domingo, 2 de março de 2014

MANIPULAÇÃO DA GLOBO: E a perseguição covarde não pára!

02.03.2014
Do blog CAFEZINHO, 28.02.14
Por Miguel do Rosário
 
O Globo está histérico. Nunca se viu um jornal perseguir, de maneira tão acintosa, explícita e truculenta, um presidiário que não pode se defender. Covardes.
 
 
 
 
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Ora, se você ler a matéria, ficará estarrecido com o nível de manipulação mesquinha do noticiário.
 
Daí eu lembro de Marcelo Freixo e do PSOL, que receberam a solidariedade imediata de petistas e desse blog, contra o ataque que sofreu da Globo. Agora, Freixo pôde responder no mesmo dia, com artigo na página editorial do Globo, e depois teve vasto espaço no jornal nacional.
 
Infelizmente, jamais veremos PSOL e Freixo sendo solidários com Dirceu. Mesmo que considerassem Dirceu culpado pelos crimes pelos quais foi condenado, não é possível que PSOL e Freixo não percebam a perseguição da qual o ex-ministro é vítima.
 
Dirceu não pode responder, porque está preso ilegalmente em regime fechado, quando sua sentença, agora mais do que confirmada com a sua absolvição do crime de qudrilha, era de regime semi-aberto. E o Globo jamais deu espaço para o ministro se defender.
 
O Globo não denuncia a ilegalidade do regime fechado para Dirceu. Ao invés disso, continua tentando atiçar o Ministério Público e o Judiciário do DF contra o ex-ministro, com falsas histórias de “regalias”, já negadas inclusive pela OAB-DF.
 
O título da matéria dá a entender que Dirceu tem qualquer culpa pela visita de 20 minutos que recebeu de um defensor público do DF, em janeiro deste ano.
 
Quem autoriza ou não uma visita desse tipo é a direção do presídio. Só que temos de lembrar que um presídio não é uma bastilha medieval. Por lá transitam advogados, parlamentares, defensores, agentes penitenciários. A direção tem liberdade para deixar ou não que essas pessoas conversem com presos. Pintar um presídio como uma masmorra onde ninguém pode, em hipótese alguma, se comunicar com um preso fora do dia especificado é forçar uma interpretação medieval, exagerada, draconiana, do regulamento interno da instituição.
 
Se houve algum erro, não foi de Dirceu, foi da direção do presídio. Mas não houve erro. Um defensor público tem liberdade de ação dentro de um presídio. No caso, o defensor Heverton Gisclan Neves da Silva pediu para conversar alguns minutos com Dirceu. Na entrevista ao Globo, ele dá explicações que me pareceram totalmente satisfatórias:
 
- Não vejo como problema fazer esse tipo de visita sem comunicação prévia. Não fui para atender ao réu. Não foi uma regalia.
– Tenho um interesse histórico na AP 470 (a do mensalão). Sou escritor, tenho vários livros publicados.
– Tenho de ter cuidado com o discurso, responsabilidade sobre o que falo em relação à AP 470. Posso abordar o assunto em palestras, e preciso ter cuidado com a imagem do ministro, compreensão sobre o que aconteceu – disse.
 
Ou seja, o sujeito visitou Dirceu em função de seu próprio interesse no caso. Dirceu não pediu a entrevista. Foi o defensor que a solicitou. E o Globo está manipulando a informação para transformar a notícia num escândalo, e encaixá-lo no rol das “regalias” concedidas à Dirceu.
 
E tudo com que fito? Perseguir o ex-ministro! Incitar MP e Judiciário do DF contra um homem preso ilegalmente em regime fechado!
 
A truculência da mídia contra Dirceu é tão gritante que já se tornou ridícula. Além de ser um atentado aos direitos humanos. Se fazem isso com Dirceu, poderiam fazer com qualquer um: torturar a informação para manipular as instituições, com fito de perseguir um desafeto político.
 
Um dia isso terá de ser devidamente denunciado numa corte internacional. Ao publicar matérias como essa, o Globo apenas acumula mais arbitrariedades ao seu já triste histórico de apoiador de ditaduras.
 
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/02/28/e-a-perseguicao-covarde-nao-para/

Governo debita DPNI e VPNI dos

02.03.2014
Do portal do SINDSPREV.PE, 28.02.14
Por Artur Maciel, da Redação
 

Deputado Isaltino Nascimento, sempre presente nas lutas da categoria, presente na assembleia dos Previdenciários

O governo federal, em medida tomada pelo Ministério do Planejamento e sem o conhecimento sequer dos ministérios da Saúde e da Previdência, determinou a dedução da parcela de 5% de reajuste acordado com os servidores (15% dividido em três parcelas de 5% nos anos de 2013, 2014 e 2015) sobre a DPNI e da VPNI dos servidores da Saúde, Previdência e INSS de Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Foram 60 mil servidores nestes três estados, prejudicados com a decisão arbitrária do Governo.

O assunto vinha sendo tratado em negociações com o Sindsprev-PE e a CNTSS/CUT, e havia o compromisso do Ministério do Planejamento de realizar um estudo e encaminhá-lo à Casa Civil da Presidência no sentido de discutir a correção da Lei e impedir a dedução da DPNI/VPNI. Porém as negociações foram atravessadas por essa medida unilateral do governo.

Consciente de que a medida é injusta, ilegal e arbitrária, dirigentes do Sindsprev-PE foram a Brasília na terça (25) e quarta (26). Unidos ao Sindsprev-PB, CNTSS/CUT e ANASP, foram recebidos nos ministérios da Saúde, da Previdência, no intuito de pressionar o governo a rever essa decisão. Após reuniões com representantes dos ministérios, ficou claro para os dirigentes que a luta terá, obrigatoriamente, que envolver os servidores ativos e aposentados, em manifestações públicas e atos políticos que forcem o governo a rever sua posição.

 

O assunto foi debatido com os servidores ativos e aposentados, quinta-feira (27), em assembleia bastante participativa, realizada no auditório do Sindicato dos Bancários de Pernambuco. Estiveram presentes os dirigentes Irineu Messias, José Bonifácio, Luiz Eustáquio, o deputado estadual Isaltino Nascimento, o advogado do Sindicato, Fabiano Parente e o assessor jurídico Cláudio Ferreira.
 
 
Na ocasião, os servidores decidiram que após o Carnaval será realizada uma série de manifestações nos locais de trabalho, de forma a esclarecer a categoria sobre os desmandos impetrados pelo governo federal com a redução salarial dos servidores. “Essa dedução da DPNI dos servidores da Saúde e Previdência, e da VPNI do INSS contraria um acordo coletivo de trabalho alcançado em 2006 entre governo federal e servidores.





O que percebemos é que o governo está descumprindo um acordo que resultou em Lei, a qual ele próprio foi signatário”, ressalta Irineu Messias. “Dessa forma o governo põe em risco sua própria credibilidade na construção de futuros acordos”, acentua o dirigente.
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Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000002958&cat=noticias

A manipulação criminosa da expectativas econômicas pela mídia

02.03.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 01.03.14
Por   Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa
 
 
O inexorável peso dos fatos

É manchete nos principais jornais desta sexta-feira (28/2) o resultado da economia brasileira no ano de 2013.
 
O tom de espanto domina os títulos das reportagens e das análises dos economistas credenciados pela imprensa.
 
O Produto Interno Bruto cresceu 2,3%, contrariando o canto fúnebre entoado incessantemente pela mídia tradicional até o dia anterior.
O discurso muda subitamente: agora, diz-se que "uma surpresa favorável estancou a piora das expectativas".
 
As edições desta véspera de carnaval devem ser guardadas pelos analistas da comunicação jornalística como um caso a ser estudado em futuras pesquisas.
Trata-se da mais deslavada demonstração de irresponsabilidade, para não dizer manipulação criminosa, no exercício dessa que já foi considerada uma atividade luminar da vida moderna.
 
Ao ver desmentidas pelos números suas próprias adivinhações, a imprensa usa o contorcionismo das metáforas para dizer que, agora, as expectativas catastrofistas não têm sentido.
 
Ora, mas quem foi que criou essas expectativas, se não a própria imprensa, ao dar abrigo e destaque para as piores previsões disponíveis?
 
Com exceção de uma minoria de especialistas, que passaram as últimas semanas fazendo penosos malabarismos verbais para não cair na corrente do apocalipse, o conteúdo dos jornais tem induzido os operadores da economia a um estado mental depressivo, que afeta principalmente o setor industrial, mais suscetível ao clima de pessimismo.
 
Alguns textos acusam o governo atual de haver insuflado no mercado um otimismo exagerado, há três anos, ao projetar taxas de crescimento anuais em torno de 4%.
 
Acontece que, desde então, a imprensa tem trabalhado no sentido contrário, produzindo um clima que induz a estratégias cautelosas por parte dos investidores.
 
Ainda assim, note-se, o nível de investimento cresceu 6,3% em 2013, a maior alta desde 2010.
 
O gráfico apresentado pelo Estado de S. Paulo anota, timidamente, que os investimentos devem crescer mais em 2014, impulsionados pelas obras da Copa do Mundo.
Manipulação e malabarismo
 
No amplo espectro das causas que compõem os fenômenos complexos, não se pode descartar o efeito do pessimismo da imprensa sobre escolhas de empresários e executivos mais conservadores.
 
Observe-se que, progressivamente, a predominância de opiniões negativas sobre a economia brasileira se tornou tão hegemônica que alguns autores passaram a usar e abusar de figuras de linguagem para se dirigir a seus leitores, abrindo mão do vocabulário econômico específico.
 
Interessante notar também que um dos destaques desta sexta-feira é a frase de uma jovem economista muito apreciada pelos jornais, que costuma usar referências literárias para ilustrar suas análises.
 
Em declaração no Estado de S. Paulo, ela afirma que o desempenho do PIB "vai gerar um choque de realidade sobre a economia do País. O pessimismo não se traduz em recessão ou queda do PIB", observou.
 
O leitor atento vai pesquisar suas manifestações anteriores e constata que a economista tem sido uma das mais agressivas ativistas do pessimismo, useira contumaz de ironias.
 
Note-se também que, mesmo diante da realidade que contraria tudo que vinha publicando, a imprensa se esforça para diminuir o impacto dos fatos sobre suas previsões alarmistas.
 
Numa página inteira em que analisa sinais de mudança no modelo brasileiro de crescimento, a Folha de S. Paulo apresenta nesta sexta-feira um ranking das economias que mais cresceram, lançando mão de um artifício primário para minimizar a importância do desempenho do Brasil: em dezembro, quando noticiaram estudos sobre mudanças na economia dos Estados Unidos, os jornais dividiram os países em dois blocos - os mais vulneráveis e os menos vulneráveis.
 
E qual o critério adotado agora pela Folha, para classificar o desempenho dessas mesmas economias em 2013? - Divide os países em três blocos, colocando o Brasil no bloco intermediário.
 
Se optasse pelo mesmo critério usado para destacar a análise pessimista, o jornal teria feito um quadro com dois blocos, e o Brasil seria apresentado  entre os quatro países que mais cresceram, junto com China, Indonésia e Coréia do Sul.
São manobras como essa, inspiradas claramente num viés
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/03/a-manipulacao-criminosa-da-expectativas.html
 

Roberto Jefferson também recebeu propina da Siemens

02.03.2014
Do blog ESQUERDOPATA, 01.03.14
Planilha indica propina de pelo menos R$ 150 mil da Siemens para grupo de Roberto Jefferson
FERNANDO GALLO, FAUSTO MACEDO - O Estado de S.Paulo
Planilhas apreendidas em computadores de ex-diretores dos Correios indicam que a multinacional alemã Siemens acertou o pagamento de pelo menos R$ 150 mil em propina ao grupo do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) para obter um contrato com a empresa pública em 2005.
Naquela época, Jefferson controlava politicamente os Correios. Foi em meio a suspeitas de que estaria envolvido com desvios na estatal que o então deputado e também presidente do PTB decidiu denunciar o mensalão, esquema de pagamento de parlamentares durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Hoje Jefferson cumpre pena de 7 anos e 14 dias no Rio de Janeiro por receber dinheiro do mesmo mensalão que delatou.
O contrato dos Correios que envolve a Siemens - que hoje também é alvo de investigações por causa do cartel dos trens que funcionou nos governos tucanos em São Paulo - tinha o valor de R$ 5,3 milhões. Ele foi firmado no governo Lula para fornecimento de sistemas eletrônicos de movimentação e triagem de carga.
As planilhas que indicam o pagamento de propina foram encontradas pela Polícia Federal após apreensão dos computadores do ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e de outro assessor da diretoria. Além disso, e-mails apreendidos com lobistas que atuavam na estatal mostraram que o diretor da Siemens Luiz Cox negociou pagamento de "comissão" para obter contrato com os Correios.
Os documentos integram ação penal em que Marinho e Jefferson são réus na Justiça Federal do Distrito Federal. O ex-deputado responde por formação de quadrilha e é acusado de ser "o chefe da estrutura criminosa" que atuava nos Correios e desviava dinheiro para o PTB. Marinho é acusado dos crimes de quadrilha e corrupção.
Os Correios abriram sindicância, investigaram o caso internamente e decretaram a inidoneidade da Siemens.
A empresa alemã recorreu à Justiça, mas perdeu. De quebra, acabou proibida em janeiro de participar de licitações públicas e fechar contratos com governos em todo o País nos próximos cinco anos, conforme revelou ontem o Estado.
A sindicância dos Correios também viu indícios de suborno em outro contrato com a Siemens, este de 2001, na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de R$ 25 milhões. Nesse contrato, as autoridades que investigaram o caso não conseguiram detectar o valor da propina. Na ocasião, os Correios eram presididos por Hassan Gebrin, indicado pelo então ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. Pimenta hoje é o candidato tucano ao governo de Minas Gerais.
Jefferson denunciou o mensalão depois que a revista Veja publicou, em maio de 2005, reportagem que abordava o esquema na estatal. A reportagem citava vídeo em que Maurício Marinho recebia R$ 3 mil de propina de um empresário - até hoje, este empresário nunca foi identificado. Na gravação divulgada, Marinho também revelava ser apadrinhado por Roberto Jefferson.
Três semanas depois, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Jefferson revelou o mensalão. O então deputado alegou ter visto digitais do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, também preso atualmente, no vazamento do vídeo. Jefferson acreditava que o PT desejava ocupar o espaço do PTB nos Correios. Daí porque, no seu entender, tentava incriminar Marinho, seu apadrinhado.
Ainda em 2005, a Polícia Federal fez operação para desmontar o esquema nos Correios. Foram apreendidos, além dos materiais e planilhas dos diretores da estatal, computadores de lobistas que, segundo o Ministério Público Federal, cooptavam empregados dos Correios para obter informações sobre licitações e se associavam com empresas para fraudar concorrências.
Os lobistas José Santos Fortuna e Clauzer Esteves, sócios da empresa Atrium, foram denunciados em outra ação penal também por desvio de dinheiro dos Correios - hoje são réus. Em computadores da Atrium, a PF encontrou e-mails trocados com o diretor da Siemens Luiz Cox, que assinou o contrato de 2005. Em julho de 2004, Cox - atualmente gerente de soluções inteligentes de tráfego da empresa - escreveu para os lobistas: "Propomos reduzir o valor mínimo necessário para que participemos do processo de 5.4 para 5.3 (excluída a comissão, que neste caso poderia até ser um pouco maior se as devidas providências forem tomadas)".
No material apreendido os lobistas também escreveram ter recebido "comissão" por ajudar a Siemens em negócios.
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Fonte:http://www.esquerdopata.blogspot.com.br/2014/03/roberto-jefferson-tambem-recebeu.html

GEAP/ELEIÇÕES: PRESIDENTE DO CONAD, ELIANE CRUZ, FALA DA IMPORTÂNCIA DAS ELEIÇÕES DA GEAP

02.03.2014
Do YOUTUBE, 24.02.14
PorAnaspsDF·
 

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Fonte:http://www.youtube.com/watch?list=PLrw121gw9qUzR9jehQaMydli9GcAnj7zF&v=FFOdV7UiHxM#t=237

CIA foi decisiva para a prisão de Mandela em 1962

02.03.2014
Do portal da Agência Carta Maior,07.12.2013  
Por Esquerda.Net

Agente infiltrado no Congresso Nacional Africano (CNA) deu todas as informações à polícia sul-africana, segundo o The New York Times.     

Arquivo


O The New York Times revelou em 1990 que a CIA desempenhou um importante papel na prisão de Mandela em 1962. A agência, usando um agente infiltrado no Congresso Nacional Africano (CNA), deu à polícia sul-africana informações precisas sobre as atividades de Mandela. Segundo o diário norte-americano, um agente da CIA relatou: “Entregamos Mandela à segurança da África do Sul. Demos-lhes todos os detalhes, a roupa que ele estaria a usar, o horário, o exato local onde ele estaria”.

Thatcher e a terra do faz de conta

Em 1987, quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva alinhou Portugal à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos num voto contra o fim do apartheid e a libertação de Nelson Mandela, a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher dizia: "O CNA - Congresso Nacional Africano, partido de Mandela - é uma típica organização terrorista... Qualquer um que pense que ele vá governar a África do Sul está a viver na terra do faz de conta".

Reagan dizia que apartheid era essencial para o mundo livre

Nos Estados Unidos, a opinião sobre Mandela não era diferente: o presidente Ronald Reagan inscreveu o CNA na lista de organizações terroristas. Em 1981, Reagan disse que o regime sul-africano – o regime do apartheid – era "essencial para o mundo livre". Reagan explicou à rede de TV CBS que o seu apoio ao governo sul-africano se devia a que “é um país que nos apoiou em todas as guerras em que entrámos, um país que, estrategicamente, é essencial ao mundo livre na sua produção de minerais.”

Mandela precisava de autorização especial para entrar nos EUA

Só em 2008, Mandela e o CNA deixaram a lista americana de organizações e terroristas em observação. Até então, Mandela precisava de uma permissão especial para viajar para os EUA.

Outro país que se manteve ligado ao regime segregacionista sul-africano foi Israel. Durante muitos anos, o governo israelita manteve laços económicos e relações estratégicas com o regime do apartheid. Nesta sexta-feira, o governo israelita lamentou a morte de Mandela afirmando que o "mundo perdeu um grande líder que mudou o curso da história" e que ele foi um "apaixonado defensor da democracia".

“Eu também era um terrorista ontem”

Em entrevista ao jornalista Larry King em 2000, o próprio Mandela falou sobre esta mudança de tratamento. "É verdade. Ontem, chamavam-me terrorista, mas quando saí da cadeia, muitas pessoas me abraçaram, incluindo os meus inimigos, e é isso que digo habitualmente às outras pessoas que dizem que os que lutam pela libertação dos seus países são terroristas. Digo-lhes que eu também era um terrorista ontem, mas, hoje, sou admirado pelas mesmas pessoas que me chamavam terrorista”.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/CIA-foi-decisiva-para-a-prisao-de-Mandela-em-1962/6/29744

ECOS DOS PROTESTOS: Caindo a máscara?

02.03.2014
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 25.02.14
Por Brian Nicholson,  na edição 787  

Reproduzido do blog Apriolli, 20/2/2014; intertítulos do OI  

Em junho do ano passado, no auge das manifestações, aproveitei de outro fórum na Internet para sugerir a proibição das máscaras em manifestações políticas. Como aquele fórum conta com a presença de vários simpatizantes de posições essencialmente esquerdistas, fui rapidamente tachado de intolerante, fascista, e assim vai.
Agora, o governo brasileiro – que se gaba de posições minimamente esquerdistas – prepara legislação para, efetivamente, proibir máscaras. E as vozes contrárias têm sido poucas.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, apareceu na Folha de S.Paulo chamando o projeto de “antidemocrático e chavista”.
“Parece que estamos na Venezuela”, dizia Torres. “O que nos causa estranheza é ver integrantes do governo Dilma, que sofreram a repressão do Estado na época da ditadura, quererem agora criminalizar as manifestações com uma espécie de A-I 5 social.”
Mas Torres tem sido uma voz mais ou menos solitária, pelo menos na grande imprensa. E na mídia social, também não apareceram estrondosas reclamações, pelo menos a julgar pela amostragem pequena e certamente pouco científica que fiz.
Sem efeito
O que mudou? Obviamente, a morte do Santiago Andrade foi um divisor das águas. Gostaria de pensar que seria irrelevante o fato da vítima ser jornalista, mas francamente tenho minhas dúvidas. Qualquer morte, tão dramaticamente registrada em vídeo e fotos nas suas causas e no seu desfecho, seria manchete, e politicamente impactante. Mas tenho anos demais, seja de trabalhar como jornalista, seja de acompanhar a notícia, para manter a ingenuidade de pensar que todos os mortos são iguais.
Fosse Andrade um policial? Um turista americano? Ou simplesmente outro manifestante, no meio da multidão? Ou um mendigo? Em todos estes casos as grandes redes de televisão teriam dedicadas tantas horas à sua cobertura? Os nobres ministros e legisladores iam se sentir tão pressionados a atuar, com tanta pressa quanto agora? E as vozes contra a proibição do anonimato em atos políticos seriam tão solitárias?
É conveniente pensar que a morte do cinegrafista mudou a opinião pública, pelo menos na questão nevrálgica que é o uso de máscaras em manifestações – algo que efetivamente abre caminho para violência. Mas, a julgar por duas sondagens do Datafolha, isso não foi o caso.
Em setembro do ano passado, o instituto de pesquisa identificou 89% dos paulistanos como contrários ao uso de máscara ou rosto coberto durante protestos. E agora em fevereiro, conforme Datafolha, 90% dos cariocas se declararam contra máscaras. Enquetes diferentes em cidades diferentes, mas com ordem de grandeza parecida o suficiente para sugerir que a população não mudou de opinião de repente.
Não ficou contra os mascarados por causa da morte no Rio. Sempre esteve contra. O que mudou, aparentemente, foi a percepção do governo federal, que sacou seu calculador, teclou “morte”, mais “Copa”, mais “eleição” e não gostou do resultado.
Agora ficamos sabendo que, desde setembro, o Ministério da Justiça vem preparando um pacote de medidas, entre as quais penas bem mais duras para a destruição do patrimônio público e alguma maneira de acabar com o anonimato, mas somente em manifestações políticas. Máscaras no Carnaval e festas populares, sem problema.
Deve trazer também algo sobre policiamento de passeatas, proteção para jornalistas profissionais e talvez a proibição da polícia reprimir pessoas que fotografam manifestações – algo que sinaliza o crescimento e reconhecimento do jornalismo cidadão. Aparentemente, a legislação proposta é fruto – entre outras – de um estudo de leis parecidas em três dezenas de países.
Em setembro, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que proibiu máscaras em protestos. Foram 12 votos contra, de deputados de vários partidos: PR, PSOL, PSDB, PPS, PT e PSD. Alguns alegaram inconstitucionalidade, porque só o Congresso Nacional teria poder de legislar sobre o assunto; outros por entender que a proibição seria uma restrição indevida da liberdade de protestar.
O deputado Marcelo Freixo, do PSOL, viu inconstitucionalidade porque – conforme reportagem do G1 – “o uso de máscara não é anonimato. A máscara é um símbolo de protesto. Essa lei é um grande equívoco, que só vai criar mais conflitos nas ruas, criminalizando quem decidir usar máscaras para protestar”.
Sancionada dois dias depois, a lei carioca obviamente não surtiu efeito. Para José Mariano Beltrame, o secretário de Segurança no Rio, faltaram as penas mais duras que só uma lei federal pode proporcionar.
Espírito republicano
Também há juristas contra qualquer proibição. Rodrigo Dornelles, advogado que trabalha no departamento jurídico do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, escreveu artigos e deu entrevistas para manifestar sua opinião: “Se o poder público falha em distinguir aqueles que se manifestam daqueles que cometem crimes, não pode transferir sua incompetência para os cidadãos, restringindo sua esfera de liberdade indevidamente”, dizia ele em artigo publicado pelo Conjur, antes da morte do cinegrafista.
É argumento interessante, mas abstrato. Ignora a realidade. Mesmo com uma polícia bem treinada e ciente dos direitos dos cidadãos, o trabalho de coibir violência numa manifestação de rua será sempre dificultado pela incapacidade de individualizar culpa, o que frequentemente exige identificação, antes da apreensão.
Não adianta o policial testemunhar alguém com jeans, camiseta escura e mascara de Guy Fawkes jogar um coquetel molotov, para cinco minutos depois apreender alguém de físico parecido, usando jeans, camiseta escura e mascara de Guy Fawkes. E os bem-documentados deslizes da polícia brasileira não podem ser usados como argumento para dificultar ainda mais seu trabalho – pelo contrário, facilitando o trabalho da polícia é que podemos exigir padrões éticos e operacionais mais altos. Como revelam as sondagens da Datafolha, nove em cada 10 brasileiros entendem disso, mesmo que alguns juristas não.
A nova lei será enviada em breve ao Congresso, onde já têm outras propostas em discussão. Suponha-se que o governo vai querer urgência – leia-se, em vigor antes da Copa – e a pressão do Executivo sobre o Legislativo deve ser forte, como também podemos esperar que a grandes redes de televisão coloquem debaixo da lupa qualquer deputado que ensaie resistência. Terão os nobres legisladores, que às vezes parecem gastar a maior parte do seu tempo chantageando o governo para obter cargos, o espírito republicano necessário para debater, rápida mas plenamente, um assunto tão importante? Veremos…
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*Brian Nicholson é economista, autor de A Previdência Injusta – Como o Fim dos Privilégios pode Mudar o Brasil(Ed. Geração, 2007)
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed787_brian_nicholson

Seis notas para compreender o que se passa na Crimeia

02.03.2014
Do portal da Agência Carta Maior, 01.03.14
Por Alberto Sicília, de Kiev, no blog Principia Marsupia

A situação pode degenerar numa guerra civil? Putin intervirá militarmente? Continuará a Ucrânia a ser um país ou caminha para a secessão?   

Arquivo
1) Apesar de fazer parte da Ucrânia, a maioria dos cidadãos da Crimeia são de origem russa. Segundo o último censo nacional de 2001, a composição da população é a seguinte: russos 58%, ucranianos 32%, tártaros 10%.

2) Em Sebastopol, a cidade mais importante da Crimeia, a Rússia tem a base da sua frota do Mar Negro. Segundo o último acordo assinado com o governo ucraniano, a Rússia manteria esse porto até, pelo menos, 2042. “Rússia jamais, jamais, jamais abandonará Sebastopol” dizia há dois anos Igor Kasatonov, comandante da Frota Russa do Mar Negro. Por razões geoestratégicas, a Rússia não está disposta a perder a base de Sebastopol.

3) Dentro da Ucrânia, a Crimeia é uma região autónoma com a sua própria constituição. Nas últimas eleições presidenciais, a Crimeia votou maioritariamente por Yanoukovich, o presidente que teve de fugir há dias de Kiev.

4) Os tártaros constituíram, durante séculos, a maioria da população da Crimeia. Na Segunda Guerra Mundial, cerca de 20.000 tártaros colaboraram com o exército nazi (enquanto outros muitos milhares lutavam nas fileiras do exército soviético). Stalin acusou todo o povo tártaro de “colaboracionismo” e em maio de 1944 ordenou a sua deportação às estepes de Uzbequistão. Em 1947 já não existiam tártaros na Crimeia. Depois da queda da União Soviética, muitos tártaros têm regressado desde o Uzbequistão à Crimeia.

A Crimeia, com a sua maioria tártara, fez parte da Rússia desde 1774. Em 1954, Nikita Kruchev transferiu a Crimeia para a República Socialista Soviética da Ucrânia. A decisão resultou muito polêmica em Moscou: na sua carreira como político, Kruchev tinha ascendido através das fileiras do Partido Comunista Ucraniano.

6) Num inquérito realizado há dois anos na Rússia, 70% dos cidadãos russos consideraram a Crimeia como parte do seu país. Em comparação, só 30% considerou que a Chechénia é parte da Rússia. (Curiosamente, a Chechénia faz parte da Federação Russa, enquanto a Crimeia faz parte da Ucrânia).

Durante os últimos dias, a maioria russa da Crimeia tem saído à rua para protestar contra o governo recém instalado em Kiev, que consideram ilegítimo. Exigem um referendo onde possam decidir se a Crimeia: a) continua a fazer parte da Ucrânia, b) integra-se na Rússia ou c) declara a sua independência.

Contrariamente, as minorias ucraniana e tártara apoiam o novo governo de Kiev e exigem continuar integrados na Ucrânia.



Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Seis-notas-para-compreender-o-que-se-passa-na-Crimeia/6/30382

MANIPULAÇÃO NO STF: Bomba ! A prova da manipulação do Barbosa

02.03.2014
Do blog CONVERSA AFIADA, 01.03.14
Por Paulo Henrique Amorim

Repórter não se chafurda na lama e revela a gênese da dosimetria pigal.
 
 
Esta reportagem de Felipe Recondo, do Estadão, é o suficiente para a bancada do PT no Senado – clique aqui para votar “além da Gleisi, quem são os senadores do PT?” – pedir o impeachment de Barbosa.

Pedido esse que
já corre a internet.

Recondo mostra, primeiro, que Barbosa sabia que não havia provas contra Dirceu e que o prevaricador Gurgel –
segundo Collor, da tribunal do Senado -  tinha feito um trabalho “deficiente”…

(Para dizer pouco.)

Segundo, para assegurar que Dirceu morresse nas masmorras, como tenta, agora, em parceira com Bruno Ribeiro, esse nobre exemplar da imparcialidade na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Barbosa  inflacionou as penas de Dirceu,
como explicou este ansioso blog
.

Isso é o que se deduzia da simples análise da dosimetria, como fizeram, pela ordem, os ministros Lewandowski, Barroso e Zavascki.

A “dosimetria” do Barbosa era uma manipulação vulgar da aritmética.

Agora, Recondo conta como foi que Barbosa construiu uma aritmética pigal.

Oh !, Euclides, pisaram no teu túmulo:

Análise: As operações aritméticas do ministro Joaquim Barbosa


Felipe Recondo – O Estado de S. Paulo

Barbosa acabava de admitir abertamente o que o ministro Luís Roberto Barroso dizia com certos pudores. A pena para os condenados pelo crime de formação de quadrilha no julgamento do mensalão foi calculada, por ele, Barbosa, para evitar a prescrição. Por tabela, disse Barroso, o artifício matemático fez com que réus que cumpririam pena em regime semiaberto passassem para o regime fechado.

(…)

Três anos antes, em março de 2011, Joaquim Barbosa estava de pé em seu gabinete. Não se sentava por conta do problema que ainda supunha atacar suas costas. Foi saber depois, que suas dores tinham origem no quadril.

A porta mal abrira e ele iniciava um desabafo. Dizia estar muito preocupado com o julgamento do mensalão. A instrução criminal, com depoimentos e coleta de provas e perícias, tinha acabado. E, disse o ministro, não havia provas contra o principal dos envolvidos, o ministro José Dirceu. O então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fizera um trabalho deficiente, nas palavras do ministro.

Piorava a situação a passagem do tempo. Disse então o ministro: em setembro daquele ano, o crime de formação de quadrilha estaria prescrito. Afinal, transcorreram quatro anos desde o recebimento da denúncia contra o mensalão, em 2007. Barbosa levava em conta, ao dizer isso, que a pena de quadrilha não passaria de dois anos. Com a pena nesse patamar, a prescrição estaria dada. Traçou, naquele dia em seu gabinete, um cenário catastrófico.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, no dia 26 de março de 2011, uma matéria que expunha as preocupações que vinham de dentro do Supremo. O título era: “Prescrição do crime de formação de quadrilha esvazia processo do mensalão”.

Dias depois, o assunto provocava debates na televisão. Novamente, Joaquim Barbosa, de pé em seu gabinete, pergunta de onde saiu aquela informação. A pergunta era surpreendente. Afinal, a informação tinha saído de sua boca. Ele então questiona com certa ironia: “E se eu der (como pena) 2 anos e 1 semana?”.

Barroso não sabia dessa conversa ao atribuir ao tribunal uma manobra para punir José Dirceu e companhia e manter vivo um dos símbolos do escândalo: a quadrilha montada no centro do governo Lula para a compra de apoio político no Congresso Nacional. Barbosa, por sua vez, nunca admitira o que falava em reserva. Na quarta-feira, para a crítica de muitos, falou com a sinceridade que lhe é peculiar. Sim, ele calculara as penas para evitar a prescrição. “Ora!”


Em tempo:
Recondo é aquele jornalista que o
Barbosa mandou “se chafurdar na lama”.

Navalha
Um dia, o detrito sólido de maré baixa vai levar para a capa o Juiz Bruno Ribeiro.
Ele merece !
Vai longe esse rapaz !
 
Paulo Henrique Amorim



 
 
 
 
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/03/01/bomba-a-prova-da-manipulacao-do-barbosa/