sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Dez motivos para não voltar ao passado ou os estragos do governo tucano

10.10.2014
Do blog MUDA MAIS

Nos anos 90 e início dos anos 2000, o governo federal estava nas mãos do PSDB do então presidente Fernando Henrique Cardoso. As manchetes de jornal da época deixam claro que os brasileiros viveram momentos muito críticos, principalmente após a reeleição. Juros realmente altos, desemprego elevado e estatais com os dias contados são apenas algumas das consequências da política  de Aécio Neves e de seus seguidores. Listamos 10 fatos que revelam a situação pela qual o país passou nos 8 anos de governo tucano e evidenciam que os tempos do PSDB não podem voltar.
1º) Salário mínimo bem no mínimo
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. Logo se vê a que escola Fraga pertence. Em setembro de 1999, o governo do PSDB  anunciou que o salário mínimo não iria repor as perdas com a inflação, muito menos compensá-las. Mais, de 1998 para 1999 o reajuste foi de R$ 6,00: saiu de R$ 13,000 para R$ 136,00.Reparem que, na mesma página do jornal em que se fala sobre o novo mínimo a partir do ano 2000, há mais um texto revelador, que aponta como o governo tucano deixou de investir no social.

2º) Desemprego
Manchete da Folha de São Paulo de 29 de maio de 2002 dá a dimensão da situação do Brasil quando o presidente Lula assumiu. Hoje a imprensa critica a desaceleração na criação de vagas de trabalho, apesar do cenário de pleno emprego. Mas veja o que a Folha trazia em suas páginas, em 2002, que o “Brasil é o segundo do mundo em desemprego”. Na sequência: País tem 11,454 milhões sem emprego e perde só para a Índia, com 41 milhões; há 20 anos, Brasil estava em 9º.
3º) Juros Elevados
Eis aqui outro capítulo que não queremos que volte à história brasileira. O homem forte de Aécio Neves, o mesmo Armínio Fraga que reclamou do alto salário mínimo, tomou uma importante medida em seu primeiro dia como presidente do Banco Central do PSDB. “Fraga assume e eleva juros para 45%”. Agora você entende por que a bronca com os juros no governo de Dilma, com a Selic em 11%?
4º) Prefeitos Escorraçados
O candidato Aécio Neves gosta de propagar que, nos governos de Dilma e Lula, prefeito fica implorando. Mas a verdade é que nos últimos 12 anos,  a articulação entre governo federal e governos municipais vem avançando, e muito. Em 1998, prefeitos de diversos municípios do país resolveram baixar em Brasília para um tete-a-tete com FHC. Foram recepcionados pela tropa de choque da Polícia Militar, Exército com fuzis e cães. “Está parecendo que somos marginais. Temos de dar a resposta para eles nas urnas”, disse o representante de Cajuru (SP), Benedito Marques do Souza Filho, destaca a reportagem. Essa foi a primeira marcha dos prefeitos
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5º) Aposentados agredidos
Para aprovar a reforma da Previdência que instituiu o Fator Previdenciário, o então presidente Fernando Henrique Cardoso fez um discurso que qualquer trabalhador ou aposentado em 1998 jamais esquecerá: "Fiz a reforma da Previdência para que aqueles que se locupletam da Previdência não se locupletem mais, não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos em um país de pobres e miseráveis", disse FHC. FHC humilhou os mais de 100 milhões de trabalhadores aposentados do Brasil: os tucanos não entendem que aposentadoria é direito, não privilégio. 
6º) Enfraquecimento real da Petrobras
As manchetes da época de FHC traziam a situação de enfraquecimento da estatal, derivada da política do PSDB para com a Petrobras. O objetivo era vulnerabilizar a empresa perante a opinião pública e assim ficar mais fácil de seguir com o plano de privatizá-la. Observe os recortes acima: eles retratam o momento em que FHC quebrou o monopólio na exploração do petróleo pela Petrobras e o que poderia vir a seguir, ou seja,sua privatização, nas palavras do então diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn. Mais, durante as discussões no Congresso Nacional, em 1997, sobre a regulamentação da quebra de monopólio da estatal, veja o que disse o então deputado Aécio Neves: “O setor energético brasileiro está aberto, investimentos virão, novas parcerias aqui serão feitas. Não desconheço que as mudanças podem continuar avançando, e pode ser, inclusive, que chegue o momento de discutirmos a própria privatização da Petrobrás, mas não será agora”.
7º) O Brasil de cabeça baixa
É importante insistir nessa tecla, pois hoje andamos de cabeça erguida e somos respeitados como cidadãos. Com PSDB no governo, não só tirávamos o sapato em visitas diplomáticas (Celso Lafer se submeteu ao constrangimento de tirar o sapato 3 vezes em viagem nos EUA), como também assistíamos o representante do país levar bronca pública do então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.
8º) FMI mandando aqui
Com certeza, a imagem de Teresa Ter-Minassian, ex-chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Brasil ou do vice-diretor do fundo, Stanley Fischer, negociando empréstimos com o presidente FHC ou com o ministro da Fazenda
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,  é o tipo de cena que não queremos ver  nunca mais. Para cumprir as metas estabelecidas pelo FMI valia de tudo, menos pensar no povo., especialmente nos que mais precisam  Veja o texto da Folha em 1º de setembro de 1999: “Imposto maior garante Orçamento”. Logo eles, que falam tanto de corte de impostos e ajuste fiscal, precisavam elevar os tributos para atender às exigências do organismo internacional.

9º) Estado mínimo
Em setembro de 1996 a manchete era nada animadora, principalmente para os servidores de 22 estatais, entre elas o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Valec Engenharia e Construção Ferroviárias e o Departamento Nacional de  Obras contra a Seca (DNOCS): “Governo negocia extinção de 22 estatais”. 
10º) Apagão
Hoje podem até minimizar, mas o fato é que entre 2001 e 2002, o Brasil viveu momentos difíceis em função do apagão elétrico. As manchetes falavam em aumento do desemprego, racionamento em diversos municípios, reajuste da conta de luz para o consumidor que não economizava energia etc. A justificativa para aquele terrível momento de nossa história era de que as empresas de energia privatizadas não haviam feito os investimentos que o governo federal esperava. Agora, tem gente que defendeu as mesmas empresas, quando estas foram obrigadas a reduzir o custo de energia ao consumidor doméstico e industrial, por resolução da presidenta Dilma Rousseff.
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Fonte:http://mudamais.com/divulgue-verdade/dez-motivos-para-nao-voltar-ao-passado-ou-os-estragos-do-governo-tucano
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