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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Facebook compra WhatsApp por R$ 38 bilhões

23.02.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 19.02.14

Facebook anuncia compra do aplicativo WhatsApp por R$ 38 bilhões

O Facebook anunciou nesta quarta-feira (19) ter chegado a um acordo para a compra do aplicativoWhatsApp. A transação totalizará US$ 16 bilhões (cerca de R$ 38,25 bilhões): US$ 4 bilhões (R$ 9,56 bilhões) em dinheiro e aproximadamente US$ 12 bilhões (R$ 28,68 bilhões) em ações da rede social.
facebook compra whatsapp
“Isso é o que mudará para vocês, nossos usuários: nada”, diz um post publicado no blog oficial do WhatsApp. “O WhatsApp continuará autônomo e operando de forma independente. [...] Não haveria parceria entre as duas empresas se tivéssemos de comprometer os princípios que sempre definirão nossa companhia, nossa visão e nosso produto.”
O aplicativo de comunicação instantânea e o Facebook Messenger funcionarão de forma separada. A marca WhatsApp será mantida, e a sede da empresa adquirida continuará funcionando em Mountain View (o Facebook fica em Menlo Park; as duas cidades são na Califórnia). Jan Koum, hoje diretor-executivo do WhatsApp, se juntará à diretoria do Facebook.
Em comunicado oficial, o Facebook anunciou que mais de 450 milhões de pessoas usam o WhatsApp mensalmente, sendo que 70% deles usuários diários ativos. A companhia divulgou ainda que o “volume de mensagens se aproxima à quantidade total de mensagens de texto via celular [SMS] em todo o mundo”.
As empresas declararam que a aquisição está alinhada com a missão que as duas têm de “levar mais conectividade e utilidade ao mundo, entregando serviços de internet importantes de forma eficiente e acessível”.
“O WhatsApp está a caminho de conectar 1 bilhão de pessoas. Os serviços que conseguem esse feito são incrivelmente valiosos”, afirmou Mark Zuckerberg em comunicado (o Facebook soma 1,23 bilhão de usuários ativos ao mês).
Em fevereiro de 2012, a maior rede social do mundo comprou o aplicativo Instagram por US$ 1 bilhão – na época, o serviço de fotos tinha 30 milhões de usuários.

Histórico

O WhatsApp foi criado por Brian Acton e Jan Koum em 2009. Ambos eram ex-funcionários do Yahoo!.
O aplicativo é um substituto do SMS. Ele usa o plano de dados de um smartphone para enviar mensagens aos contatos que também têm o software. O programa está disponível gratuitamente, por um ano, para as principais plataformas de sistema operacional (iOS, Android, Windows Phone e BlackBerry). Depois de 12 meses, a empresa cobra US$ 1 (cerca de R$ 2,35) para cada ano de uso.
Em dezembro de 2013, o WhatsApp anunciou a marca de 400 milhões de usuários ativos. “Quando dizemos que vocês [usuários] fizeram isso ser possível, falamos sério. O WhatsApp só tem 50 funcionários, e a maioria é composta por engenheiros. Chegamos a esse ponto sem gastar um dólar em propagandas ou em campanhas de marketing”, informa um post da companhia.
Diferente de seus concorrentes, o WhatsApp ganha dinheiro apenas com a anuidade paga pelos usuários. O aplicativo não oferece jogos ou recursos extras pagos.

Aquisições

O valor pago pelo Facebook é um dos maiores do ramo de tecnologia. A transação mais recente e com valor aproximado foi quando o Google comprou a Motorola, em 2011, por US$ 12,5 bilhões.
Recentemente, a varejista japonesa Rakuten comprou um dos competidores do WhatsApp, o aplicativo Viber – que, além de enviar mensagens instantâneas, também permite ligações pela web. O valor pago pelo grupo asiático foi de US$ 2 bilhões.
Em abril de 2013, havia rumores de que o Google compraria o WhatsApp por US$ 1 bilhão. No entanto, os fundadores da companhia disseram na época que a companhia não estava à venda.
A compra do WhatsApp pelo Facebook mostra a preocupação da companhia com o mercado móvel. Apesar de ter uma aplicação que realiza praticamente as mesmas funções, a empresa aparentemente não estava conseguindo conter o crescimento da adesão ao aplicativo concorrente.
UOL Tecnologia
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/02/facebook-compra-whatsapp-por-r-38-bilhoes.html

STF NÃO JULGA AZEREDO. O CRIME PERFEITO

23.02.2014
Do blog CONVERSA AFIADA, 20.02.14
Por Paulo Henrique Amorim

Tucanos desmoralizam STF e o mensalão do PT.

Viva a impunidade !

Não há como o STF julgar quem não pode julgar.

O cidadão Eduardo Azeredo não tem privilégio de foro.

Como se sabe, por sugestão do presidente Barbosa, o mensalão tucano, que precede o do PT, foi desmembrado.

Logo, o privilégio de foro que beneficia o senador Clésio Andrade não puxa o cidadão Eduardo Azeredo para o Supremo.

Se o Supremo quiser julgar o Azeredo, tem que imolar-se, fazer harakiri.

O crime tucano é perfeito. 

Azeredo será inocentado na Justiça de Minas, que anda tão rápido quanto a apuração do Trensalão no Ministério Público.

O cidadão Eduardo Azeredo está tão livre quanto o Padim Pade Cerra e sua clã, incursos na Privataria Tucana.

Assim como o cidadão Azeredo está tão livre quanto o cidadão Fernando Henrique Cardoso, que comprou uma reeleição.

O cidadão Azeredo tem 66 anos. 

Com 70 anos, ele terá a liberdade dos sabiás de Inhotim. 

Os tucanos são impunes.

Os tucanos deram uma banana para o Supremo. 

Em tempo: o crime só não é tão perfeito quanto a compra da reeleição, porque Eduardo Azeredo acabou de desmoralizar irremediavelmente o julgamento de exceção, aquele que mantém o Zé Dirceu em regime fechado e José Genoino longe de sua casa, em São Paulo. Para completar o escárnio desmoralizante, aguarda-se para breve o ingresso do presidente Barbosa num partido da oposição.

Em tempo2: como se faltasse o que desmoralizar, o inatacável Ministro Fux não relata o Recurso Extraordinário número 680967, que legitimará a Satiagraha.

Em tempo3: Daniel Dantas deve sentir cólicas de tanto rir.


Paulo Henrique Amorim

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/02/20/stf-nao-julga-azeredo-o-crime-perfeito/

Bye bye coxinhas! O povo apoia a Copa do Mundo!

23.02.2014
Do blog CAFEZINHO, 22.02.14
Por Miguel do Rosário

A maioria do povo brasileiro quer a Copa.
Os números foram divulgados pelo Ibope, no mesmo relatório que traz a pesquisa de aprovação do governo e da presidenta.
O apoio à Copa cresce na proporção que declina a renda das famílias. Em suma, a base da pirâmide do povo brasileiro empresta um forte apoio à realização do evento, acha que trará mais benefícios que prejuízos e, por consequência, se posiciona contra protestos neste sentido.
Na média nacional, 58% dos brasileiros apóiam  Copa, contra 38% que são contra. A maior parte dos que são contra a Copa são os ricos. Entre os que ganham até 1 salário, o apoio vai a 68%.
Eu considero, contudo, que a quantidade de pessoas a favor da Copa poderia ser imensamente maior, se o governo tivesse feito um trabalho de esclarecimento mais profissional. Talvez ainda dê tempo.
A maioria da população tem opinião negativa sobre os protestos contra a Copa, sobretudo os mais pobres.
Num ranking de 1 a 10, sendo 1 correspondente a “não apoia de jeito nenhum” os protestos, e o 10 correspondente a “apoia totalmente”, a maioria (27%) marcou 1 e somente 7% marcaram 10.
Mesmo entre os mais ricos (mais de 5 salários), o 1 ganha de lavada, com 19%.  Entre os mais pobres, 41% são contra os protestos e somente 7% a favor.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2014/02/22/bye-bye-coxinhas-o-povo-apoia-a-copa-do-mundo/

Ali Kamel, Comunique-se e a verdade

23.02.2014
Do BLOG DO MIRO, 21.02.14
Por blog Viomundo:



Considerando que o Comunique-se é um veículo voltado para jornalistas, que não se apresenta como patronal e que respeita a verdade factual, esclarecemos:

1. Somos processados pelo atual diretor de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, por motivos diversos. Um deles, relacionado à exibição, pelo blog Cloaca News, de Porto Alegre, de um vídeo com cenas do filme Solar das Taras Proibidas (1984).

2. Como pode ser comprovado pelos créditos iniciais da película e pelo cartaz original da obra, anexo, o elenco masculino do filme é encabeçado pelo ator identificado como ALI KAMEL, homônimo do atual diretor de Jornalismo da influente rede de TV, e não Alex Kamel, conforme noticiou o site Comunique-se. O nome Alex Kamel figura em uma ficha catalográfica do site Cinemateca Brasileira, do Ministério da Cultura.

As cenas iniciais do filme Solar das Taras Proibidas, com os respectivos créditos, podem ser vistas neste link: http://goo.gl/lFCo8Z.

Como, desde sempre, o foco de nossa piada era a homonímia, está claro que ela existe em relação ao nome que aparece nos créditos do filme.

3. A despeito do caráter satírico de diversas postagens, em momento algum houve qualquer afirmação ou cogitação de que o ator e o jornalista pudessem ser a mesma pessoa. No entanto, o fato deu oportunidade para uma crítica bem humorada, apesar de mordaz, ao jornalismo da TV Globo, prática legítima em um ambiente democrático e de respeito à liberdade de expressão.

4. As críticas que fizemos a Ali Kamel, o diretor da TV Globo, não foram pessoais, mas ao jornalismo dirigido e praticado por ele.

5. Ali Kamel é um figura pública, dirigente da maior emissora de TV da América Latina, uma das maiores do mundo. Escreveu artigos e livros. Um deles, Não Somos Racistas, foi badaladíssimo e formou opinião contra a implementação de cotas raciais no Brasil. Kamel também criticou aspectos do programa Bolsa Família.

6. Uma figura pública pode e deve ser criticada, especialmente quando atua em uma emissora de televisão que é concessão pública e influencia a opinião de milhões de brasileiros. Chama-se liberdade de expressão.

7. Habilmente, advogados de Kamel retiraram as críticas feitas a ele do contexto político em que se deram, focaram na piada referente ao filme. Estamos certos de que conseguiremos reverter as sentenças dadas até agora no Rio de Janeiro, sede da poderosa Rede Globo.

8. Independentemente do resultado das ações, no entanto, estamos felizes de ter atuado em defesa de programas hoje aceitos pela grande maioria dos brasileiros, como o Bolsa Família e as cotas para negros nas universidades. Elas ajudam a diminuir a histórica desigualdade entre os brasileiros, que se aprofundou durante a ditadura militar, que ascendeu ao poder há 50 anos, com apoio e tendo como uma das principais beneficiárias a Rede Globo.

Assinado por:

Luiz Carlos Azenha: blog Viomundo (viomundo.com.br)

Miguel do Rosário: blog O Cafezinho (ocafezinho.com)

Rodrigo Vianna: blog Escrevinhador (www.rodrigovianna.com.br)

Willians Barros: blog Cloaca News (cloacanews.blogspot.com.br)

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PS do Viomundo: Lauro Jardim, da Veja, foi um dos propagadores de mentiras sobre o caso. Vejam a mentira que ele escreveu em sua coluna eletrônica:

“Azenha foi condenado por ter escrito, em cerca de trinta posts, que o diretor da Central Globo de Jornalismo foi ator pornô durante a juventude. Kamel provou na Justiça que nunca houve um ator chamado Ali Kamel. Mas, sim, um certo Alex Kamel – que, a propósito, não é seu parente – estrela de um certo Solar das Taras Proibidas”.

Eu, Azenha, nunca escrevi em um só post que Ali Kamel foi ator pornô durante a juventude. Pelo contrário, a única coisa que escrevi sobre o assunto é que se tratava de um homônimo. Porém, o jornalista da Veja não teve a curiosidade de ler o processo, nem de me ouvir, nem de ouvir meu advogado. Propagou uma mentira. Vamos solicitar judicialmente uma correção.

PS2 do Viomundo: Como eles atiram nos blogueiros usando meios poderosos, pedimos aos nossos leitores que nos ajudem disseminando este post via redes sociais. Obrigado.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/02/ali-kamel-comunique-se-e-verdade.html

Ilimar confirma o que dissemos: Azeredo “foi suicidado” por cúpula tucana. Leia-se: Aécio Neves

24.02.2014
Do blog TIJOLAÇO, 23.02.14
Por Fernando Brito 


depenna
O colunista Ilimar Franco, de O Globo, confirma e dá detalhes do que este blog afirmou, cinco dias atrás.
O deputado Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas e fundador do PSDB, não renunciou de livre  e espontânea vontade.
Foi executado politicamente pela direção do PSDB.
Consequentemente, por decisão comandada por Aécio Neves.
Foi concedido, como aos generais da Wehrmatch, apenas a pistola Luger para por fim à sua própria vida política.
Nem mesmo às últimas palavras.
“Por escrito, senhor, faça o favor”.
É como as da máfia de Chicago que deve ser vista a visita de “solidariedade” de Aécio Neves.
Apenas flores para o cadáver.
Foro íntimo?
O PSDB criou enredo épico para a renúncia de Eduardo Azeredo, réu no mensalão mineiro. Mas o afastamento foi definido na reunião da Executiva Nacional, dia 11. E coube a um grupo de deputados, coordenado por Carlos Sampaio (SP) e Bruno Araújo (PE), convencer o advogado de Azeredo, José Gerardo Grossi, que a renúncia era melhor para a campanha de Aécio Neves, para a imagem do PSDB e para a sua defesa.
Foi assim
Um grupo de deputados tucanos ficou na sala, após a reunião da Executiva, e definiu ainda que Azeredo sequer devia discursar na Câmara. E sugeriram que alguém lesse sua defesa. Coube ao deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro, a tarefa. Estavam presentes, o líder Antonio Imbassay (BA); o vice do partido, Bruno Araújo (PE); Carlos Sampaio (SP); Mendes Thame (SP); Vanderlei Macris (SP) e Nilson Leitão (MS). Um deles proclamou: “Não tem que ir para a tribuna. No momento da gritaria não é hora de explicação”. Lá, o ex-líder Carlos Sampaio garantiu que, ainda assim, o STF julgaria Azeredo, e não a primeira instância. “Tenho 99% de certeza”, disse.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=14480

"É meu dever dizer aos jovens o que é um golpe de estado"

23.02.2014
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 20.02.14
Por Hildegard Angel

"Neste momento em que um golpe ronda um país vizinho, é meu dever dizer aos jovens o que é um golpe de estado"

Neste momento extremamente grave em que vemos um golpe militar caminhar célere rumo a um país vizinho, com o noticiário chegando a nós de modo distorcido, utilizando-se de imagens fictícias, exibindo fotos de procissões religiosas em Caracas como se fosse do povo venezuelano revoltoso nas ruas; mostrando vídeos antigos como se atuais fossem; e quando, pelo próprio visual próspero e “coxinha” dos manifestantes, podemos bem avaliar os interesses de sua sofreguidão, que os impedem de respeitar os valores democráticos e esperar nova eleição para mudar o governo que os desagrada, vejo como meu dever abrir a boca e falar.
Dizer a vocês, jovens de 20, 30, 40 anos de meu Brasil, o que é de fato uma ditadura.
Se a Ditadura Militar tivesse sido contada na escola, como são a Inconfidência Mineira e outros episódios pontuais de usurpação da liberdade em nosso país, eu não estaria me vendo hoje obrigada a passar sal em minhas tão raladas feridas, que jamais pararam de sangrar.
Fazer as feridas sangrarem é obrigação de cada um dos que sofreram naquele período e ainda têm voz para falar.
Alguns já se calaram para sempre. Outros, agora se calam por vontade própria. Terceiros, por cansaço. Muitos, por desânimo. O coração tem razões…
Eu falo e eu choro e eu me sinto um bagaço. Talvez porque a minha consciência do sofrimento tenha pegado meio no tranco, como se eu vivesse durante um certo tempo assim catatônica, sem prestar atenção, caminhando como cabra cega num cenário de terror e desolação, apalpando o ar, me guiando pela brisa. E quando, finalmente, caiu-me a venda, só vi o vazio de minha própria cegueira.
Meu irmão, meu irmão, onde estás? Sequer o corpo jamais tivemos.
Outro dia, jantei com um casal de leais companheiros dele. Bronzeados, risonhos, felizes. Quando falei do sofrimento que passávamos em casa, na expectativa de saber se Tuti estaria morto ou vivo, se havia corpo ou não, ouvi: “Ah, mas se soubessem como éramos felizes… Dormíamos de mãos dadas e com o revólver ao lado, e éramos completamente felizes”. E se olharam, um ao outro, completamente felizes.
Ah, meu deus, e como nós, as famílias dos que morreram, éramos e somos completamente infelizes!
A ditadura militar aboletou-se no Brasil, assentada sobre um colchão de mentiras ardilosamente costuradas para iludir a boa fé de uma classe média desinformada, aterrorizada por perversa lavagem cerebral da mídia, que antevia uma “invasão vermelha”, quando o que, de fato, hoje se sabe, navegava célere em nossa direção, era uma frota americana.
golpe estado brasil
Deu-se o golpe! Os jovens universitários liberais e de esquerda não precisavam de motivação mais convincente para reagir. Como armas, tinham sua ideologia, os argumentos, os livros. Foram afugentados do mundo acadêmico, proibidos de estudar, de frequentar as escolas, o saber entrou para o índex nacional engendrado pela prepotência.
As pessoas tinham as casas invadidas, gavetas reviradas, papéis e livros confiscados. Pessoas eram levadas na calada da noite ou sob o sol brilhante, aos olhos da vizinhança, sem explicações nem motivo, bastava uma denúncia, sabe-se lá por que razão ou por quem, muitas para nunca mais serem vistas ou sabidas. Ou mesmo eram mortas à luz do dia. Ra-ta-ta-ta-tá e pronto.
E todos se calavam. A grande escuridão do Brasil. Assim são as ditaduras. Hoje ouvimos falar dos horrores praticados na Coreia do Norte. Aqui não foi muito diferente. O medo era igual. O obscurantismo igual. As torturas iguais. A hipocrisia idêntica. A aceitação da sobrevivência. Ame-me ou deixe-me. O dedurismo. Tudo igual. Em número menor de indivíduos massacrados, mas a mesma consistência de terror, a mesma impotência.
Falam na corrupção dos dias de hoje. Esquecem-se de falar nas de ontem. Quando cochichavam sobre as “malas do Golbery” ou as “comissões das turbinas”, as “compras de armamento”. Falavam, falavam, mas nada se apurava, nada se publicava, nada se confirmava, pois não havia CPI, não havia um Congresso de verdade, uma imprensa de verdade, uma Justiça de verdade, um país de verdade.
E qualquer empresa, grande, média ou mínima, para conseguir se manter, precisava obrigatoriamente ter na diretoria um militar. De qualquer patente. Para impor respeito, abrir portas, estar imune a perseguições. Se isso não é um tipo de aparelhamento, o que é, então? Um Brasil de mentirinha, ao som da trilha sonora ufanista de Miguel Gustavo.
Minha família se dilacerou. Meu irmão torturado, morto, corpo não sabido. Minha mãe assassinada, numa pantomima de acidente, só desmascarada 22 anos depois, pelo empenho do ministro José Gregory, com a instalação da Comissão dos Mortos e Desaparecidos Políticos no governo Fernando Henrique Cardoso.
Meu pai, quatro infartos e a decepção de saber que ele, estrangeiro, que dedicou vida, esforço e economias a manter um orfanato em Minas, criando 50 meninos brasileiros e lhes dando ofício, via o Brasil lhe roubar o primogênito, Stuart Edgar, somando no nome as homenagens ao seus pai e irmão, ambos pastores protestantes americanos – o irmão assassinado por membro louco da Ku Klux Klan. Tragédia que se repetia.
Minha irmã, enviada repentinamente para estudar nos Estados Unidos, quando minha mãe teve a informação que sua sala de aula, no curso de Ciências Sociais, na PUC, seria invadida pelos militares, e foi, e os alunos seriam presos, e foram. Até hoje, ela vive no exterior.
Barata tonta, fiquei por aí, vagando feito mariposa, em volta da fosforescência da luz magnífica de minha profissão de colunista social, que só me somou aplausos e muitos queridos amigos, mas também uma insolente incompreensão de quem se arbitrou o insano direito de me julgar por ter sobrevivido.
Outra morte dolorida foi a da atriz, minha verdadeira e apaixonada vocação, que, logo após o assassinato de minha mãe, precisei abdicar de ser, apesar de me ter preparado desde a infância para isso e já ter alcançado o espaço próprio. Intuitivamente, sabia que prosseguir significaria uma contagem regressiva para meu próprio fim.
Hoje, vivo catando os retalhos daquele passado, como acumuladora, sem espaço para tantos papéis, vestidos, rabiscos, memórias, tentando me entender, encontrar, reencontrar e viver, apesar de tudo, e promover nessa plantação tosca de sofrimentos uma bela colheita: lembrar aos meus mártires, e tudo de bom e de belo que fizeram pelo meu país, quer na moda, na arte, na política, nos exemplos deixados, na História, através do maior número de ações produtivas, efetivas e criativas que possa multiplicar.
E ainda há quem me pergunte em quê a Ditadura Militar modificou minha vida!
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/02/22/chora-gilmar-chora-dirceu-passa-de-r-1-milhao/

MERVAL PEREIRA CONTINUA FUGINDO DA RENÚNCIA DE EDUARDO AZEREDO - ILIMAR FRANCO PUBLICA DETALHES DA TRAIÇÃO TUCANA

23.02.2014
Do blog 007BONDeblog, 22.02.14
JORNALISTA/COLUNISTA DE O GLOBO, MERVAL SE ACOVARDA E PELO 3o. DIA APÓS O FATO, EVITA TOCAR NO ESPINHOSO TEMA. 

Já a COLUNA Panorama Político de Ilimar Franco (22/02/2014) traz os detalhes do que foi uma ação SÓRDIDA de traição e descarte perpetrada contra Eduardo Azeredo.

Para o respeitável público, segundo Ilimar Franco _"O PSDB criou enredo épico para a renúncia de Eduardo AZEREDO, réu do mensalão mineiro". - MENSALÃO TUCANO, bem entendido, digo eu.

Diferente de seu colega de jornal (Merval Pereira), Ilimar Franco não fugiu do assunto da renúncia de Eduardo Azeredo. Jornalista que se preza age assim, colocando a notícia e a informação, acima e à frente das possíveis amizades e ligações político-partidárias.

O AFASTAMENTO de AZEREDO foi decidido pela executiva nacional do PSDB no dia 11/02. O advogado de AZEREDO foi "convencido" de que era melhor para para a campanha de Aécio, para a imagem do PSDB e para o próprio RÉU, renunciar.

Esse grupo impediu ainda que Azeredo fizesse seu discurso na CÂMARA, conforme anunciado. Azeredo não apareceu e deram a desculpa de que ele havia se sentido mal.

"NÃO TEM QUE IR PARA A TRIBUNA" - Foi o grito que mandou Azeredo para a casa e fechou a TAMPA DO CAIXÃO DE SEU MANDATO.

Conclusão do Blog

Azeredo, que sempre pensou fazer parte do "NINHO TUCANO", sentiu na pele a RAPINAGEM de seus pares, se dando conta de que estava era em "NINHO DE SERPENTES".
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Fonte:http://007bondeblog.blogspot.com.br/2014/02/merval-pereira-continua-fugindo-da.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)

VEJA MANIPULA, COMO SEMPRE:Médica cubana acusa Veja de manipulação

23.02.2014
Do portal da REVISTA FÓRUM,21.02.14

Yamile Mari Min diz que publicação distorceu suas declarações. “Saiu tudo diferente do que a gente falou. Não sei se eles tinham um interesse com a matéria, mas estamos muito chateados”
Médica cubana afirma que todos os sabiam quanto iam ganhar antes de chegar no Brasil
“Eu vim para o Brasil para trabalhar, não para ficar dando entrevistas”, foi assim que Yamile Mari Min, médica cubana que atua no posto de saúde do Bairro Santa Luzia, me recebeu no início da tarde desta segunda-feira. Por diversas vezes, ela já havia sido procurada pela nossa equipe, mas se recusava a falar.
O meu objetivo era repercutir reportagem publicada pela Revista Veja, que denuncia suposta tentativa de pressão por parte do Ministério da Saúde e do governo de Cuba para que os médicos da ilha de Fidel Castro permaneçam no país. Segundo a revista, Vivian Isabel Chávez Pérez (chamada de capataz dos médicos na reportagem) exerceria esta função e teria, sob ameaças, conseguido manter as duas médicas cubanas em Jaraguá do Sul.
O fato foi desmentido pelo o secretário de Saúde, Ademar Possamai (DEM), que foi citado pela revista. Segundo ele, em dezembro, as médicas estavam com dificuldades de adaptação e quase chegaram a se desligar, mas depois de contato do Ministério da Saúde, o problema foi solucionado e hoje está tudo bem. Depois de alguns minutos de conversa no consultório, Yamile foi perdendo a desconfiança e admitiu que foi procurada pela Veja na semana passada, mas disse que se negou a falar por entender que parte da imprensa vem tratando deste assunto sob a ótica estritamente política. “Eu e todos os médicos cubanos sabíamos quanto iríamos ganhar ao vir ao Brasil. Ninguém é obrigado a nada, a gente se inscreve sabendo de tudo. Eu estou aqui para ajudar o meu país”, resumiu a cubana já com sorriso no rosto e falando um bom português. Para ela, a prova da importância do programa é a satisfação da comunidade.
A polêmica em torno da presença dos profissionais cubanos no Brasil está no fato de que eles recebem R$ 1mil ao mês, os outros R$ 9 mil a que teriam direito são depositados em uma conta do governo de Cuba. No término do contrato, quando retornam para casa, os médicos recebem mais um percentual do valor, o restante fica com os cofres públicos, funciona como um imposto retido na fonte em um país onde a educação e a saúde são 100% financiadas pelo governo.
De Cuba para Jaraguá do Sul

Yamile Mari Min, médica cubana que atua no Posto do Santa Luzia e foi citada pela Revista Veja desta semana, critica decisão de Ramona Matos Rodriguez, que deixou o programa Mais Médicos e entrou com uma ação trabalhista por danos morais de R$ 149 mil contra o governo federal. Os cubanos recebem R$ 1 mil ao mês, auxílio moradia, alimentação e transporte.
A matéria da edição desta semana da Revista Veja denuncia pressão para permanência de médicos cubanos no país, citando profissionais que estão em Jaraguá do Sul. A reportagem cita suposta declaração da coordenadora de Atenção Básica no município, Nádia Silva, que teria dito: “(elas) sofreram um impacto psicológico muito grande por causa dessa diferença de tratamento (salário). Não havia uma semana que não reclamassem das dificuldades de viver aqui”. Procurada pela coluna ontem, Nadia desmentiu as informações publicadas na revista. “Na verdade saiu tudo diferente do que a gente falou. Não sei se eles tinham um interesse com a matéria, mas estamos muito chateados”, contesta a coordenadora, que admite que em dezembro as duas médicas pensaram em deixar o município, mas acredita que tenha sido por dificuldade de estar longe dos familiares e amigos. “Está tudo muito bem”, avalia.
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Fonte:http://revistaforum.com.br/blog/2014/02/medica-cubana-acusa-veja-de-manipulacao/

A tática golpista na Venezuela

23.02.2014
Do BLOG DO MIRO,22.02.14
Por Editorial do sítio Vermelho:

Desde a semana passada se intensificaram as tentativas de golpe de Estado perpetradas pela oposição na Venezuela, que por meio de uma campanha intitulada “A Saída” ataca o presidente Nicolás Maduro exigindo sua deposição ou renúncia. A extrema direita do país vem se apropriando de maneira perigosa do discurso democrático, mascarando a sua verdadeira face autoritária. Essa falsificação conta com apoio dos meios de comunicação internacionais, que ajudam a difundir as calúnias estrategicamente montadas para provocar agitação.

O que se pode constatar é que há um novo padrão de intervenção da direita na América Latina e o que está acontecendo na Venezuela é a aplicação desta tática de desestabilização, uma vez que a oposição não tem força política suficiente para enfrentar os governos de esquerda de forma democrática. 

Os Estados Unidos e as direitas locais não suportam mais dez anos de governos progressistas e anti-imperialistas na América Latina. E o que acontece na Venezuela é reflexo do desespero da oposição e das forças ultradireitistas que não têm apoio popular suficiente para vencer o chavismo em eleições limpas. Sem alternativa, “a saída” é descontextualizar a democracia para confundir o povo.

Os opositores criticam o governo que instituiu uma gestão de ligação direta com as massas para encontrar soluções criativas. Sendo assim, um governo que favorece o povo em detrimento das elites, combate a especulação financeira, mantém os esforços pela integração latino-americana, impulsiona novas relações através da Alba, do Mercosul, da Unasul e da Celac, não é considerado democrático pela direita venezuelana.

Está aí o risco, pois não se sabe ao certo qual é a proposta destes que querem derrubar Maduro. Vale então questionar quais são as reais intenções desse movimento que ganha cada vez mais adeptos na Venezuela. Também é importante conhecer o perfil e ponderar o histórico daquele que está à frente destas manifestações.

A principal figura da ala mais radical da direita venezuelana é Leopoldo López, que foi detido na manhã da última terça-feira (18), em Caracas, por ser considerado o responsável por incitar a violência das manifestações que deixaram um saldo trágico de quatro mortes e dezenas de feridos. Ele, mais do que qualquer outro opositor, conhece e tem fortes ligações nos Estados Unidos, onde morou, estudou e se formou em política. López apoiou Henrique Capriles contra Chávez e contra Maduro nas eleições presidenciais, mas diante das fracassadas tentativas, resolveu assumir uma postura mais agressiva.

Contudo, essa mudança de tática não convence os seguidores do chavismo, que se mantêm firmes e convictos no legado da Revolução Bolivariana e seguem apoiando Nicolás Maduro, como é possível constatar nas manifestações convocadas pelo governo recentemente. Nicolás Maduro mostra que tem força política e que ela não será abalada com tanta facilidade. O presidente é contundente nos objetivos de independência política, econômica e financeira, na busca pela consolidação do socialismo. 

Um golpe de Estado na Venezuela não seria uma perda apenas para o povo venezuelano, herdeiro de Hugo Chávez, de José Martí e Simón Bolívar. Significaria também uma ruptura do processo de integração da América Latina, que hoje se consolida como um polo das forças progressistas na luta contra a dominação imperialista e a favor da autodeterminação dos povos, da paz e da justiça.

Sendo assim, é preciso defender a democracia venezuelana, bem como os governos eleitos de forma legítima. Mais do que nunca, devemos unir forças na denúncia contra o fascismo golpista, que tenta desmoralizar e desmantelar as estruturas sólidas que os governos de esquerda conseguiram construir em nosso continente.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/02/a-tatica-golpista-na-venezuela.html

ROTEIRO DOS NEOGOLPISTAS: Ramonet analisa o golpe na Venezuela

23.02.2014
Do blog TIJOLAÇO, 
Por Miguel do Rosário

O diretor do Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet, fez uma das melhores análises até agora sobre o que acontece na Venezuela. Ele lembra que o chavismo é profundamente democrático e denuncia o golpe em curso no país.

É interessante verificar o “modus operandi” dos protestos, descrito minuciosamente por Ramonet, sempre tendo como pano de fundo a tentativa de usar a violência para produzir instabilidade e comoção nacional. Provoca-se a polícia até o limite, inclusive com armas de fogo, fomentando reação do Estado, para em seguida denunciar a “repressão”.
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Técnicas de manual
Por Ignacio Ramonet, na Folha.

A Venezuela passou por quatro eleições decisivas recentemente: duas votações presidenciais, uma para governos estaduais e uma para prefeituras. Todas foram vencidas pelo bloco da revolução bolivariana. Nenhum dos resultados foi impugnado pelas missões internacionais de observação eleitoral.

A votação mais recente aconteceu apenas dois meses atrás e resultou em clara vitória para os chavistas. Desde que Hugo Chávez assumiu a Presidência, em 1999, todas as eleições demonstram que, sociologicamente, o apoio à revolução bolivariana é majoritário no país.

Na América Latina, Chávez foi o primeiro líder progressista –desde Salvador Allende– a apostar na via democrática para chegar ao poder. Não é possível compreender o que é o chavismo se não for levado em conta o seu caráter profundamente democrático. A aposta de Chávez, ontem, e a de Nicolás Maduro, hoje, é o socialismo democrático. Uma democracia não só eleitoral. Também econômica, social, cultural…

Em 15 anos, o chavismo conferiu a milhões de pessoas que não tinham documentos de identidade por serem pobres a situação de cidadãos e permitiu que votassem. Dedicou mais de 42% do Orçamento do Estado aos investimentos sociais. Tirou 5 milhões de pessoas da pobreza. Reduziu a mortalidade infantil. Erradicou o analfabetismo. Multiplicou por cinco o número de professores nas escolas públicas (de 65 mil a 350 mil). Criou 11 novas universidades. Concedeu aposentadorias a todos os trabalhadores (mesmo os informais). 

Isso explica o apoio popular de que Chávez sempre desfrutou e as recentes vitórias eleitorais de Nicolás Maduro.

Por que, então, os protestos? Não nos esqueçamos de que a Venezuela chavista –por possuir as maiores reservas mundiais de hidrocarbonetos– sempre foi (e será) objeto de tentativas de desestabilização e de campanhas de mídia sistematicamente hostis.

Apesar de se haver unido sob a liderança de Henrique Capriles, a oposição perdeu quatro eleições consecutivas. Diante desse fracasso, sua facção mais direitista, ligada aos Estados Unidos e liderada pelo golpista Leopoldo López, aposta agora em um “golpe de Estado lento”. E aplica as técnicas do manual quanto a isso.

Na primeira fase: 

1. Criar descontentamento ao tirar do mercado produtos de primeira necessidade. 

2. Fazer crer na “incompetência” do governo. 

3. Fomentar manifestações de descontentamento. 

E 4. Intensificar a perseguição pela mídia.

A partir de 12 de fevereiro, os extremistas ingressaram na segunda fase: 

1. Utilizar o descontentamento de um grupo social (uma minoria de estudantes) a fim de provocar protestos violentos e detenções. 

2. Montar “manifestações de solidariedade” aos detidos. 

3. Introduzir entre os manifestantes pistoleiros com a missão de provocar vítimas de ambos os lados (a análise balística determinou que os disparos que mataram o estudante Bassil Alejandro Dacosta e o chavista Juan Montoya, em 12 de fevereiro, em Caracas, foram feitos com a mesma arma, uma Glock calibre 9 mm). 

4. Ampliar os protestos e seu nível de violência. 

5. Redobrar a ofensiva da mídia, com apoio das redes sociais, contra a “repressão” do governo. 

6. Conseguir que as “grandes instituições humanitárias” condenem o governo por “uso desmedido da violência”. 

7. Conseguir que “governos amigos” façam “advertências” às autoridades locais.

É nesta etapa que estamos.

Portanto, a democracia venezuelana está ameaçada? Só se for, uma vez mais, pelos golpistas de sempre.

IGNACIO RAMONET, 70, é diretor do jornal “Le Monde Diplomatique” em sua versão espanhola e autor de “Fidel Castro: Biografia a Duas Vozes” e “Hugo Chávez, Minha Primeira Vida”, que será lançado em maio no Brasil

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=14399

Antônio de Souza: Suíça, Maluf e as denúncias que deixam tucanos aloprados

23.02.2014
Do blog VI O MUNDO, 21.02.14
Por Antônio de Souza Lopes da Silva, especial para o Viomundo

“Depois, os tucanos fritaram Maluf para assumir o eleitorado conservador”, observa o autor deste texto

Todos sabem que durante anos Paulo Maluf  foi acusado com veemência de ser corrupto. Os movimentos populares em várias eleições usaram o símbolo “ratuf“ para vinculá-lo a corrupção.

Maluf resistiu às denúncias o quando pode. Até que um belo dia as contas na Suíça foram abertas por pressão dos judeus que buscavam recuperar seu dinheiro confiscado pelos nazistas. Oficialmente, a Suíça ficou neutra durante a Segunda Guerra, isso favorecia  que o dinheiro roubado dos judeus fosse depositado aí.

Foi nessa operação que a conta blue diamond, que seria de Maluf e seus familiares, acabou sendo revelada.

A conta na Suíça combinada ao péssimo governo do ex-prefeito Celso Pitta e às denúncias de sua ex-mulher  Nicéa desembocaram na derrocada eleitoral do malufismo, que não teve mais força para eleger prefeito e disputar o governo estadual.

Esses fatos favoreceram o PSDB em São Paulo. Ajudaram tanto que os tucanos se enraizaram na máquina pública e resolveram fritar Maluf para assumir o eleitorado conservador.

Com a oposição enfraquecida, o PSDB só enfrentou dificuldades fortes em 2002, quando por muito pouco José Genoíno, ex-presidente nacional do PT, não se elegeu governador de São Paulo.

Ou seja, o fator Suíça ajudou – e muito — a consolidar a hegemonia tucana.
Agora, ironicamente, o “fator Suíça” começa a ameaçar o governador Geraldo Alckmin, entre outros tucanos.

O engenheiro João Roberto  Zaniboni,  velho conhecido do senador  Aloysio Nunes, foi condenado por lavar dinheiro de propina  na Suiça. Ele recebeu, via esquema Alstom, R$ 1,9 milhão de reais.

Zaniboni trabalhou na Fepasa (Ferrovia Paulista S/A). Depois, em agosto de 1993, foi trabalhar na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), sendo indicado em uma reunião presidida por Aloysio Nunes.

Voltou à Fepasa, onde trabalhou até a sua privatização.  Em 1999, retornou à CPTM, ficando até 2003. Aí, fundou a Getran junto com Oliver Hossepian, que coincidentemente tinha sido, em 1991, adjunto do secretário de Transportes Metropolitanos Aloysio Nunes.

A Getran também recebeu do esquema Alstom, via Procint e Constech, empresas dos lobistas Arthur e Sérgio Teixeira, que faziam a ponte entre dirigentes das empresas estatais e as do cartel da corrupção, que tiveram R$ 40 milhões bloqueados por decisão judicial.

Segundo matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, Zaniboni e Ademir Venâncio receberam R$ 33 milhões do esquema entre 2008 e 2013.

Zaniboni e Venâncio dirigiam a Focco Engenharia, empresa que assinou mais de R$ 200 milhões de contratos com o governo paulista, segundo O Globo.

Em vários deles, o cartel era pago pelo governo paulista para, em tese, vigiar os contratos ganhos por empresas do próprio cartel. Entre eles, um dos lotes de reformas dos trens que causaram R$ 800 milhões de prejuízo ao erário público e a PPP da linha 8 da CPTM, vencida por empresa do cartel por mais de R$ 2 bilhões.

Zaniboni, porém, continua livre no Brasil. Uma situação, no mínimo esdrúxula, que indica a seletividade do Ministério Público e da Justiça brasileira.

Calcula-se que apenas na Suíça existam aproximadamente R$ 160 milhões de recursos bloqueados. Eles fazem parte do propinoduto tucano.

Esses recursos só voltarão ao Brasil quando Zaniboni e outros membros do esquema forem condenados pela justiça brasileira.

Aliás, dois outros tucanos em maus lençóis são Robson Marinho e Jorge Fagali.

Marinho foi chefe da Casa Civil no Mário Covas e atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Tucanos querem que as provas produzidas contra ele na Suíça sejam anuladas e ele fique impune

Felizmente a Justiça derrubou estes recursos. As provas contra Marinho e Sabino Indelicato só aumentam, uma vez que os dois continuam sócios, apesar de desmentirem isso na Justiça.

Fagali, ex-secretário dos Transportes de São Paulo, é outro tucano com fortes relações com o senador Aloysio Nunes. Ele movimentou, pelo menos, R$ 28 milhões de recursos que foram desviados para a Europa.

Esperamos, com serenidade, que a Justiça brasileira aja com presteza e confirme os crimes detectados pela Justiça da Suíça. Do contrário, mais uma desmoralização para as nossas instituições.

Esperamos também que as instituições sejam eficientes para recuperar, pelo menos, R$ 160 milhões do propinoduto tucano e punam os responsáveis o mais rápido possível. Estes recursos possibilitariam construir 2 mil casas ou três hospitais de 200 leitos.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/antonio-de-souza-suica-maluf-e-as-denuncias-que-deixam-tucanos-aloprados.html