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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

MORRE, AOS 69 ANOS, O CANTOR REGINALDO ROSSI

20.12.2013
Do portal BRASIL247
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REI DO BREGA: Morre o cantor Reginaldo Rossi

20.12.2013
Do portal DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Pernambucano morreu às 9h25 desta sexta-feira, de falência de múltiplos órgãos

Foto: Cecília Sá Pereira/DP/D. A Press
Foto: Cecília Sá Pereira/DP/D. A Pres

Nenhuma metáfora de bar, tristeza ou desilusão conseguirá traduzir, nesta sexta-feira, às 9h25, a dor da partida do Rei do Brega, o cantor Reginaldo Rossi. O artista pernambucano de 70 anos morreu depois de permanecer 23 dias internado no Hospital Memorial São José, na Boa Vista, no Recife. Ele havia sido internado com dores no tórax e nas costas, mas descobriu a existência de um tumor no pulmão, enfrentou sessões de quimioterapia, hemodiálise e precisou de sedação e ajuda de aparelhos para tratar a doença.

A informação foi confirmada pelo médico Murilo Guimarães, pneumologista do cantor e compositor. Ele teve falência de múltiplos órgãos.



Reginaldo Rossi entra para a história da música como uma das vozes mais românticas do país. Em mais de 50 anos de carreira, ele cantou os desencontros do sentimento humano, especialmente ilusões, fetiches, dores e desamores comuns aos relacionamentos. Contemporâneo de uma geração tachada de brega por cantar canções idolatradas pelo povo, ao lado de Odair José, Amado Batista, Wando, Agnaldo Timóteo, Fernando Mendes, entre outros, Rossi inverteu a lógica do rótulo e abriu espaço para um gênero musical marginalizado no Brasil.

O cantor reformulou o conceito de brega e, com músicas e declarações, esfregou na cara da sociedade a incoerência entre a crítica e a vida real. Democratizou os sentimentos, uniu pobres e ricos nas emoções e na mesa do bar, universalizou a dor, o amor, o chifre e a alegria da roedeira ao pé de um garçom, definido por ele como o confessor da humanidade, personagem inspiração para o maior sucesso musical. "Quando o chifre dói, o diploma cai da parede", "Não há quem não bregue depois de três doses" e "No mundo inteiro, é romântico, mas, aqui, quem faz romantismo é brega" foram frases de uma filosofia levada adiante em mais de 300 composições gravadas ao longo da carreira.

Dono de uma uma cabeleira fora dos padrões de beleza, de uns óculos escuros onipresentes, camisa sempre aberta no peito e uma voz inconfundível, Reginaldo fez sucesso incontestável para além das fronteiras do estado. Começou com o rock e o balanço da Jovem Guarda no grupo Silver Jets. Depois, em carreira solo, enveredou pelas músicas românticas. Dominou o Norte e o Nordeste. Com a canção Garçom, lançada em 1986, chegou ao restante do país e se consolidou como artista nacional.

Reginaldo Rossi assumiu a condição de popular das músicas às declarações. Orgulhava-se de preferir os termos usuais para compor, em vez de se valer das palavras rebuscadas agradáveis apenas à crítica. "Eu canto para o povão", mandou avisar por meio dos médicos, já do leito do hospital. As letras sempre remeteram à simplicidade: a tristeza depois de ser deixado pela pessoa amada, os suspiros nas carícias do casal, a traição, o bailinho, a ausência e a canalhice. Vieram A raposa e as uvas, Mon amour, meu bem ma femme, Tô doidão, Deixa de banca, Garçom.

Com o microfone nas mãos, desferiu golpes duros no machismo, ao exigir igualdade amorosa para as mulheres, criticou a hipocrisia homofóbica, deu leveza ao chifre, calo social brasileiro muitas vezes combustível para atos de violência. "Por que o homem pode chifrar, chifrar, chifrar e a mulher não pode fazer nada?”. Rossi deu transparência ao sentimento.

O cantor havia se apresentado pela última vez em João Pessoa, depois de enfrentar três apresentações seguidas no Manhattan Café Theatro, em Boa Viagem, no Recife. Estava com show marcado no revéillon, no Pina, Zona Sul do Recife, cidade cujo hino informal é uma de suas composições mais adoradas: "Recife, a minha cidade, o meu lugar". Fumante inveterado de mais de dois maços de cigarro ao dia, consumidor de uísque misturado com Coca-Cola e jogador contumaz de pôquer, Reginaldo deixa a esposa Cileide e o filho Roberto. Mais: deixa órfã uma legião de fãs acostumados a cantar, sorrir e chorar ao som de letras capazes de desvendar e espalhar cada retalho da alma humana.


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HADDAD: APÓS PREJUDICAR SAÚDE, FIESP LESA SÃO PAULO

20.12.2013
Do portal BRASIL247, 19.12.13
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Dono da Bandeirantes manda o Grupo atacar prefeito de São Paulo, e fica por isso mesmo?

20.12.2013
Do BLOG DO MELLO
Postado por Antônio Mello


Numa coletiva com blogueiros ontem, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, soltou uma bomba, que ainda não provocou o estrago que pode causar. 

Desconfiado do ataque diário e implacável que sofre do Grupo Bandeirantes, o prefeito Haddad, resolveu ligar para o dono do Grupo, Johnny Saad, para entender o que estava acontecendo:

- Dei instruções a todos os veículos de minha propriedade para atacar você de forma sistemática, desde que você aumentou o IPTU - respondeu"Meu não não é Johnny" Saad (porque se chama João Carlos Saad (com cabeça de Joca)). [Fonte]


Como é que é? O sujeito usa de concessões públicas (rádios e TVs do Grupo) para atacar um prefeito legitimamente eleito, numa afronta à Constituição, e fica por isso mesmo?

Não sei o que é mais absurdo, a descarada confissão do Saad, ou o prefeito ter ouvido a afronta sem tomar a atitude devida: iniciar um processo pedindo a cassação das concessões.

Prefeito Haddad, não precisa ser macho nem esperar a Lei de Meios. Seja fêmea como Cristina Kirchner, use a Constituição, e pau na Band!

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STF PING-PONG: ROSA PASSA PARA MELLO CASO ALSTOM-SIEMENS-PSDB/SP

20.12.2013
Do portal BRASIL247, 19.12.13
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Aeronautas aceitam proposta das empresas e decidem não entrar em greve

20.12.2013
Do portal da Agência Brasil, 19.12.13
Por Daniel Mello
São Paulo - Em assembleia na tarde de hoje (19), os aeronautas (pilotos, copilotos e comissários) decidiram não entrar em greve. A categoria ameaçava começar uma paralisação nacional amanhã (20), dia de maior movimento aéreo no ano, segundo estimativa da Secretaria de Aviação Civil (SAC), quando devem ser transportados aproximadamente 350 mil passageiros. Eles aceitaram a proposta das empresas de reajuste de 5,6% referente à reposição da inflação dos últimos 12 meses.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Marcelo Ceriotti, disse que os aeronautas foram sensíveis à situação de fragilidade pela qual as companhias aéreas passam no momento. Ele ponderou, no entanto, que o reajuste ficou abaixo das expetativas da categoria. A categoria queria mais 2,2 % de aumento real, que totalizaria quase 8% de reajuste.
Apesar disso, Ceriotti destacou que houve avanços importantes nas cláusulas sociais. Ele citou o passe livre para que a categoria possa viajar gratuitamente nos aviões das empresas quando o profissional não estiver em serviço. “As empresas entenderam que há uma prática no mercado internacional de que o tripulante possa se deslocar por motivo particular em aeronave de outras empresas“, disse. De acordo com ele, essa cláusula vai beneficiar cerca de 40% dos aeronautas que não residem na cidade onde está contratado.
Na noite de ontem (18), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu uma liminar determinando que, em caso de greve, 80% dos aeronautas deveriam continuar trabalhando.
Edição: Aécio Amado
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"Mensalão", jornalismo e imaginação

20.12.2013
Do BLOG DO MIRO, 18.12.13

Por Luciano Martins Costa, noObservatório da Imprensa:

Jornalistas diferem muito de policiais, políticos e juízes, do cidadão leitor da imprensa que não tem o jornalismo como profissão. Embora recrutados na mesma sociedade, tornam-se progressivamente mais críticos, radicais, impacientes e, por isso mesmo, mais submetidos à necessidade de conter seus ímpetos diante das dificuldades da vida comum.

Ao acompanhar os grupos formados exclusivamente por jornalistas nas redes sociais, comparando-os aos demais grupos, liderados por advogados, ex-integrantes do Judiciário e ativistas de causas variadas, pode-se constatar as diferenças na abordagem dos fatos em debate.

Estas digressões, que eventualmente nos desviam da análise diária do noticiário, se impõem pela necessidade de colocar alguns reparos a referência direta e contundente feita neste Observatório pelo editor-adjunto Mauro Malin, um dos fundadores deste site, ao artigo postado na sexta-feira (13/12) por este observador (ver aqui), sobre a convicção de que o noticiário intenso a respeito da Ação Penal 470 escondeu intenções golpistas por parte da imprensa hegemônica do Brasil. Em seu artigo (ver aqui), Malin comenta, em tom pouco usual, o texto deste observador, afirmando que tal opinião é “fruto de imaginação”.

Difícil aceitar que um profissional de imprensa use apenas a imaginação para fazer afirmações. Por isso, alegar que um jornalista “imaginou” isso ou aquilo e fez de suas caraminholas material jornalístico é ofensa inaceitável.

Em geral, espera-se que o jornalista use a imaginação como subsídio para questionar o que parece verdadeiro nos fatos, tendo em mente que a busca da objetividade na apresentação das notícias e na sua interpretação é apenas uma presunção, aquilo que a pesquisadora Dulcília Buitoni chama de “ancoragem referencial” da produção jornalística.

Essa presunção de objetividade é a justificativa moral para a existência da imprensa como instituição essencial à democracia, com todos os privilégios que isso acarreta. Essa presunção de objetividade esvaiu-se gradualmente da imprensa hegemônica no Brasil a partir de 2003, e foi eliminada radicalmente com as primeiras denúncias de corrupção no caso que produziu a Ação Penal 470.

As manchetes falam
Não é preciso recorrer à imaginação para constatar, com a pesquisa dos arquivos da própria mídia, como os três principais jornais de circulação nacional e as revistas semanais de maior tiragem assumiram como verdadeiras todas as denúncias que apontavam para a existência de um esquema de pagamentos mensais a parlamentares para votar tais ou quais projetos de interesse do Executivo.

A elevação de certos personagens da mídia, celebrizados por sua linguagem esculachada, a lugares de destaque nos principais veículos, foi parte da tática adotada para fazer prevalecer uma versão específica dos fatos – a de que houve um “mensalão”. 

Houve, sim, corrupção em larga escala vinculada a coleta de fundos de campanha, como demonstraram as investigações e como reconheceram dirigentes do Partido dos Trabalhadores e o então presidente da República, ao demitir seu ministro da Casa Civil.

Uma coisa é o conjunto dos acontecimentos, outro objeto de atenção é como a imprensa tratou esse emaranhado de informações. Objetivamente, este observador pode afirmar que houve um movimento articulado para desmoralizar o então presidente da República, martelando uma suposta dependência alcoólica de Lula da Silva, nos primeiros meses após sua posse. Essa tática de desestabilização não ganhou corpo suficiente, e o advento das primeiras denúncias do esquema de pagamentos a parlamentares forneceu o material para aquilo que viria a ser a longa tentativa de desestabilizar o governo.

Lula demitiu seu ministro então plenipotenciário José Dirceu para cortar o fluxo das acusações, que se aproximavam rapidamente do núcleo do poder da República, como recomendariam os melhores especialistas em gestão de crise. A entrega de Dirceu não foi um ato de colaboração com a pressão golpista, ou uma atitude suicida, como sugere Malin, mas a medida necessária para desviar o tsunami da imprensa.

Este observador nunca afirmou que a denúncia do deputado Roberto Jefferson fazia parte de um golpe de Estado. Este observador afirma que a imprensa conduziu uma tentativa de desestabilização do governo de Lula da Silva, a partir da denúncia de Jefferson, o que é muito diferente.

No mais, as manchetes falam.

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“Como mostrar a origem da corrupção se a oligarquia controla a mídia?”

20.12.2013
Do blog VI O MUNDO, 18.12.13
Por Luiz Carlos Azenha e Padu Palmério




Sobre o julgamento do mensalão, na entrevista exclusiva ao Viomundo o jurista Fábio Konder Comparato fez a pergunta que está no título deste post. E os corruptores?
Para ele, a Justiça brasileira é a justiça dos ricos. Exemplo?

Comparato aguarda uma decisão do conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que foi instado por ele a provocar no Supremo Tribunal Federal uma decisão a respeito da condenação, imposta pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, à Lei de Anistia.
O Brasil foi condenado nessa decisão pelo desaparecimento das pessoas que participaram da Guerrilha do Araguaia e, portanto, pela violação dos direitos ao reconhecimento da personalidade jurídica (artigo 3º), à vida (artigo 4º), à integridade pessoal (artigo 5º) e à liberdade pessoal (artigo 7º), bem como pela violação dos direitos às garantias judiciais (artigo 8º) e à proteção judicial (artigo 25º), em decorrência da leitura interpretativa dada à Lei da Anistia, que impediu a investigação dos fatos e a punição dos responsáveis pelas condutas indicadas, e da lentidão na tramitação da Ação Ordinária n° 82.0024682-5. 
Aparentemente, as violações das disposições da Convenção Americana sobre Direitos Humanos ocorreram, e a Corte determinou, com louvor, que o Estado deve adotar medidas para determinar o paradeiro das vítimas desaparecidas e, se for o caso, identificar os seus restos mortais e oferecer tratamento psicológico ou psiquiátrico às vítimas, mediante requerimento, custeado pelo Estado. Além disso, determinou-se ainda a publicação da íntegra da decisão no Diário Oficial e em um sítio eletrônico do Estado, devendo ficar disponível na internet pelo período de um ano. A decisão deve ser disponibilizada, em formato de um livro eletrônico, também em um sítio do Estado. O resumo oficial da sentença proferida pela Corte deve ser publicado em um jornal de ampla circulação nacional. Essas providências de divulgação da sentença devem ser adotadas no prazo de seis meses, contados da data de notificação do Estado. 
[...]
O Estado deve, ainda, adotar, em um prazo razoável, providências para tipificar o crime de desaparecimento forçado de pessoas, em conformidade com os parâmetros fixados pela sentença. Enquanto isso não for cumprido, ele deve adotar medidas para o julgamento e a punição dos responsáveis pelos fatos, utilizando os mecanismos já existentes no direito brasileiro.
No caso acima citado, Comparato acredita que a pressão política dos empresários será intensa, já que a revisão da Lei de Anistia poderia significar que alguns deles, financiadores da ditadura militar e da tortura, poderiam eventualmente ser punidos.

Afinal, quem é que doou grandes quantias para financiar a repressão?

Quem é que emprestou veículos para as campanas da Operação Bandeirantes, que operava o maior centro de torturas do Brasil?

Neste caso, sabemos que foi a Folha de S. Paulo (acima, um dos veículos queimados em retaliação dos guerrilheiros).

[Para saber quem fez o papel de cão de guarda da ditadura militar, clique aqui].

[Para saber mais sobre a Folha e a ditadura, clique aqui. Ou aqui. E também aqui].

Aliás, Fábio Konder Comparato contou, depois da entrevista, que perdeu nas duas instâncias a ação que moveu contra o jornal, por danos morais, depois do famoso episódio da “ditabranda”.

Relembrando algo que publicamos na época:
REPÚDIO E SOLIDARIEDADE
Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio a arbitraria e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiros que lutaram pela redemocratização do país. Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964.
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota da Redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal. 
Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.
Pois bem, enquanto a Justiça brasileira protege o andar de cima — será que a Folha convocou algum desembargador para representá-la na segunda instância? –, condena os pobres ao encarceramento em massa:



Mas, para não terminar numa nota pessimista, perguntei a Comparato o que ele achava das recentes manifestações populares no Brasil.

Teriam sido um sinal de que o povo está abandonando a passividade?



Veja também:

Comparato diz que leilão de Libra foi ainda pior que privataria da Vale
Rosa Weber não decide questão-chave que pode afetar a mídia


































































































































































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