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sábado, 11 de janeiro de 2014

ESTADÃO FAZ ATAQUE VIL E RASTEIRO AO MAIS MÉDICOS

11.01.2014
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/126571/Estad%C3%A3o-faz-ataque-vil-e-rasteiro-ao-Mais-M%C3%A9dicos.htm

Sites podem ser responsabilizados por divulgação de conteúdo preconceituoso

11.01.2014
Do portal da Agência Brasil
Por Mariana Branco

Brasília – Postagens de conteúdo ofensivo ou preconceituoso em sitesblogs e redes sociais podem gerar responsabilidade para os administradores dessas plataformas. O alerta é do advogado Leonardo Ranna, especialista em direito de internet. Segundo Ranna, há possibilidade de responder civilmente pelos danos, e os autores e difusores do material podem ser responsabilizados criminalmente.

Para Leonardo Ranna, no caso recente envolvendo o site de vendas MercadoLivre, onde foi postado um anúncio vendendo negros a R$ 1, pode haver responsabilização da plataforma.
“O argumento é que eles [administradores dos sites] lucram com isso. Se eles não conseguem controlar previamente, para não ofender ninguém, devem ser responsabilizados pelo dano do ponto de vista cível. Tanto o Ministério Público pode vir a processar o MercadoLivre, por meio de uma ação civil pública, quanto alguém que se sentiu ofendido, no caso uma pessoa negra, pode buscar indenização”, disse o advogado.
Ranna ressaltou que, apesar de o Brasil não ter legislação específica para crimes cibernéticos, as leis existentes são suficientes para responsabilizar autores e sites nesses casos. Ele destaca que há várias decisões judiciais condenando sites e redes sociais e determinando indenização às partes ofendidas.
O anúncio do MercadoLivre repercutiu nas redes sociais no último domingo (5) e, segundo informações da empresa, foi retirado do ar na segunda-feira (6) após denúncias dos usuários do site.
A Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, vinculada à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), pediu ao MercadoLivre a identificação do autor da postagem e deve enviá-la ao Ministério Público do Rio de Janeiro segunda-feira (13), pedindo a apuração de responsabilidade de crime de racismo e discriminação racial. Os dados cadastrais do autor também foram solicitados pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) Polícia Civil do Rio de Janeiro, que instaurou inquérito para apurar crime de incitação ao racismo.
Sobre a possibilidade de ser responsabilizado pela postagem, o MercadoLivre informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a plataforma é monitorada diariamente pelos administradores e que disponibiliza um botão de denúncia para os usuários informarem sobre conteúdos inadequados, ofensivos ou preconceituosos.
Para a presidenta do Geledés - Instituto da Mulher Negra, Nilza Iraci, não é suficiente deixar o trabalho de denúncia a cargo dos internautas. “A responsabilidade fica para as pessoas que acessam. Até alguém perceber e denunciar, leva tempo”, ressaltou Nilza.
Para ela, deve haver responsabilização das plataformas por conteúdos racistas, homofóbicos ou sexistas. “Embora [o MercadoLivre] seja um site público, acho que deveria ter uma segurança. Temos feito um trabalho sistemático de vigilância em relação a isso, mas não se vê muita punição.”
A postagem no MercadoLivre deixou chocadas pessoas como a atendente Priscila Kellen Pereira da Luz, de 19 anos. Para Priscila, o conteúdo mostra que o racismo continua forte no país. “É ilusão achar que só porque as pessoas convivem e não têm tanto atrito, o racismo acabou. O ser humano é ignorante e não sabe olhar o outro como semelhante”, afirmou Priscila.
Edição: Nádia Franco
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2014-01-11/sites-podem-ser-responsabilizados-por-divulgacao-de-conteudo-preconceituoso

AÉCIO RODA, RODA E CAI NO COLO DOS EUA

11.01.2014
Do portal CONVERSA AFIADA, 04.01.14
Por Paulo Henrique Amorim

Os americanos vão pegar o Brasil pelas costas, com o punhal dos tucanos.

A excelente edição especial da Carta Capital que está nas bancas – “Um Plano de Governo” – oferece artigos formidáveis.

O ansioso blogueiro recomenda, por exemplo, a aguda análise do professor Alfredo Bosi sobre a Educação; o professor Fabio Konder Comparato – “em toda a nossa História, o povo sempre esteve ausente da vida política”; e o Ministro Franklin Martins.

Com impiedosa didática, Franklin mostra que a Ley de Medios brasileira seria radicalmente democrática se respeitasse, apenas, e nada mais do que está na Constituição de 1988 e a Globo Overseas (que ele trata de “gigantesco império mediático”) não deixa regulamentar.

O ansioso blogueiro recomenda também uma longa e oca entrevista com Aécio Never.

É uma planície sonolenta de mediocridade. 

Mas, mesmo no plano, duas informações se sobressaem.

A primeira: ele pretende submeter o regime de partilha do pré-sal a ampla discussão publica, ou seja, no PiG (*), e sem viés ideológico: quer dizer, com o confronto das desinteressadas ideias da Urubóloga e do Adriano Pires – ah !,quando eu crescer quero ser o Adriano Pires.

Tradução:  Fiel à tradição tucana, Aécio seguiria os passos do Cerra – no WikiLeaks – e do Príncipe da Privataria, que fundou a Petrobrax e afundou a P-36.

Bem que o Saul Leblon tinha notado, na Carta Maior, que o Aécio, quando fala do pré-sal – ou se omite – é um ato falho – que Freud e José Hugo Castelo Branco – que Deus o tenha ! – explicam.

A segunda revelação – na planície que esconde mais do que revela – é a “política externa independente” do Aécio.

Ele prega “uma relação mais pragmática de política externa e de política comercial. A Aliança do Pacífico, o bloco de países liberais (sic) da América Latina, como Colômbia (que entregou o combate ao narcotráfico aos americanos – PHA), México (em que o Presidente Fernando Henrique Peña Nieto entregou o pré-sal aos americanos – PHA), o Peru e o Chile (ainda não disseram ao Aécio que a Bachelet ganhou a eleição de goleada contra a “liberal” pinochetiana – PHA), é um caminho a seguir.”

Que caminho é esse, amigo na navegante, a assim chamada “Aliança do Pacífico”, que o senador pelo Rio (não mexa nisso, revisor, por favor) “seguir” ?

Não basta ir muito longe para entender que roda, roda, roda e o tucano Aécio cai no colo dos Estados Unidos.

Nesta mesma edição da Carta há outro excelente artigo, de Antonio Luiz M. da Costa, de título “Um Caminho pelo Século XXI”.

Antonio Luiz mostra que, em declínio, o Império Americano concentra suas forças no Pacífico.

(Talvez por entender que o Atlântico seguirá outra liderança … – PHA)

A Comunidade do Pacífico, ou “Aliança do Pacífico” é um projeto do interesse nacional americano.

Essa “comunidade”, segundo Antonio Luiz, que inclui a Colômbia, Peru e o Chile, aliados ao México (agora definitivamente transformado num mega-Porto Rico cheio de petróleo – PHA) é uma forma de os Estados Unidos enfrentarem a China – e o Brasil !

O seja, os Estados Unidos pegariam o Brasil pelas costas !

Com o punhal dos tucanos !

Antonio Luiz considera que combater a Aliança do Pacífico, hoje, para o interesse nacional brasileiro, é tão importante quanto foi sepultar a ALCA, como Lula e seu excelente chanceler, Celso Amorim, souberam fazer !

O Príncipe da Privataria esteve com um pé na ALCA.

O Padim Pade Cerra prometeu enterrar o Mercosul.

Aécio quer se banhar nas águas americanas do Pacífico.

Antes, vai tirar os sapatos.

Os tucanos tem essa mania.

Clique aqui para ler sobre o Gripen e a Defesa do pré-sal.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia. E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/01/04/aecio-roda-roda-e-cai-no-colo-dos-eua/

Comediante antissemita provoca ira do governo francês

11.01.2014
Do portal OPERA MUNDI
Por João Novaes | São Paulo    

Dieudonné é um dos humoristas mais populares do país, embora ligado à extrema-direita; governo tenta cancelar agenda de shows
Piadas e comentários de conteúdo ofensivo ou discriminatório sempre terminaram por levantar o debate sobre os limites do humor. Quando proferidas por humoristas conhecidos, provocam uma verdadeira batalha nas redes sociais entre legiões de apoiadores e críticos, uns defendendo a liberdade de expressão, outros a retratação e a punição do autor.


No Brasil, esse debate está centrado em comediantes que fazem piadas atingindo setores historicamente oprimidos da sociedade, como negros, mulheres, pobres e gays, sobre os quais as piadas são antigos preconceitos reproduzidos pelos opressores. Na Europa, e mais particularmente na França, o tema é antigo, mas os profissionais que lidam com este tipo de humor costumam tomar precauções, contextualizando suas piadas e, muitas vezes, transformando a reprodução dos preconceitos em crítica social.

No entanto, um humorista negro e de origem humilde resolveu romper com todos esses limites. Dieudonné M’balla M’balla, mais conhecido pelo primeiro nome, transformou-se, em um espaço de dez anos, de comediante promissor e ativista ligado à causa palestina para o maior ícone antissemita da França, sendo ligado a setores de extrema-direita. Provoca indignação, principalmente da comunidade judaica, por onde quer que se apresente, mas sempre atrai uma multidão de fãs adolescentes, além dos holofotes da mídia.

Agência Efe
Dieudonné agora é alvo do governo de Hollande, que alega que os shows do humorista "ameaçam a ordem pública"

Suas ações mais recentes, quando fez piadas sobre o holocausto envolvendo jornalistas judeus críticos ao seu trabalho, chamaram a atenção do governo francês, em especial do ministro do Interior, Manuel Valls. Único membro do Executivo socialista com avaliação popular positiva, especialmente dos setores mais à direita, ele iniciou uma caçada ao comediante. O objetivo, até agora bem sucedido, é cancelar sua turnê nacional, que teria início nesta quinta-feira (09/01) em Nantes (oeste da França).

Valls enviou circulares a todos os prefeitos das cidades onde o espetáculo “Le Mur” (“O Muro”, em francês) está programado, orientando a interdição sob a alegação de “ameaça à ordem pública”. Além de Nantes, que enfrentou uma batalha judicial decidida na última hora a favor do governo, cidades como Bordeaux e Metz já anunciaram o cancelamento.

“Dieudonné não parece conhecer mais qualquer limite”, disse Valls ao jornal Le Parisien. “Tenho intenção de agir com a maior firmeza, nos termos da lei (...) quando Dieudonné insultar a memória das vítimas do holocausto. Isso é intolerável. Basta, precisamos romper essa mecânica de ódio”, argumentou o ministro.


A noite em Nantes foi tensa. Policiais cercaram o Zénith, maior casa de espetáculos da cidade, sob vaias e protestos de milhares de pessoas, em especial jovens, que pretendiam assistir ao espetáculo. Dieudonné, que se diz em uma cruzada contra o “sionismo”, pediu calma ao público em sua página no Facebook. “Eles [a polícia] querem provocar um confronto físico. Voltem para suas casas cantando ‘A Marselhesa’ (hino nacional)”. Ao comentar o episódio, Valls disse que “a República venceu”.

Agência Efe
Polícia cercou espaço onde Dieudonné se apresentaria na cidade de Nantes

Ao mesmo tempo em que condena as posturas de Dieudonné, a imprensa francesa também passou a questionar os métodos de Valls, que acabam abrindo um precedente de censura inédito no meio humorístico francês.

O início

Embora Dieudonné sempre tenha sido afeito à polêmica, é difícil explicar sua transformação com o passar dos anos. Nascido de mãe francesa e pai camaronês, foi criado nos subúrbios parisienses, região que nem de longe lembra o glamour da capital francesa. Não por acaso, começou sua carreira criticando satiricamente a precariedade da vida dos jovens nos “banlieues”, a repressão policial, o racismo, a miséria invisível na França e a religião como fator de alienação.

Seu grande companheiro de palco nessa fase, entre 1990 e 1997, era um judeu de origem marroquina, Élie Semoun. Juntos, eles se apresentavam em espetáculo de stand-up e sketchs para a TV. Em um desses espetáculos, “Cohen e Bokhassa”, um insultava o outro com piadas antissemitas e racistas. Como as ofensas eram mútuas, o público entendia haver uma contrapartida, como em algumas provocações entre Didi e Mussum nos anos 1980 (que hoje jamais iriam ao ar), e não um ataque deliberado a um determinado grupo.


No início do ano 2000, chegou a participar de grandes produções humorísticas francesas no cinema, como “Asterix nas Pirâmides”, e era visto como um talento promissor.

Além de sua carreira artística, era firmemente ligado à luta contra o racismo e à causa da libertação palestina. Chegou a concorrer duas vezes à Presidência da República por micropartidos cuja plataforma principal era a libertação do povo palestino.

Aos poucos, no entanto, foi se perdendo em suas apresentações e passou a cometer um erro muitas vezes recorrente: associar as críticas ao Estado de Israel, na época sob o comando do general linha dura Ariel Sharon, com preconceitos e ofensas a todos os judeus. Passou a negar o Holocausto publicamente, o que é considerado crime na França, a ironizar atentados como o ataque à escola judaica de Toulouse e a manifestar admiração por Osama Bin Laden.

A gota d’água ocorreu em dezembro de 2003, durante um talk-show em uma rede de TV pública. Fantasiado de judeu ortodoxo e com uma máscara imitando um terrorista, fazia piadas contra Israel levantando o braço em uma paródia da saudação nazista e gritando “IsraHail”. Com o tempo, o gesto se tornou uma de suas marcas registradas, a “quenelle”. Ele recusou-se a pedir desculpas, denunciando a existência de um lobby judeu para tentar silenciá-lo, e lembrou que recentemente tinha se vestido como um mulá (líder religioso muçulmano) sem que ninguém tivesse reclamado.

Desde então, a mídia francesa considerou que o limite do humor foi ultrapassado, transformando Dieudonné em um pária. Os convites para a programas de televisão e filmes de cinema rarearam até o ponto de Dieudonné passar a depender unicamente de seu próprio espetáculo, a maioria deles sendo realizada no teatro Main D’Or, em Paris, de sua propriedade. Por muitas vezes seus shows foram cancelados, boicotados e até invadidos por ativistas judeus.

Outro fato que gerou escândalo foi quando passou a elogiar Jean-Marie Le Pen, principal líder da extrema-direita francesa, a quem já foi um dos maiores críticos, chegando ao ponto de escolhê-lo como padrinho de uma de suas filhas.

Popularidade

A ira de Valls e do governo, porém, parecem apenas contribuir para que os shows do humorista sejam um sucesso de bilheteria – o dinheiro arrecadado com as apresentações e inúmeros produtos de piadas com judeus mantém Dieudonné viável comercialmente. Na quarta-feira (08) foi acusado de lavagem de dinheiro em razão de um envio de remessas para Camarões.

Nada parece abalar a popularidade de Dieudonné, que conta com uma legião fiel de fãs, muitos deles adolescentes residentes nos subúrbios, simpatizantes da esquerda e pessoas de origem árabe e muçulmana.

Agência Efe
Defensores do humorista têm diferentes idades e origens dentro da França

O famoso atacante francês Nicolas Anelka, por exemplo, colocou lenha na fogueira ao comemorar um gol de sua equipe, o West Bromwich, no Campeonato Inglês, imitando a "quenelle", gesto considerado por muitos apenas como manifestação antissistema. "Foi apenas uma dedicação especial ao meu amigo comediante Dieudonné", escreveu Anelka no Twitter, rede social que não usava há mais de dois meses. O próprio Valls foi vítima de uma brincadeira ao aparecer em uma foto rodeado por jovens que, disfarçadamente, faziam a “quenelle”.

Um dos argumentos mais comuns de seus defensores é de que a reação do governo é desproporcional e seletiva. Enquanto Dieudonné pode ser impedido de trabalhar pelas piadas contra judeus, os humoristas que fazem piadas contra muçulmanos não recebem o mesmo tratamento. De fato, é o caso de lembrar o governo Hollande de sua reação quando a revista satírica Charlie Hébdopublicou caricaturas ofensivas ao profeta Maomé. A única reação de Valls e do governo, na época, foi uma ostensiva proteção policial à sede da publicação, com o objetivo de proteger a “liberdade de expressão”.

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/cultura/33379/comediante+antissemita+provoca+ira+do+governo+frances.shtml

Alemanha precisa de trabalhadores estrangeiros

11.01.2014
Do portal do CORREIO DO BRASIL, 10.01.14
Por Redação, com DW - de Berlim

Situação do mercado de trabalho alemão é boa
Situação do mercado de trabalho alemão é boa
O ano de 2013 chegou ao fim na Alemanha com prognósticos positivos para o mercado de trabalho. O número de desempregados só aumentou em 67 mil, alcançando 2,873 milhões, menos do que usual para a época do ano. Isso equivale a um acréscimo de 0,2 pontos percentuais, totalizando uma quota de desemprego de 6,7%.
Segundo o especialista em mercado de trabalho Gerhard Bosch, da Universidade de Duisburg-Essen, a situação relativamente positiva reflete a grande capacidade de renovação da economia alemã. Além de as exportações estarem em boa fase, o consumo também aumentou, graças, sobretudo, a significativos aumentos salariais.
- O problema, no entanto, é que em 2013 não se investiu muito, por as empresas estarem apreensivas com as perspectivas de longo prazo – pondera Bosch. De acordo com ele, as deliberações do novo governo, porém, permitem prever uma melhoria, já que haverá mais verbas para infraestrutura e ensino. O consumo, afirma, também deverá se beneficiar do aumento das aposentadorias e da introdução do salário mínimo.
Analistas da Agência Federal do Trabalho (BA) preveem para 2014 mais uma leve redução do número de desempregados, cuja média anual deverá se manter em 2,9 milhões. Por sua vez, o Instituto da Economia Alemã (IW), ligado às associações patronais, é mais cético.
Por um lado, as enquetes realizadas no fim do ano junto às grandes associações empresariais confirmam que o clima é bastante otimista, diz o diretor do IW, Michael Hüther. Apesar disso, não se criarão novos postos de trabalho. “Não vai haver muito acréscimo. Temos um recorde histórico de ocupação, de 42 milhões de empregados. Mas agora essa dinâmica se esgota.”
Romenos e búlgaros
A BA não se mostra preocupada com a imigração de concorrentes a emprego dos dois mais pobres Estados-membros da União Europeia, a Bulgária e a Romênia, que desde 1º de janeiro passaram a se beneficiar do princípio da livre circulação de trabalhadores dentro do bloco europeu.
Nos últimos anos, cidadãos desses países já vinham entrando no mercado de trabalho alemão, como trabalhadores sazonais na agricultura ou em setores que carecem urgentemente de mão de trabalho, como a saúde, cuidados ou gastronomia, argumenta agência de trabalho.
- A maioria dos búlgaros e romenos que vivem na Alemanha são imigrantes por motivos de trabalho, não por motivos de pobreza – afirma Herbert Brücker, do instituto de pesquisa profissional IAB.
Martin Wansleben, diretor geral da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), alerta para o perigo de o atual debate na Alemanha sobre a imigração vir a prejudicar a economia. “A imigração em geral não pode assumir um aspecto negativo devido a uma discussão política acalorada”, reforçou.
Devido a sua atual tendência demográfica, a Alemanha precisará, nos próximos anos, de até 1,5 milhão de trabalhadores estrangeiros qualificados, lembra Wansleben. Eles ajudariam a “assegurar o crescimento e estabilizar os sistemas sociais”.
Entretanto, a atual discussão indica a necessidade de ação dentro da sociedade alemã, prossegue o diretor da DIHK: “Precisamos continuar aprimorando uma cultura de boas-vindas para os imigrantes. É uma tarefa para a sociedade como um todo: política, Igrejas, sindicatos, empresariado, todos têm que prestar sua contribuição.”
Benefícios da imigração superam carga
Segundo dados recentes, há 155 mil romenos e búlgaros profissionalmente ativos na Alemanha. Sua quota de desemprego é a mais baixa de todos os trabalhadores estrangeiros. E agora esses dois grupos poderão procurar emprego em todos os setores.
- Em consequência, temos também melhores chances de integração para as pessoas desses dois países, para os quais, desde 1º de janeiro, vale a mobilidade da mão de obra – prevê Heinrich Alt, da diretoria da Agência Federal do Trabalho.
Ele admite, no entanto, haver no momento um problema: “A imigração da Bulgária e Romênia está associada a certas regiões [alemãs], e lá ocorrem problemas que as municipalidades de Duisburg, Dortmund, Berlim, Mannheim, Offenbach não podem resolver sozinhas.”
Segundo analistas, nessas cidades problemáticas apenas 10% a 20% dos imigrantes trabalham. Por outro lado, só uma pequena parte deles recorre à previdência social. Essas pessoas, que nem requerem benefícios, nem contribuem para o sistema social através de seus encargos, “apresentam, naturalmente, um grande problema”, aponta Herbert Brücker. Ainda assim, assegura, os romenos e búlgaros da Alemanha “contribuem para os sistemas de aposentadoria e seguridade, de forma que o Estado social sai ganhando”.
De toda maneira, a Agência Federal do Trabalho começou a contratar novos funcionários em sua sede em Nurembergue. Ainda há um déficit de especialistas administrativos e pedagogos sociais com bons conhecimentos dos idiomas romeno e búlgaro, aptos a aconselhar com êxito os candidatos a trabalho dos dois países.
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Fonte:http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/alemanha-precisa-de-trabalhadores-estrangeiros/676509/

Obama quer que Israel honre compromissos de Ariel Sharon

11.01.2014
Do portal do CORREIO DO BRASIL
Por Redação, com agências internacionais - de Tel Aviv

Ariel Sharon morreu após mais de seis anos em coma
Ariel Sharon morreu após mais de seis anos em coma
Presidente dos EUA, Barack Obama disse neste sábado que se une aos israelenses em honrar o compromisso do falecido Ariel Sharon com Israel e afirmou o tradicional apoio dos Estados Unidos para a segurança de Israel. Em um comunicado, Obama disse que ele e sua esposa, Michelle, enviam suas mais profundas condolências à família de Sharon e aos israelenses sobre “a perda de um líder que dedicou sua vida ao estado de Israel”. Pouco antes de sofrer o acidente vascular cerebral que o levou ao coma, por mais de seis anos, Sharon defendia o fim dos assentamentos judaicos na Faixa de Gaza e a retomada, imediata, das negociações de paz com os palestinos.
“Reafirmamos nosso compromisso inabalável com a segurança de Israel e nosso apreço pela amizade duradoura entre os nossos dois países e os nossos dois povos”, disse Obama.
Ele também disse que os Estados Unidos continuam a lutar pela paz e segurança duradoura para os israelenses “incluindo através do nosso compromisso com a meta de dois Estados convivendo lado a lado em paz e segurança”.
“À medida que Israel diz adeus ao primeiro-ministro Sharon, nós nos unimos ao povo israelita em honrar seu compromisso com o país”, disse Obama.
Críticas profundas
Após a notícia da morte de Sharon, os principais dirigentes palestinos, tanto do movimento nacionalista Fatah como do islamita Hamas, denunciaram neste sábado as “atrocidades” do ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, que morreu hoje aos 85 anos.
– Sharon, como qualquer outro líder israelense que cometeu atrocidades contra o povo palestino, não deixa nenhuma simpatia ou compaixão no coração dos palestinos – disse à agência espanhola de notícias Efe Mahmoud Labadi, chefe do Comitê de Relações Exteriores do Fatah.
Labadi lamentou que os palestinos não possam “lembrar de nem um só momento bom que Sharon” tenha dado ao seu povo.
– Estamos tristes pelo conflito não ter se resolvido durante seu período como primeiro-ministro, mas não por sua morte nem pela de nenhum outro israelense que cometeu massacres contra palestinos – acrescentou.
Já o ex-chefe dos serviços secretos palestinos, Jibril Rajub, lamentou que Sharon não tenha sido julgado por um “tribunal penal internacional por seus crimes”.
Atual presidente da Federação Palestina de Futebol, Rajub acusou Sharon do “assassinato em 2004 de Yasser Arafat”, algo que nunca foi comprovado pela justiça.
O político independente Mustafa Barghouti disse que “nunca se deve ficar alegre pela morte de uma pessoa, mas infelizmente Sharon não deixou boas lembranças no povo palestino”.
– Infelizmente ele foi pelo caminho da guerra e da agressão, e fracassou totalmente em fazer a paz com os palestinos – afirmou.
O movimento islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza, classificou o ex-primeiro-ministro israelense de “criminoso”.
– Sharon era um criminoso e um daqueles que causaram desgraças ao povo palestino – disse o porta-voz do Hamas em Gaza, Salah al-Bardawil.
Em um comunicado, o funcionário do partido islamita afirmou que “rezava a Alá para que Sharon e todos os dirigentes sionistas que cometeram massacres” contra os palestinos “fossem para o inferno”.
Passa à História
Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro de Israel e um dos políticos mais prestigiados e ao mesmo tempo controvertidos da história do país, faleceu neste sábado aos 85 anos, no hospital de Tel Aviv onde ele estava internado desde 2006. No hospital permaneciam concentrados desde o começo do dia familiares e amigos tanto de sua época como militar como político. Seu filho Gilad Sharon agradeceu em um breve pronunciamento no hospital a todos os médicos e enfermeiros que cuidaram de seu pai durante os oito anos de internação tanto no hospital Tel Hashomer, de Tel Aviv, como no hospital Hadassah Ein Karem, em Jerusalém.
Um dos mais próximos assessores de Sharon quando ele foi primeiro-ministro, Raanan Gissin, disse à Efe horas antes do falecimento que “Sharon é a própria reencarnação de Israel em uma só pessoa desde 1948, e seu legado e influência abrangem desde o campo militar, passando pela política, a economia”. O ex-primeiro-ministro israelense viveu sempre em meio a controvérsia, desde seus dias como militar e ministro até chegar à chefia do Governo israelense, em 2001.
Sharon governou o país até 2006, e um ano antes de sofrer o derrame cerebral criou um novo partido, o Kadima, de centro-direita, com o qual promoveu a retirada de colonos e soldados israelenses de Gaza apesar da oposição interna em seu partido, o direitista Likud, hoje liderado por um de seus principais rivais, Benjamin Netanyahu.
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Fonte:http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/obama-quer-que-israel-honre-compromissos-de-ariel-sharon/676711/

Livro que relata envolvimento de FHC com a CIA esgota edição

11.01.2014
Do portal do CORREIO DO BRASIL, 07.01.14
Por Redação - do Rio de Janeiro

Maluf
FHC é citado por três jornalistas quanto ao seu envolvimento com a espionagem dos EUA
Está esgotado nas duas maiores livrarias do Rio o livro da escritora Frances Stonor Saunders Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da cultura, no qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é acusado, frontalmente, de receber dinheiro da agência norte-americana de espionagem, para ajudar os EUA a “venderem melhor sua cultura aos povos nativos da América do Sul”. O exemplar, cujo preço varia de R$ 72 a R$ 75,00, leva entre 35 e 60 dias para chegar ao leitor, mesmo assim, de acordo com a disponibilidade no estoque. O interesse sobre a obra da escritora e ex-editora de Artes da revista britânica The New Statesman, no Brasil, pode ser avaliado ao longo dos cinco anos de seu lançamento.
Quem pagou a conta?, segundo os editores, recebeu “uma ampla cobertura pela mídia quando foi lançado no exterior”, em 1999. Na obra, Frances Stonor Saunders narra em detalhes como e por que a CIA, durante a Guerra Fria, financiou artistas, publicações e intelectuais de centro e centro-esquerda, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista. Cheia de personagens instigantes e memoráveis, entre eles o ex-presidente brasileiro, “esta é uma das maiores histórias de corrupção intelectual e artística pelo poder”.
“Não é segredo para ninguém que, com o término da Segunda Guerra Mundial, a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita; o que poucos sabem é que ela também cortejou personalidades de centro e de esquerda, num esforço para afastar a intelligentsia do comunismo e aproximá-la do American way of life. No livro, Saunders detalha como e por que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que a levaram a publicar e traduzir nos Estados Unidos autores alinhados com o governo norte-americano e a patrocinar a arte abstrata, como tentativa de reduzir o espaço para qualquer arte com conteúdo social. Além disso, por todo o mundo, subsidiou jornais críticos do marxismo, do comunismo e de políticas revolucionárias. Com esta política, foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos”.
Quem pagou a conta? está esgotado nas livrarias do Rio
Quem pagou a conta? está esgotado nas livrarias do Rio
As publicações Partisan Review, Kenyon Review, New Leader e Encounter foram algumas das publicações que receberam apoio direto ou indireto dos cofres da CIA. Entre os intelectuais patrocinados ou promovidos pela CIA, além de FHC, estavam Irving Kristol, Melvin Lasky, Isaiah Berlin, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Dwight MacDonald, Robert Lowell e Mary McCarthy, entre outros. Na Europa, havia um interesse especial na Esquerda Democrática e em ex-esquerdistas, como Ignacio Silone, Arthur Koestler, Raymond Aron, Michael Josselson e George Orwell.
jornalista Sebastião Nery, em 1999, quando o diário conservador carioca Tribuna da Imprensa ainda circulava em sua versão impressa, comentou em sua coluna que não seria possível resumir a obra em tão pouco espaço: “São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas”, afirmou.
Dinheiro para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de US$ 145 mil. Nasce o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)”. Esta história, que reforça as afirmações de Saunders, está contada na página 154 do livro Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro daquele ano.
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura militar havia lançado o AI-5 e elevado ao máximo o estado de terror após o golpe de 64, “desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos”, como afirma a autora. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. O ex-presidente Juscelino Kubitcheck e o ex-governador Carlos Lacerda tinham sido presos. Enquanto isso, Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela para fundar o Cebrap. O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, por onde passou FHC, era voz corrente que o compromisso final dos norte-americanos girava em torno de US$ 800 mil a US$ 1 milhão.
Segundo reportagem publicada no diário russo Pravda, um ano após o lançamento do livro no Brasil, os norte-americanos “não estavam jogando dinheiro pela janela”.
“Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando (os dólares)”. Na época, FHC lançara com o economista chileno Faletto o livro Dependência e desenvolvimento na América Latina, em que ambos defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos”. A cantilena foi repetida por FHC, em entrevista concedida ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, na edição da última terça-feira, a última de 2013.
Com a cobertura e o dinheiro dos norte-americanos, FHC tornou-se, segundo o Pravda, “uma ‘personalidade internacional’ e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”.
Principais trechos da pesquisa de Saunders:
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).
2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).
3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).
4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).
5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).
6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45).
Espionagem e dólares
Não há registros imediatos de que o ex-presidente tenha negado ou admitido as denúncias constantes nos livros de Sauders e Leoni. Em julho do ano passado, no entanto, o jornalista Bob Fernandes, apresentador da TV Gazeta, de São Paulo, publicou artigo no qual repassa o envolvimento do ex-presidente com os serviços de espionagem dos EUA, sem que tivesse precisado, posteriormente, negar uma só palavra do que disse. Segundo Fernandes, “o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que ‘nunca soube de espionagem da CIA’ no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos”.
“Vamos aos fatos. Entre março de 1999 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista CartaCapital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil.Documentos bancários mostravam como, no governo FHC, a DEA, agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas, pagava operações da Polícia Federal. Chegava inclusive a depositar na conta de delegados. Porque aquele era um tempo em que a PF não tinha orçamento para bancar todas operações e a DEA bancava as de maiores dimensão e urgência”, garante Fernandes.
Ainda segundo o jornalista, o mínimo de “16 serviços secretos dos EUA operavam no Brasil. Às segundas-feiras, essas agências realizavam a ‘Reunião da Nação’, na embaixada, em Brasília”.
Bob Fernandes, que foi redator-chefe de CartaCapital, trabalhou nas revistas IstoÉ (BSB e EUA) eVeja, foi repórter da Folha de S.Paulo e do Jornal do Brasil, afirma ainda que “tudo isso foi revelado com riqueza de detalhes: datas, nomes, endereços, documentos, fatos. Em abril de 2004, com a reportagem de capa, publicamos os nomes daqueles que, disfarçados de diplomatas, como é habitual, chefiavam CIA, DEA, NSA e demais agências no Brasil. Vicente Chellotti, diretor da PF, caiu depois da reportagem de capa Os Porões do Brasil, de 3 de março de 1999. Isso no governo de FHC, que agora, na sua página no Facerbook, disse desconhecer ações da CIA no país”.
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Fonte:http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/livro-que-relata-envolvimento-de-fhc-com-a-cia-esgota-edicao-nas-livrarias/675486/