quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Primo, ex-CEO da Siemens, afunda até os cabelos no escândalo

04.12.2013
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

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Figura marginal no noticiário sobre a investigação do pagamento de propinas a dirigentes dos governos tucanos nos negócios dos trens do Metrô, o ex-presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, acaba de aparecer onde de fato está: no centro desta teia de interesses e negócios obscuros.
Mark Gough, um australiano que é subchefe da auditoria interna da matriz alemã disse, há um mês, em depoimento à Polícia Federal brasileira que  a conta secreta mantida pelo ex-presidente da empresa no Brasil, Adílson Primo, indicava a possibilidade de “pagamento de propinas a funcionários públicos” aqui.
Primo, por sua vez, disse, numa ação trabalhista que moveu contra a empresa, que não tinha conhecimento da conta.
Como a gente previu no sábado, vem muita coisa aí.
Enquanto Aécio Neves grita dizendo que a investigação está acontecendo por razões políticas, o Banco Mundial  - será uma instituição “esquerdista”? – pediu oficialmente às autoridades brasileiras acesso à  ”cópias de depoimentos e outros documentos”  da investigação do cartel dos trens para abrir apuração  interna da instituição sobre financiamentos que concedeu a projetos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Será que o PSDB também vai dizer que o Banco Mundial é petista?
E, assim como critica a mídia quando encobre os fatos, também tem de elogiar o excelente trabalho dos repórteres do Estadão, que estão obtendo e divulgando os documentos deste escândalo.
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A trama para executar Genoino

04.12.2013
Do BLOG DO MIRO, 
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:


Hanna Arendt gostava de lembrar que os nazistas repetiam que em nossos tempos “o mal exerce uma atração mórbida.”

Cronistas das torturas e execuções públicas do século XVIII sublinhavam o comportamento feliz da população habituada com aqueles espetáculos de sangue, dor e violência. Da mesma forma que os fanáticos de hoje, o pessoal mais agressivo perseguia e agredia aqueles que manifestavam qualquer tipo de solidariedade com as vítimas do carrasco. 

É este tipo de espetáculo que a mesa da Câmara de Deputados quer promover para cassar o mandato de José Genoino.

Acovardados pelo caráter resoluto dos protestos de junho, nossos parlamentares estão convencidos de que têm o direito de tomar qualquer medida, mesmo que destituída de todo valor moral e político, que ajude a engordar seu Ibope. Esse sentimento cuja base é o medo, e apenas ele, de serem enxotados pelas urnas em 2014, ganhou corpo ainda maior depois que Natan Donadon conseguiu conservar seu mandato, embora tenha sido condenado a 13 anos de prisão. Deveriam ser criticados pelo oportunismo sem limites, pela falta completa de escrúpulos – mas contam com elogios moderados caso possam dizer que ouviram o “clamor das ruas”, o “ronco da multidão” e qualquer outro barulho dessa natureza. 

Querendo recuperar um pouquinho de seu prestígio, eles ensaiam uma manobra de julgam muito astuciosa: entregar a cabeça de Genoino com forma de compensação.

Veja que grande negócio: trocar a impunidade de um parlamentar cuja existência eu e você só tomamos conhecimentos no dia em que preservou o mandato por um cidadão com 30 anos de luta no Congresso e 50 de luta política, um devoto de suas ideias e convicções, que lhe renderam um sobrado no Butantã, em São Paulo, comprado num empréstimo da Caixa Econômica, longas noites de tortura nos tempos do regime militar e uma malária adquirida no período em que, de armas na mão, enfrentava uma ditadura de botas, tanques e fuzis. 

Pois é isso, meus amigos. Essa barganha indecente é que está por trás da farsa dos atestados médicos da semana passada.

Não vou julgar nem pré-julgar nem pós-julgar a culpa de Donadon. 

Mas conheço as denúncias contra Genoino na ação 470 e reparei que elas foram caindo, dia após dia. A principal, aquela de que assinou empréstimos fraudulentos para o PT, foi inteiramente desmentida por um inquérito da Polícia Federal. 

Os doutores da Câmara fizeram seu trabalho, sim. Examinaram Genoino e concluíram que é um caso gravíssimo. Deram-lhe 90 dias de licença, acompanhados de um pedido de novo exame dentro de três meses. Numa entrevista coletiva, os médicos deixaram claro que a situação de Genoino está longe de resolvida e que qualquer “ atividade laboral” pode ter sequelas capazes de produzir novos problemas de saúde – e uma nova cirurgia. 

Também escreveram um laudo detalhado sobre sua condição. Numa atitude que merece elogios, eles se recusaram a colocar a medicina a serviço de interesses políticos, atitude que tantas tragédias produziu no passado, de Tancredo Neves a Rubens Paiva, para ficar em dois exemplos extremos e vergonhosos. 

Mas a operação para conduzir o deputado ao cadafalso foi mais forte. Se em outros tempos os jornais divulgavam notícias falsas sobre fuga de presos políticos, que logo seriam executados pelo aparato de repressão, no cadafalso de nosso tempo é possível divulgar laudos que ninguém estranhou, nem conferiu, nem foi atrás para saber direito. Mas a mentira, a falsidade, já estava lá. 

Assegurou-se que estava tudo bem com Genoino, que não havia motivo para que fosse atendido o pedido de aposentadoria por invalidez – que entregou ao Congresso em setembro.

Quando a verdade veio à luz, com a divulgação do laudo completo, a manobra já fora realizada, a operação para cortar o pescoço de Genoino já estava em curso e, é claro, os cãezinhos de Pavlov já davam sinais de saliva na boca. 

A luta de Genoino não terminou e, pelo que se conhece dele, não irá terminar nunca. Mas ficou mais difícil. 

O laudo incompleto procura colocar uma questão de caráter no pedido de Genoino. É uma forma de diminuir sua dignidade, de transformar seu combate para escrever um capitulo doloroso de sua existência num lance de astúcia, esperteza, malandragem. Justo eles, os astutos, espertos, malandros. 

Preste atenção: Genoino não está lutando para manter o mandato. Não quer convencer os colegas de Congresso se é culpado ou inocente. Este é seu combate na Justiça. No Congresso, ele quer exercer outro direito, o de se aposentar com dignidade. E até isso é um problema. 

Para cometer uma brutalidade desse tamanho, é preciso desumanizar Genoino. Ao negar a condição humana, ao rejeitar um benefício que a lei faculta a uma pessoa em sua condição, fica mais aceitável a aceitação de uma injustiça e mesmo de um crime. É por isso, e só por isso, que querem cortar sua cabeça aos olhos da multidão. 

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DRAMA Norueguês abre mão da guarda de sua filha com pernambucana

04.12.2013
Do portal do JC ON LINE, 

É um primeiro passo para que a menina volte para o Brasil com a mãe. As duas estão há uma semana na embaixada brasileira em Oslo

O chileno naturalizado norueguês Alberto Kroff, pai de Sofia, a menina de 3 anos que está há uma semana na embaixada brasileira em Oslo com a mãe, a pernambucana Vitória Jesumary, 37 anos, resolveu abrir mão da guarda da menina. Desta maneira, mãe e filha estão, por ele, liberadas para voltarem ao Brasil. As duas estão abrigadas na embaixada desde que o serviço social local resolveu que a criança não tinha condições de viver com os pais, que estavam brigando na Justiça pela guarda de Sofia. A menina nasceu em São Paulo e foi com a família para a Noruega logo depois.

Ontem, a imprensa norueguesa noticiou o fato, após a publicação no Facebook de um vídeo em que Vitória pede ajuda para voltar ao Brasil. Nas imagens, gravadas dentro da embaixada, ela se emociona e chora. “Querem pegar a minha filha para dar a outra família. Se minha filha colocar os pés fora daqui, eles pegam ela.” Quase no final, Sofia surge, brincando e abraçando a mãe.

Segundo reportagem da rede norueguesa NRK, a embaixada do Brasil em Oslo solicitou ao Ministério das Relações Exteriores da Noruega a liberação da viagem de Vitória e sua filha ao Brasil por razões humanitárias. “Reconhecemos as leis e regulamentos do governo da Noruega, mas fizemos o apelo por razões humanitárias, por entendermos que o melhor para a criança é que as duas voltem para casa”, disse o conselheiro da embaixada Francisco Catunda Resende à NRK.

No site da rede norueguesa, Vitória aparece numa foto de costas dentro da embaixada. Na legenda, a informação de que a olindense disse à NRK que está bem, apesar da situação. A matéria não cita os nomes da mãe nem da menina. E também não traz declarações adicionais dela.

Vitória preferiu não se pronunciar ontem. Foi a pastora Ana Lucia Lima, próxima a Vitória e Sofia, que se comunicou com o JC. Ela visitou mãe e filha na embaixada e falou também com o advogado que está acompanhado o caso, Sindre Lovgaard.

“Ele preparou o documento no qual o pai assume abrir mão da guarda da menina para que ela possa voltar ao Brasil com a mãe”, contou Ana. Segundo ela, várias outras brasileiras estão passando pela mesma situação (ver matéria abaixo). “Vamos fazer uma passeata no próximo sábado e tenho certeza que mais casos aparecerão”, disse ela, que resume a situação como caótica.

“São muitos imigrantes perdendo os filhos, vários portugueses, espanhóis... o fato é que a natalidade aqui é muito baixa. Além disso, famílias norueguesas que adotam crianças recebem uma boa ajuda do governo”, afirma.

Ana comentou que diferenças culturais não são compreendidas pelo governo local. A comida é um exemplo. “Sofia não costuma comer a comida da escola, que é pão, peixe... Come-se muito peixe aqui. Ela gosta de uma comida mais quente, de arroz, macarrão, feijão. É por isso que ela não comia tanto na escola”, explicou. A “alimentação insuficiente” foi um dos problemas citados pelo governo. Vitória está desempregada, mas este não é um dos motivos pelos quais o conselho tutelar de Oslo quer retirar a menina da mãe, como noticiado ontem. À NRK, o Ministério das Relações Exteriores norueguês disse estar familiarizado com o caso, mas remeteu ao serviço social local que, por sua vez, informou que não se pronuncia sobre casos individuais.

ITAMARATY 
- Ao JC, a chancelaria brasileira informou que mãe e filha estão recebendo toda a assistência na embaixada. Segundo Heitor Granafei, da assessoria do Itamaraty, o governo brasileiro está em contato com o governo norueguês para chegar a um entendimento sobre o delicado assunto: “É um caso que envolve uma análise muito cuidadosa”.
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IMPRUDÊNCIA: Será que o 'trensalão' paulista pode descarrilar para Minas?

04.12.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 02.12.13
PorHelena Sthephanowitz 
VALTER CAMPANATO / ABR
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O que levou o senador Aécio Neves (PSDB) a se envolver pessoalmente na batalha perdida da comunicação sobre o escândalo de corrupção da Alstom e da Siemens nos trens e empresas de energia nos governos tucanos de São Paulo?
Aécio vem da escola política mineira que cultiva a prudência e esperteza. Essas características recomendariam manter seu nome o mais longe possível do caso. Estava claro que haveria o alto risco de que atacar o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelas investigações da Polícia Federal, viraria um tiro no pé, pois a opinião pública veria o caso como pressão pelo engavetamento. E foi o que aconteceu, apesar dos esforços editoriais da imprensa oposicionista em dar uma mãozinha aos tucanos, para tentar colocá-los na posição de vítimas.
Para piorar, o gesto político de Aécio acabou por reforçar a impressão de maior envolvimento dos governos tucanos paulistas no escândalo, além de "contaminar" a imagem do senador mineiro. Afinal, para o público telespectador que acompanha superficialmente o caso, ao ver Aécio reclamando das investigações, pode até achar que ele estaria no rol de suspeitos.
Nem o fato de ele ser o presidente do partido justifica. Os tucanos poderiam escalar apenas os líderes na Câmara e no Senado, poupando seu pré-candidato à Presidência da República de se "contaminar". O governador paulista Geraldo Alckmin, por exemplo, evitou se expor.
Mas uma explicação para o comportamento do senador Aécio pode ser as estreitas relações da Alstom e seus ex-executivos com o tucanato mineiro, sobretudo através da Cemig, a empresa de energia elétrica do governo do estado de Minas.
Em 2002, chama atenção a dispensa de licitação no contrato da Cemig com o Consórcio Alstom/Orteng/Ineltopara implantação da Subestação Seccionadora Bom Despacho 3. O contrato foi executado durante o governo de Aécio Neves, que manteve o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais.
Em janeiro deste ano, a mesma Alstom anunciou que Cemig a selecionou em um contrato de 20 milhões de Eurospara reforço da transmissão nas Subestações de Bom Despacho 3 e São Gotardo 2.
Outra coincidência curiosa é que, quando a Cemig virou sócia da Light, durante a gestão de Aécio Neves como governador de Minas, o escolhido para presidir a Light foi José Luiz Alquéres, ex-presidente da Alstom no Brasil entre 1998 e 2006, período em que a multinacional é investigada por suposto pagamento de US$ 6,8 milhões em propina para políticos do PSDB para vencer licitações de US$ 45 milhões do metrô de São Paulo.
Outra pedra no sapato do tucanato mineiro é o testemunho do empresário Edson Brockveld – dono da Brockveld Equipamentos – na CPI dos Correios, dado em 2005. Brockveld contou que a ECT (Correios) abriu a concorrência internacional 016/99 para a compra de esteiras rolantes. A ECT estava sob hierarquia do Ministério das Comunicações, e o ministro era Pimenta da Veiga, do PSDB mineiro. Brockveld colocou sua proposta de R$ 48 milhões em envelope lacrado.
Brockveld diz ter sido procurado pouco antes da abertura das propostas pelas empresas Mannesmann, Siemens e Alstom para desistir da concorrência, pois estaria acertado previamente que as duas últimas seriam as vencedoras da licitação. Ele entregou o envelope, porém sequer foi aberto, pois sua empresa foi inabilitada por mudanças no processo de seleção em desacordo com o edital, segundo ele.
Siemens e Alstom foram às escolhidas, cobrando quase o dobro da Brockveld. As vencedoras ainda passaram a gerenciar outros três contratos no valor de US$ 100 milhões (cerca de R$ 230 milhões).
Em seguida, conta o empresário, a direção da Brockveld foi procurada pelas vencedoras para um acordo. Não contestaria a licitação, em troca de Siemens e Alstom dividirem com a perdedora parte do fornecimento dos equipamentos. No entanto, as empresas vencedoras não honraram os acordos, segundo o empresário.
Na CPI dos Correios, Edson Brockveld entregou toda a documentação sobre o caso. O sub-relator, então deputado federal, hoje ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou na audiência que a CPMI iria solicitar ao Ministério Público o aprofundamento da investigação sobre o caso. Será que este processo descansa em alguma gaveta por aí?
Como se vê, Aécio Neves pode ter mais motivos para se queixar da Polícia Federal mexer nesse vespeiro do que a mera solidariedade a tucanos paulistas.
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ustiça determina que estudantes desocupem prédio da Reitoria da UFPE em até 24h

04.12.2013
Do portal da FOLHA DE PERNAMBUCO, 03.12.13
Por Henrique Ferreira e Nilton Villanova, do FolhaPE


Mandado de reintegração de posse solicitado pela entidade foi atendido pela Justiça

A ocupação do prédio da Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está com as horas contadas. Um mandado de reintegração de posse, solicitado pela Universidade junto à Procuradoria Regional Federal e deferido pela 3ª Vara da Justiça Federal, determina que os estudantes que ocupam o local desde a segunda-feira (2) deixem as instalações da Reitoria em até 24h. Apesar dos manifestantes se recusarem a assinar a ordem, o oficial de justiça responsável declarou que o mandado deverá ser acatado.



Em nota pública divulgada à imprensa, a UFPE comunicou que os membros do Conselho Universitário da instituição presentes na reunião desta segunda (2), realizada no auditório Jorge Lobo do Centro de Ciências da Saúde, que foram favoráveis à aprovação da assinatura do contrato entre a Universidade a Ebserh - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, por meio desta nota pública, afirmam:
1. A decisão majoritária do Conselho Universitário de aprovar por 44 votos (83% do total) a assinatura do contrato foi tomada na sequência de uma longa negociação, com a ampla e aberta participação de todos os segmentos da comunidade universitária. Os aspectos relativos ao Hospital das Clínicas e ao novo modelo de gestão foram exaustivamente considerados.
2. A reunião do Conselho Universitário foi absolutamente legítima e democrática. Não há qualquer razão de reconsiderar o que foi deliberado.
3. A Ebserh é uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Educação, que vai permitir a recuperação do Hospital das Clínicas para melhor atender à população e formar melhores profissionais da área de saúde.
4. Os conselheiros favoráveis à Ebserh afirmam seu apoio ao Reitorado da UFPE pelo encaminhamento democrático como vem tratando a questão, com disposição permanente ao diálogo, conforme a prática da atual gestão.
Entenda o caso:
O acesso à Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco continua bloqueado por dezenas de estudantes, que protestam, desde esta segunda-feira (02), contra a contratação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) - instituição que deverá gerir o Hospital das Clínicas (HC), conveniado com a UFRPE. Eles querem a anulação da reunião, na qual ficou decidida a contratação da EBSERH, e também exigem uma conversa, ainda nesta terça-feira (03), com o reitor Anísio Brasileiro.
Os alunos, que pertencem principalmente aos cursos de História, Geografia, Serviço Social e Ciências Sociais, vão realizar uma assembleia, por volta do meio-dia, para discutir os rumos da manifestação. Eles se negaram a discutir o assunto com a imprensa.
Confira outros pontos da pauta de reivindicação dos manifestantes, tal como publicado no Facebook:
1. Anulação do resultado do Conselho Universitário, justificada pela falta de condições para aferição de qualquer resultado no Consuni, não sendo legítima a votação realizada;
2. Construção de outra alternativa para o Hospital das Clínicas, em diálogo com os estudantes, servidores, professores e sociedade civil;
3. Cumprimento da promessa de realização de amplo debate com a comunidade acadêmica sobre a reestruturação do HC.
4. Que a decisão sobre a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) seja realizada através de plebiscito, organizado pelos três setores da comunidade (servidores, professores e estudantes) e a reitoria.
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Rovai: tem vampiro na história do “helipóptero”

04.12.2013
Do blog ESCREVINHADOR, 29.11.13
Por Renato Rovai no site da Revista Fórum

O telefone toca. É ele, meu amigo ave. Ele sempre liga nos momentos mais inusitados.

- Tudo bem maestro, me diz ele.

Ele sempre me chamou assim. Desde o dia que numa assembléia estudantil ele cismou que eu fiz o povo cantar.

- Fala, ave.

Eu só fui chamá-lo assim depois de uns anos. Por conta de algo que talvez não seja assim tão necessário explicar. Ave é meu amigo do lado de lá.

- Tô te achando estranho, maestro. Você não se deu conta de nada ou ficou quietinho porque o vampiro te conquistou?

- Eu, hein, você tá cada dia mais esquisito…rs.

- Vocês são muito fraquinhos. Ficam só na superfície. Não consigo entender como os caras ainda tomam baile de vocês.

- Quer saber, ave, nem eu…

(rimos juntos)

Vou resumir. Ave tem certeza que tem vampiro nessa história do helicóptero.
Por que ele acha isso?

Ave elenca suas hipóteses:

1) O vampiro é quem manda na PF.

2) Se não acredita, pergunta pra Roseana que ela te conta como foi o caso Lunus, me disse ele.

3) Se não acredita, pergunta pros aloprados do PT que tentaram comprar um dossiẽ, me diz ele.

4) Se naõ acredita, me diz ele, pergunta pro rapaz das Gerais.

Ave jura que boa parte das aves entendeu o recado do avião com 450 quilos de cocaína apreendido pela PF.

Ave jura que essa é a senha de sempre. E diz gargalhando: “pó, pára governador…”.

E que no aviário, quando o assunto é poeira, todos entendem o recado.

E sabem da onde vem a ventania.

Entendem que é dia de lua cheia.

Digo que não acredito em vampiros.

Ave ri ainda mais alto.

E diz, você não. Mas a gente tem certeza que ele existe.

E que não ficou no aviário à toa.

E que vai comer muitas aves antes da lua cheia sair de cena.

E desliga o telefone.

Não sem antes dizer. Pode publicar.

Leia outros textos de Outras Palavras
Fonte:

Projeto de cotas para negros no serviço público é aprovado em Comissão da Câmara

04.12.2013
Do portal da CUT NACIONAL

PL tramita em regime de urgência e ainda será apreciado por duas outras comissões antes de ir a plenário

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara Federal aprovou o texto original do Projeto de Lei 6.738/13, que destina 20% das vagas em concursos públicos federais para negros. O projeto, de autoria do executivo, é parte da luta histórica da CUT pela igualdade racial.

Segundo o voto do relator, Deputado Vicentinho, “É incontroverso que a grande maioria da população negra faz parte das classes menos favorecidas e, portanto, são protagonistas de um circulo vicioso que não permite sua ascensão social nos mesmos níveis obtidos por pessoas de outras raças”. Ainda segundo o relator, o projeto está de acordo com outras medidas importantes adotadas no Brasil, como o sistema de cotas em universidades públicas, e é importante na luta pela igualdade de oportunidades no País.

“Cumpre ressaltar que tais medidas foram adotadas em um passado recente, portanto insuficientes para superar um triste histórico, permeado por atitudes altamente discriminatórias com a população negra brasileira”, aponta o texto.

A secretária nacional de combate ao racismo da CUT, Maria Júlia Reis Nogueira, concorda que o Projeto é importante para a reparação da dívida histórica que o Estado brasileiro tem com os negros no Brasil. É um passo fundamental na luta pela igualdade. “O projeto se soma à luta travada diariamente pelos movimentos, buscando igualdade racial e fortalecendo o debate para a construção de uma sociedade mais justa. É uma resposta à dívida histórica que o Estado brasileiro tem com os negros e negras do País”, afirma a dirigente.

Mesmo com a importância social do projeto, Maria Júlia lembra que a luta ainda não está ganha e haverá resistência de alguns setores do Congresso. Mas, para ela, a pressão do movimento é forte e será sentida. “É evidente que teremos resistência, se considerarmos a proporção de parlamentares negros presentes no nosso Congresso. Mas acreditamos que a pressão da sociedade e do movimento pela aprovação é forte e será suficiente para fazer com que os negros sejam atendidos”, destaca.

O projeto tramita em regime de urgência e ainda será apreciado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pelos parlamentares. Caso não seja apreciado na Câmara e no Senado até o dia 23 de dezembro, o projeto passa a trancar a pauta do Congresso.
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Veja também:
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Motoristas de ambulâncias de hospitais particulares e públicos paralisam atividades

04.12.2013
Do portal da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por Júlia Montenegro*

Reivindicação é por conta de demissões, diminuição do salário e hora extra


Os motoristas de ambulâncias dos hospitais particulares e públicos de Pernambuco paralisaram as atividades na manhã desta quarta-feira (4). A categoria realizou um protesto em frente ao Centro de Convenções de Pernambuco, no bairro de Salgadinho. Segundo eles, a empresa terceirizada, que foi contratada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), demitiu 21 funcionários nos últimos dias.
Ainda de acordo com eles,  a empresa terceirizada vai demitir os outros 98 funcionários. O objetivo dessa demissão é recontratar novos funcionários com salário mais baixo, segundo os motoristas. Atualmente, eles ganham R$ 1,498. Os novos funcionários vão ganhar R$ 1,072. Os motoristas também reivindicam hora extra. Em nota, a SES informou que, apesar da paralisação das ambulâncias da empresa Higiene, contratada para prestar esse tipo de serviço, não houve nenhum tipo de prejuízo nas unidades do Estado. 


Ainda de acordo com a SES, a empresa foi contratada pela SES em julho de 2012, para o funcionamento de 29 ambulâncias, sendo 21 básicas e 8 avançadas. Quanto ao pagamento, a SES está em dia com a empresa. Atualmente, aguarda a documentação comprobatória referente ao período trabalhado de novembro para realizar o pagamento. Questão trabalhistas, como pagamento aos funcionários e seus tributos, são de total responsabilidade da empresa, que está sendo notificada pela SES por causa da paralisação desta quarta, uma vez que a obrigação da empresa é manter os serviços funcionando conforme está no contrato. 

* com informações de Júnior Aguiar, da Folha de Pernambuco

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O futuro dos hotéis de luxo está no fundo do mar?

04.12.2013
Do portal da BBC BRASIL, 03.12.13
Por Paul Rubens 
Repórter de Tecnologia

projeto de hotel subaquático da Deep Ocean Technology
Quartos submersos são conectados por elevador a disco na superfície
O futuro dos padrões de luxo em hotéis pode estar nas profundezas, e não nas alturas.
No lugar de suítes na cobertura, as acomodações mais exclusivas podem, em breve, estar localizadas seis metros ou mais abaixo da superfície do mar.
A ideia de dormir perto dos peixes pode parecer perigosa, mas a tecnologia necessária para a construção de quartos submarinos já está provada e bem estabelecida.
É o que diz Robert Bursiewicz, diretor da Deep Ocean Technology, uma empresa polonesa que está planejando um hotel subaquático chamado Água Discus.
O prédio pode ser rebocado para um local apropriado e colocado em suportes fixados no mar.
Os 22 quartos com vista para o fundo do mar formam a circunferência de um disco subaquático, ligados por elevador e escadas a outro disco semelhante acima da superfície contendo outras instalações do hotel.
"Hoje em dia é possível construir submarinos que vão mais fundo do que 500 metros abaixo da superfície do mar, de modo que construir um hotel subaquático não é um problema", diz Bursiewicz.
Na verdade, o desafio técnico de construir um hotel subaquático pode ser menor do que um submarino porque é improvável que os hotéis sejam instalados a uma distância da superfície maior do que 15 metros de profundidade - mesmo porque as cores, com exceção do azul, costumam a desaparecer a profundidades maiores do que 15 metros, porque a água age como um filtro para a luz solar.


quarto projetado pelo Deep Ocean Technology
Todos os 22 quartos ficarão submersos

Os quartos precisam estar em águas relativamente rasas para que se tenha uma vista mais espetacular e colorida da vida marinha.
"Queremos ter quartos a uma profundidade de cerca de 10 metros porque esta profundidade proporciona um bom ambiente em termos de cores", diz Bursiewicz.

Silêncio no mar

Um desafio maior do que manter a água fora da estrutura é não deixar escapar os ruídos inevitáveis gerados por um hotel subaquático.
Isso é importante, pois um ambiente ruidoso pode perturbar e assustar os peixes e outras criaturas marinhas.
Bursiewicz diz que este problema pode ser superado quando se toma os cuidados apropriados ainda na fase inicial do projeto, garantindo que itens como banheiros, bombas e equipamentos de ar condicionado, que geram ruídos, sejam acomodados no centro da estrutura subaquática.
Também é importante que um hotel subaquático esteja em conformidade com as leis locais e isso pode ser complicado porque há poucas legislações que contemplam esse tipo de construção.
"Cada país tem diferentes regulamentações para questões diferentes", diz Bursiewicz.
"Mas é possível pensar em nosso hotel como uma espécie de dispositivo marinho, como um submarino, um navio, ou, talvez, como uma construção offshore, como uma plataforma de petróleo."
Encontrar um local onde um hotel subaquático pode encontrar os fundamentos legais para ser posicionado também pode ser difícil.
Segundo Alexandros Ntovas, especialista em direito marítimo da Universidade de Southampton, para que uma estrutura dessas seja construída na Grã-Bretanha, é preciso que esteja posicionada a pelo menos 12 milhas náuticas (cerca de 22 km) da costa do país, que tenha a permissão das autoridades e que não contrarie leis internacionais que regulamentam proteção e preservação do meio ambiente marinho.

Hóspedes têm que mergulhar para acessar hotel aquático na Flórida
Mas, por enquanto, não há planos de se construir um hotel subaquático em águas britânicas.

Entrega de pizza

As águas mais quentes do sudeste dos Estados Unidos são muito mais adequadas, e uma pousada, Jules' Undersea Lodge, que tem apenas dois quartos e fica perto da costa da Flórida, tem recebido hóspedes a mais de nove metros abaixo da superfície do mar desde 1986.
Durante a década de 70, a construção foi usada como um laboratório marinho em águas porto-riquenhas.
Ao contrário do Deep Ocean Technology, toda a estrutura do hotel americano fica embaixo d'água, sendo acessível somente a nado usando equipamentos de mergulho.
A empresa que opera o hotel também oferece um curso de três horas de mergulho para iniciantes, o suficiente para que hóspedes saibam como entrar e sair do hotel.
Sob a perspectiva de gestão hoteleira, Teresa McKinna, diretora financeira do Jule's Lodge, diz que coisas simples, como limpeza e mudança de roupa de cama podem ser um desafio embaixo d'água.
"Temos que colocar tudo em caixas à prova d'água e acrescentar pesos para que não flutuem", diz McKinna.
O hotel dispõe de caixas à prova d'água de vários tamanhos, de modo que pizzas podem ser entregues por mergulhadores aos hóspedes na hora do jantar.
Manta Resort | Jesper Anhede
Manta Resort, na Tanzânia, tem quarto subaquático
O mais recente quarto de hotel subaquático a ser inaugurado fica no Manta Resort, na Tanzânia, na costa da Ilha de Pemba.
Ao contrário do Água Discus ou do Jules Undersea's Lodge, a estrutura não é fixada ao fundo do mar.
Em vez disso, o quarto está ligado a um bangalô flutuante, que fica ancorada ao fundo, como um barco.
Os hóspedes entram no quarto do hotel por uma escada a partir da estrutura flutuante.
Mikael Genberg, seu criador, explica que a razão para isso foi a segurança.
"A maré é bem alta na Ilha de Peba, o que significa que a corrente causaria um grande desgaste na estrutura fixada no leito do mar.
"E o quarto em si poderia também estar em risco, já que algo, mais cedo ou mais tarde, quebraria. Por isso, construímos algo ligado à superfície", diz Genberg.
Para ele, como tudo, é uma questão de matemática.

"Há vários parâmetros que você tem de calcular para hotéis que crescem para cima. A única diferença é que, no nosso caso, eles crescem para baixo."
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MP vê 'escândalo total' e prejuízos aos cofres em reforma do Metrô de São Paulo

04.12.2013
Do portal da  REDE BRASIL ATUAL, 03.12.13
Por Redação RBA
Para Ministério Público, licitações para reforma de 98 trens do Metrô paulista têm indícios de irregularidade: sempre uma única empresa se candidatava a ganhar
MAURICIO MORAIS/RBA
Metrô
Para companhia, possível abertura de portas com um trem ainda em movimento não é anormal
São Paulo – O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo pediu hoje (3) a suspensão imediata de dez contratos de reforma de 98 trens do Metrô de São Paulo. Os contratos totalizam R$ 2,5 bilhões. De acordo com o MP, os contratos estão com vício de ilegalidade. A recomendação administrativa foi entregue ao Metrô, que tem 30 dias para apresentar providências. Os contratos foram assinados entre os anos de 2008 e de 2010.
O termo "vício de ilegalidade" pode ser explicado por pelo menos dois aspectos: valor incompatível com a realidade de mercado e falha ou ausência de execução do serviço combinado. O primeiro aspecto foi observado pelo promotor do caso, Marcelo Camargo Milani, por comparação: “Uma das empresas envolvidas na licitação, e que também trabalha na reforma dos trens, recentemente fechou um contrato com o Metrô de Nova York. E os trens novos lá de Nova York vão ter um preço menor do que os trens reformados aqui”.
“Para nós isso é um prejuízo ao erário evidente. Eu reputo que isso é um escândalo total e um prejuízo absurdo para os cofres públicos. É por isso que estamos propondo essa suspensão ao Metrô”, acrescentou o promotor.
A segunda evidência de ilicitude vem sendo notada pelos milhares de usuários, potenciais vítimas das falhas que podem acabar em acidentes como os registrados nos últimos dois anos. O tema tem sido objeto de reportagens feitas em parceria entre a RBA e o site Outras Palavras – por Tadeu Breda e Vinícius Gomes.
Leia as reportagens:
No último dia 12 de novembro, dez dias depois de duas ocorrências de aberturas de portas com trens em movimento na Linha 3-Vermelha, a direção do Metrô admitiu em nota enviada à reportagem da RBA os incidentes que a companhia vinha ocultando. As falhas, consideradas "normais" pela empresa, envolveram composições recém-reformadas pelo consórcio MTTrens e pertencentes a uma frota recordista em problemas.
Os sinais de que as irregularidades nas concorrências e contratos do metrô paulista vêm sendo detectados por usuários, e são os próprios funcionários da Linha 3-Vermelha que procuram organizar um levantamento, ainda impreciso, dos problemas. Algumas composições novas chegam a registrar mais defeitos que as antigas. Os dados são preliminares e não oficiais, uma vez que a Companhia do Metropolitano (Metrô), ligada ao governo do estado, dificulta o acesso a estatísticas oficiais.
Em outro acidente na Linha 3-Vermelha, no dia 5 de agosto, os funcionários não conseguiram obter explicações da companhia sobre um descarrilamento ocorrido próximo à estação Palmeiras-Barra Funda, na zona oeste. Requisições amparadas pela legislação foram repetidamente ignoradas.

Nova tentativa

Alguns incidentes listados na ação do Ministério Público podem ajudar a furar o bloqueio da desinformação e falta de transparência. De acordo com o MP, três trens reformados já entregues ao Metrô, e já em funcionamento, foram pivôs em acidentes nos últimos anos: em 1º de dezembro de 2012 (quando um trem andou sozinho na estação Jabaquara e colidiu com outro); o do descarrilamento de 5 de agosto, depois verificado ter sido por um problema em uma peça; e em 16 de maio de 2013, (quando ocorreu, na linha 3 Vermelha, a colisão entre dois trens).
“Três acidentes em trens reformados do Metrô. É mais um indicativo no sentido de que essa reforma tem sido danosa para o metrô e para os cofres públicos de maneira geral”, disse o promotor.
Segundo o MP, os contratos de reforma dos 98 trens do Metrô de paulista têm indícios de que houve irregularidade nas licitações para a escolha das empresas que fariam o serviço: nos contratos, sempre uma única empresa se candidatava a ganhar a licitação. “Nos contratos principais não houve competitividade, ou seja, nas licitações apresentadas contaram apenas com um concorrente e uma proposta, que é a vencedora”, destacou o promotor.
O MP ressalta ainda que há indicativos que não houve vantagem para o erário na decisão pela reforma em vez da compra de novos trens. Também há indícios de que houve o fracionamento, em dez contratos, da contratação do serviço na tentativa de esconder o valor total do contrato.
“A questão é de se saber por que reformar um trem de 40 anos, qual a razão disso. Todas as outras grandes cidades que têm trem, o trem não dura todo esse tempo. É material de sucata. Você faz um novo. Não existe fora da cidade de São Paulo nenhum outro caso de reforma de trem”, disse o promotor.
Com informações de Bruno Bocchini, da Agência Brasil
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