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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

De Escobar aos Perrella

25.12.2013
Do portal da REVISTA CARTACAPITAL, 23.12.13
Por Wálter Maierovitch

A polícia foi mais ligeira em negar a participação da família de políticos do que em achar o traficante 

Em 2 de dezembro, uma romaria de colombianos visitou, em razão do 20º aniversário de sua morte, o túmulo de Pablo Emilio Escobar Gaviria no cemitério dos Jardines Monte Sacro. Nascido em 1949, Escobar era carinhosamente chamado pelos colombianos pobres de “El Patrón”, e isso por ter, com o tráfico de cocaína operado pelo seu Cartel de Medellín, aberto 3 milhões de postos de trabalho, diretos e indiretos.
Fora isso, Escobar, considerado o maior traficante de cocaína andina de todos os tempos, realizou intensa e interesseira atividade assistencial aos carentes. Inspirado na lógica dopanem et circenses, ganhou fama de mecenas ao comprar passes de jogadores de futebol, como bem sabem os torcedores do Independiente de Medellín e do Atlético Nacional. Assim, provocava os traficantes rivais, Rodríguez Gacha, padrinho do Millonarios de Bogotá, e os irmãos Rodríguez Orejuela, donos do América de Cali. A propósito, todos eles inflacionavam o mercado da bola e dele se aproveitavam para lavar seus narcodólares.
Além de construir um presídio de luxo para uso próprio e fingir que cumpria pena reclusiva, quando sua meta era evitar a extradição para os EUA, o megatraficante Pablo Escobar montou um gigantesco e moderno centro de refino da pasta-base de coca peruana: refinava 5 mil quilos semanais da droga, como diz Luis Cañón na clássica obra: El Patrón, Vida y Muerte de Pablo Escobar.
Para os colombianos, a refinaria ficava em um lugar apelidado de Tranquilândia, pois a corrupta polícia não incomodava  El Patrón. Quanto ao presídio luxuoso e de onde entrava e saía sem problemas, ganhou o significativo designativo de La Catedral, ou seja, o templo de Escobar. Com as atividades ilegais de Escobar, a Colômbia, que até então pouco contava no tráfico internacional, tomou em importância o lugar do Peru.
A marcante “jogada” de Escobar consistiu em comprar uma empresa de aviação civil, a ‘Servicios Aeroejecutivo de Aviación’, logo apelidada de “El Expreso de la Cocaína”. Sem nenhum helicóptero e com cerca de duas dezenas de pequenos aviões tipos Cessna e Turbo Commander, a empresa não só fazia o transporte da pasta-base do Peru, mas era eficaz, com reabastecimento nas Bahamas, no envio da cocaína em pó para os EUA, com desembarque da droga na Flórida.

Com os desmontes dos megacartéis de Medellín e Cali, a morte de Escobar, as prisões dos irmãos Orejuela e as delações premiadas nos EUA dos irmãos Ochoa, a indústria da cocaína andina sofreu mudanças. No mundo da droga, nenhum grande traficante internacional possui mais uma empresa aérea. Eles preferem terceirizar o transporte e fretar helicópteros, a exemplo do que fazem com as “mulas” humanas. No fundo, mudanças geoestratégicas, com uso maior do sistema bancário e financeiro internacional e a transformar Estados nacionais em narcodependentes, ou melhor, com o PIB a depender também do mercado das drogas proibidas.

Na Colômbia, os traficantes de cocaína andina trocaram os megacartéis pelos “cartelitos”, com estruturas enxutas, ágeis e atuação em rede planetária. Com a terceirização do transporte, as polícias encontram dificuldades na identificação dos mandantes e na prova de se ter agido com dolo no fretamento. Os donos dos helicópteros e aviões, por exemplo, repetem não saber de nada. Como regra, o piloto flagrado no transporte é poupado pelos patrões e, dessa maneira, abre-se espaço para declarar desconhecimento da mercadoria do fretamento.
O helicóptero da empresa familiar dos Perrella, pai senador e ex-presidente do Cruzeiro, e o rebento deputado ­estadual em Minas Gerais, transportava quase meia tonelada de cocaína. Pelo noticiado, até verba pública já serviu para abastecer esse helicóptero. A carga ilegal de cocaína restou apreendida em 24 de novembro passado, após aterrissagem do helicóptero no Espírito Santo, proveniente do Paraguai. Nesta semana, vazou a informação de as investigações policiais, em inquérito, terem concluído pela não responsabilização criminal dos dois Perrella parlamentares. A propósito, ainda não se sabe qual será a reação do representante do Ministério Público sobre essa apuração a envolver Zezé e Gustavo Perrella.
No caso, está claro ter a polícia trabalhado com mais velocidade na apuração de eventual participação criminosa dos Perrella do que na identificação do traficante, ainda um desconhecido. Pelo que se imagina, a cocaína apreendida seria vendida no Brasil. Num pano rápido, pelo menos a “culpa in vigilando” prevalece. Além do odor de cocaína nos Perrella.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/780/de-escobar-aos-perrella-2640.html

HADDAD CRIA COTA PARA NEGROS NO FUNCIONALISMO

25.12.2013
Do portal BRASIL247, 24.12.13
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/125006/Haddad-cria-cota-para-negros-no-funcionalismo.htm

SALMÃO PODE GARANTIR LIBERDADE A JEFFERSON

25.12.2013
Do portal BRASIL247, 24.12.13
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/124974/Salm%C3%A3o-pode-garantir-liberdade-a-Jefferson.htm

Mais de 49 mil pessoas deixaram suas casas no ES por causa das chuvas

25.12.2013
Do portal da Agência Brasil
Por Carolina Sarres
Brasília – A Defesa Civil do Espírito Santo confirmou que mais de 49 mil pessoas precisaram deixar suas casas devido às chuvas que atingem o estado nos últimos dias. Do total, cerca de 44,5 mil estão hospedadas na casa de parentes e 5,3 mil em abrigos. O número de mortos chega a 14 até o momento.
A estimativa é que 20 mil quilômetros de estradas tenham sido destruídos e danificados pelos temporais, que atingiram mais fortemente 48 dos 78 municípios do estado. A Defesa Civil alerta para o risco de alagamentos nas regiões de Linhares e Colatina, às margens do Rio Doce - cujo nível de água aumentou. Na região de Serrana, o alerta é para perigo de deslizamentos. Segundo o órgão, as defesas civis municipais estão informadas da situação e preparadas para caso seja necessário fazer evacuação emergencial.
Os locais para a entrega de doações de cestas básicas e água mineral são: o 1º Batalhão da Polícia Militar (PM) em Maruípe, Vitória; o 2º Batalhão da PM em Iolanda, em Nova Venécia; o 4º Batalhão, em Vila Velha; no 9º Batalhão, em Cachoeiro do Itapemirim; o 11º Batalhão, no centro, em Barra de São Francisco; o 12º Batalhão, no bairro José Rodrigues Maciel, em Linhares; e na escola Honório Fraga, em São Silvano, em Colatina.
As orientações da Defesa Civil são para que a população que vive nas áreas de risco vá para um local seguro; fique atenta à movimentações de terra; tenha em mãos o telefone da Defesa Civil no município; evite áreas alagadas, terrenos acidentados, locais em que há buracos, bueiros abertos e fiação elétrica exposta. O órgão alerta que trincas no chão, inclinação de cercas, postes e árvores são indícios de deslizamento - a orientação é para que, nesses casos, o local seja abandonado imediatamente.
O população atingida pode solicitar atendimento por meio do número de emergência 193.

Edição: Carolina Pimentel
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-24/mais-de-49-mil-pessoas-deixaram-suas-casas-no-es-por-causa-das-chuvas

Tocar fogo em SP: meta do conservadorismo em 2014

25.12.2013
Do portal da Agência Carta Maior, 22.12.13
Por Saul Leblon

Haddad lidera reformas indispensáveis para tirar a cidade do caos. A velocidade dos ônibus já deu um salto de 45%. Mas o dinheiro grosso barra novos avanços.  

Divulgação
A velocidade dos ônibus em São Paulo registou um salto de 45% em 2013 (de 14,2 kms/h para 20,6 kms /h).


Três milhões de pessoas ganharam 38 minutos por dia fora das latas de sardinha, que agora pelo menos andam.

Embora a maioria ainda desperdice mais de duas horas diárias em deslocamentos pela cidade, é quase uma revolução quando se verifica a curva antecedente.

Ninguém pagou mais por isso: as tarifas estão congeladas desde junho sob a pressão de protestos legítimos liderados  pelo Movimento Passe Livre.

Financiar a tarifa e modernizar  o sistema com 150 kms de corredores exclusivos (as faixas já passam de 290 kms) , seria a tarefa do aumento progressivo do IPTU previsto pelo prefeito Fernando Haddad.

A coerência entre os meios e os fins  é irretocável.

1/3 dos moradores mais pobres de SP não pagariam nada de IPTU em 2014; os demais, em média, contribuiriam com  um adicional de R$ 15,00 ao mês. Os boletos dos mais ricos, naturalmente, transitariam acima da média.

O matrimônio de interesses expresso na aliança entre Fiesp, PSDB e a toga colérica  implodiu esse reajuste.

Como Nero, eles querem ver São Paulo pegar  fogo para culpar os adversários (os cristãos, no caso do imperador).

Em meio às labaredas emergiria o palanque conservador como a escada Magirus  que  os reconduziria com segurança  ao Bandeirantes e, quem sabe, ao Planalto.

O dinheiro grosso fornece a gasolina; o tucanato fino de Higienópolis entra com o maçarico.

‘Bum!’, diz a mídia obsequiosa que estampa a foto de Haddad com a legenda: o culpado é o oxigênio.

Depois de subtrair  R$ 40 bi por ano do sistema público de saúde, ao extinguir a CPMF, eles não hesitam agora em usar o sofrimento da população como recheio do seu pastel de vento eleitoral.
  
É o de sempre, ataca Haddad: a coalizão da casa-grande contra a senzala.

Eles retrucam estalando o chicote da mídia.

A rede de ônibus da capital (linha e fretados)  transporta 68% das população e ocupa somente 8% das vias urbanas.

A frota de automóveis transporta 28% e ocupa cerca de 80% do espaço das vias.

A informação é da urbanista Raquel Rolnik, em artigo reproduzido no Viomundo.

A rigor, portanto, a mobilidade melhorou  para a maioria dos habitantes da cidade, com uma redistribuição pontual do uso do espaço  viário.

Mas a emissão conservadora atiça o fim de ano da classe média com bordão do caos no trânsito –por culpa do privilégio concedido  aos ônibus.

Na edição de sábado (21/12), o jornal Folha de SP estampa a manchete  capciosa em seis colunas, no caderno  Cotidiano: ‘Trânsito piora, e ônibus anda mais rápido’.

No manual de redação dos Frias , trânsito é sinônimo de transporte individual.

Há um traço comum  entre esse entendimento do que seja interesse coletivo e individual   e o belicismo conservador  contra o programa ‘Mais Médicos’.

O programa  subverteu a lógica protelatória e alocou médicos estrangeiros, cubanos em sua maioria, ali onde os profissionais locais não querem trabalhar: periferias conflagradas e socavões distantes.

Produz-se assim uma mudança instantânea na vida de 23 milhões de brasileiros  até então desassistidos.

Quantos não morreriam  à espera do longo amanhecer incremental preconizado pelo conservadorismo?

A dimensão estrutural desse  antagonismo perpassa a luta pelo desenvolvimento brasileiro desde Getúlio.

Reformas de base ou a delegação do futuro da economia e do destino da sociedade aos mercados?

Em 1964 o pelourinho midiático, a Fiesp e o tucanismo, na versão udenista, resolveram a pendência da forma sabida.

Meio século depois, São Paulo reproduz  em ponto pequeno a mesma confluência de interesses que se reivindica o direito consuetudinário de tocar fogo no canavial e estalar o açoite para fazer a moenda girar.

Primeiro, a garapa; resto a gente conversa depois.

Com a tigrada guardada nas senzalas.

Ou imobilizada em ônibus-jaula.

A gestão Haddad precisa modular o timming de suas ações para discuti-las antes com a população.

Tem agora um inédito conselho de participação popular para isso.

Mas é indiscutível que o prefeito lidera hoje um conjunto de reformas  imperativas, as reformas de base da São Paulo do século XXI.

Sem elas a cidade afundará no destino que lhe reservou a elite brasileira branca e plutocrática: ser um exemplo de viabilidade  de uma das mais iníquas versões do capitalismo no planeta.

Esse é o embate dos dias que correm na metrópole.

Diante dele, o silêncio de quem liderou  os protestos de junho chega a ser desconcertante.

Mas não é inédito.

Há inúmeros antecedentes gravados na história com os predicados de cada época .
E nenhum deles é inocência.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Tocar-fogo-em-SP-meta-do-conservadorismo-em-2014/29865

A mídia, 50 anos entre abobrinhas e golpismo

25.10.2013
Do blog TIJOLAÇO, 24.12.13
Por Fernando Brito

64
Vinícius Torres Freire, na Folha, publica hoje um belo artigo que, ao descrever forma e conteúdo da edição de Natal do jornal, revela um jornalismo que, francamente, me  lembrou o de hoje.
As vacuidades de nossa mídia só rivalizam com outra de suas características: o catastrofismo.
O Brasil de 1963, como o de 2013, “estavam por se acabar” economicamente.
O governo, possuído de um “esquerdismo” intolerável, nacionalizando empresas estrangeiras que controlavam – e sucateavam – a telefonia e a energia elétrica e com um “socialismo” que se expressava até na mensagem natalina de João Goulart: ”É preciso que o pobre coma sem amargura para que o rico viva sem sobressalto. A distância entre um e outro deve ser encurtada…”
Qualquer semelhança com os tempos atuais não é mera coincidência.
É a mesma elite conservadora, com um espírito cristão tão acentuado que teria acabado com Moisés para manter o povo no cativeiro do Egito, embascado com o luxo dos faraós.
Vinícius Torres Freire 
“GALINHA VAI à mesa e peru perde reinado”, dizia um título desta Folha da véspera do Natal de 1963. O Mercado Municipal vendera 4 perus e 3.500 galinhas. Patos vinham em terceiro lugar. Em segundo, “franguinhos de leite, que os restaurantes chamam de ‘galeto ao primo canto’”.
No dia de Natal, a primeira página contava a história de um trio de mecânicos da Baixada Santista, acusados por um vizinho de aliciar, capturar e comer seu “belo gato preto”, que fora assado “numa cantina local”. Os acusados admitiam comer gato com frequência, embora negassem o furto.
No ano que vem, o Golpe de 64 faz, óbvio, 50 anos. Nas “festas” de 63, do que se falava nos jornais do país que em três meses assistiria a um golpe de Estado?
Falava-se de golpe e de naufrágios mortíferos; patos e gatos à margem.
Falava-se de golpe com uma sem-cerimônia que hoje soa muito sinistra. A leitura parece agourenta mesmo levando em conta que golpes etc. eram então “coisas da vida”. Getúlio, deposto, dera um tiro no peito apenas nove anos antes. JK quase não assumiu e governou sob “intentonas”. João Goulart foi “semideposto” antes de conseguir assumir o governo.
Nos textos, discutia-se abertamente se esquerda ou direita dariam o golpe; quem agradava a tal ou qual general. A conversa comum era sobre a ambivalência, a indecisão e a tibieza de Goulart.
Goulart estava para nomear um “ministério das reformas” (“esquerdistas”) em janeiro. Anunciara a nacionalização de empresas estrangeiras de serviços públicos e desapropriações de terras.
Numa coluna com uma seleta de opiniões de outros jornais, lia-se: “O desafio totalitário feito pelo presidente, que declarou guerra ao Brasil…”; “o governo se encontra definitivamente nas mãos das esquerdas. Um passo apenas nos separa da ditadura, e Goulart está impaciente para dá-lo”; “governo caminha para a aventura extralegal, modelo 1937″.
Numa longa mensagem de Natal, kitsch e carola até para a época, Adhemar de Barros, governador paulista, orava: “Preservai, Senhor, nosso país da sanha dos Sem-Deus, da loucura dos materialistas que nos querem impor seu jugo impiedoso”.
A mensagem natalina de Goulart dizia: “É preciso que o pobre coma sem amargura para que o rico viva sem sobressalto. A distância entre um e outro deve ser encurtada…”.
Adhemar articulava com Magalhães Pinto, governador de Minas, uma “união em prol da democracia” (conspiravam ainda com Carlos Lacerda, governador da Guanabara); discutia uma dobradinha com Magalhães Pinto na eleição presidencial de 1965, que não haveria.
A inflação era assunto geral, até de sarcasmos do colunista social. O novo e DÉCIMO ministro da Fazenda de Goulart dava entrevista confusa sobre seu “decálogo” econômico.
Noticiava-se um editorial do “Times”, de Londres, sobre a estagnação e a inflação do Brasil, um país que dera saltos por 25 anos e chegara ao posto de 11ª economia do mundo, agora em crise por má gestão e pela “divisão na sociedade”.
Seguindo o conselho de um doutor americano, um texto recomendava-se a donas de casa que não ligassem eletrodomésticos barulhentos quando os maridos estivessem em casa, pois o ruído causaria úlceras em homens cansados.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=11886

Auto de Natal Nordestino

25.12.2013
Do portal ULTIMATO ON LINE, 20.12.13
Por  Euriano Sales*

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1. O PERCURSOR

Narrador: Essa história se passa no tempo de Herodes, ele era o cabra que mandava na cidade de Jerusalém. Nessa cidade havia um senhorzinho velhinho chamado Seu Zacarias. Ele era Sacerdote, uma espécie de padre ou pastor da igreja, e conforme o costume da época, ele estava responsável por tacar fogo no incenso do altar, e o povo tava tudo lá fora esperando isso acontecer pra começar a reza.
Zacarias era um senhor casado com a dona Isabel, e eles não tinham tido filhos, e numa altura daquela do campeonato, era impossível uma senhora como a dona Isabel ter um menino. Quando Zacarias se aproximou do altar, avistou um anjo que tinha um brilho medonho e falou para ele:
Anjo: Zacarias cabra véi, num tenha medo não, se achegue ande. Você e sua senhora vai ter um menino e o nome dele vai ser João. Esse menino vai lhe dar alegria demais homem, pense num menino bom pra você e pra Deus. Ele será um grande profeta e a missão dele vai ser de fazer o meio de campo pra chegada do Senhor.
Zacarias: Ôxe seu anjo, comé que pode um negócio desse? Eu já tô velhinho e minha senhora também.
Anjo: E tu tá duvidando é Zacarias? Homem duvide não, eu sou Gabriel, Arcanjo do Senhor, e só por causa dessa tua teimosia, vai ficar sem falar uma ruma de dia, e só vai voltar a falar quando esse menino nascer.
Narrador: O anjo se mandou e Zacarias na mesma hora ficou mudo, falava nadinha, nem um A, avalí um Ipsilone.
2. A ANUNCIAÇÃO
Narrador: Em uma outra cidade chamada Nazaré, vivia uma jovem virgem, bem bonitinha, que se chama Maria. Ela estava de casamento marcado com um cabra mais véi do que ela, chamado Zé.
O Zé era cabra bom, trabalhador, pense num carpinteiro de mão cheia, de armário de cozinha à guarda-roupa de casal ele fazia de tudo, e ainda era muito honesto, o Zé era um grande servo de Deus.
Certo dia, uns seis meses depois que Isabel embuchou, o mesmo anjo que foi dar o recado para Zacarias apareceu pra Maria também.
Anjo: Owww Maria, Bendita é tu entra as mulheres tudin do mundo. Tenha medo não, não se avexe, o Senhor Deus apontou o dedo dele pra tu e te escolheu para parir o fí Dele, que deverá ser chamado de Jesus.
Maria: Vixe seu Anjo… eu to prestes a casar com o Zé, comé que eu vou aparecer buchuda pra ele, comé que vou ter um menino sem nunca ter tido relação.
Anjo: Creia em Deus mulher.. Tua prima, dona Isabel, tu lembra dela? Pois é, ela bem velhinha embuchou, vá lá fazer uma visitinha, tu vai ver que Deus é o Deus do Impossível.
3. A VISITAÇÃO
Narrador: Não demorou muito Maria arrumou as trouxas e foi visitar Isabel. Chegando em Jerusalém foi até a casa da prima e do portão gritou por ela. Lá de dentro da cozinha Isabel ouve Maria e no mesmo instante o menino João começou a se balançar no bucho de Isabel, e ela sem nem saber que Maria tava prenha, gritou bem alto:
Isabel: Bendita é tu entre as mulher tudin, bendito é o menino que tu carrega no bucho Maria.
Mulher, eu mal ouvi tu me chamar, o Joãozin ficou numa alegria medonha aqui dentro, me chutou todinha. Que felicidade grande receber a mãe do meu Senhor.
Narrador: Depois que Maria ouviu o que a prima disse sem nem saber que ela estava prenha, desembestou a cantar um hino que dizia: Minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador. Depois disso Maria ainda ficou três meses com Isabel ajudando a prima nos afazeres da casa e depois foi embora.
4. O NASCIMENTO DE JOÃO
Narrador: Depois que se passou os nove meses Isabel pariu o menino. Pense num bebê forte e com saúde. Com oito dias de resguardo apareceu um monte de primo, prima, tio, cunhado, irmão… a família de Zacarias todinha foi visitar, e queria por que queria que Isabel chamasse o menino de Zacarias Filho, mas Isabel foi firme em dizer que ia se chamar João.
Esses parentes ficaram invocado com a teimosia de Isabel, mas ai Zacarias, ainda mudo, escreveu que ia ser João e ponto final. E foi só ele garantir isso, o homem desembestou a falar e glorificar a Deus.
Zacarias: Bendito seja Deus, que visitou e trouxe liberdade ao seu povo. E tu menino João, será profeta de Deus, que irá preparar o caminho do Messias.
5. O NASCIMENTO DE JESUS
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Narrador: Depois que o João nasceu e Maria voltou pra sua casa, José reparou que a sua noiva tava prenha, mas como José não sabia de nada pensou logo que tinha levado um chifre. Mas mesmo invocado ele se conteve e resolveu não botar boneco na rua, pois se o povo soubesse poderia apedrejar Maria, ai mesmo com raiva foi pra casa se deitar e acalmar o juízo. Foi nessa hora que o mesmo anjo que falou com Maria foi explicar a situação pra José.

Anjo: Zé, fí de Davi, não pense errado sobre Maria não homem. Pode se casar com ela, pois o menino que ela espera foi obra do Espírito Santo, Maria ainda é virgem. E preste atenção, quando esse menino nascer vocês devem colocar o nome dele de Jesus.
Narrador: Depois dessa noite José fez tudo como Deus quis, ele se casou com Maria e cuidou dela na gravidez.
Certo dia o imperador Augusto, uma espécie de presidente de Israel, fez um censo para contar a população do país. Esse censo é tipo aqueles que tem aqui no Brasil feito pelo IBGE. Mas a contagem tinha que ser feita na cidade que a pessoa nasceu, ai José teve que sair de Nazaré, com a Maria bem pertinho de parir, e foi para Belém. José colocou a mulher num jumentinho e foi andando, cerca de 150 quilômetros.
Quando se achegaram em Belém, a cidade tava lotada, as pensão tava tudo cheia, e Maria sentindo dor, e José procurando um canto, e Maria já na beira de parir em cima do jumento, ai José conseguiu um cantinho num curral, no meio das palhas, dos bois, e ali, naquele lugar sem luxo, riqueza e valores nasceu o Rei dos reis, Senhor dos senhores, só pra dar uma lição pra muita gente besta que não chega nem aos pés de Jesus.
6. ADORAÇÃO DOS PASTORES E MAGOS
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Narrador: Na mesma noite que Jesus nasceu, Deus resolveu ajuntar um povo pra ir visitá-lo, seria uma espécie de chá de fraldas do Nazareno.

Primeiro ele mandou um anjo se encontrar com uns pastores de ovelhas, homens simples e bons que não tinha maldade.
Anjo: Boa noite pastores, num tenha medo não, vim aqui pra dizer pra vocês que quase agora nasceu o Messias, o salvador do povo, e vocês deviam ir lá fazer uma visitinha… ele está em Belém num curral, deitado numa manjedoura.
Narrador: Os pastores nem pensaram muito, deixaram o rebanho dormindo e se mandaram para Belém. Foram seguindo o rastro deixado pelo anjo e chegaram bem direitinho no curral onde tava Jesus. Quando esses homens viram o menino ali, se jogaram no chão e adoram.
Mas eles não seriam os únicos convidados, haviam três reis magos, Gaspar, Belchior e Baltazar, que conhecia tudo sobre astros e estrelas, e estava seguindo o rastro de uma estrela.
Eles sabiam que iria nascer um menino, muito importante nesse mundo e seria chamado o Rei dos Judeus. Essa estrela parou justamente em cima do lugar onde tava Jesus. Eles entraram, viram o menino ali e tiveram a certeza que ali estava o Rei tão esperado.
E como todo chá de fraldas tem que ter presente, cada um deu uma lembrancinha. Ao invés de chupeta deram ouro, ao invés de fralda deram incenso, e ainda deram até um pote de mirra como forma de agradecimento.
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*Autor: Euriano Sales. Ilustrações: Meg Banhos

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Fonte:http://ultimato.com.br/sites/paralelo10/2013/12/auto-de-natal-nordestino/

O QUE O PIG (*) NÃO DIZ SOBRE O MENSALÃO

25.12.2013
Do blog CONVERSA AFIADA,24.12.13 
Por Paulo Henrique Amorim

 Novo site mostra fatos ignorados pela grande imprensa sobre a AP 470.

Conversa Afiada reproduz post do Blog do Zé Dirceu, com a indicação de um novo site lançado para acabar com a farsa do mensalão:

O QUE SETORES DA MÍDIA NÃO DIZEM SOBRE A AP 470


Queremos compartilhar com vocês a informação sobre a criação de um novo site mostrando fatos ignorados pela grande imprensa sobre a AP 470. É o “Ação 470 – O que setores da mídia não dizem sobre o suposto mensalão”.

“Esse blog nasceu para ser um contraponto ao discurso hegemônico de parte da mídia sobre o caso da Ação Penal 470, popularmente conhecida como ‘mensalão’. Reunimos publicações, reportagens especiais e artigos que expõem o outro lado da história, sem o viés político que marcou a cobertura dos veículos tradicionais de comunicação”, afirma o deputado estadual Fernando Mineiro (PT-RN) na apresentação do site.

“O objetivo é reunir, num mesmo espaço virtual, uma coletânea de textos que ofereçam uma visão mais plural, permitindo assim que as pessoas possam comparar fatos, argumentos e versões, para que tirem suas próprias conclusões”, acrescenta.

CLIQUE AQUI PARA CONHECER E VISITAR O SITE !


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/12/24/o-que-o-pig-nao-diz-sobre-o-mensalao/

Violência deixa milhares de mortos no Sudão do Sul, diz autoridade da ONU

25.12.2013
Do portal da BBC BRASIL, 24.12.13

 Capacetes azuis da ONU no Sudão do Sul (foto: Reuters)
Capacetes azuis da ONU no Sudão do Sul (foto: Reuters)
ONU dobrará efetivo das tropas de paz no Sudão do Sul chegando a 12,5 mil militares.

Milhares de pessoas podem ter sido mortas na última semana durante a onda de violência no Sudão do Sul, segundo disse à BBC um coordenador de ações humanitárias que está no país.

Foi uma semana devastadora para o Sudão do Sul", disse Toby Lanzer, que está na cidade de Bentiu, no Estado de Unity.

Notícias relacionadas

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta terça-feira em decisão unânime o envio de tropas para dobrar o número de capacetes azuis no país. Com o reforço, as tropas de paz devem chegar a 12.500.

Mas cedo o presidente Salva Kiir afirmou que suas forças recapturaram a cidade estratégica de Bor, que havia sido invadida por rebeldes há alguns dias.

Os insurgentes são liderados por Riek Machar (o ex-vice presidente), que pertence à etnia Nuer. Eles estão lutando contra o presidente Kiir, da etnia Dinka.

A decisão das Nações Unidas de reforçar seu efetivo no país foi aprovada logo após a entidade revelar a descoberta de três valas comuns com dezenas de corpos de vítimas assassinadas. Uma delas fica em Bentiu, no norte, e outras duas na capital, Juba.

Medo palpável

Lanzer afirmou ao programa Newshour da BBC: “Acho que é inegável a essa altura que milhares de pessoas devem ter perdido suas vidas”.

"Quando eu olhei para os hospitais em cidades importantes, e eu vi os hospitais da própria capital, a escala dos ferimentos, essa não é mais uma situação em que podemos dizer que somente centenas de pessoas perderam as vidas".

Lanzer disse também que o número de pessoas procurando refúgio dos combates é de "dezenas de milhares, se não centenas de milhares".

Ele afirmou que a tensão entre os grupos do Sudão do Sul é evidente a ponto de mais de 7.500 pessoas terem procurado abrigo próximo a uma única base da ONU.

"Têm ocorrido discussões muito quentes e tensão às vezes aumenta, falando diplomaticamente".

Ele afirmou ter se reunido com líderes comunitários da região e pedido que eles auxiliem na tarefa de acalmar os ânimos "para o bem de todas as mulheres e crianças e deles mesmos".

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay afirmou: "Há um medo palpável entre os civis tanto da etnia Dinka quando Nuer de que eles serão mortos por questões étnicas".

A ONU afirma que ao menos 80 mil pessoas foram deslocadas pela crise no país – e cerca de metade delas está procurando ajuda das Nações Unidas.

 Crianças deslocadas acampam em aeroporto em Juba (foto: Reuters)
Crianças deslocadas acampam em aeroporto em Juba (foto: Reuters)
Autoridade da ONU diz que deslocados por conflito podem ser centenas de milhares

Na noite da terça-feira o Conselho de Segurança da ONU votou e aprovou o aumento do efetivo das tropas de paz de sete mil para 12,5 mil militares. As forças policiais da ONU devem ser elevadas de 900 para 1.323.

O órgão autorizou a transferência temporária de tropas das missões de paz de Darfur e Abyei, da Costa do Marfim, da Libéria e da República Democrática do Congo – esta última missão chefiada militarmente pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz.

O Conselho de Segurança pediu "um cessar imediato das hostilidades e uma abertura imediata do diálogo".

Solução política

O presidente Kiir disse mais cedo aos jornalistas em Juba que suas forças retomaram Bor e estão agora combatendo forças que permanecem na região.

A tomada temporária de Bor, a 200 quilômetros de Juba, foi um dos maiores sucessos da campanha rebelde. Os insurgentes ainda estariam com o controle de Bentiu.

A rádio Tamazuj confirmou que tropas governamentais do Exército Popular de Libertação do Sudão lançaram ataques contra posições do comandante Nuer e do desertor Peter Gadet.

O governo disse que também houve combates na cidade de Malakal e que suas tropas estariam prontas para atacar Bentiu.

Tanto o presidente Kiir como o rebelde Machar afirmaram estar dispostos a dialogar.

Entretanto, Machar disse que seus aliados políticos que estão presos devem ser libertados antes do início negociações. Kiir não impôs condições para o diálogo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse na terça-feira que não há "solução militar para este conflito. Esta é uma crise política que necessita de uma solução pacífica, política".

Kiir acusou Machar, quem expulsou do governo em julho, de planejar um golpe de Estado. Machar nega estar tentando tomar o poder.

O Sudão sofreu com 22 anos de guerra civil que deixaram mais de um milhão de mortos antes da independência do Sudão do Sul em 2011.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131224_sudao_peacekeepers_lk.shtml