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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Irmão de Tuma Jr. afirmou que a ditadura ia matar Lula

09.12.2013
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
A edição desta semana da revista Veja lançou o livro Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado, de autoria do ex-secretário nacional de Justiça (2007-2010) Romeu Tuma Júnior. Na obra, o ex-delegado da Polícia Civil e ex-deputado acusa o ex-presidente Lula de ter sido “informante” da ditadura militar (1964-1985).
Essa historieta de Tuma Júnior – entre outras que conta em seu livro recém-lançado e que, por si só, é altamente inverossímil, pois Lula foi um notório antagonista da ditadura e se projetou na política justamente por tê-la enfrentado com destemor –, ganha, agora, um novo componente que a torna ainda mais frágil.
Reportagem do portal UOL sobre a missa de sétimo dia do ex-senador Romeu Tuma, falecido em 2010, mostra que a ocasião foi marcada por uma revelação: o irmão de Tuma Júnior, o médico Rogério Tuma, ao discursar para os presentes contou, emocionado, que o pai salvou Lula de ser assassinado pelo regime militar.
Ora, se um dos filhos de Romeu Tuma diz que ouviu do pai, quando vivo, que a ditadura queria assassinar Lula – obviamente pelo notório enfrentamento que lhe deu –, como é possível que tenha dito ao outro filho (Tuma Júnior) que Lula serviu a essa mesma ditadura como “informante? É óbvio que um dos dois está mentindo.
Confira, abaixo, a reportagem do UOL em que o médico Rogério Tuma faz a revelação supracitada. A dica do vídeo é do leitor Nelson Efraim
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PRECONCEITO SOCIAL:Moradores de rua são humilhados em Florianópolis: "Fora! Não precisamos de mendigos"

08.12.2013
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Protesto em Florianópolis pede "Fora mendigos!". Habitantes da praia da Canasvieiras, preocupados com o turismo local, exigem saída de moradores de rua

Segurando cartazes como “Não precisamos de mendigos: Fora!”, moradores da região da praia da Canasvieiras, em Florianópolis, protestaram contra a presença de pessoas em situação de rua na cidade.
A praia é uma das preferidas de turistas argentinos, que costumam lotar os hotéis da região e o turismo é a principal preocupação dos “incomodados”. “Estamos tentando limpar a praia para a chegada do turista. Isso está queimando nossa imagem”, afirmou Luciana da Silva, uma das organizadoras do protesto, àFolha de S. Paulo.
No blogue SOS Canasvieiras, organizado por moradores da região, em um texto intitulado “Turismo Insustentável”, os insatisfeitos desfilam uma série de argumentos para que se expulse a população de rua da região. “Não podemos deixar esta situação se agravar, porque junto vem a sujeira, as drogas, os desentendimentos e até os homicídios, comprometendo a nossa qualidade de vida e a fama negativa perante o Brasil e o mundo”, afirma o autor.
Em outro trecho, a preocupação com a “vocação pelo turismo” do bairro é lembrada. “Mas não é este tipo de turistas [moradores de rua] que precisamos e queremos, nem na baixa temporada, nem na temporada de verão”. Para encerrar, o autor exalta a cobertura por parte da imprensa. “Até a grande mídia tem noticiado o “descarte” de seres humanos, ditos mendigos, aqui em Canasvieiras.”
“Importação”
Sites de notícias locais, como o Tudo Sobre Floripa, noticiam uma “suposta importação de  mendigos”. “Segundo o secretario Alessandro Balbi Abreu, a denúncia partiu de um morador do local. Ele contou que a prefeitura de Balneário Camboriú, no litoral Norte, teria despejado mendigos daquela cidade em Canasvieiras”, diz a reportagem.
Folha de S. Paulo afirma ter flagrado, durante a manifestação, um cartaz que reclamava da “importação” de pessoas em situação de rua, motivado pelas: “Balneário Camboriú, para de jogar mendigos na nossa praia (que vergonha)”.
O caso da “suposta importação” deve ser alvo de uma “abordagem” do Ministério Público e da Polícia Militar para se descobrir a origem dessas pessoas em situação de rua. Em entrevista ao Tudo Sobre Floripa, o secretário municipal de Assistência Social de Florianópolis, Alessandro Balbi Abreu, demonstrou preocupação. “O problema é que eles não querem ser ajudados, porque essa época é muito rentável pra eles.”
Um novo protesto contra a a presença das pessoas em situação de rua na praia da Canasvieiras está marcado para a próxima quarta-feira (11).
Igor Carvalho, Revista Fórum

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Privilegiados e perseguidos

09.12.2013
Do blog ESQUERDOPATA
    No país da novilíngua, direito assegurado em lei é tratado como privilégio


    Há muito tempo nós sabemos que o uso de palavras inadequadas é uma das formas menos inocentes e mais eficazes de manipulação política.

    Permite esconder a realidade, confundir o cidadão comum e estimular reações que não têm apoio nos fatos.  

    Estudioso aplicado dos regimes stalinistas, a quem acusava de manipular uma ideologia igualitária criada pelo pensamento comunista para construir uma  ditadura opressiva, George Orwell criou o termo novilíngua para explicar o fenômeno.

    Com isso, explicava, era possível fazer uma coisa – e fingir que se praticava seu oposto.  

    Cinco décadas depois da morte de Josef Stalin, velhas técnicas stalinistas de propaganda foram despidas de sua origem primeira e servem a qualquer causa, a qualquer ideologia, mesmo a mais conservadora: esconder  fatos desagradáveis, falhas humanas, gestos incoerentes, contradições e mesmo mentiras.

     É tudo retórica. Seu método, no entanto, é o mesmo. Consiste em usar uma questão real para deformá-la ao sabor de propósitos  e conveniências de momento.  

     No Brasil de 2013 a novilíngua está na primeira página dos jornais.

    Empregar o termo “privilegiados” para se referir aos condenados na ação penal 470 e usar a expressão “privilégios” para se referir às condições no presídio da Papuda é prestar um favor desnecessário às autoridades comandadas por Joaquim Barbosa.

    Um exame criterioso dos fatos mostra que, pelo contrário, desde o início o STF tomou  um conjunto de medidas jurídicas que é adequado classificar como perseguição em vez de prestação de favor ou benefício indevido.

    Já era absurdo falar em privilégio para cidadãos condenados num julgamento “exemplar” onde foram aceitas várias medidas excepcionais e nada exemplares. Para quem ainda fica surpreso quando lê isso, vamos recordar rapidamente. Quem já está cansado de ouvir os argumentos, pode pular para o final do ítem “F”.  

     A) Negou-se o direito a um duplo grau de jurisdição, garantia constitucional reservada a todo brasileiro que não tem foro privilegiado e assegurado aos mensaleiros PSDB-MG  e também no DEM do Distrito Federal.

     B) Na falta de provas capazes de demonstrar a culpa dos réus além de qualquer dúvida razoável, aceitou-se uma teoria exótica, do domínio do fato, que não tem a mais remota ligação com o caso em questão.

     C) As penas foram agravadas artificialmente, em debates onde se disse, explicitamente, que a prioridade era garantir que os réus fossem encarcerados – e não que a justiça deveria ser feita.

     D) Os réus foram acusados de desviar R$ 73,8 milhões do Banco do Brasil mas a própria instituição nega, oito anos depois da denúncia, que qualquer centavo tenha sido extraído indevidamente de seus cofres.

     E) Os petistas foram acusados de encobrir o esquema através de contratos fictícios com o Banco Rural mas a Polícia Federal garante que foram verdadeiros e envolviam empréstimos reais.  

     F) investigações que poderiam ajudar na inocência de determinados réus até hoje se encontram sob segredo de justiça. O julgamento já acabou e o segredo continua.

     Também é errado falar em privilégio na fase de execução das penas. Presos num feriado de 15 de novembro, até hoje réus com direito a cumprir pena em regime semiaberto são mantidos em regime fechado – a última novidade é avisar que mesmo quem tiver conseguido trabalho fora da prisão deverá, em nome da” igualdade,” aguardar no fim da fila pelo exame de seus pedidos. Sabemos o que isso significa, certo? Também sabemos que o fatiamento dos mandatos de prisão foi anunciado como uma medida que iria beneficiar os réus. Na prática, o que se vê é uma forma de garantir que fiquem em regime fechado – de qualquer maneira.

     Os presos foram deslocados para a Papuda em dia de feriado nacional, num esforço obvio para usar seu infortúnio – a perda de liberdade é sempre um infortúnio para cidadãos convencidos de seu valor,  certo? -- como ilustração para um evento de propaganda.

     Um preso como José Genoíno está proibido de dar entrevistas, o  que   atenta contra a liberdade de expressão.

     Que privilégios são estes?  

     Na realidade, o que se quer é negar o direito de uma pessoa pelo fato de que nem sempre ele se encontra ao alcance de todos.

     Equivale a obrigar um cidadão a pagar,  como indivíduo, pelas irresponsabilidades e omissões acumuladas por gerações e gerações que estiveram a frente do Estado.

     Qualquer calouro de ciência política sabe que, num país onde a distribuição de renda e a desigualdade seguem uma tragédia, a luta pela igualdade é necessária e positiva.

     Mas, na situação atual, basta que os meios de comunicação, que definem o que é a opinião publicada, que muitos confundem com a opinião pública, tenham disposição de dar crédito a novilíngua quando ela convém. Pela falta de um componente indispensável a seu trabalho, o espírito críticos, eles  referendam a manipulação do “privilégio” e do “privilegiado.”

     Na ficção de Orwell, a função do ministério da Verdade era divulgar mentiras, não é mesmo?

     Só quem nunca abriu um gibi de sociologia acredita que a vida real é um simples decalque das planilhas de renda do IBGE.

     A experiência demonstra que uma pessoa pode ser privilegiada, do ponto de vista econômico e social, mas perseguida – até com violência -- do ponto de vista político.  

     Milionário, o empresário Rubens Paiva foi preso, torturado e massacrado num ritual animalesco sob o regime militar.

     Mortos com um tiro na nunca, na guerrilha do Araguaia, quando estavam desarmados e dominados, dezenas de militantes do PC do B haviam saído de famílias de classe média, tinham diplomas universitários e seriam, em comparação aos demais brasileiros, cidadãos privilegiados.

     E até hoje o Estado brasileiro não foi capaz de dar qualquer notícia sobre o paradeiro de Rubens Paiva nem desses estudantes do Araguaia,  situação que transforma a dor de seus familiares num sofrimento idêntico ao dos parentes de Amarildo, o humilde pedreiro torturado e morto pela PM numa favela do Rio de Janeiro em 2013.

     Nenhum torturador de Rubens Paiva foi preso, nem julgado nem condenado. Idem para os estudantes do PC do B. Idem, possivelmente, para os carrascos de Amarildo.

    Centenas de milhares de brasileiros são vítimas, todos os dias, da incompetência da policia para prender e controlar a violência de criminosos comuns. Milhões de mandados de prisão destinados a prender ladrões de automóvel, assaltantes de resistência, quadrilhas de sequestradores, não são cumpridos.

    Vítimas de assalto e de roubo muitas vezes sequer se animam a fazer qualquer denúncia porque tem certeza de que será inútil – ou mesmo arriscado, caso tenham de identificar suspeitos.

     Estrutura de classe? Privilégio?

     Do playboy Doca Street ao doutor Osmany Ramos, sem falar em vários casos de médicos-monstro de nossos consultórios, e até banqueiros especialmente inescrupulosos, o inferno de nosso sistema prisional possui exemplos de habitantes dos degraus superiores que foram colocados atrás das grades.  Embora a impunidade seja grande, vez por outra até figurões do judiciário são apanhados e denunciados.

     O discurso contra o privilégio dos prisioneiros da ação penal 470 também alimenta  uma operação de marketing político. É uma arma eleitoral, na realidade.

    Procura associar a condição de riqueza e privilégio econômico a lideranças de um governo que tem um histórico reconhecido de combate a desigualdade na renda e na ampliação das oportunidades para os mais pobres. A tentativa é mostrar que todos os governos são iguais e que nenhum político tem valor.

     É aquilo que os estudiosos chamam de desconstrução.

     E assim voltamos ao período em que nasceu a novilíngua. Foi o tempo dos Grandes Expurgos, quando, através da violência e da ditadura, Josef Stalin eliminou uma geração inteira de combatentes e lideranças  da vida política da antiga União Soviética e consolidou um poder absoluto que manteve até a morte, quase vinte anos depois. 

    “Morte aos cães!” gritava o procurador geral, Andrey Vichinsky. Aos condenados, punidos com a pena de morte, exigia-se que aceitassem suas penas, admitissem suas falhas, confessassem erros e, em especial, traições. Sim, esta palavra, traição, era essencial. O importante, de qualquer modo, era que morressem depois de confessar.  Não podia haver ilusão quanto a seu destino na história. Estavam condenados e precisavam admitir sua culpa, sua falha, sua fraqueza.

    É assim que, 80 anos depois, em outro país, em outro contexto, sob outro regime, se fala em privilégios e privilegiados. É uma parte importante dos combatentes da ditadura, onde se encontram, e eu duvido que seja pura coincidência, os mais decididos, mais resolutos, mais corajosos, aqueles que mais estiveram comprometidos com mudanças reais e com a construção de uma democracia de conteúdo social, aliada dos mais pobres, dos excluídos, dos negros, que devem ser silenciados.

    Um quarto de século depois da democratização do país, os brasileiros convivem, pela primeira vez, com um sistema plítico onde a polarização política reflete, menos remotamente do que gostariam nossos sociólogos da aristocracia, uma certa divisão de interesses de classe na sociedade. Não vamos criar fantasias nem caricaturas. Todos sabemos dos limites e falhas inesquecíveis do governo Lula-Dilma desde 2003.

    Mas eu acho difícil negar que, apesar disso, os brasileiros  vivem uma situação nova na sociedade, onde as camadas inferiores obtiveram  direitos e conquistas.

     Deixo para os historiadores e os eruditos verdadeiros e independentes, que não estão na folha de pagamentos da novilingua industrial, nem usam uma bola de cristal de uma cigana sobrancelhuda que só faz profecias para anunciar desastres, a tarefa de encontrar um outro governo, em nossa história, que tenha demonstrado um empenho tão profundo com a preservação do emprego, a melhoria do consumo e a distribuição de renda. Num período de capitalismo de abismo, este é o grande diferencial, a primeira fronteira, o ponto de partida, a luta inicial. É a resistência, num universo onde economistas do Estado mínimo dizem que comer bife todo dia é extravagância.  

     É por causa disso que palavras fora do lugar, como “privilégio” e “privilegiados” têm tanta importância. É ali que está o alvo a ser atingido pela novilíngua.

    Não são os prisioneiros, alguns competentes, outros trapalhões, outros as duas coisas. Talvez até haja corruptos entre eles, vamos admitir, até porque sabemos que podemos encontrar essas pessoas em todos os cantos de nosso universo político, em casos até mais cínicos e escancarados. Mas nós sabemos que, sem provas, isso é igual a nada.

     O que se quer, muito simplesmente, é impedir o debate sereno de fatos e provas que podem mostrar o que houve – e não aquilo que se quer fazer acreditar que aconteceu no julgamento da AP 470. 
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    TRENSALÃO TUCANO: Homens ao mar no PSDB

    09.12.2013
    Do BLOG DO MIRO, 08.12.13

    http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/

    Por Antonio Lassance, no sítioCarta Maior:

    O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg. Seus dirigentes continuam dando declarações de que não irão afundar de maneira alguma. Mas a verdade é que sentem o frio percorrer a espinha. As más notícias das pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais são o de menos. Aquilo que realmente os apavora é o ataque sofrido ao que têm de mais caro, Minas Gerais e São Paulo, sua república particular do café com leite.


    Em 2014, terão pela frente, de um lado, o julgamento do seu próprio mensalão, o original e que deu origem à série, no Supremo Tribunal Federal - STF. De outro, sofrerão as investigações da Polícia Federal sobre o trensalão paulista - denúncia de cartel, superfaturamento de obras públicas e pagamento de propina a dirigentes em altos postos de comando no governo paulista. Perto do propinoduto dos paulistas, o mensalão mineiro é brincadeira de criança.

    Sabedores de que têm sérias avarias no casco, já existe um plano B. É simples, curto e grosso. Se houver pressão da opinião pública que aprofunde ainda mais a desmoralização que já vêm sofrendo, e se não conseguirem suficiente blindagem midiática e do Ministério Público, terão que sacrificar alguns de seus membros para serem devorados.

    Vão, portanto, desovar em alto mar a carga que considerarem podre. Pretendem se livrar do peso morto e, ao invés de lançar botes e coletes salva-vidas, o plano dos comandantes é usar megafones para alertar os tubarões, dizendo: “olhem eles ali! Encham o estômago e nos deixem em paz”. Quanto mais forem fustigados, mais carne estarão dispostos a sacrificar.

    Eduardo Azeredo e José Aníbal são sérios candidatos a serem expulsos. Ambos são considerados figuras isoladas e difíceis de se defender. São os primeiros da fila para andar na tábua. A coisa se complica quando se fala em Aloysio Nunes, que é muito ligado a José Serra e a Fernando Henrique. Mas há informações de que a Polícia Federal tem documentos suficientes para colocá-lo em péssimos lençóis.

    A alta cúpula do tucanato sabe que houve corrupção em larga escala. O que não contava é que isso se tornasse tão evidente. Já se avalia que algumas provas do escândalo são incontestáveis e que haverá delatores suficientes para enrascar algumas de suas maiores lideranças até o pescoço, com crueza de detalhes.

    Na fissura do salve-se quem puder, o PSDB quer evitar a estratégia adotada pelo PT. O PT assumiu que houve irregularidades, mas rechaçou peremptoriamente a prática de crimes. Se solidarizou com os acusados e atacou quem os condenou. Os tucanos que estão com os nomes jogados na lama serão abandonados – lama é apenas uma maneira de dizer, trata-se de algo bem pior.

    O partido que ajudou a envenenar o poço agora vê que não pode reclamar de beber da água. 

    A tentativa de se distinguir dos petistas será vendida como um ato de desprendimento em relação aos seus malfeitores. A questão, no entanto, não tem qualquer fidalguia.

    A acusação mais grave que os petistas sofreram no STF foi a de atentar contra o Estado democrático e o funcionamento das instituições. Segundo o delator, Roberto Jefferson, o dinheiro amealhado teria sido distribuído a parlamentares de partidos para a compra de votos no Congresso - por isso o apelido de mensalão. E os tucanos? O que poderão dizer de um escândalo envolvendo a construção de um metrô que teve, como destino final, dinheiro guardado em contas bancárias na Suíça? Não é política. Tem cara, cheiro e cor de enriquecimento. Não é poder, é dinheiro. Não é mensalão. É propina.

    Os petistas estão indignados e querem seus dirigentes de volta. A condenação de José Dirceu, Genoíno e Delúbio uniu até quem passou a vida fazendo oposição a eles dentro do PT. Os tucanos estão divididos e querem defenestrar aqueles que foram pegos com a mão na massa, pelo menos seus operadores, porque já sabem que deles não podem esperar qualquer reciprocidade partidária.

    O PT trata seus três mosqueteiros como heróis - o quarto, João Paulo Cunha, está a caminho. 
    O PSDB está fazendo sua lista de párias para publicá-la a qualquer momento.

    Realmente, são duas coisas completamente diferentes. Enquanto o PT cospe fogo, o PSDB se prepara para engolir espadas.

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    PRECEDENTES: Efeito 'Joaquim Barbosa': preto e pobre condenado sem provas

    09.12.2013
    Do portal REDE BRASIL ATUAL
    Por  Helena Sthephanowitz 

    negro na cela.jpg
    Depois do mau exemplo dado pelo STF, bastaria a um juiz formar sua própria opinião sobre a culpa do acusado
    Quando o Supremo Tribunal Fedeal (STF) condenou sem provas os réus do chamado mensalão, não foram poucos os juristas que alertaram para o mau precedente que se reproduziria nos tribunais do Brasil afora, sobretudo aos suspeitos de sempre: pretos, pobres e prostitutas. Depois do mau exemplo dado pelo STF, bastaria a um juiz formar sua própria opinião sobre a culpa do acusado, buscar na literatura jurídica uma tese para dar lhe respaldo e mandar às favas as dúvidas e a falta de provas conclusivas.
    Essa jurisprudência já fez uma vítima. No dia 20 de junho, na maior manifestação de rua deste ano no Rio de Janeiro, o morador de rua e catador de latinhas Rafael Braga Vieira, 26 anos, negro, com duas passagens anteriores na polícia por roubo, foi preso por dois policiais civis, perdido no meio da agitação, saindo de uma loja abandonada onde ele dormia.
    Carregava um frasco pequeno de desinfetante de limpeza e outro de água sanitária na mão. Os frascos estariam com pavio de pano semelhante a um coquetel molotov, segundo os policiais e o laudo pericial sobre o material apresentado para análise pelos policiais. Segundo o depoimento de Rafael e da defesa feita pela defensoria pública, os frascos estavam fechados com tampa, sem nenhum pavio na hora da apreensão.
    O laudo do esquadrão antibomba da Polícia Civil apontou que um dos frascos tinha água sanitária, sem oferecer nenhum risco. O outro continha álcool, mas "com ínfima possibilidade de funcionar como coquetel molotov” já que estavam em recipiente de plástico inquebrável, atestou o laudo.
    A defesa alegou que o acusado, morador de rua e catador de latinhas, sequer tinha o perfil dos manifestantes, sendo menos plausível ainda atribuir-lhe a conduta de radical incendiário. Por fim, lembrou que não se podia duvidar do comprovado comportamento de alguns policiais forjando provas para incriminar inocentes.
    Contudo, o juiz Guilherme Shilling Pollo Duarte, ao condenar Rafael a cinco anos de prisão, escreveu "... fiquei convencido de que a imputação veiculada na denúncia merece integral acolhimento... ", um ato falho que guarda alto grau de subjetivismo. Deu mais valor à interpretação dos fatos pela acusação do Ministério Público do que às dúvidas levantadas pela defesa.
    Em seus testemunhos, os policiais afirmam que o acusado entrou com uma mochila no prédio abandonado e saiu com os dois frascos na mão. Quando foi abordado o réu não soube explicar o que fazia com os frascos nas mãos, segundo os policiais. Na sentença o juiz conclui: "A negativa dos fatos, pelo acusado (...) evidenciam unicamente uma tentativa desesperada de esquivar-se das imputações formuladas (...), numa clara manifestação do exercício da autodefesa".
    Será que se o juiz conseguisse imaginar-se no lugar de um morador de rua, catador de resíduos, com antecedentes criminais, a conclusão seria outra? A autoridade policial e o Ministério Público deixaram buracos importantes na acusação. Por que não apreenderam a mochila para periciá-la? Por que não fizeram uma incursão na loja abandonada para ver se tinha mais material com potencial explosivo?
    E como explicar um frasco estar com água sanitária, comprovada na perícia? Se houvesse dolo, ou seja, a tentativa intencional de fazer coquetel molotov, haveria álcool nos dois frascos e não apenas em um. E por que não há nenhuma testemunha no processo que não sejam os dois policiais, se havia tanta gente na rua, para esclarecer se havia ou não o tal pavio na hora da apreensão?
    Por tudo isso há uma razoável dúvida nesta condenação de Rafael.
    Quando o Ato Institucional nº 5 foi editado, em dezembro de 1968, o então vice-presidente, Pedro Aleixo, foi o único a votar contra. Ao ser questionado se duvidava da integridade do presidente-ditador, general Costa e Silva, para negar-lhe mais poderes, Aleixo recorreu à questão institucional: “Não tenho nenhum receio em relação ao presidente, eu tenho medo do guarda da esquina”.
    Pedro Aleixo errou na falta de receio aos ditadores, mas acertou no medo que a ausência de direitos e garantias constitucionais produziria na conduta de autoridades de todos os níveis hierárquicos.
    Hoje a história se repete no Judiciário. Quando o STF negligenciou direitos e garantias constitucionais no julgamento do "mensalão" deu a senha para todos os juízes em todos os tribunais das esquinas do Brasil fazerem o mesmo. Liberou geral o "teje preso" para os suspeitos de sempre.
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    Pai protege filho durante confronto das torcidas de Vasco e Atlético-PR

    09.12.2013
    Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

    Em meio a briga de torcidas de Atlético-PR e Vasco, pai protege filho e pede para não tocarem nele

    pai filho briga torcida vasco atlético
    Pai tenta proteger o filho durante brutalidade entre as torcidas de Vasco e Atlético do Paraná (Foto: Pedro Kirilos / O Globo)

    Entre as cenas de brutalidade nas arquibancadas da Arena Joinville, durante a briga entre torcedores do Atlético-PR e do Vasco, a imagem de um pai protegendo o filho chamou a atenção. Nas fotos, um homem segura e abraça o menino ao mesmo tempo que pede calma e que ambos não sejam agredidos. Em uma das imagens, um torcedor do Furacão se aproxima do pai e do filho, que estavam com a torcida vascaína, e parece segurar a sua mão.

    A violência entre as duas torcidas aconteceu aos 17 minutos do primeiro tempo, quando o jogo foi paralisado pelo juiz. Não havia policiamento dentro do estádio. Nas cenas mostradas pela TV, os torcedores deferiram chutes, socos e até usaram barras de ferro.

    Quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas para o Hospital São José, em Joinville. Três torcedores do Vasco foram presos e indiciados por homicídio.

    Após uma hora e dez minutos de paralisação, o jogo recomeçou e o Vasco foi goleado por 5 a 1. Além da derrota, a equipe terminou na 18ª posição e foi rebaixada para a Série B 2014.

    Torcedor do atlético paranaense se aproxima de pai e filho
     Torcedor do atlético paranaense se aproxima de pai e filho

    Jornal Extra
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    Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/12/pai-protege-filho-confronto-vasco-atletico.html

    "MUAMBEIRO" E "MELIANTE". ESSE ERA TUMINHA EM VEJA

    09.12.2013
    Do portal BRASIL247
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