segunda-feira, 8 de setembro de 2014

No Recife, Hospital Getúlio Vargas amanhece com paralisação parcial

08.09.2014
Do portal G 1/PE

Pacientes relatam não conseguir atendimentos e cirurgias foram adiadas 
 
Entrada do ambulatório do Hospital Getúlio Vargas (Foto: Katherine Coutinho/G1)Entrada do ambulatório do Hospital Getúlio Vargas (Foto: Katherine Coutinho/G1)
 
O atendimento de pacientes no Bloco G do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Oeste do Recife, foi parcial no começo da manhã desta segunda-feira (8). O sindicato dos servidores não divulgou um balanço da adesão dos trabalhadores à paralisação, anunciada na última sexta (5) em virtude dos problemas estruturais do prédio. A Secretaria de Saúde informou que a situação foi normalizada.

O Bloco G abriga o ambulatório, refeitório, bloco cirúrgico e emergência do HGV. São feitos cerca de mil atendimentos por dia no local. A aposentada Josefa da Silva, de 89 anos, saiu do Ibura para a revisão de um procedimento que fez no pulso. "Com essa chuva, é mais difícil ainda vir para cá. Esse hospital tem que ir abaixo e fazer outro, é uma nojeira só. Eu passei dois meses internada nesse ano e morria de medo, pedaço de teto caindo", conta a aposentada, que aguardava há três horas por atendimento.

Ambulatório chegou a ser fechado no começo da manhã (Foto: Katherine Coutinho/G1)Ambulatório chegou a ser fechado no começo da manhã (Foto: Katherine Coutinho/G1)
 
O Sindicato dos Servidores dos Trabalhadores da Saúde e Previdência Social (Sindsprev-PE) informou que não tinha ainda um balanço da adesão ao movimento. "Estamos buscando alertar as pessoas sobre o perigo que é esse prédio, não só para os trabalhadores, como também para os pacientes. Já tivemos um pedaço do forro que caiu. A paralisação é para poder atender bem à população", afirma o diretor administrativo do sindicato, Irineu Messias.

Trabalhando há 30 anos no hospital, a auxiliar de enfermagem Izabel Fabrício explica que a situação vem se deteriorando ao longo dos últimos anos. "Tivemos uma reforma há uns quatro anos, mas dois anos depois já tinha fissura de novo. Se acontece alguma coisa, nós, profissionais, conseguimos sair e correr, mas os pacientes não tem como. É complicado", relata.
Dulcilene de Melo levou o marido para trocar a sonda - espera ultrapassava três horas (Foto: Katherine Coutinho/G1) 
Dulcilene de Melo levou o marido para trocar a sonda -
espera ultrapassava 3 horas (Foto: Katherine Coutinho/G1)
 
A dona de casa Dulcilene de Melo chegou às 6h com o marido - o aposentado Dionísio Barbosa - para ele trocar a sonda. De 15 em 15 dias, ela vai até o Hospital Getúlio Vargas para tratamento. "O prédio realmente precisa de reforma, mas a gente não pode ficar sem atendimento. São 9h e meu marido ainda não foi atendido, normalmente é bem rápido. A gente fica sem saber o que fazer", reclama a dona de casa.

Segundo nota da Secretaria de Saúde, até as 10h desta segunda-feira, foram realizados 110 atendimentos no ambulatório, sete cirurgias eletivas e duas de urgência. No texto, a secretaria "reitera que está aberta ao diálogo com os profissionais e sindicalistas e que os diversos laudos emitidos pelos órgãos de fiscalização competentes garantem a segurança da edificação".

Interdição
 
Na última terça-feira (2), um pedaço do forro de gesso do forro do bloco cirúrgico caiu e o serviço foi interrompido. A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco explicou que o desabamento do forro deve ter sido causado por acomodações naturais dos materiais dos blocos A e G, construídos com estruturas diferentes e que são interligados por passarelas.
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Fonte:http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/09/no-recife-hospital-getulio-vargas-amanhece-com-paralisacao-parcial.html
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