Pesquisar este blog

domingo, 22 de dezembro de 2013

Meditar sobre o tempo

22.12.2013
Do blog ESTUDOS BÍBLICOS
Por Joe Fitch

O tempo não tem um caráter próprio. Não é bom nem ruim. Simplesmente é o meio no qual ambos o bem e o mal trabalham. O tempo implacavelmente mira para mudar todas as coisas.

O tempo cobre árvores com líquens; o muro de bloco com hera. O tempo coloca um carpete de grama verde e flores coloridas sobre a cicatriz feia de um túmulo. Diminui a dor das perdas da vida. Fecha feridas e cura enfermidades. Diminui a magnitude de um insulto; a significância de um equivoco. Aos poucos disfarça a feiúra.

O tempo – e a palavra de Deus trabalhando no homem – transforma o novo cristão. Primeiro, nós percebemos as fraquezas e as falhas de caráter desse novo irmão. Dia após dia, aos poucos, de glória em glória (2 Coríntios 3:18), ele é transformado na beleza do próprio caráter (imagem) de Deus.

O tempo traz a sabedoria da experiência para ficar no lugar da tolice da juventude. O tempo dispersa a tolice, e a razão prevalece.

Mas não seja enganado. O tempo não é benevolente. Tem o seu lado negro.

O tempo aos poucos envelhece e apodrece a árvore, e derruba o muro coberto com hera. O tempo nos leva novamente ao túmulo coberto com flores para abrir outro túmulo e regar a grama com nossas lágrimas. O tempo diminui a dor de ontem mas rapidamente nos transporta à próxima crise com sua própria tristeza.

Conforme o tempo traz sabedoria aos jovens, ele também marca a beleza dos jovens com a deterioração da velhice. O tempo marca rostos com rugas, mancha o cabelo com branco e entorta a coluna. O tempo tira a força dos jovens; enfraquece o ardor, zelo e idealismo dos jovens.

O tempo endurece o coração. Assim como o sol torna o barro em tijolos, o tempo torna o homem imune a apelos que uma vez “por pouco persuadiram-o”. O tempo permite que ele faça livremente as coisas que numa época sua consciência não teria deixado.

O mesmo “dia após dia” que viu o homem transformado na imagem de Deus, testemunha outro homem fraco ficar ainda mais fraco. Com tempo ele precisa aprender novamente aquilo que sabia antes (Hebreus 5:12). O tempo leva este a “crucificar novamente” seu Senhor e ficar onde não é possível se arrepender (Hebreus 6:6).

Mesmo assim, lembre, o tempo é limitado no poder. O tempo não cobre o pecado. Mil anos depois, o pecado é tão real, tão feio e condena eternamente da mesma forma que no momento em que foi cometido. O tempo não muda isso. E o tempo não torna a obediência mais fácil. Uma “estação conivente” – um tempo fácil – é uma ilusão enganadora. Nunca será fácil negar a si mesmo e levar a sua cruz (Mateus 16:24). O tempo não muda a verdade. Os termos da salvação são os mesmos hoje que eram no Pentecostes. Recuse a ouvir, mas o tempo não mudará as exigências da verdade. Aquela verdade sem tempo te encontrará no julgamento.

Resgate o tempo (Efésios 5:16; Colossenses 4:5). Compre-o. Faça bom proveito dele. É a hora de despertar (Romanos 13:11) e trabalhar no tempo aceitável (2 Coríntios 6:2).
****

Você é santificado?

22.12.2013
Do blog ESTUDOS DA BÍBLIA
Por Curtis E. Flatt

Você é santificado? A santificação é ensinada na Bíblia, tanto no Velho Testamento quanto no Novo. Também é uma doutrina popular de muitos grupos religiosos.

No entanto, a santificação que muitas pessoas religiosas afirmam não é a santificação que é ensinada na Bíblia. Muitas pessoas alegam ser santificadas, alegam receber “santidade instantânea” pela virtude da operação direta do Espírito Santo que, de acordo com suas alegações, remove até a capacidade e vontade de pecar. O Novo Testamento ensina a santificação, mas não ensina nada dessas operações especiais de Deus para santificar as pessoas.

O que é a santificação?

S antificar é separar ou chamar. O termo é usado para referir-se a várias coisas diferentes no Novo Testamento. Comida pode ser santificada (1 Timóteo 4:5). Um homem pode ser santificado para um propósito específico (2 Timóteo 2:21). Até Deus será santificado pelo homem, num sentido (1 Pedro 3:15). Marido e esposa são santificados, num sentido especial, a fim de agradar a Deus. Muitas pessoas, na Bíblia, foram santificadas para Deus.

Como os homens se tornam santificados?

Como os homens e mulheres se tornam santificados? A Bíblia diz que Deus santifica as pessoas: “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo” (Judas 1). A Bíblia também diz que o Espírito Santo santifica as pessoas: “...Porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Tessalonicenses 2:13). 

Romanos 15:16 diz que os gentios foram santificados pelo Espírito. Assim, Deus e o Espírito santificam homens e mulheres. Mas, como? O Espírito age de maneiras misteriosas e miraculosas mudando todo o caráter e os desejos das pessoas instantaneamente? Não! O Espírito santifica homens e mulheres da mesma forma que converte homens e mulheres e guia homens e mulheres por meio da palavra que entregou. Conseqüentemente, a Bíblia fala sobre a palavra santificar as pessoas. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17:17). Hebreus 10:10 passa a mesma mensagem. Conforme as pessoas acreditam na mensagem dada pelo Espírito e a obedecem, elas são mudadas e chamadas, ou seja, santificadas. Os homens são lavados, santificados e justificados (1 Coríntios 6:11).

Quem são os santificados?

No Novo Testamento, as pessoas que eram santificadas eram as mesmas que obedeciam o evangelho e se tornaram cristãos. Observe Atos 18:8: “...também muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados”. Estas eram as pessoas que, mais tarde, seriam chamadas de santificados (1 Coríntios 6:11). Como esses eram santificados, foram chamados pelo termo. Eram chamados de santos (1 Coríntios 1:2). Todo o povo de Deus hoje é um povo santificado.

Nem sempre sem pecado

É significante observar que, na Bíblia, as pessoas santificadas nem sempre eram sem pecado. Esses que foram santificados às vezes eram contenciosos (1 Coríntios 1:11). Também foi dito que eram carnais, apesar de serem santificados (1 Coríntios 3:1-6). Pelo menos uma pessoa santificada era culpada de cometer fornicação (1 Coríntios 5:1). Muitos desses santificados profanaram a Ceia do Senhor e agiram com desordem na adoração (1 Coríntios 11:20-30). Faltavam muito para serem perfeitos e sem pecado. É claro que isso é uma das diferenças entre uma pessoa santificada na Bíblia e uma pessoa santificada em alguns grupos religiosos hoje em dia.

Todos os cristãos são santificados

Todos os cristãos devem ser santos e sempre buscar fazer o que é certo. No entanto, todos os cristãos pecam e não chegam à perfeição. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:7-10).
*****

Dilma deveria punir milicos canalhas e golpistas

22.12.2013
Do blog ESQUERDOPATA, 20.12.13



Chefes das 3 Forças se recusam a bater palmas na devolução do mandato de Jango

A presidente Dilma Rousseff deveria punir os três chefes das Forças Armadas que envergonharam o país nesta quarta (18/12) no Congresso Nacional.

O general Enzo Peri, do Exército, o brigadeiro Juniti Saito, do Aeronáutica, e o comandante Julio Soares de Moura Neto, Marinha, não bateram palmas no momento em que o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu simbolicamente o mandato do presidente João Goulart a João Vicente, seu filho.

Comandantes militares devem prestar continência ao poder civil. O gesto deles dentro da Casa que faz as leis é de uma ousadia e de uma insubordinação que não combinam com a democracia. Não deveriam ter comparecido. Seria melhor do que a desfeita. Merecem uma reprimenda da presidente Dilma ou do ministro da Defesa, Celso Amorim.

O Congresso Nacional completou uma decisão importantíssima: decretou oficialmente a ilegalidade do regime que se instarou no Brasil com o golpe militar de 1964.

O Legislativo federal já havia anulado a sessão de 2 de abril de 1964 que declarou vaga a Presidência porque Jango estava no exterior. Nesta quarta, houve a devolução simbólica do mandato de Jango.

Essas duas decisões jogam a ditadura na mais pura ilegalidade. Elas colocam fim a um simulacro jurídico para tentar legitimar um golpe de Estado. Houve em 1964 um atentado contra a democracia.

Não havia risco de golpe de esquerda. Atribuir à eventual inabilidade política de Jango razão para matar a democracia é um argumento asqueroso.

Não houve revolução no país. A “redentora”, como costumam dizer seus defensores, foi um dos períodos mais tristes da nossa história. Perseguiu, prendeu, torturou e matou cidadãos que recorreram ao legítimo direito de resistência contra uma tirania.

A luta armada cometeu erros. Matou gente inocente. Mas não há comparação entre o terrorismo de Estado e as ações de grupos que lutaram contra a ditadura militar. Os erros da luta armada são de pessoas. Os da ditadura, do Estado brasileiro.
*****