segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A sonegação a que os bancos dão o sofisticado nome de “elisão fiscal”

10.11.2014
Do BLOG DO ZÉ
Altamente esclarecedor, não pode deixar de ser lido o artigo “Dilma e seus dilemas”, que o jornalista Ricardo Melo publica hoje na Folha de S.Paulo. É sobre a sonegação pura e simples pelos dois maiores bancos privados brasileiros, Itaú-Unibanco e Bradesco, de R$ 200 milhões em impostos, utilizando um esquema montado num paraíso fiscal europeu, o Grão-Ducado de Luxemburgo.
Mas, para os bancos, o negócio tem o nome sofisticado, ou eufemístico de “elisão fiscal”. Ricardo Melo informa que também grupos multinacionais se beneficiam da mesma prática e que os sonegadores dizem não ser ilegal. Ele analisa, ainda,  o comportamento do governo brasileiro e seus malabarismos frente à descoberta da sonegação.
O articulista fala sobre “incômodo silêncio dos altos escalões do governo Dilma diante destes descalabros. Pior. Em vez disto, a presidente reeleita e seus auxiliares vêm entoando músicas para agradar o tal mercado. Fala-se em cortar gastos, em ampliar a fiscalização sobre benefícios da Previdência e reduzir a ação de bancos públicos. Nada se ouve a respeito de demandas sociais e, por exemplo, da cobrança de multas bilionárias como a devida pelo Itaú por conta da fusão com o Unibanco. Já os bancos continuam batendo recordes de lucratividade enquanto a economia do país patina.”
A tal “elisão fiscal” é praticada, também, por multinacionais, mas Ricardo procura restringir-se no artigo aos bancos brasileiros. “Para falar apenas daqui, em 2008 e 2009 os bancos Itaú e Bradesco “economizaram” R$ 200 milhões em impostos graças a um esquema montado num paraíso fiscal europeu, Luxemburgo”, lembra o jornalista.
“Formalmente – destaca ele – a negociata atende pela rubrica de elisão fiscal, eufemismo usado por bilionários para explorar brechas da lei com o objetivo de fugir de tributos. A sutileza obviamente não está ao alcance da maioria trabalhadora e assalariada: esta é mordida pelo Leão diretamente no holerite. A essência da jogatina é declarar lucros muito menores do que os obtidos. Uma imoralidade completa. Para “lavar” a mentira, os grupos entram em acordo com empresas de auditoria para desbravar os caminhos da “elisão fiscal”.
Leiam a íntegra do artigo do Ricardo Melo, “Dilma e seus Dilemas”.
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Fonte:http://www.zedirceu.com.br/a-sonegacao-a-que-os-bancos-dao-o-sofisticado-nome-de-elisao-fiscal/
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