Pesquisar este blog

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Rússia confirma transferência para Sibéria da Pussy Riot Nadezhda Tolokonnikova

14.11.2013
Do  portal DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por AFP - Agence France-Presse

Nadezhda Tolokonnikova, uma das integrantes do grupo Pussy Riot, em uma cela do tribunal de Zubova Polyana, na República da Mordóvia, em 26 de abril de 2013. Foto: Maksim Binov/ AFP Photo
Nadezhda Tolokonnikova, uma das integrantes do grupo Pussy Riot, em uma cela do tribunal de Zubova Polyana, na República da Mordóvia, em 26 de abril de 2013. Foto: Maksim Binov/ AFP Photo
O serviço penitenciário russo confirmou nesta quinta-feira a transferência de Nadezhda Tolokonnikova, uma das integrantes do grupo Pussy Riot, para um campo de trabalho na Sibéria.

"Tolokonnikova chegou a um dos estabelecimentos penitenciários da região de Krasnoiarsk, na Sibéria Ocidental", anunciou o serviço penitenciário em um comunicado.

"Está bem", disse por telefone à AFP um porta-voz da sede local do serviço.

Mas o marido de Tolokonnikova, Piotr Verzilov, e sua advogada, Irina Jrunova, afirmaram à AFP que não foram comunicados sobre a transferência. Os familiares não têm notícias dela desde 22 de outubro.

Nadezhda Tolokonnikova, de 24 anos, cumpre, ao lado de outra integrante do grupo, pena de dois anos de prisão por ter feito no início de 2012 uma "oração punk" contra o presidente russo Vladimir Putin na catedral de Moscou.
*****
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2013/11/14/interna_mundo,473809/russia-confirma-transferencia-para-siberia-da-pussy-riot-nadezhda-tolokonnikova.shtml

Argentina diz ter provas de elo entre jornais e ditadura

14.11.2013
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 12.11.13
Por Marcia Carmo*, de Buenos Aires para a BBC Brasil
Na edição 772  

Em meio a disputa com setores da imprensa argentina, o ministro da Defesa, Agustín Rossi, mostrou, nesta segunda-feira, diante das câmeras de televisão, pastas de documentos da ditadura argentina (1976-1983). Segundo o ministro, os papeis contem supostos vínculos dos dois principais jornais do país, Clarín e La Nación, com o regime militar.
O ministro sugeriu que foi graças a este vínculo que os dois jornais teriam conseguido o controle da empresa Papel Prensa, que fornece papel para outros jornais do país. Os 1.500 documentos incluem listas de perseguidos políticos entre 1973 e 1983, incluindo artistas, escritores e políticos, de acordo com o governo.
Segundo Rossi, os documentos mostrados na TV foram encontradas por um militar no subsolo do edifício Condor, sede da Força Aérea.
“É a primeira vez que encontramos documentos que abarcam todo o período da ditadura. Estão ordenados por ordem cronológica”, disse. Rossi afirmou que em meio à pilha de pastas estariam “treze atas originais referentes ao tema Papel Prensa”. Segundo ele, a venda da empresa, naquele período, estava “diretamente relacionada com a detenção da família Graiver” – então dona da empresa.
A denúncia do governo em relação a este caso não é nova, mas agora o ministro disse que as pastas incluem “documentos históricos” que confirmariam as acusações de autoridades do kirchnerismo.
Os jornais Clarín e La Nación têm a maioria das ações da Papel Prensa, motivo de embates seguidos entre o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, e os acionistas. Moreno já interrompeu várias reuniões do grupo e as imagens foram mostradas nas redes sociais.
Lei de Meios
As declarações do ministro foram feitas sete dias depois de a Suprema Corte de Justiça declarar constitucional todos os artigos da chamada Lei de Meios – projeto do kirchnerismo para, segundo o governo, “democratizar” a imprensa e “acabar com os monopólios” do setor. Os jornais, em especial, o Clarín, acusam o governo de perseguição política e cerceamento da liberdade de imprensa.
As declarações do ministro se deram poucas horas depois que o Clarín comunicou ter iniciado o processo “voluntário” de “adequação” à Lei de Meios, que limita as licenças de rádio e televisão a fim de evitar a concentração midiática.
No comunicado, o Clarín diz que a decisão foi tomada “após o avanço da AFSCA (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual) sobre as licenças” que o grupo possui e que ainda estariam em vigor, mas que deverão ser transferidas para outros grupos.
A disputa do governo da presidente Cristina Kirchner com setores da imprensa, principalmente o Clarín, incluiu as suspeitas de que os filhos da empresária Ernestina de Noble, dona do jornal, teriam sido adotados ilegalmente e seriam filhos de desaparecidos políticos. Os exames de DNA eram negativo.
***
*Marcia Carmo, de Buenos Aires para a BBC Brasil
*****

Dilma veta integralmente projeto que cria novos municípios

14.11.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Agência Brasil

A matéria foi devolvida hoje ao presidente do Legislativo, Renan Calheiros (PMDB-AL) que terá que colocar o veto para a análise dos deputados e senadores

O Ministério da Fazenda ponderou que a medida causaria 'a expansão expressiva do número de municípios'

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 98/2002 que criava, incorporava, fundia e desmembrava municípios. No despacho presidencial ao Congresso, publicado hoje em edição extra no Diário Oficial da União, Dilma diz que a proposta de lei devolvida ao Congresso contraria “o interesse público”. A matéria foi devolvida hoje ao presidente do Legislativo, Renan Calheiros (PMDB-AL) que terá que colocar o veto para a análise dos deputados e senadores.

Segundo o despacho presidencial, o Ministério da Fazenda ponderou que a medida causaria “a expansão expressiva do número de municípios” o que acarretaria no aumento das despesas do Estado com a manutenção da estrutura administrativa e representativa. O ministério ponderou, ainda, que o crescimento de despesas não será acompanhado por receitas que permitam a cobertura dos novos gastos, “o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica”.

Além disso, os técnicos da área econômica destacaram que, com o crescimento de municípios brasileiros, haveria uma “pulverização” na repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso, acrescentam na justificativa para o veto presidencial, acarretaria em prejuízos para as cidades menores, além de maiores dificuldades financeiras.
*****
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2013/11/dilma-veta-integralmente-projeto-que-cria-novos-municipios-1787.html

Haddad X Kassab: ninguém notou o sumiço de 500 milhões?

14.11.2013
Do blog BALAIO DO KOTSCHO, 11.11.13
Por Ricardo Kotscho

Em tempo (atualizado às 16h35):

Recebi e reproduzo abaixo comentário do leitor Roque, enviado às 16h18: 
"Pelo visto, dessa vez você deu margem a uma interpretação pouco realista. Não dá para equiparar Kassab com Haddad. A coisa só foi descoberta agora, no governo Haddad, e cometida no governo Kassab. Deveria ter sido colocado ( o título) "Como Kassab não viu o sumiço de 500 milhões". Ponto. ". 
O leitor tem toda razão, como provam quase todos os comentários publicados neste post, que criticam o que escrevi. 
Quando a maioria dos leitores pensa de forma diferente, é porque errado está o autor, que não soube se expressar. 
Acontece. É o risco que corre quem escreve quase todo dia sobre os mais diferentes assuntos.  
Peço desculpas a todos, em especial ao prefeito Fernando Haddad, e agradeço ao leitor Roque por me chamar a atenção. 
Abraços,
Ricardo Kotscho
***
O que mais me intriga nesta história do rombo de R$ 500 milhões provocado pela Máfia do ISS na Prefeitura de São Paulo é que ninguém tenha notado durante tanto tempo o sumiço desta dinheirama, que não é pouca coisa. Nem o ex-prefeito Gilberto Kassab, nem o atual, Fernando Haddad, viram até outro dia nada de estranho acontecendo nos cofres municipais, e agora se acusam mutuamente pela "situação de descalabro" na cidade. O chamado jornalismo investigativo também comeu mosca.

Só para se ter uma ideia do valor em jogo e do tamanho do prejuízo, este valor supera o dobro do subsídio que a Prefeitura pagará a mais este ano para as empresas de ônibus, depois do cancelamento do aumento das tarifas de R$ 3,00 para R$ 3,20 _ o episódio que levou milhões às ruas e virou o país de cabeça para baixo em junho.

onibus Haddad X Kassab: ninguém notou o sumiço de 500 milhões?
No dia 19 daquele mês, no auge dos protestos, enquanto ainda fazia contas e discutia o reajuste, Fernando Haddad citou, entre outros motivos para o aumento, o fato de que, sem ele, a diferença dos 20 centavos "representa um acréscimo de cerca de R$ 200 milhões nos gastos da Prefeitura, isto apenas no orçamento deste ano" (revista Exame).  Em São Paulo, o custo do transporte público é bancado em três partes iguais pela Prefeitura, pelas empresas e pelos usuários.

Ou seja, se a Máfia do ISS tivesse sido desbaratada antes _ a primeira denúncia de construtoras não envolvidas no esquema foi feita em meados do ano passado _ a passagem de ônibus em São Paulo poderia ter sido reajustada para baixo e não para cima. Em vez dos protestos, que abalaram a popularidade da presidente Dilma Rousseff (até hoje não totalmente recuperada), do prefeito Fernando Haddad e de governantes em geral, no país todo, o povo de São Paulo teria saído às ruas para comemorar o barateamento das tarifas do transporte público.

Costuma-se dizer que, em casa onde falta pão, todo mundo reclama e ninguém tem razão. Não se trata do caso de São Paulo. Aqui tem dinheiro sobrando para o pão. O problema é que nossos impostos são roubados na mão grande no meio do caminho da padaria.

Kassab alega que foi ele quem abriu as investigações no ano passado, só que não tomou providência nenhuma. Seus investigadores não acharam nada de estranho entre a vida de marajás que os fiscais levavam e o salário deles na Prefeitura. E não se deram conta de que estava entrando nos cofres municipais muito pouco dinheiro do ISS devido pelas construtoras.

Haddad, por sua vez, já está no comando da cidade há 10 meses, e seus assessores receberam informações sobre as denúncias de desvio do ISS na Prefeitura - ainda durante o governo de transição, no final do ano passado. Ainda assim, dois dos envolvidos no esquema foram mantidos na atual administração em cargos de confiança.

Agora, para a população, pouco importa saber de quem é a culpa pelo rombo, mas tratar de recuperar o dinheiro desviado para que a Prefeitura tenha recursos para cuidar da cidade sem ter que aumentar tanto o IPTU nem pensar novamente em aumentar as tarifas de ônibus. O que menos nos interessa no momento é saber quais as consequências políticas da guerra entre Kassab e Haddad nas eleições do próximo ano. A vida não é feita só de votos e, como vemos agora, às vezes eles custam muito caro.

Na semana passada, o próprio prefeito Haddad já insinuou que também o IPTU pode ter sido vítima da máfia _ da mesma do ISS ou de qualquer outra das muitas que ainda agem na cidade. Se isto for confirmado, parte deste dinheiro poderia ser usado, por exemplo, para isentar mais residências de IPTU e desonerar a indústria e o comércio, que foram os mais atingidos com o último aumento.

Seja como for, nossas autoridades precisam ficar mais atentas sobre o que se passa nos cofres públicos. Afinal, R$ 500 milhões _ meio bilhão de reais! _ não caem do bolso sem ninguém perceber, não é dinheiro de pinga. E, além de tudo, o dinheiro é nosso.
*****
Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2013/11/11/haddad-x-kassab-ninguem-notou-o-sumico-de-500-milhoes/

Pacote do governo FHC, novembro de 1997. Até no dinheiro dos velhos com mais de 70 e deficientes físicos eles mexeram

14.11.2013
Do

Capas da Veja - Antes e depois do Pacote de nov/1

Para quem gosta de fazer comparações entre os governos tucanos e os governos populares Lula-Dilma,  nada como recordar, por exemplo, a situação que o Brasil viveu em novembro de 1997, bem ilustrada por essas duas capas da Veja daquela mês reproduzidas acima.


Na edição que comentava o cruel pacote baixado pelo governo FHC, para atender exigências do FMI e do mercado global, a Veja publicou a reportagem reproduzida abaixo, que resumo a seguir, inclusive com a ilustração:


São 51 medidas de natureza fiscal, com corte de despesas e investimentos públicos, demissão de servidores e aumento de impostos e tarifas.

(...) O pacote não foi a primeira nem a última intervenção do governo nos últimos dias contra a crise financeira. Ponto central da atuação de Brasília para esfriar o nervosismo, o pacote foi costurado num fim de semana, e essa confecção às pressas aparece em várias passagens infelizes que incorporou. Tanto tem furos que a cada dia o governo faz uma nova correção. A última é a edição de uma medida provisória com 75 artigos que visa aliviar um pouco o item do pacote que aumenta o imposto de renda das pessoas.


(...) No dia 29 de outubro, um dia antes do aumento dos juros, a equipe econômica falou, pela primeira vez, num pacote fiscal. Pensava cortar 10 bilhões de reais. Seis dias depois, como os juros não acalmaram o mercado, o corte pulou para 12 bilhões. No dia seguinte, 16 bilhões. Quando a bolsa afundou na sexta-feira, 7 de novembro, os técnicos partiram para o pacote de 20 bilhões.


(...) Diante da televisão, os técnicos do governo avisaram pura e simplesmente que o governo estava aumentando em 10% o IR na fonte e limitando as deduções com educação, previdência privada e saúde, entre outras, a 20% da renda. Dizendo assim, deram a impressão de que os contribuintes pagariam apenas uns reais a mais. Nada disso. Nos casos mais graves, haveria gente pagando até treze vezes mais imposto do que agora.


(...) No pacote, aumenta-se também o imposto sobre produto industrializado, cortam-se 2 bilhões nos investimentos das estatais, em especial Petrobrás e Telebrás, e adia-se, mais uma vez, o reajuste salarial do funcionalismo
[do BdoM: sem aumento desde o início do governo FHC].

[Agora, um detalhe cruel, perverso, que mostra a frieza da equipe econômica e do governo FHC: Medida]
que altera um programa social que paga um salário mínimo para velhos com mais de 70 anos e deficientes físicos. Hoje, os inscritos recebem o benefício em 45 dias. Agora, só o terão em noventa dias.

Dobrar o prazo para recebimento de um salário mínimo para velhos com mais de 70 anos e deficientes físicos é de uma crueldade indesculpável.
Mas, é o modo tucano de governar. E eles ainda querem voltar... Fiquemos atentos.

Íntegra da reportagem, a seguir.  



****
Fonte:http://blogdomello.blogspot.com.br/2013/11/pacote-do-governo-fhc-novembro-de-1997.html

Exumação dos restos mortais de Jango será no próximo dia 13

14.11.2013
Do portal  da Agência Brasil, 16.10.13
Por  Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os restos mortais do ex-presidente João Goulart serão exumados no dia 13 de novembro deste ano, informou hoje (16) a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Deposto pelo regime militar (1964-1985), Goulart morreu no exílio, no dia 6 de dezembro de 1976, na Argentina. O objetivo da exumação é descobrir se ele foi assassinado.

Por imposição do regime militar brasileiro, Goulart foi sepultado em sua cidade natal, São Borja, no Rio Grande do Sul, sem passar por uma autópsia. Desde então, existe a suspeita de que a morte de Jango pode ter sido articulada pelas ditaduras do Brasil, da Argentina e do Uruguai. Após os exames, que serão feitos em Brasília e em laboratórios internacionais, os despojos voltarão para São Borja no 6 de dezembro, data de morte do ex-presidente.

“Essa é a busca da memória do nosso país, daquilo que nos constitui. A exumação de João Goulart é a exumação da ditadura do nosso país”, disse a ministra Maria do Rosário em entrevista coletiva.

A exumação será coordenada pelo Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal e ocorrerá em duas etapas. A primeira é a análise antropológica, que detalhará informações sobre substâncias venenosas que eram usadas no Brasil, na Argentina e no Uruguai e podem ter causado o envenenamento do ex-presidente. Nesse momento, serão reunidos dados médicos e pessoais do ex-presidente. Além disso, será feita a análise do DNA. A segunda etapa constará do exame toxicológico dos restos mortais de Goulart para confirmar se houve envenenamento.

“Hoje podemos dizer com segurança que o ex-presidente foi perseguido por agentes da ditadura militar todos os dias de sua vida. Antes e depois do exílio. Independentemente do trabalho de pesquisas e do resultado, já temos convicção que a ditadura o perseguia. Sabemos que ele tentava voltar ao país pouco antes de sua morte”, disse a ministra. “Ainda que do ponto de vista técnico não seja encontrado qualquer tipo de veneno, não temos dúvidas que o ex-presidente foi vítima da ditadura”, completou.

João Goulart morreu no exílio, no dia 6 de dezembro de 1976 em Mercedes, cidade do Norte da Argentina. A exumação faz parte de uma investigação para esclarecer se a causa da morte João Goulart foi mesmo um ataque cardíaco, conforme divulgaram na ocasião as autoridades do regime militar.

Parentes e amigos próximos do ex-presidente sustentam a tese de que a morte pode ter sido causada pela substituição de medicamentos rotineiros de Goulart, feita por agentes da repressão uruguaia. Investigações conduzidas pela Comissão Nacional da Verdade indicam que o ex-presidente foi uma das vítimas da Operação Condor, montada pelas ditaduras militares do Brasil, da Argentina e do Uruguai para perseguir opositores.

De acordo com Amaury de Souza Jr, perito da Polícia Federal, a exumação toxicológica dos restos mortais do ex-presidente João Goulart será feita por um conjunto de laboratórios internacionais de identificação. O procedimento tem o objetivo de garantir a isenção das informações e desvincular o resultado do Estado brasileiro. A operação terá supervisão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e de peritos internacionais da Argentina e do Uruguai. Técnicos cubanos também poderão se integrar ao grupo.

Edição: Nádia Franco
****
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-16/exumacao-dos-restos-mortais-de-jango-sera-no-proximo-dia-13

Altamiro Borges: Os heróis da Veja são uma piada

14.11.2013
Do blog VI O MUNDO, 13.11.13

Demétrio Magnoli tece loas a Demóstenes na revista Época: direita surtada! (sugestão Gerson Carneiro)

“Rei do camarote” e os heróis da Veja

Por Altamiro Borges, em seu blog

A revista Veja precisa tomar mais cuidado com seus heróis e ícones. Na semana passada, a sua edição paulista, a Vejinha, deu uma patética capa para Alexander de Almeida, o “Rei dos Camarotes” – uma figurinha que se jacta de torrar R$ 50 mil por baladas. Agora, o sítio G1 informa que o sujeito já espancou sua ex-mulher e sua filha. No passado, Veja elegeu o ex-senador Demóstenes Torres como “o cavaleiro da ética”. Depois, o ex-demo foi processado e cassado devido às intimas ligações com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Mesmo assim, a revista não se cuida!

Segundo o sítio G1, as acusações contra Alexander de Almeida foram prestadas na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, na Zona Leste de São Paulo. A filha, então com 15 anos, informou que o pai a chamou no escritório, em 2008, e “desferiu diversos tapas, acertando-lhe o rosto, olho direito e braços, além de ter xingado a vítima”. Ela esclareceu ainda que só escapou do espancador porque o seu tio, que trabalhava no local, destravou a porta e “tirou a declarante das mãos do indiciado”. No depoimento prestado consta que a estudante ficou com “lesões corporais aparentes”.

Já a sua ex-mulher foi agredida por motivos de ciúme, em 2011. Segundo o seu relato na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, “Alexander desferiu socos e pontapés, além de agarrá-la pelo pescoço, produzindo-lhe lesões corporais”. Ela disse ainda que o novo herói da Veja “tirou o telefone celular de sua mão para que não chamasse a polícia”. A investigação de ambos os casos não prosseguiu na polícia, o que permitiu que o “Rei dos Camarotes” continuasse a “agregar valor” nas suas baladas – virando capa da Vejinha e motivo de chacota nas redes sociais.

Antes das revelações do sítio G1, o blogueiro Fernando Brito, do Tijolaço, já havia descoberto a estranha fonte da opulência do ricaço metido. Ele é o que se chama na gíria do comércio de “zangão”. Através da sua empresa, a 3A Organização de Despachos, ele trabalha para os bancos que compram carros de pessoas que não conseguem pagar as prestações. Quando maior a inadimplência, melhor para o despachante, que vive da desgraça alheia. “A história de Alexander de Almeida é mais cheia de buracos do que um queijo emmental”, concluiu Fernando Brito.

A Vejinha não se preocupou em apurar a história do “Rei dos Camarotes” e produziu um dos maiores lixos jornalísticos dos últimos anos. Ela fez, como afirmou o blogueiro Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo, “a apologia da idiotice” e da ostentação. Azar dela, que perde ainda mais crédito entre os leitores, e do mega-coxinha, que hoje está totalmente desmoralizado!

Leia também:

Rodrigo Vianna: Mídia quer transformar Haddad num Pitta

*****
Fonte: http://www.viomundo.com.br/humor/altamiro-borges-os-herois-da-veja-sao-uma-piada.html

Só escolaridade não garante presença de negros no mercado de trabalho, aponta Dieese

14.11.2013
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 13.11.13
Por  Júlia Rabahie, da RBA

Negros representam 48,2% dos trabalhadores nas regiões metropolitanas, mas a média de seu salário chega a ser 36,1% menor do que a de não negros

Negros no MercadoConstrução é um dos setores com maior presença de negros e onde desigualdade salarial é menor

São Paulo – O boletim “Os negros no trabalho”, divulgado hoje (13) pelo Dieese, revelou que apesar de a população negra ter maior participação no mercado de trabalho ainda ganha menos do que os não negros e ocupa os postos de serviços menos valorizados. Mesmo quando o nível de escolarização se eleva e se equipara ao da população não negra, os cargos ocupados pelos negros são os de menor prestígio hierárquico e os salários são inferiores.

“De fato, o acesso dos negros à universidade e à qualificação é menor. No entanto, quando aumentam o grau de escolaridade, individualmente têm uma melhora de renda. Mas não é suficiente para reduzir desigualdade, porque apesar de melhor remuneração, ela continua menor se comparada com a dos não negros”, observa a socióloga do Dieese Adriana Marcolino.  O estudo resulta de pesquisa feita pelo Dieese, em parceria com a Fundação Seade e o Ministério do Trabalho e Emprego.

Apesar de os índices relativos ao biênio 2011-2012 revelarem progresso em relação à maior ocupação dos negros e menor desemprego – nas regiões metropolitanas pesquisadas, 48,2% eram negros –, essa população segue tendo seu esforço produtivo menos reconhecido. Em média, suas remunerações por hora ficavam limitadas a 63,9% do ganho-hora dos não negros.

A pesquisa englobou as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. Dos negros ocupados no mercado, 27,3% não haviam concluído o ensino fundamental (que vai do 1º ao 9° ano) e apenas 11,8% concluíram o ensino superior. Entre a população não negra, 17,8% dos ocupados não terminaram o ensino fundamental e 23,4% formaram-se em uma faculdade. Este cenário se reflete nos ganhos salariais, apesar de não ser determinante para as desigualdades constatadas.

“Os negros, em todas as estruturas produtivas, estão em ocupação de menos prestígio, e mesmo quando têm maior escolaridade, estão em níveis mais precarizados. Os dados são uma comprovação de que existe um papel grande da discriminação racial no mercado de trabalho. A despeito do aumento da escolaridade, o negro vai se manter na ocupação que exige menos escolaridade. Porque é aquele emprego que é oferecido a ele, que é destinado a ele”, afirma Adriana.

Foi comprovado também que quanto maior o nível do patamar de escolaridade, a desigualdade entre a remuneração de negros e não negros aumenta. Por exemplo, na indústria de transformação, a desigualdade de rendimento por hora dos negros em relação aos não negros era de 18,4% no ensino fundamental incompleto e de 40,1% para aqueles com ensino superior completo. Ou seja, quanto maior o nível de escolaridade, maior a desigualdade entre negros e não negros.

No setor da construção, em que a qualificação exigida se apoia mais na experiência do que na escolaridade, a desigualdade entre os rendimentos por cor é menor: variou de 15,6% dentre os ocupados com ensino fundamental incompleto e 24,4% para aqueles com superior completo.

Políticas afirmativas

O desemprego diminuiu entre os negros e não negros, e apesar de haver maior inserção dos primeiros no mercado, os índices mostram diferenças no acesso. “O mercado teve melhora como todo, e isso é fruto do desempenho econômico, do crescimento, da melhoria de condições gerais. A população negra, em alguma medida se beneficiou, aumentou sua ocupação, mas a desigualdade de inserção se mantém”, comenta a socióloga do Dieese.

Adriana ressalta que apesar da importância de políticas afirmativas na educação, como a adoção de cotas por universidades públicas, para maior inserção social da população negra, elas não são suficientes para mudar significativamente o cenário do mercado de trabalho.

“A política de cotas teve impactos positivos, pois cria mais oportunidades e eleva a escolaridade da população negra, mas não é único elemento para acabar com desigualdade no mercado de trabalho”, diz a socióloga, acrescentando que é preciso avançar em outras políticas específicas para o mercado de trabalho. “O movimento sindical tem iniciado esse debate, tem aparecido bastante nas negociações coletivas, para que este tema seja debatido no espaço da empresa. Preconceito racial é subjetivo às vezes, embora tenha um reflexo objetivo no mercado. É importante incluir todos no debate, para ir aos poucos saindo do esquecimento, dessa capa de que há igualdade no mercado”, observa Adriana.
*****
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2013/11/so-escolaridade-nao-garante-presenca-de-negros-no-mercado-de-trabalho-aponta-dieese-5000.html

Mídia joga sujo para atingir Haddad

14.11.2013
Do BLOG DO MIRO, 13.11.13
Por Bepe Damasco, em seu blog:

Vale tudo para tentar envolver o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, no escândalo de corrupção que ganhou as manchetes, mais conhecido como Máfia do ISS. De quebra, o PIG age também para livrar a cara de alguns de seus queridinhos, tais como os ex-prefeitos Serra e Kassab. Tanto nas matérias de primeira página da Folha de São Paulo como nas edições do Jornal Nacional dos últimos dias o que se vê são golpes abaixo da linha da cintura nos planos ético e jornalístico.

 A manipulação tem o mal disfarçado objetivo de esconder das pessoas a informação essencial : a máfia que recebia propina para cobrar menos ISS dos imóveis só está sendo desbaratada por iniciativa da prefeitura, através do Controladoria Geral do Município, criada na gestão do atual prefeito e inspirada no modelo vitorioso na Controladoria Geral da União, cujos ótimos serviços prestados à administração pública do país dispensam comentários.

Ou seja, sem a decisão irrevogável de Haddad de enfrentar esquemas mafiosos incrustados na estrutura de arrecadação e fiscalização da prefeitura, que nas gestões de José Serra e Kassab nadaram de braçada, não haveria investigação, nem ação do Polícia Federal e tampouco auditores fiscais corruptos presos.


Está certo que de onde menos se espera é que não vem nada mesmo, mas se a velha mídia de direita brasileira ainda se pautasse por um mínimo de critério jornalístico, esse reconhecimento teria de estar no lead (abertura da matéria, na qual constam as informações mais importantes) das reportagens sobre o caso.


No entanto, como fazem política rasteira 24 horas por dia contra o PT, os jornalões, as revistas e a Globo viram no episódio uma excelente oportunidade para, por um lado, tentar varrer de uma vez para debaixo do tapete os casos Siemens e Alston,que envolvem até a medula tucanos de alta plumagem de São Paulo, e, por outro, desgastar uma liderança petista emergente, como o prefeito da maior cidade do país.


E seriam cômicas se não fossem de dar nojo as matérias e "análises" acerca do caso publicadas na Folha de São Paulo de hoje (13), bem como as veiculadas na edição de ontem do Jornal Nacional. A ideia é explorar ao máximo a saída do secretário de governo de Haddad, o vereador petista Antônio Donato. Para o veículo dos Frias, "o caso se volta contra o prefeito" ou "Haddad, que esperava surfar na onda das investigações, acabou arrastado pelo episódio."


Cabe registrar que Donato pediu afastamento para se defender, na Câmara dos Vereadores, das acusações feitas contra ele pelos mafiosos e abortar a cartada dos criminosos, que, com o apoio da velha mídia, pretendem tumultuar as investigações e jogar o problema no colo do prefeito, abalando-o politicamente com este efeito bumerangue.


Vamos imaginar os cenários possíveis para os desdobramentos do caso. É claro que entre as versões dos servidores corruptos, reverberados amplamente pelo oligopólio midiático, e a de Donato, merece muito mais crédito a do ex-secretário, seja pelo seu passado limpo, seja pela razoabilidade da sua denúncia, segundo a qual a máfia teria orquestrado um movimento para envolve-lo no esquema corrupto, com o intuito de confundir as investigações e atingir o prefeito.


Contudo, mesmo se restarem provadas as acusações de que Donato recebeu dinheiro da máfia para suas campanhas eleitorais, ou até mesada, conforme um dos mafiosos, isso não quer dizer, absolutamente, que o escândalo tenha as impressões digitais do Haddad, como tenta fazer crer, explícita ou veladamente, a cobertura partidarizada do PIG.


A postura do prefeito tem sido corretíssima até aqui. É elogiável a determinação de Haddad de ir fundo nas investigações, livrando a cidade de São Paulo desse sorvedouro de dinheiro público, doa a quem doer. Simples assim : se depois de ampla defesa e direito ao contraditório, as investigações concluírem pela culpa de Donato ou qualquer outro auxiliar de Haddad, que se cumpra a lei e se faça valer as punições cabíveis.


Antes disso, porém, é tudo marola mal intencionada contra Haddad e o PT.
*****
Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/11/midia-joga-sujo-para-atingir-haddad.html