quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Programa de Dilma expõe censura de Aécio contra imprensa mineira

16.10.2014
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 15.10.14
Por Redação RBA

Jornalistas narram controle para impedir que temas desfavoráveis ao tucano venham à tona e perseguição contra quem tentou furar o cerco. 'Simplesmente castraram a liberdade de imprensa', relatam 
MARCOS FERNANDES/COLIGAÇÃO MUDA BRASIL
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Aécio é visto por grupos que lutam pela democratização da comunicação como um inimigo da liberdade
São Paulo – O programa eleitoral de Dilma Rousseff na televisão abordou hoje (14) a questão do controle de Aécio Neves e do PSDB sobre a imprensa de Minas Gerais. O tema foi tratado em meio a exemplos de por que o candidato tucano ao Palácio do Planalto acabou derrotado pela candidata do PT à reeleição em seu estado no primeiro turno das eleições.
Segundo a campanha da presidenta, Aécio “levou a imprensa mineira com mão de ferro”, perseguindo e processando jornalistas. O programa exibe trechos de reportagens que dão exemplos de profissionais demitidos por motivo de censura.
“Simplesmente castraram a liberdade de imprensa, fazendo com que Minas, durante doze anos, tivesse todos os atos negativos escondidos”, diz o jornalista Geraldo Elísio Lopes, um dos três entrevistados pelo programa petista a respeito desta questão. “Na medida em que os mineiros tiveram conhecimento de todos estes absurdos, os mineiros deram o seu recado nas urnas.”
A também jornalista Eneida da Costa, ex-presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Minas, diz que no estado todos os profissionais da comunicação tinham conhecimento da denúncia sobre o aeroporto de Cláudio, mas jamais puderam publicá-la devido ao controle exercido pela família Neves. Só este ano o caso veio à tona em uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo que mostra como o terminal foi construído em terras de um parente de Aécio usando recursos públicos.
A relação entre Aécio e a imprensa é tema recorrente nesta campanha. Em setembro, o candidato do PSDB moveu ação tentando cassar os perfis no Twitter de 66 comunicadores independentes acusados de calúnia. A alegação do tucano era de que os comunicadores são, na verdade, “robôs”, ou seja, perfis falsos criados para disseminar mentiras. A ideia foi prontamente criticada pela rede social, que afirmou que o político tentava usar o Judiciário como instrumento de perseguição dos cidadãos, conduzindo a um “Estado policialesco”.
Ontem foi a vez de o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé citar o candidato como inimigo número 1 da liberdade de expressão no país. "São incontáveis os casos de intervenção direta do tucano nos veículos de comunicação e nas redes sociais para impedir a publicação de notícias negativas a seu respeito ou sobre o seu governo", diz o Barão de Itararé em nota.
"A censura praticada por Aécio Neves assume várias formas: a ligação direta para os donos dos veículos de comunicação, perseguição a jornalistas e comunicadores sociais e ações judiciais para impedir publicações e retirar conteúdos da internet", afirma o centro, citando duas ações, do candidato e de seu partido, para retirada de conteúdo virtual.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/programa-de-dilma-expoe-censura-de-aecio-contra-imprensa-mineira-336.html
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