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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Anatel lança portal para orientar consumidores sobre direitos e deveres

03.02.2014
Do portal MSN/ESTADÃO,31.01.14
Por Por InfoMoney, InfoMoney

 Além disso, o usuário terá acesso a dados e rankings que permitem comparar o desempenho das prestadoras

Anatel lança portal para orientar consumidores sobre direitos e deveres
 Portal do consumidor foi lançado nesta sexta-feira (Getty Images)
SÃO PAULO - A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) colocou no ar esta sexta-feira (31) um portal que será destinado à divulgação de informações de usuários de telecomunicações (telefonia, internet e TV a cabo).

O Portal do Consumidor tem dados como direitos e deveres e indicadores de atendimento. Além disso, o usuário terá acesso a dados e rankings que permitem comparar o desempenho das prestadoras, entre eles o Índice de Desempenho de Atendimento, calculado pela Agência, e as estatísticas de reclamações que chegam à Anatel.

Reclamações

De janeiro a novembro do ano passado, a ouvidoria da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) atendeu 10.511 casos, Destas, 90,21% dos atendimentos foram de reclamações. De modo geral, as operadoras de telecomunicação receberam queixas quanto a prestação de serviço e a cobrança indevida.

O serviço de telefonia móvel se destacou com 34,08% das reclamações, seguido pelo de telefonia fixa (26,78%), internet fixa (13,87%), TV (10,20%), internet móvel (2,65%) e celular via rádio (1,71%).

No entanto, não foram apenas as prestadoras de serviço que entraram na lista negra dos consumidores, a Anatel, que é um órgão regulador, também recebeu reclamações: 71,11% dos brasileiros se queixaram do atendimento prestado pela agência.
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Fonte:http://dinheiro.br.msn.com/suascontas/anatel-lan%C3%A7a-portal-para-orientar-consumidores-sobre-direitos-e-deveres

INVESTIGAÇÃO: Ministério Público denuncia esquema de fraude contra o IPTU de São Paulo

02.02.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 01.02.14
Por  Redação da RBA

Suspeitas recaem sobre fiscais já envolvidos no escândalo do ISS, revelado no ano passado após trabalhos da Controladoria do município 

cidade sao paulo.jpg
Novas denúncias podem revelar mais um esquema de corrupção infiltrado em São Paulo
São Paulo – O Ministério Público Estadual (MPE) paulista investiga 84 empresas suspeitas de integrar um esquema para fraudar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Segundo a Controladoria Geral do Município, o esquema pode revelar ter ligação das empresas investigadas com fiscais da Prefeitura – o golpe consistia em alterar a metragem e a classificação de grandes construções, incluindo shoppings centers e universidades, para que as empresas pagassem menos imposto.
A fraude consistia em alterar a metragem de grandes construções para que os empresários pagassem menos imposto. , o perfil das empresas envolvidas é amplo, incluindo shoppings centers, universidades e grandes construções.
Segundo o promotor de Justiça responsável pelo caso, Marcelo Mendroni, havia indícios da fraude desde o ano passado, surgidos durante a análise de documentos encontrados com o fiscal Luis Alexandre Cardoso de Magalhães, um dos envolvidos noo escândalo do ISS (Imposto Sobre Serviços).
Mendroni disse que a análise de fichas cadastrais de imóveis, preenchidas a mão por Magalhães, era diferente do que mostravam os arquivos da Prefeitura. "A Controladoria usou fotos de satélite para checar a metragem das áreas", contou. O estudo mostrou que a área real de alguns imóveis chegava ao dobro dos números apontados pelo fiscal.
Ainda segundo o promotor, além dos fiscais já investigados pela máfia do ISS, de cinco a 10 outros auditores da prefeitura paulistana podem ter sua participação no esquema descoberta. Eles cobrariam propina das empresas em visitas "de trabalho", quando calculavam o imposto correto para calcular o valor pelo "desconto" na metragem lançada para os cálculos.
A promotoria disse ainda não ter um cálculo exato do prejuízo causado à cidade pela ação criminosa, nem precisar há quanto tempo o esquema estaria em prática. Até a tarde deste sábado (1º), nenhuma ordem de prisão havia sido decretada.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/02/ministerio-publico-denuncia-esquema-de-fraude-contra-o-iptu-de-sao-paulo-3060.html

O PRÍNCIPE ACHOU OS BLOGS SUJOS !

02.02.2014
Do portal CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O “Conde” sabe onde o Príncipe aplicava – com BV gordo – a verba da SECOM 

Hoje é dia de extrair gordura saturada dos “ensaios” do Príncipe da Privataria no Estadão e no Globo.

Como se sabe, o PiG é o fórum privilegiado dele e dos tucanos, que os blinda até na próstata.

Sem o PiG, ele e o Cerra não passariam de Resende.

Como seu papagaio de pirata, o Aécio Never não passará de Juiz de Fora.

O Príncipe está chateado com os blogs sujos.

“Blog sujo”, como se sabe, é expressão do Padim Pade Cerra, criada na campanha heroica de 2010, quando foi devidamente acachapado por um poste.

Dois anos depois, por outro …

Em 2002 tinha sido por nordestino sem dedo, que, segundo o FHC, não passa de um marqueteiro. Clique aqui para ler “O ódio de FHC por Lula só faz aumentar”.

Quem também se irrita com os blogs sujos é o Gilmar Dantas (*), agora irremediavelmente imortalizado na obra irrespondível de Rubens Valente, “Operação Banqueiro”líder de audiência na Folha (**).

Gilmar ameaçou ir ao Ministério Público Federal – que nutre por ele amor ilimitado – para saber quem paga as contas do ansioso blogueiro.

(O Diogo Inadimplente Mainardi levantou uma hipótese sobre a matéria e acabou em Veneza.)

Agora, o Presidente da Privataria Tucana, outro best-seller, se deixa trair:

“As pesquisas eleitorais estão a indicar que os eleitores começam a mostrar cansaço. Fadiga de material. Há 12 anos o lulopetismo impõe um estilo de governar e de se comunicar que, se teve êxito como propaganda, demonstra agora fragilidade. Toda a comunicação política foi centralizada, criou-se uma rede eficaz de difusão de versões e difamações oficiais pelo País afora, os assessores de comunicação e blogueiros distribuem comunicados e conteúdos a granel (pagos pelos cofres públicos e empresas estatais) e se difundiu o “Brasil maravilha”, que teria começado em 2002.”

Se entre os “blogueiros pagos pelos cofres públicos e empresas estatais” o ilustre Príncipe quiser incluir este modesto Conversa Afiada, estamos prontos para uma litigância judicial.

E vamos levantar os gastos da SECOM do Príncipe, sob a batutta imaculada do “Conde”, o Andrea Matarazzo.

E detalhar a política de distribuição de verbas e BVs, pela tabela cheia, à Rede Globo de Televisão.

Que tal ?, Príncipe ?

Muito estranha que o Príncipe se preocupe com blogueiros sujos.

Afinal, como diz o seu mais … legado, Gilmar Dantas (*), a gente cabe numa kombi !

Clique aqui para ler “o que seria de Dantas sem o Gilmar ?”.

Aqui para ler sobre “Daniel Dantas é credor de FHC ?”.

Aqui para ler “Andre Lara Resende e o banco Matrix eram dez vezes o Opportunity ?”.

aqui para ler do Azenha –  “O que vem depois da 2474”.

Se o Príncipe tivesse um pouco mais de juízo, ele se contentaria em tratar de flores.

Ou de Max Weber, sua suposta especialidade.

A Kombi tem sete fôlegos.


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. OLuiz Fucks que o diga.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/02/02/o-principe-achou-os-blogs-sujos/

A “guerrilha” da TV Globo por audiência

02.02.2014
Do BLOG DO SARAIVA, 16.01.14
Altamiro Borges, Blog do Miro

'O jornalista Daniel Castro observou nesta semana no seu antenado sítio Notícias da TVque “a Globo não é mais a mesma. No último domingo, a emissora permaneceu durante uma hora e 54 minutos sem intervalos comerciais, em pleno horário nobre. Ela lançou mão de uma estratégia de programação que sempre criticou na Record e SBT, por privilegiar a audiência. Depois de um bloco de quatro minutos de comerciais no Domingão do Faustão, a Globo ficou sem intervalos das 19h20 até as 21h14. Foram uma hora e 25 minutos de Domingão do Faustão e 29 minutos de Fantástico sem ir para o break... O que a Globo fez é chamado de estratégia de guerrilha”.

Ainda segundo o jornalista, “a emissora fez um intervalo comercial exatamente no momento em que a Record trocava O Melhor do Brasil pelo Domingo Espetacular, sua maior audiência atualmente, e só voltou a ter break quase uma hora e meia depois. Assim, fez tudo o que podia para manter seu telespectador longe do controle remoto. Funcionou. O Domingo Espetacular perdeu um ponto em sua média (deu 9 na Grande São Paulo). Fontes da Globo negam que tenha sido uma estratégia de programação para combater a Record. Dizem que o Domingão do Faustão já estava gravado desde dezembro com a ‘paginação’ levada ao ar. E que o longo tempo sem intervalo foi uma coincidência”.

A desculpa das “fontes” da emissora, porém, não convence. Várias estatísticas confirmam que a TV Globo está em franco declínio. O tradicional e envelhecido “Fantástico” já perdeu há muito tempo a sua condição de líder incontestável das tardes de domingo. Já o Jornal Nacional teve a pior audiência da sua história em 2013. Nos últimos dois anos, o principal programa jornalístico da emissora registrou perdas anuais de 10%. Na última década, o afastamento dos telespectadores do JN é ainda mais drástico. O telejornal perdeu quase 30% da sua audiência.

As novelas e outros entretenimentos também estão em baixa. Como registrou Keila Jimenez, da Folha, a emissora não terá saudades de 2013. “De 1º de janeiro a 26 de dezembro, a média diária (das 7h à meia-noite) da TV Globo na Grande São Paulo foi de 14,3 pontos. Em 2012, a rede marcou 14,7 pontos. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo”. É o pior índice já registrado pela poderosa rede durante um ano. O uso de “estratégias de guerrilha” visa exatamente estancar este sangramento, que pode afetar os seus bilionários recursos em publicidade!'
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/01/a-guerrilha-da-tv-globo-por-audiencia.html

Oito regras básicas de ortografia para internautas

02.02.2014
Do blog LUÍS NASSIF ONLINE
Por 
É grande bobagem ficar corrigindo erros gramaticais das pessoas, quando se manifestam por escrito nos fóruns de internet. Na verdade é uma forma de agressão, como diz a Anarquista Lúcida aqui no Blog do Nassif, sempre que alguém quer dar uma de professor de português. O importante é o conteúdo do que a pessoa diz. Todos têm o direito de se manifestar e ninguém é obrigado a ser letrado.
Entretanto, convenhamos que ficamos constrangidos quando cometemos um erro. E se o fato acontece numa discussão com um coxinha, e ele tira sarro de nós, querendo nos diminuir, aí... nem sei... o sangue sobe...
Lembro-me de um ser odioso, sociólogo, reitor de não sei qual “universidade” particular de São Paulo, que compunha o exército antipetista nas eleições de 1989. Dizia ele, nos debates de televisão, que tinha ouvido a Prof.ª Marilena Chauí falar “menas” em algum lugar, e não perdia chances de debochar dela por isso. Sem chances de enfrentá-la no plano intelectual, pois é diminuto, utilizava esse artifício pequeno para atacá-la.
O Presidente Lula também é infernizado, com frequência, pelos anões que nunca chegarão a sua estatura, por bobagens semelhantes.
Escrever sem erros é impossível. É importante fazer uma revisão. Se não der, vai assim mesmo. Essencial é a mensagem e o debate. Meu erro preferido é de concordância do verbo ser (é/são). Quando não faço uma revisão, quase sempre caio nessa esparrela.
Um erro que me surpreende, quando vejo as pessoas cometerem, é o do primeiro exemplo aí embaixo, confusão na maneira de escrever o passado e o futuro dos verbos, na 3ª pessoa do plural. O leitor fica desnorteado, por alguns instantes, na compreensão da leitura, até que, pelo contexto, retoma o fio.
Abaixo oito regrinhas básicas sobre alguns dos erros mais comuns que cometemos, e algumas dicas mnemônicas propostas por gramáticos. Sempre lembrando que o importante é debater, participar com nossas opiniões, respeitosamente, sem medo de ser feliz e de cometer errinhos insignificantes.

  1. Passado e Futuro de verbos
Essa é fácil: no passado terminam com “ram” e no futuro com “rão”
Ex: Eles comeram ontem.              Eles comerão amanhã.

  1. Bom e mau, bem e mal
O antônimo de bom é mau. O antônimo de bem é mal.
Quando houver dúvida, tentar dizer a mesma frase com o antônimo e ver como fica melhor:
Ex: Ela dança mau (ou mal?)     jogando o antônimo: ela dança bom (ou bem?) Ela dança bem, lógico.  O antônimo de “bem” é “mal”, portanto o certo é “ela dança mal”.

  1. Possui/Possue   Constrói/Constroe   Atribui/atribue
Verbos terminados em “uir” têm “i” nas segunda e terceira pessoas do singular do presente do indicativo: Ele possui, tu possuis, ele constrói, ele atribui... 
Na terceira do plural, sim, tem um “e”: eles possuem, eles constroem
Portanto, nunca mais escrever “ele possue”.
Verbos terminados em “uar”  > tem “e” nas formas do presente do subjuntivo
Ex.: Que ele continue, que tu continues

  1. Por e querer sempre com “s”: eu pus, eu quis, se ele quiser. Nunca eu quiz, se ele quizesse, etc.

  1. 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir:
Eles têm,   eles vêm
Observe: sem duplo “e” e com acento.

  1. 3ª pessoa do plural do presente do indicativo de lervercrer:
Eles leem, eles veem, eles creem
Observe: com duplo “e” e sem acento (caiu o acento no novo Acordo Ortográfico)

  1. Verbo haver no sentido de tempo:   Ele partiu há dois dias/Ele parte daqui a dois dias.
Erro frequente, mas fácil de ser evitado: Com sentido de contagem de tempo no passado é verbo haver (há, havia). Contagem de tempo no futuro não se usa verbo haver, mas a preposição “a”.

  1. Haver (no sentido de existir)   x  Existir  x  Fazer (no sentido de tempo):
Há pessoas felizes   >   Existem pessoas felizes
O verbo haver no sentido de existir é impessoal, só aparece na terceira pessoa do singular, não concorda com o sujeito. O verbo existir, ao contrário, não é impessoal, portanto concorda com o sujeito.
No futuro haverá dias felizes  >  No futuro existirão dias felizes
O verbo fazer (indicando tempo) também é impessoal, portanto:
Fazia cinco anos que ele não estudava     e não      faziam cinco anos...  
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Fonte:http://jornalggn.com.br/fora-pauta/oito-regras-basicas-de-ortografia-para-internautas

VERMELHO: Por que mentiu, Excelência?

02.02.2014
Do blog MEGACIDADANIA
Por Pedro Benedito Maciel Neto*

1 JB mente Vermelho
Mais um excelente texto aborda a questão do sigiloso inquérito 2474. Reproduzimos a seguir a íntegra deste texto divulgado originalmente no portal VERMELHO, clique aqui e acesse.

Por que mentiu, Excelência?

O conhecido e comentado Caso Dreyfus diz respeito a um erro no julgamento que levou à condenação do Capitão do Exército Francês Dreyfus. A condenação foi contestada um ano depois do julgamento quando um oficial da área de informações resolveu fazer um novo exame das provas e descobriu que nada havia para incriminar aquele jovem capitão do Exército francês.

Por Pedro Benedito Maciel Neto

Estava claro que o verdadeiro espião que todos procuravam era outra pessoa. Mas isso não adiantou muito. Para evitar uma revisão, começaram a surgir novas provas – fraudadas – para incriminá-lo, o que atrasou o processo por mais tempo. Condenado em 1895, Dreyfus seria liberado, por graça presidencial, pois os tribunais jamais declararam sua inocência, em setembro de 1899. Um ano antes, o oficial que havia forjado documentos para proteger os superiores foi desmascarado e cometeu suicídio.

Podemos estar às portas de conhecermos um “caso Dreyfus” aqui no Brasil, pois a pedido do réu Henrique Pizzolato e com base na Súmula Vinculante 14 do STF (a qual autoriza dar-se aos acusados acesso aos autos para que se defendam amplamente) o Ministro Ricardo Lewandowski, no exercício da Presidência do Supremo, mantendo o caráter de “segredo de Justiça”, deu acesso a oito réus ao Inquérito 2474, desdobramento do Inquérito 2245, que se tornou a Ação 470, o mensalão. Isso acontece após quase sete anos de segredo decretado por Joaquim Barbosa, o Supremo Tribunal Federal liberou para consulta o Inquérito 2474 da Polícia Federal. Não é demais lembrar que as apurações deste inquérito foram solenemente ignoradas durante o julgamento do "mensalão" e sequer constaram do relatório de Joaquim Barbosa.

Por quê? Qual a relevância do conteúdo e conclusões desse inquérito?

Bem, o Inquérito 2474 foi uma investigação complementar, feita a pedido do Ministério Público, para mapear as fontes de financiamento do "valerioduto" na época das denúncias sobre o chamado "mensalão".

E qual foi a conclusão? Aqui estão:

(a) o esquema envolvia o financiamento ilegal de campanha e lobbies privados;

(b) começou em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso;

(c) terminou em 2005, na administração Lula, após ser denunciado pelo deputado Roberto Jefferson.

Exatamente o oposto daquilo que Juca Barbosa concluiu em seu relatório.

Mas essas informações foram sonegadas pelo Ministro Relator da AP 470. Penso que os Ministros do STF e a opinião pública tinham direito às informações do IP 2474 antes do julgamento. Por que Joaquim Barbosa as omitiu? Essa omissão caracteriza crime de responsabilidade do Ministro?

No inquérito o delegado indicou que nunca houve 'mensalão' (o pagamento mensal a parlamentares), mas sim uma estratégia criminosa de formação de caixa 2 que começou com FHC e avançou ao governo Lula, mas que não envolveu dinheiro público (mas o alcançaria de forma voraz caso não tivesse sido interrompida pela eclosão do escândalo). E pasmem: o relatório, assinado pelo delegado Luís Flávio Zampronha, foi encaminhado à Justiça em meados de 2007 foi ignorado por Juca Barbosa... Por quê? Que interesses o Ministro defende realmente? O inquérito estava sob segredo de Justiça determinação do hoje presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

O inquérito aponta ainda a participação do banqueiro Daniel Dantas no esquema. “Pelos elementos de prova reunidos no presente inquérito, contata-se que Marcos Valério atuava como interlocutor do Grupo Opportunity junto a representantes do Partido dos Trabalhadores, sendo possível concluir que os contratos (de publicidade) realmente foram firmados a título de remuneração pela intermediação de interesse junto a instâncias governamentais”.

Repita-se: as apurações deste inquérito foram solenemente ignoradas durante o julgamento do "mensalão" pelo seu Relator. Por quê?

O Supremo tem a oportunidade de pôr a limpo estes esquemas e de revelar por completo a influência de Dantas nos governos FHC e Lula, na mídia e no Judiciário, desde que tenha uma atuação acima dos interesses partidários, a bem do País. O relatório do Delegado Zampronha é um bom começo para reencontrar-se com a verdade e com a Justiça.

Teria o Ministro Joaquim Barbosa sido autor de um caso de fraude jurídica histórica? A interesse de quem? Estamos diante de um “caso Dreyfus”? O tempo e a História revelam todas as fraudes.

*Pedro Benedito Maciel Neto é advogado, professor e escritor

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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/vermelho-por-que-mentiu-excelencia-2/

De onde veio o dinheiro para Genoino e Delúbio?

02.02.2014
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA


São várias as manifestações nas chamadas redes sociais e de políticos oposicionistas questionando a origem das contribuições que permitiram a José Genoino e Delúbio Soares quitarem a pesada dívida que a justiça (?) brasileira lhe impôs, além da pena de prisão, no processo da AP 470 - aquele simulacro de julgamento no qual a oligarquia brasileira se vingou das políticas trabalhistas que diminuíram um pouco a tremenda desigualdade do país, coisa que, para quem vive na Casa Grande, é inaceitável.

"De onde vem o dinheiro?", perguntam parlamentares que até outro dia nadavam de braçada nos cofres públicos e indivíduos que têm ódio patológico do Partido dos Trabalhadores e parece que vivem em meio às trevas da Guerra Fria dos anos 50 - ou no, para eles saudoso, interregno ditatorial com que os militares nos brindaram.

A resposta para tal questão aflitiva, se essas pessoas tivessem um mínimo das virtudes que diferenciam o ser humano das bestas, é muito simples.

O dinheiro vem da solidariedade, esse nobre sentimento que muitos carregam e que nos faz sentir como nossos os problemas dos outros.

As doações, todas com CPF identificado, foram e continuam sendo inúmeras e generosas. 
Cada uma delas tem um significado que extrapola o entendimento dos pobres de espírito, dos sociopatas e de quem faz de sua vida um culto à futilidade do consumismo desenfreado do capitalismo.

A corrente de solidariedade que tem apoiado os presos políticos da AP 470 é uma prova inequívoca de que nem tudo está perdido nestes difíceis tempos nos quais a sociedade brasileira está frente a duas opções, uma que visa superar um passado ignominioso de vil exploração da imensa maioria por uma elite rapace, e outra que quer, por todos os meios, que esse passado nunca seja superado.

Quem ainda sonha com um Brasil quebrado, submisso a interesses alienígenas, dividido entre a Casa Grande e a Senzala, com um mercado consumidor raquítico, com dezenas de milhões de subcidadãos a passar fome, sem investimentos em infraestrutura, saúde, educação e moradia, fadado a pedir esmolas em organismos financeiros internacionais, não deve mesmo entender como existe gente que se condói com a injustiça e transforma o seu inconformismo em atos concretos.

solidariedade é apenas um desses atos de grandeza.

Outros certamente virão desses milhões de brasileiros. 

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Fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/02/de-onde-veio-o-dinheiro-para-genoino-e.html

Cinema perde o documentarista Eduardo Coutinho e o ator Philip Seymour Hoffman

02.02.2014
Do portal RFI PORTUGUÊS
Cena do filme "Cabra Marcado para Morrer", de Eduardo Coutinho.
Cena do filme "Cabra Marcado para Morrer", de Eduardo Coutinho.
DR

O documentarista Eduardo Coutinho, 81 anos, foi morto a facadas em seu apartamento no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro, neste domingo (2). Um dos maiores cineastas brasileiros, Coutinho fez obras primas como “Cabra Marcado para Morrer”, “Edifício Máster” e “As Canções”. Em Nova York, o corpo do ator Philip Seymour Hoffman, 46 anos, foi encontrado em seu apartamento. A causa da morte pode ter sido overdose.

Eduardo Coutinho foi encontrado sem vida, com sinais de facada em seu apartamento. Sua mulher, também ferida, foi internada. Seu filho Daniel, que tem problemas mentais, também foi internado e pode ter sido o autor do crime.

O cineasta nasceu em São Paulo, em 1933. Chegou a cursar Direito, mas não concluiu. 

Estudou cinema na França no final dos anos 50, onde fez seus primeiros documentários. Ao voltar ao Brasil em 1960, entrou em contato com o Cinema Novo e com o Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes. Coutinho foi gerente de produção de “Cinco Vezes Favela”.

Um segundo projeto, “Cabra Marcado para Morrer” seria contar a vida de um líder camponês assassinado no interior de Pernambuco. O Golpe Militar de 1964 interrompeu as filmagens. Parte da equipe foi presa, o restante se dispersou. Vinte anos depois, Coutinho foi atrás dos personagens, principalmente da viúva Elizabeth Teixeira, e o filme se transformou em documentário premiado, inclusive com o prêmio da crítica em Berlim, em 1985.

Nos anos seguintes, Coutinho se dedicou ao documentário, fazendo outros filmes premiados como “Santo Forte”, “Babilônia 2000”, “Edifício Master” e “As Canções”.

Overdose

Tudo indica que uma overdose foi a causa da morte de Philip Seymour Hoffman, um dos atores mais brilhantes de sua geração. Em 2006, ele foi premiado com o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator por “Capote”, de Bennett Miller, filme em que viveu o escritor Truman Capote, autor de “A Sangue Frio”. Ele concorreu ainda três vezes ao Oscar de melhor ator coadjuvante.

Segundo uma fonte policial, o ator foi encontrado no banheiro do apartamento, de shorts e camiseta, com uma seringa no braço. Ele estava sozinho e não havia sinais de medicamentos ou bebidas alcoólicas.

Nascido Philip Hoffman, em julho de 1967, no estado de Nova York, ele acrescentou depois o sobrenome do avô, Seymour. Ele se formou em teatro pela Universidade de Nova York em 1989, passando em seguida por um período de alcoolismo e uso de drogas. Seu primeiro papel de destaque foi em “Boogie Nights”, de Paul Thomas Anderson, seguido de “O Grande Lebowski”, dos irmãos Coen.
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Fonte:http://www.portugues.rfi.fr/cultura/20140202-cinema-perde-o-documentarista-eduardo-coutinho-e-o-ator-philip-seymour-hoffman

Ucrânia: À beira da guerra civil Viktor Yanukovych tenta evitar o pior, mas a tensão cresce dia a dia

02.02.2014
Do portal  da Revista Carta Capital,31.01.14
Por Gianni Carta

Ucrânia
Os opositores ainda ocupam 4 prédios governamentais e exigem a demissão do presidente
Na noite de quinta-feira 30, a Ucrânia parecia à beira de uma guerra civil. Com problemas respiratórios e febre alta em seu palácio de cinco andares 40 quilômetros ao norte de Kiev, o presidente Viktor Yanukovych, de 63 anos, postou no website presidencial: “O governo cumpriu todas as suas obrigações”. E emendou: mas a oposição política continua a protestar. E como. Na Praça da Independência, imagens televisivas mostravam uma catapulta apenas, construída pelos manifestantes. Objetivo: arremessar paralelepípedos contra o Parlamento. Mais conhecido como Rada, nessa semana aprovou uma lei para anistiar centenas de manifestantes detidos ao sabor de leis draconianas a proibir protestos públicos e censurar a mídia, impostas pelo presidente.
A anistia só seria colocada em prática, contudo, quando os invasores de quatro prédios governamentais se retirassem. Algo que não parecia atravessar as mentes dos entrevistados pelas tevês europeias. “Só vamos deixar esta praça quando o presidente se demitir”, disse um indivíduo à BBC. A capital era cenário de uma guerra. Dentro dos prédios tomados pelos manifestantes havia remédios para os feridos e pessoas com máscaras e tacos de madeira ou barras de ferro. Com temperaturas abaixo de zero, vários dos manifestantes ocupavam tendas e outros prédios. Elena Lukash, ministra da Justiça, ameaçava pedir ao Conselho de Segurança Nacional a decretação do estado de emergência se a situação perdurasse.  

Os protestos tiveram início em novembro, quando o presidente Yanukovych resolveu não assinar um acordo de livre-comércio com a União Europeia. O motivo? A Rússia lhe oferecia preços menos elevados de gás, ao contrário do FMI, e mais empréstimos no valor de 15 bilhões de dólares. No entanto, como diz o jornalista e analista político ucraniano Oleg Varfolomeyev (leia entrevista à página 66), “a Rússia era contra o acordo com a União Europeia”. Na verdade, Vladimir Putin sempre foi contra qualquer acordo entre um antigo país satélite da defunta União Soviética e a UE. Para o ex-agente do KGB, as chamadas “esferas de influência” ainda vigoram.

De fato, em uma reunião de cúpula em Bruxelas, realizada nesta semana com os líderes da UE, Putin convidou peremptoriamente os presentes a deixar Kiev em paz. Moscou, acrescentou o líder russo, impassível, não faria o papel de intermediária na crise. Varfolomeyev lembra que a UE também não brinca em serviço em termos geopolíticos. José Manuel Barroso, o presidente da Comissão Europeia, “disse no ano passado que a Ucrânia não poderia assinar simultaneamente um acordo de livre-comércio com a UE e com a Rússia. A UE e os EUA também dizem à Rússia para ficar longe da Ucrânia”. Em todo caso, a mídia europeia reportou que Catherine Ashton, chefe da diplomacia da União Europeia, ficou “chocada” com a violência que viu em Kiev. Ashton, como Putin no caso das relações entre Moscou e Kiev, serve como intermediária entre Bruxelas e Kiev.
Além da anistia para os detidos, a terça-feira 28 foi marcada pela renúncia do premier Mykola Azarov e do seu gabinete em peso. Segundo Azarov, sua renúncia poderia engatilhar “uma solução pacífica” para o conflito. Entretanto, os motivos “pessoais” alegados por Azarov são questionáveis. Escassos dias a anteceder esse lance, Yanukovych havia oferecido os postos de premier e vice-premier aos oposicionistas Arseniy Yatsenyuk, e Vitali Klitschko, líderes, respectivamente, das legendas Pátria e Aliança Democrática Ucraniana pela Reforma. Na verdade, Klitschko, ex-campeão peso pesado pelo Conselho Mundial de Boxe, tem sido o principal e mais articula­do dos opositores. Ferrenho inimigo de Yanukovych, que considera corrupto e nepotista, o ex-lutador de boxe repete ao povo que os protestos só terminarão com novas eleições. Klitschko, de 42 anos, quer se candidatar à Presidência.
Ao mesmo tempo, Azarov não teria sobrevivido a uma moção de censura no Parlamento. “Vários políticos de sua agremiação acham que ele deveria ter renunciado há muito tempo para acalmar as paixões nas ruas de Kiev”, sublinha Varfolomeyev. De fato, chamar os manifestantes de “terroristas” não ajudou a imagem de Azarov. Houve pelo menos cinco mortos nos confrontos, centenas estão detidos e há uma caterva de desaparecidos. E o fato de Yanukovych ter reagido com truculência, à imagem de seu ídolo Putin, também instilou ainda mais raiva nos manifestantes. Os titushki, provocadores pagos pelo governo, criaram um clima de terror.  Por sua vez, os berkuts, forças especiais, torturaram e deixaram manifestantes nus nas cidades ou em florestas glaciais.

Existe, porém, uma palpável diferença entre quem protesta nos últimos tempos em Kiev e quem manifestou em Moscou. Em Kiev uma manifestação ainda pior do que qualquer recente protesto na capital russa ocorreu em 2004: a Revolução Laranja. A revolta teve início quando o candidato da oposição, Viktor Yushchenko, reformista e pró-ocidental, deu início a protestos sob o pretexto de que houve fraude eleitoral nas presidenciais daquele ano.  O pró-russo Yanukovych, tido como o homem por trás das fraudes, foi até parabenizado por Putin. Yanukovych, no entanto, foi obrigado a capitular. Aceitou um novo escrutínio, visto que a Corte Suprema anulou o anterior. Yushchenko venceu com 52% dos votos. Houve crises na sua Presidência, mas ele aproximou a Ucrânia da UE.

Finalmente, em 2010, Yanukovych venceu o segundo turno das presidenciais contra a ex-premier Yúlia Timochenko, aliada de Yushchenko na Revolução Laranja. Embora haja provas de que Timochenko, protagonista popularizada pelas suas tranças, abusou de seu poder, os motivos de sua prisão em 2011, condenada a sete anos, são políticos.
A corrupção faz parte da política ucraniana. É notável, por exemplo, como Yanukovych, de família pobre, tenha tido uma ascensão não somente política, mas também, e sobretudo, financeira. O atual presidente perdeu a mãe aos 2 anos de idade e foi criado pela avó. Delinquente na adolescência, após duas condenações por roubos e agressões, passou três anos atrás das grades. Em seguida, escolheu a carreira política para fazer fortuna. Protégé do ex-presidente pró-russo Leonid Kuchma (1994-2005), foi governador de Donetsk, cidade no sudeste do país, em 1997. Donetsk é até hoje seu feudo.
Yanukovych criou um clã político, conhecido como A Família. Seu filho, o dentista Alexandre, de 40 anos, fez uma das maiores fortunas do país. O palácio onde se encontra o adoentado presidente tem um terreno de nada menos que 137 hectares. Nele encontram-se um campo de golfe e uma pista para pouso de helicópteros, de fazer inveja até aos paulistanos endinheirados. Caso ele não seja derrubado, investimentos da China e da Rússia na Ucrânia, de 6 bilhões e 15 bilhões de euros, permitiriam ao presidente aumentar os salários e vencer as presidenciais de 2015.O país não está limpidamente dividido entre o oeste pró-ocidental e o leste pró-Rússia, como dizem numerosos observadores. Segundo Alexandra Goujoun, professora da Universidade de Borgonha, a divisão é norte/oeste a favor da UE e sul/leste a favor da Rússia. Ao mesmo tempo, os líderes oposicionistas vivem em um saco de gatos.
Nesta semana vimos Klitschko, o imponente lutador de boxe, discursar ao lado de Oleh Tyannybok, do partido de extema-direita Svoboda, ou Liberdade. Isso sem contar legendas ainda mais extremistas, no sentido de reacionária, que o Svoboda (se isso é possível), como o Pravyi Sektor (Setor de Direita). O Pravyi Sektor é formado por um bando de hooligans interessados em destruir o atual Estado para criar outro muito mais nacionalista. Os hooligans consideram o Svoboda conformista. E são contra a União Europeia.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/785/a-beira-da-guerra-civil-9018.html

“NOME SUJO” pode impedir minha contratação?

02.02.2014
Do BLOG DA JANE RESINA
Por Maurício Almeida dos Santos*

Estar com o nome inserido nos órgãos de proteção ao crédito (OPC), causa embaraços que vão além de meras cobranças e impedimentos nas relações de consumo e financeiras.

Afinal, ter o nome incluso nas listas do SPC ou Serasa pode atrapalhar o candidato no momento da contratação? As empresas podem se utilizar desta consulta como critério de seleção? “Nome sujo” impede a participação em concursos públicos? Nome no SPC ou Serasa pode gerar uma demissão por justa causa?
Em nota divulgada nos meios de comunicação, a procuradora Valdirene Silva Assis, vice-coordenadora nacional de combate à discriminação, informa que “o Ministério Público do Trabalho se posiciona de forma totalmente contrária, considerando discriminatória a prática de empresas que consultam serviços de proteção ao crédito antes de decidir sobre a contratação de seus futuros empregados.”
Até então, não há regra expressa tanto na Constituição Federal como na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) acerca da contratação ou não de candidatos que tenham o “nome sujo”. Até 2010, o artigo 508 da CLT permitia a demissão por justa causa de funcionários do setor bancário com dívidas não pagas, artigo revogado pela Lei 12.347 de 2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob a tese de que violava a isonomia, por envolver punição apenas para um segmento de trabalhadores, separando assim a condição de empregado da de consumidor.
Um das empresas responsáveis por este tipo de cadastro, o SERASA, informa publicamente que em seus contratos há cláusulas que proíbem as empresas parceiras de verificarem o nome dos cidadãos para finalidades que não sejam as da relação de consumo, no entanto, não há como comprovar nem mesmo a consulta ou que a empresa não contratou o candidato por tal motivo.
Em 2012, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu o direito de uma empresa consultar o Serviço de Proteção ao crédito (SPC) antes de contratar seus funcionários, devido a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho, indicando como discriminatória a conduta da empresa. A decisão vale apenas para os casos daquela empresa, mas abre precedente para processos semelhantes em todo o país.
Segundo o relator, Ministro Renato de Lacerda Paiva, as empresas podem se utilizar desta ferramenta para apurar a conduta do candidato à vaga oferecida na empresa, tendo em vista os cadastros consultados serem públicos e irrestritos. Afirmou ainda que, “se a administração pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego.”
Já a Força Sindical, manifestou-se afirmando que a decisão do TST prejudica o trabalhador, pois na prática, condenaria qualquer pessoa desempregada e endividada a continuar eternamente na mesma situação. Em nota, afirmou ainda, que sem emprego, o devedor não teria condições de pagar sua dívida e limpar seu nome, saindo assim, das listas dos serviços de proteção ao crédito.
* Maurício Almeida dos Santos – Acadêmico do curso de Direito pelo Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – UNAES. mauricio@resinamarcon.com.br. Estagiário do Escritório Resina & Marcon Advogados Associados – www.resinamarcon.com.br.
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Fonte:http://www.janeresina.adv.br/artigos/nome-sujo-pode-impedir-minha-contratacao/

A burrice da direita antinacional

02.02.2014
Do blog ESQUERDOPATA
Por  Pearl Harbor e Mariel 

Aqui no Brasil existe uma extrema direita radical, mal informada e burra, que acha que, para ir contra o governo, precisa torcer contra o país.

A inauguração, na semana passada, da primeira fase da expansão do Porto de Mariel, em Cuba, e da Zona Especial de Desenvolvimento do mesmo nome, com a presença da Presidente da República, serviu de pretexto, para o lançamento, pelos anticomunistas de plantão, de  nova campanha na internet.

Alguns deles se comportam como se a obra fosse uma surpresa e tivesse sido feita sob o mais rigoroso sigilo, quando  trata-se do maior projeto em execução na região - a duplicação do canal do Panamá está parada porque as empreiteiras espanholas e italianas contratadas querem receber mais do que foi combinado - envolveu, até agora, centenas de  empresas brasileiras e gerou mais de 150 mil empregos no Brasil.

Para os hitlernautas, e os “inocentes” úteis que os seguem, o Brasil estaria dando um “presente” para Cuba, e o BNDES sendo usado para apoiar governos esquerdistas na América Latina quando deveria estar aplicando seus recursos exclusivamente dentro do Brasil.

Ora, essa política de estado - até mesmo FHC fazia isso - vem desde o governo militar, com obras na Mauritânia e no Iraque, por exemplo. 

O Brasil não empresta dinheiro para projetos de infraestrutura na América Latina nem por filantropia nem  comunismo. Primeiro, porque os recursos emprestados a outros países pagam juros ao BNDES, e precisam ser gastos com a compra de equipamentos e contratação de técnicos e profissionais brasileiros, ou não são liberados.

E, também, porque normalmente esses projetos estão ligados ao desenvolvimento futuro de nossa economia. A linha de 500 Kv de interligação elétrica de Itaipu com o Paraguai, por exemplo, permitirá que centenas de empresas brasileiras que precisam de energia mais barata para concorrer com os chineses, por exemplo, no mercado internacional, se instalem ali. E o crescimento da economia, do emprego e renda no Paraguai, propiciado pela instalação de novas empresas,  levará ao aumento do poder de consumo da população e à  importação de mais produtos brasileiros, multiplicando, também, os empregos e as oportunidades de negócio por aqui.

O mesmo ocorre, com as obras de ligação ferroviária e rodoviária dos corredores bioceânicos que estão sendo construídas em nossas fronteiras com o Peru e a Bolívia. Por essas estradas, chegarão, com um preço mais competitivo,  produtos brasileiros aos mercados desses países, e, por meio de  portos peruanos e chilenos, ao Oceano Pacífico, à China e ao Extremo Oriente, sem precisar passar pelo Estreito de Magalhães ou o Canal do Panamá.   

As pessoas que denigrem a construção, pelo Brasil, de  Mariel - e que se pudessem, parece que gostariam de  bombardear o porto recém inaugurado, como o Japão fez com a base de Pearl Harbor na Segunda Guerra Mundial -  são as mesmas que desprezam e ridicularizam as relações de nosso país com nações como  Venezuela e Argentina, e que gostam de citar, na internet  nas rodinhas, textos escritos por “analistas” antibrasileiros  nos jornais de Miami e da Cidade do México.

Mas foram Argentina e Venezuela que nos deram 10 bilhões de dólares de superávit no ano passado, e não os EUA ou a Europa, que cortaram as importações do Brasil em 2013 e foram responsáveis por um déficit de quase 20 bilhões de dólares em nossa balança de comércio exterior.    

Se o Brasil não tivesse financiado a expansão do Porto de Mariel, outro país o faria. Países capitalistas, e até de orientação conservadora, como a Itália e a Espanha, ou grandes potências econômicas, como a China, investem mais que o Brasil em Cuba, e ninguém em seus países reclama disso como ocorre por aqui.

O BNDES está investindo bilhões de reais em obras de infraestrutura no Brasil. Mas elas não avançam por motivos que não têm nada a ver com os investimentos do BNDES no exterior, financiando - como fazem  bancos de desenvolvimento  do Japão, da Europa e dos Estados Unidos - a criação de empregos em seus países e a exportação de serviços e equipamentos para outras nações.

As obras no Brasil não andam, e às vezes saem por três vezes mais do que deveriam, porque são sabotadas, e paradas a todo momento, por qualquer razão, como já ocorreu, por dezenas de vezes, com as hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Telles Pires e com as novas refinarias e complexos petroquímicos que estão em construção - e dos quais dependemos para diminuir a importação de combustíveis - como o COMPERJ e a RNEST.

E também porque, enquanto em Cuba a busca do desenvolvimento é consenso, aqui existe uma extrema direita radical, mal informada e burra, que acha que, para ir contra o governo, precisa torcer contra o país.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/02/a-burrice-da-direita-antinacional.html