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quarta-feira, 5 de março de 2014

GOVERNO DE FHC: Recordar é viver

05.03.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 03.03.14


São Paulo, terça-feira, 10 de julho de 2001


País tem 50 milhões de indigentes, diz FGV
ANTÔNIO GOIS
FERNANDA DA ESCÓSSIA

DA SUCURSAL DO RIO

O Brasil tem hoje 50 milhões de pessoas (29,3% da população) em situação de indigência e seria necessário gastar R$ 1,69 bilhão mensalmente para erradicar a fome no país. Essa é a tese de um estudo lançado ontem pelo Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), chefiado pelo economista Marcelo Neri.

O governo federal contesta os dados. Com base numa metodologia diferente, a Secretaria de Assistência Social afirma que existem apenas 20 milhões de indigentes no país.

Pelos cálculos de Marcelo Neri, coordenador do trabalho da FGV, um indigente sairia da miséria com um aumento médio de R$ 34 em sua renda mensal. Ele usou dados populacionais e de renda das Pnads (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

De acordo com esse estudo, se cada brasileiro não-indigente transferisse R$ 14 mensais de sua renda para os miseráveis do país, seria possível erradicar a fome.

Em sua metologia, o estudo classificou como indigentes pessoas com renda mensal inferior a R$ 80, valor necessário, de acordo com preços de São Paulo, para garantir a ingestão mínima de alimentos recomendada pela Organização Mundial de Saúde. Já na metodologia do governo, só os que recebem menos de um terço de salário mínimo são indigentes.

Neri disse que seu estudo define como indigentes pessoas que, em outras metodologias, seriam consideradas pobres: "O governo pensa diferente. Eu faço parte de uma instituição independente".
O volume de recursos a ser transferido dos não-indigentes para os miseráveis varia de Estado para Estado. Uma conta feita pela Folha, com base na metodologia do estudo, mostra que em São Paulo esse valor seria de R$ 4,20 mensais, enquanto no Maranhão ele chegaria a R$ 70,20.

O economista critica a falta de foco das políticas sociais brasileiras no combate à miséria: "Erradicar a fome não é uma questão de volume de recursos, mas de distribuição deles. A política social brasileira não atinge o pobre. Ela erra o alvo", afirma Neri.

Segundo o economista, os governos federais, estaduais e municipais somados investem anualmente na área social 20,9% do PIB nacional, volume suficiente para erradicar a miséria.

Para Neri, é preciso focalizar as políticas sociais nos grupos mais pobres da população, para melhorar a distribuição da renda no país. O volume de R$ 1,69 bilhão mensal poderia vir, na análise do economista da FGV, tanto dos governos como da própria sociedade civil, num esforço conjunto para acabar com a fome no país.

Neri chegou a calcular qual teria de ser a colaboração de cada brasileiro para a erradicação da fome e encontrou R$ 10, caso esse conjunto de contribuintes incluísse os indigentes. A pedido da Folha, refez a conta excluindo os indigentes e obteve o valor de R$ 14.

Distribuição de renda

O que o estudo mostra é que, no Brasil, o problema da pobreza não é de falta de recursos, mas de má distribuição de renda, e tenta comprovar isso em três cenários.

No primeiro cenário, com um crescimento da renda per capita de 21% em cinco anos, mas sem distribuição de renda, a taxa de indigência cairia de 29,3% para 24,1%. No segundo cenário, com economia estável e crescimento zero, mas redução da concentração de renda (baixando o índice de Gini de 0,59, taxa do país, para 0,54, taxa de São Paulo), a indigência cairia para 21,6% -mais que no cenário de crescimento sem redistribuição de renda.

O índice de Gini é um padrão internacional de medição da concentração de renda. Varia de 0 (renda igualmente distribuída) a 1 (hipotética situação em que uma pessoa concentra toda a renda).

Por fim, no terceiro cenário, mesclando o mesmo crescimento econômico e a mesma redução da concentração de renda, a indigência cairia quase pela metade -de 29,3% para 15,79%.

Neri afirmou que, no biênio 1998-1999, a miséria caiu 1,5% ao ano no Brasil em comparação com o biênio 1996-1997.

Pelos dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE, em 2000 a miséria caiu 5,1% em seis regiões metropolitanas brasileiras, na comparação com 1999. A maior queda foi em Salvador (9,1%), e a menor, no Rio (1,9%).
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/03/recordar-e-viver.html

Urariano Mota: 12 Anos de Escravidão e o Brasil

05.03.2014
Do blog VI  O MUNDO, 03.03.14
Por  Urariano Mota, em Direto da Redação


Recife (PE) - Mais de um crítico já observou que o filme 12 Anos de Escravidão,  para historiadores norte-americanos, delimita um marco no conhecimento da escravidão. Falemos agora do que esse filme representa para os brasileiros.

Na última sexta-feira, na fila do cinema aonde fui, não havia um só negro. Minto: havia só este mulato que agora escreve. Ao procurar outro na fila, recebi dos cidadãos de pele mais clara uns olhos envergonhados, que se baixavam até o chão. Tão Brasil. Tão brasileiro é o pudor educado para o que não se enfrenta. Mas o filme na tela nos pagaria. Lá, podemos ver o retrato da casa-grande: a indiferença de todos ante a tortura. Linda, a sinhá olha da varanda o negro ser torturado e nada vê, melhor, assiste ao espetáculo obsceno como uma liberalidade do senhor, o seu marido. Que aula. É um filme quase didático da infâmia, do que no Brasil está encoberto até hoje.

Para a nossa própria história, a do Nordeste do açúcar em especial, para o que não se destaca em Gilberto Freyre, para o que em Gilberto é prosa encantatória, a realidade no filme mostra um escravo na forca, pendurado por horas em uma árvore, enquanto a rotina da fazenda segue sem distúrbio, sem assaltos de horror ou de repulsa. Mas isso é tão Brasil, amigos. Hoje mesmo, aqui na minha cidade, na sua,  jovens são amarrados em postes, os velhos pelourinhos. Os novos escravos são espancados, enquanto comunicadores na televisão aprovam e ganham dinheiro e fama por açular a massa para o linchamento.

Se houvesse uma só imagem a destacar, eu destacaria a tortura de uma escrava sob o chicote. Por um lado, lembrei o comportamento da sobrevivência sob os torturadores na ditadura brasileira.  Por outro, se fosse desenvolvida ao nível do real, do histórico, a cena daria vômitos pela agonia da dor, apesar de apenas representada. Porque a realidade é ainda mais cruel que o mostrado na tela. E os corações mais delicados, e hipócritas por extensão, se recusam a ver que os negros escravos no Brasil eram passados em moendas de cana, que expulsavam suas vísceras como bagaço. Outros, após o chicote, condenados à morte tinham as feridas abertas lambidos por bois. E aqui não preciso falar o quanto é áspera, cruel e ferina a língua de um boi.

Poupemos o domingo. Mas de passagem menciono que  negros eram ferrados no corpo como os quadrúpedes da fazenda. Eles não tinham a marca do dono por uma medalhinha, como aparece no escravo Salomon no filme.

É estranho, é sintomático da crueldade brasileira, que os melhores relatos sobre a nossa escravidão (nossa aí em mais de um sentido, de falta de espírito liberto e de herança cultural) venham de estrangeiros, como os descritos em Charles Darwin e Vauthier, o engenheiro francês que viveu no Recife.

De Vauthier cito:

Madame Sarmento nos contou que como sua negrinha lhe tinha roubado seis vinténs, ela amarrou-lhe as mãos e deu-lhe umas boas chicotadas!!! Levantando- lhe a roupa!!! Sem nenhum constrangimento!!! Diante dos filhos!!! O mais velho deles observou que o posterior da negrinha não era mais bonito do que o de um cavalo, quando levanta a cauda. Qualquer pessoa poderia chegar a praticar coisas semelhantes num momento de excitação e envergonhar-se delas depois, mas contá-las… Que mulher! Que alma!… Hoje o cadáver de um negro ficou boiando na praia, debaixo das nossas janelas, levado e trazido pelas oscilações das marés. Mil pessoas passaram, viam-no, pararam um instante antes de seguirem caminho muito filosoficamente.

Aprecio pouco as ideias geralmente admitidas sobre cadáveres que tendem em alguns casos a conceder mais cuidados aos despojos sem alma do que ao ser quando está vivo – mas este descaso, essa indiferença geral perante a morte – é verdade que era um negro! Um negro vivo já é pouca coisa: o que será então um negro morto? Essa incúria generalizada com as exalações que emanam de um cadáver, tudo isso caracteriza de modo bem saliente esta barbárie, engastada na selvageria e mal maquilada em civilização”.

Saímos do cinema com uma frase do personagem na memória:  “Eu sou a prova de que não existe justiça na terra”. Brancos, negros e mestiços de todas as cores bem compreendemos.
Enquanto os miseráveis continuarem a ser presuntos, presidiários, enquanto não for vista a pele mais negra no topo da sociedade, em um papel que não seja o de capitão-do-mato, como Joaquim Barbosa, não existe justiça no Brasil. Mas podíamos começar pela conhecimento real da nossa história.

É necessário que esse filme se prolongue em artigos e discussões entre os brasileiros. Ele é o vislumbre do que temos sepultado. Vejam o filme e releiam a história escura, oculta da escravidão. O filme é melhor do que os livros de sociologia escritos no Brasil até hoje.

 Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/urariano-mota-4.html

Arma poderosa, gás da Rússia pode explodir a Ucrânia

05.03.2014
Do blog VI O MUNDO, 02.03.14

Gráfico do New York Times mostra os gasodutos que passam pela Ucrânia

O gás da Rússia pode explodir a Ucrânia amanhã

Tradução parcial

A pressão militar na Ucrânia nunca foi tão forte, mas os canhões não são a maior arma de Moscou. Com a questão da Crimeia — uma região pró-russa da Ucrânia — esquentando, o fornecimento de gás poderá ser uma ameaça usada na resolução da crise. A Ucrânia depende fortemente de energia russa. Preços crescentes do gás decididos por Moscou podem levar, a qualquer momento, a um colapso do país.

Uma nova guinada pode emergir em breve: a partir de primeiro de março a gigante russa Gazprom poderá renegociar seu contrato com a empresa estatal de gás e petróleo da Ucrânia, a Naftogaz.

Dado o acordo pelo qual a Rússia fornece gás para a Ucrânia, as duas companhias devem assinar um novo contrato a cada trimestre. Quando as relações entre os dois países são boas, assim também são os preços.

O último acordo, assinado em dezembro, definiu o preço a U$ 268,5 por mil metros cúbicos. Um preço competitivo, já que o de mercado na época das negociações era de U$ 400.

Este “gesto”da Gazprom, vindo de um governo aliado no setor de energia, foi feito por uma razão: o ex-presidente ucraniano Victor Yanukovych tinha acabado de desistir de um acordo comercial entre seu país e a União Europeia e estava prestes a reforçar a cooperação com Moscou. Agora que o governo interino está se voltando para Bruxelas, uma nova pressão no fornecimento de gás é esperada.

A Rússia fornece a maior parte do gás consumido na Ucrânia — é o maior importador de gás russo — e o governo russo foi acusado outras vezes de usar a dependência do vizinho como forma de pressão política. Vários setores industriais da Ucrânia, como as indústrias da metalurgia e de fertilizantes, dependem completamente das importações do gás russo. Outro fator a considerar — motivo de preocupação — é de que Kiev é um mau pagador.

Hoje a Ucrânia deve cerca de U$ 4 bilhões à Gazprom. O país também precisa encontrar U$ 35 bilhões para pagar suas dívidas nos próximos dois anos. Há motivos para temer uma terceira “guerra do gás”.

Em janeiro de 2006 e no início de 2009, a Gazprom decidiu cortar todo o suprimento para a Ucrânia — através da qual 90% do gás russo viaja para a Europa — obedecendo a ordens do Kremlin. Os russos queriam acelerar o acordo em uma disputa comercial sobre os preços e a dívida do gás. Também queriam punir a Ucrânia por se aproximar da UE.

Como resultado, vários paises da Europa central e ocidental ficaram sem suprimento. Agora, apenas 60% do gás russo importado por paises europeus atravessa a Ucrânia. Os vizinhos da Ucrânia veem uma nova crise do gás com mais serenidade. A Europa depende menos do gás que passa pela Ucrânia.

Em comparação com as crises prévias, a Rússia agora tem mais liberdade para pressionar a Ucrânia. O país tem uma rede de importadores de gás na Europa e pode cortar o fornecimento para a Ucrânia sem comprometer a entrega para outros paises europeus.

A Gazprom construiu um gasoduto duplo, gigante, no mar Báltico, em colaboração com as empresas alemãs E.ON, BASF e as companhia francesa GDF Suez. Chamado Nord Stream, esse gasoduto pode transportar 55 bilhões de metros cúbicos por ano, diretamente da Rússia para a Alemanha. A Alemanha também é altamente dependente do gás russo, mas a Gazprom não pode cortar o fornecimento. O Nord Stream é controlado por um consórcio liderado por Gerhard Scroöder, o chanceler alemão entre 1999-2005.

Na região sul, o gasoduto South Stream começará a funcionar em breve. Vai cruzar a Bulgária, a Sérvia, a Hungria e a Itália. Este gasoduto vai garantir que haja trânsito permanente de gás russo pela Europa central.

De acordo com Alexandre Razouvaev, chefe do departamento de análises da Alpari, “a Gazprom é muito menos dependente do trânsito de gás pela Ucrânia que no passado. Vários itinerários alternativos foram criados nos últimos anos: BelTransGaz, através da Bielorrússia, mas também NordStream e o gasoduto que conecta a Rússia com a Turquia através do mar Negro”.

Enquanto a Rússia tenta se livrar do trânsito de gás pela Ucrânia, Kiev está tentando diversificar seus fornecedores. O ex-primeiro ministro da Ucrânia, Mykola Azarov, disse que no final de 2013 o país tinha reduzido suas importações de gás russo em 40% desde 2010. Eventualmente, acrescentou, seu país poderia viver sem suprimento russo. O governo da Ucrânia fez um “enorme” trabalho para extrair gás em casa, diz Azarov.

Muitos contratos foram assinados, notavelmente com a Shell e a Exxon Mobil, que agora podem extrair gás da bacia do mar Negro. O governo ucraniano também deu à companhia norte-americana Chevron o direito de pesquisar e explorar gás de xisto. Um poço consistente foi encontrado em Oleski, na Ucrânia ocidental, diz o ex-primeiro ministro.

Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/o-gas-da-russia-pode-explodir-a-ucrania-amanha.html

Moniz Bandeira: O Brasil e as ameaças de projeto imperial dos EUA

05.03.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 26.10.13
Por Marco Aurélio Weissheimer

A definição do Brasil como alvo de espionagem dos EUA não é de hoje, diz o historiador e cientista político Moniz Bandeira, em entrevista à Carta Maior.    

Arquivo
Em 2005, o cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira apontou em seu livro “Formação do Império Americano” as práticas de espionagem exercidas pelas agências de inteligência dos Estados Unidos. Uma prática que, segundo ele, já tem aproximadamente meio século de existência. Desde os fins dos anos 60, diz Moniz Bandeira, a coleta de inteligência econômica e informações sobre o desenvolvimento científico e tecnológico de outros países, adversos e aliados, tornou-se uma prioridade do trabalho dessas agências.

Em seu novo livro, “A Segunda Guerra Fria - Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos – Das rebeliões na Eurásia à África do Norte e Oriente Médio” (Civilização Brasileira), Moniz Bandeira defende a tese de que os Estados Unidos continuam a implementar a estratégia da full spectrum dominance (dominação de espectro total) contra a presença da Rússia e da China naquelas regiões. “As revoltas da Primavera Árabe”, afirma o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, que assina o prefácio do livro, “não foram nem espontâneas e ainda muito menos democráticas, mas que nelas tiveram papel fundamental os Estados Unidos, na promoção da agitação e da subversão, por meio do envio de armas e de pessoal, direta ou indiretamente, através do Qatar e da Arábia Saudita”, 

Nesta nova obra, Moniz Bandeira aprofunda e atualiza as questões apresentadas em “Formação do Império Americano”. “Em face das revoltas ocorridas na África do Norte e no Oriente Médio a partir de 2010, julguei necessário expandir e atualizar o estudo. Tratei de fazê-lo, entre e março e novembro de 2012”, afirma o autor. É neste contexto que o cientista político analisa as recentes denúncias de espionagem praticadas pelos EUA em vários países, inclusive o Brasil.

A definição do Brasil como alvo de espionagem também não é de hoje. Em entrevista à Carta Maior, Moniz Bandeira assinala que a Agência Nacional de Segurança (NSA) interveio na concorrência para a montagem do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), pelo Brasil, e assegurou a vitória da Raytheon, a companhia encarregada da manutenção e serviços de engenharia da estação de interceptação de satélites do sistema Echelon. Na entrevista, o cientista político conta um pouco da história desse esquema de espionagem que, para ele, está a serviço de um projeto de poder imperial de proporções planetárias.

Moniz Bandeira defende que o Brasil, especialmente a partir da descoberta das reservas de petróleo do pré-sal, deve se preparar para defender seus interesses contra esse projeto imperial. “As ameaças existem, conquanto possam parecer remotas. Mas o Direito Internacional só é respeitado quando uma nação tem capacidade de retaliar”, afirma.

Carta Maior: O seu livro "Formação do Império Americano" já tratava, em 2005, do tema da espionagem praticada por agências de inteligência dos Estados Unidos. Qual o paralelo que pode ser traçado entre a situação daquele período e as revelações que vêm sendo feitas hoje?

Moniz Bandeira: Sim, em “Formação do Império Americano”, cuja primeira edição foi lançada em 2005, mostrei, com fundamento em diversas fontes e nas revelações pelo professor visitante da Universidade de Berkeley (Califórnia), James Bamford, que o sistema de espionagem, estabelecido pela National Security Agency (NSA), começou a funcionar há mais de meio século. O objetivo inicial era captar mensagens e comunicações diplomáticas entre os governos estrangeiros, informações que pudessem afetar a segurança nacional dos Estados Unidos e dar assistência às atividades da CIA. 

Com o desenvolvimento da tecnologia eletrônica, esse sistema passou a ser usado para interceptar comunicações internacionais via satélite, tais como telefonemas, faxes, mensagens através da Internet. Os equipamentos estão instalados em Elmendorf (Alaska), Yakima (Estado de Washington), Sugar Grove (Virginia ocidental), Porto Rico e Guam (Oceano Pacífico), bem como nas embaixadas, bases aéreas militares e navios dos Estados Unidos.

A diferença com a situação atual consiste na sua comprovação, com os documentos revelados por Edward Snowden, através do notável jornalista Gleen Greenwald, que mostram que a espionagem é feita em larga escala, com a maior amplitude. 

Desde os fins dos anos 60, porém, a coleta de inteligência econômica e informações sobre o desenvolvimento científico e tecnológico de outros países, adversos e aliados,  tornou-se mais e mais um dos principais objetivos da COMINT (communications inteligence), operado pela NSA), dos Estados Unidos, e pelo Government Communications Headquarters (GCHQ), da Grã-Bretanha, que em 1948 haviam firmado um pacto secreto, conhecido como UKUSA (UK-USA) - Signals Intelligence (SIGINT). Esses dois países formaram um pool - conhecido como UKUSA - para interceptação de mensagens da União Soviética e demais países do Bloco Socialista, a primeira grande aliança de serviços de inteligência e à qual aderiram, posteriormente, agências de outros países, tais como  Communications Security Establishment (CSE), do Canadá, Defense Security Directorate (DSD), da Austrália e do General Communications Security Bureau (GCSB), da Nova Zelândia. Essa rede de espionagem, chamada de Five Eyes e conhecida também como ECHELON -  só se tornou publicamente conhecida, em março de 1999, quando o governo da Austrália nela integrou o Defence Signals Directorate (DSD),  sua organização de  SIGINT. 

Carta Maior: Qual sua avaliação a respeito da reação (ou da falta de) da União Europeia diante das denúncias de espionagem?

Moniz Bandeira: Os serviços de inteligência da União Europeia sempre colaboraram, intimamente, com a CIA e demais órgãos dos Estados Unidos. Os governos da Alemanha, França, Espanha, Itália e outros evidentemente sabiam da existência do ECHELON e deviam intuir que o ECHELON - os Five Eyes - trabalhasse também para as corporações industriais. As informações do ECHELON, sobretudo a partir do governo do presidente Bill Clinton, eram canalizadas para o Trade Promotion Co-ordinating Committee (TPCC), uma agência inter-governamental criada em 1992 pelo Export Enhancement Act e dirigida pelo Departamento de Comércio, com o objetivo de unificar e coordenar as atividades de exportação e financiamento do dos Estados Unidos. Corporações, como Lockheed, Boeing, Loral, TRW, e Raytheon, empenhadas no desenvolvimento de tecnologia, receberam comumente importantes informações comerciais, obtidas da Alemanha, França e outros países através do ECHELON. 

O presidente Clinton recorreu amplamente aos serviços da NSA para espionar os concorrentes e promover os interesses das corporações americanas. Em 1993, pediu à CIA que espionasse os fabricantes japoneses, que projetavam a fabricação de automóveis com zero-emissão de gás, e transmitiu a informação para  a Ford, General Motors e Chrysler. Também ordenou que a NSA e o FBI, em 1993, espionassem  a conferência da Asia-Pacific Economic Cooperation (APEC), Seattle, onde aparelhos foram instalados secretamente em todos os quartos do hotel, visando a  obter informação relacionada com negócios para a construção no Vietnã, da hidroelétrica Yaly. As informações foram passadas para os contribuintes de alto nível do Partido Democrata. E, em 1994, a NSA não só interceptou faxes e chamadas telefônicas entre o consórcio europeus Airbus e o governo da Arábia Saudita,  permitindo ao governo americano intervir  em favor da Boeing Co, como interveio na concorrência para a montagem do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), pelo Brasil, e assegurou a vitória da Raytheon, a companhia encarregada da manutenção e serviços de engenharia da estação de interceptação de satélites do sistema  ECHELON, em  Sugar Grove.

Carta Maior: Um dos temas centrais de seus últimos trabalhos é a configuração do Império Americano. Qual é a particularidade desse Império Americano hoje? Trata-se de um Império no sentido tradicional do termo ou de um novo tipo?

Moniz Bandeira: Todos os impérios têm particularidades, que são determinadas pelo desenvolvimento das forças produtivas. Assim, não obstante a estabilidade das palavras, o conceito deve evoluir conforme a realidade que ele trata de representar. O império, na atualidade, tem outras características, as características do ultra-imperialismo, o cartel das potências industriais, sob a hegemonia dos Estados Unidos, que configuram a única potência capaz de executar uma política de poder, com o objetivo estratégico de assegurar fontes de energia e de matérias primas, bem como os investimentos e mercados de suas grandes corporações, mediante a manutenção de bases militares, nas mais diversas regiões do mundo, nas quais avança seus interesses, através da mídia, ações encobertas dos serviços de inteligência, lobbies, corrupção, pressões econômicas diretas ou indiretas, por meio de organizações internacionais, como Banco Mundial, FMI, onde detém posição majoritária. As guerras, para o consumo dos armamentos e aquecimento da economia, foram transferidas para a periferia do sistema capitalista.

É óbvio, portanto, que o Império Americano é diferente do Império Romano e do Império Britânico. Ainda que informal, isto é, não declarado, os Estados Unidos constituem um império. São a única potência, com bases militares em todas as regiões do mundo e cujas Forças Armadas não têm como finalidade a defesa das fronteiras nacionais, mas a intervenção em outros países. Desde sua fundação, em 1776, os Estados Unidos estiveram at war 214 em seus 236 anos do calendário de sua existência, até dezembro de 2012. Somente em 21 anos não promoveram qualquer guerra. E, atualmente, o governo do presidente Barack Obama promove guerras secretas em mais de 129 países. O Império Americano (e, em larga medida, as potências industriais da Europa) necessita de guerras para manter sua economia em funcionamento, evitar o colapso da indústria bélica e de sua cadeia produtiva, bem como evitar o aumento do número de desempregados e a bancarrota de muitos Estados americanos, como a Califórnia, cuja receita depende da produção de armamentos. 

Ademais do incomparável poderio militar, os Estados Unidos também detém o monopólio da moeda de reserva internacional, o dólar, que somente Washington pode determinar a emissão e com a emissão de papéis podres e postos em circulação, sem lastro, financiar seus déficits orçamentários e a dívida pública. Trata-se de um "previligégio exorbitante", conforme o general Charles de Gaulle definiu esse unipolar global currency system, que permite aos Estados Unidos a supremacia sobre o sistema financeiro internacional.

Carta Maior: Qual a perspectiva de longo prazo desse império? 

Moniz Bandeira: Os Estados Unidos, como demonstrei nesse meu novo “A Segunda Guerra Fria”, lançado pela editora Civilização Brasileira, estão empenhados em consolidar uma ordem global, um império planetário, sob sua hegemonia e da Grã-Bretanha, conforme preconizara o geopolítico Nicholas J. Spykman, tendo os países da União Européia e outros como vassalos. O próprio presidente Obama  reafirmou, perante o Parlamento britânico, em Westminster (maio de 2011) que a “special relationship” dos dois países (Estados Unidos e Grã-Bretanha), sua ação e liderança eram indispensáveis à causa da dignidade humana, e os ideais e o caráter de seus povos tornavam “the United States and the United Kingdom indispensable to this moment in history”. Entremente, o processo de globalização econômica e política, fomentado pelo sistema financeiro internacional e pelas grandes corporações multinacionais, estava a debilitar cada vez mais o poder dos Estados nacionais, levando-os a perder a soberania sobre suas próprias questões econômicas e sociais, bem como de ordem jurídica. 

O Project for the New American Century, dos neo-conservadores  e executado pelo ex-presidente George W. Bush inseriu os Estados Unidos em um estado de guerra permanente, uma guerra infinita e indefinida, contra um inimigo assimétrico, sem esquadras e sem força aérea, com o objetivo de implantar a full spectrum dominance, isto é, o domínio completo da terra, mar, ar e ciberespaço pelos Estados Unidos, que se arrogaram à condição de única potência verdadeiramente soberana sobre a Terra, de  "indispensable nation" e “exceptional”.  

O presidente Barack Obama  endossou-o, tal como explicitado na Joint Vision 2010 e ratificado pela Joint Vision 2020, do Estado Maior-Conjunto, sob a chefia do general de exército Henry Shelton. E o NSA é um dos intrumentos para implantar a full spectrum dominance, uma vez que monitorar as comunicações de todos os governantes tanto aliados quanto rivais é essencial para seus propósitos. Informação é poder
 
Carta Maior: Qual o contraponto possível a esse império no ambiente geopolítico atual?

Moniz Bandeira: Quando em 2006 recebi o Troféu Juca Pato, eleito pela União Brasileira de Escritores "Intelectual do ano 2005", por causa do meu livro “Formação do Império Americano”, pronunciei um discurso, no qual previ que, se o declínio do Império Romano durou muitos séculos, o declínio do Império Americano provavelmente levará provavelmente algumas décadas. O desenvolvimento das ferramentas eletrônicas, da tecnologia digital, imprimiu velocidade ao tempo, e a sua queda será tão vertiginosa, dramática e violenta quanto sua ascensão. Contudo, não será destruído militarmente por nenhuma outra potência. Essa perspectiva não há. O Império Americano esbarrondará sob o peso de suas próprias contradições econômicas, de suas dívidas, pois não poderá indefinidamente emitir dólares sem lastros para comprar petróleo e todas as mercadorias das quais depende, e depender do financiamento de outros países, que compram os bonus do Tesouro americano, para financiar seu consumo, que excede a produção, e financiar suas guerras. 

É com isto que a China conta. Ela é o maior credor dos Estados Unidos, com reservas de cerca US$ 3,5 trilhões, das quais apenas US$ 1,145 trilhão estavam investidos em U.S. Treasuries. E o  ex-primeiro-ministro Wen Jiabao  previu o “primeiro estágio do socialismo para dentro de 100 anos”, ao afirmar que o Partido Comunista persistiria executando as reformas e inovação a fim de assegurar o vigor e vitalidade e assegurar o socialismo com as características chinesas, pois “sem a sustentação e pleno desemvolvimento das forças produtivas, seria impossível alcançar a equidade e justiça social, requesitos essenciais do socialismo.”

Carta Maior: Na sua opinião, o que um país como o Brasil pode fazer para enfrentar esse cenário?

Moniz Bandeira: O ministro-plenipotenciário do Brasil em Washington, Sérgio Teixeira de Macedo, escreveu, em 1849, que não acreditava que houvesse “um só país civilizado onde a idéia de provocações e de guerras seja tão popular como nos Estados Unidos”. Conforme percebeu, a “democracia”, orgulhosa do seu desenvolvimento, só pensava em conquista, intervenção e guerra estrangeira, e preparava, de um lado, a anexação de toda a América do Norte e, do outro, uma política de influência sobre a América do Sul, que se confundia com suserania. 

O embaixador do Brasil em Washington, Domício da Gama, comentou, em 1912, que o povo americano, formado com o concurso de tantos povos, se julgava diferente de todos eles e superior a eles. E acrescentou que “o duro egoísmo individual ampliou-se às proporções do que se poderia chamar de egoísmo nacional”. Assim os Estados Unidos sempre tenderam e tendem a não aceitar normas ou limitações jurídicas internacionais, o Direito Internacional, não obstante o trabalho de Woodrow Wilson para formar a Liga das Nações e de Franklin D. Roosevelt para constituir a ONU. E o Brasil, desde 1849, esteve a enfrentar a ameaça dos Estados Unidos que pretendiam assenhorear-se da Amazônia. 

Agora, a situação é diferente, mas, como adverti diversas vezes, uma potência, tecnologicamente superior, é muito mais perigosa quando está em declínio, a perder sua hegemonia e quer conservá-la, do que quando expandia seu império. Com as descobertas das jazidas pré-sal, o Brasil entrou no mapa geopolítico do petróleo. As ameaças existem, conquanto possam parecer remotas. Mas o Direito Internacional só é respeitado quando uma nação tem capacidade de retaliar. O Brasil, portanto, deve estar preparado para enfrentar, no mar e em terra, e no ciberespaço, os desafios que se configuram, lembrando a máxima “se queres a paz prepara-te para a guerra” (Si vis pacem,para bellum)

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Moniz-Bandeira-O-Brasil-e-as-ameacas-de-projeto-imperial-dos-EUA/6/29340

BARBÁRIE:Homem é assassinado por estupro que não cometeu

05.03.2014
Do portal PRAGMATISMO POLÍTICO, 03.03.14

Homem é morto por causa de estupro que não cometeu. Moradores fizeram justiça com as próprias mãos, mas exame comprovou que não houve abuso

A acusação não comprovada de estupro de três enteadas pode ter custado a vida do auxiliar de serviços gerais Marcelo Pereira da Silva, de 31 anos. Ele foi morto a tiros, na manhã de ontem, no bairro Ilha dos Aires, em Vila Velha, um dia depois de ter sido acusado de abusar das crianças.
Esse fato, segundo a polícia, pode ter motivado o assassinato. No entanto, de acordo com a polícia civil, as meninas – de 11, 10 e três anos – foram submetidas a exame no Departamento Médico Legal (DML), que não comprovou o estupro.
Marcelo já havia sido agredido por moradores do bairro na quarta-feira, quando sua ex-namorada, mãe das crianças, denunciou o abuso. Na ocasião, foi socorrido pela polícia militar e liberado depois que o laudo não comprovou o estupro.
No entanto, na manhã de ontem, homens armados quebraram o portão da casa da atual namorada da vítima, subiram até o segundo andar da residência, invadiram o local e executaram Marcelo com mais de 20 tiros. Em seguida, eles saíram do local correndo.
Familiares afirmam que o auxiliar era inocente da acusação de abuso. De acordo com a mãe da vítima, a dona de casa Rosalina da Silva, a ex-namorada do filho o procurou na manhã de quarta pedindo para ele tomar conta das enteadas de 11, 10 e três anos, enquanto ela trabalhava.
O auxiliar de serviços gerais teria chamado a atenção da menina mais velha, que não teria gostado. Ele levou as crianças até a escola e depois foi para a casa da mãe, no mesmo bairro. Na escola, a garota disse aos colegas de turma que o padrasto havia estuprado ela e as irmãs, enquanto a mãe estava fora.
As crianças foram até a professora e contaram o que tinham ouvido. A mulher então, avisou a diretora da escola, que acionou o Conselho Tutelar. “Depois disso, a fofoca se espalhou pelo ar e todo mundo do bairro já estava sabendo”, contou a mãe de Marcelo.
As meninas foram levadas para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha, e de lá, encaminhadas para exames de conjunção carnal, no Departamento Médico Legal.
Depois de medicado – após ser agredido por populares – Marcelo também foi para o DPJ. Segundo a Polícia Civil, ele permaneceu no local até de madrugada, quando por volta das 4 horas foi liberado, após o resultado do exame médico comprovar que as meninas não haviam sofrido abuso.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/03/homem-e-assassinado-por-estupro-que-nao-cometeu.html

Populares falam sobre médica cubana no interior da Paraíba

05.03.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário

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Segue um tipo de informação que nossa mídia não divulga, razão pela qual as pessoas depois não entendem porque o programa Mais Médicos se tornou tão popular e porque a presidente mantém índices altos de aprovação em cidades pequenas.
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DEPOIMENTO INSUSPEITO: O QUE OUVI DE DIVERSAS PESSOAS POBRES SOBRE A MÉDICA CUBANA
Por Padre Djacy Brasileiro, na coluna Polêmica Paraíba, publicada no Jornal da Paraíba.
Na manhã desta quarta-feira, sob um sol causticante e calor de torrar, visitei algumas comunidades rurais do município de Boaventura, no alto sertão paraibano. O objetivo dessa visita consistiu em ouvir as pessoas sobre a atuação da médica cubana.
Fiz, com muita responsabilidade, seriedade e respeito, algumas perguntas à diversas pessoas. Confesso que fiquei emocionado, admirado, com suas respostas honestas, sinceras e objetivas.
As comunidades visitadas foram: Várzea da Cruz, Barrocão e Angico.
Vejam o que falaram (Transcrição literal).
Dona Lenice:
-Gostei de ser consultada pela médica cubana. Atende muito bem
Seu José Xavier:
-Gostei do atendimento dela.
-Pela minha pessoa ,dou nota dez a ela. Ela é muito legal.
Dona Gerlandia:
-Fui atendida por ela. Para mim, foi ótima.
-O atendimento dela foi demorado. Ela pergunta tudo sobre o que a gente sente. Ela olha bem pra nós. E só passa remédio bom.
-Ela é uma pessoa simples.
-Enquanto tem gente, ela atende.
Seu José Coelho:
-Minha esposa foi bem atendida pela médica de Cuba.
-Deu pra gente entender bem o que ela falava.
-Na comunidade, todo mundo fala que o atendimento é muito bom.
Dona Verônica:
-A consulta dela é bem demorada.
-Foi a primeira vez que vi tanta gente correndo para ser atendida por essa médica. É porque o povo gosta do atendimento dela. A gente pode falar tudo o que sente, e ela fica ouvindo a gente. A consulta é demorada por conta disso.
Dona Valéria:
-O atendimento dessa médica é excelente. Ela escuta o paciente. Examina muito bem.
-Ela tem hora de chegar, mas de sair, não tem.Só vai embora quando atende todo mundo.
-Ela atende até a última pessoa. Num dia desse eram mais de 40 pessoas e ela atendeu todo mundo.
-A comunidade está muito satisfeita com essa doutora de Cuba.
-Se um doente chamar a doutora no meio da rua para se consultar, ela atende com muito amor.
-Quando ela ver a gente ,ela fala com maior carinho. Ela não tem cara feia. Ela atende a gente com maior prazer. É incrível isso.
-A comunidade está feliz com essa médica.
Dona Maria Jose:
-Dá para entender o que ela fala.
-Todo mundo tá gostando dela. Ela não tem besteira.
-Na consulta, ela pergunta tudo. Por conta que ela é muito boa, eu dou nota dez a ela.
Kelly:
-Ela é muito educada.
-Gosto muito dela porque ela atende bem as pessoas.
-Eu só gosto de me consultar com ela.
-Ela espera a pessoa doente falar, para depois ela falar. Nota dez pra ela.
Dona Maria :
-Enquanto não termina de consultar, ela não vai almoçar. Ela atende todo mundo com muita calma e paciência.
Seu Cloves:
-A consulta dela é demorada porque ela pergunta tudo. Não dou nota mil a ela porque não pode, mais dez eu dou. Ela merece.
Seu Pedro:
-Todos da comunidade estão gostando dela. Uma boa médica.
-Ninguém reclama do atendimento dela
Genely:
-Ela veio porque gosta da profissão.
-Ela veio ajudar os mais carentes.
-Quando a gente ver, nem pensa que é doutora ,porque ela é simples demais. Ela fala com todo mundo. Ela é muito humana, sensível. A gente nota que ela faz tudo por amor aos pobres.
-A população está amando essa médica, porque ela é do povo. Ela é muito popular, amiga.
-Uma vez ela veio almoçar três horas da tarde, porque estava atendendo todo mundo. Ela vai almoçar quando termina de atender todo mundo. Ela é boa demais.
-O atendimento da médica cubana é diferente do atendimento dos médicos brasileiros.
-Ela veio na hora em que a gente mais precisava.
-Ela caiu do céu, na hora certa.
-Ela é muito humana. É um amor de pessoa.
-Ela parece com um de nós. Não parece ser doutora, devido sua simplicidade e humildade.
-Para nossa comunidade, ela está sendo uma mãe.
Dona Francisca:
-Estou amando ela. Ela é superlegal.
-Ela dá muito atenção aos doentes. Ela atende bem demais.
-Eu entendo tudo o que ela fala. Não tenho dificuldade para entender o que ela diz.
-Nem parece ser estrangeira, ela fala como nós. Todo mundo entende o que ela fala.
-Só se for um burro para não entender o que a médica cubana fala. Porque eu entendo tudo o que ela fala.
-Eu acho que ela trabalha por amor aos pobres. Ela é boa demais. Ela ouve com paciência os doentes. Nunca vi coisa igual nesta cidade.
-Só queria que todos os médicos do Brasil fossem como ela.
Dona Maria de Lourdes:
-Ela faz uma consulta muito bem feita.
-Quando ela chega na comunidade, é tanta gente pra se consultar com ela. Ela só sai quando atende todo mundo.
-Na consulta, ela pergunta tudo.
-Ela anda nas nossas casas. Ela é tão simples, tão humilde. Ela não gosta de ser chique.
Na fé, no amor e na luta. Avante!
Nos caminhos do “mais médicos”.
Padre Djacy
P.Brasileiro,em 26 de fevereiro de 2014
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=14968