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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Aos 65 anos, Declaração Universal dos Direitos Humanos é desprezada pela TV

19.12.2013
Do portal da Agência Carta Mairo, 18.12.13

Correndo solta, sem qualquer regulação, a TV se vê livre para atacar os Direitos Humanos impunemente. Não existem, como na Europa, órgãos reguladores com poder


(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de dezembro de 2013.
    
“King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?” afirmou Danilo Gentili na TV. A um telespectador que contestou o caráter racista da frase respondeu pelo twiiter de forma a deixar ainda mais claro o seu preconceito: “quantas bananas você quer para deixar essa história prá lá?”

O moço é reincidente. Há algum tempo o alvo foi religioso. Sobre a polêmica da futura estação do metrô paulistano no bairro de Higienópolis, habitado por muitos judeus, disse: "entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”.  Desculpou-se depois mas o estrago já estava feito. 

O que ele fez, e tantos outros na TV brasileira fazem, foi violar os Direitos Humanos, lembrados anualmente no dia 10 de dezembro, data que não é apenas comemorativa. É um momento importante para lembrar direitos ainda violados pelo mundo, entre eles o do respeito à dignidade humana e a não discriminação.

A TV que poderia ser um instrumento na defesa desses direitos tornou-se, no Brasil, o seu oposto. Basta assistir aos programas policialescos em rede nacional incentivando a violência ou àqueles regionais que, na hora do almoço, tripudiam sobre a desgraça alheia. Sem falar no desprezo com a dignidade da mulher, transformada em objeto nos auditórios, novelas e propagandas e as recorrentes piadas em torno da homossexualidade.

Correndo solta, sem qualquer regulação, a TV se vê livre para atacar os Direitos Humanos impunemente. Não existem, como na Europa, órgãos reguladores com poder para impor limites às emissoras. Não se trata de censura. Eles agem sempre a posteriori, a partir de demandas do público.

A pesquisadora Bia Barbosa realizou um importante trabalho sobre as violações de direitos humanos e a regulação de conteúdo da TV no Brasil, comparando com o que ocorre na França e no Reino Unido. Analisou casos de preconceito e ofensa contra grupos minoritários, violação dos direitos das mulheres, discriminação religiosa, banalização da violência e linguagem depreciativa. As conclusões, para nós, são desoladoras.

No Brasil, sem um órgão regulador, cabe ao governo de turno aplicar as poucas regras que existem, dispersas por vários ministérios e muitas vezes ultrapassadas historicamente, como é o caso do Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962. Mesmo assim as normas são  pouco aplicadas, na medida em que os governos evitam, por interesses políticos, qualquer tipo de atrito com os proprietários das empresas de TV.

Na França e no Reino Unido é diferente, os mecanismos de regulação são ágeis e as violações punidas com rigor. As multas são calculadas em função do faturamento dos canais. No Reino Unido, há um teto de 250 mil libras ou 5% da receita do canal (o que for maior). Na França, podem chegar a 3% da renda de uma operadora, indo a 5% em casos de reincidência.

Bia Barbosa colheu exemplos interessantes: a Belive TV, um canal pago inglês dedicado a mostrar soluções de problemas financeiros e de saúde através da fé, com pastores receitando sabonetes milagrosos no video, foi multado em 25 mil libras e obrigado a parar com o charlatanismo. Em 2012, outro canal religioso recebeu multa de 75 mil libras por realizer uma campanha dizendo que em troca de doações de mil libras, oferecia um "presente especial" e uma oração que aumentaria a saúde, a prosperidade e o sucesso do doador.   

Em meados deste ano, o canal inglês Channel Four exibiu uma série de programas onde a apresentadora Daisy Donovan percorre vários países do mundo revelando como é a televisão local. Um dos episódios tratou do Brasil. Daisy mostrou os programas Miss Bumbum, veiculado pelo MultiShow; Pânico, pela RedeTV!; e o policial Na Mira, da TV Aratu, filiada do SBT na Bahia. 

Depois de se surpreender com o concurso de beleza, ela perguntou: "se a TV brasileira é capaz de tratar uma mulher desta forma, haveria alguma barreira que ela não ultrapassaria?”

Sim, como a barreira dos Direitos Humanos que é ultrapassada todos os dias.

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“Parem as máquinas!”, começa a longa noite do AI-5

19.12.2013
Do blog BALAIO DO KOTSCHO, 13.12.13
Por Ricardo Kotscho

Já faz todo esse tempo? perguntei ao Odair Braz Junior, jovem editor do R7, que me alertou logo cedo: hoje é o aniversário de 45 anos do AI-5. Ele se lembrou do dia tristemente histórico, eu não. Pois é, agora parece que foi ontem, e a gente imaginava que nunca fosse acabar este Ato Institucional, o golpe dentro do golpe, que afundou de vez o país nas profundezas da ditadura militar (1964-1984).
Na noite de 13 de dezembro de 1968, eu trabalhava na redação do Estadão, então o mais importante jornal do país que fazia dura oposição ao regime, quando ouvimos pelo rádio o pronunciamento em que Costa e Silva anunciou o AI-5.
presidentes do brasil f 019 Parem as máquinas!, começa a longa noite do AI 5
Como não quero ser traído pela memória, reproduzo abaixo trecho do meu livro "Do Golpe ao Planalto _ Uma vida de repórter" (Companhia das Letras), uma "autobiografia autorizada", em que relato o que aconteceu naquela noite de terror e de muito medo para quem não nasceu para ser herói, como é o meu caso:
O pior ainda estava por acontecer. Na madrugada de 13 de dezembro, dia em que Costa e Silva editou o Ato Institucional nº 5, o principal editorial do jornal, na página 3, trazia o premonitório título "Instituições em Frangalhos". Informado por algum dos vários colaboradores do regime infiltrados na redação, o delegado Silvio Correia de Andrade, da Polícia Federal, invadiu a oficina, que dava para a rua Martins Fontes, e gritou a ordem: "Parem as máquinas!".
3 Parem as máquinas!, começa a longa noite do AI 5
Clique na imagem para ampliar
Em seguida, determinou aos policiais que o acompanhavam  a apreensão de todos os exemplares, já prontos para a distribuição. Pela primeira vez desde o golpe, o Estado deixou de circular. Logo cedo, Julio Neto e Ruy Mesquita foram se queixar ao governador Abreu Sodré, um amigo da família nomeado para o cargo pelos militares. Comunicaram-lhe que o jornal não mudaria sua linha editorial, agora de oposição aberta ao regime.
No começo da noite, dois policiais à paisana da Divisão de Diversões Públicas da Secretaria de segurança do Estado de São Paulo chegaram à redação para examinar o noticiário político". Era o início oficial da censura prévia. Enquanto eles se aboletavam em volta da mesa de Oliveiros Ferreira, o secretário de redação, nós nos reuníamos para ouvir o pronunciamento do general Costa e Silva num rádio portátil posto sobre a mesa de Clóvis Rossi (o então jovem editor e chefe de reportagem).
No silêncio do ambiente destacava-se a voz grave do general, que não deixava nenhuma dúvida nas suas palavras: meninos, a brincadeira acabou. O Brasil entrava no quinto ato. Era um golpe dentro do golpe _ a ditadura total, sem disfarces, com mais cassações de mandatos, fechamento do Congresso Nacional e fim das liberdades e dos direitos individuais, começando pela censura prévia.
Ao recordar este episódio, muitos anos depois, Oliveiros me contou que Carlão (Luiz Carlos Mesquita, irmão de Julio e Ruy), o nosso amigo diretor, só se zangou quando um contínuo serviu café aos censores. Voltei para a minha mesa e continuei a escrever, como se nada estivesse acontecendo. Sem alternativa, eu e minha turma terminaríamos outra noite na Jussara (uma casa noturna que se tornou familiar para nós). Professor da USP, estudioso dos assuntos militares, Oliveiros Ferreira previu um longo e feroz  período de ditadura.
Para azar de todos nós, e a desgraça da democracia brasileira, o velho e sábio mestre Oli estava certo.
E o caro leitor, principalmente os da minha geração, de que se lembra da noite de 13 de dezembro de 1968? Lembra onde estava, como foi?
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Em tempo: estranhei o silêncio da grande imprensa, principalmente dos seus editorialistas, colunistas e blogueiros, sobre esta efeméride do AI-5.
Vale registrar que os principais meios de comunicação do país, quase todos, apoiaram vivamente o golpe de 1964.
Lembrar das nossas tragédias é importante para não repeti-las, como ficou claro no livro "Brasil Nunca Mais", que relata as maiores atrocidades deste período triste da nossa história.  
Em tempo 2: recomendo a todos a leitura dos comentários de Enio Barroso Filho e de Vitor Buaiz, ex-prefeito de Vitória e ex-governador do Espírito Santo, grande figura e meu velho amigo. São pessoas assim que fazem a grandeza deste Balaio. 
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O pessimismo militante da velha mídia

19.12.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 17.12.13
Por Luís Nassif, na edição 777  

Reproduzido do blog do autor, 15/12/2013; intertítulo do OI

Dia desses conversava com o executivo de um grande grupo europeu, que não se conformava com o clima de pessimismo que via em meios empresariais brasileiros, como resultado da cobertura da velha mídia do eixo Rio-São Paulo. Comparava com Portugal e Espanha, desmanchando-se, com a União Europeia, estagnada, com os desastres na Irlanda e na Grécia. Aí, voltava-se para o Brasil com o mercado de consumo aquecido, o desemprego em níveis mínimos históricos, o investimento privado direcionando-se para os leilões de concessão. E me dizia que o Brasil era um país muito louco.
Há muitas críticas à condução da política econômica e vulnerabilidades que precisarão ser enfrentadas – especialmente o desequilíbrio nas contas externas. Mas nada que nem de longe se pareça com o quadro pintado nos grandes veículos. Aumentos de meio ponto percentual ao ano nos índices inflacionários são tratados como prenúncio de hiperinflação; acomodamento das vendas do varejo, em níveis elevados, como prenúncio de recessão.
No fundo desse pessimismo renitente há uma guerra política inaugurada em 2005 que, quase nove anos depois, continua sacrificando a notícia no altar das disputas partidárias.
Muito a melhorar
É significativa a cobertura, em um jornal econômico relativamente equilibrado, do discurso de Dilma Rousseff em um evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O primeiro parágrafo é dedicado ao discurso de Dilma, à necessidade de uma indústria forte, de não transformar o país em uma mera “economia de serviços”. Em seguida, mencionou programas exitosos, como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e ao Ciência Sem Fronteiras.
Se Dilma permanecesse no encontro, continua a matéria, iria colher relatos bem diferentes sobre o que mencionou. É entrevistada então a superintendente de uma empresa de eletrodomésticos que diz que os programas são bons, “mas chegaram atrasados”. “O problema é que não temos nenhuma garantia de que o empregado no qual investimos tanto seguirá na companhia”, é a reclamação. E sugere a criação de uma “bolsa emprego”, destinada a premiar o funcionário que permanecer mais tempo na empresa.
O que isso tem a ver com a Pronatec? Nada. É um problema interno da empresa, de gestão de recursos humanos em uma economia aquecida, mas que é utilizado como contraponto ao que parecia ser excesso de otimismo na abertura da matéria.
É um entre muitos exemplos do pessimismo militante que recobriu a cobertura econômica da velha mídia nos últimos anos. E que acaba comprometendo a crítica necessária sobre os pontos efetivamente vulneráveis da política econômica e do processo de desenvolvimento brasileiros.
Na sexta-feira [13/12], a mesma CNI divulgou a pesquisa CNI-Ibope. Os que consideram o governo bom e ótimo saltaram de 37% para 43% em relação ao último levantamento, de setembro. Desde julho, o crescimento foi de 12 pontos percentuais. O percentual dos que aprovam a maneira de Dilma governar aumentou de 54% para 56%.
É evidente que há muito a melhorar no ambiente e na política econômica. Mas quem está em crise exposta, hoje em dia, é certo tipo de jornalismo que acabou subordinando o senhor fato a disputas políticas menores.
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Luis Nassif é jornalista
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Corrupçáo em Caruaru: suplentes assumem mandatos de presos

19.12.2013
Do BLOG DA FOLHA
Por Branca Alves

Após a posse, os suplentes começaram oficialmente sua atuação 
 (Foto: Blog Mario Flávio/Reprodução)
Perto do fim da Legislatura de 2013, os suplentes dos vereadores presos, em Caruaru, tomaram posse em reunião extraordinária, nesta quinta-feira (19). As prisões foram resultados da operação denominada “Ponto Final”, com o objetivo de prender pessoas suspeitas de envolvimento em esquema de corrupção, roubo de carros e falsificação. As informações são do Blog do Mário Flávio.

“Nós recebemos uma ordem judicial, e poderíamos ter reunido os suplentes em reunião fechada para dar a posse, mas das as circunstâncias do afastamento dos dez vereadores e à repercussão junto à população, decidimos realizar a reunião extraordinária”, explicou o presidente da Câmara de Vereadores do município, Leonardo Chaves (PSD).

Após a posse, os vereadores começaram oficialmente sua atuação. No entanto, não se trata de cassação dos mandatos, já que se trata de um afastamento provisório do exercício dos parlamentares presos. Caso algum vereador consiga habeas corpus para soltura, será necessário que a presidência da Câmara aguarde notificação judicial para informar se o parlamentar poderia retomar o mandato. Os suplentes empossados passam a receber o vencimento a partir da posse, no lugar dos presos.

PROJETOS
 
Em relação à apreciação dos últimos projetos da Legislatura, uma reunião acontece na tarde desta quinta-feira (19), com suplentes e o departamento jurídico da Casa para que sejam repassadas orientações sobre o Regimento Interno e a respeito dos projetos que entram na súmula da reunião ordinária desta noite.

De acordo com o secretário jurídico da Câmara, Bruno Martins, as informações devem ser passadas, mas caso haja pedidos de vista sobre os projetos, a última reunião do ano será agendada para a próxima segunda-feira (23).

Confira a lista dos suplentes:

Joel da Gráfica (DEM)
Rosimery da Apodec (DEM)
Alecrim (PSD)
Rodrigues da Ceaca (PRTB)
Carlinhos da Ceaca (PPS)
Nino do Rap (DEM)
Duda do Vassoural (DEM)
Jaélcio Tenório (PRB)
Tenente Tibúrcio (PMN)
Pastor Carlos Santos (PRB)
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Fonte: http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=143675

Chuvas causam 15 deslizamentos no Recife

19.12.2013
Do portal do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Foto:  Johnata Paulo/Facebook/Colaboração
Foto: Johnata Paulo/Facebook/Colaboração
Por conta das fortes chuvas que atingem o estado nesta quinta-feira (19), a Secretaria-Executiva de Defesa Civil do Recife registrou, até as 12h, 15 deslizamentos de terra de pequeno porte. Não houve feridos e não foi necessária a remoção das famílias dos locais.

Chuvas desta quinta-feira já superam em 50% média prevista para dezembro  
Chuvas causam deslizamentos de barreiras e quedas de árvores no Recife  
Apac prevê mais chuvas com intensidade moderada em todo estado  
Chuva deixa ruas alagadas na Zona Norte
 
Segundo o órgão, os deslizamentos foram registrados em Nova Descoberta, Dois Unidos, Passarinho, Brejo da Guabiraba, entre outros. Nas últimas 24h, a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) registrou 113.1 mm de chuvas só no Recife. De acordo com a meteorologia, a previsão do tempo indica chuva contínua ao longo do dia com intensidade variando de moderada a forte.

Durante a manhã, a Prefeitura do Recife realizou 68 vistorias em áreas de risco. Foram colocados 4.840 metros quadrados de lonas de plástico em 21 pontos da cidade com o objetivo de minimizar os impactos da chuva.

Equipes da Defesa Civil do Recife estão de prontidão e podem ser acionadas 24h através do 0800 081 3400. O atendimento é gratuito.

Causas
A Apac ainda emitiu um alerta hidrometeorológico explicando as causas das fortes chuvas que atingem o estado. De acordo com o órgão, as áreas de instabilidade são formadas por um sistema meteorológico denominado Zona de Convergência do Atlântico Sul, que está formando nuvens convectivas em Pernambuco.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2013/12/19/interna_vidaurbana,480631/chuvas-causam-15-deslizamentos-no-recife.shtml

Corte de gastos públicos é fome. Vamos assumir isso?

19.12.2013
Do blog TIJOLAÇO, 18.12.13
Por Fernando Brito

deficit
A análise feita hoje por Gustavo Patu, na Folha, sobre o esboço de programa de governo que será lançado por Aécio Neves contém uma das mais cortantes – e menos ditas – verdades sobre a política econômica.
“A máquina estatal agigantou-se e passou a consumir recursos escassos que deveriam estar servindo à melhoria da qualidade de vida dos brasileiros”, nas palavras do documento tucano, é um diagnóstico fácil e falso.
Praticamente toda a expansão do gasto público nos últimos anos é explicada pela área social, o que torna o tema muito mais complexo politicamente.
Os principais responsáveis pela deterioração das contas públicas são os programas de transferência de renda –caso de aposentadorias, seguro-desemprego e Bolsa Família– e a educação.”
O Tijolaço  já tinha feito, duas semanas atrás, esta demonstração, com dados levantados pelo próprio Gustavo Patu.
A conversinha de reduzir o número de ministérios é pra boi dormir, pode economizar, no máximo, duas ou três dezenas de milhões  numa conta que sobe a centenas de bilhões de reais.
Corte nos gastos sociais, para valer, teria de ser feito em duas frentes.
A primeira, o fim do aumento real do salário-mínimo – e, com ele, das pensões e as aposentadorias e pensões.
A segunda, o fim das desonerações fiscais concedidas à indústria e do crédito aportado, via Tesouro Nacional, aos programas de financiamento de moradias e da indústria, realizado através de aportes à Caixa e ao BNDES .
É essa a questão essencial se desejam aumentar o superavit primário, esta perna da sacrossanta instituição do tripé econômico.
Não existe almoço grátis, já dizia o papa do neoliberalismo, Milton Friedman.
Neste caso, para cortar os gastos públicos em tal grau, será necessário tirar o almoço de milhões de pobres.
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ANDREIA NEVES,irmã de Aécio Neves, MANDA grampear Jornalista em MINAS GERAIS

19.12.2013
Do blog ONIPRESENTE, 14.12.13

Vejam, abaixo, o relato da vítima:

Geraldo Elísio Machado Lopes

Carta aberta senhora Andréa Neves, ao Poder Judiciário de Minas Gerais e à Polícia Civil de Minas Gerais e para que o Brasil e o mundo tomem conhecimento das arbitrariedades ocorridas em Minas Gerais, Estado Federado Brasileiro.

Na Medida Cautelar 02413.124809.8, constante do Inquérito 212.002031254-001, entre as páginas 77 a 96 tomo conhecimento de que atendendo a pedido do Delegado de Polícia Pedro Paulo Uchoa Fonseca Marques, do Departamento de Investigações de Crime Contra o Patrimônio – Delegacia Especializada de Crimes Cibernéticos , Av. Nossa Senhora de Fátima , n° 2.855, Carlos Prates, Belo Horizonte, Minas Gerais, conversas telefônicas minhas foram gravadas entre ouras, atendendo a pedido do promotor Mário Konich Higuchi Júnior, dando cobertura à solicitação da autoridade policial com autorização expedida pela juíza Lucimeire Rosa. Ordens de grampo foram expedidas para as operadoras Claro, Oi, Vivo, Tim e GVT. Foram conversas que em nada me comprometem. Algumas delas conversando com uma ex-colega no período em que eu também trabalhei no site www.novo ,jornal.com. Outra com o insigne deputado federal delegado Protógenes Queiroz (PC do B/SP), licenciado a Polícia Federal. Com a ex-colega como eu hoje ex-participante da equipe acertava detalhes técnicos da postagem. Com o deputado Protógones buscava notícia.

Andrea Neves, você horrorosa de alma e caráter por que em vez de se preocupar com um cidadão de bem como eu não se preocupa com o tráfico a envolver Minas Gerais, de uma só vez 450 quilos de pasta de cocaína e uma tonelada de maconha apreendida quase na mesma época. Existe algum familiar seu que possa estar envolvido. Explique os dois bilhões gastos com a publicidade. Explique se o seu irmão Aécio é ou não é um drogadicto. Leia o discurso de posse do doutor Tancredo Neves. Para ele “O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade.”

Delegado Pedro Paulo Uchoa Fonseca tal situação além do aumento da criminalidade não o preocupa? Senhor promotor Mário Konich Higuchi Júnior e meritíssima juíza Lucimeire Rosa, o gesto de vocês foi inócuo! Quando fui editorialista do Novojornal dezenas de vezes coloquei à disposição da Justiça a quebra de meu sigilo telefônico, bancário e fiscal, desde que as ínclitas autoridades que acredito não se enquadram no perfil de bandidos de toga afirmado pela senhora ministra Eliana Calmon, ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça - CNJ o façam também junto com a senhora Andréa Neves. 
A senhora ministra Eliana Calmon falou em tese e sem nominar, não serei eu quem dirá nomes. Reitero a oferta de abertura de todos os meus sigilos e desde já adianto os senhores encontrarão carências, das quais se não tenho motivo para me orgulhar a mínima razão não tenho para me envergonhar por que ninguém tem nada a ver com a minha vida privada. Se os senhores e senhora queriam descobrir fontes jornalísticas cometeram um crime ao ofender a Constituição Brasileira que garante aos profissionais de imprensa esta prerrogativa. Os senhores expuseram ao Brasil que usam grampos envolvendo até mesmo ínclitos parlamentares federais, no caso o delegado Protógenes Queiroz. . Não deixarei de comunicar isto ao CNJ e a quem mais se faça necessário.

Quem nada deve nada teme e eu não tenho medo nem de violências físicas, pois qualquer coisa que me aconteça fora do natural todos saberão de quem a culpa ou mando. Vergonha deslavdq!

Cordiais saudações “de um homem denominado Pipa Pau”, como consta da degravação da indecente espionagem. Pica Pau é o apelido carinhoso pelo qual me chamam os amigos. Podem se não quiserem intimidade o que me honrará me chamarem de Geraldo Elísio Machado Lopes. – Repórter.
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SESSÃO DO CONGRESSO DEVOLVE MANDATO DE JANGO

19.12.2013
Do portal BRASIL247, 18.12.13
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Demitido em MG, Amaury nega que Privataria foi resposta a Pó Pará

19.12.2013
Do blog VI O MUNDO, 18.12.13
Por  Luiz Carlos Azenha

Luís Nassif publicou em seu blog um artigo sobre a desistência de José Serra da corrida eleitoral de 2014. Nele, sugere que o livro A Privataria Tucana, do repórter Amaury Ribeiro Jr., que vendeu 150 mil exemplares, foi uma resposta ao artigo Pó Pará Governador, do falecido Mauro Chaves, homem ligado a Serra, em O Estado de São Paulo, antes da definição de quem seria o candidato tucano ao Planalto em 2010.

Ou seja, depois do Pó Pará – uma referência nada discreta a hábitos de consumo — o grupo ligado ao hoje senador Aécio Neves teria respondido com o livro-bomba.

Defendo antecipadamente o Nassif de qualquer crítica: é uma especulação recorrente. Surgiu inclusive entre os comentaristas deste blog, logo que o livro foi lançado.

Amaury, como se sabe, foi vítima de intenso bombardeio durante a campanha de 2010. 

Responde hoje por suposta corrupção de funcionário público no episódio da violação do sigilo de parentes de José Serra, o que ele nega veementemente.

Pelo que contou no próprio livro e a amigos, o repórter era parte do embrião da campanha de Dilma Rousseff, convocado pelo publicitário Luiz Lanzetta.

Porém, por conta de uma disputa interna por influência entre os grupos do atual presidente do PT, Rui Falcão, e do atual ministro Fernando Pimentel, que é de Minas Gerais, o assunto foi parar na revista Veja, que em seu estilo tradicional turbinou a ideia de uma mansão mal assombrada em Brasília, cheia de tramas obscuras. Um repórter da Folha deu um upgrade ao caso. Adotando a teoria jornalística do “teste de hipóteses” de Ali Kamel, sustentou a existência de um “núcleo de inteligência” do qual o malévolo Amaury era a assombração principal. Esta, repito, é a versão de Amaury sobre o imbróglio.

Ele também sustenta que o famoso “dossiê” que teria desenvolvido contra José Serra era, na verdade, resultado de uma longa investigação da privataria tucana, que começou quando ele ainda era repórter do insuspeito — neste caso — jornal O Globo, do Rio de Janeiro.

Ou seja, o “dossiê” do “núcleo de inteligência” era um livro que vinha sendo escrito há alguns anos — e Amaury apresentou provas de que trabalhava no assunto faz tempo. Tinha obtido documentos importantes depois de ser processado pelo tucano Ricardo Sergio de Oliveira. Pediu “exceção da verdade”, ou seja, o direito a ter acesso a documentos sigilosos da CPI do Banestado, com o objetivo de provar o que escrevera sobre o tucano.

A amizade entre Amaury e Josemar Gimenez, diretor de O Estado de Minas, um jornal francamente aecista — que inclusive rebateu o Pó Pará, na época —  talvez explique as especulações sobre Amaury ter trabalhado para Aécio.

Desta vez encaminhei ao Amaury a pergunta por escrito. Eis a resposta, editada ao essencial:

“Como eu poderia trabalhar para o Aécio, se a primeira coisa que o exército dele, comandado pela general Andréa Neves, fez ao comprar (ou arrendar — com dinheiro público?) o Hoje em Dia foi pedir a minha cabeça?

Durante um ano e meio a minha coluna no jornal mineiro, assinada em parceria com o jornalista Rodrigo Lopes, foi o único espaço em toda era do tucanato mineiro a criticar os desmandos da família Neves em Minas. Foi por meio da coluna, por exemplo, que leitores tiveram conhecimento de que um laudo da PF comprovava que a famosa “Lista de Furnas”, que alimentava as campanhas dos tucanos, era verdadeira.

Na terça-feira dessa semana, uma dupla de comediantes comunicou ao Rodrigo Lopes que iria rescindir nosso contrato. “Até aí tudo bem. Eles já não estavam publicando a coluna. O problema é que eu tive de ouvir aquelas baboseiras, um deles disse até que já estava preparado para assumir a direção do New York Times”, relatou Rodrigo

Rodrigo disse não ter acreditado no que viu com os próprios olhos. O pupilo de Andréa teria transformado a sala de diretoria de redação num santuário de culto a ele mesmo. As fotos abraçado a economistas neoliberais e políticos tucanos tomam conta de todo ambiente. “Até em cima do sanitário tem foto dele”.

As sacadas geniais do novo chefe e de seu escudeiro já viraram motivo de piada em toda cidade. Ao se apresentar aos jornalistas da redação, mais uma vez manifestou seu ódio aos conterrâneos de Lula. “Aqui não tem esse negócio de fazer matéria a favor de nordestinos, não”.

Como bom tucano, deixou também bem clara sua visão em relação ao jornalismo investigativo. “Quem quiser investigar é que faça concurso para o Ministério Público”.

A toda poderosa general Andréa não se preocupou ao deixar rastros no negócio através do qual passou a controlar o Hoje em Dia.

Antonio Carlos Tardeli, um dos diretores do Grupo Bel, que assumiu o controle acionário do jornal, era do Departamento Estadual de Telecomunicações de Minas Gerais, o DETEL, quando o negócio foi fechado. Sua função era justamente fiscalizar os veículos de comunicação do Estado. Pouco dias antes, ocorreu outra coincidência: um rádio do grupo, localizada numa favela de Belo Horizonte, foi desapropriada pelo governo de Minas. O Tesouro desembolsou R$ 10 milhões para desapropriar o terreno onde vai ser construído um posto da Polícia Militar. É um caso para o Ministério Público investigar.

Agora só não venham me falar que eu trabalho para esse povo”.

Adendo do Rodrigo Lopes:  O Tardeli acumulava a função. Ele  era diretor de rádios do grupo Bel e presidente do Detel, órgão responsável pela fiscalização  dos veículos eletrônicos no estado. O conflito de interesse gerou um processo contra Tardeli. O Ministério Público apresentou denuncia contra Tardeli e Marco Aurélio Carneiro, que é o presidente do Grupo  Bel e amigo das antigas de Andrea Neves. No processo, que tramita na Vara da Fazenda de BH, o  Ministério Público pede o ressarcimento de R$ 400 mil. Tardeli foi assessor de  Pimenta da Veiga no Ministério da Comunicações, no governo FHC, era a raposa tomando conta dos ovos no galinheiro.

PS do Viomundo: Amaury diz nada saber sobre a denúncia de um site mineiro de que o esquema de Aécio teria conseguido plantar na revista IstoÉ, no fim-de-semana passado, uma reportagem atacando a testemunha-chave do mensalão tucano, Nilton Monteiro, que está preso em Minas sob acusação de coagir testemunhas num processo em figura como falsário. Fica o registro da coincidência de a reportagem ter sido publicada quase ao mesmo tempo em que saiu, aqui no Viomundoa entrevista da repórter Lúcia Rodrigues com Monteiro, feita num Fórum de Belo Horizonte.

Leia também:

Comparato diz que povo brasileiro só aparece no teatro das eleições — e fica na plateia
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