domingo, 5 de outubro de 2014

Face To Face de Aécio: Na matemática tucana, quem sai perdendo é a população brasileira

05.10.2014
Do portal MUDA MAIS, 04.10.14

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. Dessa vez, o papo foi sobre economia, com aquele que seria o Ministro da Fazenda de Aécio, caso o tucano fosse eleito, e é um de seus principais conselheiros econômicos, Armínio Fraga.

Armínio é o defensor das “medidas impopulares” de Aécio. A principal delas diz respeito ao salário mínimo. Apesar de dizer no Facebook que Aécio se compromete com a política de valorização do salário mínimo, a opinião do economista ainda em abril deste ano era bem diferente. Em entrevista ao Estado de S. Paulo
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, Armínio afirma que “o salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos. É uma questão de fazer conta (…) mas o salário, em geral, precisa guardar alguma proporção com a produtividade”. Ou seja, para o Ministro da Fazenda de um possível governo Aécio, o salário mínimo está muito alto e tem que ser segurado para garantir a produtividade.

Outros pontos incoerentes entre o que Aécio diz que vai fazer e o que seus assessores querem que seja feito, de fato, diz respeito à participação dos bancos públicos na economia. Assim como Marina, Armínio Fraga defende uma menor participação do BNDES com subsídios. Isso prejudicaria, como já explicou a presidenta Dilma, programas como o Minha Casa Minha Vida e o Plano Safra, além de gerar impacto negativo nos financiamentos da casa própria, do carro, compras a crédito, eletrodomésticos e etc. Para Armínio, “o BNDES vem se agigantando, fazendo empréstimos a taxas muito baixas sem, a meu ver, uma análise do impacto social desses programas, até para que se possa decidir se vale a pena continuar ou não”. Ele também afirma que o papel do BNDES, a médio prazo, será menor na economia.
Apesar de querer confundir o eleitor, a política econômica de inspiração neoliberal seguida à risca pelos tucanos, fica clara em uma resposta que Armínio Fraga deu no lançamento do programa de Aécio. Ao ser perguntado sobre como faria para equilibrar o controle da inflação com a política de juros baixos, o conselheiro do tucano responde que “o governo atual vinha pisando no freio com juros e no acelerador com gasto público e crédito. Alinhando melhor essa política, podemos ter melhores resultados". É fato que os tucanos não acreditam em um Estado forte trabalhando em favor do povo. O próprio Armínio declarou, na mesma entrevista, que “é cético em relação à ideia de que um país como o nosso pode se desenvolver com um Estado grande demais”.
 

Para Aécio Neves e seus consultores, o mais importante é manter o mercado contente, mesmo que para isso tenha que haver desemprego, corte de direitos e arrocho salarial. Dar à sociedade o que ela precisa, na opinião de Armínio, é fazer populismo
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: “Mas é fato que se você fizer uma pesquisa, vai identificar que a sociedade quer tudo. Mas isso é uma grande ilusão. É preciso pensar a coisa de uma forma dinâmica (…) Eu não sou político. Vejo apenas a necessidade de um debate honesto. Não populista”.

Na contramão desse discurso neoliberal, Dilma e Lula conseguiram tirar 36 milhões de brasileiros da pobreza extrema, valorizar renda, gerar emprego, manter o país crescendo e a inflação dentro da meta estabelecida. Enquanto a oposição quer cortar os direitos da população brasileira, Dilma já declarou “eu não fui eleita e não serei eleita para demitir, cortar salário e diminuir renda”. A diferença é gritante e o povo não quer voltar ao passado. Quem já mudou muito, vai mudar ainda mais.
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Fonte:http://mudamais.com/divulgue-verdade/face-face-de-aecio-na-matematica-tucana-quem-sai-perdendo-e-populacao-brasileira
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