quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede

13.11.2014
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O jornal O Estado de São Paulo, mostra, na matéria publicada nessa quinta feira (13), por que vaza na imprensa notícias, sem provas, contra o PT e nenhuma notícia sobre a corrupção no PSDB.

Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede... Seria esse o motivo que nada contra o PSDB é investigado?


Durante a eleição, perfis de policiais que investigam  Petrobrás chamam Lula de “anta” e replicam conteúdo crítico a Dilma
Delegados federais da Operação Lava Jato, força-tarefa que investiga a Petrobrás envolvendo empreiteiras e partidos, usaram as redes sociais durante a campanha eleitoral deste ano para elogiar o senador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Planalto, e atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff, que disputava a reeleição.

Em manifestações feitas em perfis fechados no Facebook aos quais o Estado teve acesso, delegados da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, órgão onde estão concentradas as investigações, compartilharam propaganda eleitoral do então candidato tucano que reproduzia reportagens com o conteúdo da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, segundo a qual Dilma e Lula teriam conhecimento do esquema de desvios -o teor desses depoimentos está sob segredo de Justiça. Os policiais ajudaram ainda a divulgar notícias sobre o depoimento à Justiça de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, no qual disse que o PT recebia3% do valor de contratos superfaturados da estatal.

“Esse é o cara!!!!”, escreveu no dia 18 de outubro o delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, ao comentar uma montagem com várias fotos de Aécio, nas quais ele aparece ao lado de diferentes mulheres. As investigações da Lava Jato estão sendo conduzidas por delegados vinculados a Igor de Paula. Ele responde diretamente a Rosalvo Franco, superintende da Polícia Federal do Paraná.

O delegado, que atuou na prisão de Youssef, participa de um grupo do Facebook chamado Organização de Combate à Corrupção, cujo símbolo é uma caricatura de Dilma, com dois grandes dentes incisivos para fora da boca e coberta por uma faixa vermeha na qual está escrito “Fora, PT!”. Esse grupo se auto proclama um instituto cujo objetivo é mostrar às pessoas que “o comunismo e o socialismo são um grande mal que ameaça a sociedade”.

No dia 17 de outubro, Igor de Paula também compartilhou um link da revista inglesa The Economist que defendia voto em Aécio. Na notícia, lia-se: “Brasil precisa se livrar de Dilma e eleger Aécio”.Entre o 1.° e o 2.° turnos, o delegado também divulgou duas propagandas eleitorais de Aécio. A primeira acusava o PT de perseguir o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na Justiça Federal do Paraná. A outra era uma reprodução de uma frase do tucano criticando Dima, num dos debates na TV: “Que triste o País onde a presidente da República é que determina quem será investigado”.

Ex-coordenador. “Alguém segura essa anta, por favor”, declarou o delegado Marcio Anselmo, ex-coordenador da Operação Lava Jato, em uma notícia cujo título era: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”. Ele também falou sobre habeas corpus que foram impetrados nos tribunais a favor dos investigados. “Vamos ver agora se o STF aguenta ou se vai danie ldantar”, declarou, numa referência ao banqueiro Daniel Dantas, que teve a prisão revogada pela Corte em 2008.

Ele também compartilhou uma notícia sobre hospedagem de Lula na suíte mais cara do Copacabana Palace. “Assim é fácil lutar contra azelite!!!”, escreveu. Na reta final do 2° turno, fez comentários em outra notícia, na qual Lula dizia que Aécio não era “homem sério e de respeito”. Escreveu: “O que é ser homem sério e de respeito? Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente Aécio não deve ser”. O delegado apagou há poucos dias o seu perfil no Facebook.

Abaixo do comentário de Anselmo, o delegado Maurício Grillo, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, aproveita para se manifestar: “O que é respeito para este cara?”. Ele é responsável por apurar a denúncia de grampos na cela de Youssef. Grillo também compartilhou propaganda eleitoral do PSDB, como a que dizia que Lula e Dima sabiam do esquema de corrupção na Petrobrás. “Acorda!”, escreveu ele ao comentar a reportagem com o título: “Lula e Dilma sabiam de tudo”.
 Em outro post, Grillo comentou um vídeo no qual uma apoiadora de Dilma está descontrolada, xingando universitários: “As pessoas que apoiam o PT. kkkkk. Alto nível” A delegada Erika Mialik Marena, em cuja delegacia, a de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos do Paraná, estão os principais inquéritos da operação, manifestou-se em uma notícia sobre o depoimento do ex-diretor da Petrobrás à Justiça Federal. “Dispara venda de fraldas em Brasília”, comentou a delegada, que usa o codinome “Herycka Herycka” no Facebook. Anselmo comenta logo depois: “Haja fraldas”.

Anselmo também se manifesta sobre a prisão da doleira Nelma Kodama: “Bye, bye, Japa… vai trabalhar na cadeia agora”.

A Operação Lava Jato foi deflagrada em 17 de março. No alvo das investigações estão doleiros, integrantes da Petrobrás, empreiteiras e executivos – quatro pessoas já firmaram acordos de delação premiada.

Sem resposta. Os comandos da Polícia Federal no Paraná, onde atuam os policiais da Lava Jato, e em Brasília, sede do órgão, não comentaram as manifestações dos delegados nas redes sociais no período eleitoral. Postagens põem isenção em xeque, dizem advogados

Especialistas em Direito Administrativo e Penal afirmaram que servidores podem se posicionar politicamente, desde que essa manifestação não interfira na execução da sua função. Na avaliação de professores de Direito, no entanto, o posicionamento político de delegados na condução de uma investigação pode colocar em xeque a neutralidade, o que, em última instância, provocaria a nulidade de uma investigação.

Os advogados, que comentaram o caso em teoria, citaram como referência a Operação Sa-tiagraha, que levou à condenação do deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP), delegado responsável pela investigação na época, a dois anos e seis meses de prisão pelo vazamento de informações sigilosas.

“Em primeiro lugar, o servidor tem direito de se manifestar politicamente, como qualquer pessoa. Mas ele deve manter o sigilo sobre o assunto relativo ao exercício da sua função, se esse sigilo for necessário para o exercício adequado da função”, disse Carlos Ari Sundfeld, especialista em Direito Administrativo e professor da Escola de Direito da FGV-SP. Segundo o advogado, no exercício de seu direito político, os servidores não podem cometer ato de insubordinação nem de indisciplina, mas eles não devem fidelidade ao governante ou à própria entidade a que estão ligados.

Para o professor de Direito Administrativo Floriano de Azevedo Marques, chefe do Departamento de Direito do Estado da USP, o servidor não pode se valer de informações sigilosas para fazer suas manifestações. “Mas o servidor não está impedido de se manifestar fora da hora de trabalho, do computador dele”, declarou. Segundo Marques, “não convém que (o delegado) repercuta informações sobre a investigação que está conduzindo”.

“As pessoas têm liberdade para expressar sua opinião. Agora, o funcionário público, ainda mais quando atuante numa situação penal, deveria ter alguns resguardos”, afirmou o professor titular de Direito Penal da USP Renato Silveira. – Jornal O Estado de São Paulo

Janio de Freitas descobriu o mal feito da PF: “pode-se ter certeza” de fraude no caso Youssef

O colunista da Folha de S.Paulo, Janio de Freitas, na edição do dia 30 de outubro, abre o seu texto com a seguinte afirmação: “Antes mesmo de alguma informação do inquérito, em início na Polícia Federal, sobre o “vazamento” da acusação a Lula e Dilma Rousseff pelo doleiro Alberto Youssef, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição para o posto culminante deste país. Pode-se ter certeza

Diz o texto...

Pela quarta vez, o estímulo procedente da Polícia Federal para as tendências do eleitorado não resultou. E as investigações desses estímulos, também não.

Logo depois de definidos os disputantes do segundo turno, os três passageiros de um táxi aéreo foram presos pela PF ao descerem no aeroporto de Brasília. Revistados, dizia o primeiro noticiário que um tinha R$ 80 mil, outro levava R$ 30 mil, e R$ 6 mil o terceiro.

Esse total de R$ 116 mil foi baixando nos dois ou três dias em que ainda houve noticiário a respeito. Os três voltavam de Belo Horizonte, onde haviam trabalhado na campanha de Fernando Pimentel.

Fernando Pimentel? Petista. Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, empresário gráfico que levava a maior quantia, havia produzido material impresso para a campanha petista e em 2010 fora interrogado pela PF, a pretexto de um tal dossiê que seria elaborado em Minas contra José Serra.

E o crime de agora? Nenhum. Não é ilegal transitar com dinheiro de procedência legítima, voltando os três de atividades remuneráveis. Bem, um inquérito ia verificar se, por acaso, não se tratava de lavagem de dinheiro. E, para isso, por que precisariam ir três, levando quantias tão diferentes, e pagando um táxi aéreo para levar soma que não justificaria a despesa? Sem resposta.

Mas a PF teve a gentileza de cometer uma imprudência sugestiva de armação. Com as informações da prisão no aeroporto de Brasília, alguns jornais e TVs exibiram uma foto do embarque de Benedito no avião em Belo Horizonte. Autor, aquele nomezinho quase ilegível que os jornais grudam nas fotos? Nenhum.

A foto foi fornecida às redações para acompanhar a notícia de prisão dos três petistas portadores de dinheiro dado como suspeito. Não houve uma ação preventiva da PF em Brasília. Houve uma armação começada em Belo Horizonte, passada à imprensa e à TV como um fato bem sucedido da PF. E com implicações políticas e eleitorais.

Faz um mês que o assunto apareceu e desapareceu. Se a própria PF interveio na PF e esvaziou o balão, não precisa fazer cerimônia. Pode informar a população sobre o que foi aquilo e sobre o inquérito. Fará bem à sua imagem e ninguém pedirá punição de policiais. Como não foi pedida quando daquele dinheiro "achado" em São Luís.

E do dinheiro "achado" no caso dos "aloprados" (este, com a colaboração dramatúrgica do Ministério Público Federal). E do "dinheiro cubano" também "achado", antes de enriquecer a campanha de Lula, em caixa de bebidas dirigida a um diplomata cubano.

Se a investigação continuou, hipótese pouco atraente, a PF deve à sociedade as informações a respeito. Afinal de contas, foi da PF que saíram as informações e a foto destinadas ao eleitorado que se voltava para sua decisão do segundo turno. Já basta a dívida imensa da PF com o seu silêncio antidemocrático sobre os epílogos daqueles três casos. A população precisa e quer ter confiança na PF.
Por esse mesmo motivo, mas também por outros, a pesarosa morte de Eduardo Campos não justifica que a Polícia Federal não esclareça as zonas escuras de onde saiu, para a campanha eleitoral, o jato da fatalidade. O começo da busca de explicação, nas primeiras semanas depois do desastre, sustou-se deixando apenas estranhezas.

Está aí a direção do PSB enrolada com esse assunto, que prometeu deixar limpo em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral, e mais complicou ao prestá-la sem dar conta do avião e seu uso. Diz que depende da Anac, mas não é de quilômetros voados que se trata. E a Polícia Federal sabe disso.

Muiyo intrigante

Demétrio Magnoli escreveu que defini "a reportagem de 'Veja' (e talvez a confirmação da mesma Folha...) como uma 'investida originada na imprensa para interferir na disputa eleitoral', sugerindo paralelos entre a publicação da denúncia e o golpe militar de 1964".

Não é verdade. Era uma nota sobre Alberto Youssef. Não citei a "Veja", o próprio Magnoli transcreve a palavra imprensa. Não é verdade que haja na nota qualquer sugestão, ainda que apenas insinuada, de "paralelos" com o golpe de 64, que nada tinha com o assunto. O paralelo seria simplesmente imbecil.

Não foi a mim que esse paralelo ocorreu.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/11/delegados-da-lava-jato-exaltam-aecio-e.html
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