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sábado, 7 de dezembro de 2013

Reinaldo Azevedo e o pó parar, governador? – parte 2, a revanche

07.12.2013
Do BLOG DO ROVAI, 02.12.13
Por Renato Rovai

Em 2009, o então articulista de O Estado de S. Paulo, Mauro Chaves, escreveu um artigo cujo título era: “Pó parar, governador?” O texto caiu como uma bomba nos círculos tucanos e foi a senha, segundo consta, para que o então governador de Minas Gerais se retirasse da disputa presidencial. Mauro Chaves era próximo de José Serra.
Ontem um amigo estrela me enviou via inbox o artigo que segue de Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista Veja. Com o comentário: “você já viu isso?” Hoje meu amigo ave me ligou. E foi um pouco mais direto:
- O que eu te disse, maestro. Eu não faço você errar. Certamente você já leu o texto do Reinaldo Azevedo, né?
- Li sim, ave. Mas você acha que a ligação é assim tão direta…
- Tenho certeza. Ele é o melhor amigo do vampiro hoje na imprensa tradicional. Saem até para jantar…
- Mas isso também faço com vários políticos, ave.
- Maestro, anota aí, este é o “Pó parar, governador” parte 2, a revanche. O texto caiu como uma bomba no ninho. E vou te contar mais, os amigos las das minas acham que essa bola foi passada toda redonda pra ser publicada. Com cálculos, desenho, tudo muito ajeitadinho. É coisa de quem tem “inside information”, sacou?
- Saquei.
- Posso publicar?
- O texto do Reinaldo, claro maestro. E mande um abraço do ave pro seus leitores.
Com o abraço do ave, seguem trechos do texto do Reinaldo Azevedo. Quem quiser ler inteiro, vai ter de fazer uma visitinha no site dele. O Reinaldo não é creative commons. E eu não quero dor de cabeça.
“Qual é o busílis? O helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa que pertence ao deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG), a uma irmã e a um primo, foi flagrado pela Polícia Federal transportando 445 quilos de cocaína. Gustavo é filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG). Inicialmente, o Perrellinha afirmou que o piloto pegara o helicóptero sem autorização. Desmentido pelo advogado do rapaz, mudou a história. Teria dado um “ok”, versão endossada por Kakay, para que o outro dissesse um voo fretado — para ganhar uns trocos, vocês sabem…
Este rapaz, Gustavo Perrella, fazia o povo mineiro pagar o salário do seu piloto e o combustível do seu helicóptero
E foi aí que Gustavo e Kakay pisaram no tomate. Segundo as regras da Anac, aeronaves privadas — de pessoas ou empresas — não podem fazer voos comerciais, serviço privativo de táxi aéreo. Por isso, a agência decidiu abrir uma investigação. Na operação, piloto, copiloto e dois receptadores foram presos. A propósito: Rogério Antunes, o piloto, estava lotado no gabinete de Gustavo; era seu “assessor” e tinha um salário de R$ 1.700 pago pela Assembleia. Não para por aí: o deputado gastou R$ 11,2 mil de sua verba indenizatória para abastecer o helicóptero; Zezé, o pai — também ex-presidente do Cruzeiro —, torrou outros R$ 11,1 mil da verba do Senado. O aparelho, reitere-se, pertence à empresa da família.
Tudo muito estranho

Este que escreve não entraria num helicóptero nem debaixo de porrete. Se é pra voar, nada menos do que um jato — um amigo piloto lamenta a minha ignorância e a minha descrença nas leis da física; essa descrença só existe a alguns mil metros do solo, deixo claro… Muito bem! A história despertou a minha curiosidade.

O helicóptero da Família Perrella é um Robinson 66 (R-66). Não que eu esteja a fim de comprar um, mas fiz a lição de casa para vocês. É dos mais baratinhos. Por US$ 970 mil, vocês podem comprar um. Quem entende da área diz ser uma aeronave ideal para transportar pequenas cargas. Entendo.
Em seu depoimento, o piloto afirmou que o aparelho já saiu de Avaré, em São Paulo, carregando a droga. Fez uma viagem relativamente curta até o Campo de Marte. Dali seguiu para Divinópolis, em Minas, região onde fica a sede da empresa dos Perrella. Da cidade mineira, rumou para a fazenda no Espírito Santo, onde foi surpreendido pela Polícia Federal. Vejam o mapinha (do Jornal Nacional).
trajetória de helicóptero
O peso máximo para um R-66 sair do chão é 1.225 quilos — ocorre que só a aeronave pesa 581 quilos. Sobram 644. Desse total, devem-se descontar 224 kg do combustível. Sobraram 420. Notem: só a carga de cocaína (445 kg) já ultrapassou esse limite. Há ainda os dois pilotos — calculemos 140 quilos. A conta não fecha. Restaria uma possibilidade: o helicóptero não estar com a carga completa de combustível. Quanto teria de ser? Vamos pensar:

peso da aeronave – 581 kg
peso dos pilotos – 140 kg
peso da cocaína – 445 kg
soma – 1.166

Sobraram apenas 59 quilos para o combustível. Com 224 kg, segundo pesquisei, a autonomia do R-66 é de três horas, voando a 220 km/h. Assim, pode-se percorrer, chegando ao limite da pane seca (os prudentes não ousam tanto) 666 km. Huuummm… Regra de três: se, com 225 kg de combustível, pode-se voar 660 km, com 59 kg, voa-se, no máximo, 173,8 km.
Pois é… Vejam lá a rota do helicóptero. Entre Avaré e o Campo de Marte (também fui pesquisar), em linha reta, já são 265,8 km. Entre o Campo de Marte e Divinópolis, há 513 km — chega-se bem perto da autonomia do aparelho se tivesse saído com o tanque cheio. De Divinópolis até a fazenda no Espírito Santo, sempre em linha resta, há 393 km. Nada nessa conta fecha.
A minha hipótese é que o piloto pode não estar contando toda a verdade. O mais provável é que esse aparelho tenha sido abastecido em vários pontos ao longo da trajetória. E intuo que a droga entrou no helicóptero foi em Divinópolis mesmo, não em Avaré.”
Ou seja, o ave tem razão Reinaldo parece estar bem informado.
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Fonte:http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/12/02/reinaldo-azevedo-e-o-po-parar-governador-parte-2-a-revanche/

O "herói" que já foi "terrorista" Mario Magalhães não esquece: “enforquem Nelson Mandela”

07.12.2013
Do blog ESCREVINHADOR, 06.12.13
Nessa época, Mandela era chamado de "terrorista"
Perdão pelo azedume, em meio aos festejos pelo grupo café-com-leite do Brasil na Copa, a preocupação com o possível oponente duro nas oitavas-de-final e o lamento por Nelson Mandela.

Não deveria, mas ainda me assombro com tanta hipocrisia, como agora, com a morte do velho líder negro sul-africano. Muitas das bocas que hoje tecem loas à memória do velho combatente são herdeiras históricas daquelas que, com a CIA e numerosos governos alegadamente democráticos, no passado nem tão distante, avacalhavam Mandela como subversivo e terrorista.

Margaret Thatcher e seus discípulos ainda são celebrados como a luz que livrou o Reino Unido das trevas. Se dependesse de alguns thatcheristas, Mandela não teria nem saído vivo da cadeia. É o que lembrei meses atrás, no comecinho do blog.

Em homenagem a Nelson Mandela, reproduzo abaixo o post, documentado com o cartaz acima. Nem todas as lágrimas na despedida são sinceras.
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“Enforquem Nelson Mandela e todos os terroristas do Congresso Nacional Africano [ANC, nas iniciais em inglês]. Eles são açougueiros.”

O cartaz acima foi distribuído no Reino Unido no início da década de 1980, quando o líder negro sul-africano ainda amargava a prisão iniciada em 1962. A imprensa o atribuiu à Federação dos Estudantes Conservadores, vinculada ao Partido Conservador e sobretudo à primeira-ministra da época, Margaret Thatcher (1925-2013).

A senhora Thatcher também chamou Mandela de terrorista. O CNA era a organização política anti-apartheid à qual Mandela pertencia.

Mandela não foi enforcado e conquistou a liberdade em 1990. De 1994 a 99, presidiu a África do Sul, consagrando o fim do regime de segregação racial, a despeito da enorme desigualdade social que ainda persiste. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

No momento em que Mandela, velhinho, está internado em estado grave aos 94 anos, não custa lembrar que, se dependesse de alguns estudantes britânicos ditos civilizados, ele estaria morto há muito tempo.

Leia outros textos de Outras Palavras
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/mario-magalhaes-nao-esquece-enforquem-mandela.html#more-23377

Deputada Manuela depena o tucano Duarte Nogueira, o líder machista do PSDB

07.12.2013
Do BLOG DO ROVAI
Publicado por Renato Rovai 
O vídeo abaixo é uma resposta da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) a uma grosseria machista do deputado Duarte Nogueira, ruralista e líder da bancada do PSDB. Na ida do ministro José Eduardo Cardozo à Câmara dos Deputados para tratar do cartel que envolve o governo de São Paulo, Siemens e Alstom, o tucano insinuou que Manuela teria referendado a fala de Cardozo porque, segundo ele, “o coração tem razões, que a própria razão desconhece”.
Ou seja, desqualificou a posição da deputada pelo fato de ela ser ex-namorada do ministro. Manuela foi a tribuna e fez um discurso histórico contra o machismo escroto de tipos como Duarte Nogueira. Foi algo semelhante ao troco dado por Dilma ao senador Agripino Maia, quando este disse que se Dilma mentia na ditadura também poderia estar mentido ali na Câmara em seu depoimento. É um vídeo para ser amplamente divulgado. O mínimo que se pode dizer  é que o deputado Duarte Nogueira foi depenado por uma mulher, jovem e corajosa. Para um tipo machista como ele, não deve ser nada fácil. Não deixe de assistir.
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Fonte:http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/12/07/deputada-manuela-depena-o-tucano-duarte-nogueira-o-lider-machista-do-psdb/

Bíblia: sua fama, seu preço

07.12.2013
Do portal  GOSPEL PRIME
Por  Alan César Corrêa

Bíblia: sua fama, seu preçoBíblia: sua fama, seu preço
Especial “dia da Bíblia”
Meu pai conta que quando ainda garoto no Sul de Minas, ele e seus amigos sempre passavam distantes de uma casa que havia na fazenda. O motivo? Diziam que naquela casa havia um livro preto, chamado “Bíblia”.
Essa era a fama da Bíblia há algum tempo atrás. Muitos diziam até que se você a lesse ficaria louco. Eu tinha 14 anos quando comprovei isso, comecei a ler a Bíblia e fiquei louco,  por Deus.
Que a Bíblia é o livro mais vendido do mundo, todos já sabem, mas nem todos os meios de comunicação gostam de lembrar isso.
A revista Time, por exemplo, há alguns anos parou de colocar a Bíblia em sua coluna de livros mais vendidos. O motivo? Para evitar a redundância, eles disseram. Seria isso mesmo ou seria para não ajudar a promover a fama desse livro?
Mas fato é que a Bíblia permanece como o livro mais vendido do mundo.
Só no Brasil, em 16 anos de trabalho da Sociedade Bíblica Brasileira (SBB), foram produzidas 100 milhões de Bíblias. Muitas ficaram aqui, outras milhares foram exportadas para mais de 105 países.
Em um único ano, a SBB consome bobinas de papel suficientes para dar sete voltas em torno do globo.
Todas essas informações deixam qualquer cristão orgulhoso. Mas, nosso maior orgulho não é o fato de a Bíblia ser o maior best-seller, afinal, não praticamos a “bibliolatria”. Nosso maior orgulho é o fato de a Bíblia ser a Palavra de Deus.
Quanto vale uma Bíblia nos dias de hoje? Existem algumas versões econômicas que saem por menos de seis reais.
Agora, se assim como Bill Gates, você deseja adquirir uma versão original da Bíblia de Gutemberg (de 1455), vai precisar contar com a sorte para que algum dos 22 exemplares restantes vá ao mercado. E mesmo assim terá que desembolsar cerca 100 milhões de dólares.
Agora, caso você queira uma Bíblia e esteja na China, deve lembrar que a mesma pode custar sua vida.
Mas de nada adianta ter e não ler. Assim como de nada adianta ler e não praticar.
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Fonte:http://artigos.gospelprime.com.br/biblia-fama-preco/

A fala de Lula sobre o silêncio da mídia sobre o helicóptero

07.12.2013
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

lulaudio
Do Estadão, o texto, com o áudio que você pode ouvir ao final do post.

Lula voltou a criticar imprensa ao citar cobertura do caso Dirceu

São Paulo – O ex-presidente Lula voltou a criticar a imprensa em sua página no Facebook nesta sexta-feira, 6. “Essa mesma imprensa, que em nome da moral, fala tanto do Zé Dirceu, esconde o outro lado que estava com 445 quilos de cocaína dentro de um helicóptero e não conta pra ninguém”, disse, em referência ao caso do helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade) apreendido pela PF no Espírito Santo, em novembro.

“É uma anomalia daquilo que a gente deseja que é a liberdade de imprensa”, acrescentou. Após o helicóptero ser apreendido, o piloto da aeronave, que também era funcionário da empresa e do gabinete de Perrella na Assembleia Legislativa de Minas, foi exonerado de seu cargo na Assembleia.

E o caso sumiu.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=11110

Programa de igrejas evangélicas troca armas brancas por Bíblias

07.12.2013
Do porta GOSPEL PRIME
Por Jarbas Aragão

Ação do Conselho Nacional de Cristianização da República Dominicana é um sucesso 

Programa de igrejas evangélicas troca armas brancas por BíbliasPrograma de igrejas evangélicas troca armas por Bíblias
Milhares de jovens da República Dominicana trocaram armas brancas que utilizavam em ações criminosas por Bíblias. A iniciativa é parte do projeto de pastores evangélicos de diferentes denominações em parceria com a Polícia Nacional do plano nacional “Bíblias em troca de armas, por uma Sociedade sem Violência”.
A iniciativa tem como objetivo reduzir os níveis de violência e o número de mortes que ocorrem em diferentes cidades do país. Ao final do primeiro mês do Plano, quatro pastores apresentaram numa cerimônia para a imprensa, cerca de 2000 facas e facões, dando prova dos resultados positivos já alcançados.
Os dados foram apresentados pelo pastor Braulio Portes, do Conselho Nacional de Cristianização. Mais de mil jovens entregaram espontaneamente suas facas, sem que nenhuma pergunta fosse feita, e receberam uma cópia das Escrituras. Os locais para as trocas foram igrejas evangélicas em 15 distritos, nas províncias de La Altagracia, Santiago, La Vega, San Cristóbal e Peravia, além da capital, Santo Domingo.
“Parabenizamos a todos os jovens, todas as pessoas que entregaram as suas armas. Foi um ato de boa vontade. Os jovens que não quiseram mais carregar uma faca, e preferem uma Bíblia, mostra uma transformação. Isto é uma bênção para o nosso país”, afirmou o pastor Portes.
A pastora Esther Estrella, também presente no evento, agradeceu a confiança da Polícia Nacional nas igrejas evangélicas. “Sabemos que a melhor arma é a palavra de Deus ”, finalizou. Com informações Acontecer Cristiano e El Siglo 21.
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/programa-evangelico-armas-por-biblias/

Para não correr risco de engavetamento em SP:PF pede que inquérito do propinão tucano vá para Brasília

07.12.2013
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

A Polícia Federal em São Paulo pediu o deslocamento para Brasília do inquérito sobre o cartel de trens suspeito de operar entre 1998 e 2008 em licitações milionárias dos sistemas de trens e metrô do governo paulista d PSDB no governo do Distrito Federal do DEM. O argumento central é que a investigação traz menção a autoridades com prerrogativa de foro perante tribunais superiores. Em um dos despachos que constam do inquérito, o delegado responsável pelo caso cita "provas" de pagamento de propina a "políticos vinculados ao governo do Estado de São Paulo".

O pedido foi feito quinta-feira e está sob análise da Procuradoria da República em São Paulo. A manifestação será submetida à Justiça Federal, a quem caberá decidir se caso vai para Brasília. A Justiça pode negar o pedido da Polícia Federal e manter o caso em São Paulo caso entenda que a mera citação aos políticos não justifica submeter o caso a tribunais superiores.

Um inquérito que tramita na primeira instância pode ser remetido ao Superior Tribunal de Justiça ou ao Supremo Tribunal Federal se surgir a necessidade de se investigar agente público com foro privilegiado - deputados e senadores são investigados via STF e governadores, via STJ.

Em maio, a multinacional alemã Siemens fez acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por meio do qual apontou a existência do cartel. A empresa, porém, não falou sobre propina. O executivo da Siemens Mark Gough, porém, admitiu à Polícia Federal que a empresa suspeita, sim das propinas, ‘Provas’.

O inquérito dos trens é presidido pelo delegado Milton Fornazari Junior, da Delegacia de Combate a Ilícitos Financeiros (Delefin). Fornazari diz, na página 2.818, volume XIII dos autos, que "há provas" de que "políticos vinculados ao governo do Estado de São Paulo" receberam propina de cinco multinacionais por meio de lobistas.O delegado fez a anotação no despacho de indiciamento do ex-diretor de Operações e Manutenção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), João Roberto Zaniboni, por corrupção passiva, crime financeiro, lavagem de dinheiro e cartel.

A PF sustenta que os pagamentos foram realizados "por ordem das empresas integrantes do Consórcio Sistrem (Alstom, Siemens, CAF, Mitsui e Bombardier)", vencedor de licitação em 1999 para projeto da Linha 5 do Metrô - construção do trecho Capão Redondo/Largo 13 de Maio, ao preço de R$ 735 milhões em valores atualizados.

A menção a parlamentares chegou ao inquérito da PF em junho, quando o delegado Braulio Galloni, de Brasília, encaminhou a Fornazari relatório com denúncia de pagamento de propinas a políticos do PSDB e do PPS. O documento, de 17 de abril, foi produzido pelo ex-diretor da divisão de transportes da Siemens Everton Rheinheimer, que aponta "um esquema de corrupção de grandes proporções". Em 14 de outubro ele fez acordo de delação premiada na PF, que o identifica como "X" - procedimento usual para proteção do delator.

As acusações iniciais de Rheinheimer foram levada pelo deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT) - secretário de Serviços da gestão Fernando Haddad - ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Em junho, Cardozo enviou o documento à PF, a fim de que fosse feita uma análise preliminar sobre a veracidade das informações. A inclusão do relatório no inquérito provocou crise entre PSDB e PT. Os tucanos pediram a demissão do ministro. Nesta semana, advogados de sete parlamentares foram à PF pedir cópia do inquérito. Eles não foram atendidos sob argumento de que não estão sendo investigados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O que faz um cristão ser mártir?

07.12.2013
Do portal GOSPEL PRIME
Por Jarbas Aragão

O que faz um cristão ser mártir?
Quantos cristãos realmente estão morrendo por sua fé?

Com uma frequência preocupante, chegam noticias de diversas partes do mundo sobre cristãos sendo mortos por causa de Cristo. Não há dúvidas de que o martírio cristão existe desde o primeiro século. Contudo, permanece a dúvida: Exatamente quantos cristãos são mortos por sua fé? Uma reportagem recente da BBC questionou a assustadora soma de 100.000 mortes anualmente que vinha sendo divulgada pelo Vaticano, que levou os dados ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em maio. O que faz um cristão ser mártir?
O ex-diplomata Judd Birdsall, que trabalhou no Escritório de Liberdade Religiosa do Departamento de Estado americano, questiona o uso do termo “martírio” para se falar de tantas mortes com conotações políticas.A estimativa de cem mil surgiu no Centro para Estudo do Cristianismo Global (CSGC), do conceituado Seminário Teológico Gordon-Conwell. Um dos motivos para ser contestada é que inclui os cristãos mortos em conflitos civis, não apenas por sua fé. A BBC descobriu que o CSGC usou para sua análise anual os mortos na guerra civil da República Democrática do Congo.
Ele pede que seja feito uma análise mais detalhada, sem ignorar as diferentes nuances do assunto. “Mesmo as estimativas conservadoras da gravidade da perseguição nos permitem dizer ao mundo: Sabemos o que tem acontecido e a realidade pode ser pior”, escreveu recentemente em um artigo para o site Religion News Service.
Por outro lado, a missão Portas Abertas divulga a estimativa de que o número de cristãos mortos por sua fé em 2012 é de 1.200. Todos os anos, o grupo preparar uma lista anual dos 50 países com maior perseguição aos cristãos. Porém, registra apenas as mortes verificáveis. A imensa maioria das mortes no ano passado (791) são atribuídas ao Boko Haram, o grupo terrorista islâmico na Nigéria.
Frans Veerman, um dos diretores da Portas Abertas,  explica que os cristãos assassinados em regiões de conflito são facilmente identificados. Contudo, existe uma série de casos que os cristãos não são assassinados, mas morrem em consequência de privações de suas necessidades básicas de comida e atendimento médico.
No entanto Veerman inclui também um segundo grupo que pode ser considerado como mártires demais: os cristãos que morrem devido à discriminação de longo prazo, através da privação de necessidades básicas, como água potável e cuidados médicos.
“Martírio é qualquer hostilidade experimentada como resultado da identificação da pessoa com Cristo. Isso pode incluir atitudes e palavras hostis… Os cristãos nem sempre são mortos, mas sofrem tanto com as leis e restrições que vão perecendo ao longo de anos. Por isso, algumas pessoas não são contadas como mártires, pois não foram mortos no ato”.
Levando algumas dessas questões em consideração, a Sociedade Internacional para os Direitos Humanos estima entre 7.000 a 8.000 martírios cristãos por ano.
O estudioso John Allen, autor do livro “A Guerra global contra os cristãos”, lançado este mês, parece ter reacendido o debate. “A verdade é que hoje em dia, dois terços dos 2,3 bilhões de cristãos do mundo vivem em bairros perigosos. Em sua maioria são pobres. Muitas vezes pertencem a minorias étnicas, linguísticas e culturais. Acredito que olhar para isso nesse momento é mais importante do que tentar divulgar o número exato de mortos por sua fé”. Com informações Religion Today e World Watch Monitor.
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/faz-cristao-ser-martir/

Sindsprev renova compromisso com a categoria previdenciária

07.12.2013
Do portal do SINDSPREV.PE, 06.12.13
Por Wedja Gouveia *


A Direção Plena do Sindsprev com todos os Comitês Sindicais por Locais de Trabalho e o Comitê dos Aposentados estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira, 06/12, no Centro de Formação e Lazer (CFL).  Mais de 90 participantes fizeram um balanço da atuação sindical no ano de 2013 e traçaram as metas e perspectivas para 2014. Os dirigentes enumeraram as diversas atividades promovidas pelo Sindicato nos últimos doze meses e refletiram sobre os desafios que terão pela frente no ano que vem.


A reunião foi aberta com um minuto de silêncio em homenagem ao líder sul-africano Nelson Mandela, que faleceu ontem, 05/12, aos 95 anos. Ao falar sobre Mandela, o dirigente Irineu Messias lembrou da sua trajetória de luta contra o regime que durante 44 anos, entre 1948 e 1993, segregou negros e brancos na África do Sul.



Na oportunidade, os diretores ratificaram a principal atribuição da Direção Plena, que é fazer a gestão política da entidade.  Também foram citados os diversos temas importantes em defesa da categoria e que marcaram as ações do Sindicato em 2013, como assédio moral; condições de trabalho; manutenção do turno estendido nas Agências da Previdência Social; Campanha Salarial 2013; ponto eletrônico no Ministério da Saúde; campanha de mídia pela valorização da aposentadoria dos servidores públicos; curso de formação a distância, intitulado  Padrões de Gestão Pública e de Relações de Trabalho e a parceria firmada  com a Universidade de Brasília, que possibilitou a aplicação da pesquisa sobre Gestão dos Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho.

De acordo com o dirigente Irineu Messias, os movimentos social e sindical tiveram papel de destaque no cenário político do Brasil em 2013. “A classe trabalhadora esteve presente e mostrou sua força em diversos momentos importantes para o país este ano”. Para o coordenador geral do Sindicato, José Bonifácio, a última reunião do ano da Direção Plena proporcionou o debate sobre questões importantes do dia a dia dos servidores e promoveu uma maior integração entre os dirigentes, visando o fortalecimento do Sindicato.

Organização de Base– Os Comitês Sindicais constituem a organização de base do Sindicato. Os Comitês Sindicais por Local de Trabalho representam os servidores ativos nos locais de trabalho do INSS e ex-Inamps, capital e Região Metropolitana e Interior. O Comitê dos Aposentados é representado por servidores aposentados da categoria. Os Comitês juntos com a Diretoria e o Conselho Fiscal formam a Direção Plena do Sindsprev de Pernambuco, cujo mandato acompanha todo o ´período da gestão. 

*Por Wedja Gouveia da Redação. do Sindsprev/PE
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Fonte:http://www.sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000002883&cat=noticias

TAMBÉM NO BRASIL: Morte de Mandela lembra que, apesar do fim do apartheid, racismo está longe de acabar

07.12.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 
Por Tadeu Breda, da RBA

Representantes do movimento negro lembram exemplo de líder sul-africano, reafirmam preconceito existente no país, enumeram conquistas e atestam: racismo prejudica a todos

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Mandela engrossou a luta armada antes de optar pelo pacifismo para acabar com segregação racial
São Paulo – Para além das homenagens unânimes à sua firmeza ideológica, sua resistência à prisão e sua disposição ao diálogo, a morte de Nelson Mandela lembra que o maior objetivo de sua trajetória política ainda não foi alcançado. Faz quase 20 anos que o apartheid desapareceu do ordenamento jurídico sul-africano, mas as desigualdades raciais perduram dentro e fora do país. No Brasil, inclusive. Aqui, lideranças do movimento negro honram Mandela como exemplo a ser seguido, em tempos de conciliação ou enfrentamento. E frisam que sua luta está longe de acabar.
“Mandela nos inspira a lutar, e a lutar por todos os meios”, explica Samoury Barbosa, membro da Articulação Política de Juventudes Negras de São Paulo. Aos 34 anos, o militante lembra que, apesar de ter entrado para a história como um grande pacifista, propulsor do diálogo com os opressores brancos, Mandela acreditou por muito tempo na luta armada como única maneira de acabar com o apartheid. “Outro ensinamento é que apenas conseguiremos nossos objetivos se agirmos coletivamente: se o coletivo não está bem, tampouco estaremos como indivíduos.”
Leia também:
Oficialmente, o regime de segregação racial na África do Sul teve início em 1948. Os sucessivos episódios de violência contra os negros do país motivaram membros do Congresso Nacional Africano (CNA), entre eles Mandela, a fundar o Umkhonto we Sizwe, que, em zulu, uma das línguas originárias dos povos sul-africanos, significa Lança da Nação. A milícia começou a agir em 1961. Um ano antes, a polícia havia assassinado 69 pessoas, incluindo mulheres e crianças, após um protesto de negros na cidade de Sharpville. Um ano depois, Mandela seria preso.
“No Brasil, lutamos pacificamente, mas os jovens negros estão morrendo aos montes nas periferias das grandes cidades por causa do racismo institucionalizado que vivemos”, continua Samoury, citando o exemplo recente de Douglas Rodrigues, 17 anos, assassinado pela polícia na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo, aparentemente sem qualquer motivo. Após receber um tiro no peito, o adolescente perguntou ao seu executor: “Por que o senhor atirou em mim?”
As estatísticas da violência urbana sustentam a tese de que está em curso um “genocídio” da população negra brasileira. Os homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos, e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade – ou 53,3% – dos 49.932 pessoas assassinadas em 2010 eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino.
De acordo com o Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil, em 2012 ocorreram 45.997 homicídios no Brasil, sendo que 18.867 vítimas (41%) eram brancas e 26.952, ou 58,6%, eram negras. Em 2011, os assassinatos contra a população em geral, que nove anos antes já atingiam prioritariamente os negros, se intensificaram contra esse grupo racial: das 49.307 pessoas vítimas de homicídio no país, 13.895 (28,2%) eram brancas e 35.207 (71,4%), negras. Isso significa que, enquanto o homicídio contra os brasileiros brancos foi reduzido em quase um terço (31,3%) na última década, o número de vítimas negras cresceu 21,9%.
Os índices de violência são utilizados pelo movimento negro como maior exemplo da discriminação existente no país. Mas não é o único. “Vivemos um racismo escancarado”, pontua Elena Lucas Rodrigues, coordenadora de Políticas para a População Negra e Indígena do Estado de São Paulo, subordinada à Secretaria estadual de Justiça e Cidadania. “Basta ver as taxas de desemprego, que atingem prioritariamente os negros. E também nossa reduzida presença nas posições de poder, tanto na esfera pública como na privada.”
“Você encontra poucos negros no Congresso e nos poderes executivos”, lamenta o deputado federal maranhense Domingos Dutra. “No governo federal, por exemplo, em 37 ministérios, temos apenas uma ministra negra. No Supremo Tribunal Federal (STF), apenas um negro. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 33 magistrados, há apenas três negros. Apesar de haver um esforço da elite para dizer que vivemos uma democracia racial, isso não é verdade. As comunidades remanescentes de quilombos lutam há 25 anos para ter seus territórios e não se consegue avançar na titulação.”
Nesse sentido, um dos coordenadores nacionais do Movimento Negro Unificado, Milton Barbosa, compara a realidade de algumas regiões do país com a ordem social combatida por Nelson Mandela durante seus anos de atividade política na África do Sul. “Na Bahia, por exemplo, a grande maioria da população é negra, mas as posições de comando estão nas mãos dos brancos.”
Barbosa lembra que todo país forjado na escravidão e no colonialismo possui o racismo encrustado em suas estruturas políticas, sociais e econômicas. Por mais que muitos elogiem nossa suposta democracia racial, diz, o Brasil obviamente não escapa à essa regra. “Fomos construídos com base na exploração racial”, lembra, defendendo que já passou da hora de o país promover uma ampla reparação histórica à população negra. “É o único caminho para a paz.”
Embora lentamente, essa trilha vem sendo percorrida pelo poder público. “O Estado tem reconhecido a existência das profundas desigualdades raciais com a criação de ministérios, como a Secretaria de Políticas de Promoção para a Igualdade Racial, e da Fundação Palmares”, enumera Domingos Dutra. “Outros exemplos são a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial pelo Congresso, em 2010, e as cotas para negros nas universidades federais e no funcionalismo público.”
Representantes do movimento negro se queixam, porém, que algumas legislações comemoradas como avanço na luta contra o racismo não tenham saído do papel. Uma delas é a Lei federal 10.639, de 2003. Aprovado há dez anos, o texto obriga as escolas a incluírem conteúdo sobre História da África em suas grades curriculares. “Mas ela nunca foi implementada”, lamenta Elena Lucas. “Se não pressionarmos, essa lei jamais entrará em vigor.”
A coordenadora estadual de Políticas para a População Negra e Indígena comenta que a educação é um dos principais caminhos para se acabar com o racismo no país – e seu discurso encontra eco nas declarações de outros representantes do movimento negro. Primeiro, diz, porque possibilitaria a todos os estudantes aprender que os negros não se limitam apenas a “descendentes de escravos”. “Não somos apenas samba, futebol e carnaval”, argumenta. “Nossa cultura é riquíssima, mas também queremos ocupar outros espaços. Temos história e conteúdo.”
Em segundo lugar, Elena Lucas cita que a inclusão educacional dos negros, sobretudo nas universidades, é imprescindível. “Com as ações afirmativas em curso, teremos em muito pouco tempo um maior percentual de negros mais preparados e capacitados.” Domingos Dutra arremata: “Com mais formação, os negros vão ocupando mais espaços de poder.”
Samoury Barbosa, da Articulação Política de Juventudes Negras, lembra, porém, que um dos maiores obstáculos para o fim do racismo no Brasil é a cumplicidade das elites com o status quo. O jovem recorda que, apesar de terem sido protagonizadas pelos negros, tanto a luta contra o apartheid na África do Sul como a batalha pelos direitos civis nos Estados Unidos contaram com apoio de setores estabelecidos da sociedade. “Havia brancos empenhados na causa.”
Por isso, Samoury defende que o racismo não é um problema apenas dos negros, mas sim de toda a sociedade brasileira. “Mandela já dizia: o maior problema não é o grito dos racistas, mas o silêncio dos bons”, cita. “Nesse momento, enquanto todos prestam homenagens à memória de Mandela, muitos continuam compactuando com o racismo, porque se calam diante das injustiças. É vergonhoso.”
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JORNALISMO MANIPULADO: O sadismo em dose dupla da Folha

07.12.2013
Do blog  TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário

tortura
O sadismo da mídia brasileira revela-se, dia a dia, de forma cada vez mais descarada. Confira essa notícia, publicada em página nobre da Folha de hoje. Fala que um tetraplégico teve prisão domiciliar negada. Ao invés de ser uma notícia em formato de denúncia, pois é óbvio que se trata de mais uma arbitrariedade odiosa do judiciário, a Folha usa a informação para atacar e humilhar Genoíno. Afinal, ele não é tetraplégico, certo?
A arbitrariedade do caso do tetraplégico é espantosa. Em primeiro lugar, ele nem deveria ter sido preso por tráfico: a polícia encontrou nove pedras de crack e 60 gramas de maconha em seu poder. É óbvio que não é um traficante, ainda mais sendo tetraplégico. Não tinha nem que ser preso, e se pede prisão domiciliar, tinha que recebê-la imediatamente!
Mas não. A mídia prefere que o tetraplégico fique preso na Papuda, porque isso justificaria a estadia também de Genoíno. É o sadismo em dose dupla! No caso de Genoíno, ao sadismo físico é acrescido o sadismo midiático, que é humilhá-lo diariamente, com exemplos matreiros como esse, para minar sua imagem junto à opinião pública.
E a reportagem, ao final, ainda traz um trecho descontextualizado da junta médica escolhida por Barbosa, sempre com a intenção de humilhar e massacrar José Genoíno.
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Tetraplégico tem prisão domiciliar negada
FILIPE COUTINHO, DE BRASÍLIA
NA FOLHA
Enquanto José Genoino, condenado no julgamento do mensalão, trata de problemas de saúde em casa até a Justiça decidir se ele tem direito a prisão domiciliar, um detento tetraplégico teve o mesmo pedido rejeitado e é obrigado a fazer o tratamento dentro do presídio da Papuda.
No dia a dia, ele depende dos colegas de cela para comer e se limpar. No processo, ele chegou a assinar alguns documentos com um carimbo da impressão digital.
“Quando se decreta uma prisão preventiva, há apenas suspensão de seu direito de ir e vir e os demais direitos lhe estão assegurados, principalmente direito a sua integridade física e moral”, escreveu o advogado Karlos Eduardo de Souza Mares ao pedir a prisão domicilar. O advogado pediu que o nome do detento não fosse divulgado.
O Ministério Público chegou a opinar favoravelmente à prisão domiciliar, mas mudou de ideia. Foi decisivo, para a Promotoria e para a Justiça, o documento da direção da Papuda, que garantiu que tinha condições de tratá-lo.
“Relatório enviado pelo presídio informou que o requerente está obtendo tratamento médico, realizando curativos nas úlceras, com bom estado geral”, escreveu a juíza Rejane Teixeira, da Terceira Vara de Entorpecentes.
O preso usa fraldas e armazena a urina numa sonda que fica acoplada ao corpo.
Ele ainda era preso provisório, sem condenação, quando teve seu pedido negado no meio do ano –a condenação veio em agosto.
Apesar de não ter sido condenado quando teve o pedido de prisão domiciliar rejeitado, o detento era reincidente no tráfico de drogas –por isso a sua pena, de sete anos de prisão, tem sido cumprida em regime fechado.
Em sua casa, na periferia de Brasília, a polícia encontrou nove pedras de crack, mais de 60 gramas de maconha e R$ 900 em dinheiro.
Ele disse que não estava sozinho em casa e que a droga não era dele. Reconheceu, apenas, posse de parte da droga, para consumo próprio.
Genoino teve o direito de ficar em casa por decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, que ainda vai definir se o petista poderá permanecer em prisão domiciliar.
Junta médica disse que a permanência em casa não é “imprescindível” para tratar dos problemas cardíacos de Genoino.
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50 verdades sobre Nelson Mandela

07.12.2013
Do portal OPERA MUNDI, 06.12.13
Por Salim Lamrani(*) | Paris    

As grandes potências ocidentais se opuseram até o último instante à sua luta dele e apoiaram o governo racista de Pretória
O herói da luta contra o apartheid marcou para sempre a história da África. No crepúsculo de sua existência, Nelson Mandela é venerado por todos. Ainda assim, as grandes potências ocidentais se opuseram até o último instante à sua luta pela emancipação humana e apoiaram o governo racista de Pretoria.
1.       Nascido no dia 18 de julho de 1918, Nelson Rolihlahla Mandela, apelidado de Madiba, é o símbolo por excelência da resistência à opressão e ao racismo na luta pela justiça e pela emancipação humana.
2.       Procedente de uma família de treze filhos, Mandela foi o primeiro a estudar em uma escola metodista e a cursar direito na Universidade de Fort Hare, a única que aceitava, então, pessoas de cor no governo segregacionista do apartheid.
3.       Em 1944, aderiu ao Congresso Nacional Africano (CNA) e, particularmente, à sua Liga da Juventude, de inclinação radical.
4.       O apartheid, elaborado em 1948 depois da vitória do Partido Nacional Purificado, instaurava a doutrina da superioridade da raça branca e dividia a população sul-africana em quatro grupos distintos: os brancos (20%), os índios (3%), os mestiços (10%) e os negros (67%). Esse sistema segregacionista discriminava 4/5 da população do país.
5.       Foram criados “bantustões”reservas territoriais destinadas às pessoas de cor, para amontoar as pessoas não brancas. Assim, 80% da população tinha de viver em 13% do território nacional, muitas vezes sem recursos naturais ou industriais, na total indigência.
6.       Em 1951, Mandela se transformou no primeiro advogado negro de Johanesburgo e assumiu a direção do CNA na província de Transvaal um ano depois. Também foi nomeado vice-presidente nacional.
7.       À frente do CNA, lançou a defiance campaign, contra o governo racista do apartheid, e utilizou a desobediência civil contra as leis segregacionistas. Durante a manifestação do dia 6 de abril de 1952, data do terceiro centenário da colonização da África do Sul pelos brancos, Mandela foi condenado a um ano de prisão. De sua prisão domiciliar em Johanesburgo, criou células clandestinas do CNA.

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8.       Em nome da luta contra o apartheid, Mandela preconizou a aliança entre o CNA e o Partido Comunista Sul-africano. Segundo ele, “o CNA não é um partido comunista, mas um amplo movimento de libertação que, entre seus membros inclui comunistas e outros que não o são. Qualquer pessoa que seja membro leal do CNA, e que respeite a disciplina e os princípios da organização, tem o direito de pertencer às suas filas. Nossa relação com o Partido Comunista Sul-Africano como organização é baseada no respeito mútuo. Nos unimos ao Partido Comunista Sul-Africano em torno daqueles objetivos que nos são comuns, mas respeitamos a independência de cada um e sua identidade visual. Não houve tentativa alguma por parte do Partido Comunista Sul-Africano de subverter o CNA. Pelo contrário, essa aliança nos deu força política.”
9.       Em dezembro de 1956, Mandela foi preso e acusado de traição com mais de uma centena de militantes antiapartheid. Depois de um processo de quatro anos, os tribunais o absolveram.
10.   Em março de 1960, depois do massacre de Sharperville, perpetrado pela polícia contra os manifestantes antisegregação, que custou a vida de 69 pessoas, o governo do apartheid proibiu o CNA.
11.   Mandela fundou então o Umkhonto we Sizwe (MK)  e preconizou a luta armada contra o governo racista sul-africano. Antes de optar pela doutrina da violência legítima e necessária, Mandela se inspirou da filosofia da não violência de Gandhi: “Embora tenhamos pegado em armas, não era nossa opção preferida. Foi o governo do apartheid que nos obrigou  a pegar em armas. Nossa opção preferida sempre foi a de encontrar uma solução pacífica para o conflito do apartheid.”
12.   O MK multiplicou, então, os atos de sabotagem contra os símbolos e as instituições do apartheid, preservando ao mesmo tempo as vidas humanas, lançou com sucesso uma greve geral e preparou o terreno para a luta armada com o treinamento militar de seus membros.
13.   Durante sua estada na Argélia, em 1962, depois da intervenção do presidente Ahmed Ben Bella, Mandela aproveitou para aperfeiçoar seus conhecimentos sobre a guerra de guerrilhas. A Argélia colocou à disposição do CNA campos de treinamento e deu apoio financeiro aos residentes antiapartheid. Mandela recebeu ali uma formação militar. Inspirou-se profundamente na guerra da Frente de Libertação Nacional do povo argelino contra o colonialismo francês. Quando libertado, Mandela dedicaria sua primeira viagem ao exterior à Argélia, em maio de 1990, e renderia tributo ao povo argelino: “Foi a Argélia que fez de mim um homem. Sou argelino, sou árabe, sou muçulmano! Quando fui ao meu país para enfrentar o apartheid, me senti mais forte”. Recordaria ter sido “o primeiro sul-africano treinado militarmente na Argélia.”

Agência Efe

14.   Mandela estudou minuciosamente os escritos de Mao e de Che Guevara. Transformou-se em um grande admirador do guerrilheiro cubano-argentino. Depois de ser libertado, declararia: As “façanhas revolucionárias [de Che Guevara] — inclusive no nosso continente — foram de tal magnitude que nenhum encarregando de censura na prisão pôde escondê-las. A vida do Che é uma inspiração para todo ser humano que ame a liberdade. Sempre honraremos sua memória.”
15.   Cuba foi uma das primeiras nações que deu sua ajuda ao CNA. A esse respeito, Nelson Mandela destacou: “Que país solicitou a ajuda de Cuba e lhe foi negada? Quantos países ameaçados pelo imperialismo ou que lutam pela sua libertação nacional puderam contar com o apoio de Cuba? Devo dizer que quando quisemos pegar em armas nos aproximamos de diversos governos ocidentais em busca de ajuda e somente obtivemos audiências com ministros de baixíssimo escalão. Quando visitamos Cuba fomos recebidos pelos mais altos funcionários, os quais, de imediato, nos ofereceram tudo o que queríamos e necessitávamos. Essa foi nossa primeira experiência com o internacionalismo de Cuba.”
16.   No dia 5 de agosto de 1962, depois de 17 meses de vida clandestina, Mandela foi levado à prisão em Johanesburgo, graças à colaboração dos serviços secretos dos Estados Unidos com o governo de Pretoria. A CIA deu às forças repressivas do apartheid a informação necessária para a captura do líder da resistência sul-africana.
17.   Acusado de ser o organizador da greve geral de 1961 e de sair ilegalmente do território nacional, ele foi condenado a cinco anos de prisão.
18.   Em julho de 1963, o governo prendeu 11 dirigentes do CNA em Rivonia, perto de Johanesburgo, sede da direção do MK. Todos foram acusados de traição, sabotagem, conspiração com o Partido Comunista e complô destinado a derrubar o governo. Já na prisão, Mandela foi acusado das mesmas coisas.
19.   No dia 9 de outubro de 1963, começou o famoso julgamento de Rivonia na Corte Suprema de Pretoria. No dia 20 de abril de 1964, frente ao juiz africâner Quartus de Wet, Mandela desenvolveu sua alegação brilhante e destacou que, frente ao fracasso da desobediência civil como método de combate para conseguir a liberdade, a igualdade ou a justiça, frente aos massacres de Sharperville e à proibição de sua organização, o CNA não teve outro remédio senão recorrer à luta armada para resistir à opressão.
20.   No dia 12 de junho de 1964, Mandela e seus companheiros foram declarados culpados de motim e condenados à prisão perpétua.

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21.   O Conselho de Segurança das Nações Unidas denunciou o julgamento de Rivonia. Em agosto de 1963, condenou o governo do apartheid e pediu às nações do mundo que suspendessem  o fornecimento de armas à África do Sul.
22.   As grandes nações ocidentais, como Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, longe de respeitarem a resolução do Conselho de Segurança, apoiaram o governo racista sul-africano e multiplicaram o fornecimento de armas.
23.   De Charles de Gaulle, presidente da França de 1959 a 1969, até o governo de Valéry Giscard d'Estaing, presidente da França de 1974 a 1981, a França foi um fiel aliado do poder racista de Pretoria e se negou sistematicamente a dar apoio ao CNA em sua luta pela igualdade e pela justiça.
24.   Paris nunca deixou de fornecer material militar para Pretoria, provendo até mesmo a primeira central nuclear da África do Sul, em 1976. Sob os governos de De Gaulle e de Georges Pompidou, presidente entre 1969 e 1974, a África do Sul foi o terceiro maior cliente da França em matéria de armamento.
25.   Em 1975, o Centro Francês de Comércio Exterior (CFCE) disse que “a França é considerada o único verdadeiro apoio da África do Sul entre os grandes países ocidentais. Não apenas fornece ao país o essencial em matéria de armamentos necessários para sua defesa, mas também tem se mostrado benevolente, ou, mais ainda, um aliado nos debates e nos votos das organizações internacionais.”
26.   Preso em Robben Island, com o número 466/64, Mandela viveu 18 anos de sua existência em condições extremamente duras. Não podia receber mais de duas cartas e duas visitas ao ano e esteve separado de sua esposa Winnie — que não tinha permissão para visitá-lo — durante 15 anos. Foi condenado a realizar trabalhos forçados, o que afetou seriamente a sua saúde, sem conseguir jamais quebrar sua força moral. Dava cursos de política, literatura e poesia a seus camaradas de destino e clamava pela resistência. Mandela gostava de recitar o poema Invictus de William Ernest Henley: “It matters not how strait the gate/How charged with punishments the scroll./I am the master of my fate:/I am the captain of my soul”. (Não importa quão estreito é o portão/ E quantas são as punições listadas/ Eu sou o mestre do meu destino/ Eu sou o capitão da minha alma)
27.   No dia 6 de dezembro de 1971, a Assembleia Geral das Nações Unidas qualificou o apartheid como crime contra a humanidade e exigiu a libertação de Nelson Mandela.
28.   Em 1976, o governo sul-africano propôs a Mandela sua libertação em troca de que ele renunciasse à luta. Madiba negou firmemente a proposta do governo segregacionista.

Agência Efe

29.   Em novembro de 1976, depois das revoltas de Soweto e da sangrenta repressão que o governo do apartheid desatou, o Conselho de Segurança das Nações Unidos impôs um embargo sobre as armas destinadas à África do Sul.
30.   Em 1982, Mandela foi transferido para a prisão de Pollsmoor, perto de Cape Town.
31.   Em 1985, Pieter Willen Botha, presidente de fato da nação, propôs libertar Mandela se ele se comprometesse, em troca, a renunciar à luta armada. O líder da luta antiapartheid recusou a proposta e exigiu a democracia para todos: “um homem, um voto.”
32.   Frente ao recrudescimento das operações de guerrilha do MK, o governo segregacionista criou esquadrões da morte com a finalidade de eliminar os militantes do CNA na África do Sul e no exterior. O caso mais famoso é o de Dulci September, assassinada em Paris no dia 29 de março de 1988.
33.   A mobilização internacional a favor de Nelson Mandela culminou em um show em Wembley, em junho de 1988, em homenagem aos 70 anos do resistente sul-africano, que foi assistido por 500 milhões de pessoas pela televisão. 

34.   O elemento decisivo que pôs fim ao apartheid foi a estrepitosa derrota militar que tropas cubanas infringiram ao exército sul-africano em Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, em janeiro de 1988. Fidel Castro enviou seus melhores soldados a Angola depois da invasão do país pelo governo de Pretoria, apoiada pelos Estados Unidos. A vitória de Cuito Cuanavale também permitiu à Namíbia, até então ocupada pela África do Sul, conseguir sua independência.

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35.   Em um artigo intitulado “Cuito Cuanavale: a batalha que acabou com o apartheid”, o historiador Piero Gleijeses, professor da Universidade John Hopkins, de Washington, especialista na política africana de Cuba, aponta que “a proeza dos cubanos nos campos de batalha e seu virtuosismo na mesa de negociações foram decisivos para obrigar a África do Sul a aceitar a independência da Namíbia. Sua exitosa defesa de Cuito foi o prelúdio de uma campanha que obrigou o exército sul-africano a sair de Angola. Essa vitória repercutiu para além de Namíbia.”
36.   Nelson Mandela, durante sua visita história a Cuba, em julho de 1991, lembrou-se daquele episódio: “A presença de vocês e o reforço enviado para a batalha de Cuito Cuanavale têm uma importância verdadeiramente histórica. A derrotada esmagadora do exército racista em Cuito Cuanavale constituiu uma vitória para toda a África! Essa contundente derrota do exército racista em Cuito Canavale deu a Angola a possibilidade de desfrutar da paz e de consolidar sua própria soberania. A derrota do exército racista permitiu que o povo combatente da Namíbia alcançasse finalmente a sua independência! A decisiva derrota das forças agressoras do apartheid destruiu o mito da  invencibilidade do opressor branco! A derrota do apartheid serviu de inspiração para o povo combatente da África do Sul! Sem a derrota infringida em Cuito Cuanavale nossas organizações não teriam sido legalizadas! A derrota do exército racista em Cuito Cuanavale possibilitou que hoje eu possa estar aqui com vocês! Cuito Cuanavale é um marco na história da luta pela libertação da África austral! Cuito Cuanavale marca a virada da luta para libertar o continente e nosso país do flagelo do apartheid! A decisiva derrota infringida em Cuito Cuanavale alterou a correlação de forças da região e reduziu consideravelmente a capacidade do governo de Pretoria para desestabilizar seus vizinhos. Este feito, em conjunto com a luta do nosso povo dentro do país, foi crucial para fazer Pretoria entender que tinha de se sentar à mesa de negociações.”
37.   No dia 2 de fevereiro de 1990, o governo segregacionista, moribundo depois da derrota de Cuito Cuanavale, viu-se obrigado a legalizar o CNA e aceitar as negociações.
38.   No dia 11 de fevereiro de 1990, Nelson Mandela foi finalmente libertado, depois de 27 anos de prisão.
39.   Em junho de 1990 foram abolidas as últimas leis segregacionistas depois da pressão feita por Nelson Mandela, pelo CNA e pelo povo.
40.   Eleito presidente do CNA em junho de 1991, Mandela recordou os objetivos: “No CNA sempre estaremos ao lado dos pobres e dos que não têm direitos. Não apenas estaremos junto deles. Vamos garantir antes cedo que tarde os pobres e sem direitos rejam a terra onde nasceram e que — como expressa a Carta da Liberdade — seja o povo que governe.”
41.   Fortemente criticado por sua aliança com o Partido Comunista Sul-Africano por causa das potências ocidentais que seguiam apoiando o governo do apartheid durante o processo de paz, Mandela replicou de modo contundente. “Não temos a menor intenção de fazer caso aos que nos sugerem e aconselham que rompamos essa aliança [com o Partido Comunista]. Quem são os que oferecem esses conselhos não solicitados? Provêm, em sua maioria, dos que nunca nos deram ajuda alguma. Nenhum desses conselheiros fez jamais os sacrifícios que fizeram os comunistas pela nossa luta. Essa aliança nos fortaleceu e a tornaremos ainda mais estreita.”
42.   Em 1991, Mandela condenou o persistente apoio dos Estados Unidos ao governo do apartheid:  “Estamos profundamente preocupados com a atitude que a  administração Bush adotou sobre esse assunto. Este foi um dos poucos governos que esteve em contato habitual conosco para examinar a questão das sanções e lhe fizemos ver claramente que eliminar as sanções seria prematuro. No entanto, essa administração, sem nem nos consultar, simplesmente nos informou que as sanções estadunidenses seriam anuladas. Consideramos isso totalmente inaceitável.”

Agência Efe

43.   Em 1993, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua obra a favor da reconciliação nacional.
44.   Durante a primeira votação democrática da história da África do Sul, no dia 27 de abril de 1994, Nelson Mandela, de 77 anos, foi eleito presidente da República com mais de 60% dos votos. Governou até 1999.
45.   No dia 1 de dezembro de 2009, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, em votação unânime de seus 192 membros, uma resolução que decreta o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela, em homenagem à luta do herói sul-africano contra todas as injustiças.
46.   Se hoje Mandela é cumprimentado por todos, por décadas as potências ocidentais o consideraram um homem perigoso e o combateram apoiando o governo do apartheid.
47.   Estados Unidos, França e Grã-Bretanha foram os principais aliados do governo do apartheid, o qual apoiaram até o último momento.
48.   Se os Estados Unidos veneram hoje em dia Nelson Mandela, de Clinton a Bush passando por Obama, é conveniente lembrar que ele foi mantido na lista de membros de organizações terroristas até o dia 1 de janeiro de 2008.
49.   Nelson Mandela lembrou varias vezes dos lanços inquebrantáveis que atavam a África do Sul a Cuba. “Desde seus primeiros dias, a Revolução Cubana tem sido uma fonte de inspiração para todos os povos amantes da liberdade. O povo cubano ocupa um lugar especial no coração dos povos da África. Os internacionalistas cubanos deram uma contribuição para a independência, para a liberdade e a justiça na África que não tem paralelo pelos princípios e pelo desinteresse que a caracterizam. É muito o que podemos aprender da sua experiência. De modo particular, nos comove a afirmação do vínculo histórico com o continente africano e seus povos. Seu invariável compromisso com a erradicação sistemática do racismo não tem paralelo. Somos conscientes da grande dívida que existe hoje com o povo de Cuba. Que outro país pode mostrar uma história mais desinteressada que a que teve Cuba em suas relações com a África?
50.   Thenjiwe Mtintso, embaixadora da África do Sul em Cuba, lembrou-se da verdade histórica a propósito do compromisso de Cuba na África. “Hoje a África do Sul tem muitos amigos novos. Ontem, estes amigos se referiam aos nossos líderes e aos nossos combatentes como terroristas e nos acusavam enquanto apoiavam a África do Sul do apartheid. Esses mesmos amigos hoje querem que nós denunciemos e ilhemos Cuba. Nossa resposta é muito simples, é o sangue dos mártires cubanos e não destes amigos que corre profundamente na terra africana e nutre a árvore da liberdade em nossa pátria.”
 

*Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor-titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se chama The Economic War Against Cuba. A Historical and Legal Perspective on the U.S. Blockade [A Guerra Econômica contra Cuba. Uma Perspectiva Histórica e Legal do Bloqueio dos EUA], New York, Monthly Review Press, 2013, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade.
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