sábado, 23 de novembro de 2013

Sociopata Barbosa quer afastar juiz por "benevolência" com réus

23.11.2013
Do BLOG DO SARAIVA
 
 
247 - Uma notícia estarrecedora acaba de ser publicada pelo jornal Estado de S. Paulo. Segundo os repórteres Andreza Matais e Felipe Recondo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, estaria agindo para afastar o magistrado Ademar Silva de Vasconcelos do Distrito Federal, responsável por acompanhar as prisões de José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino – este, internado no Instituto do Coração para uma avaliação médica (leia mais aqui). O motivo: segundo Barbosa, Vasconcelos estaria sendo benevolente com os presos.
A intenção do presidente do STF, que age como se fosse dono do Poder Judiciário no Brasil, é colocar em seu lugar o substituto Bruno André Silva Ribeiro. Curiosamente, foi para ele que Barbosa enviou as ordens de prisão no dia 15 de novembro – Bruno estava de férias e isso fez com que os réus condenados ao semiaberto fossem submetidos vários dias a um regime fechado de prisão (leia mais aqui).
Depois das prisões, um manifesto assinado por juristas como Celso Bandeira de Mello e Dalmo Dallari condenou as atitudes ilegais e arbitrárias de Joaquim Barbosa (leia mais aqui). O texto afirma que o Supremo Tribunal Federal deve agir com rapidez para não se tornar refém de seu presidente. Em entrevista, Bandeira de Mello defende que Barbosa seja processado (leia aqui).
Neste sábado, nota publicada por Ilimar Franco, do jornal O Globo, revelou que Lula tem dito que a escolha de Joaquim Barbosa foi o maior erro cometido em seus oito anos de governo (leia aqui).
Ao que tudo indica, o Brasil tem hoje um desequilibrado à frente do Poder Judiciário – o que já se suspeitava há muito tempo. Felipe Recondo, um dos autores da reportagem do Estado de S. Paulo, é o jornalista que já foi insultado por Barbosa dentro do STF, quando o presidente da corte disse a ele que chafurdasse no lixo.
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/11/sociopata-barbosa-quer-afastar-juiz-por.html

Com crise econômica, políticas contra estrangeiros ganham espaço na Europa e nos EUA

23.11.2013
Do portal OPERA MUNDI, 17.11.13
Por Gabriela Néspoli | São Paulo
 
No Brasil, discussão acontece no Congresso desde 2009 e prevê direito a voto para quem mora há mais de 4 anos no país
 
Taxação sobre "imigrantes de risco", coleta de saliva de muçulmanas com fins de proteção a “potenciais terroristas”, deportação de estudante cigana de 15 anos por estar sem documentos. A crise econômica trouxe de volta – de forma mais acentuada – a discussão sobre políticas migratórias em diversos países, como França, Inglaterra e Estados Unidos. Até mesmo o Brasil debate como atualizar as normas para estrangeiros.
 
Na França, por exemplo, Jean-François Copé, presidente da UMP (União por um Movimento Popular), apresentou em outubro proposta de revisão da política do país para obtenção de cidadania francesa por estrangeiros.
 
Agência Efe (18/10)

Centenas de estudantes protestaram contra deportação de estudante e política de imigração do governo por dois dias consecutivos
 
 
 
A ideia é dificultar a concessão a crianças francesas cujos pais são provenientes de outros países, o que atualmente ocorre de maneira automática quando estas completam dezoito anos. Pesquisas demonstram um forte apoio popular à proposta: 72% dos franceses são a favor da mudança.
 
O interesse governamental na restrição dos direitos de estrangeiros também é evidente na nova lei de imigração britânica, apresentada neste ano pelo Ministério do Interior da Inglaterra. O projeto do grupo conservador ligado ao premiê David Cameron introduz diversas medidas discriminatórias no quadro legal do país.
 
Dentre elas, figura a redução do número de decisões de deportação que podem ser contestadas por recurso, além da determinação que imigrantes acusados de algum crime sejam primeiramente deportados, para somente depois poderem contestar suas acusações.  A reforma deve entrar em vigor na Inglaterra no primeiro semestre de 2014.

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Para Thiago Rodrigues, professor de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, essas medidas são reflexo da crise. “Políticas xenófobas que já existiam vêm ganhando espaço justamente por unirem as diferentes nacionalidades do bloco no temor ao estrangeiro, ao extracomunitário”, afirma o professor.
 
Estados Unidos
 
“O sistema de imigração da América está quebrado. Muitos empregadores se beneficiam dele, contratando trabalhadores sem documentos, e existem atualmente 11 milhões de pessoas vivendo nas sombras. Nada disso é bom para a economia ou para o país.” É desta maneira que a Casa Branca apresenta o plano de reforma política migratória para os Estados Unidos, que se autodenomina uma solução à dívida pública, à falta de empregos e à economia do país.

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Formulado conjuntamente por democratas e republicanos, o projeto tem razões econômicas e busca regularizar imigrantes que vivem ilegalmente no país, após verificação de seus antecedentes.  O objetivo da medida é fazer com que, uma vez obtida a cidadania, os imigrantes passem a contribuir com os mesmos impostos que qualquer cidadão norte-americano e possam abrir pequenos empreendimentos. 
 
A revisão das leis de imigração dos EUA, que também estabelece a obrigatoriedade do aprendizado do inglês para os estrangeiros que queiram residir no país, está em tramitação na Câmara dos Deputados e deve ser submetida à votação durante os próximos meses.
 
Brasil
 
No Brasil, país que se apresenta como receptivo às diferentes nacionalidades que o escolhem como destino, ainda vigora o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6815), proclamado em 1980, durante a ditadura militar. O texto, amparado na Constituição Federal de 1967, considera o “estrangeiro” como ameaça à segurança nacional e tem como objetivo dificultar a permanência dos imigrantes em território brasileiro.

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Buscando reverter a defasagem, um grupo de especialistas formulou um projeto de reforma da política migratória brasileira. No entanto, o plano está parado desde 2009 e, desde então, já se desatualizou, segundo Paulo Parise, diretor do CEM (Centro de Estudos Migratórios), de São Paulo.  Ao mesmo tempo, existe um projeto tramitando na Câmara dos Deputados que permite que estrangeiros residentes em território brasileiro por mais de quatro anos alistem-se como eleitores.
 
Parise ressalta, no entanto, que a revisão da política migratória brasileira deve compreender direitos que vão além do voto. “O papel de acolher os estrangeiros no Brasil, de ajudá-los a encontrar moradia, emprego e de ensinar o português tem sido exercido pela sociedade civil. Não existem, atualmente, políticas públicas direcionadas aos imigrantes no país”, afirma o diretor.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/32426/com+crise+economica+politicas+contra+estrangeiros+ganham+espaco+na+europa+e+nos+eua+.shtml

Alexandre Garcia: filhote da ditadura

23.11.2013
Do portal BRASIL247
Por ALTAMIRO BORGES       
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2013/11/23/hitler-se-irrita-com-escandalo-da-globo/

Aloysio Nunes afunda no propinoduto

23.11.2013
Do BLOG DO MIRO, 21.11.13
Por Renato Rovai, em seu blog:
 

O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer entregou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um relatório onde mostra “a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM”. Apesar de o relatório ter sido entregue no dia 17 de abril, somente hoje a informação veio a público, a partir de uma matéria d’O Estado de S. Paulo, dos jornalistas Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo.
Rheinheimer diz ter provas e dá nome e sobrenome dos políticos tucanos que receberam propinas das empresas do cartel dos trens. Os “propineiros tucanos” fazem parte da Cúpula do PSDB. E essa é a primeira vez que os políticos são nominalmente citados no esquema de corrupção.

O ex-diretor esteve à frente da divisão de Transportes da Siemens até março de 2007, sendo que trabalhou por 22 anos na empresa. Ele é um dos seis denunciantes que topou contar tudo o que sabe em troca de redução de possíveis condenações, no acordo de leniência.

O documento trazido por Rheinheimer faz menção ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), os secretários estaduais José Aníbal (Energia), também deputado (PSDB-SP), e Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos). Todos homens fortes do tucanato. Aloysio Nunes estava sendo cotado para ser vice de Aécio. O senador já foi alvo de denúncias em 2010, por sua ligação com Paulo Preto, o homem de confiança dos tucanos paulistas, acusado de sumir com quatro milhões de reais do “caixa 2″ da campanha de Serra.

O ex-diretor da Siemens cita ainda o secretário de Desenvolvimento Econômico de Alckmin, Rodrigo Garcia. Ele era o homem forte do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e é deputado federal licenciado pelo DEM-SP. A máfia dos auditores fiscais na capital paulista, denunciada pelo governo Fernando Haddad, utilizava uma sala comercial para arrecadar propinas de construtoras, alugada em nome de Marco Aurélio Garcia, irmão de Rodrigo. Em menos de um mês, o secretário de Alckmin aparece envolvido em dois casos de corrupção, e continua no cargo.

Rheinheimer afirma ainda que o secretário da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), era um dos que recebiam propina das empresas suspeitas de participar do cartel dos trens de São Paulo. É o Zé Dirceu de Alckmin.

As denúncias foram anexadas ao inquérito que investiga o cartel dos trens. Será que o Ministério Público vai
arquivar na pasta errada como o procurador da República Rodrigo de Grandis fez com o pedido de investigação do acusados da Suíça?
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/11/aloysio-nunes-afunda-no-propinoduto.html

Nem só da corrupção no clã tucano padece o nome da Siemens

23.11.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 21.11.13
Por Flávio Aguiar, de Berlim
 
A empresa tem estado presente no noticiário brasileiro, e também no alemão, embora por motivos diferentes
                    
 
1933, Hitler na Siemens
Empresa tem história de parcerias desabonadoras, entre elas com os governos tucanos de São Paulo
 
No Brasil, pesam sobre a empresa acusações de formação de cartel (com outras mais) para fornecimento de material para construção de meios de transporte, como o metrô de São Paulo, além de, ultimamente, distribuição de propinas. Segundo o noticiário brasileiro e internacional, as relações entre o governo do estado de São Paulo e fornecedores de equipamentos, especialmente para o sistema de transporte por trens e metrô, são permeadas de contratos superfaturados e pagamentos de gordas propinas.
 
Enfim, corruptores privados encheram os bolsos de agentes públicos corruptos, entre eles pessoas íntimas dos governadores tucanos, desde a gestão Maior Covas, em 1998, até os dias atuais, com Geraldo Alckmin – passando por José Serra. Se estiverem certas as denúncias, as despesas com sobrepreço e “gorjetas” fizeram contratos que somaram R$ 30 bilhões em década e meia engordar 30%, o que representaria um prejuízo de R$ 9 bilhões, ou dezenas de quilômetros de trilhos jogados no bolso de alguéns.
 
Como grande parte das denúncias partiu de dentro de uma das empresas que integram o suposto cartel, a Siemens, é improvável que não haja fogo na base dessa fumaça. O gesto parece ser parte de um esforço da multinacional alemã em tentar recuperar o prestígio da marca, que não anda bem no noticiário internacional. Na Alemanha, a Siemens tem sido notícia devido a uma crise de administração em consequência de uma série de contratempos, como perda de prazos e de espaço para concorrentes e um desconforto financeiro. Essas dificuldades levaram a uma troca de comando na empresa. O novo presidente é Joe Kaeser, ex-chefe do Escritório Financeiro Central, órgão encarregado de avaliar riscos financeiros e perdas decorrentes, e como evitá-los ou enfrentá-los.
 
Kaeser substituiu Peter Löscher, aus­tríaco de nascimento, que assumiu a presidência da empresa em julho de 2007, depois de um período conturbado em que executivos caíram e outros subiram em meio a acusações e acordos judiciais envoltos no tema da corrupção, por meio do pagamento de propinas em diferentes países, inclusive nos Estados Unidos.
 
Não houve acusações de corrupção contra Löscher. Aparentemente, a “acusa­ção” contra ele foi de má gestão, decisões ­erradas que levaram, por exemplo, a Siemens a atrasar a entrega de trens encomendados à “sagrada” Deutsche Bahn, a ferroviá­ria estatal alemã, um dos ícones do país, ao lado da sua indústria ­automobilística.
 
Nesse recente sobe e desce de CEOs (de Chief Executive Officer, no jargão internacional), a mídia alemã noticiou uma luta interna entre dois pesos pesados: Gehrard Chrome, presidente do Conselho Supervisor, e Josef Ackermann, um dos vice-presidentes. Pelo noticiário subsequente, Ackermann, que já foi CEO do Deutsche Bank, perdeu e renunciou a seu posto no Conselho da Siemens, sem que ficassem claras as razões da disputa.

Longo passivo

O fato é que o passivo de acusações contra a Siemens é muito longo e variado.­ Até ter fornecido, por exemplo, material elétrico para os campos de concentração nazistas, além de haver fotos de carros seus sendo usados para fazer propaganda do partido. Em 2006, a empresa foi objeto de uma devassa por parte da promotoria pública alemã.
 
Em 15 de novembro daquele ano, procuradores e agentes policiais invadiram 30 escritórios da empresa, além de várias casas de seus top executivos. O obje­tivo da operação era investigar o que foi descrito como um grande esquema de pagamento de propinas para obtenção de favores em escala mundial. Nessa ocasião caíram executivos como Heinrich von Pierer e Klaus Kleinfeld. As acusações levantaram detalhes bizarros, como o de que até 1998 a empresa abatia do imposto de renda alemão propinas pagas no estrangeiro, descritas como “despesas correntes”.
 
A nova direção da Siemens negociou laboriosamente, por exemplo, com o fisco norte-americano, chegando a um acordo em 2008 para o pagamento de US$ 800 milhões em indenizações. Não se sabe o montante das indenizações pagas pela empresa. Há avaliações de que passava de US$ 1,5 bilhão antes de vir à luz o caso brasileiro. Chegou ao noticiá­rio que o contador que operava secretamente as contas das propinas – e um dos poucos a serem condenados judicialmente, Richard Sieksczek – lidava anualmente com valores entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões.
 
Mas o caso mais espetacular ocorreu na China, onde em junho de 2011 o empresário Shi Wanzhong foi condenado à morte por ter recebido da Siemens US$ 5,1 milhões em “por foras” para favorecer compras de materiais. A execução da sentença foi suspensa, mas não se sabe exatamente o que aconteceu com o condenado. A empresa sempre se recusou a comentar o assunto.
 
A Siemens emprega cerca de 370 mil ­trabalhadores em 200 países – e se orgulha­ de ter em seus quadros 18 mil enge­nheiros de informática, mais do que a Microsoft­ – e está passando por um processo dramá­tico de ajustes. Seu novo presidente anunciou a extinção de 15 mil postos de trabalho na Alemanha, o que, nesta época de crise­ europeia, pode significar uma “pequena” catás­trofe social. Ao mesmo tempo, embora a empresa não comente nada, a disposição de agora colaborar com as autori­dades brasileiras mostra que há um empenho em recuperar a aura há muito tempo perdida.

Os homens da corporação

Joe Kaeser
Werner von Siemens


Fundou a empresa em 1847, voltada para a expansão do telégrafo. Passou desde logo a operar em nível internacional, na Índia, na Rússia e no continente europeu. Construiu uma linha telegráfica da Índia a Londres, por exemplo.

 
Peter Löscher, 56 anos
 

Foi o diretor-presidente de 2007 a julho de 2013. Não há acusações de corrupção contra ele.
 
Gehrard Chrome, 70 anos
 

Proeminente empresário, assumiu a presidência do Conselho Diretor em 2007, substituindo Klaus Kleinfield. É considerado o homem forte da empresa.
 
Josef Ackermann, 65 anos
 

Nascido na Suíça, um dos mais importantes CEOs da Europa, amigo de Angela Merkel, ­ex-diretor-presidente do Deutsche Bank, já foi até objeto de documentário da uma rede de TV (ARD). Não há acusações de corrupção contra ele.
 
Klaus Kleinfeld, 56 anos
 

Foi presidente do Conselho Diretor de 2005 a 2007. Quando surgiram as acusações contra a empresa, foi acusado de negligência por não ter agido. Negou. Ainda assim, deixou o cargo e a empresa, segundo algumas fontes pagando uma indenização simbólica de € 2 milhões. Desde 2008 é o CEO da Alcoa norte-americana.
 
Heinrich von Pierer, 72 anos
 

Presidente do Conselho Diretor de 1992 a 2005, quando foi substituído por Klaus Kleinfeld, passando a presidente do Conselho Fiscal, onde ficou até a maré de escândalos de 2006-2007. Demitiu-se, alegando inocência. Permanecem acusações de negligência, mas não houve processo contra ele. Em 15 de maio de 2010, o jornal Süddeutschen Zeitung noticiou que ele teria pago uma indenização de € 5 milhões à empresa. Hoje é membro do conselho da empresa mista turca Koç Holding.
 
Shi Wanzhong
 

De acordo com as poucas informações disponíveis, esse executivo chinês era diretor da China Mobile, uma companhia estatal no ramo da telefonia móvel, quando recebeu a propina da Siemens. Entretanto, não houve processo contra a empresa.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/89/um-escandalo-chamado-siemens-8512.html/view

WikiLeaks: Embaixador dos EUA afirma que Stuart Angel foi 'subsequentemente assassinado por agentes da Aeronáutica' em 1971

23.11..2013
Do BLOG DO MELLO, 08.04.13
Por  Antônio Mello
Stuart Angel, assassinado pela ditadura
Li a notícia no blog da irmã de Stuart, a colunista Hildergad Angel, e fico imaginando o soco no estômago que é ler cada uma das palavras escritas pelo então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, William Manning Rountree.
Agentes, claro está, que recebiam do Estado brasileiro o dinheiro com que compravam o pão, o bife, a batata frita, o sundae do Bob's. Também pagavam o aluguel, a prestação do carro e da TV, geladeira. A escola do filho. O dinheiro pro lanche.

E recebiam esse dinheiro para torturar e assassinar cidadãos brasileiros que lhes pagavam salário, via impostos, e que lutavam contra a ditadura vendida aos EUA, que nos foi imposta.

Stuart, confirma o vazamento do Wikileaks, foi assassinado.
Disponibilizado pelo Wikileaks, documento da embaixada dos EUA em Brasília endereçado aos escritórios de Assuntos Interamericanos do Departamento de Estado dos EUA, em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, no dia 14 de março de 1973, fala sobre o assassinato do militante Suart Edgart Angel Jones, que teria sido absolvido em sessão secreta da Suprema Corte Militar dois anos após sua morte.

Assinado pelo então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, William Manning Rountree, o telegrama narra “o capítulo final do trágico caso” de Stuart Angel. “Na última semana, em uma sessão secreta, a Suprema Corte Militar reafirmou a decisão do Tribunal da Aeronáutica em absolver Jones de sua alegada contravenção ao Ato de Segurança Nacional. Como o departamento está consciente, Jones foi detido no Aeroporto Galeão (Rio) em 1971 e subsequentemente assassinado por agentes da Aeronáutica”.

O também guerrilheiro Alex Polari deu detalhes do que ocorreu:
A versão mais conhecida e aceita de sua tortura e morte foi dada pelo ex-guerrilheiro Alex Polari, também preso na base, e que assistiu da janela de sua cela as torturas feitas contra Stuart, presenciando inclusive a cena em que ele foi arrastado por um jipe militar, com o corpo completamente esfolado e com a boca no cano de descarga do veículo, pelo pátio interno do quartel, o que causou sua morte por asfixia e envenenamento por gás carbônico. [Fonte]
 
A "ditabranda" da Folha era assim. E a cada dia ficamos sabendo um pouco mais de tudo aquilo que aconteceu. Do terror. Das vidas e sonhos interrompidos.

E a cada nova informação, como essa do Wikileaks, a família revive a dor dilacerante de sempre saber a verdade aos poucos e durante anos, e de nunca ter a oportunidade do último adeus ao pai, ao marido, ao irmão, à esposa, à mãe, à irmã.

A Comissão de Verdade é um primeiro passo para que o Brasil um dia chegue à situação da Argentina, que está colocando a História nas ruas e os assassinos na cadeia.

Hildegard, todos somos Hildergard Angel, enquanto o Brasil não passar a limpo a ditadura civil-militar e colocar na cadeia os canalhas, assassinos ( e seus financiadores, inclusive donos de empresas midiáticas) travestidos de nacionalistas.
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Fonte:http://blogdomello.blogspot.com.br/2013/04/wikileaks-stuart-angel-foi.html

Miguel do Rosário: Fazer piada com a desgraça alheia é torpe

23.11.2013
Do blog VI O MUNDO,
Por Miguel do Rosário, O Cafezinho (reprodução parcial)
 
O mau caratismo monstruoso de Caruso

Que fique registrado para a história, o mau caratismo sem limites, inescrupuloso, desumano e vil de Chico Caruso. Fazer piada com a desgraça alheia é torpe. Quando se trata de um homem torturado pela segunda vez pelo sistema, um homem dessa vez alquebrado, doente, com problemas no coração, é um caso patológico de sadismo e imoralidade.

E depois ainda vem falar de ética…

Mais uma vez, o blog O Cafezinho se solidariza com Genoíno e protesta, com nojo, contra o baixo nível da imprensa brasileira.

 Leia também:

Direção Nacional do MST a Dirceu e Genoino: Condenação injusta
Bandeira de Mello: “Se eu fosse do PT, pediria que o presidente do STF fosse processado”
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/miguel-do-rosario-2.html