terça-feira, 14 de outubro de 2014

GOLPE ELEITORAL: O velho roteiro do golpe

14.10.2014
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA, 13.10.14


O roteiro dos entreguistas e lesas-pátrias que se juntaram em torno do testa de ferro do grande capital para tomar o poder dos trabalhistas que habitam o Palácio do Planalto é de um filme velho e muitas vezes exibido ao redor do mundo.

Aqui perto de nós, na Venezuela, ele já esteve em cartaz várias vezes.

Também no Chile, na Argentina.

E no próprio Brasil.

O enredo é simples: procura-se criar uma "onda" de ressentimento, de ódio e preconceito contra os trabalhistas, acusando-os, por meio de uma imprensa venal e inteiramente aliada aos interesses oligárquicos, de tudo o que existe de errado no país.

Os jornalões batem, dia e noite, anos a fio, na mesma tecla: são corruptos, ladrões, demônios, assassinos, satanazes, belzebus...

Com isso, de quebra, se consegue esculhambar a própria atividade política.

Cria-se, então, uma alternativa a "tudo isso que está aí". 

Na falta de alguém mais preparado, o Brasil viu nascer recentemente uma Marina Silva, caricatura de si própria.

Financia-se uma boa quantidade de lumpens para fazer baderna nas ruas, sob palavras de ordem genéricas, tipo "não à corrupção".

Dá-se ampla cobertura a essas "manifestações espontâneas" e, dessa forma, consegue-se amealhar um tanto de jovens inocentes úteis, buchas de canhão que são duramente reprimidos por uma polícia de traços e DNA fascistas.

Se tudo isso ainda não der certo, ou seja, se o governo trabalhista resistir e durar até a eleição presidencial, aperta-se ainda mais o torniquete das mentiras, dos factoides, dos boatos e das calúnias.

É importante também arranjar aliados no Judiciário, para que o golpe assuma feições de legitimidade.

Arranja-se, por fim, testemunhas de "malfeitos" do governo.

Nesta eleição, dois criminosos confessos, apanhados com  a boca na botija, que, para se livrar de condenações pesadíssimas, aceitam dedurar seus cúmplices - claro que sem provas, apenas por "ouvir dizer".

Os cúmplices, frise-se, são do partido do governo e da sua base de sustentação.

O juiz do caso arma um circo, vaza imagens e áudio das "confissões" para a mídia inimiga dos trabalhistas.

O enredo se completa com a utilização de todo esse material, fartamente, na campanha do candidato laranja do grande capital internacional.

É tudo muito civilizado, muito moralizador.

Se não fosse o fato de que, neste e em outros casos idênticos de um passado tenebroso, os bandidos são os que não aparecem para o eleitor, são os que manipulam as instituições e a opinião pública, são os que despejam montanhas de dinheiro nas contas de políticos e parlamentares conhecidos. 

Os bandidos, neste e em outros casos que envergonham a história brasileira, são esses pulhas que posam como mocinhos, bons meninos e salvadores da pátria. 
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Fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/10/o-velho-roteiro-do-golpe.html
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