imprensa golpista clamava pelo fechamento do Congresso Nacional e das assembleias legislativas. “Há mais ou menos dois anos, o Dr. Júlio de Mesquita Filho, instado por altas patentes das Forças Armadas a dar a sua opinião sobre o que se deveria fazer caso fosse vitoriosa a conspiração que então já se iniciara contra o regime do Sr. João Goulart, enviou-lhes em resposta a seguinte carta...” Sugeria a suspensão do habeas corpus, um expurgo no Judiciário e a extinção dos mandatos dos prefeitos e governadores. A solução “democrática” contra o governo de Jango seria uma junta militar instalada no poder por, no mínimo, cinco anos. A “Mensagem ao Congresso”, enviada por Jango em 15 de março, detonou o horror na imprensa golpista. O confronto com os marinheiros reunidos no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, em 25 de março, deu nova e poderosa munição para o golpismo midiático: as Forças Armadas estariam minadas pela indisciplina. Os marinheiros da base da hierarquia tinham reivindicações subversivas, entre elas... o direito ao casamento. A mídia considerava tudo isso muito radical. Em 30 de março, Jango compareceu ao encontro dos sargentos no Automóvel Clube do Rio. Foi a senha para o autodenominado “vaca fardada”, o general Olympio Mourão Filho, dar o seu coice mortal, marchando com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio. A mídia exultou.

O golpe partiu de Minas sob a liderança civil do governador Magalhães Pinto. Alberto Dines, hoje decano dos críticos de mídia e pregador de moral e cívica no seu Observatório da Imprensa, brindou o governador, no livro que organizou e publicou ainda em 1964 para tecer loas ao golpismo – Os Idos de Março e a Queda em Abril –, com o mais alto elogio disponível na época, um cumprimento aos colhões do pacato golpista: “Enfim, apareceu um homem para dar o primeiro passo. Este homem é o mais tranquilo, o mais sereno de todos os que estão na cena política. Magalhães Pinto, sem muitos arroubos, redimiu os brasileiros da pecha de impotentes”.


Correio da Manhã deveria constar no livro dos recordes como o mais rápido caso de arrependimento da história do jornalismo. Em 31 de março e 1º de abril de 1964, golpeava furiosamente. No editorial “Basta!”, decretava: “O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta”. De quê? “Basta de farsa. Basta da guerra psicológica que o próprio governo desencadeou com o objetivo de convulsionar o país e levar avante a sua política continuísta. Basta de demagogia para que, realmente, se possam fazer as reformas de base”.

O jornal iludia-se como uma senhora de classe média desinformada: “Queremos as reformas de base votadas pelo Congresso. Queremos a intocabilidade das liberdades democráticas. Queremos a realização das eleições em 1965. A nação não admite nem golpe nem contragolpe”. No editorial “Fora!”, saiu do armário: “Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: 'Saia!”' Veredicto: “João Goulart iniciou a sedição no país”. E mais: “A nação não mais suporta a permanência do Sr. João Goulart à frente do Governo. Chegou ao limite final a capacidade de tolerá-lo por mais tempo. Não resta outra saída ao Sr. João Goulart senão a de entregar o Governo ao seu legítimo sucessor”. Como poderia de um golpe vir um “legítimo sucessor”? Mistérios do jornalismo: “Hoje, como ontem, queremos preservar a Constituição. O Sr. João Goulart deve entregar o Governo ao seu sucessor porque não pode mais governar o País”.


Os grandes jornais paulistas e cariocas atolaram-se com o mesmo entusiasmo. Apoiaram o golpe e a ditadura. A Folha de S.Paulo ficou famosa por emprestar suas caminhonetes para a Operação Bandeirantes transportar “subversivos” para o tronco. Em 22 de setembro de 1971, o jornal de Octavio Frias tecia em editorial o seu mais ditirâmbico elogio ao pior momento da ditadura: "Os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta. Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social, realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama".

Esse apoio explícito da Folha de S.Paulo ao governo de Emílio Garrastazu Médici ganha nesse editorial um tom de confissão apaixonada: “Um país, enfim, de onde a subversão – que se alimenta do ódio e cultiva a violência – está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma imprensa que os remanescentes do terror querem golpear”. Em 2009, a Folha de S.Paulochamou a ditadura de “ditabranda”. O arrependimento nunca chegou.

O Globo, em editorial de 2 de abril de 1964, notabilizou-se pela bajulação surrealista: “Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem”. Em 7 de outubro de 1984, nos 20 anos do regime, Roberto Marinho reincidiu: “Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”. Só 49 anos depois do golpe, O Globo publicaria uma retratação contraditória e pouco convincente. Assim foi com outro representante do jornalismo carioca. Em 31 de março de 1973, o Jornal do Brasil comemorava: “Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer”.

Em 2 de abril de 1964, a Tribuna da Imprensa deu em manchete uma lição do mau jornalismo que sempre a distinguiu: “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas”. Se os jornais apoiaram o golpe e a ditadura, muitos intelectuais jornalistas marcharam na linha de frente do golpismo. Cony, que logo percebeu o tamanho da encrenca e passou a criticar o novo regime, admitiu ter participado da confecção dos editoriais “Basta” e “Fora” do Correio da Manhã: “Minha participação limitou-se a cortar um parágrafo e acrescentar uma pequena frase”. Quanta modéstia retrospectiva! Para Cony, João Goulart era um “homem completamente despreparado para qualquer cargo público, fraco, pusilânime e, sobretudo, raiando os extensos limites do analfabetismo”.

Dines vomitaria uma das maiores asneiras da época: “É preciso muita convicção para não se enredar pelo glamour de uma façanha esquerdista. Quem tem coragem para dizer que aqueles marinheiros, que arriscaram a vida com aquele motim por uma causa tão distante e abstrata, como reformas de base, eram oportunistas e agitadores”. Entre as causas distantes e abstratas defendidas naqueles tempos estavam o direito ao casamento e ao voto para os analfabetos. Em 1968, depois do AI-5, em discurso numa formatura, Dines criticou a censura. Enrolou-se com os velhos amigos. O Serviço Nacional de Informações forneceu-lhe um atestado de bons antecedentes descoberto pelo pesquisador Álvaro Larangeira: “Sempre se manifestou contrário ao regime comunista. Colaborou com o governo revolucionário, escrevendo livro sobre a revolução e orientou feitura de cadernos para difundir objetivos da revolução”. Não foi denunciado. Perdoou-se o deslize.

Callado faz de Jango um bêbado, incompetente e inculto, casado com uma mulher fútil, e com um vício terrível, “o de aumentar o salário mínimo”. O futuro escritor atrapalhava-se com as palavras: “A Presidência da República foi transformada numa espécie de grande Ministério do Trabalho, com a preocupação constante do salário mínimo”. Chafurdava na maledicência: “Ao que se sabe, muitos cirurgiões lhe garantiram, através dos anos, que poderia corrigir o defeito que tem na perna esquerda. Mas o horror à ideia de dor física fez com que Jango jamais considerasse a sério o conselho. Talvez por isso tenha cometido o seu suicídio indolor na Páscoa”. Raízes de certo jornalismo de nossos dias.

Juremir Machado da Silva é jornalista e autor de 1964, Golpe Midiático-Civil-Militar
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/04/jornalismo-golpista.html

COMO OS TUCANOS LIQUIDARAM COM A ESPERANÇA DE MILHARES DE TRABALHADORES DAS AÉREAS

05.04.2014
Do blog LIMPINHO & CHEIROSO

Um enorme problema ocorrido em 1992, ocasionado pelos militares e pelos TUCANOS que cuidavam do setor aéreo, antigo DAC, e que é um dos motivos da penúria de milhares de aposentados das companhias aéreas privatizadas. Eles romperam um contrato de uma fonte do Fundo de Pensão,  chamado de terceira fonte, que era os 3% recolhidos em todas as passagens desde que o Fundo foi criado. Esse contrato de 30 anos acabou por ser rompido com 9, e claro que isso prejudicou de forma brutal o cálculo elaborado para dar continuidade aos benefícios pagos pelo Fundo durante esses anos todos e para pagamentos futuros.

Aposentados do Aerus recebem apoio de entidades sindicais

Acampados há 16 dias no Salão Verde da Câmara dos Deputados, pensionistas e aposentados do Instituto Aerus, formado por trabalhadores das extintas companhias aéreas (Transbrasil, Cruzeiro, Rio Sul, Nordeste e Varig) receberam o apoio e a solidariedade de diversas lideranças sindicais que participaram de uma audiência Pública na Comissão dos Direitos Humanos do Senado (CDH), na última segunda-feira (24).

Acampados desde segunda-feira (24) no Salão Verdade da Câmara dos Deputados, os aposentados e pensionistas aguardam uma reunião com o ministro da secretaria-geral da presidência, Gilberto Carvalho

Cerca de 20 integrantes do instituto estão acampados no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Eles reivindicam apoio do governo e dos parlamentares para tentar solucionar os problemas no pagamento dos benefícios para os quais contribuíram durante o período que estavam na ativa.

Os manifestantes alegam que a média de idade dos mais de 10 mil aposentados prejudicados é de 75 anos, e que a maioria desses trabalhadores está passando por graves dificuldades financeiras. O problema se agrava em consequência de que os aposentados permanecem sem receber retorno dos valores pagos como contribuição ao fundo de pensão.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), os trabalhadores que contribuíram para o fundo estão recebendo apenas 8% do valor que deveria ser pago. O sindicato também informa que, desde setembro de 2013, esses trabalhadores convivem com o temor da extinção desse pagamento, já que os recursos do instituto se esgotaram e o mesmo tem conseguido repassar valores provenientes de sobras de reservas e comercialização de bens de baixo valor.

De acordo com a ex-presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, os benefícios pagos aos aposentados do Aerus terão que ser suspensos, já no mês de abril, em virtude da incapacidade financeira do instituto para arcar com esses pagamentos.

Graziella acusa as extintas companhias aéreas de apropriação indébita. De acordo com a líder sindical, as empresas arrecadavam do trabalhador e simplesmente não repassavam esses valores para o Fundo. “o Juiz da 14º Vara já reconheceu essa questão e responsabilizou a Secretaria de Previdência Complementar, que não atuou e também não verificou que estava acontecendo apropriação indébita. Além disso, tivemos um enorme problema ocorrido em 1992, ocasionado pelos militares que cuidavam do setor aéreo, antigo DAC. Eles romperam um contrato de uma fonte do Fundo de Pensão, que nós chamamos de terceira fonte, que era os 3% recolhidos em todas as passagens desde que o Fundo foi criado. Esse contrato de 30 anos acabou por ser rompido com 9, e claro que isso prejudicou de forma brutal o cálculo elaborado para dar continuidade aos benefícios pagos pelo Fundo durante esses anos todos e para pagamentos futuros. Como se não bastasse, as empresas patrocinadoras não repassavam a parte que elas deveriam destinar ao Fundo”, argumentou.

Lideranças do movimento informaram que tanto o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, quanto o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, assumiram o compromisso de buscar uma solução com o governo.

Fonte: CTB
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Fonte:http://blogdoonipresente.blogspot.com.br/2014/03/como-os-tucanos-liquidaram-com.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/jENg+(Oni+Presente)

Roda Vida: Os golpes de Almino Afonso nos entrevistadores

05.04.2014
Do blog VI O MUNDO, 04.04.14


O “historiador” Villa faz ficção a partir dos 27″; aos 38″ Eliane Cantanhêde diz que Jango não tinha apoio popular, o que é falso; aos 58″, Almino destroça o “historiador”.

Veja também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/roda-vida-os-golpes-de-almino-afonso-nos-entrevistadores.html

Terremoto no Chile é destaque da semana em Opera Mundi

05.04.2014
Do portal OPERA MUNDI
Por Redação | São Paulo 

Eleições municipais na França e discussões sobre imigrantes na Espanha e poluição nos oceanos também chamaram atenção
Um forte terremoto de magnitude 8.2 abalou o norte do Chile foi o principal destaque desta semana em Opera Mundi. O sismo aconteceu no começo da noite da terça-feira (01/04) com epicentro no mar, a 89 km ao sudoeste da cidade de Cuya. Na ocasião, foi dado alerta de tsunami para toda a costa chilena, Equador, Peru e recomendação de alerta para Colômbia, Panamá e Costa Rica. Contudo, no dia seguinte (02/04), as autoridades chilenas já haviam suspendido o alerta.
Efe
"O país pôde lidar bem com as primeiras horas de emergência", disse a presidente recém-eleita, Michelle Bachelet

Os tremores resultaram num total de seis mortos por enquanto, de acordo com o ministro do Interior do Chile, Rodrigo Penailillo, que acrescentou que as vítimas morreram em desabamentos ou de ataques do coração. Ainda na quarta (02/04), uma forte réplica de magnitude de 7,6 graus atingiu o norte do país. Na quinta (03/04), a mesma região foi sacudida por um tremor secundário de magnitude 6,1 e seu epicentro foi situado 62 quilômetros da cidade de Iquique.

O Chile é o país é o que tem a maior atividade sísmica do mundo e treme todos os dias. A maioria desses movimentos é imperceptível, já que a estrutura das construções está capacitada para enfrentar esses fenômenos naturais. “Todo chileno desde criança aprende a conviver com isso. A maioria das pessoas acaba se adequando a sua maneira, mas falta uma cultura capaz de criar uma reação mais coordenada”, afirma o professor Jaime Campos, especialista em geofísica e diretor do CSN (Centro Sismológico Nacional do Chile), em entrevista ao correspondente Victor Farinelli deOpera Mundi.

Outro assunto em pauta é a crise entre a Ucrânia e a Rússia, que aumentou pela segunda vez em uma semana preço do gás para Kiev. O anúncio foi dado na quinta (03/04) pela empresa russa Gazprom, que tem ligações muito estreitas com o Kremlin. O valor, por causa da falta de pagamento de uma dívida de Kiev com a empresa, já havia sido elevado em mais de 40% na terça (01/04) e um desconto negociado com o então presidente ucraniano Viktor Yanukovich (deposto em fevereiro), cancelado.

Nas eleições municipais realizadas na França no último domingo (31/03), a esquerda foi considerada a grande perdedora. Paris tem a primeira prefeita mulher de sua história, a socialista Anne Hidalgo, que ganhou com 54,5% dos votos. Apesar da conquista do Partido Socialista em Paris, a extrema direita foi a grande vitoriosa das eleições. Na esfera do país, a direita tradicional conquistou um total de 45,9% dos votos, enquanto a esquerda ficou com 40,6% e a extrema-direita com 6,6%. A taxa de abstenção bateu mais uma vez todos os recordes, chegando a 36,45%, apesar dos apelos da esquerda para a população sair de casa para votar.

Amanda Lourenço/Opera Mundi
Taxa de abstenção bateu mais uma vez todos os recordes, chegando a 36,45%, apesar dos apelos da esquerda pelo voto

Um tema que também foi destaque nesta semana foi a criação de uma rede social semelhante ao Twitter pelo governo dos EUA, que visava estimular agitação política e dissidência em Cuba, de acordo com uma investigação da AP divulgada na quinta (03/04). Com acesso a mais de mil páginas de documentos, a agência de notícias norte-americana revelou que o desenvolvimento deste serviço pretendia invadir os rígidos filtros de internet na ilha e desestabilizar o governo de Raúl Castro. O programa ZunZuneo – nome inspirado no canto do “zunzún” (beija-flor, em espanhol) - foi financiado e gerido pela Usaid (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional), entidade responsável por oferecer dinheiro de ajuda humanitária para os países pobres.

Outro assunto que chamou atenção foi a reportagem sobre a questão da poluição nos oceanos, suscitado com as buscas pelos destroços do avião da Malaysia Airlines, que desapareceu no dia 8 de março no trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim com 239 pessoas a bordo. Nas últimas semanas,satélites internacionais têm detectado uma série de objetos flutuantes nas áreas onde são feitas as buscas Posteriormente, contudo, especialistas comprovaram que, em todos os casos, se tratavam de pistas falsas.

Reprodução
De acordo com ONG da Andaluzia, mais de 4300 pessoas tentaram entrar de forma ilegal nas cidades de Ceuta e Melilla em 2013

Um especial sobre a vida de imigrantes na Espanha, elaborado pelo correspondente Rafael Duque, também esteve em pauta. Segundo a reportagem, desde 1988, 19.507 pessoas morreram tentando entrar na Europa pela região do Mediterrâneo. Tais mortes evidenciam a falta de estrutura e o fracasso da política migratória espanhola. Em entrevista exclusiva a Opera Mundio congolês Alain Diabaza conta como se organizam os diferentes grupos de africanos que pretendem atravessar a fronteira europeia, a sensação que teve ao chegar à Espanha nadando e o medo que os imigrantes têm da polícia marroquina e espanhola. Segundo Diabaza, “uma pessoa é capaz de morrer por uma vida digna”.Para o jornalista espanhol Nicolás Castellano, “não é possível que no século XXI pessoas morram por cruzar uma fronteira”. Em entrevista à Duque, ele reflete sobre o papel da imprensa ao publicar notícias sobre a imigração e  critica o uso de termos que criminalizam os imigrantes.

Wikicommons
Cerca de proteção na fronteira entre a cidade espanhola de Melilla e o Marrocos, que se opôs à construção da barreira

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/34682/Terremoto+no+chile+e+destaque+da+semana+em+opera+mundi.shtml&SyAxxOu==