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sábado, 22 de março de 2014

MARCHAS DA FAMÍLIA VIRAM FIASCO EM TODO O PAÍS

22.03.2014
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/134113/Marchas-da-Fam%C3%ADlia-viram-fiasco-em-todo-o-Pa%C3%ADs.htm

Os patetas patéticos da “Marcha dos Sem Gente”

22.03.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

marcha

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Em Recife, havia sete pessoas.
Em São Paulo, apesar do esforço artístico do fotógrafo da Folha, é possível perceber que também não havia muito mais que uma dúzia.
Em resumo, gatos pingados.
O mais engraçado é no texto do G1, com uma foto em que saem apenas meia duzia de patetas, o repórter escrever que “até por volta das 15h30, a PM não havia divulgado estimativa de participantes”.
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Embora desse para contar nos dedos.
E com uma semana de promoção, nos sites, nos jornais, nas emissoras de TV.
Mas, então, como explicar que, nas redes sociais, eles proliferem feito moscas, que vão infernizar todas as seções de comentários dos sites de notícia e, não raro, “trolar” os blogs progressistas?
Porque a direita fascistóide no Brasil não está, além destes pobres coitados da “marcha”, nas ruas.
Está onde lhe dão acolhida, repercussão, tolerância.
Na mídia, com a mídia, pela mídia.
A direita brasileira eles.
É ela.
 PS. Depois , alguns jornais falam em grupos de 100, 150 pessoas. Não há uma foto que mostre isso.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=15751

Marcha Antifascista reúne oitocentas pessoas em oposição à Marcha pela ditadura

22.03.2014
Do blog ESQUERDOPATA




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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/03/marcha-antifascista-reune-oitocentas.html

Não existe golpe militar contra corrupção; golpe é a corrupção

22.03.2014
Do blog CAFEZINHO,19.03.14
Por Marcelo Semer, no Terra Magazine.

Uma das grandes sandices dos saudosistas da ditadura, ou daqueles que evocam a nostalgia do que jamais conheceram, é pregar por “um golpe militar contra a corrupção”.
Nessas toscas, porém não ingênuas, chamadas para uma marcha com Deus, família, liberdade e canhões, a ideia se repete com uma irritante constância.
Mas um golpe militar jamais será contra a corrução. O golpe é a própria corrupção.
Não bastasse o fato de corromper a ideia em si do estado de direito (que cede ao estágio da força bruta), e ser, portanto, uma violência contra a democracia, a ditadura por essência se opõe aos princípios mais básicos do combate a qualquer corrupção: transparência e igualdade.
Nada disso existe quando o poder é absoluto.
Não passa de um mito, construído pelo marketing da mentira e pela estratégia da ocultação, a ideia de que não houve corrupção na ditadura.
Pequenas notícias, grandes fortunas.
Quantos não foram os empreendedores pró-militares que enriqueceram, enquanto o país se endividava brutalmente?
O que não havia na ditadura era liberdade da imprensa para divulgar, nem a de órgãos de controle para averiguar ilícitos.
A ideia de república pressupõe o controle do poder; a ditadura, ao revés, se baseia no uso do poder como controle.
Reportagem recente do jornal O Globo -insuspeito no assunto, porque foi um dos mais persistentes no apoio aos militares- aponta que a Comissão Geral de Investigação criada pela ditadura arquivou inúmeras denúncias contra amigos do regime ao mesmo tempo em que se detinha em vasculhar a vida de seus opositores.
Enquanto arquivos pessoais de Leonel Brizola e João Goulart eram devassados (sem sucesso) pelos investigadores atrelados ao governo, denúncias contra José Sarney e Antônio Carlos Magalhães, por exemplo, foram simplesmente arquivadas sem qualquer tipo de apuração.
Os amigos do poder tinham mais que direitos; os inimigos, bem menos do que a lei.
Pode-se encontrar violência, privilégios e obediência pelo medo nos desvãos da nossa ditadura.
Mas não uma polícia isenta, um Ministério Público com autonomia ou a plena independência judicial.
A promiscuidade entre empresários e membros do regime militar é, aliás, um dos pontos que tem chamado a atenção da Comissão Nacional da Verdade recentemente. Já foram levantados vários apontamentos de visitas de representantes de entidades de industriais a locais de repressão.
O documentário Cidadão Boilesen (2009, direção Chaim Litewsky) aborda o tema com farto material histórico, relatando o subsídio empresarial para a manutenção de centros de tortura –uma espécie de parceria público privada para uma operação ilegal, ao mesmo tempo no coração e à margem do sistema.
Alguns aderiram à promiscuidade como forma de não serem alijados de licitações ou grandes contratos; outros justamente para poder se aproveitar das oportunidades que se abriam com essas ligações escusas -o documentário avoluma dados sobre as conexões entre o grupo do executivo e a Petrobrás.
Com a aproximação do aniversário de cinquenta anos do golpe militar, que mergulhou o país em mais de duas décadas de sombras, proliferam-se manifestações nostálgicas, estimuladas pelo negacionismo de historiadores reacionários.
A ditadura, de fato, tinha menos paciência com rebeliões de políticos aliados. E nenhuma tolerância contra os inimigos do regime.
Mas daí não resulta qualquer mérito. Ao revés, a intolerância do poder foi devastadora.
Muitas famílias acabaram destroçadas. E as marchas que vieram a partir do golpe não desaguaram nem em Deus nem nas liberdades. Apenas espalharam violência.
Há quem esteja predestinado a repetir a história como farsa. Mas há muita gente ainda de olho na tragédia.
Mais do blogueiro no Sem Juízo ou pelo Twitter @marcelo_semer
Marcelo Semer, com microfone
Marcelo Semer, com microfone
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/03/19/defender-intervencao-ou-golpe-militar-e-defender-a-corrupcao-em-si/

As mentiras da mídia no caso Pasadena

22.03.2014
Do blog CAFEZINHO, 21.03.14
Por Miguel do Rosário

O governo está brincando com fogo ao manter uma estratégia de comunicação tão irritantemente tosca. A nota da Dilma à imprensa, redigida ao lado do novo chefe da Secom, Thomas Traumann, entrará para a história como uma das maiores trapalhadas dos últimos anos.
Eu tenho muita admiração pela blogosfera, até porque eu sou blogueiro, vivo hoje quase que exclusivamente do meu blog, e não poderia pensar de outra maneira, mas o contraponto às mentiras da mídia não pode ficar apenas em mãos de um punhado de internautas.
O governo tem estrutura e organização para dar uma belíssima resposta à mídia. Dilma foi eleita pela maioria do povo e pode simplesmente dar uma entrevista para esclarecer tudo.
Não precisa dizer que a compra de Pasadena foi um bom negócio, porque não seria verdade. Parecia bom à época, mas com a descoberta do pré-sal e crise financeira mundial de 2008 tudo mudou.
Às vezes eu tenho impressão que os executivos da Secom sequer acompanham a imprensa. Ou pior, que eles acreditam no que lêem.
Em 2013, houve inúmeros debates e audiências sobre a compra de Pasadena pela Petrobrás. Sergio Gabrielli, que era presidente da companhia na época, foi ao Senado e apresentou um trabalho detalhado e completo. Ele também deu entrevistas francas e esclarecedoras sobre o episódio.
Primeira mentira da mídia: afirmar que a Petrobrás pagou US$ 360 milhões pela refinaria. A Petrobrás pagou US$ 190 milhões pelos 50% da refinaria. O valor restante – US$ 170 milhões – foram estoques de petróleo e derivados, os quais foram processados e vendidos, com geração de faturamento para a refinaria e para a Petrobrás.
Segundo Gabrielli, a Astra pagou US$ 42 milhões pela Astra em 2005, mas fez investimentos da ordem de US$ 84 milhões. De 2005 para 2006, os preços das refinarias cresceram muito nos EUA, de maneira que o valor pago pelo Brasil estava perfeitamente em linha com o mercado. E isso não sou eu que digo: Fabio Barbosa, hoje presidente do Grupo Abril, que fazia parte do conselho de administração da Petrobrás, na época da compra, acaba de declarar que “a proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, da qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim”.
Jorge Gerdau Johannpeter, um dos empresários de maior prestígio no país, e que também compunha o conselho da Petrobrás, também assegura que as informações disponibilizadas por renomadas consultorias internacionais apontavam um ótimo negócio: “O Conselho de Administração da Petrobras baseou-se em avaliações técnicas de consultorias com reconhecida experiência internacional, cujos pareceres apontavam para a validade e a oportunidade do negócio, considerando as boas perspectivas de mercado para os anos seguintes. Entretanto, a crise global de 2008 alterou drasticamente o potencial de crescimento do mercado nos anos subsequentes”.
Outro membro à época do conselho da Petrobrás, Cláudio Haddad, que já foi sócio do Banco Garantia, diz a mesma coisa: “A gente achou que seria um bom negócio para a Petrobras. Eu me lembro que teve uma ‘fairness opinion’ (recomendação de uma instituição financeira), que foi do Citibank, que comparou preços, recomendou e mostrou que estava perfeitamente dentro, até abaixo dos preços praticados na época”.
Ou seja, na questão dos preços, consultorias independentes e a opinião de executivos e empresários respeitados no mundo dos negócios, afirmavam que se tratava de um excelente negócio para a Petrobrás. Isso deve calar a boca de muita gente.
Mas a mídia, como sempre, persiste na mentira em colunas e editoriais, desvelando um esforço algo desesperado para transformar o episódio num “escândalo” que possa prejudicar Dilma eleitoralmente.
Miriam Leitão vai além da mentira convencional, e diz em sua coluna de hoje que a Petrobrás pagou US$ 860 milhões pelos outros 50% de Pasadena.
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Miriam mudou o número de US$ 820 milhões, correto, para US$ 860 milhões, invenção.
Só que a Petrobrás não pagou sequer US$ 820 milhões pelos últimos 50% da refinaria. Pagou US$ 296 milhões. O restante do valor refere-se à aquisição de estoques, que foram vendidos e entraram no caixa da refinaria, e custos bancários, honorários e indenizações processuais, após uma decisão judicial na Corte de Nova York que beneficiou a empresa belga, com muito mais experiência no mercado norte-americano.
Outra confusão é fingir que a refinaria é apenas uma sucata inútil localizada em algum lugar inacessível do pólo norte, e não uma instalação que ainda tem equipamentos operantes e se situa numa das áreas mais estratégicas dos EUA, quando se trata de petróleo: Houston Ship Channel, onde se tem acesso marítimo ao golfo do México e há interligações modais para todo o território americano. Ou seja, ainda pode ser útil à Petrobrás.
Gabrielli, contudo, é bem sincero: na sua opinião, a refinaria não é mais bom negócio para a Petrobrás, porque ela foi adquirida com o objetivo de receber petróleo pesado das jazidas brasileiras, processá-lo e vender no mercado americano. Só que as descobertas do pré-sal mudaram o cenário, pela simples razão de que o petróleo em águas ultra-profundas é leve. E à Petrobrás não interessa mais desviar qualquer recurso para uma refinaria em Pasadena porque já não consegue dar conta de tanto petróleo encontrado em nossa costa. Mas o momento não é bom para vender a refinaria, diz Gabrielli, que pensar valer a pena aguardar uma oportunidade mais favorável.
Enfim, há explicação para tudo, e a presidenta, ou algum ministro, bem que podia dar uma entrevista sobre o tema, talvez acompanhado da Graça Foster, presidente da Petrobrás. Não custava nada! Daí ela podia partir para o ataque, e mostrar números que provam o sucateamento vivido pela Petrobrás em período anterior, da tentativa de privatizar a empresa, e do afundamento da maior plataforma de petróleo do mundo, a P-36.
A P-36 valia mais de US$ 1 bilhão, matou 11 pessoas, vazou óleo no mar e causou prejuízo de bilhões, visto que a produção foi interrompida. Veja o vídeo, tem apenas 45 segundos.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/03/21/as-mentiras-da-midia-no-caso-pasadena/

GOLPISTAS DE 64, TENTAM DE NOVO: Grupo tenta reeditar marcha de 1964

22.03.2014
Do portal DIARIO DE PERNAMBUCO
Por Franco Benites
Especial para o Diario

Em Pernambuco, a mobilização de 2014 aconteceu pelas redes sociais, mas foi fraca: menos de 20 confirmaram presença

Em 1964, o Diario fez a cobertura da marcha, na Boa Vista (ARQUIVO/DP/D.A PRESS)
Em 1964, o Diario fez a cobertura da marcha, na Boa Vista
O Recife e cerca de 200 cidades do país voltarão no tempo na tarde de hoje. Elas serão palco de uma reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada em 1964. Naquele ano, perto de 200 mil pessoas foram às ruas da capital pernambucana no dia 9 de abril, uma semana depois de o governo militar ser instalado, para comemorar a vitória sobre a “ameaça comunista”. Cinquenta anos depois, a marcha foi agendada para iniciar às 14h na Praça do Derby, no Centro.

A convocação da Marcha da Família 2014 ocorreu via redes sociais. Há diversas páginas no Facebook destinadas ao evento. A mobilização pernambucana pela internet, no entanto, foi fraca. Até o fechamento desta edição, menos de 20 pessoas haviam confirmado a participação na marcha. Também na internet alguns grupos fizeram um chamado para uma passeata anti-marcha.

Integrante da Comissão Estadual da Memória e Verdade, criada para resgatar a história de presos e desaparecidos na ditadura, a professora de história Socorro Ferraz não crê no sucesso da nova Marcha da Família. “Existe uma certa organização em volta do conservadorismo. Mas há um chavão que cabe nessa ocasião. A história não se repete, a não ser como farsa”, disse.

Os organizadores da marcha no Recife não retornaram o contato da reportagem. Já políticos ligados ao eleitorado evangélico, como os vereadores Michele Collins (PP) e Alfredo Santana (PRB), afirmaram que não vão ao evento.

Passado

Em 1964, o Diario fez a cobertura da Marcha da Família. O evento teve início perto da Avenida Conde da Boa Vista e foi encerrado na Praça da Independência (conhecida como Pracinha do Diario). De acordo com as informações publicadas na épooca, participaram do evento pessoas de todas as classes sociais, do Recife e interior.

A Marcha da Família de 1964 contou com a presença do escritor Gilberto Freyre, um dos oradores chamados a discursar no fim da passeata naquela tarde de abril. Ainda segundo a reportagem do Diario, os manifestantes compareceram ao evento com faixas com “dizeres de agradecimento aos chefes militares”.
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Fonte:http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2014/03/22/interna_politica,83570/grupo-tenta-reeditar-marcha-de-1964.shtml

MARCHA DOS GOLPISTAS: Aos organizadores da Marcha da Família 2

22.03.2014
Do blog MEGACIDADANIA, 21.03.14

DCM Carta aberta ao dia 22

DCM banner interno
Carta aberta aos organizadores da Marcha da Família 2

Caros organizadores da Marcha da Família 2,

Embora falte pouco para o evento, vou cometer a ousadia, um tanto romântica, de sugerir uma mudança na pauta. Por que não marcham pela Cláudia da Silva Ferreira, a auxiliar de serviços gerais morta em um tiroteio no Rio de Janeiro e arrastada enquanto era socorrida pela viatura da PM?

A morte de Cláudia foi emblemática. Combinou pobreza, truculência policial, racismo e violência contra a mulher. O mais horrível é que se não fosse filmado o caso seria mais um a engrossar estatísticas da criminalidade.

Cláudia é mártir e merece que marchem por ela. Como vocês já estarão nas ruas, nada mais justo que homenageá-la. Você poderiam, também, marchar em homenagem às 16,9 mil mulheres assassinadas no país entre os anos de 2009 e 2011.

Marchem para denunciar o racismo endêmico que garante dois pretos ou pardos em cada três vítimas de homicídio, marchem contra a posição do país no topo do ranking de desigualdade social, marchem pelos aposentados que depois de trabalhar a vida inteira ainda precisam puxar um carro de picolé ou de pipoca para complementar a renda.

Mas por favor, não ponham as mazelas na conta do PT ou da Dilma. Isso é coisa de conversa de botequim, de gente mal informada. Você sabem muito bem que os problemas dos nosso país não foram causados só pelas duas letrinhas ou pelos dois últimos presidentes da república. Não sou petista, sequer voto no partido, só não tolero falatório sem fundamento.

Os problemas vêm de séculos, dos tempos da colonização, de uma formação econômica baseada na escravidão e de um sistema político feito por e para favorecer a elite. Tem causas múltiplas, não se restringe ao PT ou ao PSDB, ao DEM ou ao PSOL. Nosso empresariado tem uma boa parcela de responsabilidade ao financiar políticos em benefício próprio ou empreender visando apenas o lucro, sem responsabilidades sociais.

Por que não protestam contra o dono da Rede TV, que inaugurou uma mansão de 17 800 metros quadrados enquanto funcionários da emissora estavam com salários atrasados?

Ou então pelo caso de sonegação de impostos da Rede Globo, conhecem essa história? O “cidadão de bem” que vocês tanto defendem vai se horrorizar com ela.

Marchem pelas vítimas dos “justiceiros”. Ano passado, um caminhoneiro atropelou e matou uma criança de dois anos, aqui no Espírito Santo. Foi linchado e morto. João Querino de Paula era o nome dele. Marchem por ele, que não teve direito a ampla defesa e contraditório. Marchem pela menina atropelada, vítima da falta de infraestrutura das periferias, onde a combinação de vias sem sinalização de trânsito com a ausência de áreas de lazer contribui para ceifar vidas.

Marchem pelo tenente Leidson Acácio Alves Silva, morto com um tiro na cabeça durante patrulha no Rio.

Mas deixem os militares de fora do protesto. Vocês sabem que eles ficaram no poder entre 1964 e 1985, sentem até saudade dessa fase, mas talvez tenham se esquecido que esse regime ditatorial catalisou as desigualdades sociais e deixou a economia brasileira em frangalhos.

Enfim, há muitos motivos para marchar. Daria para encher parágrafos e mais parágrafos de motivos nobres para vocês irem às ruas. Deixem essa paranoia de que estamos a beira de uma ditadura comunista para os hang outs de Lobão e Olavo de Carvalho. Quem acredita nisso crê até no Walter Mercado, aquele do “ligue djá”, lembram?

Abandonem a logorreia beligerante à Reinaldo Azevedo (toc, toc, toc) e Rodrigo Constantino (vade retro) e combatam o bom combate, a busca por um país mais justo, sem desigualdades.

O filme “Gran Torino” pode ser uma boa lição para vocês. Ele conta a história de um veterano da Guerra da Coréia coberto de preconceitos e ressentimentos com orientais. Até que as circunstâncias o levam a salvar um vizinho asiático. Walt, personagem de Clint Eastwood, escolheu seguir o caminho do bem e combateu o bom combate.

Vocês também são capazes disso, acreditem.

Sobre o Autor

Marcos Sacramento, capixaba de Vitória, é jornalista. Goleiro mediano no tempo da faculdade, só piorou desde então. Orgulha-se de não saber bater pandeiro nem palmas para programas de TV ruins.


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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/aos-organizadores-da-marcha-da-familia-2/

Anexação de Crimeia à Rússia é destaque da semana em Opera Mundi

22.03.2014
Do portal OPERA MUNDI, 21.03.14
Por Redação | São Paulo   

Cooperação de Mujica com Obama para acolher presos de Guantánamo e mapa de campanha da ABTA também chamaram atenção
O referendo de anexação da península da Crimeia e da cidade de Sebastopol à Rússia no domingo (16/03), com seus desdobramentos diplomáticos e consequências políticas nos últimos dias, foi o principal destaque da semana em Opera MundiO presidente Vladimir Putin promulgou na sexta-feira (21/03) a incorporação da Crimeia e do porto de Sebastopol (que era ucraniano, porém alugado pelos russos até então) à Rússia. Com a movimentação, os territórios se tornaram as entidades 84 e 85 da Federação. A ratificação da anexação foi feita por unanimidade pelo Senado russo, um dia após a câmara baixa do parlamento (Duma) fazer o mesmo.

Efe
População da Crimeia e Sebastopol celebram incorporação de seu território à Federação Russa

A promulgação aconteceu no mesmo dia em que o primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, assinou com os chefes de Estado da União Europeia o acordo de associação ao bloco. Fora a recusa do então presidente Viktor Yanukovich em assinar o termo que desatou a crise que terminou com a deposição dele e provocou a anexação da Crimeia pela Rússia, em outubro de 2013.

Na quinta (20/03), o ministro de Relações Exteriores da Rússia,Serguei Lavrov, publicou uma lista de sanções a dez oficiais e legisladores norte-americanos — entre eles, o senador John McCain — em resposta à retaliação dos EUA feita na segunda (17/02). Em seguida ao comunicado de Lavrov,o presidente Barack Obama anunciou sanções adicionais aos oficiais do governo russo.
Na quarta (19/03), o presidente da Romênia, Traian Basescu, fez uma polêmica declaração em que relacionou a invasão da Rússia à Geórgia em 2008 e a incorporação da península ucraniana da Crimeia ao território russo como exemplos de que a possibilidade de reconstituição da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) já seria uma "realidade política". No mesmo dia, a Ucrânia anunciou que vai deixar a CEI (Comunidade de Estados Independentes, que reúne a maioria dos países da extinta URSS), da qual é a atual presidente, e exigirá vistos de entrada para cidadãos russos.

O clima de tensão se elevou na terça (18/03), quando um soldado ucraniano foi morto e outro ficou ferido durante um ataque a uma base ucraniana na Crimeia. Após o ataque, o Ministério da Defesa ucraniano publicou um comunicado informando que autorizava as Forças Armadas a usarem armas para se defender. Horas depois, os militares da Marinha ucraniana acabaram deixando seu quartel-general em Sebastopol, e as tropas russas ocuparam o local.

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Bandeira russa é colocada no lugar de ucraniana em base naval na quarta (19/03)

O referendo que iria definir se a Crimeia, república autônoma na Ucrânia, se juntaria à Rússia, aconteceu no domingo (16/03). Com todos os votos apurados, 96,7% dos participantes disseram sim à proposta. Em seguida, Vladimir Putin assinou o acordo de anexação oficial e a Ucrânia imediatamente declarou não reconhecer a legitimidade do tratado bilateral de incorporação.

O período de transição do tratado durará até o dia primeiro de janeiro de 2015, durante o qual Crimeia e Sebastopol devem ser integrados à legislação e à economia russa, assim como ao seu sistema de administração. No acordo, os habitantes da Crimeia adquirem automaticamente cidadania russa, permitindo também manter a ucraniana na condição de notificarem a decisão no prazo de um mês.

Efe
Presidente Vladimir Putin promulga na sexta o acordo de anexação da Crimeia e Sebastopol ao território russo

América do Sul

Já na América do Sul, as principais notícias que chamaram atenção na semana foram no Uruguai, Colômbia e Venezuela. Na quinta-feira (20/03), os Estados Unidos pediram a colaboração do governo uruguaio de José Mujica para que o país sul-americano receba cinco presos atualmente sob custódia na prisão de Guantánamo. Após consultas, o mandatário uruguaio aceitou colaborar com o presidente Barack Obama, que, em sua corrida à Casa Branca em 2008, tinha como uma de suas principais bandeiras políticas o fechamento da polêmica penitenciária militar localizada dentro da ilha de Cuba.

No dia seguinte, Mujica disse que a acolhida é uma "questão de direitos humanos". Após aceitar colaborar com Obama, ele afirmou que Guantánamo "tem funcionado como uma verdadeira vergonha para a humanidade e muito mais vergonhosa para um país como os Estados Unidos”. "O Uruguai tem sido um país de refúgio. Para nós, é uma questão de princípios", disse Mujica, que, em seus tempos de líder guerrilheiro, permaneceu preso pela ditadura uruguaia por 14 anos.

Wikicommons
Após negociação entre Mujica e Obama, cinco detidos de Guantánamo serão transferidos por pelo menos dois anos ao Uruguai

Na quarta (19/03), o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, se pronunciou sobre o caso do prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, e confirmou sua destituição. A Procuradoria Geral, órgão administrativo colombiano, considera que Petro cometeu falhas graves na organização da cidade. No mesmo dia, na Venezuela, Daniel Ceballos, prefeito de San Cristóbal -- capital do estado de Táchira e foco da onda de protestos no país -- foi detido pelo Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência) por fomentar uma "rebelião civil" e instigar à violência.

Outro assunto em foco foi a mais recente campanha antipirataria da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), que “criou”, no mapa usado pela peça publicitária em vídeo, um novo Estado no território brasileiro. O mapa, que faz parte do vídeo institucional “ABTA – Pirataria é Crime”, “anexa” porções de território do Paraguai e da Bolívia na fronteira com o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, de modo a formar um 27º Estado brasileiro.

Reprodução/ ABTA

Mapa apresentado em vídeo de campanha publicitária 'anexa' parte territorial do Paraguai e Bolívia ao Brasil

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/34477/anexacao+de+crimeia+a+russia+e+destaque+da+semana+em+opera+mundi.shtml