quinta-feira, 3 de abril de 2014

O fim inglório de Joaquim Barbosa

03.04.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

joaquim_barbosa
Poucas pessoas são tão exemplares do poder corrosivo do ódio quanto Joaquim Barbosa.
Reduz a figura de um ministro do Supremo – e seu presidente! – a um mero carcereiro doentio, destes que se comprazem em provocar sofrimento.
Pior; subverte e usurpa funções autônomas do Judiciário, como faz agora, “tomando as dores” do pupilo que fez ascender à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, afastado pelo Tribunal Distrital por ter atropelado as regras e interpelado direta – e grosseiramente – o governador, o que é legalmente atribuição do Tribunal.
Produziu um despacho que reproduz, quase que ipsis literis, o ato ilegal.
Quer que o governador explique suposições que não estão mencionadas em lugar algum, a não ser em reportagens sensacionalistas e, pior ainda, se é capaz de cumprir suas funções.
Janio de Freitas, hoje, na Folha, descreve bem:
“No despacho em que acusa o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, de não investigar as denúncias contra os presos do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa ora lhes atribui “irregularidades”, como certeza consumada; ora “fatos narrados”, o que nada assegura sobre fatos reais; “aparentes regalias”, ou meros aspectos; e, de repente, seguro e definitivo, ‘ilegalidades’.”
Mas é mais grave o que se passa.
Barbosa, segundo o Estadão, “também quer saber quais medidas serão tomadas a curto prazo para a retomada do comando do sistema prisional.”
O sistema prisional está desgovernado? Com que base o Dr. Joaquim faz essa afirmação?
Mesmo que tudo o que os jornais dizem, com base em informações vagas e anônimas, fosse verdade, um telefonema e um sanduíche do McDonald’s, por acaso, não são sintomas de um sistema prisional “descontrolado”, quando se sabe que tráfico, assassinatos e esquemas mafiosos são comandados de dentro das cadeias, sem que isso jamais tenha comovido o Dr. Joaquim.
Só uma coisa o move, aliás, o ódio.
E esse ódio o faz desrespeitar, com chicanas e pretextos, uma decisão judicial: a de que José Dirceu foi condenado a um regime semi-aberto.
Decisão que Barbosa não aceita e sobre a qual, usando seu poder de Presidente do Supremo,  despeja sua “sanha reformadora” para transformar, se puder, em prisão fechada, de preferência em solitária e perpétua.
Talvez não perceba, mas acabou o tempo em que a imprensa lhe dava a cobertura necessária para ser um atrabiliário.
O poder de Joaquim Barbosa chegou ao fim.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=16183

Datafolha faz pesquisa eleitoral com método que condenava em 2010

03.04.2014
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
Ao longo da semana que finda, surgiu boato relativo a pesquisa Datafolha que, no momento em que este texto está sendo escrito, ainda está em campo apurando as preferências do eleitorado por este ou aquele pré-candidato à sucessão de Dilma Rousseff.
O boato partiu de postagem do site Infomoney publicada na última terça-feira, antes de o Datafolha ir a campo. Trata-se do mesmo site que divulgou, há quase duas semanas, que pesquisa Ibope apontaria queda das intenções de voto em Dilma.
Detalhe: a queda das intenções de voto de Dilma não ocorreu, mas a presidente e seu governo, segundo o Ibope, perderam aprovação.
A matéria do Infomoney, porém, na terça-feira fazia uma previsão bastante inusitada: “Datafolha divulgará pesquisa eleitoral no próximo sábado e promete agitar mercado”.
O site não disse, nessa postagem cifrada, por que a pesquisa em tela “agitaria” o mercado, mas “agitação” só ocorreria se houvesse uma queda das intenções de voto em Dilma, pois ela subir ou manter os números anteriores seria o esperável.
Mas como seria possível o tal Infomoney prever o resultado de uma pesquisa que nem começara a ser feita? O site vidente deu essa notícia no dia 1º de abril e a pesquisa Datafolha foi a campo no dia 2 e só terminará o trabalho nesta sexta-feira, dia 4.
Matéria do site Muda Mais matou a charada. O Datafolha formulou um extenso questionário para apresentar às suas vítimas, digo, aos seus entrevistados. São 47 perguntas, mas as perguntas sobre intenção de voto são as últimas do questionário.
Ao reproduzir a matéria do Muda Mais, o site Brasil 247 colocou de forma mais clara o que está acontecendo. O título da sua matéria é: “Datafolha foi feito sob medida contra Dilma”. A chamada do site para a matéria deixa bem claro o que fez o Datafolha:
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Questionário do instituto do grupo Folha, de Otávio Frias Filho, traz uma série de perguntas sobre insegurança, Pasadena e risco de apagão, antes de entrar no que realmente interessa, que é a sucessão presidencial; estrutura das perguntas tende a criar um certo mal-estar no entrevistado e, por isso, deve apontar índices menores da presidente Dilma Rousseff e maiores dos oposicionistas Aécio Neves e Eduardo Campos; resultado sai apenas no sábado, mas a especulação já corre solta na Bovespa, onde as estatais registraram ontem fortes altas
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Agora vem a cereja do bolo: em maio de 2010, a Folha de São Paulo acusou o instituto Sensus de fazer o que o Datafolha está fazendo agora, ou seja, “esquentar o entrevistado” antes de fazer a pergunta objetiva sobre em quem ele pretende votar.
Abaixo, reprodução da matéria do Datafolha de 14 de maio de 2010. Preste atenção, leitor, no trecho sublinhado em vermelho.(clique na imagem para ir ao site original)
Em 2010, a troca de acusações entre institutos de pesquisa levou este blog e seu signatário, que preside a ONG Movimento dos Sem Mídia, a apresentar representação à Procuradoria Geral Eleitoral contra todos os grandes institutos de pesquisa devido ao fato de que é crime forjar ou manipular pesquisas eleitorais.
A Procuradoria acolheu a representação do Movimento dos Sem Mídia. A então sub procuradora-geral-eleitoral, Sandra Cureau, determinou abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar quem falava a verdade, se o Datafolha ou Sensus e Vox Populi, pois o primeiro instituto dava 10 pontos percentuais de vantagem para Serra e os outros dois diziam que o tucano e a petista estavam empatados.
Abaixo, matéria do portal IG sobre o caso (clique na imagem para ver a matéria original)

O fato é que exatos 10 dias após a aceitação da representação pela Procuradoria e da abertura de inquérito pela PF, o Datafolha convergiu para os números de Sensus e Vox Populi. Em 22 de maio de 2010, manchete de primeira página da Folha de São Paulo reconhecia que Dilma e Serra estavam empatados – dez dias antes, o mesmo Datafolha dava 10 pontos de vantagem para o tucano.
Abaixo, fac-símile da capa do jornal naquele dia. (clique na imagem para ir ao site original)

A pergunta que não quer calar é: será que em 2014, praticamente na mesma época do ano de 2010, o Movimento dos Sem Mídia terá que apelar de novo à Justiça Eleitoral?
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/datafolha-faz-pesquisa-eleitoral-com-metodo-que-condenava-em-2010/

Dirigentes do Sindsprev.PE se reúnem com o Presidenta da Câmara dos Deputados

03.04.2014
Do portal do Sindsprev/PE, 02.04.14
Por Wedja Gouveia da Redação

MP632/2013 deveria ter sido votada nesta quarta-feira mas as pressões dos sindicalistas e de outros setores atingidos pela lei resultaram no adiamento para o dia 16 de abril



Diretores dos sindsprevs em audiência com o presidente do Câmara dos Deputados, 
Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN).Da esquerda para direita: Heleno Teixeira(PB), Ronaldo Augusto(AL), Deputado Paulão(PT.AL), Henrique Eduardo Alves(PMDB.RN), Irineu Messias(PE), José Bonifácio(PE) e João Maria(SINAGÊNCIAS/DF).

Da esquerda para direita: Heleno Teixeira, Deputado Paulão(PT.AL), Henrique Eduardo Alves, Irineu Messias, José Bonifácio e João Maria(Sinagências)



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José Bonifácio, Heleno Teixeira (Sindsprev-PB), Irineu Messias, deputado estadual Isaltino Nascimento,Luiz Eustáquio e Ronaldo Augusto (Sindprev-AL) em audiência com a senadora Lídice da Mata (PSB-BA)


Em um dia de intensas articulações no Congresso Nacional, dirigentes do Sindsprev-PE, José Bonifácio, Irineu Messias e Luiz Eustáquio, acompanhados do deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB-PE), receberam o apoio político do Líder do Governo no Senado, José Pimentel (PT-CE). O senador entregou nas mãos do assessor legislativo do Ministério do Planejamento, Luiz Baião, os textos das emendas aditivas à MP 632/2013, propostas pela CNTSS e que determinam de forma definitiva a DPNI/VPNI dos servidores da Saúde, Previdência e INSS como parcelas salariais que não podem ser retiradas nem deduzidas pela administração federal.


O Líder do Governo no Senado, que já ocupou o cargo de Ministro da Previdência no segundo mandato do Governo Lula, promete empenho máximo no sentido de sensibilizar o Governo e se comprometeu a cobrar do Ministério do Planejamento um posicionamento a favor da reivindicação dos servidores. Também a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), integrante da Comissão Mista do Congresso que analisa a MP 632, se comprometeu com a luta coordenada pelo Sindsprev em conjunto com a CNTSS.

A senadora avaliou como necessária uma solução legislativa definitiva para o impasse criado com a medida que foi de encontro a acordos de greve firmados entre o Governo e os servidores federais em 2003 (INSS) e 2005 (Saúde e Previdência). Uma outra reunião, com o deputado federal João Paulo (PT-PE), que é relator revisor da Medida Provisória, foi realizada na Câmara Federal e o parlamentar também se comprometeu com a defesa das reivindicações dos servidores. A MP 632 deveria ter sido votada nesta quarta-feira, mas as pressões do Sindsprev e da CNTSS e de outros setores da sociedade atingidos pela redação da lei, resultaram em um adiamento da votação na Comissão para o dia 16 de abril.

Os dirigentes do Sindsprev têm ainda, nesta quarta-feira (02/04) audiência com o Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), onde buscam intensificar o movimento de apoio às reivindicações dos servidores. Há, ainda, uma expectativa de pronunciamento oficial do Ministério do Planejamento para esta quinta-feira (03/04), conforme acertado em reunião com a secretária de Gestão do MPOG, na semana passada. Na manhã de hoje, os dirigentes estiveram reunidos com o Coordenador Geral de Gestão de Pessoas do INSS, José Nunes, que destacou que o instituto aguarda o posicionamento do Ministério do Planejamento sobre o assunto.




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Coordenador Geral de Gestão de Pessoas do INSS, José Nunes, aguarda para esta quinta-feira (03/04),pronunciamento oficial do Ministério do Planejamento acerca das reivindicações dos servidores

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Dirigentes do Sindsprev receberam apoio do líder do Governo no Senado, José Pimentel (PT-CE),primeiro à esquerda


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O deputado João Paulo (PT-PE) , à direita,  é o relator revisor da Medida Provisória 632/2013 


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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000002998&cat=noticias