sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

OPOSIÇÃO SEM LASTRO: Criticar financiamento do BNDES em Cuba é novo 'tiro no pé' do PSDB

31.01.2014
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por  Helena Sthephanowitz 

Ao fazer críticas simplórias sobre financiamento do porto de Mariel, partido presidido por Aécio se revela incapaz de dominar o jogo da política externa. Quando embargo cair, Brasil estará bem por Helena Sthephanowitz 

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Instalações do porto de Mariel, em Cuba: parceria econômica e estratégica criticada por desconhecimento
O PSDB emitiu nota crítica sobre financiamentos do BNDES à exportação de bens e serviços de empresas brasileiras para construção do porto de Mariel, em Cuba. O tucanato comete novo erro e dá mais um tiro no próprio pé, ao se posicionar contra  a presença do Brasil naquele país, por considerar que por aqui faltam "obras estruturantes", como diz o comunicado do partido presidido por Aécio Neves. "Os brasileiros acompanham, indignados, mais um périplo da presidente Dilma ao redor do mundo. Especial indignação causa saber que dinheiro dos brasileiros foi empregado para erguer um moderno porto em Cuba", diz o comunicado.
Além de ter "esquecido" que o governo de FHC manteve parcerias e intercâmbios com Cuba, o comunicado de Aécio e PSDB critica empréstimos à "Venezuela chavista", quando no governo FHC o BNDES emprestou US$ 107,5 milhões para a construtora Odebrecht abrir uma linha do metrô de Caracas, sob o governo de Hugo Chávez.
Não que o fato de FHC ter feito seja motivo suficiente para justificar que Dilma faça também. Acontece que, neste caso, ambos agiram corretamente.
O BNDES é um banco. O fato de ele financiar uma empresa exportadora brasileira não significa que tal financiamento faça falta a outro empreendimento em território nacional. Obras, no Brasil e em qualquer lugar do mundo, muitas vezes não saem do papel por vários motivos – por haver verba mas faltar projetos, por ausência de garantias ou contrapartidas para o empréstimo, ou porque o limite de endividamento de um estado, município ou empresa está estourado. Nunca por falta de linha de crédito disponível no BNDES.
E no tipo de financiamento à exportação como o feito para o porto cubano, o dinheiro volta ao Brasil, para as empresas brasileiras que exportam os bens e serviços, e volta outra vez com o pagamento do financiamento. Faz crescer a economia, as empresas e os empregos por aqui.
Por isso que os Estados Unidos têm seu Ex-Im Bank que faz esse mesmo tipo de operação. Assim com a China, a Índia, a Alemanha e o Japão. China e Índia também têm carências de infraestrutura em seus territórios, mas a exportação é bom negócio para crescer e superá-las, como é o caso do Brasil.
Se o Brasil não financiasse o porto de Cuba, empresas canadenses ou alemãs ou chinesas, por exemplo, é que ficariam com a obra, com o dinheiro e com os empregos que agora estão no Brasil.
Outra questão é Cuba ainda importar ônibus, máquinas agrícolas e muitos outros produtos industrializados do Brasil. A ilha está promovendo uma abertura econômica semelhante à feita pela China. Tem uma mão de obra altamente qualificada e deve crescer muito nos próximos anos. O porto traz sinergias com a economia brasileira.
Também há a localização e a conjuntura política estratégica. Quase todos os países da América Central e do Caribe estão na órbita econômica dos Estados Unidos. Cuba é uma exceção e por isso mesmo é o melhor país como plataforma de exportação para produtos brasileiros nesta região. Além disso, o embargo de Washington a Cuba não vai durar para sempre. Quando cair, o Brasil já estará com uma parceria sólida dentro de Cuba.
O canal do Panamá está sendo ampliado para passar navios gigantes e o porto de Mariel tem profundidade e estrutura para recebê-los. A rota comercial da Ásia para a costa leste dos Estados Unidos se intensificará no mar do Caribe e vários países da região estão reformando seus portos. Hoje Cuba não pode tirar proveito desta situação. Mas, quando o embargo cair, poderá, e o Brasil estará junto.
Além disso tudo, há um projeto político de integração latino-americana, formação de blocos para votar conjuntamente nos fóruns multilaterais. E foi graças a esta aproximação que o governo Dilma Rousseff emplacou um brasileiro na presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), que conseguiu alcançar um acordo benéfico aos países emergentes, como o Brasil.
É esse intrincado jogo geopolítico na economia mundial que o senador Aécio Neves se revela incapaz de entender e dominar, ao fazer críticas simplórias.
Voltando ao BNDES, como todo banco ele capta dinheiro por um lado e empresta por outro. É verdade que uma das fontes de captação tem sido o tesouro nacional desde 2009, em resposta à crise internacional. Mas tem decrescido ano a ano. E o Tesouro empresta ao BNDES com juros menores do que paga nos títulos da dívida pública. Há então um subsídio referente à diferença das taxas.
Mas aí é preciso analisar a relação custo-benefício deste subsídio. Não há saída se o BNDES não oferecer juros menores de longo prazo para o investimento produtivo, pois senão quase nenhuma indústria de porte se instala no Brasil. Se por um lado isso exige algum subsídio, por outro traz vários efeitos benéficos à economia: diminui importações, aumenta exportações, melhora a balança comercial; mantém níveis de emprego em alta, reduzindo custos sociais, e mantendo o nível de consumo das famílias, garantindo a economia aquecida e com consequente arrecadação de impostos. Em geral, os benefícios superam com folga o custo.
Também sobre isso o PSDB demonstra ignorância. E em nota oficial...
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/01/criticar-o-financiamento-do-bndes-em-cuba-e-tiro-no-pe-7835.html

Eu, o Estadão, o G1 e os black blocs

31.01.2014
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
De quarta (29/01) para quinta-feira (30/01), ocorreu um fato surpreendente envolvendo este que escreve, uma repórter do jornal O Estado de São Paulo, outra do Estadão e pessoas que falam em nome do grupo que usou tática black bloc para “coroar” o protesto contra a Copa de 2014 que ocorreu em São Paulo no último sábado (25/01).
O fato surpreende pelo ineditismo: repórteres dos veículos supracitados telefonaram para me ouvir sobre a campanha de arrecadação de doações que este Blog promoveu para que o dono do fusca incendiado naquele protesto pudesse comprar outro veículo, pois utilizava o que perdeu para trabalhar.
O que é inédito? Repórteres da Globo (G1) e do Estadão procurarem um blogueiro que, através da ONG que fundou em 2007 (o Movimento dos Sem Mídia) juntamente com seus leitores, representou várias vezes ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal contra esses dois veículos – e vários outros – devido a campanhas midiáticas deles que entendeu que violaram o interesse público.
Este blogueiro, além de ter representado contra esses veículos – e de ter ao menos uma dessas representações aceita pelo Ministério Público Federal (Caso da Febre Amarela, em 2008) – também promoveu vários atos públicos diante da Folha de São Paulo, como no caso da Ditabranda, em 7 de março de 2009, por o jornal ter afirmado, em editorial, que a ditadura militar, no Brasil, teria sido “branda”.
Detalhe: aquele ato, convocado através deste blog, juntou cerca de 300 pessoas diante da Folha, segundo matéria que o próprio jornal escreveu no dia seguinte (08/03/2009).
Outro detalhe: a representação contra alarmismo da mídia em relação à febre amarela foi aceita pelo Ministério Público Federal, que abriu investigação inclusive contra as Organizações Globo e o Estadão, que tiveram que constituir advogados para se defender de processo que acabou arquivado devido ao fim da lei de imprensa, base da acusação da ONG.
Enfim, a maioria dos leitores deste Blog já conhece a sua longa história de questionamentos da grande mídia (com destaque para Globo, Estadão e Folha) inclusive por vias legais, conforme comprovado acima.
O que me surpreendeu, portanto, foi ter recebido ligações das duas repórteres do Estadão e do G1, pois não sou lá muito bem quisto nesses veículos. Por conta disso, fiz questão de conceder entrevista às jovens repórteres que me procuraram para falar do caso do fusca incendiado por black blocs no último sábado (25/01). Queria ver no que ia dar…
E vi.
As repórteres Bárbara Ferreira dos Santos (Estadão) e Lais Cattassini (G1) foram amáveis e ouviram atentamente meu relato sobre o caso do fusca. Fizeram pouquíssimas perguntas, ao passo que falei muito ao telefone. Outra surpresa, portanto, foi as matérias que fizeram terem saído bem menos ruins do que imaginava.
Mas, claro, as matérias sugerem que suas autoras pecaram por falta de apuração, talvez por certa preguiça, mas, muito provavelmente, por ordens superiores ou para tentar agradar a esses superiores deixando margem a dúvidas que não poderiam existir.
Por que? Pois muitas das afirmações que eu e os black blocs fizemos sobre as campanhas poderiam não ter ficado somente no declaratório; as informações poderiam ter sido checadas.
Explico: os black blocs afirmaram à jornalista Lais Catassini (G1) que eu teria feito a campanha de solidariedade por conta de minha candidatura a algum cargo eletivo neste ano. Ora, ela poderia ter verificado se me filiei a algum partido, pois se eu não tiver filiação partidária – e não tenho – não posso me candidatar a nada.
Expliquei isso a Lais, mas o fato ficou de fora da matéria. Ela preferiu destacar afirmação dos black blocs de que eu teria me “apropriado” de doações que não partiram da campanha #VaiTerFusca, pois não teriam sido feitas na conta de Itamar dos Santos, dono do fusca incendiado, a partir da campanha em tela e, sim, por outros meios – que não disseram quais foram nem ofereceram qualquer prova, como faço aqui.
Bárbara (do Estadão) foi na mesma linha.
Apesar disso, informei às duas mocinhas que poderiam verificar algumas coisas no Facebook e neste blog mesmo.
Primeiro, que a campanha foi lançada na rede social no dia 26 de janeiro às 17:49 hs. O post (vide abaixo) recebeu 242 comentários, 378 “likes” e 178 compartilhamentos. Lá, fazendo as contas, pode-se perceber que se toda aquela gente doasse recursos ao dono do fusca (doações de 30, 50 e até 100 reais) já daria para resolver o problema dele.
Abaixo, o post. Vale a pena ler os comentários
(clique na imagem para ir ao meu perfil no Facebook e ver as postagens seguintes)
Se qualquer pessoa interessada nos fatos for às postagens seguintes no Facebook e no Twitter (a partir das 17:49 hs de domingo, 26 de janeiro) poderá ver que centenas de pessoas prometeram doar recursos ao dono do fusca incendiado. Ora, se 200 pessoas doam, em média, 30 reais, chega-se facilmente a uns 6 mil reais.
Essa meta foi ultrapassada porque, além dos doadores iniciais, centenas de leitores deste blog, nos dois posts anteriores a este, propuseram-se a doar e, após fazer as doações, voltaram a esta página para confirmar que tais doações foram feitas, tendo o mesmo acontecido no Twitter e no Facebook.
Aliás, nessas redes sociais, a partir das 17:49 hs. de 26 de janeiro último, além dos relatos de quem depositou há, também, imagens digitalizadas dos recibos de depósito. Recebi, também, algumas dezenas desses recibos por e-mail e via mensagens privadas nas redes sociais – só não vou reproduzir porque tais recibos têm os dados dos depositantes e é meu dever preservá-los.
Mas quem quiser, repito, pode ir às redes sociais e verificar meus perfis a partir da data e hora do início da campanha #VaiTerFusca. Basta querer os fatos em vez de versões deles. E também aos posts deste blog que trataram do assunto (aqui e aqui), onde serão encontradas CENTENAS de promessas ou de confirmações de doações ao dono do fusca incendiado.
Se não fosse suficiente, bastaria G1 e Estadão reproduzirem os vídeos dos posts supracitados.
Aliás, no primeiro desses posts poderiam verificar a data e hora da veiculação do número da conta do senhor Itamar, dono do fusca incendiado, e verificar se encontram esse número em algum outro site ou rede social com data e hora anteriores. Não encontrando, saberiam que se esse número foi reproduzido em alguma parte, foi tirado daqui.
Por fim, as repórteres poderiam ter perguntado ao senhor Itamar se ele passou a sua conta no Itaú a mais alguém – e esse senhor só recebeu dinheiro em sua conta no Itaú, ele deixa isso claro nos vídeos que gravei com ele.
Se as jovens repórteres tivessem perguntado, o senhor Itamar também diria que o rapaz representante dos black blocs que organizou a “vaquinha” (que ainda não pôs um centavo em suas mãos) ficou “muito nervoso” por ele ter se recusado a lhe passar o número de sua conta, pois não sentiu confiança.
O senhor Itamar me relatou que sua esposa, após “muita luta” do garoto black bloc, deu o número de sua conta de poupança no banco Bradesco, onde, até que que eu e ele conversamos (na quarta-feira), ainda não tinha caído nenhum centavo – e suspeito de que ainda não caiu, mas vou checar.
De qualquer forma, as matérias do G1 e do Estadão não foram tão ruins. Apesar de as repórteres de veículos que odeiam este que escreve terem dado a afirmações recheadas de provas (como as que fiz) o mesmo peso que deram a afirmações só de gogó dos black blocs, ao menos elas divulgaram suspeita que ainda mantenho contra as tais “vaquinhas”.
A razão dessa desconfiança se deve a que uma das “vaquinhas” já foi interrompida por suspeita de desvio de recursos, conforme matéria do Jornal da Cultura que você, leitor, pode conferir logo abaixo.


Só o que continuo sem entender, até o momento, é por que os black blocs – os quais, além de terem queimado o carro do senhor Itamar, ainda tentam posar de generosos – não depositaram suas contribuições direto na conta do homem. A esta hora ele já estaria com o dinheiro, tanto quanto está com o dinheiro da campanha #VaiTerFusca.
Mais um detalhe: da “vaquinha” que sobrou, segundo o Estadão o dono do fusca só verá cor do dinheiro em março. Mas para quê, se o objetivo é só ajudar? Só se os black blocs quiserem faturar politicamente em cima dessas doações… Se for, não terão êxito. Se você dá um tiro em alguém, não será levando flores para ele no hospital que elidirá o seu crime.
Confira abaixo, leitor, as matérias do Estadão e do G1 sobre o caso. E que cada um julgue como quiser. Até porque, essa novela não acabou.
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O ESTADO DE SÃO PAULO
Valor pode superar R$ 17 mil; grupos rivais divergem sobre autoria das doações
30 de janeiro de 2014 | 18h 53
O dono do fusca incendiado durante protesto contra a Copa do Mundo no último sábado, dia 25, na região central de São Paulo, já recebeu mais de R$ 7 mil de doações de voluntários em sua conta e na conta de sua mulher. O valor recebido pelo serralheiro Itamar Santos, de 55 anos, pode superar R$ 17 mil com a arrecadação de uma vaquinha online, que deve se encerrar até março.
Santos ficou surpreso com o montante das doações e afirmou que ainda não sabe o valor exato que está em sua conta bancária “Nem fui até o banco ver quanto recebi. Quem acompanha mais é a minha mulher, mas está chegando bastante doação”, disse. “Fiquei muito feliz, agradeço a todos os doadores, porque tem gente simples, que não tem muita coisa, e que depositou R$ 50 na minha conta. O brasileiro é muito bom. Acho que é muita coisa o que recebi, não mereço tudo isso não.”
Com o dinheiro, ele pretende comprar um carro novo, que usará para o trabalho de serralheiro. “Eu vou comprar um carro e está bom demais. Infelizmente não tem mais condição de reformar o fusca, que era muito velhinho. Com o calor do fogo, ele torceu muito. Eu vou pegar os documentos e levá-lo para o ferro velho”, afirmou.
Divergências. As doações ao serralheiro causaram discórdia entre dois grupos de doadores. Por um lado, há acusações de motivações políticas e de repúdio a manifestações populares. Por outro, há reclamação de falta de transparência na doação.
O grupo que organiza a campanha “Vaquinha para o dono do fusca incendiado”, no site vakinha.com.br, apoiado por movimentos como Anonymous e Black Blocs, disse já ter conseguido arrecadar mais de R$ 5 mil. O valor ainda não foi depositado na conta do serralheiro porque o grupo diz que pretende juntar R$ 10 mil até março e entregar o valor total a Santos. “Apesar da data limite, a campanha vai se encerrar assim que os valores confirmados chegarem à meta”, afirmou Mario Lopes, 33, estudante universitário, que criou a página da doação no site.
Já o blogueiro Eduardo Guimarães, de 54 anos, que divulgou em seu blog o número da conta bancária do serralheiro, afirmou que conseguiu arrecadar R$ 7,6 mil, depositados diretamente na conta de Itamar.
Lopes e outros organizadores da vaquinha online afirmam que o blogueiro teve motivações políticas para divulgar a conta do serralheiro e criticam declarações de Guimarães de que os depósitos foram fruto apenas de sua divulgação.
Segundo Lopes, pelo menos três grupos que apoiavam as manifestações se reuniram pelas redes sociais para doar dinheiro ao serralheiro e todos eles divulgaram tanto a conta de Santos quanto de sua mulher. “O Eduardo divulgou apenas a conta do sr. Itamar e um grupo, que reunia mais de 2 mil pessoas (um terceiro grupo, do qual Lopes não fazia parte), sabendo disso, destacou mais a conta da dona Cida. Mas sem promover ‘boicote’ à conta do sr. Itamar”, afirmou. Lopes disse ainda que muitas doações passaram a ser feitas por meio do site vakinha.com.br para que Guimarães não assumisse a autoria das doações.
O blogueiro, que critica as manifestações de Black Blocks, diz por sua vez que não teve motivação política para a divulgação da conta. “Foi por solidariedade ao Itamar, que teve seu fusca destruído por causa de anônimos que defendem tacar fogo em tudo”, afirma. Segundo ele, falta transparência nas doações que não depositam o dinheiro diretamente na conta de Itamar. “Podem fazer quantas campanhas quiserem, contanto que elas sejam transparentes. Por que acumular dinheiro naquele site, se tem o número da conta do Itamar? Ele vai receber mais rapidamente”, afirma. “Teve gente que pegou a conta dele, falou que ia doar e não doou até agora. No vídeo que eu publiquei, Itamar diz que mais de R$ 7 mil foram doados na conta dele e o fusca vale 4 mil no máximo e tudo isso graças à divulgação no meu site, no meu blog e no meu Facebook.”
Apesar das discussões, tanto Lopes quanto Guimarães afirmam que estão “felizes” que o objetivo de ajudar o serralheiro esteja sendo atingido com as campanhas de divulgação. Já Itamar disse que está chateado com toda a briga. “Para mim, tudo bem se quiserem me ajudar. Não sou rico para recusar. Se eu soubesse que ia dar briga, eu ia continuar batendo o pé de que não precisava doar nada. Não queria ficar no meio dessa situação. É desagradável, não precisa disso”, afirma. “Eu não estava contando com dinheiro nenhum, então o que vier será lucro.”
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PORTAL G1
Duas campanhas arrecadam dinheiro para homem cujo carro pegou fogo. Incidente ocorreu durante protesto no sábado (25) contra Copa do Mundo.
Por Lais Cattassini
Do G1 São Paulo
Duas campanhas online de arrecadação de dinheiro para que o serralheiro Itamar Santos, de 55 anos, possa comprar um novo carro começam a conquistar colaboradores na internet. O Fusca dele pegou fogo na região da Praça Roosevelt, no Centro de São Paulo , durante protestos no sábado (25) contra a Copa do Mundo.
Com visões políticas distintas, os grupos organizadores também optaram por maneiras diferentes de entregar a quantia ao serralheiro, o que tem motivado críticas de ambos os lados.
No site vakinha.com.br , um grupo de jovens – grande parte formada por integrantes de táticas de protesto como o black bloc – arrecadou cerca de R$ 4.400. O objetivo, explica Mario Lopes, um dos organizadores, é reunir R$ 10 mil e comprar o carro para Itamar, que será entregue pessoalmente. “Qualquer diferença ou ‘sobra’ de valor será também entregue em mãos”, explica Lopes.
Já o blogueiro Eduardo Guimarães, que critica fortemente movimentos e táticas como os black blocs, optou por divulgar o número da conta do serralheiro e incentivar transferências. “Comecei a campanha e, já na segunda-feira, começaram os depósitos”, conta. Itamar afirma que já recebeu cerca de R$ 7 mil dessa forma.
Guimarães critica os organizadores da “vaquinha”, questionando a verdadeira finalidade do montante arrecadado. “Por que não depositam o dinheiro direto na conta dele, que eu divulguei? Acho que esse processo é opaco”, avalia.
As críticas de Guimarães são rebatidas por Lopes, que afirma que o blogueiro tem usado a situação para se promover. “[Ele está] inclusive se apropriando de doações de pessoas que jamais ouviram falar dele ou de sua ‘campanha’ para fazer disso uma plataforma política.”
Independentemente de quem veio o dinheiro ou de quais são os interesses por trás das campanhas, Itamar agradece as contribuições que recebeu e se sente feliz com as  iniciativas de ajuda. Só não aprova, porém, as discussões feitas em seu nome. “Me colocaram no meio desse bafafá, que eu não estou achando legal. Se quiserem me ajudar, ajudem. Mas já fiquei chateado com isso”, afirma.
O valor depositado na conta do serralheiro até o momento já é o bastante para repor o Fusca perdido, mas Itamar diz que prefere esperar. “Como estou usando o carro de um amigo, vou esperar mais um pouco para comprar o meu”, explica.
Se ele receber o automóvel prometido pelos organizadores da “vaquinha”, além do dinheiro já depositado em sua conta pela outra campanha, Itamar diz que não sabe o que fazer, nem mesmo se vai comprar um novo Fusca.
“Aconselhei que ele compre um carro com mais segurança, mas que seja capaz de manter depois”, sugere Guimarães.
Incêndio em Fusca
Quando entrou no meio da confusão, Itamar voltava para casa após ter participado de um culto na igreja evangélica que frequenta. O serralheiro contou que dirigia pela região da Consolação quando viu outros dois carros passarem sobre barricadas em chamas colocadas por manifestantes.
Ele resolveu seguir o mesmo caminho, mas um colchão pegando fogo se prendeu a seu Fusca. O homem ainda tem dúvidas se o colchão foi chutado por um ativista ou se acabou se prendendo ao assoalho do carro sem ajuda de ninguém.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2014/01/eu-o-estadao-o-g1-e-os-black-blocs/

Lula pede fim do 'jogo rasteiro da calúnia' na internet

31.01.2014
Do portal da FOLHA DE S.PAULO

O ex-presidente Lula criticou o "jogo rasteiro da calúnia, do baixo nível" na internet. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (30) em seu perfil no Facebook (assista abaixo), o petista disse ainda que a rede pode ajudar a democracia.

"Quando você calunia, você não politiza, você não educa, não produz um fruto." disse Lula durante o vídeo de quase sete minutos. "Eu acho que a internet é uma arvore que pode produzir frutos novos todo santo dia se a gente tiver, ao sentar na frente de um computador, interesse de que alguém aprenda algo mais".

O ex-presidente defendeu ainda a liberdade na rede e disse ser contra qualquer veto ou censura, mas disse ser "favorável a responsabilizar as pessoas que usam a internet". "Eu tenho liberdade de pegar uma estrada e fazer uma viagem com minha família, mas se eu for irresponsável, eu posso matar alguém ou posso morrer", comparou.

Falando diretamente para seus seguidores no Facebook, Lula disse ainda que não é preciso ficar com raiva de ninguém em debates na internet. "quando alguém lhe criticar também, aceite. Isso faz parte da democracia", disse.

Ele disse ainda que um dos objetivos do governo Dilma é levar a banda larga para todo o país. "Eu gostaria que vocês ajudassem a fazer isso. Ajudassem criticando, ajudassem apoiando. Ajudassem mostrando os defeitos que existem, onde não está acontecendo" disse ele, se dirigindo novamente a seus seguidores.

PT

As declarações de Lula acontecem dois dias depois de uma reunião dos secretários de comunicação do PT que discutiram, entre outros temas, a atuação do partido nas redes sociais.

Na ocasião, o secretário nacional de Comunicação, o vereador José Américo (SP), revelou que o partido pretende fazer encontros com movimentos sociais para articular uma atuação na internet.

"Existe uma presença conservadora nas redes, de pessoas que defendem a volta da ditadura, o [deputado federal Jair] Bolsonaro", disse. A ideia de Américo é organizar uma resposta progressista a esses pensamentos.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1405108-lula-pede-fim-do-jogo-rasteiro-da-calunia-na-internet.shtml

Reforma política: O fusca, a surra e o fascismo

31.01.2014
Do blog ESCREVINHADOR,27.01.14
Por Rodrigo Vianna
Há um exagero evidente quando se afirma que os tais “black blocks” são um agrupamento “fascista”. Fascismo, meus amigos, é outra coisa. Fascismo requer um líder autoritário, que fale em nome da pátria, com um discurso unificador. Os “black blocks” não possuem esse discurso, e aparentemente não há líderes a unificar a ação.

Prefiro ver os “black blocks” de outa forma: são um sintoma de que algo não vai bem na sociedade brasileira. Assim como os rolezinhos nos shopping centers. São dois fenômenos muito diferentes, mas os dois indicam que o sistema político brasileiro vive um impasse e precisa ser reformado. Doze anos de lulismo criaram um novo Brasil (na economia e no consumo). E esse novo país não se reflete na institucionalidade política – carcomida pelo peemedebismo e pelo autoritarismo secular. Os curto-circuitos começam a surgir.


Além do mais, é preciso compreender que os rapazes de preto são apenas parte (a mais barulhenta, talvez) dessa turma que foi pras ruas em 2013 e que agora deu início à temporada de protestos versão 2014: também há o pessoal do PSOL, do PSTU, sem falar na classe média “apartidária” (mas que de apartidária não tem nada) - sobre o tema, confira o excelente texto do professor Wagner Iglecias.

Ainda não surgiu uma liderança construtiva que consiga canalizar essa energia das ruas. Qual o programa dessa turma?  Se for apenas o “fora PT!”, esperemos a resposta nas urnas de outubro. Mas parece-me que há mais do que isso. Dilma fez a a leitura correta em junho de 2013: propôs a Reforma Política. Bloqueada pelos conservadores do PMDB, preferiu recuar.

O sistema político brasileiro precisa ser reformado. Mas não será alterado por esse movimento amorfo, sem programa, e que parece ser antes um sintoma de mal-estar social do que uma força política efetiva. O incêndio de um fusquinha em meio às manifestações no dia do aniversário de São Paulo virou símbolo dos impasses desse movimento. O objetivo dos rapazes de preto seria atacar a “ordem”. Ok. Mas a vítima acabou sendo um trabalhador que seguia com a família no fusca. Patético para quem olha de longe. 

Trágico para o dono do fusquinha.

Não acho que fazemos bem em “demonizar” os jovens vestidos de preto. Antes de gritar “bando de vagabundos”, “baderneiros” (sou de uma geração que sente arrepios ao ver gente de esquerda chamando manifestante de “baderneiro”; isso é vocabulário de milico reacionário), deveríamos prestar atenção a esse recado. No pós-ditadura, o sistema político foi capaz – sim – de incorporar novas forças que surgiram: trabalhadores organizados no campo e nas cidade encontraram caminhos (CUT, MST, sindicatos, partidos etc) para – dentro da ordem institucional democrática – construírem instrumentos de luta, reivindicação e poder.

Os “black blocks” – e essa é apenas uma hipótese – seriam o sintoma de que o sistema político chegou próximo da exaustão. Pior: perdidos, sem bandeiras a não ser a violência, os tais jovens de preto liberam energias regressivas da sociedade. E são claramente instrumentalizados pela extrema-direita, que gostaria de ver o “lulo-petismo” longe do poder.

Neste fim-de-semana, um desses jovens de preto (aparentemente, ele carregava na mochila objetos que seriam usados em atos de violência) provou do veneno: foi surrado no centro de São Paulo por outros jovens da periferia que tinham ido à Praça da República para assistir a um show. O jovem “black block”, ironia das ironias, foi salvo do linchamento por outros homens de preto: os seguranças do show, representantes da “ordem”, impediram o linchamento.

O fusca queimado, a surra… Se o mal-estar não se transformar num programa, esse movimento corre o risco de se esgotar. Pior: terá apenas ajudado os setores da extrema-direita que pedem cada vez mais “borrachada” e “ordem” a qualquer custo. Nesse caso, os “black blocks” (que não são propriamente fascistas) teriam dado uma grande contribuição para a construção de uma agenda (aí sim) efetivamente fascista.

Nada está decidido. Quero crer que as forças da reforma vão ganhar essa disputa.

Leia outros textos de Palavra Minha
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/o-fusca-a-surra-e-o-fascismo.html

DELÚBIO ARRECADA MAIS DE 1 MILHÃO PARA PAGAR MULTA

31.01.2014
Do portal  BRASIL247, 30.01.14
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/128693/Del%C3%BAbio-arrecada-mais-de-1-milh%C3%A3o-para-pagar-multa.htm

O que a “vaquinha” por Genoíno e Delúbio ensina? O que o PT esqueceu…

31.01.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

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Os jornais não disfarçam seu espanto com as doações públicas para que José Genoíno, primeiro, e agora Delúbio Soares paguem as multas que receberam do Supremo Tribunal Federal.
Claro que pode até haver alguma mutreta de algum depósito feito por gente “muy amiga” para desmoralizar a arrecadação de fundos, e é bom que se verifique isso.
Mas nenhuma eventual “armadilha” nesta “vaquinha” esconde o seu principal ensinamento.
Se o protagonismo de José Genoíno nas lutas contra a ditadura, seu drama pessoal de saúde e a comovente solidariedade de sua família – sua filha Miruna tornou-se um símbolo de integridade e amor filial – o que poderia explicar o apoio público de Delúbio Soares, um colaborador de segundo escalão do PT e o que mais foi vilanizado em toda essa história do chamado “mensalão”.
A lição preciosa deste episódio é algo que, ao longo do tempo, boa parte da direção do PT parece ter se esquecido.
A de que existe uma militância política que não precisa ser paga – e que até paga, ela própria, do jeito que pode – para apoiar um partido, porque apóia as ideias e o significado destas ideias sobre a vida dos brasileiros.
A de que existe, fora da mídia e do mercado, gente que tem opinião e valores, que entende que existe uma luta de afirmação deste país e que está aí, pronta e ansiosa por quem a mobilize por uma causa, mesmo que a espinhosa causa de apoiar quem foi condenado num processo que, embora político até a medula, foi sentenciado num tribunal.
A “vaquinha” não foi contra a justiça nem por piedade humana.
Foi um gesto político, mostrando que há milhares de pessoas prontas a deixar seu conforto, seus interesses pessoais e a se expor, corajosamente, por uma causa que não é a figura de Delúbio ou mesmo a de José Genoíno, com todo o brilho e respeito que ela merece.
A causa é o processo de transformação do Brasil.
Pela qual, meu deus, parece que muitos dirigentes políticos, acham inútil levantar orgulhosamente a bandeira.
Reduzem a política a acordos, posições, verbas, favores, influência e – sejamos sinceros – recursos para candidaturas.
É claro que na prevalência dantesca  que o dinheiro assumiu na vida política brasileira, só um tolo teria a ilusão de que uma campanha – sobretudo as majoritárias – pudesse funcionar apenas com “vaquinhas”.
Os grandes doadores, com a impureza de intenções com que doam, continuarão a ser fonte essencial de financiamento de campanhas, enquanto não se adotar o financiamento público que a direita tanto combate.
As pequenas doações desta “vaquinha”, porém, revelam algo além de seu valor monetário e que não deve ser comemorado, mas ser, sim, objeto de reflexão.
Há quanto tempo o PT e o governo que, sob sua legenda, o povo brasileiro elegeu e reelegeu, não faz uma “vaquinha cívica” pelas causas que o levaram até lá?
Há quanto tempo não se dirigem à opinião pública para dizer que precisam da pequena mobilização que cada um pode dar para criar um caudal de vontade que sustente as mudanças?
Onde está a polêmica, a contestação ao que o coro da mídia diz – como disse dos acusados no “mensalão” – de que tudo está errado e o status quo é perverso, mau e contrário aos direitos do povo brasileiro?
Não é preciso ser radical ou furioso, mas é preciso ser firme e claro.
Os líderes políticos – e os governos que sob sua liderança se erigem – têm um papel didático e mobilizador a desempenhar para com o povo brasileiro.
Sem bandeiras, ele não se une, mas está pronto a unir-se quando estas se levantam, mesmo que absolutamente “contra a maré”, como ocorreu nestes casos.
Precisamos, urgentemente, de uma “vaquinha cívica” pelo Brasil.
Pelo projeto de afirmação que se expressa no desenvolvimento, onde o Estado – e apenas ele – é o fio condutor de políticas eficazes e justas, porque o “santo mercado” é, historicamente, incapaz e mesquinho para tudo o que não seja dinheiro rápido e cego para qualquer visão estratégica de Nação.
Assistimos o Estado brasileiro e suas ferramentas de progresso econômico – a Petrobras, o BNDES, a Caixa, a Eletrobras, o Banco Central – serem diariamente massacradas nos jornais e nas tevês e não vemos, quase nunca fora das campanhas eleitorais, buscar-se a solidariedade da população.
Uma solidariedade que existe e que vive adormecida pela incapacidade – ou opção errônea – de não ser anunciada aos quatro ventos, em lugar de serem gaguejadas explicações e “desculpas” aos senhores do poder real: o poder econômico.
Uma solidariedade que precisa ser despertada, sob pena de que também os nossos sonhos venham a ser condenados.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=13212

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O “rolé” de FHC com Regina Duarte. Com direito a filme de marqueteiro de Serra com Marcos Valério

30.01.2014
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

Não sei se os amigos e amigas repararam que o modesto blogueiro aqui anda sem paciência.
Está demais aguentar a mediocridade que tomou conta da oposição e da mídia brasileira.
quebra
Dar de cara com uma publicação “oficial” do PSDB chamando de “rolezinhos” as viagens presidenciais e exigindo “transparência” nos gastos – até nos gastos pessoais! – de Dilma é dose para elefante…
Por isso, publico a seguir a lista dos “rolezinhos” de Fernando Henrique Cardoso na Presidência.
Uma longa lista que termina com uma viagem a Nova York com uma multidão de convidados para vê-lo receber um prêmio, inclusive a inefável Regina “Viúva Porcina” Duarte, com despesas pagas pelo dinheiro público.
Para recordar, Regina Duarte havia gravado, dois meses antes, o famoso “eu tô com medo” da campanha eleitoral de José Serra.
Foi, segundo a BBC, 99a. viagem de FHC.
E iriam, segundo o jornal, estourar ainda mais, com a produção de filmes promocionais do reconhecimento mundial ao Príncipe dos Sociologos, orçada, na época, entre R$ 3,5 e 4 milhões de reais, ou algo como R$ 7 milhões, hoje, corrigidos pela inflação.
A campanha foi  produzida  pelo publicitário Nizan Guanaes, que tinha acabado de dirigir a derrotada campanha de José Serra à Presidência, através da agência DMA, do onipresente Márcos Valério.
Infelizmente, não parece ninguém para peitar os tucanos, porque viraram todos uns coelhinhos assustados.
Abaixo, a lista dos “rolezinhos” de FHC, para quem tiver paciência de contar o número de dias fora do “Viajando Henrique Cardoso”.
28.02 a 04.03.1995 – Visita ao Uruguai para assistir às cerimônias de posse do Presidente Júlio  Maria Sangüinetti e  visita oficial à República do Chile.
17 a 22.04.1995 – Visita oficial aos Estados Unidos da América.
05 a 08.05.1995 – Participa das cerimônias oficiais de comemoração do Cinqüentenário do Término da Segunda Guerra Mundial, na cidade de Londres, no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
04 e 05.07.1995 – Visita à Venezuela para participar das comemorações da data nacional venezuelana e discutir uma ampla agenda bilateral.
07 e 08.07.1995 – Visita à Argentina para assistir às cerimônias de posse do Presidente Carlos Saul Menem.
18 a 23.07.1995 – Visita de Estado a Portugal.
27 e 28.07.1995 – Visita ao Peru para assistir às cerimônias de posse do Presidente Alberto Fujimori.
04 e 05.08.1995 – Participa da VIII Reunião do Conselho do Mercado Comum, na cidade de Assunção, República do Paraguai.
13 a 22.09.1995 – Visitas oficiais ao Reino da Bélgica e à União Européia (14 a 16.09), e de Estado à República  Federal da Alemanha (17 a 21.09)
16 e 17.10.1995 – Participa da V cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, a realizar-se na cidade de San Carlos de Bariloche, Argentina.
22 a 24.10.1995 – Participa da Sessão Especial da Assembléia Geral comemorativa do Cinqëntenário da Organização das Nações Unidas, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.
06 e 07.12.1995 – Participa da IX Reunião do Conselho do Mercado Comum, em Punta del Este, Uruguai.
10 a 21.12.1995 – Visitas oficiais à República Popular da China, a Macau, à Federação da Malásia e ao Reino da Espanha.
22 a 28.01.1996 – Visita oficial à Índia.
18 a 21.02.1996 – Visita de Estado ao México.
09 a 17.03.1996 – Visita de Estado ao Japão, com escala em São Francisco, nos Estados Unidos da América, no período de 9 a 10 de março.
07 a 10.04.1996 – Visita oficial à Argentina.
24 e 25.06.1996 – Participa da X Reunião do Conselho do Mercado Comum, nas cidades de Buenos Aires e San Luis,  República Argentina.
16 a 18.07.1996 – Participa, em Lisboa, Portugal, da Reunião de Chefes de Estado e Governo dos Países de Língua Portuguesa, para tratar da instituição da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP.
09 a 11.11.1996 – Participa da VI Reunião de Chefes de Estado e de Governo da Conferência Ibero-Americana, a realizar-se no Chile.
24 a 28.11.1996 – Visitas oficiais às Repúblicas de Angola e da África do Sul.
07 e 08.12.1996 – Participa da Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.
08 a 14.02.1997 – Visita de trabalho ao Reino Unido – no período de 8 a 10, e de Estado à Itália e ao Vaticano, de 11 a 14.
21 a 24.04.1997 – Visita de Estado ao Canadá.
04 a 06.05.1997 – Visita de Estado à República Oriental do Uruguai.
19.06.1997 – Participa da XII Reunião do Conselho do Mercado Comum, na cidade de Assunção, República do Paraguai.
21 a 24.06.1997 – Participa da Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU, na cidade de Nova Iorque, nos Estados  Unidos da América.
25.07.1997 – Visita de trabalho à República da Bolívia.
22 a 23.08.1997 – Participa da XI Reunião de Chefes de Estado e de Governo do Mecanismo Permanente de  Consulta e Concertação Política (Grupo do Rio), em Assunção, Paraguai.
30.09 a 02.10.1997 – Visita oficial à República do Chile.
06 e 07.11.1997 – Encontro com o Presidente da Colômbia, na cidade de Cartagena das Índias (06.11) e participação, na Venezuela, da Cúpula Ibero-Americana (07.11).
25.11.1997 – Encontro com o Presidente da República Francesa, Jacques Chirac, em Saint Georges de I ’Oyapock, fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.
01 a 05.12.1997 – Visita de Estado ao Reino Unido.
14 e 15.12.1997 – Participa da XIII Reunião do Conselho do Mercosul na República Oriental do Uruguai.
17 a 19.04.1998 – Encontro com o Presidente boliviano, Hugo Banzer, em Santa Cruz de la Sierra (17.04). Participa da II  Cúpula das Américas, em Santiago, Chile (18 e 19.04).
20 a 25.04.1998 – Visita de Estado ao Reino da Espanha. Observação: O Presidente da República antecipou seu retorno ao Brasil para o dia 22.04, a fim de assistir o sepultamento  do Deputado Luís Eduardo Magalhães
06 a 09.06.1998 – Visita de Trabalho aos Estados Unidos da América.
23 e 24.07.1998 – Participa da XIV Reunião do Conselho do Mercado Comum e de Reunião de Cúpula do Mercosul, na cidade de Ushuaia, República Argentina.
14 e 15.08.1998 – Visita oficial à República do Paraguai.
16 a 19.10.1998 – Participa da VIII Reunião de Chefes de Estado e de Governo da Conferência Ibero-Americana, na cidade de Porto, Portugal.
23.11.1998 – Visita de trabalho à República da Venezuela.
09.02.1999 – Participa, na Bolívia, da cerimônia de descerramento da placa comemorativa da inauguração do gasoduto Brasil-Bolívia.
14 a 21.04.1999 – Visitas de trabalho à República Federal da Alemanha, à República Portuguesa e ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
08 a 11.05.1999 – Visita de trabalho aos Estados Unidos da América.
28 e 29.05.1999 – Participa da XIII Reunião dos Chefes de Estado e de Governo do Mecanismo Permanente de Consulta e Concertação Política – Grupo do Rio , na Cidade do México.
06 e 07.06.1999 – Visita de trabalho à Argentina a convite do Presidente Carlos Menem.
20 a 22.07.1999 – Visita oficial à República do Peru
08.10.1999 – Encontro com o Presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, na cidade fronteiriça de Letícia.
13 a 22.11.1999 – Participa do encerramento da VI Reunião Plenária do Círculo de Montevidéu, em São Domingos, República Dominicana (13/11). Participa da IX Reunião de Chefes de Estado e de Governo da     Conferência Ibero-Americana, em Havana, Cuba (14 a 16/11). Viagem à Itália, onde manterá encontros com o Presidente Carlo Azeglio Ciampi e outros membros do Governo italiano. Além de ser recebido em  audiência pelo Papa João Paulo II, no Vaticano (17 a 22/11).
07 a 12.12.1999 – Participa da reunião de cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, Bolívia e Chile, na cidade de Montevidéu, e, posteriormente, da cerimônia de posse do Presidente da Argentina, Doutor Fernando de la Rúa, em Buenos Aires.
07 a 09.03.2000 – Visita oficial à República Portuguesa.
10 a 12.03.2000 – Visita ao Chile para participar da cerimônia de posse do Presidente-eleito Ricardo Escobar, em Santiago.
03 a 07.04.2000 – Visitas à República da Costa Rica e à República Bolivariana da Venezuela.
30.05 a 06.06.2000 – Visita de trabalho à República Federal da Alemanha à República Francesa.
15 a 17.06.2000 – Participa da XIV Reunião de Chefes de Estado e de Governo do Mecanismo de    Consulta   e Concertação Política – Grupo do Rio, em Cartagena das Índias, Colômbia.
28 a 30.06.2000 – Participa da XVIII Reunião do Conselho Mercado Comum e da Reunião dos Chefes de
Estado do Mercosul, a realizar-se na cidade de Buenos Aires, Argentina.
16 a 18.07.2000 – Participa da III Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa – CPLP, a realizar-se na cidade de Maputo, República de Moçambique.
03 a 11.10.2000 – Visita à República Federal da Alemanha ( 3 a 7/10) e ao Reino dos Países Baixos (8 a 11/10).
24 a 28.10.2000 – Visita ao Reino da Espanha.
17 a 18.11.2000 – Visita Oficial à República do Panamá, a fim de participar da X Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Conferência Ibero-americana, a realizar-se na cidade do Panamá.
29.11 a 02.12.2000 – Visita oficial aos Estados Unidos Mexicanos, a fim de participar das cerimônias de posse do Presidente eleito, Vicente Fox Quesada.
08.12.2000 – Visita de trabalho à República da Bolívia.
15 a 24.01.2001 – Visita de trabalho à Corea do Sul, Indonésia e Timor Leste.
29 a 31.03.2001 – Visita de trabalho aos Estados Unidos da América.
19 a 22.04.2001 – Participa da III Cúpula das Américas, em Quebec, Canadá
21 e 22.06.2001 – Participa da XX Reunião do Conselho do Mercado Comum e da Reunião dos Chefes de Estado do Mercosul, a realizar-se na cidade de Assunção, Paraguai
26 a 28.06.2001 – Visita de Estado à República da Bolívia
27 a 29.07.2001 – Visita oficial à República do Peru para participar das cerimônias de posse do  Presidente   Alejandro Toledo
13.08.2001 – Participa, juntamente com o Presidente Hugo Chavéz, da cerimônia de inauguração da interconexão elétrica entre Brasil e Venezuela, em Santa Elena do Uairen
16 a 19.08.2001 – Participa da XV Reunião de Chefes de Estados e de Governo do Mecanismo de Consulta e Concertação Política – Grupo do Rio, em Santiago do Chile
30.09 a 02.10.2001 – Visita oficial à República do Equador
25.10 a 1º.11.2001 – Visita ao Reino Unido da Espanha e à República Francesa
07 a 11.11.2001 – Visita de trabalho aos Estados Unidos da América e participação da abertura do Debate-Geral da 56ª Sessão da Assembléia-Geral das Nações Unidas.
23 a 24.11.2001 – Visita oficial à República do Peru.
20 e 21.12.2001 – Participa da XXI Reunião de Conselho do Mercado Comum e Cúpula de Chefes de
Estado do Mercosul, em Montevidéu, Uruguai
12 a 16.01.2002 – Visita Oficial à Federação da Rússia
16 e 17.01.2002 – Visita Oficial à República da Ucrânia
17 e 18.02.2002 – Participa da Cúpula de Presidentes do Mercosul, Bolívia e Chile, em Buenos Aires, Argentina.
18 a 20.03.2002 – Visita de Estado à República do Chile
09 a 16.11.2002 – Visita oficial à República Portuguesa, para participar da VI Cimeira Luso-Brasileira ( 9 a 13 ), visita de trabalho a Oxford, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte ( 13 e 14 ) e visita oficial à República Dominicana, para participar da XII Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estados e de Governo (14 a 16)
07 a 11/12/2002 – Visita de trabalho a Nova York para receber o Prêmio Mahbub U1 Haq 2002, por Contribuição Destacada ao Desenvolvimento Humano, conferido pelo Programa das Nações Unidas para  o Desenvolvimento Humano (PNUD)
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=13173