quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Campanha para Genoino já arrecadou R$295 mil, 44% da multa; assessoria de Dirceu rebate a Folha

15.01.2014
Do blog VI O MUNDO, 14.01.14
Por Conceição Lemes


A campanha para levantar fundos para José Genoino pagar a multa da Ação Penal 470 é um sucesso.

O site para doações, lançado há cinco dias por amigos e familiares do ex-presidente do PT, já arrecadouR$ 295.257,91, ou seja, 44%  da multa de R$ 667,5 mil.

Por decisão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, o ex-deputado tem até dia 20 de janeiro para pagar a multa. Caso contrário, a União poderá cobrar a dívida judicialmente, inclusive confiscando o sobrado da família, no bairro do Butantã, em São Paulo.

O doador pode contribuir com qualquer quantia. Deve enviar e-mail com nome, RG, CPF e cópia do comprovante de depósito.

Para colaborar, clique aqui.
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Resposta da assessoria de José Dirceu à matéria publicada pela Folha de S. Paulo (12/01)

Sobre o texto Presos do mensalão ficam isolados na cadeia (“Poder”, ontem), reitero que José Dirceu não desfruta de privilégios no presídio da Papuda. A tentativa de apontar regalias inexistentes tem o objetivo de encobrir a arbitrariedade da prisão, decretada sem a carta de sentença em 15 de Novembro, e a permanência de Dirceu em regime fechado.

É direito do ex-ministro cumprir a pena em regime semiaberto, com atividade profissional externa. A permanência de Dirceu em condições de regime fechado é mais grave por se tratar de uma ação penal ainda em curso, mais um dos erros e violações que marcam a Ação Penal 470.

Ednilson Machado, assessor de imprensa de José Dirceu
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/campanha-pro-genoino-e-a-resposta-de-dirceu-a-folha.html

Em vez de congelar salário mínimo, Globo deveria deixar de ser paga por horário gratuito

15.01.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 14.01.14
Por Helena Sthephanowitz 

Como beneficiária do fortalecimento do mercado interno, emissora dos Marinho deveria apoiar política estabelecida entre centrais sindicais e governo 

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Em editorial no domingo (11), o jornal O Globo defendeu o fim do acordo entre as centrais sindicais e o governo federal para aumentos reais do salário mínimo – como se o ciclo de recuperação do poder de compra já tivesse alcançado seu fim, embora todos saibam que o caminho seja longo para se chegar lá.
A argumentação usada foi o impacto do aumento do salário mínimo no gasto público, sobretudo dos custos da previdência social, além de, segundo o jornalão, contribuir para indexar a inflação, o que é controverso. Afinal, por que o jornalão não pede o fim dos reajustes de tarifas de serviços públicos que foram privatizados no passado, como a telefonia?
Se a preocupação é com o gasto público, há uma sugestão melhor a seguir. A União terá uma despesa estimada de R$ 839 milhões em 2014, pela veiculação do horário eleitoral gratuito na TV (gratuito para os partidos). A maior fatia deste bolo é da Rede Globo de Televisão.
A família Marinho, dona da emissora – e que segundo a revista Forbes acumula fortuna superior a R$ 50 bilhões – deveria saber que o efeito sobre a economia de uma nação quando um muito rico fica ainda mais rico é menor do que muitos pobres aumentarem sua renda.
Fácil entender. Quem já é muito rico não irá almoçar duas vezes, nem vestir duas camisas ao mesmo tempo. Os milhões de brasileiros que eram muito pobres no Brasil – e nem tinham condições de fazer ao menos três refeições por dia, e passaram a fazê-lo – movimentam muita mais a atividade econômica, fazendo o mercado interno crescer.
O mesmo acontece com a política de aumento real do salário mínimo. São milhões de brasileiros com mais acesso a alimentos, roupas, material de higiene e limpeza, material de construção, móveis, telefones e eletrodomésticos para a casa.
E esse aumento do consumo das classes C, D e E é responsável pelo próprio aumento do faturamento das Organizações Globo. Mesmo com a TV perdendo mais 22% de audiência, o faturamento saltou de 3,9 bilhões em 2012 para R$ 12,6 bilhões em 2011. Se não por virtude, pelo menos por esperteza deveriam ser os primeiros a apoiar as políticas de geração de renda para os mais pobres, pois é por aí que cresce o mercado interno, onde a Rede Globo atua.
Voltando ao horário eleitoral, não existe mais motivo para os cofres públicos fazerem esse ressarcimento milionário para empresas que são concessões públicas e altamente lucrativas. O lucro bruto das Organizações Globo em 2012 foi R$ 5,7 bilhões e o lucro líquido, R$ 2,9 bilhões. As concessões dos canais de TV nunca foram onerosas no Brasil, ou seja, os donos não tiveram que disputar as frequências de radiofusão que exploram em leilão, como acontece com as frequências de telefonia celular.
Se ganharam esta outorga de "presente", é bastante razoável dar uma contrapartida para a sociedade, tal como veiculando a campanha eleitoral na TV sem ônus para os cofres públicos. Essa desoneração só seria justificável pontualmente, em caso de empresas enfrentarem momentos de dificuldades financeiras, caso justifique preservar empregos e diversidade cultural e informativa – o que nem de longe é o caso da empresa dos Marinho.
Se o bom senso recomenda essa mudança na lei que rege o pagamento pelo horário eleitoral, há um sério entrave para isto ser aprovado no Congresso Nacional, uma vez que grande parte dos parlamentares são donos de TV, muitos inclusive afiliados da Globo. Podemos dizer que são a "bancada da Globo". Estão na estranha situação de serem os únicos que ganham para fazer campanha. Como candidatos usufruem do horário eleitoral gratuito. Como empresários recebem pela veiculação deste horário. Vai ser difícil legislarem contra o próprio bolso.
A chance de o cidadão que recebe ou tem alguém na família recebendo o salário mínimo "dar o troco" à proposta indecente do editorial do jornalão é nas urnas, dando um não à "bancada da Globo", para que leis acabando com regalias de barões da mídia e coronéis eletrônicos possam ser aprovadas.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/01/em-vez-de-congelar-salario-minimo-globo-deveria-deixar-de-ser-paga-por-horario-gratuito-5777.html

DIRCEU PROTESTA CONTRA 2 MESES DE REGIME FECHADO

15.01.2014
Do portal BRASIL247, 14.01.14
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/126872/Dirceu-protesta-contra-2-meses-de-regime-fechado.htm

Já é carnaval: Cantanhêde sai vestida de “madrinha do rolé”

15.01.2014
Do blog TIJOLAÇO, 14.01.14
Por  Fernando Brito

madrinha
Se as eleições não tivessem outros méritos, só este já seria maravilhoso: faz a elite brasileira perceber que, afinal, existe um povo por aqui.
Hoje, a colunista da “massa cheirosa”, Eliane Cantanhêde produz um artigo em defesa da garotada da periferia que anda fazendo “rolezinhos” nos shoppings paulistas.
Claro, eles podem e devem entrar nos shoppings o quanto quiserem.
Aliás, só podem fazer isso porque eles e seus pais tiveram um expressivo aumento de renda nos últimos anos.
É uma imbecilidade – e uma ilegalidade – recebe-los a polícia, como foi (e é) uma imbecilidade receber a cassetete as manifestações contra o aumento do preço dos transportes coletivos.
Mas só um tolo não percebe as intenções dos “cheirosos aliados do povo” com esta onda em torno dos “rolezinhos”.
Uma gente que, na beira da eleição, defende o direito da gurizada de classe média baixa ou da pobreza de entrar nos shoppings.
Mas que durante anos vociferou contra o direito de entrarem na Universidade, pelo sistema de cotas.
Ou no mercado de trabalho, pela falta de vagas.
Ou até de comerem, com o Bolsa-Família.
Exceto os empedernidos, que acham que podem  barra-los com liminares, os mais espertos assumem o discurso de uma radicalidade democrática que jamais tiveram.
A direita cheirosa sente o cheiro da oportunidade.
E sua colunista-símbolo já se fantasia de “madrinha do rolé”, saudando o fato de que ali não estão os meninos ricos, “que não têm mais a ALN, a Polop, o partidão, nem ditadura, para protestar”, como se a luta contra uma ditadura sanguinária fosse “zoar” numa praça de alimentação.
Esperemos a chegada do Arnaldo Jabor e do Merval Pereira, de bermuda grunge e boné.
A democracia e as eleições, afinal, são uma festa que tem lá seus ares de carnaval.
Muita gente sai fantasiada.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=12561

EDUARDO GUIMARÃES: Que venha a luta de classes

15.01.2014
Do BLOG DA CIDADANIA, 14.01.14
Por Eduardo Guimarães
Comecei a ler sobre política aos 14 anos. Era 1973. Minha família assinava o Estadão. Via sempre o avô, a avó e a mãe devorarem aquelas folhas brancas com letras negras e me perguntava o que continham aqueles textos enormes para lhes prender tanto a atenção. Sobretudo o primeiro caderno. Um dia, então, aventurei-me em um tipo de leitura que nunca mais abandonaria.
A primeira vez que vi a expressão “luta de classes” foi no jornal supracitado. Por terem se passado cerca de quarenta anos, desde então, não posso precisar se foi num artigo, num editorial, numa reportagem ou numa carta de leitor. Contudo, fora usada no contexto de ser indesejável – os “comunistas” eram acusados de promover conflitos entre pobres e ricos.
Parece que foi ontem…
Ao longo da vida, luta de classes sempre me foi apresentada pela imprensa e por certos grupos políticos como sendo tragédia para uma nação, ao passo que os socialistas científicos diziam o contrário.
Demorou até que aceitasse que a melhora das condições de vida dos trabalhadores só se daria através da luta de classes, pois não conseguia dissociá-la da luta armada, que repudiava. Sempre me inclinara mais pelas ideias burguesas dos socialistas utópicos, de que a transformação social aconteceria de forma pacífica.
Por conta desse pensamento, durante a ditadura me mantive distante da política. Contudo, por sempre ter me informado – mesmo quando garotas e festas eram mais importantes –, sempre soube que a forma como o país era governado estava errada. Até porque, minha família, influenciada pelo Estadão, ao longo daqueles anos tenebrosos foi mudando paulatinamente de opinião sobre o regime que um dia apoiara, assim como o jornal.
Todo esse preâmbulo foi necessário para chegar ao ponto central deste texto: a tão temida luta de classes, se um dia ajudou a aprofundar a ditadura militar, hoje pode ser travada sem luta armada, pela via da luta política desencadeada de baixo para cima, como começamos a ver ocorrer.
A revolução proletária, aliás, vai se mostrando uma questão de tempo, neste país – ainda que torça para que transcorra de forma política, sem violência, mas sabendo que ocorrerá de uma forma ou de outra.
De dezembro último para cá, inclusive, surgiram sinais de que um choque de classes está cada vez mais próximo. E o que é mais: só não aconteceu antes por conta da forte inclusão social da era Lula-Dilma. Nesse aspecto, a elite deveria ovacionar os dois presidentes trabalhistas que, com seus programas sociais, conseguiram retardar a fervura do caldeirão social.
E quando cito “sinais de um choque de classes” iminente, refiro-me ao movimento social absolutamente desorganizado e despido de ideologias conhecido como “rolezinho”.
Os milhares de adolescentes que têm ido a templos do consumismo das classes média e alta, aos ditos “shoppings”, são a expressão mais evidente do inconformismo com a desigualdade que cresce por parte de suas vítimas, desse sentimento que vai surgindo entre essas camadas sociais ora inspiradas pelos ventos da liberdade política e ideológica que mais de duas décadas de democracia fizeram soprar.
A reação da sociedade aos abusos das forças de repressão do Estado, que hoje já não encontram espaço para a impunidade total de outrora devido ao fenômeno da democratização da comunicação social gerado pela internet, será inevitável e benéfico conquanto a democracia se mantenha preservada.
A menos que alguém acredite em outro golpe para calar de novo o grito de inconformismo que a pobreza mantém preso na garganta há tanto tempo.
Nesse contexto, surge um dado positivo. Por mais que repudiemos o status quo, não se pode negar que a grande imprensa teve um papel fundamental na denunciação dos abusos contra os meninos e meninas dos “rolezinhos”. E não só da polícia militar, mas da Justiça, que deu uma permissão bizarra para que shoppings pudessem triar quem neles ingressava com base na cor da pele, no modo de se vestir e em outros fatores subjetivos que denotassem pobreza.
A imprensa, portanto, não deixou de ser conservadora, mas vai se vendo obrigada pela comunicação abundante e incontrolável a não se deixar ficar a reboque dos fatos.
Mais de duas décadas de democracia e o advento da internet terminaram por gerar o ambiente ideal para que, cada vez mais, as legiões de vítimas da desigualdade à brasileira possam denunciar seus algozes. E os “rolezinhos” são expressão desse fenômeno.
Claro que não poderia deixar de eclodir aqui e ali, entre advogados e juristas, entre jornalistas e tantos outros expoentes da elite branca de ascendência indo-europeia o discurso absurdo sobre o caráter “privado” que teriam os shoppings, um discurso em defesa de um direito constitucionalmente inexistente de comerciantes selecionarem clientes que possam ou não ingressar nesses locais de frequentação pública.
Estão enganados. O comércio aberto ao público funciona sob a condição de estar aberto ao público, ou seja, a todos, sem discriminação de classe social, etnia, religião, orientação sexual, política e ideológica.
Aliás, discriminar no comércio varejista é crime.
O “rolezinho”, pois, é um direito contanto que não enverede pela violência ou pela criminalidade. E impedir alguém de frequentar algum lugar sob a premissa de que sua aparência denota que poderá cometer vandalismo, roubos ou qualquer outro tipo de crime é fascismo em estado puro.
Esse movimento de imberbes, portanto, na visão deste que escreve é absolutamente legítimo. Fatos e investigações revelaram-me que não guarda relação com os protestos violentos e políticos que eclodiram pelo país a partir de junho do ano passado e que agora pretendem sabotar a Copa do Mundo.
Trata-se de um movimento espontâneo e que poderá cumprir a função cívica de expor a desigualdade hipócrita que vitima o Brasil – e, assim, a função de provocar mudanças.
Os “rolezinhos”, pois, não têm parentesco com as tais “jornadas de junho”, mas com a primeira ocupação de um shopping na história recentíssima.  Em 2000, um grupo de sem-teto ocupou um desses templos de consumo e, ao fazê-lo, fincou as raízes de um processo que precisa ocorrer no Brasil, o de esfregar a desigualdade insustentável na cara da elite que dela se beneficia.
Antes de chegar à conclusão do texto, portanto, se ainda não assistiu vale muito a pena assistir ao documentário Hiato, abaixo reproduzido. Ele revela a gênese dos “rolezinhos”. O texto prossegue em seguida.
O que assistiu acima, leitor, foi o embrião dos “rolezinhos” que ora eclodem por São Paulo e que tendem a se espraiar pelo país, caso a sociedade saiba reagir à repressão.
A “luta de classes” por essa via – e por outras análogas a ela que venham a surgir –, portanto, não só precisa prosseguir como tem que ser intensificada. Sem violência, mas com firmeza. Há que mostrar a realidade a essa elite delirante que acredita que pode confinar uma maioria tão avassaladora nos guetos que para ela engendrou.
Os milhares que ocuparam e ocuparão shoppings e outros refúgios da elite poderão fazê-la entender que caso não aceite distribuição de renda por bem poderá ter que aceitar por mal. E não por conta de algum movimento politicamente organizado, mas pela paciência que se esvai nas massas, que, desprezando os intermediários e qualquer organização, instintivamente está a exigir igualdade.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/que-venha-a-luta-de-classes/