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quarta-feira, 26 de março de 2014

A Bíblia é o documento mais historicamente correto de todos os tempos

26.03.2014
Do portal GOSPEL PRIME, 24.03.14
Por Jarbas Aragão

Estudiosos querem ajudar cristãos a entender melhor como as Escrituras foram preservadas 

A Bíblia é o documento mais historicamente correto de todos os temposBíblia é o documento mais historicamente correto de todos os tempos
Chad Hovind, pastor da megaigreja Horizon Community, de 5.000 membros, em Cincinnati, Ohio, quer ajudar os cristãos a entender melhor por que a Bíblia é o documento “mais historicamente correto de todos os tempos”.
Segundo Hovind, a visita do conhecido pregador Josh McDowell à sua igreja ajudou muitas pessoas a “abrirem os olhos” para alguns fatos fascinantes. O autor de “Mais que um carpinteiro” usou em suas palestras um rolo com os cinco primeiros livros da Bíblia (Torá) com cerca de 500 anos de idade. Ele permitiu que os presentes o tocassem e examinassem. Depois, explicou que aquele era um dos poucos manuscritos completos da Torá do mundo que não está em algum museu.
Durante sua apresentação, mostrou como eram as técnicas detalhadas dos antigos escribas judeus para certificarem-se que a Bíblia que temos em nossas mãos hoje ficasse livre de erros.
Para McDowell, as tentativas constantes de atacar a credibilidade histórica da Bíblia são a ameaça mais comum, pois ela é a base da fé cristã. Lamentou que até mesmo os cristãos acreditam em ‘bobagens’ que visam desacreditar a maneira que o texto bíblico foi passado de geração em geração.
O pastor Hovind enfatiza que as explicações de McDowell fizeram muitos dos presentes repensar a maneira como veem as Escrituras Sagradas e que essas verdades deveriam ser mais divulgadas. Para isso, pretende produzir um DVD com esse material, visando a multiplicação do conhecimento.
O rolo que McDowell usa para ensinar sobre o assunto foi copiado por escribas por volta de 1450 dC.  Possui grande valor histórico pois naquela época era muito comum que material religioso deste tipo fosse proibido e muitas vezes queimado, como resultado da perseguição judaica por parte da Igreja Católica.
O compromisso de copiar as Escrituras era uma tarefa sagrada. Havia milhares de métodos de controle de qualidade destinados a assegurar sua confiabilidade. Os escribas eram obrigados a memorizar mais de 4000 leis antes de começar a escrever. Nada poderia ser escrito a partir da memória.
Cada letra das copiadas obedecendo um sistema de três escriba. Depois que um escrevia, outro verificava cuidadosamente cada letra e um terceiro escriba verificava a obra final.  A maioria das cópias completas da Torá tinham cerca de 70 metros de comprimento e levavam mais de três anos para serem terminadas. Após a conclusão, três escribas verificavam o documento antes que ele pudesse ser usado.
Sabe-se que os escribas literalmente contavam as letras do começo ao fim. São exatamente 304.805 letras na Torá, parando a contagem na 152.402a letra (em Levítico 11:42). Ficou estabelecido que a próxima letra era a chamada “letra central”. Se ela não estivesse certa, o pergaminho todo precisava ser reexaminado. Se estivesse correta, continuavam contando para ver se a última letra do pergaminho totalizava 152.402.
As Escrituras eram confirmadas por meio de um rolo de papel que servia como um certificado de que seguira todos os processos necessários, incluindo a verificação de três escribas e o sistema de contagem para confirmação.
Até hoje, não se conhece na história da humanidade nenhum processo de cópia com tamanho compromisso com o controle de qualidade. Hovind e McDowell querem enfatizar aos leitores da Bíblia e também aos seus críticos que as antigas histórias de que as Escrituras foram alteradas ao longo do tempo são bobagem.
Embora as traduções possam variar, é possível ver cópias do documento mais historicamente confiável da história expostas em diversos museus. Ainda que se possa atacar seus ensinamentos, os fatos mostram que não há como questionar a seriedade do processo de cópia e a enorme quantidade de sangue que foi derramado para que o que Deus revelou ao homem fosse preservado. Letra por letra.
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/biblia-tora-documento-correto/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A%20gospelprime%20%28Gospel%20Prime%29

Pela criminalização da apologia à ditadura militar

26.03.2014
Do  BLOG DA CIDADANIA, 25.03.14
Por Eduardo Guimarães
Muitos levaram na brincadeira um dos fatos mais estarrecedores e tristes da história recente deste país: no último sábado (22/3/14), pessoas saíram pelas ruas das maiores cidades brasileiras para fazer apologia a dois crimes, sendo um deles um crime de lesa-humanidade. Aquelas pessoas não só defenderam a ditadura militar instaurada em 1964, mas, também, que seja dado um golpe de Estado no Brasil.
Apesar do que pareceu apenas ridículo a tantos – e que, entre outras coisas, realmente foi ridículo –, não se pode mais aceitar que, após todos os horrores praticados pelo regime criminoso instaurado em 1964, pessoas irresponsáveis ou desinformadas ou mal-intencionadas – ou tudo isso junto – não apenas defendam as atrocidades do passado, mas cheguem ao cúmulo de pregar que se repitam.
Com efeito, o que aconteceu no último sábado em algumas cidades brasileiras – pouco importa se com maior ou menor intensidade – não pode ser levado na brincadeira. E não pode se repetir.
Em 18 de novembro de 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 12.528, que criou a Comissão Nacional da Verdade no âmbito da Casa Civil da Presidência da República com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período de 1946 até a promulgação da Constituição de 1988. A conclusão dos trabalhos dessa Comissão, pois, precisa coincidir com uma providência drástica que impeça que a nação brasileira continue sendo afrontada e ameaçada como foi em 22 de março último.
Em 24 de dezembro de 2013, a presidente da República sancionou a medida provisória 632, que, em seu artigo 25, prorrogou o mandato da Comissão Nacional da Verdade até 16 de dezembro de 2014, quando deverá apresentar relatório circunstanciado contendo as atividades realizadas, os fatos examinados, as conclusões e recomendações.
Entre essas recomendações do relatório final da CNV, é imperativo que conste equiparação da apologia à ditadura militar à apologia ao nazismo.
No Brasil, fazer apologia ao nazismo e ao racismo é crime sem direito a fiança. Este enquadramento é dado pelo artigo 20, parágrafos 1 e 2, da lei 7716 de 5 de janeiro de 1989, atualizada pela lei 9459 de 15 de maio de 1997.
A divulgação do que a Comissão Nacional e as Comissões Estaduais terão apurado entre 18 de novembro de 2011 e 16 de dezembro de 2014 justificará plenamente que, no relatório final que emergirá dos trabalhos dessas comissões, nas recomendações que serão feitas, insira a proposta de criminalizar a apologia à ditadura e a pregação de novas rupturas institucionais.
O relatório final da Comissão Nacional da Verdade apresentará ao Brasil uma história de horror e morte, de roubalheira desbragada de um regime de caráter basicamente nazista, no qual até crianças foram seviciadas, no qual mulheres foram estupradas, no qual assassinatos foram cometidos, tudo sob a desculpa de obtenção de “informações” das vítimas, muitas das quais não tinham o que revelar.
Se o que o regime de 1964 praticou não for comparável ao nazismo, cuja apologia é proibida em incontáveis países – entre os quais na própria Alemanha, onde aquele regime hediondo nasceu –, regime criminoso nenhum jamais será.
Ironicamente, uma lei nascida daquela ditadura sangrenta – uma lei que vige até hoje – já até poderia ser usada para punir os bandidos que saíram às ruas de grandes cidades brasileiras no último sábado para exaltar os crimes daquele período infame de nossa história e para pregar que se repitam.
Em 1983, foi promulgada pela ditadura, já em seus estertores, a lei 7170, a famigerada Lei de Segurança Nacional, que, em seus artigos 16 e 17, pune pregação ou tentativa de derrubar o regime vigente com penas que vão de 1 a 15 anos.
O artigo 16 da lei 7170/83 reza que “Integrar ou manter associação, partido, comitê, entidade de classe ou grupamento que tenha por objetivo a mudança do regime vigente ou do Estado de Direito, por meios violentos ou com o emprego de grave ameaça”, é punível com pena de reclusão de 1 a 5 anos.
O artigo 17 da lei 7170/83 reza que “Tentar mudar, com emprego de violência ou grave ameaça, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito” é punível com pena de reclusão de 3 a 15 anos.
Para sorte dos fascistas que saíram às ruas das grandes cidades brasileiras no último sábado, porém, nenhum democrata recorrerá àquele instrumento infame legado pela ditadura que exaltam, mas que poderia ser usado para enquadrá-los.
Contudo, isso não significa permitir que continuem fazendo apologia a crimes pretéritos enquanto pregam crimes futuros. Nos Estados Unidos, que tanto agradam a essa gente, quem for à rua pregar derrubada do governo pela força será sumariamente preso e trancafiado por muito tempo. Crime dessa natureza é punido em qualquer outra grande democracia. Por que não deveria ser punido no Brasil?
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/03/pela-criminalizacao-da-apologia-a-ditadura-militar/

Estes doutores não são escravos. Treinam para serem animais…

26.03.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

trote
Sem que tenha tido destaque nos jornais, o UOL noticia hoje que Luiz Fernando Alves, 22, desistiu de cursar a Faculdade de Medicina de Rio Preto por conta das ameaças que recebeu de veteranos do curso em razão de  ter denunciado à polícia e à direção da instituição as agressões e torturas que recebeu numa “festa de trote”.
Note que serão, em pouco tempo, médicos.
Dias atrás, apareceu o caso das meninas da USP de São Carlos,submetidas a humilhações sexuais por veteranos.
O fenômeno dos trotes violentos – e não precisa nem ser assim para ser violento – tem uma ligação muito forte com o pensamento “coxista”que está se espalhando na nossa juventude de classe média.
Não sou purista e já recebi e passei trotes. mas nada que fosse além do que meu ex-calouro e bom colega de O Dia, Fernando Molica, descreveu em seu blog, num ótimo artigo sobre o fascismo nestes ritos.
Por isso, transcrevo aqui o que outro correto companheiro de profissão, Leandro Fortes, publicou em seu Facebook.
Um alerta sobre o que podem carregar, na alma e em sua formação, alguns profissionais cuja função, contraditoriamente, é cuidar da saúde e da dignidade de seres humanos.

Mais médicos, menos canalhas

Leandro Fortes
Quando é que as reitorias das universidades públicas vão enfrentar, de fato, essa tradição cretina do trote, sobretudo nos cursos de medicina?
É inaceitável que pessoas que pretendem se tornar médicas possam, ainda que de forma lateral, participar dessa estupidez, dessa insensatez infantiloide que, no fim das contas, explica muito sobre os profissionais de medicina do Brasil.
Eu fui aluno de escolas militares nos anos 1970 e 1980, quando os trotes eram violentos e humilhantes, como esses das faculdades de medicina. Era uma violência que, obviamente, refletia o país em que vivíamos, o Brasil da ditadura, da tortura e do arbítrio.
Ainda assim, os militares partiram para o enfrentamento do problema, ainda nos anos 1980, e passaram a expulsar sumariamente os psicopatas que aproveitavam da tradição para agredir, extorquir e roubar calouros.
E é isso que falta nas universidades brasileiras: o recurso de expulsão sumária de quem dá trote, qualquer trote, e consequente abertura de processo criminal.
Também tem que acabar com essa babaquice de “trote cidadão”, porque, se é trote, nada tem a ver com cidadania. Ninguém pode ser coagido a nada por ser calouro, nem mesmo a doar cestas básicas ou a fazer faxina em creche.
O “trote cidadão” serve como brecha para o trote violento e a humilhação.
Estudantes de medicina que dão trote, qualquer trote, se tornam esses marginais de jaleco que veem a profissão como uma atividade de caça níqueis e dispensam aos pacientes um tratamento frio, desumano e canalha.
Isso quando não viram esses coxinhas rebeldes que têm nojo de andar na periferia, mas vão para o desembarque dos aeroportos chamar os médicos cubanos de escravos.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=15875