quarta-feira, 12 de março de 2014

MÍDIA PARTIDARIZADA: A cobertura marota da Folha sobre o mensalão tucano e a lista de Furnas

12.03.2014
Do blog VI O MUNDO, 
Por Luiz Carlos Azenha
Eu não sei se o PT está ou não promovendo a ofensiva de que fala a Folha na reportagem acima. Tenho comigo que trata-se de uma justificativa para a cobertura pífia que, historicamente, o jornal fez do mensalão tucano, também chamado de “mensalão mineiro”.
O certo é que fica parecendo, ao leitor desavisado, que o presidenciável Aécio Neves não tem relação alguma com o mensalão tucano e que é vítima de uma campanha difamatória do PT, de mero oportunismo dos petistas em plena campanha eleitoral.
Esta possibilidade estaria descartada se a Folha tivesse dedicado ao mensalão tucano o mesmo espaço que o Viomundo, por exemplo, dedicou.
Se isso tivesse acontecido, as relações entre Aécio Neves e o mensalão tucano estariam absolutamente claras para os leitores.
Na reportagem, a Folha esmiuça supostas acusações do PT a Aécio e abre espaço para que o tucano se defenda. Especulo que pode se tratar de uma “vacina”, ou seja, de uma antecipação da defesa de Aécio diante de argumentos que serão usados na campanha.
A Folha menciona um suposto “exército na internet”, que seria o encarregado de ajudar o partido governista a colar Aécio no mensalão tucano, mas não entra em detalhes. Estaria preparando o terreno para alguma ação aecista?
O trecho que me chamou a atenção foi o seguinte:
É importante lembrar que existem dois episódios distintos e ainda não plenamente esclarecidos em Minas, referentes às campanhas tucanas: de 1998 (reeleição de Eduardo Azeredo e FHC)  e 2002 (com Aécio concorrendo ao governo do Estado e José Serra ao Planalto).
Folha não trata do segundo, embora alguns personagens importantes se repitam.
1998 = mensalão mineiro
2002 = lista de Furnas
Quanto a 1998, a Folha sugere que Eduardo Azeredo e Aécio Neves pertenciam a grupos políticos distintos.
Talvez venha a dizer, eventualmente, que os dois nem se conheciam.
O fato é que o mensalão tucano buscava beneficiar políticos do PSDB e de partidos aliados ao PSDB! Aécio era um deles.
Quanto a 2002, as perícias atestaram que a lista de Furnas não foi uma montagem e que a assinatura de Dimas Toledo (então diretor de Furnas) não foi falsificada.
Porém, é óbvio que os peritos não tinham condições de atestar se aquele conteúdo representava algo real ou era ficção.
Algumas informações que a Folha sonegou a seus leitores:
1. O lobista Nilton Monteiro era homem dos bastidores do tucanato. Era o intermediário. A quem ele servia? Se a prisão dele não tem relação com a falsificação da lista do mensalão tucano, nem da lista de Furnas, por que noticiar que ele está preso por falsificação sem ouví-lo, como fizemos nós do Viomundo, que temos muito menos recursos que a Folha? Por que acreditar em Roberto Jefferson mas não em Nilton Monteiro? Do jeito que a Folha noticiou, fica parecendo que Monteiro caiu de paraquedas para ganhar algum.
2. A prisão de Nilton Monteiro não foi um caso isolado. Houve busca e apreensão na casa do advogado Dino Miraglia, que representou a família de Cristiana Aparecida Ferreira. A família sustenta que o assassinato dela tem relação com o papel desempenhado por Cristiana no mensalão tucano, o de transportar dinheiro vivo. Houve a prisão do jornalista Marco Aurélio Carone, a intervenção no site que ele dirigia e busca e apreensão na casa de um segundo jornalista que trabalhou com Carone, Geraldo Elísio Machado Lopes. Por que a Folha não cobriu o caso se, como dizem os tucanos, ele demonstra claramente a existência de uma quadrilha que tinha o objetivo de difamá-los?  Por que a Folha não ouviu Carone, Miraglia e Geraldo Elísio, além de Monteiro?
3. A procuradora Andréa Bayão Pereira, do Rio de Janeiro, investigou a lista de Furnas. Ela ouviu Nilton Monteiro e executivos de empresas que teriam colaborado com a caixinha tucana. A procuradora confirmou vários aspectos da lista. Por exemplo, o deputado Roberto Jeferson confirma que recebeu os 75 mil reais atribuídos a ele na lista. Jeferson serve para denunciar o mensalão petista mas não para reforçar a credibilidade da lista? A procuradora chegou a oferecer denúncia contra Dimas Toledo, o diretor de Furnas acusado de organizar o esquema. Segundo a lista, R$ 5,5 milhões abasteceram a campanha de Aécio a governador,em 2002. Por que a Folha não tratou dos dois casos — mensalão tucano e lista de Furnas –, se ambos foram parar na Justiça e ambos repetem personagens?
4. As denúncias são sustentadas por duas das mais importantes lideranças da oposição em Minas. Os deputados Sávio Souza Cruz (PMDB) e Rogério Correia (PT). Pode se atribuir a eles motivação política — óbvia, nestes casos –, mas não se trata de dois irresponsáveis. Pelo jeito que a Folha noticiou, fica parecendo que um deles, Rogério Correia, caiu de paraquedas em Brasília, quando vem denunciando o caso faz muitos anos.
Estranho, muito estranho tudo isso. Parece uma coreografia do qual só a campanha de Aécio e a própriaFolha sabem os próximos passos.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-cobertura-marota-da-folha-sobre-o-mensalao-e-a-lista-de-furnas.html

O FUTURO (INCERTO) DE JOAQUIM

12.03.2014
Do portal BRASIL247, 11.03.14
Por RIBAMAR FONSECA

O atual presidente do STF só tem uma alternativa se quiser manter-se diante dos holofotes e não cair no ostracismo: concorrer a um cargo eletivo
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/132841/O-futuro-(incerto)-de-Joaquim.htm

GEAP ELEIÇÕES: “Chapa 3 – Nossa Chapa” divulga material de campanha

12.03.2014
Do porta da CNTSS.CUT, 11.03.14

O processo para divulgação dos candidatos à eleição do GEAP está a todo vapor. A CNTSS-CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social está entre as entidades que concorrem às eleições da GEAP – Fundação de Seguridade Social. A Confederação, que indicou nomes para concorrer ao CONAD e ao CONFIS, disputa eleição com “Chapa 3 – Nossa Chapa”

Os candidatos para o Conselho Administrativo – CONAD da CHAPA 03 - NOSSA CHAPA são os seguintes companheiros: Titular : Elienai Ramos Coelho – ANASPS/DF; Suplente : Roberto Ricardo Nobre Machado – ANPPREV/DF; Titular : Irineu Messias de Araújo – CNTSS/PE; Suplente : Ricardo Luiz Dias Mendonça – CNTSS/BA; Titular : Luiz Carlos Correa Braga - ANFIP/RS; Suplente : Leonardo Alexandre Silveira Barbosa – ANESG/MG

Já para o Conselho Fiscal – CONFIS a CHAPA 03 - NOSSA CHAPA apresenta os seguintes companheiros: Titular: Maria do Perpétuo do Socorro Lago Gomes Martins – FENADADOS/MA; Suplente : Simone de Lucena Lira – CNTSS/PB; Titular : Maria das Graças de Oliveira – CTNSS/RJ; Suplente : Deusa Maria Duarte – SINDSPREV/DF

Irineu Messias de Araújo, do Sindsprev PE menciona a importância desta eleição ao GEAP. Para ele, a Chapa 3 tem as propostas que fará do CONAD e um órgão mais próximo da GEAP: ,

“Companheiros e companheiras, de 17 a 19 de março, será o momento de votar pela construção de uma GEAP que sempre desejamos. É o momento de nos mobilizarmos para garantir que a GEAP se torne referência nacional em saúde para os seus assistidos.
É por essa causa que me apresento a vocês como um dos candidatos ao Conselho de Administração da GEAP, o CONAD, pela Chapa 3. NOSSA CHAPA 3 é composta por representantes de entidades nacionais que têm compromisso com os servidores: CNTSS-CUT, ANASPS, ANFIP, FENADADOS-CUT, ANPPREV e ANESG (funcionários da GEAP).
A participação da nossa categoria é muito importante para garantir a GEAP que queremos. A Chapa 3 tem as propostas que fará do CONAD um órgão mais próximo dos assistidos da GEAP.
Por isso, companheiros e companheiras entre os dias 17 e 19 de março, participem e votem com a gente, NOSSA CHAPA 3, para o Conselho de Administração da GEAP e para o Conselho Fiscal. 
Irineu Messias - Ex-presidente da CNTSS-CUT (2004-2007) e atual dirigente do Sindsprev-PE)”

Principais propostas da Chapa 03 para o GEAP:

  • Exigir rede credenciada, fazendo com que hospitais, clínicas, laboratórios, serviços e médicos queiram se credenciar, inclusive no interior;
  • garantir o pronto atendimento nas urgências médicas;
  • oferecer atendimento nas doenças degenerativas e terminais;
  • ampliar a negociação de aumento da contribuição do per capita (contribuição) do governo para 50%, ficando os outros 50% com os trabalhadores. Hoje, o governo paga 10% e o servidor 90%;
  • estabelecer a gestão paritária da GEAP. Hoje, o governo que entra com 10% e servidor com 90%, faz o que quer com a GEAP, pois tem o voto de minerva;
  • acabar com a coparticipação;
  • implantar o fundo garantidor a ser mantido pelo governo, para evitar a quebra da GEAP;
  • Instituir o sistema de Resseguro de Saúde, que financie os atendimentos de alta complexidade dentro e fora do país.











































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Fonte:http://cntsscut.org.br/destaques/2087/chapa-3-nossa-chapa-divulga-material-de-campanha-para-eleicao-da-geap

NEONAZISTAS: O ninho da serpente

12.03.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 08.03.14


Há um velho ditado que reza que, toda vez que o capitalismo se vê ameaçado, ele sai para passear com o fascismo.

Como um skinhead e seus pit-bulls, que pode ser por eles atacado, depois de tentar prendê-los à força no canil, ao voltar para casa, bêbado drogado, a Europa mostra que não aprendeu nada com as notícias dos jornais, nem com as lições do passado.

Dirigentes europeus - e norte-americanos - tiram fotos, sorridentes, ao lado dos líderes do Partido Svoboda ucraniano, que podem ser vistos, em outras fotos, recentes, discursando em tribunas nazistas e saudando com a palma da mão levantada.

A cruz celta, símbolo da supremacia branca, as suásticas, os três dedos que lembram o tridente tradicional usado pelos neofascistas ucranianos, os raios assassinos das SS nazistas, destacam-se nas bandeiras e braçadeiras portadas pela multidão, na qual desfilam, triunfantes, membros das 22 organizações neonazistas que existem no país, que, segundo analistas locais, são muito mais radicais que o “Svoboda”.           

As notícias que vem de Kiev dão conta de que há indícios de que os atiradores que mataram manifestantes durante os protestos, antes do golpe, teriam sido contratados pelos próprios neonazistas para fazê-lo. Sinagogas têm sido incendiadas nos úlimos meses, professores e estudantes de Yeshivas – assim como estrangeiros e homossexuais - têm sido insultados e espancados pelas ruas.

Na Ucrânia atual o anti-semitismo é tão forte, que nos últimos 20 anos, depois da derrocada da União Soviética – que sempre protegeu os judeus como etnia – 80% dos 500.000 hebreus que viviam no país o abandonaram, desde 1989, em um êxodo sem precedentes no pós-guerra. Hoje, em uma população mais de 44 milhões de habitantes, há menos de 70.000 judeus ucranianos.   

Se a situação é ameaçadora para a população judaica, é ainda pior para os cerca de 120.000 a 400.000 ciganos que vivem na Ucrânia, uma minoria que não conta com recursos para deixar o país, nem com um destino, como Israel, que os possa receber. 

Com a desmobilização da polícia e do exército, e sua substituição por brigadas paramilitares compostas de vândalos e arruaceiros, os neonazistas têm circulado livremente pelos bairros ciganos da periferia de Kiev e de cidades do interior do país, insultando e agredindo. impunemente, qualquer homem, mulher, criança, idoso, que encontrem pela frente.

Não é preciso lembrar que os roms, assim como os judeus, foram torturados e  mortos – seis milhões de judeus e um milhão de ciganos, pelo menos – nos campos de concentração e de extermínio nazistas, a maioria deles pelas  mãos de voluntários ucranianos, que serviam de “guarda” auxiliar para os alemães, em lugares como Treblinka, Auschwitz e Sobibor.

Os nazistas ucranianos não apenas forneceram  assassinos e torturadores para o holocausto - e a eliminação de prisioneiros políticos e de homossexuais - mas também lutaram ao lado dos alemães, por meio da sua famigerada Legião Ucraniana de Autodefesa e da Divisão SS  Galitzia, contra os russos, na Segunda Guerra Mundial.

Longe de renegar esse passado, do qual toma parte o extermínio da própria população ucraniana – em Baby Yar, uma ravina perto de Kiev, foram massacrados, com a ajuda de soldados e policiais ucranianos, 150.000 mil civis, entre  ciganos, comunistas, e judeus ucranianos, 33.700   deles apenas nos dias 29 e 30 de setembro de 1941 – a direita ucraniana o venera e honra.

No dia primeiro de agosto de 2013, com a presença de um padre ortodoxo, dezenas de pessoas vestindo uniformes da Waffen SS, em meio a uma profusão de bandeiras ucranianas e de suásticas, se encontraram na cidade de Chervone, na Ucrânia, para honrar o “sacrifício” dos “heróis” ucranianos da Divisão SS Galitzia.

Os nazistas ucranianos não foram os únicos a combater, ao lado de Hitler, contra a União Soviética e a colaborar no extermínio de judeus e ciganos e da sua própria população.

O massacre de Odessa, também na Ucrânia, de outubro de 1941, no qual morreram 50.000 judeus, foi cometido, sob “organização” alemã, por tropas do exército romeno, um dos diversos países  que participaram, como aliados do nazismo, da invasão da URSS na Segunda Guerra Mundial.

Entre elas, estavam, além da Itália, da Espanha e da Romênia, Bulgária, Hungria e Eslováquia, países não por acaso colocados - para que isso não viesse a acontecer de novo - sob a esfera de influência soviética, após o fim do conflito.           

Engrossada pela deterioração do estado de bem-estar social, a crise econômica, o desemprego e a pressão migratória - criada em boa parte pela própria Europa com o incentivo ao terrível pesadelo da “Primavera Árabe” - a baba do racismo, do ódio contra os ciganos e os árabes, do  antissemitismo e do anticomunismo mais arcaico e bestial, espalha-se como peste seguindo o curso de grandes rios como o Dnieper e o Danúbio, criando uma sopa densa e corrosiva, apropriada para alimentar as ovas - nunca totalmente inertes - da serpente nazista.

Fruto de uma nação multiétnica, que estabelece seu passado e seu futuro na diversidade universal de sua gente, nenhum brasileiro pode ficar ao lado dos golpistas neofascistas ucranianos. 

Não é possível fazê-lo, não apenas pelo senso comum de não apoiar uma gente que odeia e despreza tudo o que somos. 

Mas, também, porque não podemos desonrar o sangue e a memória daqueles cujos ossos descansaram no solo sagrado de Pistóia.

De quem, em lugares como Monte Castelo e Fornovo di Taro – onde derrotamos, em um único dia, a 148 Divisão Wermacht e a Divisão Bersaglieri Itália, obtendo a rendição incondicional de dois generais e de milhares de prisioneiros – combateu,  com a FEB, o bom combate.

Dos soldados e aviadores que, com a força e a determinação de 25.700 corações brasileiros, ajudaram a derrotar, naquele momento, a serpente hitleriana.     

No afã de prejudicar e sitiar a Rússia, criando problemas à sua volta, em países que já a atacaram no passado, o que a UE não entendeu, ainda, é que o que está em jogo na Ucrânia não é o apenas o futuro do maior país europeu em extensão territorial, nem mesmo o de Putin, mas o da própria Europa.

Até agora, o neonazismo se ressentia de um território grande e simbólico o suficiente, do ponto de vista de uma forte ligação com o anticomunismo e com o nacional-socialismo, no passado, para servir de estuário para o ressentimento e as frustrações de um continente decadente e nostálgico das glórias perdidas, que nunca se sentiu realmente distante, ou decididamente oposto, ao fascismo.

Faltava um lugar, um santuário, onde se pudesse perseguir o mais fraco, o diferente, impunemente. Um front ideológico e militar para onde pudessem convergir – como voluntários ou simpatizantes - militantes da supremacia branca de todo o mundo.

Um laboratório para a criação de um novo estado, com leis, estrutura e ideologia semelhantes às que imperavam na Alemanha há 70 anos.      

Se, como tudo indica, os neonazistas se encastelarem no poder em Kiev, por meio de eleições fraudadas, ou da consolidação de um golpe de estado desfechado contra um governante eleito, o ninho da serpente poderá renascer, agora, no conflagrado território ucraniano.


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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/03/o-ninho-da-serpente.html